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sábado, 25 de julho de 2026
São Tiago Maior, Apóstolo
São Tiago Maior foi dos primeiros Apóstolos, e é chamado de Maior por sua estatura física e para o diferenciar de São Tiago Menor, que era parente de Jesus, como o Evangelho Segundo São Marcos o nomeou ao relatar a Crucificação do Senhor: "Também se achavam ali umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé..." Mc 15,40
Foi o primeiro mártir entre os Apóstolos. Após viagem em missão para anunciar o Advento do Salvador em terras de Espanha, onde havia várias comunidades judaicas (cf. Rm 15,24), foi decapitado em Jerusalém, pois, sereno e destemido, não mais admitia calar-se justamente na Cidade Santa, como o próprio Jesus não Se calou. Era o 'batismo' que Nosso Senhor mesmo lhe havia profetizado, dizendo inclusive de Si mesmo, como está no Evangelho Segundo São Lucas: "... não é admissível que um Profeta morra fora de Jerusalém." Lc 13,33b
Nosso Santo, pois, fielmente seguia o exemplo de Nosso Salvador e de São João Batista, e bravamente enfrentou o martírio. O Amado Médico, que não chegou a o conhecer, registrou no Livro de Atos dos Apóstolos: "Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João." At 12,1-2
Suas ostensivas presença e pregação tinham perturbado os líderes judeus de Jerusalém, que já se viam atormentados pelo crescimento do que chamavam a 'seita dos nazarenos', como tempos mais tarde iriam alegar na acusação feita a São Paulo, pelo advogado do sumo sacerdote: "Encontramos este homem, uma peste, um indivíduo que fomenta discórdia entre os judeus no mundo inteiro. É um dos líderes da seita dos nazarenos." At 24,5
Na narração de São Marcos, como na de São Mateus (cf. Mt 4,19), por Nosso Senhor este Apóstolo foi chamado junto a seu irmão, São João Evangelista, logo após os chamados de São Pedro e de Santo André: "Uns poucos passos mais adiante, (Jesus) viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E logo os chamou." Mc 1,19
Na narração de São Marcos, como na de São Mateus (cf. Mt 4,19), por Nosso Senhor este Apóstolo foi chamado junto a seu irmão, São João Evangelista, logo após os chamados de São Pedro e de Santo André: "Uns poucos passos mais adiante, (Jesus) viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E logo os chamou." Mc 1,19
Eles todos eram pescadores de uma cooperativa de Cafarnaum: "Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão..." Lc 5,10a
São Lucas já havia usado mais apropriado termo, dizendo desta sociedade de trabalho, quando relatou a primeira miraculosa pesca: "Acenaram aos sócios que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo." Lc 5,7
E as profissões de São Pedro e Santo André, de quem eram sócios, foi claramente apontada: "Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Mc 1,16
Seu pai, aliás, além de líder na cooperativa pesqueira, junto a São Pedro que tinha a própria barca (cf. Lc 5,3), era homem de posses naquela pobre região, tinha empregados, o que explica a boa formação que ele e seu irmão tiveram, a despeito do que os líderes judeus pensavam (cf. At 4,13): "Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus." Mc 1,20
E desde então não mais parou de seguir o Divino Mestre. Esteve com Ele na casa de São Pedro, em Cafarnaum, já em Sua primeira visita, depois que partiu de Nazaré com Maria Santíssima, discípulos e Seus 'irmãos' (cf. Jo 2,12): "Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André." Mc 1,29
Seu pai Zebedeu também era sacerdote, o que se deduz da amizade de seu irmão, o 'outro discípulo', com o sumo sacerdote, como vemos quando Jesus foi julgado pelo sinédrio, o conselho dos judeus em Jerusalém. É do próprio Evangelho Segundo São João: "Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar." Jo 18,16b
Sério e rigoroso, mereceu de Jesus, junto a São João Evangelista, um significativo apelido: "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais (Jesus) pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão." Mc 3,17
Isto deu-se por causa de um marcante episódio, quando Cristo e os Apóstolos não foram bem recebidos num povoado de samaritanos, e ele e seu irmão, enraivecidos, não se contiveram: "'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e severamente os repreendeu. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54
