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domingo, 8 de novembro de 2026
A Glória de Deus
A Bíblia frequentemente cita a Glória de Deus, e por vezes difunde seu significado em algumas analogias. Mas é possível unificá-las, pois todas remetem ao esplendor do próprio Deus, como o Livro do Profeta Ezequiel descreveu uma visão: "Acima dessa abóbada, havia uma espécie de trono, semelhante a uma pedra de safira, e bem no alto dessa espécie de trono, uma Humana Silhueta. Vi que Ela possuía um vermelho fulgor, como se houvesse sido banhada no fogo, desde o que parecia ser Sua cintura, para cima, enquanto que, para baixo, vi algo como fogo que esparzia clarões por todos lados. Como o arco-íris que aparece nas nuvens em dias de chuva, assim era o resplendor que a envolvia. Era esta visão a imagem da Glória do Senhor." Ez 1,26-28
Ou elas remetem, noutra clara deflexão de Sua real aparência, a Seu inconfundível poder, caso do registro do Livro de Êxodo, quando o povo de Deus rumava pelo deserto à Terra Santa: "Moisés disse a Aarão: 'Dize a toda assembleia dos israelitas: Apresentai-vos diante do Senhor, porque Ele ouviu vossas murmurações.' Enquanto Aarão falava a toda assembleia dos israelitas, olharam para o deserto e eis que na Nuvem apareceu a Glória do Senhor! E o Senhor disse a Moisés: 'Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: Esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, fartar-vos-eis de pão. E sabereis que Eu sou o Senhor, Vosso Deus.'" Êx 16,9-12
É nessa condição que a Glória de Deus se tornará mais conhecida, como quando da entrega das Tábuas da Lei, também durante o Êxodo: "Moisés subiu ao monte. A Nuvem cobriu o monte e a Glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, que na Nuvem ficou envolvido durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da Nuvem. Aos olhos dos israelitas, a Glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte. Moisés penetrou na Nuvem e subiu a montanha. Ali ficou quarenta dias e quarenta noites." Êx 24,15-18
Tal deflexão é necessária por nossa impossibilidade de contemplar, durante a vida terrena, a face de Deus na plenitude de Sua Glória: "Moisés disse: 'Mostrai-me Vossa Glória.' E Deus respondeu: 'Vou fazer passar diante de ti todo Meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o Nome de Javé. Dou Minha Graça a quem quero, e uso de Misericórdia com quem Me apraz. Mas,' ajuntou o Senhor, 'não poderás ver Minha face, pois o homem não poderia ver-Me e continuar a viver. Eis um lugar perto de Mim,' disse o Senhor, 'tu estarás sobre a rocha. Quando Minha Glória passar, pô-te-ei na fenda da rocha e cobri-te-ei com a mão até que Eu tenha passado. Depois retirarei a mão e Me verás por detrás. Quanto a Minha face, ela não pode ser vista.'" Êx 33,18-23
Esse é o temor, propriamente o medo de morrer, de que o Livro do Profeta Isaías fala. Mas o que ele viu, certamente, também era apenas uma imagem da Glória de Deus: "No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado num muito elevado trono. As franjas de Seu manto enchiam o Templo. Os serafins mantinham-se junto a Si. 'Ai de mim', gritava eu. 'Estou perdido porque sou um homem de impuros lábios, e habito com um povo também de impuros lábios e, entretanto, meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!'" Is 6,5
Aliás, como o sacerdote Ezequiel viu, se Sua Glória enchia o Templo de Jerusalém, também irá deixá-lo para que fosse preenchido por uma nuvem de obscuridade, antes de ser destruído pelos babilônios: "... os querubins estavam à direita do Templo, e a nuvem enchia o átrio interior. A Glória do Senhor elevou-se acima dos querubins até a soleira do Templo, e enquanto o esplendor da Glória do Senhor enchia o átrio, a nuvem invadia o Templo. De repente, a Glória do Senhor deixou a soleira do Templo e pousou sobre os querubins. Estes desdobraram as asas, e eu vi-os alçarem-se da terra com as rodas ao lado, para partirem." Ez 10,3b-4.18-19a
Já no Evangelho Segundo São João, após multiplicar pães e peixes pela primeira vez e oferecer Seu Corpo e Seu Sangue como o Pão do Céu, Jesus confirmou estas visões como deflexões, dizendo de Si mesmo: "Não que alguém tenha visto o Pai, pois só Aquele que vem de Deus, Esse é que viu o Pai." Jo 6,46
No entanto, pela manifestação de Nosso Salvador e com a retirada do véu (cf. Hb 10,20), sabemos que Cristo é a própria Glória de Deus, como os seguidores da tradição de São Paulo apontaram na Carta aos Hebreus: "Esplendor de Sua Glória e imagem de Seu Ser..." Hb 1,3
São João Apóstolo também o disse, ao referir-se à Encarnação de Cristo: "E o Verbo fez-Se Carne e habitou entre nós. E vimos Sua Glória, a Glória que o Filho Único recebe de Seu Pai, cheio de Graça e de Verdade." Jo 1,14
No entanto, pela manifestação de Nosso Salvador e com a retirada do véu (cf. Hb 10,20), sabemos que Cristo é a própria Glória de Deus, como os seguidores da tradição de São Paulo apontaram na Carta aos Hebreus: "Esplendor de Sua Glória e imagem de Seu Ser..." Hb 1,3
São João Apóstolo também o disse, ao referir-se à Encarnação de Cristo: "E o Verbo fez-Se Carne e habitou entre nós. E vimos Sua Glória, a Glória que o Filho Único recebe de Seu Pai, cheio de Graça e de Verdade." Jo 1,14
