Acesso: dizemasescrituras.blogspot.com
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Inseguranças
E para obtermos essa cardeal virtude, o Livro do Profeta Baruc recomenda a meditação dos Mandamentos de Deus: "Escuta, Israel, os Mandamentos de Vida. Medita, a fim de que aprendas a prudência." Br 3,9
Ora, o Livro de Provérbios têm-na como imprescindível à Salvação: "O homem que se desvia do caminho da prudência, repousará na companhia das trevas." Pr 21,16
São Luís Maria Montfort, no entanto, bem demonstrou que a mera e mundana prudência não é o bastante. Por isso, ao exaltar a 'imprudência' daqueles que realmente têm fé, Jesus pedia caridade mesmo que imperfeita, no Evangelho Segundo São Lucas: "E o proprietário admirou o desonesto administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes que os filhos da Luz no trato com seus semelhantes. Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a riqueza obtida na injustiça, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,8-9
São Luís Maria Montfort, no entanto, bem demonstrou que a mera e mundana prudência não é o bastante. Por isso, ao exaltar a 'imprudência' daqueles que realmente têm fé, Jesus pedia caridade mesmo que imperfeita, no Evangelho Segundo São Lucas: "E o proprietário admirou o desonesto administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes que os filhos da Luz no trato com seus semelhantes. Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a riqueza obtida na injustiça, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,8-9
Porque simplesmente não são nossos bens, mesmo que honestamente adquiridos, que garantem nossas vidas nesse mundo. Nosso Salvador exortou: "E disse então ao povo: 'Escrupulosamente guardai-vos de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.'" Lc 12,15
A Verdade é que não podemos deixar-nos dominar por preocupações nem nos inibir pelo medo, porque mais que nos acovardar, eles podem imobilizar-nos! Alertando para as contrariedades da vida, a Carta de São Paulo aos Filipenses fala da dignidade dos filhos de Deus: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco, quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Para eles, isto é motivo de perdição, mas para vós de Salvação. E é a vontade de Deus, porque a vós é dado não somente crer em Cristo, mas ainda sofrer por Ele. Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar, e no qual sabeis que eu agora continuo." Fl 1,27-30
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, portanto, exalta a Graça que o Pentecostes, perpetuado pelos Sacramentos do Batismo e da Crisma, foi para a Santa Igreja Católica: "Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de Sabedoria." 2 Tm 1,7
E a solução é fortalecer-nos pela inspiração do dom da Sabedoria, que só Divino espírito Santo pode conceder (cf. Is 11,2), pois qualquer outro empenho pode representar o desperdício de toda vida. Baruc advertia: "Mesmo os filhos de Agar, que procuram inteligência sobre a Terra, os negociantes de Madiã e Temã, os contadores de fábulas e os desejosos de inteligência, não chegaram a conhecer o Caminho da Sabedoria, nem se recordam de suas veredas." Br 3,23
Ora, segundo os Provérbios, elas andam intimamente juntas: "Eu, a Sabedoria, sou amiga da prudência..." Pr 8,12
E como toda virtude, precisamos pedi-la a Deus, tal qual o sagrado autor canta no Livro de Salmos: "... ensinai-me a Sabedoria, para que conheça Vossas prescrições." Sl 118,125
Ora, segundo os Provérbios, elas andam intimamente juntas: "Eu, a Sabedoria, sou amiga da prudência..." Pr 8,12
E como toda virtude, precisamos pedi-la a Deus, tal qual o sagrado autor canta no Livro de Salmos: "... ensinai-me a Sabedoria, para que conheça Vossas prescrições." Sl 118,125
Porque "... o Senhor é Quem dá a Sabedoria..." Pr 2,6
Por isso, a Carta de São Paulo aos Efésios vincula-a à vontade de Deus: "Com cuidado, pois, vigiai sobre vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que zelosamente aproveitam o tempo, porque os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus." Ef 5,15-17
Por isso, a Carta de São Paulo aos Efésios vincula-a à vontade de Deus: "Com cuidado, pois, vigiai sobre vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que zelosamente aproveitam o tempo, porque os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus." Ef 5,15-17