Nosso Santo fazia parte de um pequeno grupo mais íntimo de Jesus, junto a São Pedro e seu irmão São João, e por isso foi testemunha ocular da ressurreição da filha do chefe da sinagoga de Cafarnaum: "Tendo Jesus outra vez navegado para a margem oposta (do mar de Galileia), de novo acorreu a Ele uma grande multidão. Ele achava-Se à beira do mar, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, a Sua vista, se Lhe lançou aos pés, Lhe rogando com insistência: 'Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva.' Enquanto ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga, anunciando: 'Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?' Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-Se ao chefe da sinagoga: 'Não temas. Somente crê.' E não permitiu que ninguém O acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago." Mc 5,21-23.35-37
Isto deu-se por causa de um marcante episódio, quando Cristo e os Apóstolos não foram bem recebidos num povoado de samaritanos, e ele e seu irmão, enraivecidos, não se contiveram: "'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e severamente os repreendeu. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54
Nosso Santo fazia parte de um pequeno grupo mais íntimo de Jesus, junto a São Pedro e seu irmão São João, e por isso foi testemunha ocular da ressurreição da filha do chefe da sinagoga de Cafarnaum: "Tendo Jesus outra vez navegado para a margem oposta (do mar de Galileia), de novo acorreu a Ele uma grande multidão. Ele achava-Se à beira do mar, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, a Sua vista, se Lhe lançou aos pés, Lhe rogando com insistência: 'Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva.' Enquanto ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga, anunciando: 'Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?' Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-Se ao chefe da sinagoga: 'Não temas. Somente crê.' E não permitiu que ninguém O acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago." Mc 5,21-23.35-37
Depois vemos Jesus com esse pequeno e privilegiado grupo quando Se transfigurou, no último dia 'útil' da semana em que foi reconhecido por São Pedro como o Messias. Lê-se no Evangelho Segundo São Mateus: "Seis dias depois, Consigo Jesus tomou Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá Se transfigurou na presença deles: Seu rosto brilhou como o sol, Suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias, conversando com Ele." Mt 17,1-3
Tamanha intimidade tinham esses irmãos com Nosso Senhor que, num gesto de descabida pretensão, terminaram causando uma grande discussão entre os Apóstolos: "De Jesus aproximaram-se Tiago e João, filhos de Zebedeu, e disseram-Lhe: 'Mestre, queremos que nos concedas tudo que Te pedirmos. Concede-nos que nos sentemos em Tua Glória, um a Tua direita e outro a Tua esquerda.' Ouvindo isto, os outros Dez começaram a se indignar contra Tiago e João." Mc 10,35.37.41
O Divino Mestre, no entanto, apenas lhes prometeu que amargariam 'batismo' igual ao Seu, referindo-Se ao testemunho de vida que eles dariam. Principalmente São Tiago Maior, porque São João morreria de velho, ainda que padecendo grandes perseguições até o fim da vida, como o exílio na ilha de Patmos (cf. Ap 1,9): "Jesus prosseguiu: 'Vós bebereis o cálice que Eu devo beber, e sereis batizados no batismo em que Eu devo ser batizado." Mc 10.39b
E com a discussão que esse ato gerou entre os Apóstolos, Ele aproveitou pra dar a todos, inclusive a nós, um ensinamento que é a grande Luz da Igreja Católica Apostólica Romana: "Jesus chamou-os e deu-lhes esta lição: 'Sabeis que aqueles que são considerados chefes das nações dominam sobre elas, e aqueles seus intendentes exercem poder sobre elas. Entre vós, porém, não será assim: todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja vosso servo, e todo aquele que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em Redenção por muitos."" Mc 10,42-45
Porém, segundo São Mateus que foi testemunha ocular, como São Marcos não o foi, a mãe deles é que teria feito tal pedido, embora claramente com o consentimento deles: "Então se aproximou a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, e se prostrou diante de Jesus para Lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe Ele: 'Que queres?' Ela respondeu: 'Ordena que estes meus dois filhos se sentem em Teu Reino, um a Tua direita e outro a Tua esquerda.'" Mt 20,20-21
Esta senhora também era fiel seguidora de Jesus, junto à Santa Maria Madalena e à mãe dos 'irmãos de Jesus', como se vê durante a cena da Crucificação: "Também havia ali algumas mulheres que de longe olhavam. Tinham seguido Jesus desde Galileia para O servir. Entre elas, achavam-se Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu." Mt 27,55-56
