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quinta-feira, 18 de junho de 2026
As Mãos de Jesus
Por Graça dos Evangelhos, é possível acompanhar boa parte da história de Jesus fixando a atenção em Suas mãos. Quantos de nós não gostaríamos de as ver, de as tocar? Quantos de mais ardorosa fé não ofereceriam suas próprias mãos para serem perfuradas pelos pregos da Santa Cruz? Santos que aceitariam até mesmo se deixar crucificar em Seu lugar...
A despeito de tanta maldade e soberba que há no mundo, ou da indiferença, que é bem mais comum, tal devoção existe. E para o bem da humanidade. São sacrifícios assim que fazem muitos parar e converterem-se. É uma questão de valores que se traz no coração, e que, em oportuno momento, Deus faz com que falem mais alto. Os Santos que abraçam maiores penitências, por exemplo, além de se disciplinarem e implorarem por tantas impenitentes almas, também demonstram que vale qualquer esforço, mesmo entregar a vida, para não renegar a Deus.
AS MÃOS DA SALVAÇÃO
E quando Jairo (cf. Lc 8,41), um notável fariseu de Cafarnaum, procurou Jesus, o toque de Suas mãos já era amplamente reconhecido: "Falava Ele ainda, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante d'Ele e disse-Lhe: 'Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá.'" Mt 9,18
De volta às mãos de Jesus, dizíamos, as citações sobre elas são fartas. Quando não dizem algo propriamente delas, dizem de suas ações. Logo no Evangelho Segundo São Mateus aparece a primeira menção: era mais uma cura que Jesus operava. Mas não usou as mãos para simplesmente operar um milagre, pois para isso não precisava usá-la, senão para desfazer um preconceito, para tocar um 'intocável' de então: "Eis que um leproso se aproximou e se prostrou diante d'Ele, dizendo: 'Senhor, se queres, podes curar-me.' Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: 'Eu quero, sê curado.' No mesmo instante, a lepra desapareceu." Mt 8,2-3
No episódio da cura da sogra de São Pedro, também conforme São Mateus, num gesto que aparenta mera delicadeza, Ele tocou-lhe a mão: "Foi, então, Jesus à casa de Pedro, cuja sogra estava de cama, com febre. Tomou-lhe a mão, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e pôs-se a servi-los." Mt 8,14-15
Mas o Evangelho Segundo São Lucas, que era médico, diz que ela apresentava 'febre alta'. E esse gesto, que este evangelista não menciona, teria apenas minimizado um caso que, na verdade, se tratava de exorcismo: "Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta, e pediram-Lhe por ela. Inclinando-Se sobre ela, ordenou Ele à febre, e a febre deixou-a. Ela imediatamente se levantou e se pôs a os servir." Lc 4,38-39
Mas o Evangelho Segundo São Lucas, que era médico, diz que ela apresentava 'febre alta'. E esse gesto, que este evangelista não menciona, teria apenas minimizado um caso que, na verdade, se tratava de exorcismo: "Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta, e pediram-Lhe por ela. Inclinando-Se sobre ela, ordenou Ele à febre, e a febre deixou-a. Ela imediatamente se levantou e se pôs a os servir." Lc 4,38-39
Ainda aí em Cafarnaum, Nosso Senhor começa a ser assediado por parentes e amigos de pessoas enfermas. É quando começa a usar intensamente as mãos, manifestando Seu poder: "Depois do pôr-do-sol, todos que tinham enfermos de diversas moléstias traziam-Lhos. Impondo-lhes a mão, Ele sarava-os." Lc 4,40
Ao retornar a Nazaré, depois de algumas missões, Seu povo já estava de sobreaviso e bem atento ao poder de Suas mãos. É do Evangelho Segundo São Marcos: "Depois, Ele partiu dali e foi a Sua pátria, seguido de Seus discípulos. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos ouviam-nO e, tomados de admiração, diziam: 'De onde Lhe vem isso? Que Sabedoria é essa que Lhe foi dada, e como por Suas mãos se operam tão grandes milagres?'" Mc 6,1-2
Mas não O reconheceram como Mestre, e até se escandalizaram d'Ele. Apesar de Seus inegáveis dons e poder, Jesus seria apenas um simples carpinteiro para eles. Não entendiam como tão subitamente poderia ter tantos discípulos e estar ensinando. Suas mãos, no entanto, seguiam operando Graças: "Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos." Mc 6,5
