sábado, 15 de agosto de 2026

Textos para Celular

 
Anuário de Leituras Bíblicas

Acesso: dizemasescrituras.blogspot.com

Assunção de Nossa Senhora


    Em 1950, o Papa Pio XII oficialmente declarou que a Virgem Maria foi elevada aos Céus em corpo e alma. Embora, além das elucidativas visões que a Beata Anna Catarina Emmerich teve no século XVIII e início do XIX, os registros de sua Assunção só existam em apócrifos livros, e apenas recentemente tenha sido proclamada, a Santa Igreja Católica já a cultua desde os primórdios, pois está em perfeita conformidade com as Escrituras e é parte da Tradição dos Apóstolos.
    Pela Bíblia, em específico, no Livro de Apocalipse de São João temos o relato que, apesar de não tratar propriamente de sua Assunção, a aponta já nos Céus, e dá testemunho de sua transfiguração em corpo glorioso e de sua coroação: "Em seguida, apareceu no Céu um grande sinal: uma Mulher revestida do sol, tendo a lua debaixo de seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um Menino, Aquele que deve reger todas pagãs nações com cetro de ferro. Mas Seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e de Seu trono." Ap 12,1.5
    E imediatamente antes dessa aparição, ao Amado Discípulo havia sido apresentada a Arca da Aliança (cf. Êx 25,10), ou seja, a portadora da Revelação, uma prefigura de Nossa Senhora, Sem dúvida, Nossa Mãe Celeste veio como aperfeiçoamento da Arca da Velha Aliança (cf. Jr 3,16), que guardava as Tábuas da Lei (cf. Êx 25,16), porque ela é a Arca da Nova e Eterna Aliança, a portadora do Verbo Encarnado (cf. Jo 1,14): "Abriu-se o Templo de Deus no Céu e apareceu, em Seu Templo, a Arca de Seu Testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva." Ap 11,19
    Tais visões não se deram num momento qualquer: era o sinal da sétima trombeta, o terceiro 'ai', e assim os Céus revelavam como havia sido o início do Reinado de Cristo. Leia-se: Cristo é o ápice da Revelação, a própria Revelação de Deus (cf. Hb 1,3), Deus Vivo de Deus Vivo (cf. Jo 20,18), Caminho da humanidade (cf. Jo 14,6), realidade a ser vivida (cf. Cl 2,17), e Sua Mãe (cf. Lc 1,43) é a definitiva Arca da Aliança, Seu 'precioso veículo' para Se manifestar ao mundo.
    De fato, o desaparecimento da Arca da Velha Aliança já tinha sido anunciado por Deus havia séculos, ainda no Livro do Profeta Jeremias: "Quando vos multiplicardes e vos tornardes numerosos na Terra, naqueles dias, Oráculo do Senhor, não mais se falará da Arca da Aliança do Senhor nem mais se pensará nela, perdendo-se a lembrança e a saudade, nem a ela há de se referir." Jr 3,16
    Eis porque, no Livro de Salmos, o sagrado autor já cantava a Assunção de Nossa Senhora em momento posterior à Ressurreição e Ascensão de Jesus, pois só pela Graça de Nosso Senhor (cf. Jo 1,17) nos foi possibilitado prestar culto a Deus com toda Justiça, que é a Santa Missa celebrada pela Igreja Apostólica, Seu Reino de Sacerdotes: "Levantai-Vos, Senhor, para vir a Vosso repouso, Vós e a Arca de Vossa Majestade. Vistam-se de Justiça Vossos Sacerdotes, e jubilosos cantem de alegria Vossos fiéis." Sl 131,8-9
    Com efeito, com a promessa de nossa libertação dos pecados (cf. Jo 8,36), o culto perfeito (cf. Hb 10,14) foi profetizado pelo sacerdote São Zacarias, pai de São João Batista, logo após seu nascimento, como está no Evangelho Segundo São Lucas: "Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou Seu povo, e nos suscitou um Poderoso Salvador, na casa de Davi, Seu servo... segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor, libertados de mãos inimigas, possamos servi-Lo em santidade e Justiça, em Sua presença, todos dias da nossa vida." Lc 1,68-69.73-75
    Pois se a Carne e o Sangue de Cristo, que por Sua santidade e divindade nos concedem a Vida Eterna (cf. Jo 6,54), não vieram a se corromper, aliás, como muitos outros Corpos Santos, o corpo de Nossa Senhora, cuja carne e sangue geraram o Corpo de Nosso Senhor, porque São José não participou de Sua humana concepção, também não poderia corromper-se. Profetizando, o rei Davi cantou por Jesus, que assim Se dirigiu ao Pai: "Por isso, Meu Coração alegra-se, Minha alma exulta e Minha Carne repousa em segurança. Porque Vós não abandonareis Minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que Vosso Santo conheça a corrupção." Sl 15,9-10