Ela chamava-se Salomé, por informação que se obtém comparando esta narrativa de São Mateus com a de São Marcos, como vimos: "Também se achavam ali umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que O tinham seguido e assistido quando Ele estava em Galileia. E muitas outras que com Ele haviam subido a Jerusalém." Mc 15,40-41
E também estava entre aquelas que foram ao Santo Sepulcro, no Domingo da Ressurreição, para ungir o Corpo de Jesus conforme os rituais judaicos, o que, por falta de tempo, não pode ser feito na Sexta-Feira Santa: "Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao Sepulcro, mal o sol havia despontado." Mc 16,1-2
Junto a São Pedro, esses destacados irmãos sempre achavam que podiam saber um pouco mais que os outros Apóstolos. Quiseram, por exemplo, saber quando se daria a destruição de Jerusalém e o fim dos tempos, enquanto Nosso Senhor estava em contemplação: "E estando sentado no Monte das Oliveiras, defronte ao Templo, perguntaram-Lhe à parte Pedro, Tiago, João e André: 'Dize-nos, quando hão de suceder essas coisas? E por que sinal se saberá que tudo isso vai realizar-se?'" Mc 13,3-4
Junto a São Pedro, esses destacados irmãos sempre achavam que podiam saber um pouco mais que os outros Apóstolos. Quiseram, por exemplo, saber quando se daria a destruição de Jerusalém e o fim dos tempos, enquanto Nosso Senhor estava em contemplação: "E estando sentado no Monte das Oliveiras, defronte ao Templo, perguntaram-Lhe à parte Pedro, Tiago, João e André: 'Dize-nos, quando hão de suceder essas coisas? E por que sinal se saberá que tudo isso vai realizar-se?'" Mc 13,3-4
E no Jardim do Getsêmani, na agonia do início de Sua Paixão, mais uma vez Jesus tinha São Tiago Maior junto a Si, sempre com São Pedro e São João: "Retirou-Se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: 'Sentai-vos aqui, enquanto Eu vou ali rezar.' E Consigo tomando Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a Se entristecer e Se angustiar. Disse-lhes, então: 'Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui, e vigiai Comigo.'" Mt 26,36-38
Ora, após a convocação por Jesus, ele é, na lista dos Apóstolos, o segundo, atrás apenas de São Pedro. E isso conforme o Evangelho de São Marcos, que escreveu as memórias de nosso Primeiro Papa: "Escolheu estes Doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão..." Mc 3,16-17a
Ora, após a convocação por Jesus, ele é, na lista dos Apóstolos, o segundo, atrás apenas de São Pedro. E isso conforme o Evangelho de São Marcos, que escreveu as memórias de nosso Primeiro Papa: "Escolheu estes Doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão..." Mc 3,16-17a
Já São Mateus, assim como São Lucas (cf. Lc 6,14) coloca Santo André junto ao irmão São Pedro, deixando nosso Santo como o terceiro. Ou seja, ele sempre está no primeiro dos três grupos de quatro Apóstolos, e sempre à frente de seu irmão, que mais tarde se revelaria importantíssimo teólogo para o Novo Testamento: "Eis os nomes dos Doze Apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão..Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor." Mt 10,2-4
Mas após a Ressurreição do Senhor, e bem estabelecida a parceira entre São Pedro e São João (cf. Mc 6,7), São Lucas coloca seu irmão a sua frente, mas inscreve-o antes de Santo André, figurando mais uma vez como terceiro no Livro de Atos dos Apóstolos. São expressivas informações quanto a sua importância no Colégio Apostólico. "Tendo entrado no Cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelota, e Judas, irmão de Tiago." At 1,13
Por fim, junto a São Tomé, São Bartolomeu e São João, seu irmão, este inteligente Apóstolo foi testemunha da investidura do pontificado de São Pedro, ou seja, da entrega de todo rebanho de Cristo ao líder pescador galileu. Eles obedientemente acataram esta indicação do Mestre, postura que explica a reverência que os Onze sempre tiveram diante do Príncipe dos Apóstolos, seja por sua natural liderança, seja por sua indicação por Jesus. São João Evangelista, seu irmão, narrou esta terceira aparição de Jesus a um grupo de Apóstolo:
"Depois disso, Jesus tornou a Se manifestar a Seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná de Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois de Seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro:
- Vou pescar.
