segunda-feira, 10 de junho de 2019

Do Pecado à Reconciliação com Deus


    O Catecismo diz: "O pecado é ofensa a Deus: 'Pequei contra Ti, somente contra Ti. Pratiquei o que é mau a Teus olhos (Sl 51,6).' O pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós, e dele desvia nossos corações. Tal qual o primeiro pecado, é uma desobediência, uma rebelião contra Deus, por vontade de tornar-se "como deuses", conhecendo e determinando o bem e o mal (Gn 3,5). O pecado é, portanto, "amor a si mesmo até o desprezo de Deus (Santo Agostinho)." Por essa orgulhosa exaltação de si, o pecado é diametralmente contrário à obediência de Jesus, que realiza a Salvação." CIC 1850
    Com efeito, a tradição cultuada pelo grupo que seguia São Paulo afirma que Jesus, enquanto ser humano, viveu a Comunhão com o Pai através da obediência que Lhe tinha: "Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve." Hb 5,8
    Isso não era exatamente uma novidade, pois Jesus mesmo atestou que era dessa fidelidade que Suas obras e Sua Palavra vinham: "... nada faço por Mim mesmo. Eu só digo aquilo que o Pai Me ensinou." Jo 8,28
    Ora, Ele mostrou-Se perfeitamente obediente desde Sua relação com Nossa SenhoraSão José, como vemos na Páscoa em que ficou em Jerusalém, quando tinha doze anos: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e era-lhes submisso." Lc 2,51
    São Paulo diz de Sua relação com o Antigo Testamento: "Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei..." Gl 4,4
    Falando sobre Sua Paixão que se aproximava, o mais difícil e doloroso momento de Sua vida, Jesus mesmo disse: "Foi isto que Meu Pai Me mandou fazer." Jo 10,18
    Por isso, não iludia ninguém: "Se alguém quer vir após Mim, renegue-se a si mesmo..." Lc 9,23
    São Paulo cita o Hino Cristológico: "Sendo Ele de divina condição, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou a Si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, ainda mais humilhou-Se, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus soberanamente exaltou-O e outorgou-Lhe o Nome que está acima de todos nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho no Céu, na terra e nos infernos." Fl 2,6-10
    E por mais invasivo que pareça, nestes termos ele explica o que representa a evangelização: "Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo." 2 Cor 10,5
    O Ministério da Igreja, portanto, é levar o povo à obediência da , seguindo o exemplo dado pelo próprio Jesus, que "... segundo o Espírito de Santidade, foi estabelecido Filho de Deus em poder por Sua Ressurreição dos mortos. E do Qual temos recebido a Graça e o apostolado, a fim de levar, em Seu Nome, todas nações pagãs à obediência da fé... " Rm 1,4-5
    São Pedro aponta-a como o único caminho que realmente nos purifica do pecado: "Em obediência à Verdade, tendes purificado vossas almas para com sinceridade praticardes fraterno amor." 1 Pd 1,22
    E que a Unção do Espírito de Deus tem por fim exatamente a obediência a Jesus, Cujo Sacrifício Pascal nos purifica. Ele reza para que os fiéis sejam: "... santificados pelo Espírito para obedecer a Jesus Cristo, e receber sua parte da aspersão de Seu Sangue." 1 Pd 2b
    Contudo, mesmo após algumas décadas de pleno exercício da obediência, São Paulo era humilde em admitir: "Sinto, porém, em meus membros outra lei, que luta contra a lei de meu espírito e prende-me à lei do pecado, que está em meus membros. Assim, pois, de um lado, pelo meu espírito, sou submisso à Lei de Deus. De outro lado, por minha carne, sou escravo da lei do pecado. " Jo 7,23.26
    Argumentando no mesmo sentido, São Tiago Menor também admite, e adverte: "Meus irmãos, entre vós não haja muitos a arvorar-se em mestres. Sabeis que mais severamente seremos julgados, porque todos nós caímos em muitos pontos." Tg 3,1-2
    O Último Apóstolo claramente percebia nossa radical fragilidade: "... o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte. Assim a morte passou a todo gênero humano, porque todos pecaram..." Rm 5,12
    Mas não esquecia a grandeza da promessa do amor de Deus: "Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a Vida Eterna..." Rm 6,23
    Por isso, com grande dedicação ele propagava a Divina Graça que se derramou por Cristo, sem a qual é quase vão o mero esforço humano para obedecê-Lo: "Porque é pela Graça que sois salvos, mediante a fé. Isso não vem de vossos méritos, mas é puro dom de Deus." Ef 2,8
    De fato, apenas conhecer as Escrituras não basta, "... porque a Lei se limita a dar o conhecimento do pecado." Rm 3,20
    É preciso deixar-se embalar por Deus mesmo: "Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai em vossa Salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora em minha ausência. Porque é Deus, segundo Seu beneplácito, Quem realiza em vós o querer e o executar." Fl 2,12-13
    Seus seguidores rezavam: "E o Deus da Paz... queira dispor-vos ao bem e conceder-vos que cumprais Sua Vontade, realizando Ele próprio em vós o que é agradável a Seus olhos, por Jesus Cristo..." Hb 13,20a.21a
    Jesus explicava assim o prático efeito de Sua Comunhão com o Pai: "... o Pai, que permanece em Mim, é que realiza Suas próprias obras." Jo 14,10c
    E dizia de Seu intenso trabalho em nós: "Eu sou a Verdadeira Videira, e Meu Pai é o Agricultor. Todo ramo que não der fruto em Mim, Ele cortá-lo-á. E podará todo que der fruto, para que produza mais fruto." Jo 15,2
    Ele assim age por Seu Espírito, como São Paulo afirma: "De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer. Mas se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para ainda viverdes no temor, mas recebestes o Espírito de Adoção, pelo Qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus." Rm 8,13-16
    Por isso, para que consigamos por em prática a Palavra de Deus, ele insiste: "Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne, pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis." Gl 5,16-17
    E exalta a Nova Aliança: "Não que por nós mesmos sejamos capazes de algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para ser Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, revestiu-se de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,5-8
    São João Evangelista também ressalta este sinal dos membros da Igreja: "Quem observa Seus Mandamentos permanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24
    Assim o amor de Deus nos concede a Comunhão dos Santos, que nos permite verdadeiramente exultar com o Apóstolo dos Gentios: "Mas eis aqui uma brilhante prova de amor de Deus por nós: quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando ainda éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela Morte de Seu Filho, com muito mais razão, já estando reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10


