Por que Deus quer ser amado por nós? Quem somos nós para Lhe corresponder com nosso errante amor? No entanto, no Livro de Deuteronômio, Ele determinou aos israelitas através de Moisés, após o anúncio dos Dez Mandamentos: "Amarás o Senhor, Teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma e de toda tua força." Dt 6,5
Poderíamos ser obrigados a amar? Como Jesus pode exigir maior amor a Ele que às pessoas que nos são mais próximas? Mas no Evangelho Segundo São Mateus, depois que escolheu os Doze Apóstolos, Ele sentenciou: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim. Quem ama seu filho mais que a Mim, não é digno de Mim." Mt 10,37
A rigidez desse ensinamento, porém, esconde uma didática. Apesar da estranheza que causa em primeira mão, ao amadurecermos no amor, vemos que assim Ele imprime Sua Palavra em nossa memória, para mais tarde ser plenamente compreendida. De fato, não podemos verdadeiramente amar nossos familiares sem conhecermos, com a devida profundidade, o amor que Deus nos tem. A Primeira Carta de São João assim explica a Comunhão com Deus e a fonte do amor: "Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Mas amamos porque primeiro Deus nos amou." 1 Jo 4,16.19
Poderíamos ser obrigados a amar? Como Jesus pode exigir maior amor a Ele que às pessoas que nos são mais próximas? Mas no Evangelho Segundo São Mateus, depois que escolheu os Doze Apóstolos, Ele sentenciou: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim. Quem ama seu filho mais que a Mim, não é digno de Mim." Mt 10,37
A rigidez desse ensinamento, porém, esconde uma didática. Apesar da estranheza que causa em primeira mão, ao amadurecermos no amor, vemos que assim Ele imprime Sua Palavra em nossa memória, para mais tarde ser plenamente compreendida. De fato, não podemos verdadeiramente amar nossos familiares sem conhecermos, com a devida profundidade, o amor que Deus nos tem. A Primeira Carta de São João assim explica a Comunhão com Deus e a fonte do amor: "Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Mas amamos porque primeiro Deus nos amou." 1 Jo 4,16.19
Ele categoricamente afirma: "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus..." 1 Jo 4,7a
E no Livro do Profeta Jeremias, Deus mesmo explicou a Israel a natureza e a dimensão desse amor, bem como zela por Sua predileção: "Eu amei-te com eterno amor, e por isso conservei para ti o amor." Jr 31,3
Sobre a questão do amor às mais próximas pessoas, o Amado Discípulo partia do inverso: "Se alguém disser: 'Amo a Deus', mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a Quem não vê. Temos de Deus este Mandamento: aquele que amar a Deus, também ame a seu irmão." 1 Jo 4,20-21
E a despeito dos insondáveis desígnios de Deus, alguma luz nos é dada sobre essa didática quando lemos essa passagem no Livro de Provérbios: "Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem te espantes de que Ele te repreenda, porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima." Pr 3,11-12
Tudo isso inspira-nos a imagem de um pai cheio de precauções, às vezes agindo de enérgico modo, em função de futuros riscos, e é sensato supor que seja mesmo assim. Na Carta aos Hebreus, os seguidores da tradição de São Paulo argumentam: "Estais sendo provados para vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Aliás, na Terra temos nossos pais que nos corrigem e, entretanto, olhamo-los com respeito. Com quanto mais razão havemos de submeter-nos ao Pai de nossas almas, o Qual nos dará a Vida? Os primeiros educaram-nos para pouco tempo, segundo sua própria conveniência, ao passo que Este o faz para nosso bem, para nos comunicar Sua santidade. É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia àqueles que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de Paz." Hb 12,7.9-11
A Carta de São Tiago, que era um dos chamados 'irmãos' de Nosso Senhor (cf. Mt 27,56), dizendo do Espírito Santo, justifica: "Todo aquele que quer ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus. Ou imaginais que em vão diz a Escritura: 'Sois amados até o ciúme pelo Espírito que em vós habita ?'" Tg 4,4b-5
