A JUSTIÇA DE DEUS
Deus é Deus de Misericórdia, não há dúvida, mas Ele também é, e indefectivelmente, Deus de Justiça! E só esta noção já é o bastante para que se entenda a razão de ser do Purgatório, pois ninguém poderá aproximar-se d'Ele sem antes passar por uma completa purificação, como é o caso da grande maioria de nós, que não alcança a santidade. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios diz: "Será descoberto pelo fogo. O fogo provará quanto vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém de alguma maneira passando através do fogo." 1 Cor 3,13b-15
Sem dúvida, no Livro do Profeta Isaías vemos Deus como a própria justiça, a Glória de Jerusalém, certamente a Jerusalém Celestial (cf. Hb 12,22), anunciada pelos seguidores de São Paulo: "Por amor a Sião não me calarei, por amor a Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça, e não se acender nela, como uma tocha, a Salvação. As nações verão Tua justiça, todos reis verão Tua Glória..." Is 62,1-2b
Deus é Deus de Misericórdia, não há dúvida, mas Ele também é, e indefectivelmente, Deus de Justiça! E só esta noção já é o bastante para que se entenda a razão de ser do Purgatório, pois ninguém poderá aproximar-se d'Ele sem antes passar por uma completa purificação, como é o caso da grande maioria de nós, que não alcança a santidade. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios diz: "Será descoberto pelo fogo. O fogo provará quanto vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém de alguma maneira passando através do fogo." 1 Cor 3,13b-15
Mais do que observamos, a justiça de Deus frequentemente é mencionada nas Escrituras. O próprio Jesus tratou de apontá-la logo no início de Sua vida pública, no Evangelho segundo São Mateus, ao ser batizado por São João Batista: "Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: 'Eu devo ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?' Mas Jesus respondeu-lhe: 'Deixa por agora, pois convém que cumpramos a completa justiça.' Então João cedeu." Mt 3,13-15
Ele pregou que sua busca é uma bem-aventurança, ainda no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!" Mt 5,6
Advertiu, entretanto, que quem a buscasse seria perseguido, mas ganharia um lugar junto a Deus: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,10
Esta justiça vai muito além de terrenos parâmetros. Referindo-Se a alguns religiosos de então, Jesus mostrou-Se exigente: "Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus." Mt 5,20
E deles mesmos tratou de cobrar, jogando-lhes em face e exortando-os à perfeita interiorização da fé: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os mais importantes preceitos da Lei: a justiça, a Misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, contudo sem deixar o restante." Mt 23,23
Recomendava-a, pois, como o mais elevado valor aos olhos de Deus. Está no Evangelho segundo São Lucas: "Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber; e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com todas estas coisas. Mas Vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas por acréscimo." Lc 12,29-31
Dizia de Sua própria condição, no Evangelho segundo São João, referindo-Se à Sua esplendorosa Glória e à Onipotência do Pai: "Não busco Minha Glória. Há Quem a busque e Ele fará justiça." Jo 8,50
E deu este testemunho de São João Batista: "João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos e as prostitutas, porém, creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para nele crerdes." Mt 21,32
Sua plena revelação, ainda segundo Jesus, seria obra do Espírito Santo: "E quando Ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do Juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim. Ele convencê-lo-á a respeito da justiça, porque Eu Me vou para junto de Meu Pai e vós já não Me vereis. Ele convencê-lo-á a respeito do Juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado." Jo 16,8-11
Ela já era mencionada com uma das quatro cardeais virtudes no Livro de Sabedoria: "E se alguém ama a justiça, as virtudes são seus frutos. Ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza, que na vida são os mais úteis bens aos homens." Sb 8,7
E Zacarias, quando do nascimento de seu filho, São João Batista, disse que esta seria uma das duas condições para bem servir a Deus, pois por Jesus Seu Reino estaria estabelecido: "Assim exerce Sua Misericórdia com nossos pais, e recorda-Se de Sua Santa Aliança, segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de conceder-nos que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-Lo em santidade e justiça, em Sua presença, todos dias de nossa vida." Lc 1,72-75
O completo estabelecimento da justiça de Deus, porém, será a obra final de Jesus, como profetizado havia séculos, pois Ele sempre agiu discretamente, evitando alarde sobre Seus milagres: "Abertamente proibia-lhes de falar sobre isso, para que se cumprisse o anunciado pelo Profeta Isaías: 'Eis Meu Servo a Quem escolhi, Meu Bem-Amado em Quem Minha alma pôs toda Sua afeição. Farei repousar sobre Ele Meu Espírito e Ele anunciará a justiça aos pagãos. Ele não disputará, não elevará Sua voz; ninguém ouvirá Sua voz nas praças públicas. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça. Em Seu Nome, as pagãs nações porão sua esperança (Is 42,1-4).'" Mt 12,16-21E Zacarias, quando do nascimento de seu filho, São João Batista, disse que esta seria uma das duas condições para bem servir a Deus, pois por Jesus Seu Reino estaria estabelecido: "Assim exerce Sua Misericórdia com nossos pais, e recorda-Se de Sua Santa Aliança, segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de conceder-nos que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-Lo em santidade e justiça, em Sua presença, todos dias de nossa vida." Lc 1,72-75
