A Carta de São Paulo aos Romanos, mesmo de sua profunda espiritualidade, reconhecia: "Eu sei que em mim, isto é, em minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de o efetuar. Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero." Rm 7,18-19
Ele não menosprezava os afagos da Graça, que atesta estar no Antigo Testamento, mas chega a se exasperar: "Deleito-me na Lei de Deus, no íntimo de meu ser. Sinto, porém, em meus membros outra lei, que luta contra a lei de meu espírito e me prende à lei do pecado, que está em meus membros. Infeliz homem que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?..." Rm 7,22-24
É quando se percebe que o pecado nos leva a buscar a Deus, se realmente o abominamos, bem como nossa absoluta carência de Seus socorros para uma efetiva libertação, como Jesus ensinou no Evangelho Segundo São João: "Portanto, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres." Jo 8,36
De fato, só Ele pode reconduzir-nos a tão salutares alegria e esperança. Maria Santíssima cantou no Magnifica, apontado no Evangelho Segundo São Lucas: "... meu espírito exulta de alegria em Deus, Meu Salvador..." Lc 1,47
Assim, é nosso dever buscar entender o agir do Pai, Sua regência, pois, citando o Livro de Deuteronômio, Nosso Senhor ordenou no Evangelho Segundo São Marcos: "... amarás ao Senhor Teu Deus... de todo teu entendimento..." Mc 12,30
Essa é a razão das orações da Carta de São Paulo aos Colossenses: "Por isso... não cessamos de rezar por vós e pedir a Deus que vos conceda pleno conhecimento de Sua vontade, perfeita Sabedoria e discernimento espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, em tudo procurando agradar-Lhe, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, em tudo confortados por Seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade." Cl 1,9-11
Ora, alguns não acreditam na existência de Deus justamente porque esbarram e param nessa pergunta: 'Se Ele tem poder e controle sobre tudo, como pode haver tanta coisa errada?' O próprio Jesus, no Evangelho Segundo São Mateus, teria afirmado essa aparente permissividade: "... pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos." Mt 5,45b
Mas é demasiadamente primário achar que Deus deveria ter criado não pessoas a Sua imagem e semelhança, mas robôs, que tudo fizessem apenas conforme Sua vontade, sem nenhuma capacidade de decisão nem liberdade. A Carta de São Paulo aos Gálatas, citando o Livro de Levítico, argumenta: "Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para carnais prazeres. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda Lei se encerra num só preceito: 'Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).'" Gl 3,13-14
Também não é sensato imaginar que Deus deveria ser imediatista e punitivo, instantaneamente fulminando qualquer pessoa que sequer pensasse em praticar algum mal. Seu amor expressa exatamente o contrário, como se lê na Sabedoria: "Tendes compaixão de todos porque Vós podeis tudo, e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens. Porque amais tudo que existe, e não odiais nada do que fizestes, porquanto se o odiásseis não o teríeis feito de modo algum. Como poderia subsistir qualquer coisa, se não o tivésseis querido, e conservar a existência, se por Vós não tivesse sido chamada? Mas poupais todos seres, porque são todos Vossos, ó Senhor, que amais a vida." Sb 11,23-26
Nosso Pai, pois, não é nem ausente, nem autoritário! A Segunda Carta de São Pedro bem percebeu Seus planos: "O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
Nosso Pai, pois, não é nem ausente, nem autoritário! A Segunda Carta de São Pedro bem percebeu Seus planos: "O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
E além de tudo que já nos deu, como a Criação, a vida, a Vida de Seu Filho, o Espírito Santo, a Virgem Mãe, os anjos, a Igreja Católica Apostólica Romana, os Sacramentos, os Santos e as Escrituras, Ele continua oferecendo as mais apropriadas condições para que realizemos nossos maiores sonhos. Jesus prometeu aos Apóstolos: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: o que pedirdes ao Pai em Meu Nome, Ele dá-lo-á. Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja perfeita." Jo 16,23b.24b
Sonhos, aliás, por Deus mesmo inspirados, pois Ele não nos entrega a obra acabada, por Si só realizada, mas faz-nos sonhar e ajuda a a realizar, como o Livro de Eclesiástico atestou: "Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar, pois não deseja uma multidão de infiéis e inúteis filhos. Neles criou a ciência do Espírito, encheu-lhes o coração de Sabedoria, e mostrou-lhes o bem e o mal." Eclo 15,21-22;17,6