O Evangelho Segundo São Lucas igualmente o afirmou mas em específico ao narrar Sua Transfiguração, quando Moisés e Elias Lhe apareceram: "Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono. Ao despertarem, viram a Glória de Jesus e os dois personagens em Sua companhia." Lc 9,32
De fato, e mesmo que Jesus não a tenha manifestado em toda Sua plenitude, apenas de modo mais aproximado durante a Transfiguração, o Amado Discípulo (cf. Jo 13,23) confirma o que ouviu e viu: "Ninguém jamais viu Deus. O Filho Único, que está no seio do Pai, foi Quem O revelou." Jo 1,18
E que a Glória de Deus estaria com Nosso Senhor, não há dúvida. Foi o que se deu na manifestação dos anjos que os pastores no arredores de Belém viram na noite do Natal de Jesus: "Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a Glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: 'Não temais! Eis que vos anuncio uma Boa Nova que será alegria para todo povo: hoje na Cidade de Davi vos nasceu um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto servi-vos-á de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.' E ao anjo subitamente se juntou uma multidão do Celeste Exército, que louvava a Deus e dizia: 'Glória a Deus no mais alto dos Céus, e Paz na Terra aos homens por Ele amados.'" Lc 2,9-14
Os milagres que Nosso Senhor realizou, por conseguinte, igualmente eram grandes sinais de Sua Onipotência, como quando transformou água em vinho nas Bodas de Caná. E aí se tem um segundo tipo de deflexão do que é a Glória de Deus: "Este foi o primeiro milagre de Jesus. Realizou-o em Caná de Galileia. Manifestou Sua Glória, e Seus discípulos creram em Si." Jo 2,11
Pois Seus sinais revelam Sua imensurável grandeza, como Ele disse sobre São Lázaro, a quem iria ressuscitar: "A estas palavras, disse-lhes Jesus: 'Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a Glória de Deus. Por ela, o Filho de Deus será glorificado.'" Jo 11,4
E, desta forma, o próprio Pai é glorificado: "E tudo que pedirdes ao Pai em Meu Nome, Eu fá-lo-ei, para que o Pai seja glorificado no Filho." Jo 14,13
Sua Transfiguração também foi um momento em que o esplendor dos Céus refulgiu nas pessoas de dois insignes Profetas de Israel, ainda que não tenha sido em sua totalidade. É da narrativa do Amado Médico (cf. Cl 4,14): "E eis que dois personagens falavam Consigo: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em Glória, e falavam de Sua Morte que havia de se cumprir em Jerusalém." Lc 9,30-31
Contudo, em terceiro tipo de deflexão, não é difícil perceber que toda Criação é manifestação da Glória de Deus. Os serafins vistos por Isaías rezavam diante de Deus, em louvor à Santíssima Trindade: "Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos. Sua Glória enche toda Terra!" Is 6,3b
No Livro de Salmos, o rei Davi canta algo semelhante: "Vossa majestade estende-se, triunfante, por cima de todos Céus." Sl 8,2b
O Livro de Eclesiástico também diz: "Relembrarei agora as obras do Senhor, proclamarei o que vi. Pelas palavras do Senhor foram produzidas Suas obras. O sol contempla todas coisas que ilumina. A obra do Senhor está cheia de Sua Glória. Porventura o Senhor não fez com que Seus Santos proclamassem todas Suas maravilhas, maravilhas que Ele, o Senhor Todo-Poderoso, consolidou, a fim de que subsistam para Sua Glória? E todavia delas não podemos ver mais que uma centelha. Quem se saciará de ver a Glória do Senhor?" Eclo 42,15-17.23b.26b
O Livro de Eclesiástico também diz: "Relembrarei agora as obras do Senhor, proclamarei o que vi. Pelas palavras do Senhor foram produzidas Suas obras. O sol contempla todas coisas que ilumina. A obra do Senhor está cheia de Sua Glória. Porventura o Senhor não fez com que Seus Santos proclamassem todas Suas maravilhas, maravilhas que Ele, o Senhor Todo-Poderoso, consolidou, a fim de que subsistam para Sua Glória? E todavia delas não podemos ver mais que uma centelha. Quem se saciará de ver a Glória do Senhor?" Eclo 42,15-17.23b.26b
E aconselha: "Nunca te glories de tuas vestes, nem te engrandeças no dia em que fores homenageado, pois só as obras do Altíssimo são admiráveis, dignas de Glória, misteriosas e invisíveis." Eclo 11,4
Para que vejamos um sinal de Seu sobrenatural poder, porém, como pouco antes da ressurreição de São Lázaro, Jesus pede fé em Sua Palavra, dizendo a Santa Marta: "Não te disse Eu: 'Se creres, verás a Glória de Deus?'" Jo 11,40
Em contrapartida, Ele veementemente criticou aqueles que buscam as mundanas glórias, que vêm do pecado capital da vaidade, apontando-as como intransponíveis empecilhos à fé. Foi perante os líderes religiosos de Jerusalém, que O acusavam de transgredir a Lei por haver curado um paralítico em dia de sábado: "Como podeis crer vós, que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a Glória que é só de Deus?" Jo 5,44
Ora, Ele mesmo recusava-as, como lhes havia acusado pouco antes: "Não recebo Minha Glória dos homens. Sei que não tendes em vós o amor de Deus." Jo 5,41-42