Sem dúvida, no Livro do Profeta Isaías vemos Deus como a própria justiça, a Glória de Jerusalém, certamente a Jerusalém Celestial (cf. Hb 12,22), anunciada pelos seguidores de São Paulo: "Por amor a Sião não me calarei, por amor a Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça, e não se acender nela, como uma tocha, a Salvação. As nações verão Tua justiça, todos reis verão Tua Glória..." Is 62,1-2b
A Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses também diz: "Ele descerá do Céu com os mensageiros do Seu poder, por entre chamas de fogo, para fazer justiça àqueles que não reconhecem a Deus e aos que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus." 2 Ts 1,7b-8
Contudo, a Carta de São Paulo aos Romanos garante, ao dizer de Jesus: "Porque n'Ele se revela a justiça de Deus..." Rm 1,17a
Também no Livro do Profeta Malaquias, pois Jesus nos purifica para que possamos prestar um culto digno: "'... o Anjo da Aliança, que vós desejais. 'Eis que Ele vem', diz o Senhor dos Exércitos. Porque Ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. E assentar-Se-á Aquele que funde e que purifica. Ele purificará os filhos de Levi e refiná-los-á como ouro e prata, e eles tornar-se-ão para o Senhor aqueles que apresentam uma oferenda conforme a justiça." Ml 3,1.2b-3
E a Carta de São Paulo a São Tito resumiu: "Veio para ensinar-nos a renunciar à impiedade e às mundanas paixões, e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade... " Tt 2,12
Enfim, a Carta de São Paulo aos Filipenses rezou para que eles produzam de seus frutos: "Peço, em minha oração, que vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e tornei-vos puros e irrepreensíveis para o Dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a Glória e louvor de Deus." Fl 1,9-11
Ele recomenda, neste sentido, a companhia dos membros da Santa Igreja, como vemos na Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo: "Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a Paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios identifica como "Ministros da Justiça" os Sacerdotes da Igreja: "Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de Luz, parece bem normal que seus ministros se disfarcem em Ministros de Justiça, cujo fim, no entanto, será segundo suas obras." 2 Cor 11,14b-15
Exalta, em exortação a São Timóteo, a Luz de Deus nos Santos Livros: "E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de proporcionar-te a Sabedoria que conduz à Salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus torna-se perfeito, capacitado para toda boa obra." 2 Tm 3,15-17
E esperava a 'Coroa dos Santos': "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da justiça, que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua aparição." 2 Tm 4,7-8
Como Zacarias, pai de São João Batista, ele zelava por essas duas qualidades: "Renovai sem cessar o sentimento de vossa alma, e revesti-vos do novo homem, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade." Ef 4,23-24
Como Zacarias, pai de São João Batista, ele zelava por essas duas qualidades: "Renovai sem cessar o sentimento de vossa alma, e revesti-vos do novo homem, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade." Ef 4,23-24
E pediu aos romanos: "Pois, como pusestes vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, ponde agora vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade." Rm 6,19b
Falou-lhes da obediência como o oposto do pecado: "Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para obedecer-lhe, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer do pecado para a morte, quer da obediência para a justiça? E, libertos do pecado, tornastes-vos servos da justiça." Rm 6,16.18
Apontou-a como uma dádiva, na Carta aos Efésios: "Ora, o fruto da Luz consiste em toda bondade, justiça e Verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas infrutíferas obras das trevas. Pelo contrário, abertamente condenai-as." Ef 5,9-11
E também como parte da 'armadura' de Deus: "Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz." Ef 6,14-15
Ela era constante objeto de suas pregações, como quando foi preso e apresentado diante do procurador de judeia, no Livro de Atos dos Apóstolos: "Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o futuro Juízo, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: 'Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamá-te-ei.'" At 24,25Enfim, a Carta de São Paulo aos Filipenses rezou para que eles produzam de seus frutos: "Peço, em minha oração, que vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e tornei-vos puros e irrepreensíveis para o Dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a Glória e louvor de Deus." Fl 1,9-11
A Carta de São Tiago exaltava, como meio de alcançar este fruto, a Paz oferecida por Jesus: "O fruto da justiça semeia-se na Paz, para aqueles que praticam a Paz." Tg 3,18
E fez esta radical distinção: "É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do Demônio: todo aquele que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama seu irmão." 1 Jo 3,10
A NECESSÁRIA JUSTIFICAÇÃO
Ora, São Paulo atesta na Missão de Jesus a plena justificação do ser humano: "Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em Nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de Nosso Deus." 1 Cor 6,11b
Já não dava crédito aos rituais do Antigo Testamento, mas somente à indizível Graça que nos foi concedida por Cristo: "E não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de Sua Misericórdia, Ele salvou-nos mediante o Batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que por meio de Cristo, Nosso Salvador, em profusão nos foi concedido. Para que a justificação obtida por Sua Graça nos torne, em esperança, herdeiros da Vida Eterna." Tt 3,5-7
DEUS CASTIGA!