E fora decisivos momentos, nos quais resolve tudo sozinho por livramentos ou milagres, na maioria das vezes, para quem pede Sua Luz, na hora certa Ele concede espiritual e material apoio. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios diz especificamente sobre a luta espiritual: "Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as humanas forças. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas com a tentação Ele dá-vos-á os meios de a suportar e dela sairdes." 1 Cor 10,13
A Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses disse-o de outra forma: "Mas o Senhor é fiel, e há de vos dar forças e vos preservar do Mal." 2 Ts 3,3
Ora, não sabemos nem mesmo de que realmente precisamos, como ele afirma aos católicos romanos: "Outrossim, o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza. Porque não sabemos o que devemos pedir nem rezar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com inefáveis gemidos." Rm 8,26
A Carta de São Tiago é ainda mais contunde ao apontar a origem do mal: "De onde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? Cobiçais, e não recebeis. Sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais. Litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes vossas paixões." Tg 4,1-3
E a Carta de São Paulo aos Filipenses assim explica nossas bem sucedidas obras: "Porque é Deus, segundo Seu beneplácito, Quem realiza em vós o querer e o executar." Fl 2,13
O sagrado autor, de fato, já advertia: "A Sabedoria não entrará na perversa alma, nem habitará no corpo sujeito ao pecado. O Espírito Santo Educador das almas fugirá da perfídia, afastar-Se-á de insensatos pensamentos, e a iniquidade que está por vir repeli-Lo-á." Sb 1,4-5
Assim, em nome de nossa total entrega a Seus desígnios, os seguidores da tradição de São Paulo rezavam, na Carta aos Hebreus, para que Deus "... queira dispor-vos ao bem e conceder-vos que cumprais Sua vontade, realizando Ele próprio em vós o que é agradável a Seus olhos..." Hb 13,21a
Assim, em nome de nossa total entrega a Seus desígnios, os seguidores da tradição de São Paulo rezavam, na Carta aos Hebreus, para que Deus "... queira dispor-vos ao bem e conceder-vos que cumprais Sua vontade, realizando Ele próprio em vós o que é agradável a Seus olhos..." Hb 13,21a
A verdade, portanto, é que não percebemos algo muito simples sobre os desígnios de Deus: mesmo considerando todos sonhos humanos, Seu principal intuito é convidar-nos para trabalhar na construção do Reino dos Céus, vale dizer, na Salvação das almas. São Tiago Menor, neste sentido, exorta-nos à santidade e ao pleno acolhimento da Palavra: "Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia, e recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, que pode salvar vossas almas." Tg 1,21
A Primeira Carta de São Pedro reafirma esse essencial capítulo da Sã Doutrina: "Esse Jesus, vós amai-Lo sem O terdes visto, n'Ele credes ainda sem O verdes, e isso é para vós a fonte de uma inefável e gloriosa alegria. Porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a Salvação de vossas almas." 1 Pd 1,8-9
A Primeira Carta de São Pedro reafirma esse essencial capítulo da Sã Doutrina: "Esse Jesus, vós amai-Lo sem O terdes visto, n'Ele credes ainda sem O verdes, e isso é para vós a fonte de uma inefável e gloriosa alegria. Porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a Salvação de vossas almas." 1 Pd 1,8-9
São Paulo, pois, assevera: "Se é só para esta vida que temos colocado nossa esperança em Cristo, somos, de todos homens, os mais dignos de lástima." 1 Cor 15,19
E lamenta por aqueles que se perdem: "... por não terem cultivado o amor à Verdade, que teria podido salvá-los." 2 Ts 2,10b
O próprio Jesus constantemente está acenando para a eternidade, como disse perante Pilatos: "Meu Reino não é deste mundo." Jo 18,36a
Ele rezou ao Pai diante dos Apóstolos, pouco antes do início de Sua Paixão: "Já não estou no mundo..." Jo 17,11a
Já havia prometido perante os judeus em Jerusalém: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: se alguém guardar Minha Palavra, jamais verá a morte." Jo 8,51
E disse o que é e como se alcança a Vida Eterna: "Assim como o Pai, que Me enviou, vive, e Eu vivo pelo Pai, aquele que comer Minha Carne também viverá por Mim." Jo 6,57
O próprio Jesus constantemente está acenando para a eternidade, como disse perante Pilatos: "Meu Reino não é deste mundo." Jo 18,36a
Ele rezou ao Pai diante dos Apóstolos, pouco antes do início de Sua Paixão: "Já não estou no mundo..." Jo 17,11a
Já havia prometido perante os judeus em Jerusalém: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: se alguém guardar Minha Palavra, jamais verá a morte." Jo 8,51
E disse o que é e como se alcança a Vida Eterna: "Assim como o Pai, que Me enviou, vive, e Eu vivo pelo Pai, aquele que comer Minha Carne também viverá por Mim." Jo 6,57