Responderam-lhe eles:
- Nós também vamos contigo.
Partiram e entraram na barca.
Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Esta já era a terceira vez que Jesus Se manifestava a Seus discípulos, depois de ter ressuscitado. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
- Simão, filho de João, amas-Me mais que a estes?
Respondeu ele:
- Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo.
Disse-lhe Jesus:
- Apascenta Meus cordeiros. Apascenta Minhas ovelhas.'"
"Depois disso, Jesus tornou a Se manifestar a Seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná de Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois de Seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro:
- Vou pescar.
Responderam-lhe eles:
- Nós também vamos contigo.
Partiram e entraram na barca.
Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Esta já era a terceira vez que Jesus Se manifestava a Seus discípulos, depois de ter ressuscitado. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
- Simão, filho de João, amas-Me mais que a estes?
Respondeu ele:
- Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo.
Disse-lhe Jesus:
- Apascenta Meus cordeiros. Apascenta Minhas ovelhas.'"
Jo 21,1-3a.4a.14-15.17b
Outro importante detalhe a respeito de sua passagem por Espanha, é que, antes de retornar a Israel para sofrer seu martírio, São Tiago teve na cidade de Saragoça uma visão da Santíssima Virgem, que à época ainda era viva, chamando-o a Éfeso. Tal fato perfeitamente se encaixa com a 'História dos últimos anos de Nossa Senhora', conforme as visões da Beata Anna Catarina Emmerich, que relata um último encontro dos Doze Apóstolos com a Santa Mãe de Deus nos dias que antecederam sua morte e Assunção aos Céus.
Outro importante detalhe a respeito de sua passagem por Espanha, é que, antes de retornar a Israel para sofrer seu martírio, São Tiago teve na cidade de Saragoça uma visão da Santíssima Virgem, que à época ainda era viva, chamando-o a Éfeso. Tal fato perfeitamente se encaixa com a 'História dos últimos anos de Nossa Senhora', conforme as visões da Beata Anna Catarina Emmerich, que relata um último encontro dos Doze Apóstolos com a Santa Mãe de Deus nos dias que antecederam sua morte e Assunção aos Céus.
Como essa aparição se deu em cima de um pilar, aí nasceu a mais antiga das devoções à Virgem Maria: Nossa Senhora do Pilar.
Também há relatos de que, antes de chegar a Espanha, São Tiago Maior tenha passado por algumas cidades de Portugal, entre elas a milenar Braga, o que é muito provável pois foi viajando por mar que ele chegou a estas terras e depois voltou a Israel.
E Espanha sempre esteve entre os objetivos dos Apóstolos. Tanto que, a após a morte de São Tiago, a Carta de São Paulo aos Romanos manifestou sua intenção de evangelizar esta então colônia romana: "... espero ver-vos de passagem, quando eu for para Espanha. Também espero ser por vós até lá conduzido, depois que tiver satisfeito, ao menos em parte, meu desejo de estar convosco." Rm 15,24
E Espanha sempre esteve entre os objetivos dos Apóstolos. Tanto que, a após a morte de São Tiago, a Carta de São Paulo aos Romanos manifestou sua intenção de evangelizar esta então colônia romana: "... espero ver-vos de passagem, quando eu for para Espanha. Também espero ser por vós até lá conduzido, depois que tiver satisfeito, ao menos em parte, meu desejo de estar convosco." Rm 15,24
Como São Tiago Maior havia expresso o desejo de retornar a Espanha, a tradição diz-nos que seus restos mortais foram levados para lá por seus seguidores com a aprovação do próprio São Pedro, de quem, como vimos, era muito próximo. Com efeito, há uma urna na cripta da Catedral de Santiago Compostela, erguida em sua homenagem, cujas relíquias são reconhecidas como suas. Notavelmente, e dando maior credibilidade a essa tradição, dos lados há dois túmulos, com muito antigas inscrições de nomes de dois de seus conhecidos seguidores.