Tudo isso inspira-nos a imagem de um pai cheio de precauções, às vezes agindo de enérgico modo, em função de futuros riscos, e é sensato supor que seja mesmo assim. Na Carta aos Hebreus, os seguidores da tradição de São Paulo argumentam: "Estais sendo provados para vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Aliás, na Terra temos nossos pais que nos corrigem e, entretanto, olhamo-los com respeito. Com quanto mais razão havemos de submeter-nos ao Pai de nossas almas, o Qual nos dará a Vida? Os primeiros educaram-nos para pouco tempo, segundo sua própria conveniência, ao passo que Este o faz para nosso bem, para nos comunicar Sua santidade. É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia àqueles que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de Paz." Hb 12,7.9-11
A Carta de São Tiago, que era um dos chamados 'irmãos' de Nosso Senhor (cf. Mt 27,56), dizendo do Espírito Santo, justifica: "Todo aquele que quer ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus. Ou imaginais que em vão diz a Escritura: 'Sois amados até o ciúme pelo Espírito que em vós habita ?'" Tg 4,4b-5
Ora, nas revelações feitas no Livro de Apocalipse de São João, o próprio Jesus vai dizer àqueles que se iludem com alguma forma de poder. Está entre as exortações ditadas às sete dioceses de Ásia de então, nesse caso a da cidade de Sardes: "Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima teu zelo, pois, e arrepende-te." Ap 3,19
Também é frequente ver na Bíblia a expressão 'temor a Deus'. E fica a pergunta: afinal, Ele quer ser amado ou temido? A verdade é que, assim como o amadurecer mental, a compreensão da Revelação requer tempo. No estágio de civilização que vivemos, é fácil perceber, ao menos teoricamente, que o amor sempre produz melhor e mais verdadeiro relacionamento que o temor. Mas não há dúvida: visceralmente necessário, e negá-lo é mera puerilidade, o temor foi e ainda é largamente usado. A hierarquia é vital para as organizações humanas! Entretanto, porque não são necessariamente excludentes, também já é antiga a didática do amor, e só por ele se pode chegar à perfeição, como São João afirmou: "Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no Dia do Julgamento, pois, como Ele (Deus) é, assim também nós somos neste mundo. No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor." 1 Jo 4,17-18
Ele reafirmou o caminho para essa perfeição: "Se mutuamente nos amarmos, Deus permanece em nós e Seu amor em nós é perfeito." 1 Jo 4,12b
De fato, assim é o Mandamento que Jesus, Deus de amor, ditou no Evangelho Segundo São João, e assim Ele revelou a verdadeira identidade de Sua Igreja. Foi logo depois do Lava-Pés, enquanto Se despedia dos Apóstolos: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Jo 13,34-35
De fato, assim é o Mandamento que Jesus, Deus de amor, ditou no Evangelho Segundo São João, e assim Ele revelou a verdadeira identidade de Sua Igreja. Foi logo depois do Lava-Pés, enquanto Se despedia dos Apóstolos: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Jo 13,34-35
Ele mesmo demonstrou esse amor, e maternal amor, como o de Nossa Mãe Celeste, quando Se aproximou da Cidade Santa pela última vez, na Páscoa em que seria sacrificado: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes Eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste!" Mt 23,37
O Evangelho Segundo São Lucas diz que Ele chorou nesse momento, uma das duas únicas vezes em que foram registrados prantos Seus (cf. Jo 11,35): "Aproximando-Se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo: 'Oh! Se tu, ao menos neste dia que te é dado, também conhecesses Aquele que pode trazer-te a Paz! Mas não, isso está oculto a teus olhos.'" Lc 19,41-42
O Livro do Profeta Isaías, a propósito, já tinha dado conta de nossa verdadeira relação com Deus: de filiação: "E no entanto, Senhor, Vós sois Nosso Pai. Nós somos a argila da qual sois o Oleiro: todos nós fomos modelados por Vossas mãos." Is 64,8
Por isso, a Ele havia clamado, após meditar sobre a História de Israel: "Olhai do alto do Céu, e vede de Vossa santa e gloriosa morada: Que foi feito de Vosso ciumento amor e de Vosso poder, e da emoção de Vosso coração? Dai livre expansão a Vossa ternura, porque sois Nosso Pai." Is 63,15-16a
E se somos vez e outra castigados, se bem observarmos os acontecimentos, também é fácil atestar Sua infinita afabilidade. Deus mesmo disse: "Num acesso de cólera, de ti volvi Minha face. Mas em Meu eterno amor, de ti tenho compaixão." Is 54,8
