segunda-feira, 20 de maio de 2019

Deus castiga!


A JUSTIÇA DE DEUS

    Deus é Deus de Misericórdia, não há dúvida, mas Ele também é, e indefectivelmente, Deus de Justiça! E só esta noção já é o bastante para que se entenda a razão de ser do Purgatório, pois ninguém poderá aproximar-se d'Ele sem antes passar por completa purificação, como é o caso da maioria de nós, que não alcança a santidade. São Paulo diz: "Será descoberto pelo fogo. O fogo provará quanto vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém de alguma maneira passando através do fogo." 1 Cor 3,13b-15
    Mais do que observamos, a justiça de Deus frequentemente é mencionada nas Escrituras. O próprio Jesus tratou de apontá-la logo no início de Sua vida pública, ao ser batizado por São João Batista: "Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: 'Eu devo ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?' Mas Jesus respondeu-lhe: 'Deixa por agora, pois convém que cumpramos a completa justiça.' Então João cedeu." Mt 3,13-15
    Pregou que sua busca é uma bem-aventurança, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!" Mt 5,6
    Advertiu, entretanto, que quem a buscasse seria perseguido, mas ganharia um lugar junto a Deus: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,10
    Tal justiça, porém, vai muito além de parâmetros terrenos. Referindo-Se a alguns religiosos de então, Jesus mostrou-Se exigente: "Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus." Mt 5,20
    E deles mesmos cobrou, jogando-lhes em face, exortando à perfeita interiorização da fé: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os mais importantes preceitos da Lei: a justiça, a Misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, contudo sem deixar o restante." Mt 23,23
    Recomendava-a, pois, como o mais elevado valor aos olhos de Deus: "Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber; e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com todas estas coisas. Mas Vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua justiça, e todas estas coisas ser-vos-ão dadas por acréscimo." Lc 12,29-31
    E deu este testemunho de São João Batista: "João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos e as prostitutas, porém, creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele." Mt 21,32
    Essa revelação seria obra do Espírito Santo: "E quando Ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do Juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim. Ele convencê-lo-á a respeito da justiça, porque Eu Me vou para junto de Meu Pai e vós já não Me vereis. Ele convencê-lo-á a respeito do Juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado." Jo 16,8-11
    Ela já era mencionada com uma das quatro cardeais virtudes no livro da Sabedoria: "E se alguém ama a justiça, as virtudes são seus frutos. Ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza, que na vida são os mais úteis bens aos homens." Sb 8,7
    E Zacarias, quando do nascimento de seu filho, São João batista, disse que esta seria uma das duas condições para bem servir a Deus, pois por Jesus Seu Reino estaria estabelecido: "Assim exerce Sua Misericórdia com nossos pais, e recorda-Se de Sua Santa Aliança, segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de conceder-nos que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-Lo em santidade e justiça, em Sua presença, todos dias de nossa vida." Lc 1,72-75
    O completo estabelecimento da justiça de Deus, porém, será a obra final de Jesus, como profetizado havia séculos, pois Ele sempre agiu discretamente, evitando alarde sobre Seus milagres: "Abertamente proibia-lhes de falar sobre isso, para que se cumprisse o anunciado pelo Profeta Isaías: 'Eis Meu servo a Quem escolhi, Meu bem-amado em Quem Minha alma pôs toda Sua afeição. Farei repousar sobre Ele Meu Espírito e Ele anunciará a justiça aos pagãos. Ele não disputará, não elevará Sua voz; ninguém ouvirá Sua voz nas praças públicas. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça. Em Seu Nome, as nações pagãs porão sua esperança (Is 42,1-4).'" Mt 12,16-21
    São Paulo diz o mesmo: "Ele descerá do Céu com os mensageiros do Seu poder, por entre chamas de fogo, para fazer justiça àqueles que não reconhecem a Deus e aos que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus." 2 Ts 1,7b-8