O povoado romano do século I em terras espanholas, provavelmente por nome de Aseconia, onde seus restos foram sepultados, veio a desaparecer com o fim do Império Romano em Europa, no século V, transferindo-se para Bizâncio, hoje Istambul, em terras de atual Turquia, que passaria a se chamar Constantinopla. Mas como sinal de significativo respeito ao longo dos séculos, o que é um forte indicativo da presença das relíquias desse seguidor de Cristo, seu cemitério permaneceu ativo. Por revelação, em sonho, seu túmulo aí foi reencontrado em 814 por um eremita cristão. A partir de então, o lugarejo ressurgiu vigoroso, levando seu nome, e sobre seu túmulo ergueu-se a famosa e imponente Catedral de Santiago Compostela.
O povoado romano do século I em terras espanholas, provavelmente por nome de Aseconia, onde seus restos foram sepultados, veio a desaparecer com o fim do Império Romano em Europa, no século V, transferindo-se para Bizâncio, hoje Istambul, em terras de atual Turquia, que passaria a se chamar Constantinopla. Mas como sinal de significativo respeito ao longo dos séculos, o que é um forte indicativo da presença das relíquias desse seguidor de Cristo, seu cemitério permaneceu ativo. Por revelação, em sonho, seu túmulo aí foi reencontrado em 814 por um eremita cristão. A partir de então, o lugarejo ressurgiu vigoroso, levando seu nome, e sobre seu túmulo ergueu-se a famosa e imponente Catedral de Santiago Compostela.
São Tiago Maior, rogai por nós!
São Cristóvão
Uma das mais antigas e populares devoções da Santa Igreja Católica é voltada a um alto e viril homem, que, antes de se tornar um brilhante pregador da Salvação, ajudava as pessoas a atravessar um rio de forte correnteza.
Era filho de um rei pagão que vivia em Canaã, lhe deu o nome de Réprobo e o dedicou ao deus Apolo. Porém, de grande e sincero coração, quando cresceu revoltou-se contra as injustiças do mundo, inclusive as do próprio pai, e começou a levar uma vida de andarilho. Por sua estatura e força era respeitado, temido e até assediado por vários reis que o queriam como guerreiro ou em sua guarda pessoal, o que ele algumas vezes aceitou, mas sua alma não conseguia encontrar Paz como serviçal de ambiciosa e inescrupulosa gente.
Nesses tempos, numa de suas bravatas de brutamonte recém-saído da juventude, jurou para si e para o mundo que só serviria a quem fosse realmente mais forte que ele. Por malícia, alguns homens desprovidos da Graça de Deus sugeriram-lhe servir ao Diabo, e ele, levado por orgulho para honrar sua palavra, de pronto aceitou. Mas tão logo um anjo do mal lhe apareceu e o encaminhava para a primeira tarefa, Réprobo observou que ele tinha medo dos símbolos da Santa Cruz do Calvário, pois rapidamente se desviava do caminho sempre que encontrava alguma.
Então quis conhecer o Evangelho e acabou decidindo-se por servir a Cristo, que havia enfrentado a terrível Morte na Cruz para salvar a humanidade. Para ainda mais O conhecer, foi ao encontro de um sábio e eremita cristão que lhe ensinou a mais pura forma de servir a Deus, através da constante prática da oração, da penitência e da caridade. Depois de alguns dias de ascese, porém, ainda irrequieto, Réprobo abandonou as orações e os jejuns, mas mostrando a mesma pureza de coração, ao salvar uma pessoa que se afogava, sentiu a melhor e mais profunda sensação de toda sua vida. E ficou morando à beira desse perigoso rio de Lícia, uma região centro-sul de atual Turquia, ajudando moradores locais e viajantes a o atravessar.
Um dia, quando carregava um Menino ao ombro, percebeu que Seu peso ia aumentando, e muito, à medida que entrava no rio. Num gracejo, disse ao Menino que se sentia como se estivesse levando o mundo nos ombros, quando Ele lhe respondeu: "Tu não estás carregando o mundo, mas o Criador do mundo!" Era o Menino Jesus, e a mensagem que lhe dava era precisa: mesmo depois de abandonar as orações e as penitências, seguia com a alma agitada por se recusar a carregar sobre si os pecados do mundo, como Nosso Senhor fez e o eremita cristão lhe ensinou.