O mundo, porém, segue em sua loucura como um Salmo canta: "O pecador gloria-se até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. Em sua arrogância, o ímpio diz: 'Não há castigo, Deus não existe.' É tudo e só o que ele pensa." Sl 9,24-25
Em contrapartida, o Livro de Provérbios ensina: "... o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima." Pr 3,12
E alertava para o pecado capital da ira: "Já o sabei, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para irar-se, porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia, e com mansidão recebei a Palavra em vós semeada, que pode salvar vossas almas." Tg 1,19-21
São Paulo ensinava o mesmo, e até invocou uma significativa passagem do Livro de Deuteronômio: "Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: 'A Mim a vingança. A Mim exercer a justiça', diz o Senhor (Dt 32,35)." Rm 12,19
A Primeira Carta de São Pedro apontou-a como o sentido da vida do cristão: "Carregou (Jesus) nossos pecados em Seu Corpo sobre o madeiro para que, mortos para nossos pecados, vivamos para a justiça." 1 Pd 2,24
Até alertava para possíveis sacrifícios: "Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes se alguma coisa padecerdes por causa da justiça!" 1 Pd 3,13-14São Paulo ensinava o mesmo, e até invocou uma significativa passagem do Livro de Deuteronômio: "Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: 'A Mim a vingança. A Mim exercer a justiça', diz o Senhor (Dt 32,35)." Rm 12,19
A Primeira Carta de São Pedro apontou-a como o sentido da vida do cristão: "Carregou (Jesus) nossos pecados em Seu Corpo sobre o madeiro para que, mortos para nossos pecados, vivamos para a justiça." 1 Pd 2,24
Disse que foi graças a ela que os pagãos também chegaram à fé: "Simão Pedro, servo e Apóstolo de Jesus Cristo, àqueles que, pela justiça de Nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo, por partilha alcançaram tão preciosa fé como a nossa. Graça e Paz sejam-vos dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, Nosso Senhor!" Pd 1,1-2
E a Segunda Carta de São Pedro falou da eterna morada, prometida por Jesus: "Nós, porém, segundo Sua promessa, esperamos novos céus e uma nova Terra, nos quais habitará a justiça." 2 Pd 3,13
E a Segunda Carta de São Pedro falou da eterna morada, prometida por Jesus: "Nós, porém, segundo Sua promessa, esperamos novos céus e uma nova Terra, nos quais habitará a justiça." 2 Pd 3,13
A Primeira Carta de São João indicava essa marca de Cristo: "Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como Jesus também é justo." 1 Jo 3,7
Falou dos renascidos do Espírito Santo, como Jesus ensinou a Nicodemos: "Se sabeis que Ele (Deus) é justo, também sabei que todo aquele que pratica a justiça é nascido d'Ele." 1 Jo 2,29E fez esta radical distinção: "É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do Demônio: todo aquele que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama seu irmão." 1 Jo 3,10
Ora, o Livro de Salmos já atestava essa orientação dada por Deus, mas ressalta que Ele a confere aos humildes: "O Senhor é bom e reto, por isso reconduz os extraviados ao reto caminho. Dirige os humildes na justiça, e ensina-lhes Sua via." Sl 24,8-9
Ora, São Paulo atesta na Missão de Jesus a plena justificação do ser humano: "Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em Nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de Nosso Deus." 1 Cor 6,11b
Já não dava crédito aos rituais do Antigo Testamento, mas somente à indizível Graça que nos foi concedida por Cristo: "E não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de Sua Misericórdia, Ele salvou-nos mediante o Batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que por meio de Cristo, Nosso Salvador, em profusão nos foi concedido. Para que a justificação obtida por Sua Graça nos torne, em esperança, herdeiros da Vida Eterna." Tt 3,5-7
Ele explica: "Porquanto pela observância da Lei nenhum homem será justificado diante d'Ele, porque a Lei se limita a dar o conhecimento do pecado. Mas, agora, sem o concurso da Lei, se manifestou a justiça de Deus, atestada pela Lei e pelos Profetas. Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos fiéis, pois não há distinção. Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus e gratuitamente são justificados por Sua Graça. Tal é a obra da Redenção, realizada em Jesus Cristo: Deus destinou-O para ser, por Seu Sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim Ele manifesta Sua justiça, porque no tempo de Sua paciência Ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Assim, digo eu, Ele manifesta Sua justiça no presente tempo, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus. Onde está, portanto, o motivo de gloriar-se? Foi eliminado. Por qual Lei? Pela das obras? Não, mas pela Lei da fé. Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da Lei." Rm 3,20-28
Pois a Vinda do Espírito de Deus é o grande diferencial da Nova Aliança: "O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne a fim de que a justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em Verdade, está morto pelo pecado, mas o espírito vive pela justificação." Rm 8,3-4.8-10
Assim também explicou, distinguindo meras práticas religiosas de uma verdadeira interiorização da fé, a adesão dos não-judeus ao cristianismo: "Então que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justificação, a que vem da fé, ao passo que Israel, que procurava uma lei que desse a justificação, não a encontrou. Por quê? Porque Israel a buscava como fruto não da fé, e sim das obras." Rm 9,30-32a
Anunciando, pois, o Cristo, ele convictamente pregou em Antioquia da Pisídia: "Todo aquele que crê, por Ele é justificado de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés." At 13,39
E nestes termos denunciava o erro dos Judeus, por rejeitarem Jesus: "Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque a finalidade da Lei é Cristo, para justificar todo aquele que crê." Rm 10,3-4