São João Evangelista registrou, de fato, logo no início de Sua vida pública, em primeira visita à Cidade Santa: "Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram em Seu Nome, à vista dos sinais que fazia. Mas Jesus mesmo não Se fiava neles, porque a todos conhecia. Ele não necessitava que dessem testemunho de homem algum, pois Ele bem sabia o que havia no homem." Jo 2,23-25
Para que vejamos um sinal de Seu sobrenatural poder, porém, como pouco antes da ressurreição de São Lázaro, Jesus pede fé em Sua Palavra, dizendo a Santa Marta: "Não te disse Eu: 'Se creres, verás a Glória de Deus?'" Jo 11,40
Em contrapartida, Ele veementemente criticou aqueles que buscam as mundanas glórias, que vêm do pecado capital da vaidade, apontando-as como intransponíveis empecilhos à fé. Foi perante os líderes religiosos de Jerusalém, que O acusavam de transgredir a Lei por haver curado um paralítico em dia de sábado: "Como podeis crer vós, que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a Glória que é só de Deus?" Jo 5,44
Ora, Ele mesmo recusava-as, como lhes havia acusado pouco antes: "Não recebo Minha Glória dos homens. Sei que não tendes em vós o amor de Deus." Jo 5,41-42
São João Evangelista registrou, de fato, logo no início de Sua vida pública, em primeira visita à Cidade Santa: "Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram em Seu Nome, à vista dos sinais que fazia. Mas Jesus mesmo não Se fiava neles, porque a todos conhecia. Ele não necessitava que dessem testemunho de homem algum, pois Ele bem sabia o que havia no homem." Jo 2,23-25
A Primeira Carta de São Paulo ao Tessalonicenses afirmou idêntica postura: "Mas como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos não para agradar aos homens e sim a Deus, que sonda nossos corações. Com efeito, nunca usamos de adulação, como sabeis, nem fomos levados por espúrios interesses. Deus é testemunha. Não buscamos humanas glórias, nem de vós nem de outros. Na qualidade de Apóstolos de Cristo, poderíamos apresentar-nos como pessoas de autoridade. Entretanto, em meio a vós nos fizemos discretos." 1 Ts 2,4-7
Não por acaso, o Amado Discípulo expressou nestes termos a rejeição a Cristo, às vésperas de Sua Paixão, por vários religiosos de Jerusalém: "Assim preferiram a glória dos homens àquela que vem de Deus." Jo 12,43
Por isso, e para bem demonstrar a essencialidade de Deus, exclusivo Senhor da Glória, Jesus, enquanto mero Ser Humano, aos líderes judeus havia-Se apresentado absolutamente dependente do Pai: "Se Me glorifico a Mim mesmo, Minha Glória não é nada. Meu Pai é Quem Me glorifica, Aquele que vós dizeis ser Vosso Deus." Jo 8,54
E abertamente pregou em jerusalém: "Quem fala por si mesmo, busca a própria glória, mas quem busca a Glória de Quem o enviou, é verdadeiro e em si não há injustiça." Jo 7,18
Não por acaso, o Amado Discípulo expressou nestes termos a rejeição a Cristo, às vésperas de Sua Paixão, por vários religiosos de Jerusalém: "Assim preferiram a glória dos homens àquela que vem de Deus." Jo 12,43
Por isso, e para bem demonstrar a essencialidade de Deus, exclusivo Senhor da Glória, Jesus, enquanto mero Ser Humano, aos líderes judeus havia-Se apresentado absolutamente dependente do Pai: "Se Me glorifico a Mim mesmo, Minha Glória não é nada. Meu Pai é Quem Me glorifica, Aquele que vós dizeis ser Vosso Deus." Jo 8,54
E abertamente pregou em jerusalém: "Quem fala por si mesmo, busca a própria glória, mas quem busca a Glória de Quem o enviou, é verdadeiro e em si não há injustiça." Jo 7,18
Isso está em perfeita concordância com o ensinamento do Livro do Profeta Jeremias: "Quem se gloria, glorie-se no Senhor." Jr 9,23
Por fim, o Sacrifício Pascal, o paradoxo do Deus morto, é a marca maior da Vitória e da Glória de Cristo, em um quarto tipo de deflexão, quando às últimas consequências levou Seu amor por nós. Depois do Domingo de Ramos, ao ser procurado em Jerusalém por judeus nascidos fora de Israel, Ele disse: "É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado." Jo 12,23
Assim o Nome de Deus seria glorificado, como Ele disse aos Apóstolos: "Presentemente, Minha alma está perturbada. Mas que direi? Pai, salva-Me desta hora? Mas é exatamente para esta hora que Eu vim. Pai, glorifica Teu Nome!' Então, veio do Céu uma voz: 'Já O glorifiquei e tornarei a O glorificar.'" Jo 12,27-28
Por fim, o Sacrifício Pascal, o paradoxo do Deus morto, é a marca maior da Vitória e da Glória de Cristo, em um quarto tipo de deflexão, quando às últimas consequências levou Seu amor por nós. Depois do Domingo de Ramos, ao ser procurado em Jerusalém por judeus nascidos fora de Israel, Ele disse: "É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado." Jo 12,23
Assim o Nome de Deus seria glorificado, como Ele disse aos Apóstolos: "Presentemente, Minha alma está perturbada. Mas que direi? Pai, salva-Me desta hora? Mas é exatamente para esta hora que Eu vim. Pai, glorifica Teu Nome!' Então, veio do Céu uma voz: 'Já O glorifiquei e tornarei a O glorificar.'" Jo 12,27-28
Sim, Jesus chegou à Glória na Santa Cruz, o que se materializou com a traição de Judas Iscariotes: "Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: 'Agora o Filho do Homem foi glorificado, e Deus foi glorificado n'Ele. Se Deus foi glorificado n'Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo, e logo O glorificará." Jo 13,31-32