E quando começou a caminhar pelo território da Decápole, realizou uma surpreendente cura. São Pedro, que a contaria a São Marcos, ficou tão impressionado que não esqueceu os detalhes. Pelos registros dos Evangelhos, foi uma das duas vezes que Jesus usou de Sua saliva para curar, e a única em que Ele teria usado especificamente os dedos. De fato, Sua saliva representa a Água Viva, cuja fonte é Deus (cf. Jr 2,13), e Seu dedo é o próprio dedo de Deus (cf. Êx 8,19). "Ora, apresentaram-Lhe um surdo-mudo, rogando-Lhe que lhe impusesse a mão. Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: 'Efatá!', que quer dizer abre-te! No mesmo instante os ouvidos abriram-se-lhe, a prisão da língua desfez-se e ele falava perfeitamente." Mc 7,32-35
E quando começou a caminhar pelo território da Decápole, realizou uma surpreendente cura. São Pedro, que a contaria a São Marcos, ficou tão impressionado que não esqueceu os detalhes. Pelos registros dos Evangelhos, foi uma das duas vezes que Jesus usou de Sua saliva para curar, e a única em que Ele teria usado especificamente os dedos. De fato, Sua saliva representa a Água Viva, cuja fonte é Deus (cf. Jr 2,13), e Seu dedo é o próprio dedo de Deus (cf. Êx 8,19). "Ora, apresentaram-Lhe um surdo-mudo, rogando-Lhe que lhe impusesse a mão. Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: 'Efatá!', que quer dizer abre-te! No mesmo instante os ouvidos abriram-se-lhe, a prisão da língua desfez-se e ele falava perfeitamente." Mc 7,32-35
AS MÃOS DA SALVAÇÃO
E quando Jairo (cf. Lc 8,41), um notável fariseu de Cafarnaum, procurou Jesus, o toque de Suas mãos já era amplamente reconhecido: "Falava Ele ainda, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante d'Ele e disse-Lhe: 'Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá.'" Mt 9,18
Mas, nesse caso, Ele não lhe impôs as mãos. Simplesmente tomou-lhe a mão, como fez com a sogra de São Pedro, e pelo poder de Sua Palavra fez com que ela se levantasse: "Segurou a mão da menina e disse-lhe: 'Talita, cumi', que quer dizer: 'Menina, ordeno-te: levanta-te!'" Mc 5,41
Por sua vez, a mulher que sofria de hemorragia, e que empobreceu gastando tudo em tratamentos, não Lhe pediu que a tocasse. Apenas acreditou que bastava tocar-Lhe o manto: "Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-Lhe no manto. Dizia ela consigo: 'Se tocar, ainda que seja na orla de Seu manto, estarei curada.' Ora, no mesmo instante estancou-se-lhe a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada. Jesus imediatamente percebeu que d'Ele saíra uma força e, voltando-Se para o povo, perguntou: 'Quem tocou Minhas vestes?'" Mc 5,27-30
Por sua vez, a mulher que sofria de hemorragia, e que empobreceu gastando tudo em tratamentos, não Lhe pediu que a tocasse. Apenas acreditou que bastava tocar-Lhe o manto: "Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-Lhe no manto. Dizia ela consigo: 'Se tocar, ainda que seja na orla de Seu manto, estarei curada.' Ora, no mesmo instante estancou-se-lhe a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada. Jesus imediatamente percebeu que d'Ele saíra uma força e, voltando-Se para o povo, perguntou: 'Quem tocou Minhas vestes?'" Mc 5,27-30
Ao multiplicar os pães e os peixes pela primeira vez, diferente da transformação da água em vinho, Ele manuseou-os: "Mandou, então, a multidão sentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo, em seguida, os pães, deu-os a Seus discípulos, que os distribuíram ao povo." Mt 14,19
Os cegos de Jericó, que acreditavam que Jesus era o Messias e clamaram ao saber que Ele estava passando por ali, não se contiveram e, pela genuína fé que Lhe tinham, foram agraciados com o divino toque de Suas mãos: "Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: 'Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!' A multidão, porém, repreendia-os para que se calassem. Mas eles gritavam ainda mais forte: 'Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!' Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: 'Que quereis que Eu vos faça?' 'Senhor, que nossos olhos se abram!' Jesus, cheio de compaixão, tocou-lhes os olhos. Instantaneamente recobraram a vista, e puseram-se a segui-Lo." Mt 20,30-34