Pois a Vinda do Espírito de Deus é o grande diferencial da Nova Aliança: "O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne a fim de que a justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em Verdade, está morto pelo pecado, mas o espírito vive pela justificação." Rm 8,3-4.8-10
Anunciando, pois, o Cristo, ele convictamente pregou em Antioquia da Pisídia: "Todo aquele que crê, por Ele é justificado de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés." At 13,39
E nestes termos denunciava o erro dos Judeus, por rejeitarem Jesus: "Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque a finalidade da Lei é Cristo, para justificar todo aquele que crê." Rm 10,3-4
A Carta de São Paulo aos Gálatas pregava a Graça como sucessora do Antigo Testamento, e torna a mencionar a definitiva justiça como efeito da futura Vinda de Jesus: "Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela Lei. Decaístes da Graça. Quanto a nós, é espiritualmente, da fé, que aguardamos a esperada justiça." Gl 5,4-5
Ele exaltava, portanto, o Sacrifício Pascal: "... porque cremos n'Aquele que dos mortos ressuscitou Jesus, Nosso Senhor, o Qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação." Rm 4,24b-25
Igualmente pregou aos coríntios: "Aquele que não conheceu o pecado, Deus fê-Lo pecado por nós, para que n'Ele nós nos tornássemos justiça de Deus." 2 Cor 5,21
Disse mais do Espírito Santo, como a grande dádiva da Nova Aliança: "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, revestiu-se de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito! Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais há de sobrepujá-lo em Glória o Ministério da Justificação !" 2 Cor 3,7-9
E ele mesmo dava exemplo de prudência e humildade: "De nada me acusa a consciência! Contudo, nem por isso sou justificado. Meu Juiz é o Senhor." 1 Cor 4,4
De fato, Jesus contou essa parábola: "Subiram dois homens ao Templo para orar. Um era fariseu, o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava em seu interior desta forma: 'Graças dou-Te, ó Deus, porque não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros. Nem como o publicano que ali está. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos meus lucros.' O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!' Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado." Lc 18,10-14
Falando de vigília, Ele avisou do peso de cada simples palavra: "Eu digo-vos: no Dia do Juízo os homens prestarão contas de toda vã palavra que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado." Mt 12,36-37
São Tiago Menor também falou do que elas significam para uma verdadeira religiosidade: "Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia sua língua e engana seu coração, então é vã sua religião." Tg 1,26
E se não são as "obras da Lei" que nos levam a justificação, como São Paulo diz referindo-se aos rituais judeus, as obras de caridade são absolutamente impreteríveis. São Tiago Menor argumenta: "A pura e sem mácula religião aos olhos de Deus e Nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e tê-los feito sair por outro caminho? Assim como o corpo sem a alma é morto, assim a fé sem obras também é morta." Tg 1,27;2,24-26
E se não são as "obras da Lei" que nos levam a justificação, como São Paulo diz referindo-se aos rituais judeus, as obras de caridade são absolutamente impreteríveis. São Tiago Menor argumenta: "A pura e sem mácula religião aos olhos de Deus e Nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e tê-los feito sair por outro caminho? Assim como o corpo sem a alma é morto, assim a fé sem obras também é morta." Tg 1,27;2,24-26
De equivalente modo são os rituais da Igreja Católica, isto é, os Sacramentos, e em específico o da Confissão, como São Pedro pregou: "O Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
São Paulo diz dos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores Seus, exortamo-vos a que não recebais em vão a Graça de Deus." 2 Cor 6,1
São Paulo diz dos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores Seus, exortamo-vos a que não recebais em vão a Graça de Deus." 2 Cor 6,1
Principalmente o Santíssimo Sacramento: "Portanto, todo aquele que indignamente comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que O come e O bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação." 1 Cor 11,27-29
Exortava, então, à devida contrição: "Examinai a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós?" 2 Cor 13,5a
Só não deu muitos detalhes de como se alcança o dom da verdadeira fé, tão raro na atualidade: "Essa é a Palavra da fé, que pregamos. Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à Salvação." Rm 10,8b-10
Exortava, então, à devida contrição: "Examinai a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós?" 2 Cor 13,5a
Só não deu muitos detalhes de como se alcança o dom da verdadeira fé, tão raro na atualidade: "Essa é a Palavra da fé, que pregamos. Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à Salvação." Rm 10,8b-10
Foi sucinto, mencionando apenas a catequese: "Logo, a fé provém da pregação, e a pregação exerce-se em razão da Palavra de Cristo." Rm 10,17
O mundo, porém, segue em sua loucura como um Salmo canta: "O pecador gloria-se até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. Em sua arrogância, o ímpio diz: 'Não há castigo, Deus não existe.' É tudo e só o que ele pensa." Sl 9,24-25
Em contrapartida, o Livro de Provérbios ensina: "... o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima." Pr 3,12
Também o Livro de Jó, quando seu amigo diz: "Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige! Não desprezes a lição do Todo-poderoso, pois Ele fere e cuida. Se golpeia, Sua mão cura." Jó 5,17-18
O Livro de Eclesiástico, de fato, observou: "Se um único homem se tivesse mostrado obstinado, seria um milagre ter ficado impune, porque piedade e cólera vêm do Senhor, que é potente no perdão e derrama a cólera. Tão grande quanto Sua Misericórdia é Seu castigo, pois Ele julga a cada um segundo suas obras." Eclo 16,11-12