Tanto que foi assim que São João Apóstolo entendeu Sua promessa de Água Viva, propriamente o Pentecostes, que só se daria depois de Sua Paixão: "Dizia isso referindo-Se ao Espírito que haviam de receber aqueles que em Si cressem, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado." Jo 7,39
E por essa vitoriosa passagem para a Vida Eterna, Jesus rezou ao Pai noite em que ia ser entregue, ainda no cenáculo: "Pois agora, Pai, glorifica-Me junto a Ti, concedendo-Me a Glória que tive junto a Ti antes que o mundo fosse criado." Jo 17,5
Pois foi por Sua Cruz que Ele chegou à perfeição, e só participando de Seu sofrimento é que nós alcançaremos a Glória de Deus, como os discípulos de São Paulo ensinaram: "Aquele (Deus) para Quem e por Quem todas coisas existem, desejando conduzir à Glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o Autor da Salvação deles, para que Santificador e santificados formem um só todo. Por isso, Jesus não hesita em os chamar de Seus irmãos..." Hb 2,10-11
Nosso Senhor mesmo, após ressuscitar, explicou-o aos dois discípulos que partiram para Emaús no Domingo da Ressurreição, mesmo ouvindo grandes testemunhos: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo que os Profetas anunciaram! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse em Sua Glória?" Lc 24,25b-26
Nosso Senhor mesmo, após ressuscitar, explicou-o aos dois discípulos que partiram para Emaús no Domingo da Ressurreição, mesmo ouvindo grandes testemunhos: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo que os Profetas anunciaram! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse em Sua Glória?" Lc 24,25b-26
Ora, São Pedro também glorificaria a Deus pela cruz, como o próprio Jesus lhe avisou ao aparecer pela primeira vez em Galileia, em manifestação a si e a outros quatro Apóstolos: "'Na Verdade, na Verdade te digo: quando eras mais moço, cingia-te e andavas aonde querias. Mas quando fores velho, estenderás tuas mãos e outro cingi-te-á, e levá-te-á aonde não queres.' Por estas palavras, Ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: 'Segue-Me!'" Jo 21,18-19
Mas não somente nosso Primeiro Papa (cf. Jo 21,15s)! Jesus dirigiu-Se nestes termos a todos Seus seguidores no Sermão da Montanha, ainda no início de Seu ministério. É do Evangelho Segundo São Mateus: "Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e falsamente disserem todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque grande será vossa recompensa nos Céus, pois assim perseguiram os Profetas que vieram antes de vós." Mt 5,11-12
Por isso, neste mesmo Sermão exortou-nos a refletir Sua Luz: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acende a candeia para a colocar debaixo do caixote, mas sim para a colocar sobre o candeeiro, a fim de que brilhe para todos que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem Vosso Pai que está nos Céus." Mt 5,14-16
De plena inspiração, e sabendo ser a cruz o caminho de todo fiel, a Carta de São Paulo aos Romanos assim atesta a obra do Divino Paráclito: "O Espírito mesmo dá testemunho a nosso espírito de que somos filhos de Deus. E se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que Consigo soframos, para que Consigo também sejamos glorificados." Rm 8,16-17
E a Carta de São Paulo aos Gálatas já havia dito: "Quanto a mim, jamais pretendo gloriar-me. A não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." Gl 5,14
Ele bem assimilou a Virtude de resignadamente padecer diante das injustiças do mundo, como se lê na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: "Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,10
Sem dúvida, esse sacrifício é o verdadeiro sentido do renascer em Cristo, de ser Igreja Católica (cf. Lc 24,47). A Carta de São Paulo aos Colossenses revelou sua ascese: "O que falta às tribulações de Cristo, completo em minha carne, por Seu Corpo que é a Igreja." Cl 1,24
De plena inspiração, e sabendo ser a cruz o caminho de todo fiel, a Carta de São Paulo aos Romanos assim atesta a obra do Divino Paráclito: "O Espírito mesmo dá testemunho a nosso espírito de que somos filhos de Deus. E se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que Consigo soframos, para que Consigo também sejamos glorificados." Rm 8,16-17
E a Carta de São Paulo aos Gálatas já havia dito: "Quanto a mim, jamais pretendo gloriar-me. A não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." Gl 5,14
Ele bem assimilou a Virtude de resignadamente padecer diante das injustiças do mundo, como se lê na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: "Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,10
Sem dúvida, esse sacrifício é o verdadeiro sentido do renascer em Cristo, de ser Igreja Católica (cf. Lc 24,47). A Carta de São Paulo aos Colossenses revelou sua ascese: "O que falta às tribulações de Cristo, completo em minha carne, por Seu Corpo que é a Igreja." Cl 1,24