    Garante, contudo, ao dizer de Jesus: "Porque n'Ele se revela a justiça de Deus..." Rm 1,17a
    E resumiu: "Veio para ensinar-nos a renunciar à impiedade e às mundanas paixões, e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade... " Tt 2,12
    Ele recomenda, neste sentido, a companhia dos membros da Igreja a São Timóteo: "Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a , a caridade, a Paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
    Identifica como "Ministros da Justiça" os Sacerdotes da Igreja: "Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, parece bem normal que seus ministros se disfarcem em ministros de justiça, cujo fim, no entanto, será segundo suas obras." 2 Cor 11,14b-15
    Exalta, em exortação a São Timóteo, a Luz de Deus nos santos livros: "E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de proporcionar-te a Sabedoria que conduz à Salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus torna-se perfeito, capacitado para toda boa obra." 2 Tm 3,15-17
    E esperava a 'Coroa dos Santos': "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da justiça, que o Senhor, Justo Juiz, dar-me-á naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua aparição." 2 Tm 4,7-8
    Como Zacarias, ele zelava por essas duas qualidades: "Renovai sem cessar o sentimento de vossa alma, e revesti-vos do novo homem, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade." Ef 4,23-24
    E pediu aos romanos: "Pois, como pusestes vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, ponde agora vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade." Rm 6,19b
    Falou-lhes da obediência como o oposto do pecado: "Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para obedecer-lhe, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer do pecado para a morte, quer da obediência para a justiça? E, libertos do pecado, tornastes-vos servos da justiça." Rm 6,16.18
    Apontou-a como uma dádiva, na Carta aos Efésios: "Ora, o fruto da Luz é bondade, justiça e Verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas infrutíferas obras das trevas. Pelo contrário, abertamente condenai-as." Ef 5,9-11
    E como parte da armadura de Deus: "Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz." Ef 6,14-15
    Ela era constante objeto de suas pregações, como quando foi preso e apresentado diante do procurador de judeia: "Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o futuro Juízo, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: 'Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamar-te-ei.'" At 24,25
    Rezou, enfim, para que os filipenses produzam de seus frutos: "Peço, em minha oração, que vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e tornei-vos puros e irrepreensíveis para o Dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a Glória e louvor de Deus." Fl 1,9-11
    São Tiago Menor exaltava, como meio de alcançá-los, a mansidão proposta por Jesus: "O fruto da justiça semeia-se na Paz, para aqueles que praticam a Paz." Tg 3,18
    E alertava para um pecado capital: "Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para irar-se, porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia, e com mansidão recebei a Palavra em vós semeada, que pode salvar vossas almas." Tg 1,19-21
    São Paulo ensinava o mesmo, e até invocou uma significativa passagem do Deuteronômio: "Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: 'A Mim a vingança. A Mim exercer a justiça', diz o Senhor (Dt 32,35)." Rm 12,19
    São Pedro apontou-a como o sentido da vida do cristão: "Carregou nossos pecados em Seu Corpo sobre o madeiro para que, mortos para nossos pecados, vivamos para a justiça." 1 Pd 2,24
    Até alertava para possíveis sacrifícios: "Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes se alguma coisa padecerdes por causa da justiça!" 1 Pd 3,13-14
    Disse que foi graças a ela que os pagãos também chegaram à fé: "Simão Pedro, servo e Apóstolo de Jesus Cristo, àqueles que, pela justiça de Nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo, por partilha alcançaram tão preciosa fé como a nossa, Graça e Paz sejam-vos dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, Nosso Senhor!" Pd 1,1-2
    E falou do local de sua eterna morada, prometido por Jesus: "Nós, porém, segundo Sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça." 2 Pd 3,13