O Livro de Sabedoria, em especial, vai mais longe ao justificar Seu amor: "Tendes compaixão de todos, porque Vós podeis tudo. E para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens. Porque amais tudo que existe, e não odiais nada do que fizestes, porquanto, se o odiásseis, não o teríeis feito de modo algum. Como poderia subsistir qualquer coisa, se não a tivésseis querido, e conservar a existência, se por Vós não tivesse sido chamada? Mas poupais todos seres, porque todos são Vossos, ó Senhor, que amais a vida." Sb 11,23-26Por isso, a Ele havia clamado, após meditar sobre a História de Israel: "Olhai do alto do Céu, e vede de Vossa santa e gloriosa morada: Que foi feito de Vosso ciumento amor e de Vosso poder, e da emoção de Vosso coração? Dai livre expansão a Vossa ternura, porque sois Nosso Pai." Is 63,15-16a
E se somos vez e outra castigados, se bem observarmos os acontecimentos, também é fácil atestar Sua infinita afabilidade. Deus mesmo disse: "Num acesso de cólera, de ti volvi Minha face. Mas em Meu eterno amor, de ti tenho compaixão." Is 54,8
E como os sagrados autores dos Provérbios, ele conclui: "É por isso que com brandura castigais aqueles que caem, e os adverti mostrando-lhes em que pecam, a fim de que rejeitem sua malícia e creiam em Vós, Senhor." Sb 12,2
Não seria, porém, o amor, e tão simplesmente o amor, ainda hoje, a mais difícil lição que Jesus tenta ensinar-nos? Será que nós compreendemos, ao menos um pouco, a dimensão de Seu amor? Concebemos, ao menos episodicamente, que podemos amar como Ele nos ama? Enfatizando, pois já havia falado em Novo Mandamento, como vimos, Ele estabeleceu esse parâmetro, também na noite da Santa Ceia: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo." Jo 15,12
Mas a pergunta é: que amor é esse que O levou a morrer por nós? Realmente percebemos o exemplo de tantos Santos e Mártires? Também chegaríamos, por amor, a essas consequências? De toda forma, essa é a meta por Ele estabelecida e demonstrada por Sua Paixão: "Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida por seus amigos." Jo 15,13
E como entender esse Sacrifício ao qual Deus Pai submeteu Seu próprio Filho? Não teria sido violento demais? Mas Jesus confirmou-o a Nicodemos, um notável dos fariseus, falando em terceira Pessoa, logo na primeira Páscoa em Jerusalém após iniciada Sua Missão: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
Por certo, a razão de ser dessa didática de Deus é nossa futilidade, nossa desatenção, nossa inconstância, nossa insensibilidade. Pois se Sua própria Morte, brutal como foi, não nos faz despertar para o amor, o que teria acontecido se Ele simplesmente Se tivesse elevado aos Céus? Se toda Jerusalém não tivesse presenciado Sua Paixão e Morte? Por isso, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo, em seus iniciais versículos, exorta-lhe que afaste o povo de todas fábulas e fúteis conhecimentos, em nome de um verdadeiro amadurecimento espiritual: "Essa recomendação visava promover o amor que nasce de um puro coração, de uma boa consciência e de uma sincera fé." 1 Tm 1,5
Pois, como vemos na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, só assim ele garante as celestiais benesses, citando o Profeta Isaías: "É como está escrito: 'Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4)', tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam." 1 Cor 2,9
Pois o verdadeiro amor a Deus, para minimamente corresponder àquele que Ele tem por nós, se manifesta, como demonstram os Santos, por uma atitude de constante reconhecimento de nossos pecados e pela determinação em não tornarmos a errar. É o que o Livro de Eclesiástico ensina: "Aquele que ama a Deus, roga-Lhe pelo perdão de seus pecados e acautela-se para não os cometer no porvir." Eclo 3,4
Pois o verdadeiro amor a Deus, para minimamente corresponder àquele que Ele tem por nós, se manifesta, como demonstram os Santos, por uma atitude de constante reconhecimento de nossos pecados e pela determinação em não tornarmos a errar. É o que o Livro de Eclesiástico ensina: "Aquele que ama a Deus, roga-Lhe pelo perdão de seus pecados e acautela-se para não os cometer no porvir." Eclo 3,4