Referindo-se à Santa Missa (cf. At 2,42), ele conclama aos católicos romanos: "Eu exorto-vos, pois, irmãos, pelas Misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em viva, santa e agradável hóstia a Deus: é este vosso culto espiritual." Rm 12,1
Sobre essa autoimolação do corpo e da alma, que espiritual e liturgicamente revivemos e atualizamos na Santa Eucaristia (cf. Lc 22,19), a Primeira Carta de São Pedro diz o mesmo: "... vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um santo sacerdócio, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo." 1 Pd 2,5
Sobre essa autoimolação do corpo e da alma, que espiritual e liturgicamente revivemos e atualizamos na Santa Eucaristia (cf. Lc 22,19), a Primeira Carta de São Pedro diz o mesmo: "... vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um santo sacerdócio, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo." 1 Pd 2,5
E foi dedicando toda Sua vida em silêncio e profunda devoção que a Santíssima Virgem, Nossa Mãe Celeste, serviu a Deus, como cantou diante de Santa Isabel no Magnificat, logo após conceber Jesus por ação do Espírito Santo: "E Maria disse: 'Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, Meu Salvador...'" Lc 1,46-47
Assim se dá nossa 'transfiguração', colaborando para a Salvação uns dos outros como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios informa: "Cada dia, irmãos, exponho-me à morte, tão certo como vós sois minha Glória em Jesus Cristo Nosso Senhor." 1 Cor 15,31
NA IGREJA CATÓLICA, À ESPERA DE CRISTO
Jesus, contudo, quando pela primeira vez anunciou Sua Paixão, prometeu ainda mais esplendorosa manifestação para Sua Definitiva Volta: a total Glória do Pai: "Porque o Filho do Homem há de vir na Glória de Seu Pai com Seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras." Mt 16,27
E em mais de uma forma o disse, como nesta, em Sua última Páscoa em Jerusalém: "Porque como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a Volta do Filho do Homem. Então no céu aparecerá o sinal do Filho do Homem. Todas tribos da Terra baterão no peito e vê-Lo-ão vir sobre as nuvens, cercado de Glória e de majestade." Mt 24,27.30
Os Apóstolos bem entenderam. Tanto que São Tiago Maior e São João Evangelista Lhe pediram os maiores privilégios enquanto pela última vez subiam a Jerusalém, como apontado no Evangelho Segundo São Marcos: "Concede-nos que nos sentemos em Tua Glória, um a Tua direita e outro a Tua esquerda." Mc 10,37
Os Apóstolos bem entenderam. Tanto que São Tiago Maior e São João Evangelista Lhe pediram os maiores privilégios enquanto pela última vez subiam a Jerusalém, como apontado no Evangelho Segundo São Marcos: "Concede-nos que nos sentemos em Tua Glória, um a Tua direita e outro a Tua esquerda." Mc 10,37
De fato, Ele concederia sim Sua Glória, mas a todos Apóstolos e de outra maneira, como vimos acima. Foi Sua resposta a esses irmãos Apóstolos: "Vós bebereis o cálice que Eu devo beber, e sereis batizados no Batismo em que Eu devo ser batizado." Mc 10,39b
E igualmente o concederia pelo poder de perdoar, dado através dos Onze à Santa Madre Igreja (cf. Gl 4,26) e ministrado no Sacramento da Confissão, para a remissão dos pecados. Não por acaso, Jesus tratou de o instituir logo em Sua Primeira aparição ao Colégio dos Apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Aqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos." Jo 20,22b-23
E igualmente o concederia pelo poder de perdoar, dado através dos Onze à Santa Madre Igreja (cf. Gl 4,26) e ministrado no Sacramento da Confissão, para a remissão dos pecados. Não por acaso, Jesus tratou de o instituir logo em Sua Primeira aparição ao Colégio dos Apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Aqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos." Jo 20,22b-23
Pois se confessar, isto é, reconhecer nossos pecados diante de Seus Sacerdotes, também é uma forma de reverenciar a Deus, como Ele mesmo disse através do salmista e Profeta Asaf: "Quem Me oferece uma confissão, glorifica-Me, e ao íntegro homem mostrarei a Salvação de Deus." Sl 49,23
Do contrário, diz São Paulo, a humanidade jamais poderia participar de Sua Glória: "... com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus..." Rm 3,23
Ora, embora muitos se mostrem cegos (cf. Mt 15,14), a Glória de Cristo expressa-se ao mundo pela Unidade de Sua Igreja, pois Ele a derramou sobre os Apóstolos. Ou seja, não há Glória de Deus fora da Igreja Una, pois tal consenso é a prova do Advento do Salvador e do amor do Pai por nós: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Do contrário, diz São Paulo, a humanidade jamais poderia participar de Sua Glória: "... com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus..." Rm 3,23
Ora, embora muitos se mostrem cegos (cf. Mt 15,14), a Glória de Cristo expressa-se ao mundo pela Unidade de Sua Igreja, pois Ele a derramou sobre os Apóstolos. Ou seja, não há Glória de Deus fora da Igreja Una, pois tal consenso é a prova do Advento do Salvador e do amor do Pai por nós: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