Ora, após uma verdadeira conversão, fazendo tudo que Nosso Senhor ordenou (cf. Mt 28,20), são nossos projetos que precisam ser suficientemente amadurecidos e bons para que se encaixem nessa grande obra da definitiva família humana. Se eles realmente estiverem fundamentados no bem comum da Igreja Una, teremos os dons do Espírito Santo, segundo o Apóstolo dos Gentios: "Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os Ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Também há diversas operações, mas é o mesmo Deus que tudo opera em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,4-7
Assim podemos estar certo que Deus vai conceder todos benefícios, e agir contra todas dificuldades, como a Primeira Carta de São João garante: "A confiança que n'Ele (Jesus) depositamos é esta: em tudo quanto Lhe pedirmos, se for conforme Sua vontade, Ele atendê-nos-á." 1 Jo 5,14
E São Paulo completa: "Aliás, sabemos que todas coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo Seus desígnios." Rm 8,28
É que as 'armas' desta batalha são outras, e Deus não retém só para Si o exercício de todos poderes. Aí estão, tantas vezes vistos e comprovados na vida dos Santos, os verdadeiros instrumentos da construção do Reino dos Céus. Este Apóstolo segue: "Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, Paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há Lei. Pois aqueles que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e as concupiscências." Gl 5,22-24
É que as 'armas' desta batalha são outras, e Deus não retém só para Si o exercício de todos poderes. Aí estão, tantas vezes vistos e comprovados na vida dos Santos, os verdadeiros instrumentos da construção do Reino dos Céus. Este Apóstolo segue: "Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, Paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há Lei. Pois aqueles que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e as concupiscências." Gl 5,22-24
Ora, Nosso Salvador prometeu muito mais: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais Vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que LhO pedirem." Lc 11,13
E ensinou de Quem realmente devemos esperar o Bem: "Referi-vos essas coisas para que em Mim tenhais a Paz. No mundo haveis de ter tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo." Jo 16,33
A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, portanto, demonstrando o evidente poder da Igreja Apostólica, corrigia lembrando a derrubada das muralhas de Jericó (cf. Js 6,20): "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo." 2 Cor 10,4-5
A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, portanto, demonstrando o evidente poder da Igreja Apostólica, corrigia lembrando a derrubada das muralhas de Jericó (cf. Js 6,20): "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo." 2 Cor 10,4-5
Pois bem: Nosso Pai Celeste quer partilhar estes dons com Seus filhos, entre os quais colocou Cristo, modelo de toda Criação. Ele não nos obriga a praticar o Bem: Ele inspira-nos para o Bem! Por isso, a Carta de São Paulo aos Efésios recomenda preparação para o "bom combate (cf. 1 Tm 1,18)": "Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da Justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus." Ef 6,14-17
O Príncipe dos Apóstolos, pois, prepara-nos para os cruciais momentos: "Assim, pois, como Cristo padeceu na carne, também vos armai deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne rompeu com o pecado, a fim de que, no tempo que lhe resta para o corpo, já não viva segundo humanas paixões, mas segundo a vontade de Deus." 1 Pd 4,1-2
Contudo, o tempo urge e a obra de Deus é avassaladora, como o fariseu Gamaliel diz ao Sinédrio, conselho dos judeus, quando os Apóstolos foram presos pela primeira vez. Está no Livro de Atos dos Apóstolos: "Agora, pois, eu aconselho-vos: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se seu projeto ou sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá. Mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós arriscar-vos-íeis a entrar em luta contra o próprio Deus." At 5,38-39a
E foi exatamente essa a sentença que Santo Estevão proferiu contra este mesmo Sinédrio, pouco antes de ser apedrejado, porque os judeus não pararam de perseguir a Igreja que Jesus fundou: "Homens de dura cerviz, e de incircuncisos corações e ouvidos! Vós sempre resistis ao Espírito Santo." At 7,51a
Também foi o que aconteceu com São Paulo, enquanto era fariseu e igualmente perseguia a Santa Igreja, pois Jesus não lhe reclama de perseguição a ela, mas a Ele mesmo: "Saulo, porém, devastava a Igreja. Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma resplandecente Luz vinda do Céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que Me persegues?' Saulo disse: 'Quem és, Senhor?' Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a Quem tu persegues. Duro é debater-te contra as esporas.'" At 8,3a;9,4-5