O IMPRETERÍVEL AUXÍLIO DA GRAÇA

    Cheio do Espírito de Santo, São Paulo bem sabia discernir as várias etapas em que se deram as manifestações de Deus. E apontando a superioridade da Graça manifestada através de Jesus, deixou-nos essa pérola em que compara o Antigo e o Novo Testamento: "Sobreveio a Lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a Graça." Rm 5,20
    São João Evangelista também dava testemunho da celestial atmosfera em volta de Deus Jesus: "De Sua plenitude, todos nós recebemos Graça sobre Graça." Jo 1,16
    Ele também contrastou a Antiga e a Nova Aliança: "Pois a Lei foi dada por Moisés, mas a Graça e a Verdade vieram por Jesus Cristo." Jo 1,17
    Isso deixa São Paulo confiante no absoluto sucesso do projeto da Salvação, concretizado na Cruz do Calvário: "O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a Lei, e sim sob a Graça." Rm 6,14
    E completa: "Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a Graça reinaria pela justiça para a Vida Eterna, por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor." Rm 5,12
    Eis que São Pedro diz da missão dos Sacerdotes da Igreja: "Como bons administradores das diversas Graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a Palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para exercê-lo com divina força, a fim de que em todas coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo." 1 Pd 4,10-11a
    E garante à Igreja: "O Deus de toda Graça, que em Cristo vos chamou à Sua Eterna Glória, depois que tiverdes padecido um pouco, aperfeiçoar-vos-á, tornar-vos-á inabaláveis, fortificar-vos-á." 1 Pd 5,10
    É exatamente essa a efetiva e cabal Redenção que São João Batista apontou em Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." Jo 1,29
    Por isso devemos prestar muita atenção à Palavra do Salvador: "... todo homem que se entrega ao pecado, é seu escravo." Jo 8,34
    Por vivê-las com fervor, e assim plenamente usufruir da Graça, São Paulo flerta com a santidade e com a Vida Eterna: "Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para obedecer-lhe, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado para a morte, quer da obediência para a justiça? Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade. E o termo é a Vida Eterna." Rm 6,16.22
    Para que efetivamente resistamos ao pecado, pois, Jesus convidou-nos a enfrentar as tribulações da carne e as perseguições que sofrem todos cristãos, encorajando-nos e evidenciando Sua vitória, que serve de modelo para nossa: "No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo." Jo 16,33
    São Pedro usa o mesmo argumento: "Assim, pois, como Cristo padeceu na carne, armai-vos deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne, rompeu com o pecado..." 1 Pd 4,1
    E evocando o Sacrifício Pascal, os seguidores de São Paulo propõem que levemos essa batalha às últimas consequências: "Com perseverança corramos ao proposto combate, com o olhar fixo no Autor e Consumador de nossa fé, Jesus. Atentamente considerai, pois, Aquele que tantas contrariedades sofreu dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue na luta contra o pecado." Hb 12,1b.3-4
    Porque tal libertação só pode ser alcançada pela plena observância da Palavra da Salvação: "E Jesus dizia aos judeus que n'Ele creram: 'Se permanecerdes na Minha Palavra, sereis Meus verdadeiros discípulos. Conhecereis a Verdade, e a Verdade libertar-vos-á.'" Jo 8,31-32
    Ora, Jesus é a própria Verdade, o único caminho que nos leva a Deus: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim." Jo 14,6
    Diante da teimosia de petrificados corações, Ele propôs um teste: "Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se Minha Doutrina é de Deus ou se falo de Mim mesmo." Jo 7,17
    Sentenciou, por fim, o exclusivo meio pelo qual podemos ser libertos do pecado: Seus gloriosos auxílios, isto é, Sua Graça, a Qual derrama sobre quem Lhe obedece: "Se, portanto, o Filho libertar-vos, sereis verdadeiramente livres." Jo 8,36
    E foi bem explícito ao falar sobre Sua divina condição, assim como de nossas fraquezas: "Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Por isso, disse-vos: morrereis em vosso pecado. Porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vosso pecado." Jo 8,23-24
    Por pior que seja nosso estado de pecado, portanto, devemos ter como exemplo a conclusão a que chegou o filho pródigo, e com a mesma humildade retornar ao Pai: "Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: 'Meu pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um de teus empregados.'" Lc 15,18-19