Outro testemunho deixado por São Pedro, certamente também por o ter impressionado, é a cura do cego de Betsaida. Jesus usa Sua saliva pela segunda vez, mas já usava de mais discrição ao realizar milagres, pois, devido ao assédio, em muitos casos tinha ficado impossível entrar publicamente nas cidades (cf. Mc 1,45). Antes de o curar, porém, mostrou-lhe algo mais: a vida absolutamente vegetativa, sem alma, que muitos de nós levamos: "Chegando eles a Betsaida, trouxeram-Lhe um cego e suplicaram-Lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora do povoado. Pôs-lhe saliva nos olhos e, impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: 'Vês alguma coisa?' O cego levantou os olhos e respondeu: 'Vejo os homens como árvores que andam.' Em seguida, Jesus impôs-lhe as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado, de modo que via distintamente de longe." Mc 8,22-25
AS MÃOS DO RESSUSCITADO
Após a Ressurreição, ao acompanhar os discípulos que iam a Emaús, Jesus só Se permitiu ser reconhecido por eles ao tomar o pão e parti-Lo, fazendo-os recordar o Santíssimo Sacramento: "Aconteceu que, estando conjuntamente sentado à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-O, partiu-O e serviu-lhO. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu." Lc 24,30-31
Ora, quando apareceu ao Colégio dos Apóstolos pela primeira vez, foi por Suas mãos e Seus pés ainda perfurados que Ele Se fez reconhecer: "Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-Se em meio a eles e disse-lhes: 'A Paz esteja convosco!' Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. Mas Ele disse-lhes: 'Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas em vossos corações? Vede Minhas mãos e Meus pés, sou Eu mesmo. Apalpai e vede: um espírito não tem Carne nem ossos, como vedes que tenho.' E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés." Lc 24,36-40
E assim como Jesus prometeu, a imposição de mãos tornou-se uma realidade desde os primeiros tempos da Igreja Apostólica, quando ela se estabeleceu como uma só comunidade, propriamente a sede da Igreja Una, a comunidade-mãe em Jerusalém: "Enquanto isso, muitos milagres e prodígios realizavam-se entre o povo pelas mãos dos Apóstolos." At 5,12a
As crianças eram tidas pelos judeus como muito suscetíveis ao Maligno, e os próprios Apóstolos sempre guardavam uma respeitosa distância do Mestre, exceto São João, que na Santa Ceia aparece recostando a cabeça sobre Seu peito (cf. Jo 13,23). Numa ocasião, tentaram preservá-Lo deste contato com crianças do povo, mas Ele, para desfazer essa crença e demonstrar que elas nada tinham de impuras, pediu para as afagar e lhes impor as mãos: "Foram-Lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que pusesse as mãos sobre elas e por elas rezasse. Os discípulos, porém, afastavam-nas. Disse-lhes Jesus: 'Deixai vir a Mim estas criancinhas, e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham.' E depois de lhes impor as mãos, continuou Seu Caminho." Mt 19,13-15
Outro testemunho deixado por São Pedro, certamente também por o ter impressionado, é a cura do cego de Betsaida. Jesus usa Sua saliva pela segunda vez, mas já usava de mais discrição ao realizar milagres, pois, devido ao assédio, em muitos casos tinha ficado impossível entrar publicamente nas cidades (cf. Mc 1,45). Antes de o curar, porém, mostrou-lhe algo mais: a vida absolutamente vegetativa, sem alma, que muitos de nós levamos: "Chegando eles a Betsaida, trouxeram-Lhe um cego e suplicaram-Lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora do povoado. Pôs-lhe saliva nos olhos e, impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: 'Vês alguma coisa?' O cego levantou os olhos e respondeu: 'Vejo os homens como árvores que andam.' Em seguida, Jesus impôs-lhe as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado, de modo que via distintamente de longe." Mc 8,22-25
E ainda deixou o testemunho de um exorcismo que nenhum dos Apóstolos conseguiu realizar (cf. Mc 9,18), e o pai teve que o pedir ao próprio Senhor: "Assim que o menino avistou Jesus, o espírito fortemente o agitou. Caiu por terra e revolvia-se espumando. Jesus perguntou ao pai: 'Há quanto tempo lhe acontece isto?' 'Desde a infância', respondeu-Lhe. 'E tem-no lançado muitas vezes ao fogo e à água, para o matar. Se Tu, porém, podes alguma coisa, ajuda-nos, compadece-Te de nós!' Disse-lhe Jesus: 'Se podes alguma coisa? Tudo é possível àquele que crê.' Imediatamente exclamou o pai do menino: 'Eu creio! Vem em socorro a minha falta de fé!' Vendo Jesus que o povo afluía, intimou o espírito imundo e disse-lhe: 'Espírito mudo e surdo, Eu ordeno-te: sai deste menino e não tornes a entrar nele.' E gritando e violentamente o agitando, saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitos diziam: 'Morreu.' Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o e ele levantou-se." Mc 9,20b-27