É o que o rei Davi faz no Livro de Salmos, ao pedir perdão em nome de Seu amor: "Ó Deus, tende piedade de mim conforme Vossa Misericórdia. Em Vosso grande amor, cancelai meu pecado." Sl 51,3
Afere-lhe o justo valor: "Porque Vosso amor me é mais precioso que a vida..." Sl 63,4
Outros sagrados autores reconhecem: "Eu dá-Vos-ei graças, Senhor Meu Deus, de todo coração, e sempre darei Glória a Vosso Nome, porque é grande Vosso amor para comigo..." Sl 86,12-13
Agradecidos pela Divina Misericórdia, registram: "... Deus de piedade, compassivo, lento para Se irar, mas rico de amor e de fidelidade..." Sl 86,15
Agradecidos pela Divina Misericórdia, registram: "... Deus de piedade, compassivo, lento para Se irar, mas rico de amor e de fidelidade..." Sl 86,15
E atestam que Seu amor é eterno: "Louvai o Senhor, porque Ele é bom, porque Seu amor é para sempre." Sl 106,1
Aliás, tão atemporal como Deus mesmo, mas nessa condição tem destinatários específicos, pois Davi aproveita para assegurar: "O amor do Senhor existe desde sempre, e para sempre existirá por aqueles que O temem." Sl 102,17a
JESUS, PROVA MAIOR DO AMOR DE DEUS
JESUS, PROVA MAIOR DO AMOR DE DEUS
Mas não há dúvida de que Nosso Senhor conhece os corações das pessoas, e de perto acompanha-os. Foi o que se viu desde o início de Sua vida pública, quando, antes de curar o paralítico descido pelo teto da casa de São Pedro, lhe ofereceu o perdão dos pecados. É do Evangelho Segundo São Marcos: "Ora, ali estavam sentados alguns escribas, que refletiam em seus corações: 'Como pode Este Homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?' Mas Jesus, logo penetrando com Seu espírito em seus íntimos pensamentos, disse-lhes: 'Por que pensais isto em vossos corações?'" Mc 2,6-8
E mesmo em meio à multidão, como em primeira Missão na Cidade Santa: "Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram em Seu Nome, à vista dos sinais que fazia. Mas Jesus mesmo não Se fiava neles, porque os conhecia todos. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois bem sabia o que havia no homem." Jo 2,23-24
Por isso, conforme o Amado Médico, dizia que de nada vale o pagamento do dízimo quando se sonega o mais importante. Está entre os 'ai de vós' com que advertia os religiosos judeus: "Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas, mas desprezais a justiça e o amor de Deus." Lc 11,42
E em debate com os líderes religiosos em Jerusalém na segunda festa em Sua vida pública, Ele foi ainda mais incisivo, pois começou a ser perseguido por curar um aleijado de nascença num sábado: "Não espero Minha Glória dos homens. Mas conheço-vos: sei que não tendes em vós o amor de Deus. Vim em Nome de Meu Pai, por isso não Me recebeis. Se outro vier em seu próprio nome, haveis de recebê-lo." Jo 5,41-43
Já o Apóstolo dos Gentios diz uma muito simples coisa aos cristãos da cidade de Corinto, mas cheia de Sabedoria: Deus tem com o filho que O ama muito especial relação: "... se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele." 1 Cor 8,3
Por isso, ressaltando o valor da perseverança para que vençamos a insensibilidade, a inconstância e a faltosa consciência, Jesus recomendou-nos em ensinamentos finais: "Se guardardes Meus Mandamentos, sereis constantes em Meu amor, como Eu também guardei os Mandamentos de Meu Pai e persisto em Seu amor." Jo 15,10
Não por acaso, São João Apóstolo testificou Seu amor e perseverança até os últimos momentos: "Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que Sua hora tinha chegado, a hora de passar deste mundo para o Pai. Ele, que tinha amado os Seus que estavam no mundo, até o extremo amou-os." Jo 13,1
Não por acaso, São João Apóstolo testificou Seu amor e perseverança até os últimos momentos: "Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que Sua hora tinha chegado, a hora de passar deste mundo para o Pai. Ele, que tinha amado os Seus que estavam no mundo, até o extremo amou-os." Jo 13,1
Contudo, ciente de nossas fraquezas, Ele rezou ao Pai para que Seu amor, que é amor de Salvação, em nós permanecesse pela força de Seu Ministério. É a Oração da Unidade, proferida pouco antes de partirem para o Horto das Oliveiras, onde Ele seria preso: "Manifestei-lhes Teu Nome, e ainda hei de manifestá-lhO, para que o amor com que Me amaste neles esteja..." Jo 17,26