Também foi o que aconteceu com São Paulo, enquanto era fariseu e igualmente perseguia a Santa Igreja, pois Jesus não lhe reclama de perseguição a ela, mas a Ele mesmo: "Saulo, porém, devastava a Igreja. Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma resplandecente Luz vinda do Céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que Me persegues?' Saulo disse: 'Quem és, Senhor?' Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a Quem tu persegues. Duro é debater-te contra as esporas.'" At 8,3a;9,4-5
Mas, salvo alguns episódios, ainda assim Ele age com total consideração a nossa liberdade. É o Livre Arbítrio, como Moisés,, falando por Deus, disse aos israelitas no Livro de Deuteronômio: "Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com tua posteridade." Dt 30,19b
Assim cabe a nós a decisão de mudar nossos planos a qualquer hora, e sempre para melhor. Não encontramos as coisas prontas, mas os corretos instrumentos se realmente estivermos a caminho do bom trabalho. Ao enviar os Apóstolos pela primeira vez em missão, Jesus disse: "Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão, porque o operário merece seu sustento." Mt 10,9-10
É por isso que esse Seu mais frequente modo de agir é chamado de Divina Providência. Nosso Senhor ensina: "Considerai os corvos: eles não semeiam, nem ceifam, nem têm despensa nem celeiro. Entretanto, Deus sustenta-os. Quanto mais valeis vós que eles? Mas qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um pouco à duração de sua vida? Se vós, pois, não podeis fazer nem as mínimas coisas, por que estais preocupados com as outras? Considerai os lírios, como crescem: não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles. Se Deus, portanto, assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã se lança ao fogo, quanto mais a vós, homens de pequenina fé!" Lc 12,24-28
É por isso que esse Seu mais frequente modo de agir é chamado de Divina Providência. Nosso Senhor ensina: "Considerai os corvos: eles não semeiam, nem ceifam, nem têm despensa nem celeiro. Entretanto, Deus sustenta-os. Quanto mais valeis vós que eles? Mas qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um pouco à duração de sua vida? Se vós, pois, não podeis fazer nem as mínimas coisas, por que estais preocupados com as outras? Considerai os lírios, como crescem: não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles. Se Deus, portanto, assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã se lança ao fogo, quanto mais a vós, homens de pequenina fé!" Lc 12,24-28
A finalidade, porém, é sempre vencer o pecado, como São Pedro reza: "... Graça e Paz sejam-vos dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, Nosso Senhor! O divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e a piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de por este meio vos tornar participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo." 2 Pd 1,2-4
Ora, em Sua infinita Sabedoria, Deus deu-nos dois especialíssimos presentes: a responsabilidade e a autoridade. O primeiro, muito mais que mera obrigação de prestar contas, é, na verdade, a capacidade de responder aos fatos ponderando circunstâncias, sempre visando o Sumo Bem. A responsabilidade, portanto, determina o melhor ou pior nexo que se estabelece entre a situação que se vive e a solução adotada. Somos constantemente convidados a responder, a exercer a liberdade ponderando sobre questões que nos motivam ao aperfeiçoamento.
Tanto quanto estivermos realmente melhorando nossas respostas, pois, não iremos frustrar, mas estimular nossos irmãos e alegrar Nosso Pai. Jesus contou essa parábola: "Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.' Respondeu ele: 'Não quero.' Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: 'Sim, pai!' Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?" Mt 21,28b-31a
O segundo presente, a autoridade, que muita gente também confunde com o poder, é nossa capacidade de sermos autores, de criar. Hoje se usa o termo autoria, mas é a autoridade, de fato, o vínculo entre quem fez e a coisa feita. Somos, como filhos de Deus Criador, convidados a criar o mundo em que vivemos. Que nós então tenhamos boas obras a mostrar, para que nem desanimemos nossos irmãos nem entristeçamos Nosso Pai. É o que a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo diz: "Antes é preciso que o lavrador trabalhe com afinco, se quer boa colheita." 2 Tm 2,6
Ora, em Sua infinita Sabedoria, Deus deu-nos dois especialíssimos presentes: a responsabilidade e a autoridade. O primeiro, muito mais que mera obrigação de prestar contas, é, na verdade, a capacidade de responder aos fatos ponderando circunstâncias, sempre visando o Sumo Bem. A responsabilidade, portanto, determina o melhor ou pior nexo que se estabelece entre a situação que se vive e a solução adotada. Somos constantemente convidados a responder, a exercer a liberdade ponderando sobre questões que nos motivam ao aperfeiçoamento.
