Com Sua Doutrina de renascimento espiritual (cf. Jo 3,3), e assim de aperfeiçoamento das relações humanas (cf. Jo 13,34) e das relações do ser humano com Deus (cf. Mt 6,33), Nosso Salvador ensinou que entre os Apóstolos, ou seja, na Santa Igreja Católica, não haveria autoridade como a que vemos no mundo. Foi pouco antes do Domingo de Ramos, no Evangelho Segundo São Mateus: "Jesus, porém, chamou-os e disse-lhes: 'Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as tiranizam. Não seja assim entre vós. Todo aquele que entre vós quiser tornar-se grande, faça-se vosso servo. E aquele que entre vós quiser tornar-se o primeiro, faça-se vosso escravo. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por uma multidão." Mt 20,25-28
E para que isso ficasse bem claro, Ele deu um emblemático exemplo logo após a Santa Ceia, quando lavou os pés de todos, inclusive os de Judas Iscariotes, que O trairia. O Evangelho Segundo São João narrou: "Depois de lhes lavar os pés e tomar Suas vestes, novamente Se sentou à mesa e perguntou-lhes: 'Sabeis o que vos fiz? Vós chamai-Me Mestre e Senhor, e assim bem dizeis porque EU SOU. Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, vós também façais. Na Verdade, na Verdade, digo-vos: o servo não é maior que Seu Senhor, nem o enviado é maior que Aquele que o enviou. Se compreenderdes e praticardes estas coisas, sereis felizes." Jo 13,12-17
Outra grande inovação foi Seu amigável modo de tratar a todos. Isso encantava quem O conhecia, pois o fazia com naturalidade, e recomendava: "... aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para vossas almas." Mt 11,29
Já a Carta de São Tiago, citando o Livro de Gênesis, rememorou como se deu a fundação de Israel: "Assim se cumpriu a Escritura, que diz: 'Abraão creu em Deus e isto foi-lhe tido em conta de Justiça (Gn 15,6), e foi chamado amigo de Deus.'" Tg 2,23
Até nas acusações que os falsos religiosos Lhe faziam, Jesus era reconhecido por Seu amistoso proceder para com os mais afastados da fé. Segundo Ele mesmo, diziam de Si: "É um comilão e beberrão, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores.'" Mt 11,19b
Ao paralítico, descido numa maca através do telhado da casa de São Pedro (cf. Mc 2,1), Ele vai curar-lhe primeiro a alma, o que também fez com docilidade. É leitura do Evangelho Segundo São Lucas: "Meu amigo, teus pecados são-te perdoados." Lc 5,20
E Sua Paz, que é sobrenatural (cf. Jo 14,27), derramada por Ele sobre os Apóstolos para que a repassassem a Sua Igreja (cf. Jo 21,17), jamais se perde: "Em qualquer casa em que entrardes, primeiro dizei: 'A Paz esteja nesta casa.' Se ali morar algum amigo da Paz, vossa Paz repousará sobre ele. Senão, ela retornará a vós." Lc 10,5-6
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos convidados para uma festa de Matrimônio, àquele que se comporta com humildade, sentando-se nos últimos lugares mesmo sendo importante pessoa, Jesus assim Se dirige: "Amigo, vem mais para cima." Lc 14,10
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Mesmo quando tratava das mais sérias questões, Ele amavelmente falava à multidão sobre a imortalidade da alma (cf. Mt 10,28): "Digo-vos, Meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. Mostrá-vos-ei a Quem deveis temer: temei Àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno! Sim, Eu digo-vos: a Este temei." Lc 12,4-5
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Desiludindo avarentos e ambiciosos, porém, alertava que não há como enganar a Deus: "Ora, ouviam tudo isto os fariseus, que eram amigos do dinheiro e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Mas até ao repreender um invasor, como se vê na parábola das Núpcias do Cordeiro, uma referência ao Reino dos Céus, Ele vai ser afável: "Meu amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?" Mt 22,12
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
Contudo, advertia-os da validade e da perenidade da Divina Justiça que ele anunciava: "Se alguém ouve Minhas palavras e não as guarda, Eu não o condenarei. Porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar. Quem me despreza e não recebe Minhas palavras, tem quem o julgue: a Palavra que anunciei julgá-lo-á no Último Dia." Jo 12,47-48