    São João Evangelista indicava essa marca de Cristo: "Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também Jesus é justo." 1 Jo 3,7
    Falou dos renascidos do Espírito Santo, como Jesus ensinou: "Se sabeis que Ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido d'Ele." 1 Jo 2,29
    E fez esta radical distinção: "É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo aquele que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama seu irmão." 1 Jo 3,10


A NECESSÁRIA JUSTIFICAÇÃO

    São Paulo atesta na Missão de Jesus a plena justificação do ser humano: "Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em Nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de Nosso Deus." 1 Cor 6,11b
    Já não dava crédito aos rituais do Antigo Testamento, mas somente à indizível Graça que nos foi concedida por Cristo: "E não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de Sua Misericórdia, Ele salvou-nos mediante o Batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que por meio de Cristo, Nosso Salvador, em profusão foi-nos concedido. Para que a justificação obtida por Sua Graça nos torne, em esperança, herdeiros da Vida Eterna." Tt 3,5-7
    Ele explica: "Porquanto pela observância da Lei nenhum homem será justificado diante d'Ele, porque a Lei se limita a dar o conhecimento do pecado. Mas, agora, sem o concurso da Lei, manifestou-se a justiça de Deus, atestada pela Lei e pelos Profetas. Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos fiéis, pois não há distinção. Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus e gratuitamente são justificados por Sua Graça. Tal é a obra da Redenção, realizada em Jesus Cristo: Deus destinou-O para ser, por Seu Sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim Ele manifesta Sua justiça, porque no tempo de Sua paciência Ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Assim, digo eu, Ele manifesta Sua justiça no presente tempo, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus. Onde está, portanto, o motivo de gloriar-se? Foi eliminado. Por qual Lei? Pela das obras? Não, mas pela Lei da fé. Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da Lei." Rm 3,20-28
    Pois a Vinda do Espírito de Deus é o grande diferencial da Nova Aliança: "O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne a fim de que a justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em Verdade, está morto pelo pecado, mas o espírito vive pela justificação." Rm 8,3-4.8-10
    Assim também explicou, distinguindo meras práticas religiosas de uma verdadeira interiorização da fé, a adesão dos não-judeus ao cristianismo: "Então que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justificação, a que vem da fé, ao passo que Israel, que procurava uma lei que desse a justificação, não a encontrou. Por quê? Porque Israel a buscava como fruto não da fé, e sim das obras." Rm 9,30-32a
    Anunciando, pois, o Cristo, ele convictamente pregou em Antioquia da Pisídia: "Todo aquele que crê, por Ele é justificado de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés." At 13,39
    E nestes termos denunciava o erro dos Judeus, por rejeitarem Jesus: "Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque a finalidade da Lei é Cristo, para justificar todo aquele que crê." Rm 10,3-4
    Prega a Graça como sucessora do Antigo Testamento, e torna a mencionar a definitiva justiça como efeito da Parusia: "Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela Lei. Decaístes da Graça. Quanto a nós, é espiritualmente, da fé, que aguardamos a esperada justiça." Gl 5,4-5
    Exaltava, portanto, o Sacrifício Pascal: "... porque cremos n'Aquele que dos mortos ressuscitou Jesus, Nosso Senhor, o Qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação." Rm 4,24b-25
    Igualmente pregou aos coríntios: "Aquele que não conheceu o pecado, Deus fê-Lo pecado por nós, para que n'Ele nós nos tornássemos justiça de Deus." 2 Cor 5,21
    Disse mais do Espírito Santo, como a grande dádiva da Nova Aliança: "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, revestiu-se de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito! Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais há de sobrepujá-lo em Glória o Ministério da Justificação !" 2 Cor 3,7-9