E através de sagrados autores num Salmo, Deus disse que a Comunhão representa, além da Glória, a Graça de Sua proteção sobre os fiéis: "Porque se uniu a Mim, Eu livrá-lo-ei. E protegê-lo-ei pois conhece Meu Nome. Quando Me invocar, Eu atendê-Lo-ei. Na tribulação, estarei consigo. Hei de o livrar e o cobrir de Glória. Será favorecido de longos dias, e mostrá-lhe-ei Minha Salvação." Sl 90,14-16
Por isso, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo já denunciava os falsos mestres, que deturpam a Palavra e causam divisões na Igreja, ou seja, atentam contra a Unidade do Corpo Místico de Cristo (cf. Ef 1,22s): "Eu conjuro-te, diante de Deus e de Cristo Jesus e dos escolhidos anjos, a que guardes essas regras sem restrições, nada fazendo por espírito de parcialidade." 1 Tm 5,21
E a Segunda Carta de São Pedro diz que seus seguidores provocam a difamação da Sã Doutrina entre aqueles que estão fora da Igreja Apostólica (cf. Jo 20,21): "Assim como entre o povo houve falsos profetas, entre vós também haverá vós falsos doutores, que introduzirão perniciosas heresias. E renegando o Senhor, que os resgatou, sobre si atrairão uma repentina ruína. Muitos segui-los-ão em suas desordens, e deste modo serão a causa de o Caminho da Verdade ser caluniado." 2 Pd 2,1-2
A Carta de São Tiago, por sua vez, explica qual é a verdadeira inspiração do Espírito Paráclito para anunciar o Salvador, sempre avessa a qualquer divisão: "A Sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de Misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade nem fingimento." Tg 3,17
Afirmativamente, não pode haver Glória sem o salvífico amor, sem a real união entre os filhos de Deus. São Paulo diz aos cristãos da cidade de Corinto: "... como aliás já o tendes em parte reconhecido, que nós somos vossa Glória, exatamente como vós sereis a nossa, no Dia do Senhor Jesus." 2 Cor 1,14
Afirmativamente, não pode haver Glória sem o salvífico amor, sem a real união entre os filhos de Deus. São Paulo diz aos cristãos da cidade de Corinto: "... como aliás já o tendes em parte reconhecido, que nós somos vossa Glória, exatamente como vós sereis a nossa, no Dia do Senhor Jesus." 2 Cor 1,14
Porque foi o próprio Jesus, em despedida depois da Santa Ceia, que estabeleceu essa condição: "Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Jo 13,35
E como Ele mesmo afirmou em seguida, só por essa união glorificamos a Deus: "Nisto é glorificado Meu Pai: que deis muito fruto e vos torneis Meus discípulos." Jo 15,8
Essa é a razão da necessidade de nos reconhecermos uns nos outros, como o Apóstolo dos Gentios (cf. Rm 11,13) ensina, pois só assim podemos ser Igreja Viva: "O Deus da perseverança e da consolação conceda-vos o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a Glória de Deus." Rm 15,5-7
Essa é a razão da necessidade de nos reconhecermos uns nos outros, como o Apóstolo dos Gentios (cf. Rm 11,13) ensina, pois só assim podemos ser Igreja Viva: "O Deus da perseverança e da consolação conceda-vos o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a Glória de Deus." Rm 15,5-7
Havia muito o Eclesiástico já recomendava que sempre estivéssemos juntos aos verdadeiros adoradores de Deus, que desde a Vinda do Cristo se reúnem na Igreja por Ele fundada (cf. Jo 21,15): "Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a Glória de Deus." Eclo 17,25
Bem como a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, que lhe recomenda a companhia daqueles que frequentam a Santa Missa: "Foge das paixões da mocidade, com empenho busca a Justiça, a fé, o amor, a Paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
É na Comunhão dos Santos, portanto, que a Primeira Carta de São João afirma acontecer nossa plena purificação: "Se, porém, andamos na Luz como Ele mesmo está na Luz, temos Comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, purifica-nos de todo pecado." 1 Jo 1,7
E a Cara de São Paulo aos Efésios afirma que é na Igreja de Deus Vivo (cf. 1 Tm 3,15) que devemos dar Glória ao Criador: "... a Ele seja dada Glória na Igreja, e em Cristo Jesus, por todas gerações de eternidade. Amém." Ef 3,21
Porque Deus mesmo declarou, falando pelo Profeta Isaías, que a missão da Igreja, o Israel de Deus (cf. Gl 6,16), é reunir Seus filhos na Igreja Católica (cf. At 1,8) para Sua própria Glória: "Não temas porque estou contigo. Do oriente trarei tua raça, e do ocidente congregá-te-rei. Direi ao norte: 'Entrega-os!', e ao Sul: 'Não os retenhas!' Reconduze Meus filhos de longe, e Minhas filhas dos confins da Terra. Todos que são chamados pelo Meu Nome, aqueles que criei para Minha Glória, aqueles que formei e fiz." Is 43,6b-7
E a Cara de São Paulo aos Efésios afirma que é na Igreja de Deus Vivo (cf. 1 Tm 3,15) que devemos dar Glória ao Criador: "... a Ele seja dada Glória na Igreja, e em Cristo Jesus, por todas gerações de eternidade. Amém." Ef 3,21
Porque Deus mesmo declarou, falando pelo Profeta Isaías, que a missão da Igreja, o Israel de Deus (cf. Gl 6,16), é reunir Seus filhos na Igreja Católica (cf. At 1,8) para Sua própria Glória: "Não temas porque estou contigo. Do oriente trarei tua raça, e do ocidente congregá-te-rei. Direi ao norte: 'Entrega-os!', e ao Sul: 'Não os retenhas!' Reconduze Meus filhos de longe, e Minhas filhas dos confins da Terra. Todos que são chamados pelo Meu Nome, aqueles que criei para Minha Glória, aqueles que formei e fiz." Is 43,6b-7