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E explicou: "Não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que Seu Senhor faz. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de Meu Pai." Jo 15,15
Esse não era um aparente costume, ou só pessoalmente usado. Ele tinha falado em amigos também para os seguidores de São João Batista, ao afirmar Sua presença como Deus entre os homens, em preparação para as Núpcias do Cordeiro: "Podem os amigos do Esposo afligir-se enquanto o Esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o Esposo, então eles jejuarão." Mt 9,15
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Para nossa perfeita instrução, Ele deixou-nos Seu amor como medida, antes de partir com os Apóstolos para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Ninguém tem maior amor que Aquele que dá Sua vida por Seus amigos." Jo 15,13
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
E como exemplo da bondade de Deus, informou-nos da dádiva que é o próprio Santo Paráclito: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais Vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que LhO pedirem." Lc 11,13
Assim como é Ele próprio, segundo Suas palavras: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
De fato, Ele vai chamar o próprio Judas Iscariotes de amigo, quando ele chegou com a guarda do sumo sacerdote no Getsêmani para O prender: "Amigo, para que estás aqui?" Mt 26,50
Ironicamente, como sempre se flagra nas ações do Demônio, contra Jesus até os poderosos faziam as pazes: "Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois antes eram inimigos." Lc 23,12
E assim também agirão as nações, conforme profecias de Jesus sobre perseguições no futuro da Igreja Católica (cf. Mc 13,9), e ainda os próprios israelitas. Foi a oração dos Apóstolos a Deus no Livro de Atos dos Apóstolos, após a primeira prisão de São Pedro e São João: "Pois, na verdade, nesta cidade se uniram contra Vosso Santo Servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel," At 4,27
Mas Ele próprio não Se entregou à ira nem mesmo contra aqueles que O crucificavam, como se viu no Monte Calvário: "E Jesus dizia: 'Pai, perdoa-lhes. Porque não sabem o que fazem.'" Lc 23,34
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
E quando pela primeira vez apareceu a alguns dos Apóstolos em Galileia, foi amável até para lhes demonstrar, mais uma vez (cf. Lc 24,43), que havia Ressuscitado na Carne: "Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?" Jo 21,5
Do Príncipe dos Apóstolos, pela extrema responsabilidade ao lhe confiar Igreja Apostólica, Ele cobrou a fidelidade de uma verdadeira amizade: "Pedro ficou triste, porque lhe perguntou pela terceira vez se ele O amava." Jo 21,17
E era exatamente isso que Ele reclamava dos religiosos judeus: "Não espero Minha Glória dos homens, mas sei que em vós não tendes o amor de Deus." Jo 5,41-42
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
De fato, isso foi lembrado no Livro de Judite, quando essa viúva e heroína exortou os líderes religiosos de Israel "Agora, meus Irmãos, já que sois os anciãos do povo de Deus, e que sua vida depende de vós, reanimai seus corações com vossas palavras, para que eles lembrem que nossos pais foram tentados a fim de se verificar se eles verdadeiramente serviam a Seu Deus. Que eles se lembrem de como nosso pai Abraão foi provado e de como passou por múltiplas tribulações para se tornar o amigo de Deus. Assim Isaac, assim Jacó, assim Moisés, e todos aqueles que agradaram a Deus, permaneceram fiéis apesar das muitas tribulações." Jd 8,21-23
O Livro de Sabedoria, tratando dela mesma, diz qual é sua razão de ser: "... porque ela é para os homens um inesgotável tesouro, e aqueles que a adquirem preparam-se para se tornar amigos de Deus, recomendados a Ele pela educação que ela lhes dá. Que Deus me permita falar como eu quisera, e ter pensamentos dignos dos dons que recebi, porque é Ele mesmo Quem guia a Sabedoria e emenda os sábios, pois nós estamos em Suas mãos, nós e nossos discursos, toda nossa inteligência e nossa habilidade" Sb 7,14-17