    Ora, foi o próprio Cristo que prometeu, aos Apóstolos e a nós, preparar um lugar nos Céus. Acaso não faria o mesmo para Sua Santíssima Mãe? No Evangelho Segundo São João, Ele assegurou após a Santa Ceia: "Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, Eu tê-vos-ia dito, pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomá-vos-ei Comigo, para que, onde Eu estou, vós também estejais." Jo 14,2-3
    E ainda que não em seus corpos, os Santos já estão em alma no Céu, julgando e reinando como São João registrou, pois eles não se deixaram iludir pelo maligno império: "Também vi tronos, sobre os quais se sentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a besta ou sua imagem, que não tinham recebido seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma Nova Vida, e com Cristo reinaram por mil anos." Ap 20,4
    Assim, portanto, se deram os fatos, e assim temos que os acolher. Essa é a Verdade, a obra de Deus, as Glórias de Deus que tantos maldizem (cf. Jd 8). E com mais essa maravilha, Ele simplesmente deixou claro em maior grau, na pessoa da Santíssima Mãe, Sua feição de Amoroso Pai, como já fizera através da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sobremaneira reafirmou a Doutrina da Ressurreição da Carne, dizendo do Pai Eterno: "... Seu Mandamento é Vida Eterna." Jo 12,50a
    Ademais, depois de Jesus, São João Apóstolo, que recebeu essas revelações de Apocalipse, era a pessoa mais bem informada a respeito de Maria Imaculada, porque foi a ele que Nosso Senhor confiou a guarda de Sua Mãe. E mais: ela foi dada a este Apóstolo como sua própria Mãe, assim como também nossa, pois aí ele representava todos verdadeiros cristãos, e em nenhuma hipótese ele iria desobedecer-Lhe: "Junto à Cruz de Jesus estavam de pé Sua Mãe, a irmã de Sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu Sua Mãe, e perto dela o discípulo que amava, disse a Sua Mãe: 'Mulher, eis aí teu filho.' Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua Mãe.' E dessa hora em diante o discípulo levou-a para sua casa." Jo 19,25-27
    Afirmativamente, é como filhos de Maria que São João se refere àqueles que testemunham Nosso Senhor, quando Satanás percebeu que não poderia vencê-la e se voltou contra a Igreja Católica Apostólica Romana: "Este, então, irritou-se contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, àqueles que guardam os Mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus." Ap 12,17
    Tal condição de filhos é dada pela perfeita Comunhão que a Igreja Una tem com o Espírito prometido por Jesus (cf. At 1,8), como a Carta de São Paulo aos Romanos diz: "Todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus." Rm 8,14
    E ele já se tinha mostrado taxativo: "Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele." Rm 8,8b
    Porque só os filhos de Deus obtêm a garantia do Santo Paráclito (cf. 2 Cor 1,22): "O Espírito mesmo dá testemunho a nosso espírito de que somos filhos de Deus." Rm 8,16
    A Primeira Carta de São João, nesse sentido, diz da Comunhão com Deus que nos é concedida através do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Quem observa Seus Mandamentos, permanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24
    E ainda que indiretamente, o Livro de Eclesiástico já atestava o insubstituível papel de Nossa Mãe Celeste nos planos de Deus: "Deus honra o pai nos filhos, e sobre eles confirma a autoridade da mãe." Eclo 3,2
    Este sagrado autor menciona o tesouro no Céu, de que Jesus falou (cf. Mc 10,21): "Quem honra sua mãe, é semelhante àquele que acumula um tesouro." Eclo 3,4
    Pois, se somos filhos dos Sacerdotes da Igreja, que são nossos pais espirituais como o Apóstolo dos Gentios abaixo reclama, como não haveríamos de ser filhos de Maria, a Nova Eva, que gerou o próprio Cristo para a Salvação da humanidade? Por isso, zelando pela Tradição Oral, também chamada Sagrada Tradição, e assim pela Unidade da Igreja de Deus Vivo, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios corrigia: "Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus amados filhos. Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais. Ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho. Por isso, conjuro-vos a que sejais meus imitadores. Para isso é que vos enviei Timóteo, meu amado e fiel filho no Senhor. Ele recordá-vos-á minhas normas de conduta, tais como as ensino por toda parte, em todas igrejas." 1 Cor 4,14-17