E só Sua Glória pode conceder-nos a plena felicidade, conforme o Livro do Profeta Baruc: "Olha! Eis que voltam os filhos que viras partir. Chegam do oriente e do ocidente, à voz do Altíssimo, repletos da alegria que lhes dá a Glória de Deus." Br 4,37
Pois o projeto de Deus é, através do amor de Salvação, fazer-nos partícipes de Sua Glória, como São Paulo diz: "... nós temo-vos exortado, estimulado, conjurado a comportardes de maneira digna de Deus, que vos chama a Seu Reino e Sua Glória." 1 Ts 2,12
Com efeito, a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses categoricamente afirma: "... desde o princípio, Deus escolheu-vos para dar a Salvação pela santificação do Espírito e pela fé na Verdade. E pelo anúncio de nosso Evangelho, chamou-vos para tomardes parte na Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo." 2 Ts 2,13-14
Pois o projeto de Deus é, através do amor de Salvação, fazer-nos partícipes de Sua Glória, como São Paulo diz: "... nós temo-vos exortado, estimulado, conjurado a comportardes de maneira digna de Deus, que vos chama a Seu Reino e Sua Glória." 1 Ts 2,12
Com efeito, a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses categoricamente afirma: "... desde o princípio, Deus escolheu-vos para dar a Salvação pela santificação do Espírito e pela fé na Verdade. E pelo anúncio de nosso Evangelho, chamou-vos para tomardes parte na Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo." 2 Ts 2,13-14
É exatamente isso que ele diz sobre a Missão de Jesus: "Por Si é que tivemos acesso a essa Graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança de um dia possuir a Glória de Deus." Rm 5,2
Aliás, como morada do Espírito de Deus (cf. Tg 4,5), de algum modo já refletimos essa Glória e assim devemos evoluir em santidade. Os Santos, no entanto, já a refletem em plenitude (cf. Ap 7,9). Este Apóstolo pregava: "Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a Glória do Senhor e vemo-nos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor." 2 Cor 3,18
E como São Pedro arrematou, nós podemos estar certos que em Jesus já dispomos de tudo necessário para a alcançar: "O divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e a piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua Virtude." 2 Pd 1,3
De sua perfeita inspiração, como reconhecida por Nosso Senhor ao entregar-lhe as chaves do Céu (cf. Mt 16,19), o Príncipe dos Apóstolos (cf. Mt 10,2) é o primeiro a glorificar a Deus na Pessoa de Jesus, o que segundo os judeus seria uma heresia, porque só a Deus devemos dar Glória. Mas ele adiantou-se em carta aos fiéis: "... a fim de que, em todas coisas, Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A Ele seja dada a Glória e o poder por toda eternidade! Amém." 1 Pd 4,11
Aliás, como morada do Espírito de Deus (cf. Tg 4,5), de algum modo já refletimos essa Glória e assim devemos evoluir em santidade. Os Santos, no entanto, já a refletem em plenitude (cf. Ap 7,9). Este Apóstolo pregava: "Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a Glória do Senhor e vemo-nos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor." 2 Cor 3,18
E como São Pedro arrematou, nós podemos estar certos que em Jesus já dispomos de tudo necessário para a alcançar: "O divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e a piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua Virtude." 2 Pd 1,3
De sua perfeita inspiração, como reconhecida por Nosso Senhor ao entregar-lhe as chaves do Céu (cf. Mt 16,19), o Príncipe dos Apóstolos (cf. Mt 10,2) é o primeiro a glorificar a Deus na Pessoa de Jesus, o que segundo os judeus seria uma heresia, porque só a Deus devemos dar Glória. Mas ele adiantou-se em carta aos fiéis: "... a fim de que, em todas coisas, Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A Ele seja dada a Glória e o poder por toda eternidade! Amém." 1 Pd 4,11
CRISTO, NOSSA GLÓRIA
É por Cristo, portanto, e pela Graça incessantemente derramada sobre Sua Igreja, que conhecemos e nos chegamos à Glória de Deus Pai. São Paulo segue: "Porque todas promessas de Deus são sim em Jesus. Por isso, é por Si que nós dizemos Amém à Glória de Deus." 2 Cor 1,20
E é o Sacramento do Batismo que nos abre essa porta: "Fomos, pois, sepultados Consigo em Sua Morte pelo Batismo, para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela Glória do Pai, assim nós também vivamos uma Nova Vida." Rm 6,4
Precisamos, então, conhecer e abraçar a Boa Nova: "Se nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a Luz do Evangelho, onde resplandece a Glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Cor 4,3-4
E assim, abraçando a Jesus como única chance para nossa plena realização, honramos o Pai, conforme a Carta de São Paulo aos Filipenses: "E toda língua confesse, para a Glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor." Fl 2,11
Nosso Salvador mesmo disse perante os religiosos judeus na Cidade Santa: "Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que O enviou." Jo 5,23b