Tanto quanto estivermos realmente melhorando nossas respostas, pois, não iremos frustrar, mas estimular nossos irmãos e alegrar Nosso Pai. Jesus contou essa parábola: "Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.' Respondeu ele: 'Não quero.' Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: 'Sim, pai!' Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?" Mt 21,28b-31a
O segundo presente, a autoridade, que muita gente também confunde com o poder, é nossa capacidade de sermos autores, de criar. Hoje se usa o termo autoria, mas é a autoridade, de fato, o vínculo entre quem fez e a coisa feita. Somos, como filhos de Deus Criador, convidados a criar o mundo em que vivemos. Que nós então tenhamos boas obras a mostrar, para que nem desanimemos nossos irmãos nem entristeçamos Nosso Pai. É o que a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo diz: "Antes é preciso que o lavrador trabalhe com afinco, se quer boa colheita." 2 Tm 2,6
Esses 'brinquedos', entretanto, que alguns julgam por demais perigosos, nem sempre são usados corretamente, como de fato se constata. De toda forma, não podemos dizer que a culpa é de Deus. São Tiago Menor argumenta: "Feliz o homem que suporta a tentação, porque, depois de sofrer a provação, receberá a Coroa da vida que Deus prometeu àqueles que O amam. Ninguém, quando for tentado, diga: 'É Deus Quem me tenta.' Deus é inacessível ao Mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado por sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Não vos iludais, pois, amados irmãos meus. Toda boa dádiva e todo perfeito dom vêm de cima: descem do Pai das luzes, no Qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por Sua vontade é que (Deus) nos gerou pela Palavra da Verdade, a fim de que sejamos como que as primícias de Suas criaturas." Tg 1,12-18
Por isso, conclui-se, Deus não deve tomar de volta estes dons, como na prática alguns sugerem. Nós é que temos que aprender a os usar, eis o problema! Sempre que tivermos em vista o verdadeiro bem comum, muitas vezes em detrimento de certos 'bens' particulares, estaremos agradavelmente respondendo à inspiração do Espírito Santo e sendo autores de belas obras de fé. São Paulo, sempre versando pelo bem de todos membros do Corpo Místico de Cristo, diz da obra da Salvação: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
Por isso, conclui-se, Deus não deve tomar de volta estes dons, como na prática alguns sugerem. Nós é que temos que aprender a os usar, eis o problema! Sempre que tivermos em vista o verdadeiro bem comum, muitas vezes em detrimento de certos 'bens' particulares, estaremos agradavelmente respondendo à inspiração do Espírito Santo e sendo autores de belas obras de fé. São Paulo, sempre versando pelo bem de todos membros do Corpo Místico de Cristo, diz da obra da Salvação: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
PARA A SALVAÇÃO DAS ALMAS
O Papa São João Paulo II, falando sobre nossa natural vocação para formar comunidade, fez menção à imprescindível hierarquia de valores, que determina a superioridade das coisas que são espirituais e elevadas, sobre aquelas que são materiais e instintivas. Jesus, com efeito, exaltou os bens atemporais: "Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo." Mt 6,31-33
O Papa São João Paulo II, falando sobre nossa natural vocação para formar comunidade, fez menção à imprescindível hierarquia de valores, que determina a superioridade das coisas que são espirituais e elevadas, sobre aquelas que são materiais e instintivas. Jesus, com efeito, exaltou os bens atemporais: "Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo." Mt 6,31-33
Enganam-se, portanto, aqueles que se valem apenas dos próprios esforços, como o sagrado autor canta no Livro de Salmos: "... Ele que formou o coração de cada um, e está atento a cada uma de suas ações. Não vence o rei pelo numeroso exército, nem se livra o guerreiro pela grande força. O cavalo não é penhor de vitória, nem salva por sua resistência. Eis os olhos do Senhor pousados sobre aqueles que O temem, sobre aqueles que esperam em Sua bondade, a fim de lhes livrar a alma da morte e os nutrir no tempo da fome. Nossa alma espera no Senhor, porque Ele é nosso amparo e nosso escudo." Sl 32,15-20
Porque, entendamos ou não, Deus tem o controle de tudo e bem sabe o que faz, segundo outro sagrado autor: "Ó Senhor, quão variadas são Vossas obras! Todas feitas com Sabedoria, a Terra está cheia das coisas que criastes. Eis o mar, imenso e vasto, onde, sem conta, se agitam grandes e pequenos animais. Todos esses seres esperam de Vós que lhes deis de comer a seu tempo. Vós dai-lhes e eles recolhem-no, abris a mão e fartam-se de bens. Se desviais o rosto, eles perturbam-se. Se lhes retirais o sopro, expiram e voltam ao pó de onde saíram." Sl 103,24-25.27-29
Porque, entendamos ou não, Deus tem o controle de tudo e bem sabe o que faz, segundo outro sagrado autor: "Ó Senhor, quão variadas são Vossas obras! Todas feitas com Sabedoria, a Terra está cheia das coisas que criastes. Eis o mar, imenso e vasto, onde, sem conta, se agitam grandes e pequenos animais. Todos esses seres esperam de Vós que lhes deis de comer a seu tempo. Vós dai-lhes e eles recolhem-no, abris a mão e fartam-se de bens. Se desviais o rosto, eles perturbam-se. Se lhes retirais o sopro, expiram e voltam ao pó de onde saíram." Sl 103,24-25.27-29