Ora, o próprio Príncipe dos Apóstolos teve sua vida salva pela mão do Redentor, no episódio em que andou sobre as águas do mar de Galileia e ele quis imitá-Lo: "Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: 'Senhor, salva-me!' No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: 'Homem de pouca fé! Por que duvidaste?'" Mt 14,29b-31
Já a viúva de Naim teve seu filho único ressuscitado quando Nosso Senhor pôs a mão no caixão, e ordenou-lhe que levantasse: "No dia seguinte, dirigiu-Se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com Ele diversos discípulos e muita gente. Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto para ser sepultado, filho único de uma viúva. Acompanhava-a muitas pessoas da cidade. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: 'Não chores!' E aproximando-Se, tocou no esquife, e aqueles que o levavam pararam. Disse Jesus: 'Moço, Eu ordeno-te: levanta-te.' Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o a sua mãe." Lc 7,11-15
Noutra situação, quando alguns Apóstolos discutiam entre si qual deles seria o maior, Ele faz um simbólico gesto: lançou mão de um menino e trouxe-o para perto de Si. Aquela criança, por ser inocente e humilde, era ali a pessoa de quem Deus estava mais próximo: "Penetrando Jesus nos pensamentos de seus corações, tomou um menino, colocou-o junto a Si e disse-lhes: 'Todo aquele que recebe este menino em Meu Nome, a Mim é que recebe, e quem recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou. Pois quem dentre vós for o menor, esse será grande.'" Lc 9,47-48
Num sábado, fora da sinagoga onde Ele ensinava, estava uma mulher com deformidade física. Os judeus não a deixavam entrar, porque seria impura, mas Jesus chama-a e toca-a. Isso vai despertar a ira dos fariseus que, não podendo contestar-Lhe a cura, vão acusá-Lo de profanar o sábado: "Havia ali uma mulher que, havia dezoito anos, era possessa de um espírito que a detinha doente: andava curvada e absolutamente não podia erguer-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: 'Estás livre de tua doença.' Impôs-lhe as mãos e no mesmo instante ela endireitou-se, glorificando a Deus." Lc 13,11.14
Coisa parecida aconteceu na casa de um chefe dos fariseus, uma das autoridades, quando à porta se colocou um enfermo, esperançoso pela presença d'Aquele que só poderia ser o Messias: "Jesus entrou num sábado em casa de um notável fariseu, para uma refeição. Eles observavam-nO. Havia ali um homem hidrópico. Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, o curou e o despediu." Lc 14,1-4
E quando Se transfigurou no monte Tabor, os Apóstolos ficaram tão assustados com a voz de Deus que só após um toque da mão de Nosso Senhor tornaram a si: "E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O.' Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-Se deles e tocou-os, dizendo: 'Levantai-vos e não temais.' Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus." Mt 17,5-8
Coisa parecida aconteceu na casa de um chefe dos fariseus, uma das autoridades, quando à porta se colocou um enfermo, esperançoso pela presença d'Aquele que só poderia ser o Messias: "Jesus entrou num sábado em casa de um notável fariseu, para uma refeição. Eles observavam-nO. Havia ali um homem hidrópico. Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, o curou e o despediu." Lc 14,1-4
E quando Se transfigurou no monte Tabor, os Apóstolos ficaram tão assustados com a voz de Deus que só após um toque da mão de Nosso Senhor tornaram a si: "E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O.' Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-Se deles e tocou-os, dizendo: 'Levantai-vos e não temais.' Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus." Mt 17,5-8