Bem como os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus: "Aliás, temos na Terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, olhamo-los com respeito. Com quanto mais razão havemos de submeter-nos ao Pai de nossas almas, o Qual nos dará a Vida? Os primeiros educaram-nos para pouco tempo, segundo sua própria conveniência, ao passo que Este o faz para nosso bem, para comunicar-nos Sua santidade. É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de Paz." Hb 12,9-11
Jó, em sua experiência, já havia observado bênçãos e punições: "Por isso, eu rogarei a Deus, apresentarei minha súplica ao Senhor. Ele faz grandes e insondáveis coisas, incalculáveis maravilhas; espalha a chuva sobre a Terra e derrama as águas sobre os campos; exalta os humildes e dá nova alegria aos que estão de luto; frustra os projetos dos maus, cujas mãos não podem executar os planos; apanha os jeitosos em suas próprias manhas, e os projetos dos astutos tornam-se prematuros: em pleno dia encontram as trevas, e andam às apalpadelas ao meio-dia como se fosse noite." Jó 5,8-14
Com efeito, Moisés mesmo havia assentado: "Todas maldições cairão sobre ti, persegui-te-ão e alcançá-te-ão até que sejas exterminado, porque não ouviste a voz do Senhor, Teu Deus, e não guardaste os Mandamentos e as leis que Ele te impôs." Dt 28,45
Jó, em sua experiência, já havia observado bênçãos e punições: "Por isso, eu rogarei a Deus, apresentarei minha súplica ao Senhor. Ele faz grandes e insondáveis coisas, incalculáveis maravilhas; espalha a chuva sobre a Terra e derrama as águas sobre os campos; exalta os humildes e dá nova alegria aos que estão de luto; frustra os projetos dos maus, cujas mãos não podem executar os planos; apanha os jeitosos em suas próprias manhas, e os projetos dos astutos tornam-se prematuros: em pleno dia encontram as trevas, e andam às apalpadelas ao meio-dia como se fosse noite." Jó 5,8-14
Com efeito, Moisés mesmo havia assentado: "Todas maldições cairão sobre ti, persegui-te-ão e alcançá-te-ão até que sejas exterminado, porque não ouviste a voz do Senhor, Teu Deus, e não guardaste os Mandamentos e as leis que Ele te impôs." Dt 28,45
Os seguidores de São Paulo também anotaram punições, referindo-se aos 40 anos que Israel passou no deserto: "A Palavra anunciada por intermédio dos anjos era a tal ponto válida, que toda transgressão ou desobediência recebeu o justo castigo." Hb 2,2
Assim como a Sabedoria, versando sobre os mais graves erros: "Mas os ímpios terão o castigo que merecem seus pensamentos, uma vez que desprezaram o justo e se separaram do Senhor. Desgraçado é aquele que rejeita a Sabedoria e a disciplina! A esperança deles é vã, seus sofrimentos, sem proveito, e as obras deles, inúteis. Suas mulheres são insensatas e seus filhos malvados. A raça deles é maldita." Sb 3,10-12
Aos Seus Sacerdotes, deu o poder de perdoar ou condenar: "Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos.'" Jo 20,22-23
Previu até mesmo a excomunhão: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se também se recusar ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano." Mt 18,15-17
São Paulo dela usou, na comunidade dos coríntios: "Pois eu, em verdade, ainda que distante corporalmente, mas presente em espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que assim se comportou. Em Nome do Senhor Jesus, reunidos vós e meu espírito, com o poder de Nosso Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus." 1 Cor 5,3-5
Claramente falava do poder da Igreja para corrigir e impor penitências: "Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo. Também estamos prontos para castigar todos desobedientes, desde que vossa obediência seja perfeita." 2 Cor 10,5-6
Até perguntou aos coríntios: "Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos. Que preferis? Que eu vá visitar-vos com a vara, ou com caridade e espírito de mansidão?" 1 Cor 4,20
E exigindo penitência antes que se receba o Santíssimo Sacramento, ele explicou o agir de Deus: "... Ele castiga-nos para não sermos condenados com o mundo." 1 Cor 11,32
Também registrou terríveis castigos à gente de seu tempo: "Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus nem Lhe deram graças. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou-os aos desejos de seus corações, à imundície, de modo que entre si desonraram os próprios corpos. Trocaram a Verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus entregou-os a vergonhosas paixões: suas mulheres mudaram as naturais relações em relações contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o natural uso da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario." Rm 1,21a.23-28
No Apocalipse, pois, temos esta grave sentença de Jesus contra a igreja de Tiatira: "Mas tenho contra ti que permites a Jezabel, mulher que se diz profetisa, seduzir Meus servos e ensinar-lhes a praticar imundícies e comer carne imolada aos ídolos. Eu dei-lhe tempo para arrepender-se, mas não quer arrepender-se de suas imundícies. Desta vez, lançá-la-ei num leito, e com ela os cúmplices de seus adultérios para aí muito sofrerem se não se arrependerem de suas obras. Pela peste farei perecer seus filhos, e todas igrejas hão de saber que Eu sou Aquele que sonda os rins e os corações, porque a cada um de vós darei segundo suas obras." Ap 2,20-23
E antes do fim dos tempos, como foi revelado a São João Apóstolo, cruéis e massivas punições recairão sobre a humanidade, executadas pelos quatro anjos da morte: "Os cavalos tinham crina como uma juba de leão e de suas narinas saíam fogo, fumaça e enxofre. E uma terça parte dos homens foi morta por esses três flagelos que lhes saíam das narinas. Porque o nocivo poder dos cavalos também estava nas caudas; tinham cabeças como serpentes e com elas causavam dano. Mas o restante dos homens, que não foram mortos por esses três flagelos, não se arrependeu das obras de suas mãos." Ap 9,17b-20