    Pois a sensata pergunta a ser feita é: se os 'lenços e outros panos' de São Paulo (cf. At 19,11), a 'sombra' de São Pedro (cf. At 5,15) e a 'orla do manto' de Jesus (cf. Lc 8,44) realizavam milagres enquanto relíquias, que dizer do próprio corpo de Nossa Senhora que por nove meses teve Deus em seu ventre? Poderia corromper-se o receptáculo da Absoluta Graça? Deus não o permitiu nem à Santa Casa de Nazaré, que por anjos foi levada a Loreto, em Itália!
    Ora, se a própria Igreja fundada por Jesus, apesar de alguns de seus membros (lembrar Judas Iscariotes!), é incorruptível (cf. Mt 16,18b; Ef 5,25b-27), como não o seria o ventre de Maria Santíssima, do qual a humanidade deve renascer pelo Espírito Santo para ser Igreja Católica? Antecipando os Sacramentos do Batismo e da Crisma, Nosso Senhor revelou ao fariseu Nicodemos: "Na Verdade, na Verdade, digo-te: quem não renascer da Água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. Aquele que nasceu da carne, é carne, e aquele que nasceu do Espírito, é espírito." Jo 3,5b-6
    O próprio Jesus foi gerado pelo Espírito Paráclito, como o Evangelho Segundo São Mateus apontou: "Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois Aquele que nela foi concebido vem do Espírito Santo.'" Mt 1,20
    Por isso, Santa Isabel diz a Nossa Senhora, tanto de si como de Seu Filho: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o Fruto de teu ventre." Lc 1,42
    Dito que claramente se estende a nós, como São Paulo escreveu: "Aqueles que Ele (Deus) de antemão distinguiu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos." Rm 8,29