Ora, sequer seremos capazes de eliminar a pobreza entre nós, como Jesus tristemente sentenciou: "Na Verdade, sempre tereis os pobres convosco..." Mc 14,7a
E em mais uma afirmação do Livre Arbítrio, propôs: "... e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes o bem..." Mc 14,7b
Assim, a injustiça social, que na maioria das vezes é a causa primeira do sofrimento humano, precisa ser enfrentada por intensa participação dos verdadeiros cristãos nas instituições de sua sociedade. Não por acaso, Nosso Senhor vai acusar no Dia do Juízo: "Porque tive fome e não Me destes de comer, tive sede e não Me destes de beber, era peregrino e não Me acolhestes, nu e não Me vestistes, enfermo e na prisão e não Me visitastes." Mt 25,42-43
Pois precisamos achar o estreito caminho entre a covardia, que cala e consente, e a violência, que agrava e aumenta o sofrimento. E esse é o caminho da caridade, seja material ou espiritual, que, através do amor, da prudência e da paciência, liberta o ser humano do Mal. Avisando das dificuldades de O seguir, Jesus disse: "Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, vos perseguirem e falsamente disserem todo mal contra vós por causa de Mim." Mt 5,6.11
E garantia Seu mais frequente socorro: "Tomai Meu Jugo sobre vós e recebei Minha Doutrina, porque Eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para vossas almas." Mt 11,29
Falando sobre o Santo Paráclito, claramente disse qual missão Ele teria, não por acaso igual à Sua: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Consolador, para que eternamente fique convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,16-17
Mas, como visto, precisamos ter a liberdade para agir, ou teríamos uma história de roteiro e final conhecidos. Ensinando a humildade, Nosso Senhor deu este exemplo do quão limitado já é nosso saber e campo de atuação: "Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: 'Vem depressa sentar-te à mesa?' E não lhe dirá, ao contrário: 'Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me enquanto como e bebo, e depois comerás e beberás tu?' E se o servo tiver feito tudo que lhe ordenara, o senhor fica devendo-lhe alguma obrigação? Assim vós, depois de terdes feito tudo que vos foi ordenado, também dizei: 'Somos inúteis servos. Fizemos apenas o que devíamos fazer.'" Lc 17-7-10
Não descrevia, porém, uma deplorável condição: "O discípulo não é mais que o Mestre, o servo não é mais que o Senhor. Basta ao discípulo ser tratado como Seu Mestre, e ao servo como Seu Senhor." Mt 10,24-25a
Aliás, desde o Sermão da Montanha lembrou nossa verdadeira filiação e vocação, invocando uma antiga e importantíssima determinação de Deus (cf. Lv 19,2): "Portanto, sede Santos, assim como Vosso Pai Celeste é Santo." Mt 5,48
Jesus falava mesmo de inimagináveis obras: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e fará ainda maiores que estas, porque vou para junto do Pai." Jo 14,12
Apenas estabelecia uma condição: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5
Por isso, exortava Seus escolhidos: "Os Apóstolos disseram ao Senhor: 'Aumenta-nos a fé!' Disse o Senhor: 'Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: arranca-te e transplanta-te no mar, e ela obedecê-vos-á.'" Lc 17,5-6
Quer mesmo que abracemos as maiores obras: "A outro disse: 'Segue-Me.' Mas ele pediu: 'Senhor, primeiro permite-me ir enterrar meu pai.' Mas Jesus disse-lhe: 'Deixa que os mortos enterrem seus mortos. Tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.'" Lc 9,59-60
Notemos, pois, que a caridade, que é o mais elevado mandamento 'social', também é inspirada pela Divina Graça. E não é, igualmente, algo que nos é dado pronto e acabado: é inspirada no coração do católico. O rico jovem que buscou Nosso Senhor até tinha algum apreço pela santidade, mas teria que dar mais largo passo para realmente a alcançar: "Respondeu Jesus: 'Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!'" Mt 19,21
Assim, inspirado pelo Divino Espírito, o cristão sente a vontade de constantemente praticar o bem. Diz São Paulo: "Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5b
Mas precisa perseverar, crendo no comando de Deus, para que não desanime diante dos desafios que vão surgindo. Ao pedir a Jesus que fosse liberto de um 'espinho na carne', por exemplo, este Apóstolo não foi atendido: "Mas Ele disse-me: 'Basta-te Minha Graça, porque é na fraqueza que Minha força se revela totalmente.' Portanto, prefiro gloriar-me de minhas fraquezas para que em mim habite a força de Cristo. Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,9-10
Aliás, desde o Sermão da Montanha lembrou nossa verdadeira filiação e vocação, invocando uma antiga e importantíssima determinação de Deus (cf. Lv 19,2): "Portanto, sede Santos, assim como Vosso Pai Celeste é Santo." Mt 5,48
Jesus falava mesmo de inimagináveis obras: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e fará ainda maiores que estas, porque vou para junto do Pai." Jo 14,12
Apenas estabelecia uma condição: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5