    E ele mesmo dava exemplo de prudência e humildade: "De nada me acusa a consciência! Contudo, nem por isso sou justificado. Meu Juiz é o Senhor." 1 Cor 4,4
    De fato, Jesus contou essa parábola: "Subiram dois homens ao Templo para orar. Um era fariseu, o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava em seu interior desta forma: 'Graças dou-Te, ó Deus, porque não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros. Nem como o publicano que está ali. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos meus lucros.' O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!' Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado." Lc 18,10-14
    Falando de vigília, Ele avisou do peso de cada simples palavra: "Eu digo-vos: no Dia do Juízo os homens prestarão contas de toda vã palavra que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado." Mt 12,36-37
    São Tiago Menor também falou do que elas significam para uma verdadeira religiosidade: "Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia sua língua e engana seu coração, então é vã sua religião." Tg 1,26
    E se não são as "obras da Lei" que nos levam a justificação, como diz São Paulo referindo-se aos rituais judeus, as obras de caridade absolutamente são impreteríveis. Este Santo Apóstolo argumenta: "A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e Nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e tê-los feito sair por outro caminho? Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta." Tg 1,27;2,24-26
    Do mesmo modo são os rituais da Igreja, isto é, os Sacramentos, e em específico o da Confissão como São Pedro pregou: "O Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
    São Paulo diz dos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores Seus, exortamo-vos a que não recebais em vão a Graça de Deus." 2 Cor 6,1
    Principalmente o Santíssimo Sacramento: "Portanto, todo aquele que comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor indignamente, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que O come e O bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação." 1 Cor 11,27-29
    Exortava, então, à devida contrição: "Examinai a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós?" 2 Cor 13,5a
    Só não deu muitos detalhes de como se alcança o dom da verdadeira fé, tão raro na atualidade: "Essa é a Palavra da fé, que pregamos. Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à Salvação." Rm 10,8b-10
    Foi sucinto, mencionando apenas a catequese: "Logo, a fé provém da pregação, e a pregação exerce-se em razão da Palavra de Cristo." Rm 10,17


DEUS CASTIGA

    O mundo, porém, segue em sua loucura como os Salmos cantam: "O pecador gloria-se até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. Em sua arrogância, o ímpio diz: 'Não há castigo, Deus não existe.' É tudo e só o que ele pensa." Sl 9,24-25
    Em contrapartida, os Provérbios ensinam: "... o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima." Pr 3,12
    Também Jó: "Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige! Não desprezes a lição do Todo-poderoso, pois Ele fere e cuida. Se golpeia, Sua mão cura." Jó 5,17-18
    Bem como os seguidores da tradição de São Paulo: "Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, olhamo-los com respeito. Com quanto mais razão havemos de submeter-nos ao Pai de nossas almas, o Qual nos dará a Vida? Os primeiros educaram-nos para pouco tempo, segundo sua própria conveniência, ao passo que Este o faz para nosso bem, para comunicar-nos Sua santidade. É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de Paz." Hb 12,9-11
    Jó, em sua experiência, já havia observado bênçãos e punições: "Por isso, eu rogarei a Deus, apresentarei minha súplica ao Senhor. Ele faz grandes e insondáveis coisas, incalculáveis maravilhas; espalha a chuva sobre a terra e derrama as águas sobre os campos; exalta os humildes e dá nova alegria aos que estão de luto; frustra os projetos dos maus, cujas mãos não podem executar os planos; apanha os jeitosos em suas próprias manhas, e os projetos dos astutos tornam-se prematuros: em pleno dia encontram as trevas, e andam às apalpadelas ao meio-dia como se fosse noite." Jó 5,8-14
    Os seguidores de São Paulo também anotaram punições, referindo-se aos 40 anos no deserto: "A Palavra anunciada por intermédio dos anjos era a tal ponto válida, que toda transgressão ou desobediência recebeu o justo castigo." Hb 2,2