Aliás, as punições dos últimos tempos não parecem ser novidade para ninguém, como se lê no Apocalipse: "Ainda vi, no Céu, outro grande e maravilhoso sinal: sete anjos que tinham os sete últimos flagelos, porque por eles é que deve consumar-se a ira de Deus." Ap 15,1
Mas Sua cólera não se reserva apenas para o Juízo Final. São Paulo avisa: "A ira de Deus manifesta-se do alto do Céu contra toda impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a Verdade." Rm 1,18
Assim como a Sabedoria, versando sobre os mais graves erros: "Mas os ímpios terão o castigo que merecem seus pensamentos, uma vez que desprezaram o justo e se separaram do Senhor. Desgraçado é aquele que rejeita a Sabedoria e a disciplina! A esperança deles é vã, seus sofrimentos, sem proveito, e as obras deles, inúteis. Suas mulheres são insensatas e seus filhos malvados. A raça deles é maldita." Sb 3,10-12
E ainda São Paulo, falando da situação de recalcitrantes e rebeldes perante o Juízo Final: "Eles sofrerão como castigo a eterna perdição, longe da face do Senhor e de Sua Suprema Glória. Naquele dia, Ele virá e será a Glória de Seus Santos e a admiração de todos fiéis, e também vossa, porque crestes no testemunho que vos demos." 2 Ts 1,9-10
Não por acaso, no Livro de Tobias, seu pai Tobit rezava pelo abrandamento dos castigos a ele e à gente de seu tempo: "Vós sois justo, Senhor! Vossos juízos são cheios de equidade, e Vossa conduta é toda Misericórdia, Verdade e justiça. Lembrai-vos, pois, de mim, Senhor! Não me castigueis por meus pecados e não guardeis a memória de minhas ofensas, nem das de meus antepassados. Se fomos entregues à pilhagem, ao cativeiro e à morte, e se nos temos tornado objeto de mofa e de riso para os pagãos entre os quais nos dispersastes, é porque não obedecemos às Vossas leis. Agora Vossos castigos são grandes, porque não procedemos segundo Vossos preceitos e não temos sido leais para Convosco." Tb 3,2-5
No Livro do Profeta Daniel, este inspirado homem de Deus igualmente intercedeu pelo povo de Israel, durante o exílio na Babilônia: "Senhor, dignai-vos, pela Vossa Misericórdia, afastar de Vossa Santa Cidade, Jerusalém, Vossa cólera e Vossa exasperação, porque é devido às nossas iniquidades e aos pecados de nossos antepassados que Jerusalém e Vosso povo são alvo dos insultos por todos nossos vizinhos." Dn 9,16
E Deus, demostrando que os judeus não tiveram só privilégios, disse no Livro do Profeta Amós quando se aproximava o cativeiro na Assíria: "'Ouvi, israelitas, o Oráculo que o Senhor pronunciou contra vós, contra todo povo', disse Ele, 'que tirei de Egito. Dentre todas raças da Terra, só a vós conheço. Por isso, castigá-vos-ei por todas vossas iniquidades.'" Am 3,1-2
Noutra situação, até explicou-Se diante dos israelitas, no Livro do Profeta Oseias: "... não castigarei vossas filhas prostitutas, nem vossas noras adúlteras, porque vós mesmos coabitam com meretrizes, e oferecem sacrifícios com sagradas prostitutas. O insensato povo por si mesmo lança-se à perdição!" Os 4,14
Ora, luminosa explicação foi dada pelo autor do Segundo Livro de Macabeus, distinguindo temporais castigos do castigo eterno: "Agora, aos que estiverem defrontando-se com este Livro, gostaria de exortar que não se desconcertem diante de tais calamidades, mas pensem antes que esses castigos não sucederam para a ruína, mas para a correção de nossa gente. De fato, não deixar impunes por longo tempo os que cometem impiedade, mas imediatamente atingi-los com castigos, é sinal de grande benevolência. Pois não é como para com as outras nações, que o longânime Soberano espera, até puni-las, que elas cheguem ao cúmulo de seus pecados. Não é assim que Ele decidiu proceder com relação a nós, a fim de não ter de punir-nos mais tarde, quando nossos pecados tivessem atingido sua plena medida. Por isso, Ele jamais retira de nós Sua Misericórdia. Ainda quando corrige com a desventura, Ele não abandona Seu povo." 2 Mc 6,12-16
O próprio Jesus falou sobre o tema, advertindo as igrejas do fim do primeiro século, no Livro do Apocalipse de São João: "Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima teu zelo, pois, e arrepende-te." Ap 3,19
Deixou claro o poder que dava às dioceses, prometendo à da Filadélfia: "Eu entrego-te adeptos da sinagoga de Satanás, desses que se dizem judeus e não o são, mas mentem. Eis que os farei vir prostrar-se a teus pés, e reconhecerão que Eu te amo." Ap 3,9Aos Seus Sacerdotes, deu o poder de perdoar ou condenar: "Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos.'" Jo 20,22-23
Previu até mesmo a excomunhão: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se também se recusar ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano." Mt 18,15-17
São Paulo dela usou, na comunidade dos coríntios: "Pois eu, em verdade, ainda que distante corporalmente, mas presente em espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que assim se comportou. Em Nome do Senhor Jesus, reunidos vós e meu espírito, com o poder de Nosso Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus." 1 Cor 5,3-5
Claramente falava do poder da Igreja para corrigir e impor penitências: "Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo. Também estamos prontos para castigar todos desobedientes, desde que vossa obediência seja perfeita." 2 Cor 10,5-6
Até perguntou aos coríntios: "Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos. Que preferis? Que eu vá visitar-vos com a vara, ou com caridade e espírito de mansidão?" 1 Cor 4,20
E exigindo penitência antes que se receba o Santíssimo Sacramento, ele explicou o agir de Deus: "... Ele castiga-nos para não sermos condenados com o mundo." 1 Cor 11,32
Também registrou terríveis castigos à gente de seu tempo: "Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus nem Lhe deram graças. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou-os aos desejos de seus corações, à imundície, de modo que entre si desonraram os próprios corpos. Trocaram a Verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus entregou-os a vergonhosas paixões: suas mulheres mudaram as naturais relações em relações contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o natural uso da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario." Rm 1,21a.23-28