A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

    É necessário, pois, através da unidade promovida na Igreja pelo Santíssima Trindade, que clamemos ao "... Espírito Santo, Autor da Graça!" Hb 10,29
    São Paulo expressamente recomenda o uso da oração: "Intensificai vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos." Ef 6.18
    São Judas Tadeu centra no foco deste pedido: "Orai no Espírito Santo." Jd 1,20b
    Jesus, de fato, prometeu que não ficaríamos sós: "... o Espírito da Verdade... convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
    São Paulo fala mesmo da união para a Vida Eterna: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17b
    Nosso Salvador assim descreveu a missão de Seu Espírito, que Se manifestaria logo após Sua Ascensão: "Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim." Jo 16,9
    Por isso derramou-O sobre os Apóstolos, que são os fundamentos da Igreja, para que ela nos conceda, mediante o Sacramento da Confissão, a remissão dos pecados: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." Jo 20,22-23
    É, pois, investido da autoridade deste Ministério que São Paulo exorta aos coríntios: "Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em Nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em Nome de Cristo rogamo-vos: reconciliai-vos com Deus!" 2 Cor 5,20
    E referindo-se aos Sacramentos, em geral, assim ele reza: "Nós somos operários com Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus." 1 Cor 3,9; 4,1
    Pois o Santo Paráclito, presente em todos eles, é o Espírito da Comunhão com Deus, como ele diz: "... e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13
    Só através d'Ele realmente podemos amar: "E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5
    São João Evangelista explica a origem do amor: "Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Mas amamos, porque primeiro Deus nos amou." 1 Jo 4,16.19
    É o Espírito Santo, enfim, que sempre caminha com a Igreja, confortando-nos no bom combate da fé, tal qual Jesus prometeu: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dar-vos á outro Consolador, para que convosco fique eternamente." Jo 14,16
    Assim, para um perfeito entendimento da Comunhão da Santíssima Trindade, Deus Pai confirma pela Palavra de Seu Filho e marca pelo fogo de Seu Espírito, o Qual é o selo, a garantia de nossa Salvação. São Paulo ensina: "Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e consagrou-nos, é Deus. Ele marcou-nos com Seu selo e a nossos corações deu o penhor do Espírito." 2 Cor 21-22
    Ele repete essa afirmação na Carta aos Efésios:  "... fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, o Qual é o penhor de nossa herança... " Ef 1,13-14
    Comemora a ação do Divino Paráclito iniciada no Pentecostes: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da Lei do pecado e da morte. O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne a fim de que a justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós que vivemos não segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rm 8,2-4
    E confirma o poder da Comunhão: "Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em verdade, está morto pelo pecado..." Rm 8,10
    Mas também adverte: "Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele." Rm 8,9b
    De fato, Jesus havia prometido que viveria naquele que guardasse Seus Mandamentos: "Se alguém Me ama, guardará Minha palavra e Meu Pai amá-lo-á. E Nós viremos a ele e nele faremos Nossa morada." Jo 14,23
    São Paulo confirmava: "Eu vivo, mas já não sou eu. É Cristo que vive em mim!" Gl 2,20a
    Questionava os coríntios: "Examinai a vós mesmos, se estais na fé. Provai a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós?" 2 Cor 13,5a
    Pois a despeito da gravidade de nossos pecados, Deus já havia prometido maravilhas através do Profeta Isaías: "Ainda que seus pecados sejam vermelhos como púrpura, ficarão brancos como a neve. Ainda que sejam vermelhos como escarlate, ficarão como a lã." Is 1,18
    O próprio Jesus afirmou: "Digo-vos que assim haverá maior júbilo no Céu por um só pecador que fizer penitência, que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." Lc 15,7
    Quanto ao Juízo Final, ou mesmo o Particular, São Pedro diz do amor de Deus: "O Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
    E numa luminosa síntese do projeto da Salvação, São Paulo explica nossa Reconciliação com os Céus: "Ele arrancou-nos do poder das trevas e introduziu-nos no Reino de Seu amado Filho, no Qual temos a Redenção, a remissão dos pecados. Porque a Deus aprouve n'Ele fazer habitar toda plenitude, e por Seu intermédio reconciliar Consigo todas criaturas. Por intermédio d'Aquele que, ao preço do próprio Sangue na Cruz, restabeleceu a Paz a tudo quanto existe na terra e nos Céus. ... eis que agora Ele vos reconciliou pela morte de Seu Corpo humano, para que possais apresentar-vos Santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai." Cl 1,13-14.19-20.22

    "Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"