Ainda houve o sinal em que Jesus, tal qual o Pai na Criação (cf. Gn 2,7), fez barro com Sua saliva para curar um cego de Jerusalém. É leitura do Evangelho Segundo São João: "Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. Seus discípulos indagaram d'Ele: 'Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?' Jesus respondeu: 'Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. Enquanto for dia, cumpre-Me terminar as obras d'Aquele que Me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a Luz do mundo.' Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. Depois lhe disse: 'Vai, lava-te na piscina de Siloé (que significa Enviado).' O cego foi, lavou-se e voltou vendo." Jo 9,2-7
Em oposição à obra do Maligno, a Ressurreição e a Vida Eterna, oferecidas a Seu rebanho, também são obras que Jesus realiza por Sua forte e poderosa mão: "O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham Vida, e a tenham em abundância. Eu sou o Bom Pastor. Conheço Minhas ovelhas e Minhas ovelhas conhecem a Mim, como Meu Pai Me conhece e Eu conheço o Pai. Dou Minha Vida por Minhas ovelhas. Dou-lhes a Vida Eterna. Elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de Minha mão." Jo 10,10.14-15.28
A instituição da Santa Eucaristia, do mesmo modo que a multiplicação dos pães e peixes, também aconteceu pelo direto contato de Suas mãos. Ele abençoou o pão e o vinho, e partilhou-Os: "Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-O, partiu-O e deu-O aos discípulos, dizendo: 'Tomai e comei, isto é Meu Corpo.' Depois tomou o cálice, rendeu graças e O deu, dizendo: 'Bebei dele todos, porque isto é Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos homens para a remissão dos pecados.'" Mt 26,26-28
E ao ser preso no Jardim das Oliveiras, talvez pelo medo que tinham do poder de Suas Mãos, Nosso Salvador só foi conduzido ao Sumo Sacerdote após ser maniatado. Foi logo depois da Oração da Unidade, que Ele rezou ao Pai no cenáculo: "Depois dessas palavras, Jesus saiu com Seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com Seus discípulos. Judas, o traidor, também conhecia aquele lugar, porque Jesus frequentemente ia para lá com Seus discípulos. Tomou, então, Judas a coorte e os guardas de serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, e ali chegaram com lanternas, tochas e armas. Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e O ataram." Jo 18,1-3.12
Levaram-nO primeiro à casa do sogro do sumo sacerdote daquele ano (cf. Jo 18,13), de onde, depois de interrogado sobre Seus discípulos e Sua Doutrina, foi levado ao sumo sacerdote, sempre com as mãos amarradas: "Anás, então, enviou-O maniatado ao sumo sacerdote Caifás." Jo 18,24
E ao ser preso no Jardim das Oliveiras, talvez pelo medo que tinham do poder de Suas Mãos, Nosso Salvador só foi conduzido ao Sumo Sacerdote após ser maniatado. Foi logo depois da Oração da Unidade, que Ele rezou ao Pai no cenáculo: "Depois dessas palavras, Jesus saiu com Seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com Seus discípulos. Judas, o traidor, também conhecia aquele lugar, porque Jesus frequentemente ia para lá com Seus discípulos. Tomou, então, Judas a coorte e os guardas de serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, e ali chegaram com lanternas, tochas e armas. Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e O ataram." Jo 18,1-3.12
Levaram-nO primeiro à casa do sogro do sumo sacerdote daquele ano (cf. Jo 18,13), de onde, depois de interrogado sobre Seus discípulos e Sua Doutrina, foi levado ao sumo sacerdote, sempre com as mãos amarradas: "Anás, então, enviou-O maniatado ao sumo sacerdote Caifás." Jo 18,24
Contudo, antes de ser preso, Ele havia realizado Sua última cura: reconstituiu a orelha do guarda do sumo sacerdote chamado Malco (cf. Jo 18,10), que foi decepada por São Pedro (Idem): "Aqueles que estavam ao redor d'Ele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: 'Senhor, devemos atacá-los à espada?' E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio: 'Deixai, basta.' E tocando na orelha daquele homem, curou-o." Lc 22,50-51
Mas após ser julgado por Pilatos, nessas santas e poderosas mãos, numa forma de ridicularização, foi posto uma vara como se fosse um cetro, que é o símbolo do poder dos reis: "Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-nO com todo pelotão. Arrancaram-Lhe as vestes e colocaram-Lhe um escarlate manto. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-Lha na cabeça e puseram-Lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante d'Ele, diziam com escárnio: 'Salve, Rei dos judeus!' Cuspiam-Lhe no rosto e, tomando da vara, davam-Lhe golpes na cabeça." Mt 27,27-30