    Assim como o livro da Sabedoria, versando sobre os mais graves erros: "Mas os ímpios terão o castigo que merecem seus pensamentos, uma vez que desprezaram o justo e separaram-se do Senhor. Desgraçado é aquele que rejeita a Sabedoria e a disciplina! A esperança deles é vã, seus sofrimentos, sem proveito, e as obras deles, inúteis. Suas mulheres são insensatas e seus filhos malvados. A raça deles é maldita." Sb 3,10-12
    E ainda São Paulo, falando da situação de recalcitrantes e rebeldes perante o Juízo Final: "Eles sofrerão como castigo a eterna perdição, longe da face do Senhor e de Sua Suprema Glória. Naquele dia, Ele virá e será a Glória de Seus Santos e a admiração de todos fiéis, e também vossa, porque crestes no testemunho que vos demos." 2 Ts 1,9-10
    Tobit, pai de Tobias, rezava pelo abrandamento dos castigos a ele e à gente de seu tempo: "Vós sois justo, Senhor! Vossos juízos são cheios de equidade, e Vossa conduta é toda Misericórdia, Verdade e justiça. Lembrai-vos, pois, de mim, Senhor! Não me castigueis por meus pecados e não guardeis a memória de minhas ofensas, nem das de meus antepassados. Se fomos entregues à pilhagem, ao cativeiro e à morte, e se nos temos tornado objeto de mofa e de riso para os pagãos entre os quais nos dispersastes, é porque não obedecemos às Vossas leis. Agora Vossos castigos são grandes, porque não procedemos segundo Vossos preceitos e não temos sido leais para Convosco." Tb 3,2-5
    Daniel igualmente intercedeu pelo povo de Israel, durante o exílio na Babilônia: "Senhor, dignai-vos, pela Vossa Misericórdia, afastar de Vossa Santa Cidade, Jerusalém, Vossa cólera e Vossa exasperação, porque é devido às nossas iniquidades e aos pecados de nossos antepassados que Jerusalém e Vosso povo são alvo dos insultos por todos nossos vizinhos." Dn 9,16
    E Deus, demostrando que os judeus não tiveram só privilégios, disse através do Profeta Amós quando se aproximava o cativeiro na Assíria: "'Ouvi, israelitas, o Oráculo que o Senhor pronunciou contra vós, contra todo o povo', disse Ele, 'que tirei do Egito. Dentre todas raças da terra, só a vós conheço. Por isso, castigar-vos-ei por todas vossas iniquidades.'" Am 3,1-2
    O próprio Jesus falou sobre o tema, advertindo as igrejas do fim do primeiro século: "Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima teu zelo, pois, e arrepende-te." Ap 3,19
    Deixou claro o poder que dava das dioceses, prometendo à da Filadélfia: "Eu entrego-te adeptos da sinagoga de Satanás, desses que se dizem judeus e não o são, mas mentem. Eis que os farei vir prostrar-se a teus pés, e reconhecerão que Eu te amo." Ap 3,9
    Aos Seus Sacerdotes, deu o poder de perdoar ou condenar: "Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.'" Jo 20,22-23
    Previu até mesmo a excomunhão: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se também recusar ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano." Mt 18,15-17
    São Paulo dela usou, na comunidade dos coríntios: "Pois eu, em verdade, ainda que distante corporalmente, mas presente em espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que assim se comportou. Em Nome do Senhor Jesus, reunidos vós e meu espírito, com o poder de Nosso Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus." 1 Cor 5,3-5
    Claramente falava do poder da Igreja para corrigir e impor penitências: "Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo. Também estamos prontos para castigar todos desobedientes, para que vossa obediência seja perfeita." 2 Cor 10,5-6
    Até perguntou aos coríntios: "Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos. Que preferis? Que eu vá visitar-vos com a vara, ou com caridade e espírito de mansidão?" 1 Cor 4,20
    E exigindo penitência antes que se receba o Santíssimo Sacramento, ele explicou: "... Ele castiga-nos para não sermos condenados com o mundo." 1 Cor 11,32
    Também registrou estes castigos de Deus à gente de seu tempo: "Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus nem Lhe deram graças. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou-os aos desejos de seus corações, à imundície, de modo que entre si desonraram os próprios corpos. Trocaram a Verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus entregou-os a vergonhosas paixões: suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario." Rm 1,21a.23-28