E elogiando a obediência dos verdadeiros cristãos, a Carta de São Paulo aos Romanos avisava das heresias que sempre são apresentadas de sedutoras formas, recomendando uma singela fórmula de proceder: "Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da Doutrina que recebestes. Evitai-os! Esses tais não servem a Cristo Nosso Senhor, mas ao próprio ventre. E com adocicadas palavras e lisonjeira linguagem, enganam os simples corações. Vossa obediência tornou-se notória em toda parte, razão pela qual eu me alegro a vosso respeito. Mas quero que sejais sábios no tocante ao bem, e sem malícia no tocante ao mal." Rm 16,17-19
O confiante agir, portanto, não é só uma prova de fé, mas também de Sabedoria, que não deixa dúvida. E importante informação: a Carta de São Tiago não vincula Sabedoria a conhecimento, mas a comportamento: "Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder suas obras repassadas de doçura e de Sabedoria. Onde houver ciúme e contenda, ali também há perturbação e toda espécie de vícios. A Sabedoria, porém, que vem de cima, primeiro é pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de Misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento." Tg 3,13.17
Como exemplo, questionando os religiosos judeus que tanto rejeitavam a São João Batista, que seria muito radical, como a Si mesmo, que seria muito condescendente, Jesus diz daqueles que acolhem a ambos, no Evangelho Segundo São Mateus: "... a Sabedoria foi justificada por seus filhos." Mt 11,19
Pois só ela nos permite entender o que Nosso Senhor disse no Evangelho Segundo São Marcos, quando nos ensinou a abandonar a falsa prudência dos mundanos cuidados: "Porque quem quiser salvar sua vida, perdê-la-á, mas quem perder sua vida por amor a Mim e ao Evangelho, salvá-la-á." Mc 8,35
Ele sentenciou os vacilantes ministros: "Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus." Lc 9,62
E afirmando a imortalidade da alma, assim como Ressurreição da Carne, mesmo daqueles que vão para o inferno, foi taxativo: "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes temei Àquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. Portanto, quem der testemunho de Mim diante dos homens, Eu também darei testemunho dele diante de Meu Pai que está nos Céus. Aquele, porém, que Me negar diante dos homens, Eu também o negarei diante de Meu Pai que está nos Céus." Mt 10,28.32-33
CRISTO COMO MODELO
Assim, da insegurança à prudência, e da prudência à Sabedoria, precisamos fortalecer-nos na fé. Jesus promete: "Na Verdade, declaro-vos que se tiverdes fé e não hesitardes... Tudo que com fé pedirdes em oração, vós alcançá-lo-eis." Mt 21,21a.22
E ela não precisa ser muito grande, como Ele mesmo explicou: "Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta amoreira: 'Arranca-te e transplanta-te no mar!', e ela obedecê-vos-á." Lc 17,6b
Tal postura deve prevalecer mesmo contra todas chances, como Ele pediu a Jairo, chefe da sinagoga de Cafarnaum, ao ouvir que sua filha havia morrido: "Não temas. Apenas crê, e ela será salva." Lc 8,50
Na Verdade, precisamos da fé para tudo. Quando provocados por Nosso Senhor para que infinitamente perdoassem, os Apóstolos pediram-Lhe por esse dom de Deus: "Aumenta-nos a fé!" Lc 17,5
Pois só a Divina Graça, pelo dom da fortaleza, pode ajudar-nos a vencer os medos, e com eles os pecados. No Evangelho Segundo São João, nos últimos momentos entre Apóstolos, discípulos e seguidores, Jesus exortava-os: "No mundo haveis de ter tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo." Jo 16,33
CRISTO COMO MODELO
Assim, da insegurança à prudência, e da prudência à Sabedoria, precisamos fortalecer-nos na fé. Jesus promete: "Na Verdade, declaro-vos que se tiverdes fé e não hesitardes... Tudo que com fé pedirdes em oração, vós alcançá-lo-eis." Mt 21,21a.22
E ela não precisa ser muito grande, como Ele mesmo explicou: "Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta amoreira: 'Arranca-te e transplanta-te no mar!', e ela obedecê-vos-á." Lc 17,6b
Tal postura deve prevalecer mesmo contra todas chances, como Ele pediu a Jairo, chefe da sinagoga de Cafarnaum, ao ouvir que sua filha havia morrido: "Não temas. Apenas crê, e ela será salva." Lc 8,50
Na Verdade, precisamos da fé para tudo. Quando provocados por Nosso Senhor para que infinitamente perdoassem, os Apóstolos pediram-Lhe por esse dom de Deus: "Aumenta-nos a fé!" Lc 17,5
Pois só a Divina Graça, pelo dom da fortaleza, pode ajudar-nos a vencer os medos, e com eles os pecados. No Evangelho Segundo São João, nos últimos momentos entre Apóstolos, discípulos e seguidores, Jesus exortava-os: "No mundo haveis de ter tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo." Jo 16,33