E em seguida, ensanguentadas pelos brutais açoites dos soldados romanos, Suas mãos tomaram a Santa Cruz em caminho do monte Calvário, mas só enquanto pôde carregá-la, pois logo após sair de Jerusalém seria auxiliado por São Simão de Cirene (cf. Mt 27,32): "Então consigo levaram Jesus. Ele próprio carregava Sua Cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota." Jo 19,17
E em seguida, ensanguentadas pelos brutais açoites dos soldados romanos, Suas mãos tomaram a Santa Cruz em caminho do monte Calvário, mas só enquanto pôde carregá-la, pois logo após sair de Jerusalém seria auxiliado por São Simão de Cirene (cf. Mt 27,32): "Então consigo levaram Jesus. Ele próprio carregava Sua Cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota." Jo 19,17
AS MÃOS DO RESSUSCITADO
Após a Ressurreição, ao acompanhar os discípulos que iam a Emaús, Jesus só Se permitiu ser reconhecido por eles ao tomar o pão e parti-Lo, fazendo-os recordar o Santíssimo Sacramento: "Aconteceu que, estando conjuntamente sentado à mesa, Ele tomou o pão, abençoou-O, partiu-O e serviu-lhO. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu." Lc 24,30-31
Ora, quando apareceu ao Colégio dos Apóstolos pela primeira vez, foi por Suas mãos e Seus pés ainda perfurados que Ele Se fez reconhecer: "Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-Se em meio a eles e disse-lhes: 'A Paz esteja convosco!' Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. Mas Ele disse-lhes: 'Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas em vossos corações? Vede Minhas mãos e Meus pés, sou Eu mesmo. Apalpai e vede: um espírito não tem Carne nem ossos, como vedes que tenho.' E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés." Lc 24,36-40
Também manuseou alimento e comeu diante de seus olhos, para lhes mostrar que não era um fantasma: "Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: 'Tendes aqui alguma coisa para comer?' Então Lhe ofereceram um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu à vista deles." Lc 24,41-43
O Amado Discípulo, que era dos três mais íntimos Apóstolos, deu um testemunho parecido: "Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-Se em meio a eles. Disse-lhes ele: 'A Paz esteja convosco!' Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor." Jo 20,19-20
O Amado Discípulo, que era dos três mais íntimos Apóstolos, deu um testemunho parecido: "Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-Se em meio a eles. Disse-lhes ele: 'A Paz esteja convosco!' Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor." Jo 20,19-20
E na segunda aparição ao Colégio dos Apóstolos, Ele pediu que São Tomé, que não estava na primeira e seguia duvidando de Sua Ressurreição, pusesse o dedo na ferida de Seu lado e visse Suas mãos. Assim haveria de ser uma perfeita testemunha não só de Sua Ressurreição, mas, por causa de sua incredulidade, também de toda Sua dor: "Depois disse a Tomé: 'Introduz aqui teu dedo, e vê Minhas mãos. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.'" Jo 20,27
Ao tornar-se visível aos Apóstolos às margens do mar de Galileia, de novo era Ele quem partia o pão e o peixe para cear. Repetia esse gesto para deixar claro que o grande mal do mundo é a falta de partilha, e que só Sua Carne pode conceder-nos a Vida Eterna: "Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lhos, e do mesmo modo o peixe." Jo 21,13
Ao tornar-se visível aos Apóstolos às margens do mar de Galileia, de novo era Ele quem partia o pão e o peixe para cear. Repetia esse gesto para deixar claro que o grande mal do mundo é a falta de partilha, e que só Sua Carne pode conceder-nos a Vida Eterna: "Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lhos, e do mesmo modo o peixe." Jo 21,13
Por fim, instituiu entre os Apóstolos a imposição de mãos como parte de Sua Doutrina: "... imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados." Mc 16,18
E antes de Sua Ascensão aos Céus, usou de Suas mãos pela última vez, para abençoar Apóstolos, discípulos e seguidores: "Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, separou-Se deles e foi arrebatado ao Céu." Lc 24,50-51