Ora, no Livro de Atos dos Apóstolos, Santo Estevão, prestes a ser apedrejado, deu testemunho da magnífica visão que atesta a Suprema Majestade de Cristo: "Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o Céu e viu a Glória de Deus, e Jesus de pé à direita de Deus. 'Eis que vejo', disse ele, 'os Céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.'" At 7,55-56
E se na Barca de São Pedro (cf. Lc 5,3; Jo 21,3) nós somos a Glória uns dos outros, como São Paulo disse acima, para nossa maior Glória veio Jesus. O religioso Simeão afirmou durante a Apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém: "Agora, Senhor, deixai ir em Paz Vosso servo, segundo Vossa Palavra. Porque meus olhos viram Vossa Salvação que preparastes diante de todos povos, como Luz para iluminar as nações e para a Glória de Vosso povo de Israel." Lc 2,29-33
Ora, Ele é a própria Luz da Jerusalém Celestial, que é a concretização da Igreja Católica Apostólica Romana (cf. Ap 1,6) na eternidade, como nos foi revelado no Livro de Apocalipse de São João: "A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina, e Sua Luz é o Cordeiro." Ap 21,23
E se na Barca de São Pedro (cf. Lc 5,3; Jo 21,3) nós somos a Glória uns dos outros, como São Paulo disse acima, para nossa maior Glória veio Jesus. O religioso Simeão afirmou durante a Apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém: "Agora, Senhor, deixai ir em Paz Vosso servo, segundo Vossa Palavra. Porque meus olhos viram Vossa Salvação que preparastes diante de todos povos, como Luz para iluminar as nações e para a Glória de Vosso povo de Israel." Lc 2,29-33
Ora, Ele é a própria Luz da Jerusalém Celestial, que é a concretização da Igreja Católica Apostólica Romana (cf. Ap 1,6) na eternidade, como nos foi revelado no Livro de Apocalipse de São João: "A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina, e Sua Luz é o Cordeiro." Ap 21,23
E ao decretar a queda da Grande Babilônia nestas revelações, um anjo havia aparecido como se tivesse glória própria: "Depois disso, vi descer do Céu outro anjo que tinha grande poder, e a Terra foi iluminada por sua Glória." Ap 18,1
Assim, que os imponderáveis sofrimentos não nos afastem da fé, e nosso estímulo sejam as promessas do Reino de Deus. São Paulo argumenta: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a futura Glória, que deve ser-nos manifestada." Rm 8,18
Assim, que os imponderáveis sofrimentos não nos afastem da fé, e nosso estímulo sejam as promessas do Reino de Deus. São Paulo argumenta: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a futura Glória, que deve ser-nos manifestada." Rm 8,18
Busquemos a Sabedoria, que é divina, totalmente distinta da 'sabedoria' desse mundo como ele esclarece: "Pregamos a Sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Ele predeterminou antes de o tempo existir, para nossa Glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu, pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da Glória." 1 Cor 2,7-8
De fato, como o Livro de Provérbios revela, Deus age com sutileza: "A Glória de Deus é ocultar uma coisa. A Glória dos reis é esquadrinhá-la." Pr 25,2
E não podemos esquecer que vivemos sob o Ministério do Espírito Santo, que tudo perscruta. São Paulo afere: "Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem pode compreendê-las, porque é pelo Espírito que devem ponderá-las." 1 Cor 2,14
Ora, Seu Ministério é glorioso! Ele diferencia-o do Antigo testamento: "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,7-8
A Glória de Deus, pois, não nos falta. Somos nós que precisamos reconhecê-la, desde as mais simples coisas até as mais grandiosas. Davi canta: "Narram os céus a Glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos." Sl 18,2
E outro salmista promete: "Enquanto viver, cantarei à Glória do Senhor. Salmodiarei a Meu Deus enquanto existir. Possam minhas palavras ser-Lhe agradáveis!" Sl 103,33-34
"Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre! Amém!"
"A todos saciai com Vossa Glória!"
De fato, como o Livro de Provérbios revela, Deus age com sutileza: "A Glória de Deus é ocultar uma coisa. A Glória dos reis é esquadrinhá-la." Pr 25,2
E não podemos esquecer que vivemos sob o Ministério do Espírito Santo, que tudo perscruta. São Paulo afere: "Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem pode compreendê-las, porque é pelo Espírito que devem ponderá-las." 1 Cor 2,14
Ora, Seu Ministério é glorioso! Ele diferencia-o do Antigo testamento: "Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal Glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face, embora transitório, quanto mais glorioso não será o Ministério do Espírito?" 2 Cor 3,7-8
A Glória de Deus, pois, não nos falta. Somos nós que precisamos reconhecê-la, desde as mais simples coisas até as mais grandiosas. Davi canta: "Narram os céus a Glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos." Sl 18,2
E outro salmista promete: "Enquanto viver, cantarei à Glória do Senhor. Salmodiarei a Meu Deus enquanto existir. Possam minhas palavras ser-Lhe agradáveis!" Sl 103,33-34
"Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre! Amém!"
"A todos saciai com Vossa Glória!"
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