Todavia, antes de tudo precisamos do perdão de Deus, que é o grande bálsamo para a alma, porque é insuportável viver sob os tormentos dos passados erros. Por isso, mais importante que uma cura, Jesus oferecia a absolvição, como disse ao paralítico da maca descida pelo telhado na casa de São Pedro (cf. Mc 2,1), que apenas queria ser curado: "Meu filho, coragem! Teus pecados são-te perdoados." Mt 9,2
Assim, movidos pela purificação do Sacramento da Confissão e pela fé, podemos tomar Cristo como exemplo de Vitória. Ele lembra, porém, que Sua força se faz presente pela Verdade e pela humildade, como revelou ao lavar os pés dos Apóstolos: "Vós chamai-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou. Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, também façais vós." Jo 13,13-15
Assim, movidos pela purificação do Sacramento da Confissão e pela fé, podemos tomar Cristo como exemplo de Vitória. Ele lembra, porém, que Sua força se faz presente pela Verdade e pela humildade, como revelou ao lavar os pés dos Apóstolos: "Vós chamai-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou. Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, também façais vós." Jo 13,13-15
Pois deixou claro, e com contundência, nossa absoluta dependência de Deus (cf. Jo 15,5): "Assim vós, depois de terdes feito tudo que vos foi ordenado, também dizei: 'Somos inúteis servos. Fizemos apenas o que devíamos fazer.'" Lc 17,10
Ele mesmo, enquanto Ser Humano, dizia-Se totalmente submisso ao Pai: "Jesus tomou a palavra e disse-lhes: 'Na Verdade, na Verdade, digo-vos: de Si mesmo o Filho não pode fazer coisa alguma. Ele só faz o que vê o Pai fazer. E tudo que o Pai faz, semelhantemente faz o Filho.'" Jo 5,19
Obedecia a todos Seus desígnios como se viu no Horto das Oliveiras, enquanto agonizava no início de Sua Paixão: "Pai, se é de Teu agrado, afasta de Mim este cálice! Não se faça, todavia, Minha vontade, mas sim a Tua." Lc 22,42
E por profundamente viver nossa humanidade, até mesmo a 'ausência de Deus', na Santa Cruz experimentou toda amplitude dos mistérios de Deus, recitando um Salmo do rei Davi: "E à nona hora, Jesus bradou em alta voz: 'Elói, Elói, lammá sabactáni?', que quer dizer: 'Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste? (Sl 22,2)'" Mc 15,34
E por profundamente viver nossa humanidade, até mesmo a 'ausência de Deus', na Santa Cruz experimentou toda amplitude dos mistérios de Deus, recitando um Salmo do rei Davi: "E à nona hora, Jesus bradou em alta voz: 'Elói, Elói, lammá sabactáni?', que quer dizer: 'Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste? (Sl 22,2)'" Mc 15,34
A maior fortaleza, portanto, capaz de enfrentar a própria morte, Nosso Senhor demonstrou através de Seu amor: "Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida por seus amigos. Vós sois Meus amigos se fazeis o que vos mando." Jo 13,14-15
E falando como Deus, estabeleceu Seu amor como parâmetro: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo." Jo 15,12
Era isso que o Apóstolo dos Gentios pregava usando uma imagem de Nosso Senhor, como está na Carta de São Paulo aos Gálatas, reclamando daqueles que, à falta do Novo Testamento por escrito, se apegavam ao Antigo Testamento: "Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos a imagem de Jesus Cristo Crucificado foi apresentada? Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da Lei ou pela aceitação da fé? Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne? Ter feito tais experiências em vão! Se é que foi em vão! Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da Lei, ou pela aceitação da fé?" Gl 3,1-5
E falando como Deus, estabeleceu Seu amor como parâmetro: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo." Jo 15,12
Era isso que o Apóstolo dos Gentios pregava usando uma imagem de Nosso Senhor, como está na Carta de São Paulo aos Gálatas, reclamando daqueles que, à falta do Novo Testamento por escrito, se apegavam ao Antigo Testamento: "Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos a imagem de Jesus Cristo Crucificado foi apresentada? Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da Lei ou pela aceitação da fé? Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne? Ter feito tais experiências em vão! Se é que foi em vão! Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da Lei, ou pela aceitação da fé?" Gl 3,1-5
A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios já atinava para a necessária mortificação: "Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." 2 Cor 12,10