No Apocalipse, pois, temos esta grave sentença de Jesus contra a igreja de Tiatira: "Mas tenho contra ti que permites a Jezabel, mulher que se diz profetisa, seduzir Meus servos e ensinar-lhes a praticar imundícies e comer carne imolada aos ídolos. Eu dei-lhe tempo para arrepender-se, mas não quer arrepender-se de suas imundícies. Desta vez, lançá-la-ei num leito, e com ela os cúmplices de seus adultérios para aí muito sofrerem se não se arrependerem de suas obras. Pela peste farei perecer seus filhos, e todas igrejas hão de saber que Eu sou Aquele que sonda os rins e os corações, porque a cada um de vós darei segundo suas obras." Ap 2,20-23
Deus Pai também havia sentenciado as mais severas punições. Desde àqueles que murmuravam contra Moisés no deserto, mesmo tendo visto Suas obras, até aos anjos caídos, como a Carta de São Judas alerta: "Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra de Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado seus tronos, nas trevas Ele guardou-os com eternas correntes para o Julgamento do Grande Dia." Jd 5-6
Nosso Salvador, enfim, falou da condenação total, isto é, do inferno: "Depois Jesus começou a censurar as cidades onde tinha feito grande número de Seus milagres, por terem-se recusado a arrepender-se: 'Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidônia tivessem sido feitos os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo ter-se-iam arrependido sob o cilício e a cinza. Por isso, digo-vos: no Dia do Juízo haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós! E tu, Cafarnaum, serás elevada até o Céu? Não! Serás atirada ao inferno! Porque se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro de teus muros, subsistiria até este dia. Por isso, digo-te: no Dia do Juízo haverá menor rigor para Sodoma que para ti!'" Mt 11,20-24
O próprio Judas Iscariotes, um de Seus Apóstolos, não teve perdão, em face dos privilégios de estar por mais de três anos em Sua companhia. Jesus disse: "O Filho do Homem vai, segundo o que d'Ele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem for traído! Melhor sê-lhe-ia que nunca tivesse nascido..." Mt 14,21E antes do fim dos tempos, como foi revelado a São João Apóstolo, cruéis e massivas punições recairão sobre a humanidade, executadas pelos quatro anjos da morte: "Os cavalos tinham crina como uma juba de leão e de suas narinas saíam fogo, fumaça e enxofre. E uma terça parte dos homens foi morta por esses três flagelos que lhes saíam das narinas. Porque o nocivo poder dos cavalos também estava nas caudas; tinham cabeças como serpentes e com elas causavam dano. Mas o restante dos homens, que não foram mortos por esses três flagelos, não se arrependeu das obras de suas mãos." Ap 9,17b-20
Aliás, as punições dos últimos tempos não parecem ser novidade para ninguém, como se lê no Apocalipse: "Ainda vi, no Céu, outro grande e maravilhoso sinal: sete anjos que tinham os sete últimos flagelos, porque por eles é que deve consumar-se a ira de Deus." Ap 15,1
Mas Sua cólera não se reserva apenas para o Juízo Final. São Paulo avisa: "A ira de Deus manifesta-se do alto do Céu contra toda impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a Verdade." Rm 1,18
Ora, o anúncio das punições aos desobedientes aos Mandamentos, feito por Deus ainda ao tempo do Livro de Levítico, e que certamente se cumpriram antes da Vinda de Cristo, é aterrador: "Farei cair sobre vós a espada para vingar Minha Aliança. Se vos ajuntardes em vossas cidades, lançarei a peste no meio de vós e sereis entregues nas mãos de vossos inimigos. Tirá-vos-ei o pão, vosso sustentáculo, de tal sorte que dez mulheres o cozerão em um só forno e entregá-vos-ão por peso: comereis e não ficareis saciados. Se, apesar disso, não Me ouvirdes, e ainda Me resistirdes, marcharei contra vós em Meu furor e castigar-vos-ei sete vezes mais por causa de vossos pecados. Comereis a carne de vossos filhos e de vossas filhas." Lv 26,23-29
E este Profeta, em contemplação, assentia: "Concedeis vossos favores a milhares, e castigais os filhos por causa dos pecados dos pais." Jr 32,18a
Tal castigo, em tão graves tempos, dava-se mesmo contra religiosos: "Quando esse povo ou algum profeta ou sacerdote vier perguntar-te: 'Qual o novo fardo do Senhor que anuncias? Di-lhe-ás: 'Fardo? És tu esse fardo e dele alijar-Me-ei', Oráculo do Senhor. E o profeta, o sacerdote ou o leigo que ousar dizer: 'Oráculo do Senhor', Eu castigá-lo-ei, assim como sua família." Jr 23,33-34
Por isso, ele encarecidamente pedia em prece: "Castigai-nos, Senhor, mas com equidade, e não com furor, para que não sejamos reduzidos a nada." Jr 10,24
Punições essas que durariam por gerações do povo de Israel: "Perecereis entre as nações, e a terra inimiga consumi-vos-á. Os que sobreviverem consumir-se-ão por causa de suas iniquidades na terra de seus inimigos, e também serão consumidos por causa das iniquidades de seus pais, que levarão sobre si. Assim, eles confessarão suas iniquidades e as de seus pais, as transgressões cometidas contra Mim, porque Me resistiram. E, por isso, Eu também lhes resisti e levei-os à terra de seus inimigos. Se, então, humilharem seu incircunciso coração e sofrerem a pena de sua iniquidade, Eu lembrar-Me-ei de Minha Aliança com Jacó, de Minha Aliança com Isaac e com Abraão, e lembrar-Me-ei dessa terra." Lv 26,38-42