    Porque se, após sua morte, o corpo de Nossa Senhora realmente tivesse permanecido num sepulcro, tal fato e tal lugar jamais seriam ignorado pela considerável multidão de fiéis de então, e assim logo seriam divulgados e se tornariam Tradição da Santa Igreja, pois, desde as Bodas de Caná de Galileia, ela sempre esteve presente na vida pública de Jesus, junto aos Apóstolos: "Depois disso, desceu para Cafarnaum, com Sua Mãe, Seus irmãos e Seus discípulos, e ali só demoraram poucos dias. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém." Jo 2,12-13
    E assim foi mesmo após a Ascensão do Senhor, nas atividades da nascente Igreja, como está no Livro de Atos dos Apóstolos: "Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelota, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles unanimemente perseveravam na oração, acompanhados das mulheres, entre elas Maria, Mãe de Jesus, e os irmãos d'Ele." At 1,13-14
    Os Apóstolos, ademais, que já tinham a Ressurreição do Senhor como o grande trunfo para testificar o Advento do Salvador, não precisavam 'inventar' mais esse grandioso episódio, o da Assunção de Maria. Seria um capítulo a mais, como mais tarde se veria, em oportuno tempo, a ser incorporado às revelações do Precioso Depósito (cf. 2 Tm 1,14), o que àqueles tempos certamente dificultaria o próprio anúncio da Encarnação de Cristo.
    Por outro lado, a inspiração do Espírito Santo foi especialmente decisiva para a proclamação desse Dogma pelo Papa, assim como foi para a sustentação de sua Tradição, mantida pelos membros da Igreja através dos séculos. Com efeito, Jesus havia prometido a Apóstolos, discípulos e seguidores que o Divino Paráclito instruiria a Santa Igreja Católica anunciando 'as coisas que virão': "Quando o Paráclito vier, o Espírito da Verdade, ensiná-vos-á toda a Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 16,13
    Da mesma forma, o Papa, os Cardeais, os Bispos, os Presbíteros e Diáconos católicos são Ministros da Nova Aliança, movidos pelo Espírito de Deus, e como tais também não falam por si mesmos, mas em Nome de Deus, como Jesus disse do Paráclito: "... porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir." Idem
    A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, de fato, já havia atestado, rejeitando qualquer mera literalidade das Escrituras: "Não que sejamos por nós mesmos capazes de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. É Ele que nos fez aptos para sermos Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." 2 Cor 3,6
    E havia cravado a condição da nova criatura (cf. 2 Cor 5,17): "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17
    É, portanto, pela moção do Divino Espírito que temos a Igreja Viva, capaz de testemunhar as obras do Reino dos Céus em Nome de Jesus, que disse: "O Espírito é que vivifica... As palavras que vos tenho dito são Espírito e Vida." Jo 6,63
    Por isso, atestando a importância da instituição eclesial, pessoalmente fundada por Nosso Salvador, a Carta de São Paulo aos Efésios afirma sua santidade: "... Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela Água do Batismo com a Palavra, para a apresentar a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito, mas santa e irrepreensível. Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja." Ef 5,25-27.32
    Bem ao modo da Igreja Viva, por fim, e da constante presença do Espírito de Deus entre nós, sobre a Assunção de Nossa Senhora temos a sobrenaturais revelações feitas à Santa Brígida, que viveu no século XIV. A Santíssima Virgem mesmo disse-lhe: "Depois, quando o curso de minha vida se cumpriu, Meu Filho primeiro elevou minha alma, por ter sido a dona do corpo, a um mais eminente lugar que os demais, perto da Glória de Sua divindade, e depois meu corpo, de forma que nenhum outro corpo de criatura esteja tão perto de Deus como o meu." (Livro I Capítulo IX)
    E lamentou: "Existem pessoas, entretanto, que maliciosamente negam que eu tenha sido assunta em corpo e alma, e existem outras que simplesmente não tem maior conhecimento. Mas a verdade disso é certa: fui elevada até a Gloria de Deus em corpo e alma!" (Idem)
    Assim como temos os extraordinários relatos da Bem-Aventurada Anna Catarina Emmerich, que em 2004 foi beatificada por São João Paulo II. Eles detalham os últimos anos da vida de Nossa Senhora na proximidades de Éfeso, em sudoeste de atual Turquia, onde com São João Evangelista se recolheu das perseguições dos judeus, ainda mais violentas após o apedrejamento de Santo Estevão (cf. At 8,1), e que Jesus havia profetizado: "Expulsá-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida, julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a Mim." Jo 16,2-3

    
    Em místicos termo, o Amado Discípulo cita essa retirada para Éfeso em Apocalipse. E também fala da cabeça da Serpente, que ela esmagaria. Aliás, fora a própria sentença de Deus no Livro de Gênesis prometendo esse feito (cf. Gn 3,15), essa é única menção à cabeça da Serpente em toda Bíblia: "Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente." Ap 12,14
    O Livro do Profeta Isaías já previra essa revigorante dádiva de Deus, uma angelical condição (cf. Êx 25,20), o alento que tornou humanamente suportáveis as 'espadas' que traspassaram a alma de Nossa Senhora da Dores: "Até os adolescentes podem esgotar-se, e robustos jovens podem cambalear, mas aqueles que contam com o Senhor, renovam suas forças, Ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar." Is 40,30-31
    Ora, nas visões que teve desde a infância, a Beata Anna Catarina Emmerich conta que a Virgem Maria havia memorizado a Via Sacra, ou seja, a Paixão e Morte de Nosso Senhor, que a repetiu diariamente em Jerusalém enquanto lá pôde viver, e, já em Éfeso, escolheu lugares parecidos em volta do campo onde morava. Aí, entre orações e lágrimas, Nossa Mãe Celeste repetia dia após dia as 14 estações.
    Nossa Beata também viu, nesse mesmo lugar, os últimos dias da Imaculada Mãe, quando convocou todos Apóstolos para lhes dizer suas últimas palavras e se despedir. Também viu seus últimos instantes, o local onde ela foi sepultada, que ainda não foi encontrado, e o momento, minutos depois, em que ela foi elevada aos Céus em grande luz diante dos olhos dos Apóstolos.
    As igrejas 'ortodoxa' e anglicana também professam que Maria Santíssima foi elevada aos Céus.


    Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!