No Livro de Atos dos Apóstolos, São Lucas ainda vai citar Sua mão como o meio pelo qual Jesus colaborava para a propagação do Evangelho. Quando narrou a chegada dos discípulos em Antioquia, após o 'Pentecostes dos Gentios' operado por São Pedro (cf. At 10,44), o Amado Médico vai dizer: "Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão, chegaram até Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a Palavra só aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, também se dirigiram aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e grande foi o número daqueles que receberam a fé e se converteram ao Senhor." At 11,19-22
E antes de Sua Ascensão aos Céus, usou de Suas mãos pela última vez, para abençoar Apóstolos, discípulos e seguidores: "Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, separou-Se deles e foi arrebatado ao Céu." Lc 24,50-51
No Livro de Atos dos Apóstolos, São Lucas ainda vai citar Sua mão como o meio pelo qual Jesus colaborava para a propagação do Evangelho. Quando narrou a chegada dos discípulos em Antioquia, após o 'Pentecostes dos Gentios' operado por São Pedro (cf. At 10,44), o Amado Médico vai dizer: "Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão, chegaram até Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a Palavra só aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, também se dirigiram aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e grande foi o número daqueles que receberam a fé e se converteram ao Senhor." At 11,19-22
Já nos Céus, segundo a visão registrada no Livro de Apocalipse de São João, com um toque Ele vai trazer este Apóstolo de volta à 'vida' após Sua aparição, e, ao mais uma vez declarar Sua divindade, demonstrou ter total controle sobre Santa Igreja Católica, aí representada pelas dioceses de Ásia, que sempre mantém em volta de Si: "Tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestindo longa túnica até os pés, cingido o peito por um cinto de ouro. Segurava na mão direita sete estrelas. Ao vê-lo, caí como morto a Seus pés. Ele, porém, pôs sobre mim Sua mão direita e disse: 'Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último, Aquele que vive. Eis o simbolismo das sete estrelas que viste em Minha mão direita e dos sete candelabros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros, as sete igrejas.'" Ap 1,12b-13.16a.17.20
É de Sua mão, enfim, que partirá a foice do Juízo Final: "Eu ainda vi uma branca nuvem, sobre a qual Se sentava como que um Filho do Homem, com a cabeça cingida de coroa de ouro e na mão uma afiada foice. Outro anjo saiu do Templo, gritando em alta voz para Aquele que estava sentado na nuvem: 'Lança Tua foice e ceifa. É chegada a hora de ceifar, pois está madura a seara da Terra.' O Ser que estava sentado na nuvem então lançou a foice à Terra, e a Terra foi ceifada." Ap 14,14-6
De fato, era exatamente assim o testemunho de São João Batista a Seu respeito, ainda que se referindo a outros instrumentos agrícolas: "O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos, será cortada e lançada ao fogo. Eu batizo-vos com água, em sinal de penitência, mas Aquele que virá depois de mim é mais poderoso que eu e nem sou digno de Lhe tirar as sandálias. Ele batizá-vos-á no Espírito Santo e com fogo. Tem na mão a pá, limpará Sua eira e recolherá o trigo a Seu celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num inextinguível fogo." Mt 3,10-12
De fato, era exatamente assim o testemunho de São João Batista a Seu respeito, ainda que se referindo a outros instrumentos agrícolas: "O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos, será cortada e lançada ao fogo. Eu batizo-vos com água, em sinal de penitência, mas Aquele que virá depois de mim é mais poderoso que eu e nem sou digno de Lhe tirar as sandálias. Ele batizá-vos-á no Espírito Santo e com fogo. Tem na mão a pá, limpará Sua eira e recolherá o trigo a Seu celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num inextinguível fogo." Mt 3,10-12
Aliás, o Batista faria outra revelação dizendo de muito maior poder: "O Pai ama o Filho, e entregou tudo em Suas mãos." Jo 3,35
DOUTRINA DA IGREJA CATÓLICA
Com São Paulo, Apóstolo que veio suplementar os Doze, não seria diferente: "Deus fazia extraordinários milagres pelas mãos de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado seu corpo eram levados aos enfermos, e deles afastavam-se as doenças e retiravam-se os malignos espíritos." At 19,11-12