Algo análogo tornou a acontecer ao tempo do Profeta Jeremias: "Depois que o rei queimou o rolo que continha os Oráculos escritos por Baruc, que Jeremias lhe ditara, a Palavra do Senhor foi dirigida ao Profeta nestes termos: 'Toma outro rolo, e nele escreverás todos Oráculos contidos no primeiro que foi queimado por Joaquim, rei de Judá.' Pois bem, eis o que o Senhor diz a respeito de Joaquim, rei de Judá: 'Nenhum de seus descendentes ocupará o trono de Davi. Ficará seu cadáver exposto ao calor do dia e ao frio da noite. Assim castigarei a iniquidade nele, em sua raça e em seus servidores. E sobre eles, sobre os habitantes de Jerusalém e sobre o povo de Judá farei cair todos flagelos de que os ameacei, sem que Me houvessem escutado." Jr 36,27-28.30-31
Tal castigo, em tão graves tempos, dava-se mesmo contra religiosos: "Quando esse povo ou algum profeta ou sacerdote vier perguntar-te: 'Qual o novo fardo do Senhor que anuncias? Di-lhe-ás: 'Fardo? És tu esse fardo e dele alijar-Me-ei', Oráculo do Senhor. E o profeta, o sacerdote ou o leigo que ousar dizer: 'Oráculo do Senhor', Eu castigá-lo-ei, assim como sua família." Jr 23,33-34
Por isso, ele encarecidamente pedia em prece: "Castigai-nos, Senhor, mas com equidade, e não com furor, para que não sejamos reduzidos a nada." Jr 10,24
Pois ao anunciar os Dez Mandamentos, no Livro de Êxodo, Deus havia dito ao povo de Israel através de Moisés: "Eu sou o Senhor, Teu Deus, um zeloso Deus que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que Me odeiam, mas uso de Misericórdia até a milésima geração com aqueles que Me amam e guardam Meus Mandamentos." Êx 20,5b-6
Por isso, ensinam os Provérbios: "O princípio da Sabedoria é o temor ao Senhor!" Pr 9,10
Mas o próprio Deus iria reclamar no Livro do Profeta Ezequiel, dando a entender que tais castigos aos descendentes não se davam sem existência de culpa: "A Palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 'Por que repetis continuamente esse provérbio entre os israelitas: Os pais comeram verdes uvas, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados? Por Minha Vida', Oráculo do Senhor Javé, 'não tereis mais ocasião de repetir esse provérbio em Israel. É a Mim que pertencem as vidas, a vida do pai e a vida do filho. Ora, é o culpado que morrerá.'" Ez 18,1-4
E vai argumentar: "'É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará sua justiça, e ao mau sua malícia. Se, no entanto, o mau renuncia a todos seus erros para praticar Minhas leis, e seguir a justiça e a equidade, então ele decerto viverá, não há de perecer. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou. Terei Eu prazer com a morte do malvado?' Oráculo do Senhor Javé. 'Antes não desejo Eu que ele mude de proceder e viva? E se um justo abandonar sua justiça, se praticar o mal e imitar todas abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não! Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade, da qual se tornou culpado, e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer." Ez 18,20-24
Contudo, essa prática de penitência continuaria ainda no período do Livro de Neemias, quando da reconstrução do Templo de Jerusalém: "No vigésimo quarto dia do mesmo mês, vestidos de sacos, e com a cabeça coberta de pó, os israelitas reuniram-se para um jejum. Os que eram de origem israelita estavam separados de todos estrangeiros, e apresentaram-se para confessar seus pecados e as iniquidades de seus pais." Ne 9,1-2
Deus havia assegurado, entretanto, ainda no Deuteronômio: "Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais. Cada um morrerá por seu próprio pecado." Dt 24,16
E isso foi reafirmado por Jesus: "Porque o Filho do Homem há de vir na Glória de Seu Pai com Seus anjos, e então recompensará cada um segundo suas obras." Mt 16,27
Por isso, ensinam os Provérbios: "O princípio da Sabedoria é o temor ao Senhor!" Pr 9,10
Mas o próprio Deus iria reclamar no Livro do Profeta Ezequiel, dando a entender que tais castigos aos descendentes não se davam sem existência de culpa: "A Palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 'Por que repetis continuamente esse provérbio entre os israelitas: Os pais comeram verdes uvas, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados? Por Minha Vida', Oráculo do Senhor Javé, 'não tereis mais ocasião de repetir esse provérbio em Israel. É a Mim que pertencem as vidas, a vida do pai e a vida do filho. Ora, é o culpado que morrerá.'" Ez 18,1-4
E vai argumentar: "'É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará sua justiça, e ao mau sua malícia. Se, no entanto, o mau renuncia a todos seus erros para praticar Minhas leis, e seguir a justiça e a equidade, então ele decerto viverá, não há de perecer. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou. Terei Eu prazer com a morte do malvado?' Oráculo do Senhor Javé. 'Antes não desejo Eu que ele mude de proceder e viva? E se um justo abandonar sua justiça, se praticar o mal e imitar todas abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não! Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade, da qual se tornou culpado, e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer." Ez 18,20-24
Contudo, essa prática de penitência continuaria ainda no período do Livro de Neemias, quando da reconstrução do Templo de Jerusalém: "No vigésimo quarto dia do mesmo mês, vestidos de sacos, e com a cabeça coberta de pó, os israelitas reuniram-se para um jejum. Os que eram de origem israelita estavam separados de todos estrangeiros, e apresentaram-se para confessar seus pecados e as iniquidades de seus pais." Ne 9,1-2
Deus havia assegurado, entretanto, ainda no Deuteronômio: "Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais. Cada um morrerá por seu próprio pecado." Dt 24,16
E isso foi reafirmado por Jesus: "Porque o Filho do Homem há de vir na Glória de Seu Pai com Seus anjos, e então recompensará cada um segundo suas obras." Mt 16,27
Fiquemos, pois, com estas inspiradoras palavras de Nossa Senhora a Santa Brígida da Suécia: "Desta forma esperarás na Misericórdia de Deus, porque não esquecerás Sua justiça. Pensa em Sua justiça e em Seu Juízo de forma que não esqueças Sua Misericórdia, porque Ele não usa a justiça sem Misericórdia, nem a Misericórdia sem justiça." (Livro I, capítulo VII)
"Fazei de nós uma perfeita oferenda!"