Também Lhe pediu, pela Glória derramada sobre os Apóstolos, enquanto primícias da Santa Igreja Católica, que esta Unidade, tal qual a da Santíssima Trindade, fosse a prova do Advento e de Seu amor pelos fiéis: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Também Lhe pediu, pela Glória derramada sobre os Apóstolos, enquanto primícias da Santa Igreja Católica, que esta Unidade, tal qual a da Santíssima Trindade, fosse a prova do Advento e de Seu amor pelos fiéis: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Mas também havia deixado claro que não podemos ser amados por Deus se não amarmos a Ele, Seu Filho: "Pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e crestes que saí de Deus." Jo 16,27
Pois não se pode honrar a Deus se não se honra Cristo, como Ele disse aos religiosos de Jerusalém que O recriminaram por curar o aleijado num dia de sábado: "Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que O enviou." Jo 5,23
Pois não se pode honrar a Deus se não se honra Cristo, como Ele disse aos religiosos de Jerusalém que O recriminaram por curar o aleijado num dia de sábado: "Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que O enviou." Jo 5,23
E a Carta de São Paulo aos Romanos, invocando o Pentecostes, dia do nascimento da Igreja Católica, atesta Quem é o imprescindível Doador para que verdadeiramente amemos com o mais puro amor: "... o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5b
Bem sabe Quem nos motiva, como está na Carta de São Paulo aos Colossenses, dizendo de seu colaborador, Epafras: "Foi ele que nos informou do amor com que o Espírito vos anima." Cl 1,8
E na Carta de São Paulo aos Efésios, ele reza: "... que poderosamente sejais robustecidos por Seu Espírito em vista do crescimento de vosso homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados no amor, a fim de que possais, com todos cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer o amor de Cristo, que desafia todo conhecimento..." Ef 3,16-19
E na Carta de São Paulo aos Efésios, ele reza: "... que poderosamente sejais robustecidos por Seu Espírito em vista do crescimento de vosso homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados no amor, a fim de que possais, com todos cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer o amor de Cristo, que desafia todo conhecimento..." Ef 3,16-19
Dizia-se mesmo diante de um inarredável exemplo, como lemos na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: "Pois o amor de Cristo nos constrange..." 2 Cor 5,14a
Demonstrava, de toda forma, ter alcançado esse amor: "Não vos serei oneroso, porque não busco vossos bens, mas sim a vós mesmos. Com efeito, não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. De muito boa vontade darei o que é meu, e dar-me-ei a mim mesmo por vossas almas, ainda que, mais vos amando, menos por vós seja amado." 2 Cor 12,14b-15
Devemos, portanto, retribuir o amor de Deus com grandeza de espírito, como a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, logo no início, diz do Santo Paráclito: "Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação." 2 Tm 1,7
Devemos, portanto, retribuir o amor de Deus com grandeza de espírito, como a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, logo no início, diz do Santo Paráclito: "Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação." 2 Tm 1,7
Porém se errarmos, sabemos que há esperança, porque firmando a promessa da Nova Aliança, Deus disse através de Isaías ao povo de Israel: "'Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais Meu amor te abandonará e jamais Meu pacto de Paz vacilará,' diz o Senhor, que Se compadeceu de ti." Is 54,9-10
E para nossa Salvação, Jesus deixou a Santa Igreja, que deve ser Nossa Casa, onde somos purificados de nossas faltas, seja pela Santa Missa, dos pecados veniais, seja pelo Sacramento da Confissão, dos demais pecados. Das revelações que recebeu de Jesus, o Amado Discípulo, em seus últimos anos, rende graças "Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados em Seu Sangue e que de nós fez um Reino de Sacerdotes para Deus e Seu Pai, Glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém." Ap 1,5b-6