E sobre a excelência do salvífico amor, ele aponta Cristo como Modelo, Cabeça de Seu Corpo Místico, que é a Igreja Católica Apostólica Romana: "... até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Mas, pela sincera prática do amor, cresçamos em todos sentidos n'Aquele que é a Cabeça, Cristo." Ef 4,13b-15
Modelo que ele colocava como o extremo oposto à mundana vida, avisando da aproximação de seu martírio e pedindo pela Unidade da Igreja: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com caridade. Sede solícitos em conservar a Unidade do Espírito no vínculo da Paz. Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas frívolas ideias. Têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados da Vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução, à apaixonada prática de toda espécie de impureza." Ef 4,17-19
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios havia reclamado das 'aflições', na verdade resultados dos pecados, que eles 'padeciam': "A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu dei-vos leite a beber, e não sólido alimento que ainda não podíeis suportar. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais. Com efeito, enquanto entre vós houver ciúmes e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um totalmente humano modo?" 1 Cor 3,1-3
São Tiago Menor denunciava o mesmo problema: "De onde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? Cobiçais, e não recebeis. Sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais. Litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes vossas paixões." Tg 4,1-3
São Tiago Menor denunciava o mesmo problema: "De onde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? Cobiçais, e não recebeis. Sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais. Litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes vossas paixões." Tg 4,1-3
Para complicar, São Paulo profetizou a São Timóteo o surgimento de falsos mestres, que da Sã Doutrina desviam muita gente, arrastando-a a verdadeiros tormentos: "Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus. Ostentarão a aparência de piedade, negando-lhe, entretanto, a autoridade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte aqueles que jeitosamente se insinuam pelas casas, e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre prontas para aprender sem nunca chegar ao conhecimento da Verdade." 2 Tm 3,2-7
A Segunda Carta de São Pedro fez igual advertência, pois tais heresias representam vários e danosos obstáculos à Igreja fundada por Jesus, e as confusões que causam são usadas por mundanos como desculpa para não respeitar o Evangelho: "Assim como entre o povo houve falsos profetas, entre vós também haverá falsos doutores que disfarçadamente introduzirão perniciosas seitas. Eles, assim renegando o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si repentina ruína. Muitos segui-los-ão em suas desordens, e deste modo serão a causa de o Caminho da Verdade ser caluniado." 2 Pd 2,1-3
A Segunda Carta de São Pedro fez igual advertência, pois tais heresias representam vários e danosos obstáculos à Igreja fundada por Jesus, e as confusões que causam são usadas por mundanos como desculpa para não respeitar o Evangelho: "Assim como entre o povo houve falsos profetas, entre vós também haverá falsos doutores que disfarçadamente introduzirão perniciosas seitas. Eles, assim renegando o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si repentina ruína. Muitos segui-los-ão em suas desordens, e deste modo serão a causa de o Caminho da Verdade ser caluniado." 2 Pd 2,1-3
Mas, contra toda devassidão e em meio a grandes perigos, Jesus deixou-nos uma inevitável missão: "Eu envio-vos como ovelhas em meio a lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Cuidai-vos dos homens." Mt 10,16-17a
E mesmo avisando de Seu Martírio, igualmente nos deu razões para não hesitar: "Não se perturbe vosso coração. Vós credes em Deus, crede também em Mim." Jo 14,1
E mesmo avisando de Seu Martírio, igualmente nos deu razões para não hesitar: "Não se perturbe vosso coração. Vós credes em Deus, crede também em Mim." Jo 14,1
Ele garantiu que Deus está no controle de tudo: "Não se vendem dois passarinhos por alguns centavos? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de Vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros, valeis vós." Mt 10,29-31