Um dia, quando carregava um Menino ao ombro, percebeu que Seu peso ia aumentando, e muito, à medida que entrava no rio. Num gracejo, disse ao Menino que se sentia como se estivesse levando o mundo nos ombros, quando Ele lhe respondeu: "Tu não estás carregando o mundo, mas o Criador do mundo!" Era o Menino Jesus, e a mensagem que lhe dava era precisa: mesmo depois de abandonar as orações e as penitências, seguia com a alma agitada por se recusar a carregar sobre si os pecados do mundo, como Nosso Senhor fez e o eremita cristão lhe ensinou.
A partir daquele momento, por tão clara revelação, Réprobo viu que não havia mais como se furtar a essa obrigação.
Ao relatar esse fato ao eremita, que logo o divulgou entre as pessoas mais próximas, passou a ser conhecido como Cristóvão, do grego Cristóforo, que significa 'aquele que carrega Cristo'. E ao aprofundar-se no conhecimento das Escrituras, revelando luminosa inteligência, tornou-se um cativante pregador. Vendo que essa ajuda espiritual era muito mais importante, pois não salvava apenas vidas, mas almas, deixou o rio para peregrinar e anunciar o Evangelho nas cidades de Palestina.
Ao relatar esse fato ao eremita, que logo o divulgou entre as pessoas mais próximas, passou a ser conhecido como Cristóvão, do grego Cristóforo, que significa 'aquele que carrega Cristo'. E ao aprofundar-se no conhecimento das Escrituras, revelando luminosa inteligência, tornou-se um cativante pregador. Vendo que essa ajuda espiritual era muito mais importante, pois não salvava apenas vidas, mas almas, deixou o rio para peregrinar e anunciar o Evangelho nas cidades de Palestina.
Eram anos de intensa perseguição aos cristãos, entretanto São Cristóvão seguia destemido e levantava a voz nas praças públicas, onde era ouvido por grandes multidões e, graças a sua franqueza e a inspiração do Espírito Santo (cf. 1 Ts 1,5), convertia muita gente.
No ano de 250, contudo, de volta a Lícia, foi preso por um centurião de Décio, o imperador romano. Porém, lembrando sobrenatural a força de Sansão, dada pelo Espírito de Deus (cf. Jz 14,6), não foi fácil dominar São Cristóvão: os primeiros soldados foram repelidos com tamanha vigor que precisaram de quase 40 homens para o acorrentar.
No ano de 250, contudo, de volta a Lícia, foi preso por um centurião de Décio, o imperador romano. Porém, lembrando sobrenatural a força de Sansão, dada pelo Espírito de Deus (cf. Jz 14,6), não foi fácil dominar São Cristóvão: os primeiros soldados foram repelidos com tamanha vigor que precisaram de quase 40 homens para o acorrentar.
Preso, mas sem acreditar em sua religiosidade, os soldados puseram duas mulheres, Nicetas e Aquilina, em sua cela para que o seduzissem. Com palavras e muita fé, no entanto, ele conseguiu tocar seus corações e fez com que abandonassem a prostituição, convertendo-as e batizando-as.
Surpreso com sua história, o governador da importante cidade de Antioquia, hoje também em terras ao sudoeste de Turquia, fronteira com Síria, ordenou que São Cristóvão fosse violentamente supliciado até renegar o Cristianismo. E assim ele foi chicoteado, alvejado com flechas nos braços e nas pernas, teve sua pele queimada, mas seguia resistindo com bravura e professando em alta voz seu amor a Cristo. Ao saber de sua tenaz resistência, o governador, sentindo-se ultrajado, ordenou que ele fosse decapitado.
Algumas décadas mais tarde, seus restos mortais foram levados para Egito, mais precisamente para Alexandria, a pedido do Arcebispo Pedro I, seu grande admirador. Com o passar do tempo, porém, elas foram confundidas com as relíquias de São Menas, o que fez com que fossem esquecidas durante muitas décadas. E assim, deslocadas de seu lugar de origem, e também por ser tão pitoresca, sua história quase desapareceu no próprio meio eclesiástico. Mas a devoção popular, sempre agradecida por frequentes graças e milagres alcançados através de sua intercessão (cf. Ap 6,10), generosamente tratou de cultuar e divulgar sua memória através dos séculos.