Por isso, exortava Seus escolhidos: "Os Apóstolos disseram ao Senhor: 'Aumenta-nos a fé!' Disse o Senhor: 'Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: arranca-te e transplanta-te no mar, e ela obedecê-vos-á.'" Lc 17,5-6
Quer mesmo que abracemos as maiores obras: "A outro disse: 'Segue-Me.' Mas ele pediu: 'Senhor, primeiro permite-me ir enterrar meu pai.' Mas Jesus disse-lhe: 'Deixa que os mortos enterrem seus mortos. Tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.'" Lc 9,59-60
Notemos, pois, que a caridade, que é o mais elevado mandamento 'social', também é inspirada pela Divina Graça. E não é, igualmente, algo que nos é dado pronto e acabado: é inspirada no coração do católico. O rico jovem que buscou Nosso Senhor até tinha algum apreço pela santidade, mas teria que dar mais largo passo para realmente a alcançar: "Respondeu Jesus: 'Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!'" Mt 19,21
Assim, inspirado pelo Divino Espírito, o cristão sente a vontade de constantemente praticar o bem. Diz São Paulo: "Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5b
Mas precisa perseverar, crendo no comando de Deus, para que não desanime diante dos desafios que vão surgindo. Ao pedir a Jesus que fosse liberto de um 'espinho na carne', por exemplo, este Apóstolo não foi atendido: "Mas Ele disse-me: 'Basta-te Minha Graça, porque é na fraqueza que Minha força se revela totalmente.' Portanto, prefiro gloriar-me de minhas fraquezas para que em mim habite a força de Cristo. Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,9-10
Então vem à cena a solidariedade, mais plenamente expressa pela caridade espiritual, que tão bem representa o agir de Deus e o espírito cristão. Diferente de um deus interventor, temos Deus solidário que nos auxilia para muito além de nossas necessidades materiais. Jesus diz à Igreja Viva: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se gastam, um inesgotável tesouro nos Céus, aonde o ladrão não chega e a traça não o destrói. Pois onde estiver vosso tesouro, ali também estará vosso coração." Lc 12,32-34
Convocava mesmo Seus Sacerdotes a repassar tudo aos demais: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
Porque já teriam chegado ao Doador de todos bens: "Aquele que vem a Mim não terá fome, e aquele que crê em Mim jamais terá sede." Jo 6,35b
Porque já teriam chegado ao Doador de todos bens: "Aquele que vem a Mim não terá fome, e aquele que crê em Mim jamais terá sede." Jo 6,35b
É o que a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo pedia que ele assim pregasse: "Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança em volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos." 1 Tm 6,17
E ele diz: "O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas Justiça, Paz e gozo no Espírito Santo." Rm 14,17
Não foi isso o que Jesus mesmo veio fazer entre nós? Conosco viver as dificuldades humanas, mostrar-nos o caminho para vencer o pecado e nos reconciliar com o Pai? Ele afirmou aos Apóstolos: "Meu alimento é fazer a vontade daquele que Me enviou e cumprir Sua obra." Jo 4,34b
A todos falava da Vida e da perseverança espiritual: "Perguntaram-Lhe: 'Que faremos para praticar as obras de Deus?' Respondeu-lhes Jesus: 'A obra de Deus é esta: que creiais n'Aquele que Ele enviou.'" Jo 6,28-29
São Tiago Menor, nesse sentido, ensina: "A pura e sem mácula religião, aos olhos de Deus e Nosso Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo." Tg 1,27
E São Paulo pregou a busca da transcendência, desde sempre fomentada por Deus: "Ele fez nascer de um só homem todo gênero humano, para que habitasse sobre toda face da Terra. Fixou aos povos os tempos e os limites de sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por O encontrer como que às apalpadelas, pois na verdade Ele não está longe de cada um de nós. Porque é n'Ele que temos a vida, o movimento e o ser..." At 17,26-28a
Devemos fazer o mesmo que Jesus, então: dedicar nosso conhecimento e nosso tempo convivendo e consolando os mais carentes nas mais difíceis realidades. Quando os discípulos de São João Batista Lhe perguntaram se era realmente o Messias, Ele deu essa resposta: "... aos pobres é anunciado o Evangelho." Lc 7,22
Sim, a solidariedade já é um imperativo moral e ético em qualquer sociedade civilizada. E a Igreja Católica, enquanto Corpo Místico de Cristo, ou seja, Sacerdotes e fiéis, tem o sério compromisso de a todos prover essa especial esperança, como São Paulo pregava durante sua primeira prisão em Roma: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados por vossa vocação a uma só esperança." Ef 4,1-4
Não foi isso o que Jesus mesmo veio fazer entre nós? Conosco viver as dificuldades humanas, mostrar-nos o caminho para vencer o pecado e nos reconciliar com o Pai? Ele afirmou aos Apóstolos: "Meu alimento é fazer a vontade daquele que Me enviou e cumprir Sua obra." Jo 4,34b
A todos falava da Vida e da perseverança espiritual: "Perguntaram-Lhe: 'Que faremos para praticar as obras de Deus?' Respondeu-lhes Jesus: 'A obra de Deus é esta: que creiais n'Aquele que Ele enviou.'" Jo 6,28-29
São Tiago Menor, nesse sentido, ensina: "A pura e sem mácula religião, aos olhos de Deus e Nosso Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo." Tg 1,27