De fato, entre os Apóstolos, dado o privilégio que tiveram de presenciar Seus milagres, Nosso Senhor não admitia nem mesmo o medo de morrer. É o que vemos quando a tempestade e as ondas jogavam o barco de um lado para outro no Mar de Galileia, e eles atemorizavam-se. Ele severamente os repreendeu: "Por que este medo, gente de pouca fé?" Mt 8,26
Também se deu quando os Apóstolos não conseguiram exorcizar um menino possesso, e seu pai teve que pedir socorro a Jesus: "Ó incrédula e perversa geração, até quando estarei convosco e vos aturarei? Traze cá teu filho." Lc 9,41
Da mesma forma, quando São Pedro se ofereceu para andar sobre as águas, mas vacilou diante dos fortes ventos, foi censurado por Ele: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" Mt 14,31
Ou quando os Doze já não entendiam Sua Palavra, por se preocuparem demais com a comida que levavam para a viagem. Ele não os poupou: "Homens de pouca fé! Por que julgais que vos falei por não terdes pão?" Mt 16,8-9
São Tomé também não ficou sem a devida correção por sua incredulidade e egocentrismo. Enquanto duvidava de Sua Ressurreição e exigia uma prova, Jesus disse-lhe ao aparecer pela segunda vez em meio aos Onze: "Introduz aqui teu dedo, e vê Minhas mãos. Põe tua mão em Meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé." Jo 20,27
A mulher estrangeira, em contraponto, que humildemente aceitou 'as migalhas' de Sua atenção, recebeu um entusiasmado elogio de Jesus. De fato, sua fé estava acima da vergonha ou mesmo da vaidade: "Ó mulher, grande é tua fé!" Mt 15,28
O centurião, em mesmo sentido, que acreditava que bastaria tão somente uma Palavra Sua para a cura de seu servo, foi enaltecido por Jesus: "... nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé." Lc 7,9
Pois desde o Sermão da Montanha, Ele reclamava de toda aquela geração e suas 'prudências'. Mesmo falando sobre o Mistério do Mal: "Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais que o alimento, e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e Vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como os lírios do campo crescem. Não trabalham nem fiam. Entretanto, Eu digo-vos que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá suas próprias preocupações. A cada dia basta seu mal." Mt 6,25-34
São Tomé também não ficou sem a devida correção por sua incredulidade e egocentrismo. Enquanto duvidava de Sua Ressurreição e exigia uma prova, Jesus disse-lhe ao aparecer pela segunda vez em meio aos Onze: "Introduz aqui teu dedo, e vê Minhas mãos. Põe tua mão em Meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé." Jo 20,27
A mulher estrangeira, em contraponto, que humildemente aceitou 'as migalhas' de Sua atenção, recebeu um entusiasmado elogio de Jesus. De fato, sua fé estava acima da vergonha ou mesmo da vaidade: "Ó mulher, grande é tua fé!" Mt 15,28
O centurião, em mesmo sentido, que acreditava que bastaria tão somente uma Palavra Sua para a cura de seu servo, foi enaltecido por Jesus: "... nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé." Lc 7,9
Pois desde o Sermão da Montanha, Ele reclamava de toda aquela geração e suas 'prudências'. Mesmo falando sobre o Mistério do Mal: "Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais que o alimento, e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e Vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como os lírios do campo crescem. Não trabalham nem fiam. Entretanto, Eu digo-vos que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá suas próprias preocupações. A cada dia basta seu mal." Mt 6,25-34
Com efeito, o Livro de Provérbios claramente apontava a proteção de Deus: "O temor dos homens prepara um laço, mas quem confia no Senhor permanece seguro." Pr 29,25
Descreveu a verdadeira condição daquele que vacila: "Palavras desse homem: 'Eu fatiguei-me por Deus, estou esgotado por Deus, eis-me entregue. Porque eu sou o mais insensato dos homens, não tenho a inteligência de um homem. Não aprendi a Sabedoria e não conheci a ciência do Santo." Pr 30,1b-3
E o Eclesiástico recomenda sobre as amizades: "Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa. Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição. Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas. Há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça. Se teu amigo for constante, ele sê-te-á como um igual, e livremente agirá com aqueles de tua casa. Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade. Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos. Um fiel amigo é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro." Eclo 6,7-14