Esse valor também foi percebido no Livro de Eclesiástico: "Nada é comparável a um fiel amigo, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um fiel amigo é um remédio de Vida e imortalidade. Quem teme ao Senhor, achará esse amigo. ... pois seu amigo lhe será semelhante." Eclo 6,15-16.17b
E inspirou um sagrado autor no Livro de Salmos, que cantou ao Senhor: "Sou amigo de todos aqueles que Vos temem e daqueles que seguem Vossos preceitos. De Vossa bondade, Senhor, está cheia a Terra. Ensinai-me Vossas leis." Sl 118,63-64
Por isso, o Eclesiástico havia recomendado: "De amigo, não te tornes inimigo de teu próximo, pois o malvado terá por sorte a vergonha e a ignomínia, como todo pecador invejoso e de língua fingida. Pois uma perversa alma é a perda de quem a possui, torná-lo-á motivo de zombaria para seus inimigos e conduzi-lo-á à sorte dos ímpios. Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos. A elegante linguagem do homem virtuoso é uma opulência." Eclo 6,1.4.5
Ora, a traição de Judas Iscariotes havia sido profetizada por Davi, que era salmista: "Até o próprio amigo em que Eu confiava, que partilhava do Meu pão, contra Mim levantou o calcanhar." Sl 40,10
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Diferenciava: "Melhor é a correção manifesta que uma amizade fingida." Pr 27,5
Mas também avisava: "Quem visita os sábios, torna-se sábio. Quem se faz amigo dos insensatos, perde-se." Pr 13,20
São Tiago Menor, portanto, não deixa de denunciar as traições ao Pai: "Adúlteros, não sabeis que o amor ao mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus!" Tg 4,4
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
E promete a Suas ovelhas: "... ninguém as roubará de Minha mão. ... ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai." Jo 10,27a.28b.29b
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
Todavia, primando por valores como paciência e mansidão, aí ele via o 'bom combate', como a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo exortou-o: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e com todo empenho procura a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé." 1 Tm 6,11-12a
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Contudo, não resta dúvida que os católicos, além de Satanás, seus maus espíritos e o pecado, têm muitos inimigos nesse mundo, especificamente na modernidade, como São Paulo revelou a São Timóteo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenhá-la-ão na realidade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte aqueles que jeitosamente se insinuam pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da Verdade." 2 Tm 3,1-7
Por isso, a Carta de São Paulo aos Filipenses prega o dom da fortaleza, isto é, que não nos intimidemos diante de ameaças à integridade do rebanho: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição, mas para vós, de Salvação. E é a vontade de Deus, porque vos é dado não somente crer em Cristo, mas também sofrer por Ele." Fl 1,27-29
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
A Carta de São Paulo a São Tito, portanto, dá-lhe esta instrução sobre o líder de uma diocese a receber a Ordenação, salvaguardando a Sagrada Tradição e alertando contra aqueles que se prendiam ao Antigo Testamento: "Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão." Tt 1,1-10
Portanto, enquanto mais importante traço de Sua Personalidade, seja humana, seja divina, a amistosidade de Jesus é mais um sinal do Novo Mandamento, Seu Mandamento que Ele nos deixou: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, vós deveis amar-vos uns aos outros. Este é Meu Mandamento..." Jo 13,34;15,12
Por fim, sobre o tema temos esta luminosa frase de São Luís-Maria Grignion de Montfort: "Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, irreconciliável inimizade, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, Sua digna Mãe, e o Demônio. Entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer. De modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o Demônio."
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"