É um dos 14 Santos Auxiliares, junto a Santa Catarina de Alexandria, Santa Bárbara, Santo Egídio, Santa Margarida, São Jorge, São Pantaleão, São Vito, Santo Erasmo, São Brás, Santo Eustáquio, Santo Acácio, São Dionísio e São Ciríaco, aqueles a quem se clama em casos de graves doenças, por serem os grandes socorristas dos mais pobres. Contudo, por algumas associações com mitos pagãos, o Clero em Inglaterra e em Alemanha muito relutou em o aceitar durante a Idade Média. Mas depois, bem demonstrando a veracidade de seus milagres, se tornou Padroeiro de muitas cidades pelo mundo, inclusive em Alemanha, como Baden, Brunswick e Mecklemburgo. E é o Santo que mais tem murais em Inglaterra. Ao todo, 183 pinturas, estátuas e outras representações. Número menor apenas que as imagens de Maria Santíssima.
Muito evocado pelos séculos durante epidemias de peste, é especialmente lembrado em casos de peste bubônica e epilepsia, além de grande protetor contra morte súbita para os cristãos que estão sem o Sacramento da Confissão. Por isso, uma antiga inscrição em latim, por séculos popularmente repetida quase como uma prece, costuma acompanhar suas imagens. Traduzimos: "Quem vir a imagem de São Cristóvão, pelo menos neste dia estará protegido de uma maligna morte."
É, além dos solteiros, por seu celibato (cf. Mt 19,12), por excelência o Santo Protetor contra os perigos de viagem, de tempestade e de raio, e assim Padroeiro dos viajantes, barqueiros, transportadores, peregrinos, trabalhadores ferroviários e motoristas. Aliás, é graças a estes últimos devotos que seu nome ganhou grande vulto no passado século. A benção dos carros no dia dedicado a sua devoção é uma prática de muitíssimas paróquias. E desde sempre invocado como Padroeiro dos viajantes, há outro dito popular que se refere a suas imagens propositalmente colocadas fora das igrejas: "Olha para Cristóvão, e vai-te embora tranquilo."
Sua história foi narrada sob o título de Passio sancti Christophori martyris, e consta em várias obras da Filosofia Patrística, iniciada no século II pelos Padres da Igreja Católica. As ruínas de uma igreja dedicada ao 'Martírio de São Cristóvão' em Calcedônia, região de Bitínia, província romana que a Primeira Carta de São Pedro menciona (cf. 1 Pd 1,1), localizada a noroeste de atual Turquia, próximo a Istambul, foi datada de 452, e, um século depois, um mosteiro em Taormina, atual comuna da cidade de Messina, a nordeste de Sicília, Itália, tinha seu nome em devoção. Enfim, por volta do ano de 600, um convento em Galácia, hoje região central de Turquia, à qual foi escrita a Carta de São Paulo aos Gálatas, também lhe foi consagrado. É igualmente venerado pela igreja 'ortodoxa' grega.
Seu crânio hoje se encontra na igreja de Santa Justina, na ilha de Rab, da qual é Patrono, que fica em atual Croácia. Local de fortes e católicas tradições desde o século IV, essa relíquia aí teria chegado em 809, como presente do patriarca de Constantinopla ao Bispo local, e realizou numerosos e grandes milagres relatados num livro do século XIII, sendo o mais importante quando libertou a cidade de um cerco dos ítalos-normandos no ano de 1075.
Em sua homenagem, foi erguida uma torre e uma igreja, e fundou-se uma poderosa irmandade com seu nome que vigorou até o século XIX. Abandonadas as construções, e em ruínas, suas relíquias foram levadas para a catedral da ilha, a Catedral da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Em sua homenagem, foi erguida uma torre e uma igreja, e fundou-se uma poderosa irmandade com seu nome que vigorou até o século XIX. Abandonadas as construções, e em ruínas, suas relíquias foram levadas para a catedral da ilha, a Catedral da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria.
São Cristóvão, rogai por nós!
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