E para nossa Salvação, Jesus deixou a Santa Igreja, que deve ser Nossa Casa, onde somos purificados de nossas faltas, seja pela Santa Missa, dos pecados veniais, seja pelo Sacramento da Confissão, dos demais pecados. Das revelações que recebeu de Jesus, o Amado Discípulo, em seus últimos anos, rende graças "Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados em Seu Sangue e que de nós fez um Reino de Sacerdotes para Deus e Seu Pai, Glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém." Ap 1,5b-6
Pois, de fato, Deus é movido por Seu amor, como São Paulo afirma: "... Deus, que é rico em Misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou..." Ef 2,4
E São João Evangelista, falando pelos cristãos de então, atesta que Seu amor realmente é veraz: "E nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco." 1 Jo 4,16
Ele explica tal amor, assim como nossa Redenção, com essas palavras: "Assim foi que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou Seu Único Filho ao mundo, para que por meio d'Ele tenhamos a Vida. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou Seu Filho como oferenda de expiação por nossos pecados. Caríssimos, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros." 1 Jo 4,9-11
São Paulo diz algo muito parecido: "Mas eis aqui uma brilhante prova de amor de Deus por nós: quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. Se, quando ainda éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E cheio de fé, citando três ordens de anjos, arremata: "Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem qualquer outra criatura poderá apartar-nos do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, Nosso Senhor." Rm 8,38-39
Expunha-se, de verdade, a todos obstáculos, mesmo os mais perigosos, fazendo lembrar um Salmo: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: 'Por amor a Ti somos entregues à morte o dia inteiro, somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23).' Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude d'Aquele que nos amou." Rm 8,35-37
Por isso, na Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, ele deseja-nos as maiores bençãos: "Que o Senhor dirija vossos corações para Seu amor e para paciência de Cristo." 2 Ts 3,5
E a Carta de São Judas, de olhos na eternidade, recomenda que perseveremos neste que é o maior dos divinos dons: "Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Vida Eterna." Jd 21
Mas cabe a pergunta: como poderíamos perseverar no amor de Deus? São João Apóstolo dá-nos uma breve, simples, mas preciosa sugestão: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, nele não está o amor do Pai." 1 Jo 2,15
Também diz: "Quem possuir bens deste mundo e vir seu irmão sofrer necessidade, mas fechar-lhe seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?" 1 Jo 3,17
Ora, como Jesus invocaria (cf. Mc 12,31), o Pai, em nome de Seu amor, desde o Livro de Levítico já nos havia recomendado: "Amarás teu próximo como a ti mesmo." Lv 19,18
Também diz: "Quem possuir bens deste mundo e vir seu irmão sofrer necessidade, mas fechar-lhe seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?" 1 Jo 3,17
Ora, como Jesus invocaria (cf. Mc 12,31), o Pai, em nome de Seu amor, desde o Livro de Levítico já nos havia recomendado: "Amarás teu próximo como a ti mesmo." Lv 19,18
Portanto, há muito temos da parte de Deus essa determinação. E é pela obediência a todos Seus Mandamentos (cf. Mt 28,20) que perceberemos as benesses de Seu amor em nossas vidas, como São João diz: "Aquele, porém, que guarda Sua Palavra, n'Ele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito." 1 Jo 2,5
Por fim, numa síntese ainda mais concisa, ele registra: "Eis o amor a Deus: que guardemos Seus Mandamentos." 1 Jo 5,3
E enternecido pela Adoção que recebemos do Espírito Santo (cf. Rm 8,15), exclama: "Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E, de fato, nós somos! Por isso, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu." 1 Jo 3,1
É pela beleza e profundidade de frases como essas que uma exortação de São Paulo se tornou a saudação de acolhida na Santa Missa: "A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13
E, por isso, o Eclesiástico recomenda com pertinência: "... ama a Deus durante toda tua vida, e invoca-O para tua Salvação." Eclo 13,18
"Por amor, enviaste-nos Vosso Filho!"
"Por amor, enviaste-nos Vosso Filho!"