    No livro do Apocalipse, temos esta grave sentença de Jesus contra a Igreja de Tiatira: "Mas tenho contra ti que permites a Jezabel, mulher que se diz profetisa, seduzir Meus servos e ensinar-lhes a praticar imundícies e comer carne imolada aos ídolos. Eu dei-lhe tempo para arrepender-se, mas não quer arrepender-se de suas imundícies. Desta vez, lançá-la-ei num leito, e com ela os cúmplices de seus adultérios para aí muito sofrerem se não se arrependerem de suas obras. Pela peste farei perecer seus filhos, e todas igrejas hão de saber que Eu sou Aquele que sonda os rins e os corações, porque a cada um de vós darei segundo suas obras." Ap 2,20-23
    Deus Pai também havia sentenciado as mais severas punições. Desde àqueles que murmuravam contra Moisés no deserto mesmo tendo visto Suas obras, até aos anjos caídos, como alertou São Judas Tadeu: "Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado seus tronos, nas trevas Ele guardou-os com eternas correntes para o Julgamento do Grande Dia." Jd 5-6
    Nosso Salvador, enfim, falou da condenação total, isto é, do inferno: "Depois Jesus começou a censurar as cidades onde tinha feito grande número de Seus milagres, por terem-se recusado a arrepender-se: 'Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidônia tivessem sido feitos os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo ter-se-iam arrependido sob o cilício e a cinza. Por isso, digo-vos: no Dia do Juízo haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós! E tu, Cafarnaum, serás elevada até o Céu? Não! Serás atirada ao inferno! Porque se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro de teus muros, subsistiria até este dia. Por isso, digo-te: no Dia do Juízo haverá menor rigor para Sodoma que para ti!'" Mt 11,20-24
    O próprio Judas Iscariotes, um de Seus Apóstolos, não teve perdão, em face dos privilégios de estar por mais de três anos em Sua companhia. Jesus disse: "O Filho do Homem vai, segundo o que d'Ele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido..." Mt 14,21
    E antes do fim dos tempos, como foi revelado a São João Evangelista, cruéis e massivas punições recairão sobre a humanidade, executadas pelos quatro anjos da morte: "Os cavalos tinham crina como uma juba de leão e de suas narinas saíam fogo, fumaça e enxofre. E uma terça parte dos homens foi morta por esses três flagelos que lhes saíam das narinas. Porque o nocivo poder dos cavalos também estava nas caudas; tinham cabeças como serpentes e com elas causavam dano. Mas o restante dos homens, que não foram mortos por esses três flagelos, não se arrependeu das obras de suas mãos." Ap 9,17b-20
    Aliás, as punições dos últimos tempos não parecem ser novidade para ninguém, como se lê no Apocalipse: "Ainda vi, no Céu, outro grande e maravilhoso sinal: sete anjos que tinham os sete últimos flagelos, porque por eles é que deve consumar-se a ira de Deus." Ap 15,1
    Ora, o anúncio das punições aos desobedientes aos Mandamentos, feito por Deus ainda ao tempo dos Levíticos, e que certamente se cumpriram antes da Vinda de Cristo, é aterrador: "Farei cair sobre vós a espada para vingar Minha Aliança. Se vos ajuntardes em vossas cidades, lançarei a peste no meio de vós e sereis entregues nas mãos de vossos inimigos. Tirar-vos-ei o pão, vosso sustentáculo, de tal sorte que dez mulheres o cozerão em um só forno e vo-lo entregarão por peso: comereis e não ficareis saciados. Se, apesar disso, não Me ouvirdes, e ainda Me resistirdes, marcharei contra vós em Meu furor e castigar-vos-ei sete vezes mais por causa de vossos pecados. Comereis a carne de vossos filhos e de vossas filhas." Lv 26,23-29
    Punições essas que durariam por gerações do povo de Israel: "Perecereis entre as nações, e a terra inimiga consumir-vos-á. Os que sobreviverem consumir-se-ão por causa de suas iniquidades na terra de seus inimigos, e também serão consumidos por causa das iniquidades de seus pais, que levarão sobre si. Assim, eles confessarão suas iniquidades e as de seus pais, as transgressões cometidas contra Mim, porque Me resistiram. E, por isso, Eu também resisti-lhes e levei-os à terra de seus inimigos. Se, então, humilharem seu incircunciso coração e sofrerem a pena de sua iniquidade, Eu lembrar-Me-ei de Minha Aliança com Jacó, de Minha Aliança com Isaac e com Abraão, e lembrar-Me-ei dessa terra." Lv 26,38-42