Descreveu a verdadeira condição daquele que vacila: "Palavras desse homem: 'Eu fatiguei-me por Deus, estou esgotado por Deus, eis-me entregue. Porque eu sou o mais insensato dos homens, não tenho a inteligência de um homem. Não aprendi a Sabedoria e não conheci a ciência do Santo." Pr 30,1b-3
E o Eclesiástico recomenda sobre as amizades: "Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa. Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição. Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas. Há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça. Se teu amigo for constante, ele sê-te-á como um igual, e livremente agirá com aqueles de tua casa. Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade. Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos. Um fiel amigo é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro." Eclo 6,7-14
Até lista a insensatez que recorrentemente se vê: "Vai consultar um homem sem religião sobre as santas coisas, um injusto sobre a Justiça, uma mulher sobre sua rival, um tímido sobre a guerra, um mercador sobre o negócio, um comprador sobre uma coisa para vender, um invejoso sobre a gratidão, um ímpio sobre a piedade, um homem desonrado sobre a honestidade, um lavrador sobre seu trabalho, um operário contratado por um ano sobre o término de seu contrato, um preguiçoso criado sobre uma grande tarefa." Eclo 37,12-14a
Para no final aconselhar: "Sê, porém, assíduo junto a um Santo homem, quando conheceres um que seja fiel ao temor de Deus, cuja alma se irmana à tua, e que compartilhará de tua dor quando titubeares nas trevas." Eclo 37,15-16
Por isso, São Paulo condenava os projetos que não têm por meta a Vida Eterna: "Se é só para esta vida que temos colocado nossa esperança em Cristo, somos, de todos homens, os mais dignos de lástima." 1 Cor 15,19
E na Carta aos Hebreus, os seguidores de sua tradição exortavam contra a preguiça mental, que é um pecado capital: "Desejamos, apenas, que ponhais todo empenho em guardar intata vossa esperança até o fim, e que, longe de vos tornardes lentos na compreensão, sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas." Hb 6,11-12
Pois apontando a insana cultura dos mundanos prazeres, Jesus denunciava a origem de toda incredulidade, dizendo aos religiosos de Jerusalém: "Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a Glória que é só de Deus?" Jo 5,44
Ora, São Paulo, que nas Escrituras já divisava a Divindade de Jesus, bem sabia o Caminho, que a seu tempo já era anunciado pela Igreja Una: "Logo, a fé provém da pregação, e a pregação exerce-se em razão da Palavra de Cristo." Rm 10,17
O que aprendemos do Senhor, portanto, é que Ele não nos quer entregues a ventos de incertezas. Temos que acreditar mesmo vivendo num mundo extremamente violento, onde o valor da própria vida foi banalizado. Poderíamos deixar de dar nosso testemunho de fé? Não por acaso, quando falava sobre os últimos tempos, Ele deixou uma barulhenta pergunta: "Mas quando o Filho do Homem vier, acaso achará fé sobre a Terra?" Lc 18,8
E Ele mesmo a respondeu, embora noutras palavras e noutra situação: "E pelo crescimento da iniquidade, o amor de muitos esfriará." Mt 24,12
Por isso, reconhecia o difícil caminho da fé de todo católico, pedindo resiliência: "Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo" Mt 24,13
É por essa razão que devemos buscar a fortaleza, que pelo Santo Paráclito nos é dada. Nosso Primeiro Papa recomenda a busca desse dom e virtude, numa sequência de outros dons e outras virtudes: "Por isso mesmo, dedicai todo esforço em juntar a vossa fé a fortaleza, à fortaleza o conhecimento, ao conhecimento o domínio próprio, ao domínio próprio a constância, à constância a piedade, à piedade a fraternidade, e à fraternidade, o amor." 2 Pd 1,5-7
E Ele mesmo a respondeu, embora noutras palavras e noutra situação: "E pelo crescimento da iniquidade, o amor de muitos esfriará." Mt 24,12
Por isso, reconhecia o difícil caminho da fé de todo católico, pedindo resiliência: "Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo" Mt 24,13
É por essa razão que devemos buscar a fortaleza, que pelo Santo Paráclito nos é dada. Nosso Primeiro Papa recomenda a busca desse dom e virtude, numa sequência de outros dons e outras virtudes: "Por isso mesmo, dedicai todo esforço em juntar a vossa fé a fortaleza, à fortaleza o conhecimento, ao conhecimento o domínio próprio, ao domínio próprio a constância, à constância a piedade, à piedade a fraternidade, e à fraternidade, o amor." 2 Pd 1,5-7