E São Paulo pregou a busca da transcendência, desde sempre fomentada por Deus: "Ele fez nascer de um só homem todo gênero humano, para que habitasse sobre toda face da Terra. Fixou aos povos os tempos e os limites de sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por O encontrer como que às apalpadelas, pois na verdade Ele não está longe de cada um de nós. Porque é n'Ele que temos a vida, o movimento e o ser..." At 17,26-28a
Devemos fazer o mesmo que Jesus, então: dedicar nosso conhecimento e nosso tempo convivendo e consolando os mais carentes nas mais difíceis realidades. Quando os discípulos de São João Batista Lhe perguntaram se era realmente o Messias, Ele deu essa resposta: "... aos pobres é anunciado o Evangelho." Lc 7,22
Sim, a solidariedade já é um imperativo moral e ético em qualquer sociedade civilizada. E a Igreja Católica, enquanto Corpo Místico de Cristo, ou seja, Sacerdotes e fiéis, tem o sério compromisso de a todos prover essa especial esperança, como São Paulo pregava durante sua primeira prisão em Roma: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados por vossa vocação a uma só esperança." Ef 4,1-4
Ora, esse é o sentido da Revelação, ainda segundo ele: "Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança." Rm 15,4
Porque as relações interpessoais da Santíssima Trindade, ou seja, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são para nós modelo de comunidade e de interação, e isso também nada tem de predeterminados papéis ou autoritarismo. Jesus diz dos renascidos da Santa Igreja: "O vento sopra onde quer. Ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito." Jo 3,8
Lembremos o momento de Sua Transfiguração, quando conversou com Moisés e Elias sobre Sua Paixão (cf. Lc 9,31). É uma mostra de como as obras de Deus são construídas passo a passo. Aí a humanidade, e, mais especificamente, a Igreja por nascer, representada por São Pedro, São Tiago Menor e São João, testemunhou as Três Pessoas da Santíssima Trindade em simultânea e harmoniosa manifestação: Jesus transfigura-Se, o Espírito Santo apresenta-Se como Nuvem e Deus Pai fala: "Lá Se transfigurou na presença deles: Seu rosto brilhou como o sol, Suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. ... veio uma nuvem luminosa e envolveu-os. E daquela Nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: 'Eis Meu muito amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O!'" Mt 17,2.5b
Lembremos o momento de Sua Transfiguração, quando conversou com Moisés e Elias sobre Sua Paixão (cf. Lc 9,31). É uma mostra de como as obras de Deus são construídas passo a passo. Aí a humanidade, e, mais especificamente, a Igreja por nascer, representada por São Pedro, São Tiago Menor e São João, testemunhou as Três Pessoas da Santíssima Trindade em simultânea e harmoniosa manifestação: Jesus transfigura-Se, o Espírito Santo apresenta-Se como Nuvem e Deus Pai fala: "Lá Se transfigurou na presença deles: Seu rosto brilhou como o sol, Suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. ... veio uma nuvem luminosa e envolveu-os. E daquela Nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: 'Eis Meu muito amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O!'" Mt 17,2.5b
A perfeita Comunhão entre Eles, pois, é nosso sumo exemplo de convivência em harmonia. Diz São João Evangelista: "Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Ei-Lo, Jesus Cristo, Aquele que veio pela Água e pelo Sangue. Não só pela Água, mas pela Água e pelo Sangue. E o Espírito é Quem dá testemunho d'Ele, porque o Espírito é a Verdade." 1 Jo 5,5-7
Pois como Jesus ensinou, amar a Deus é inseparável de amar ao próximo. Ele chamou-os de Mandamentos semelhantes: "'Amarás o Senhor Teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todas tuas forças (Dt 6,5).' Este é o maior e o primeiro Mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: 'Amarás teu próximo como a ti mesmo.'" Mt 22,37-39
Até resumiu estes dois num só Mandamento, que chamou de Seu, determinando a medida com que devemos amar: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo." Jo 15,12
Esse é o projeto de Nosso Deus, caridoso e amigo, para nossa convivência. Essa é Sua mais frequente forma de agir: cooperar, oferecendo exemplos e condições. Jesus mesmo revelou: "Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo de Mim mesmo, mas o Pai, que permanece em Mim, é que realiza Suas próprias obras." Jo 14,10
E é assim que podemos realizar nossos melhores sonhos: "Se permanecerdes em Mim, e Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo que quiserdes e sê-vos-á feito." Jo 15,7
O Reino de Deus, enfim, é essa família que nos cabe construir, ainda segundo Ele: "Todo aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe." Mt 12,50
"Tornai viva nossa fé, nossa esperança!"
E é assim que podemos realizar nossos melhores sonhos: "Se permanecerdes em Mim, e Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo que quiserdes e sê-vos-á feito." Jo 15,7
O Reino de Deus, enfim, é essa família que nos cabe construir, ainda segundo Ele: "Todo aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe." Mt 12,50
"Tornai viva nossa fé, nossa esperança!"