Esse procedimento, porém não se resumia à realização de milagres. Foi rito para o Sacramento da Ordenação dos sete primeiros diáconos: "Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos Apóstolos, e estes, rezando, impuseram-lhes as mãos." At 6,5-6
E desde então se vê o Sacramento da Crisma é diferente do Sacramento do Batismo: "Os Apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas somente tinham sido batizados em Nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo." At 8,14-17
O próprio São Paulo foi crismado logo que se converteu, o que também foi diferente de seu batismo: "Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: 'Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.' No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado." At 9,17-18
Tal rito igualmente foi usado na Ordenação Presbiteral do maior colaborador de São Paulo, como se lê na Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo "Não negligencies o dom da Graça que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembleia dos anciãos te impôs as mãos." 1 Tm 4,14
Esse procedimento, porém não se resumia à realização de milagres. Foi rito para o Sacramento da Ordenação dos sete primeiros diáconos: "Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos Apóstolos, e estes, rezando, impuseram-lhes as mãos." At 6,5-6
E desde então se vê o Sacramento da Crisma é diferente do Sacramento do Batismo: "Os Apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas somente tinham sido batizados em Nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo." At 8,14-17
O próprio São Paulo foi crismado logo que se converteu, o que também foi diferente de seu batismo: "Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: 'Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.' No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado." At 9,17-18
Tal rito igualmente foi usado na Ordenação Presbiteral do maior colaborador de São Paulo, como se lê na Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo "Não negligencies o dom da Graça que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembleia dos anciãos te impôs as mãos." 1 Tm 4,14
E nosso Apóstolo vai pedir-lhe todo comedimento no uso desse proceder, seja para o Sacramento da Ordenação, seja para o Sacramento da Confissão: "A ninguém inconsideradamente imponhas as mãos, para que não venhas a te tornar cúmplice de pecados alheios. Conserva-te puro." 1 Tm 5,22
Que também era usado para ungir os enviados em específicas missões: "Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: 'Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.' Então, jejuando e rezando, impuseram-lhes as mãos e despediram-os." At 13,2-3"
De fato, era importante parte da Sã Doutrina, como os seguidores da tradição de São Paulo registraram na Carta aos Hebreus, num tempo em que se aceitava abluções e o batismo pelos mortos (1 Cor 15,29), claramente em expiação pelos pecados das almas do Purgatório: "Pelo que, transpondo os elementares ensinamentos da Doutrina de Cristo, procuremos alcançar-lhe a plenitude. Não queremos agora insistir nas noções fundamentais da conversão, da renúncia ao pecado, da fé em Deus, da Doutrina dos vários batismos, da imposição das mãos, da Ressurreição dos Mortos e do Julgamento Eterno." Hb 6,1-2
Que também era usado para ungir os enviados em específicas missões: "Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: 'Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.' Então, jejuando e rezando, impuseram-lhes as mãos e despediram-os." At 13,2-3"
De fato, era importante parte da Sã Doutrina, como os seguidores da tradição de São Paulo registraram na Carta aos Hebreus, num tempo em que se aceitava abluções e o batismo pelos mortos (1 Cor 15,29), claramente em expiação pelos pecados das almas do Purgatório: "Pelo que, transpondo os elementares ensinamentos da Doutrina de Cristo, procuremos alcançar-lhe a plenitude. Não queremos agora insistir nas noções fundamentais da conversão, da renúncia ao pecado, da fé em Deus, da Doutrina dos vários batismos, da imposição das mãos, da Ressurreição dos Mortos e do Julgamento Eterno." Hb 6,1-2
"Bendito sejais, Senhor Jesus!"
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