    Algo análogo tornou a acontecer ao tempo do Profeta Jeremias: "Depois que o rei queimou o rolo que continha os Oráculos escritos por Baruc, que Jeremias lhe ditara, a Palavra do Senhor foi dirigida ao Profeta nestes termos: 'Toma outro rolo, e nele escreverás todos Oráculos contidos no primeiro que foi queimado por Joaquim, rei de Judá.' Pois bem, eis o que diz o Senhor a respeito de Joaquim, rei de Judá: 'Nenhum de seus descendentes ocupará o trono de Davi. Ficará seu cadáver exposto ao calor do dia e ao frio da noite. Assim castigarei a iniquidade nele, em sua raça e em seus servidores. E sobre eles, sobre os habitantes de Jerusalém e sobre o povo de Judá farei cair todos flagelos de que os ameacei, sem que Me houvessem escutado." Jr 36,27-28.30-31
    E este Profeta, em contemplação, assentia: "Concedeis vossos favores a milhares, e castigais os filhos por causa dos pecados dos pais." Jr 32,18a
    Tal castigo, em tão graves tempos, dava-se mesmo contra religiosos: "Quando esse povo ou algum profeta ou sacerdote vier perguntar-te: 'Qual o novo fardo do Senhor que anuncias? Dir-lhe-ás: 'Fardo? És tu esse fardo e dele Me alijarei', Oráculo do Senhor.' E o profeta, o sacerdote ou o leigo que ousar dizer: 'Oráculo do Senhor', Eu castigá-lo-ei, assim como sua família." Jr 23,33-34
    Pois ao anunciar os Dez Mandamentos, Deus havia dito ao povo de Israel através de Moisés: "Eu sou o Senhor, Teu Deus, um zeloso Deus que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que Me odeiam, mas uso de Misericórdia até a milésima geração com aqueles que Me amam e guardam Meus Mandamentos." Ex 20,5b-6
    Por isso ensinam os Provérbios: "O princípio da Sabedoria é o temor ao Senhor!" Pr 9,10
    Mas o próprio Deus iria reclamar através de Ezequiel, dando a entender que tais castigos aos descendentes não se davam sem existência de culpa: "A Palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 'Por que repetis continuamente esse provérbio entre os israelitas: Os pais comeram verdes uvas, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados? Por Minha Vida', Oráculo do Senhor Javé, 'não tereis mais ocasião de repetir esse provérbio em Israel. É a Mim que pertencem as vidas, a vida do pai e a vida do filho. Ora, é o culpado que morrerá.'" Ez 18,1-4
    E vai argumentar: "'É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará sua justiça, e ao mau sua malícia. Se, no entanto, o mau renuncia a todos seus erros para praticar Minhas leis, e seguir a justiça e a equidade, então ele decerto viverá, não há de perecer. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou. Terei Eu prazer com a morte do malvado?' Oráculo do Senhor Javé. 'Antes não desejo Eu que ele mude de proceder e viva? E se um justo abandonar sua justiça, se praticar o mal e imitar todas abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não! Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade, da qual se tornou culpado, e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer." Ez 18,20-24
    Contudo, essa prática de penitência continuaria ainda no período de Neemias, quando da reconstrução do Templo de Jerusalém"No vigésimo quarto dia do mesmo mês, vestidos de sacos, e com a cabeça coberta de pó, os israelitas reuniram-se para um jejum. Os que eram de origem israelita estavam separados de todos estrangeiros, e apresentaram-se para confessar seus pecados e as iniquidades de seus pais." Ne 9,1-2
    Deus havia assegurado, entretanto, ainda no Deuteronômio: "Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais. Cada um morrerá por seu próprio pecado." Dt 24,16
    E isso foi reafirmado por Jesus: "Porque o Filho do Homem há de vir na Glória de Seu Pai com Seus anjos, e então recompensará cada um segundo suas obras." Mt 16,27
    Fiquemos, pois, com estas inspiradoras palavras de Nossa Senhora a Santa Brígida da Suécia: "Desta forma esperarás na Misericórdia de Deus, porque não esquecerás Sua justiça. Pensa em Sua justiça e em Seu Juízo de forma que não esqueças Sua Misericórdia, porque Ele não usa a justiça sem Misericórdia, nem a Misericórdia sem justiça." Livro I, capítulo VII

    "Fazei de nós uma perfeita oferenda!"