Jesus, enfim, garante a segurança que está no Evangelho: "Portanto, quem ouve estas Minhas Palavras e as põe em prática, é como um sensato homem, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas ela não desabou, porque estava construída sobre a rocha." Mt 7,24-25
E recomendou a constante vigília, só possível por frequentes orações, como a verdadeira prudência daqueles que bem aguardam o momento de se encontrar Consigo, nas Núpcias do Cordeiro: "Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do Esposo. Dentre elas, cinco eram tolas, e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto às lâmpadas. Tardando o Esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: 'Eis o Esposo, ide-Lhe ao encontro.' E as virgens levantaram-se todas, e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: 'Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas estão apagando-se.' As prudentes responderam: 'Não temos o suficiente para nós e para vós. É preferível irdes aos vendedores, a fim de comprardes para vós.' Ora, enquanto foram comprar, veio o Esposo. Aquelas que estavam preparadas, entraram com Ele para a sala das Bodas e a porta foi fechada. Mais tarde, também chegaram as outras e diziam: 'Senhor, Senhor, abre-nos!' Mas Ele respondeu: 'Na Verdade, digo-vos: não vos conheço!' Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora." Mt 25,1-13
Citando o Livro de Provérbios e a Primeira Carta de São Pedro, o Catecismo da Igreja Católica ensina: "A prudência é a virtude que dispõe a prática razão para discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem, e para escolher os justos meios de o atingir. 'O prudente homem vigia seus passos' (Pr 14,15). 'Sede ponderados e comedidos, para poderdes rezar' (1 Pd 4,7). A prudência é a 'reta norma da ação', escreve São Tomás seguindo Aristóteles. Não se confunde, nem com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. É chamada 'auriga virtutum', 'condutor das virtudes', porque guia as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. É a prudência que imediatamente guia o juízo da consciência. O prudente homem decide e ordena sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude, sem erro aplicamos os princípios morais aos casos particulares, e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar." CIC § 1807
E recomendou a constante vigília, só possível por frequentes orações, como a verdadeira prudência daqueles que bem aguardam o momento de se encontrar Consigo, nas Núpcias do Cordeiro: "Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do Esposo. Dentre elas, cinco eram tolas, e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto às lâmpadas. Tardando o Esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: 'Eis o Esposo, ide-Lhe ao encontro.' E as virgens levantaram-se todas, e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: 'Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas estão apagando-se.' As prudentes responderam: 'Não temos o suficiente para nós e para vós. É preferível irdes aos vendedores, a fim de comprardes para vós.' Ora, enquanto foram comprar, veio o Esposo. Aquelas que estavam preparadas, entraram com Ele para a sala das Bodas e a porta foi fechada. Mais tarde, também chegaram as outras e diziam: 'Senhor, Senhor, abre-nos!' Mas Ele respondeu: 'Na Verdade, digo-vos: não vos conheço!' Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora." Mt 25,1-13
Citando o Livro de Provérbios e a Primeira Carta de São Pedro, o Catecismo da Igreja Católica ensina: "A prudência é a virtude que dispõe a prática razão para discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem, e para escolher os justos meios de o atingir. 'O prudente homem vigia seus passos' (Pr 14,15). 'Sede ponderados e comedidos, para poderdes rezar' (1 Pd 4,7). A prudência é a 'reta norma da ação', escreve São Tomás seguindo Aristóteles. Não se confunde, nem com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. É chamada 'auriga virtutum', 'condutor das virtudes', porque guia as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. É a prudência que imediatamente guia o juízo da consciência. O prudente homem decide e ordena sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude, sem erro aplicamos os princípios morais aos casos particulares, e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar." CIC § 1807
"Caminhamos na estrada de Jesus!"
Assinar:
Postagens (Atom)



