O primeiro sábado de cada mês é dia de comungar em desagravo às ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria, como o próprio Jesus revelou à Beata Lúcia de Fátima e Nossa Senhora lhe pediu por ocasião da Promessa de Fátima.
sábado, 2 de maio de 2026
Santo Atanásio, O Grande
Embora fosse apenas um Diácono que acompanhava Santo Alexandre, Patriarca (Bispo) de Alexandria, seu nome é o mais citado nos registros do memorável Concílio de Niceia, do ano de 325. Seu conhecimento bíblico e teológico e seus argumentos em favor da Sã Doutrina foram um deleite para os homens de boa vontade que dele participaram. Athanasius rebateu cada uma das incoerências da heresia criada por Ário, Presbítero (Padre) dos arredores de Alexandria, em Egito, que dizia que Jesus não era Deus, apenas Sua mais perfeita criatura.
Padre Grego e um dos quatro grandes Doutores da Igreja do Oriente, nosso Santo nasceu no ano de 296, em Alexandria, cidade onde se tornaria o mais amado Bispo. Desde cedo sua inteligência se revelou superlativa. Antes mesmo de se tornar Bispo, Santo Alexandre, seu professor, percebeu que ele seria a pessoa mais requisitada pela Igreja Católica Apostólica Romana em sua nação.
Àquela época, Ário, que era líbio, havia apoiado Melécio, Bispo sectarista da região de Alexandria, contrário ao perdão de cristãos que haviam prestado culto aos deuses pagãos quando ameaçados de morte pelos governadores romanos. Agora, mesmo tendo recebido o Sacramento da Ordenação por Santo Alexandre, que se posicionava contra o cisma de Melécio, Ário insurgia-se como teólogo, dizia que Jesus não tinha a mesma natureza do Pai e, cativando incautos, colocava-se contra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Deu-se, então, o famoso Primeiro Concílio de Niceia, que era uma próspera cidade nos arredores de Constantinopla, terras de atual Turquia, para debater e resolver questões daquele tempo, como a promulgação das leis canônicas, a definição da data da Páscoa, e, principalmente, como mais tarde se entenderia, os assuntos relativos à natureza de Cristo. Apesar de toda sutileza de raciocínio e capacidade de persuasão, dada sua eloquência, Ário foi flagrantemente derrotado por Santo Atanásio, que com brilhantismo sustentou a Doutrina dos Apóstolos e defendeu a Unidade da Igreja. Ao final, por teimar em discordar das decisões aprovadas pela grande maioria, Ário foi afastado.
Mesmo aclamado durante o Concílio, Santo Atanásio preferiu a meditativa vida de eremita. E foi viver no deserto, quando passou dois anos em companhia de Santo Antão, de quem aprendeu a profundamente mergulhar na alma e com quem organizou a vida monástica do primeiro grupo de eremitas católicos.
Mas Santo Alexandre sabia que o eremitério não era seu definitivo destino. Alexandria era a maior e mais importante cidade depois de Roma, e ele, que bem conhecia as necessidades da Santa Madre Igreja, queria-o para seu sucessor, como de fato foi eleito por ampla maioria de votos em 328.
Demoraram, no entanto, para o localizar, pois Santo Atanásio já vivia perfeitamente pelos ermos do deserto, evitando qualquer contato. Só após seis meses de buscas foi encontrado, e, acreditando poder convencer Santo Alexandre a desistir de sua convocação, foi a Alexandria, quando acabou recebido sob grande aclamação popular. Vendo-se nos braços do povo, e percebendo que não poderia declinar, começou a chorar como criança diante dessa contrariedade imposta pela vontade de Deus, porque havia encontrado a indizível Paz de Cristo como ermitão.
Irritados e por ocuparem os mais importantes encargos, os arianos convenceram o imperador romano a interferir, e ele tentou resolver a questão enviando Alexandria Ósio de Córdoba, o mais respeitado Bispo católico de então. Mas ao entrar em contato com Santo Atanásio, Ósio não só reconheceu nele a pessoa ideal para aquele patriarcado como plenamente concordou com seus doutrinários argumentos, pois com precisão representavam o que foi decidido em Niceia. Ora, mesmo que afrontosamente desrespeitada por muitos cristãos ainda hoje, essa é uma determinação bíblica, e por isso da Igreja Católica, como vemos no Ministério de São Paulo e São Timóteo logo após o Concílio de Jerusalém: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e anciãos em Jerusalém." At 16,4
Demoraram, no entanto, para o localizar, pois Santo Atanásio já vivia perfeitamente pelos ermos do deserto, evitando qualquer contato. Só após seis meses de buscas foi encontrado, e, acreditando poder convencer Santo Alexandre a desistir de sua convocação, foi a Alexandria, quando acabou recebido sob grande aclamação popular. Vendo-se nos braços do povo, e percebendo que não poderia declinar, começou a chorar como criança diante dessa contrariedade imposta pela vontade de Deus, porque havia encontrado a indizível Paz de Cristo como ermitão.
Irritados e por ocuparem os mais importantes encargos, os arianos convenceram o imperador romano a interferir, e ele tentou resolver a questão enviando Alexandria Ósio de Córdoba, o mais respeitado Bispo católico de então. Mas ao entrar em contato com Santo Atanásio, Ósio não só reconheceu nele a pessoa ideal para aquele patriarcado como plenamente concordou com seus doutrinários argumentos, pois com precisão representavam o que foi decidido em Niceia. Ora, mesmo que afrontosamente desrespeitada por muitos cristãos ainda hoje, essa é uma determinação bíblica, e por isso da Igreja Católica, como vemos no Ministério de São Paulo e São Timóteo logo após o Concílio de Jerusalém: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e anciãos em Jerusalém." At 16,4
Porém, apesar da conciliadora gestão de nosso Santo, anos mais tarde os arianos insistiram com o imperador para convocar o malfadado 'concílio' de Tiro, em Líbano no ano de 335, que não foi reconhecido pela Santa Igreja e por objetivo tinha a mera destituição de Santo Atanásio. Detalhe: em 328 ele havia sido convocado para o Sínodo em Cesareia Palestina, através do qual o imperador queira readmitir Ário, mas simplesmente não compareceu.
Desta vez, obrigado pelo imperador, com sua característica humildade presenciou à farsa armada em Tiro, onde Ário foi readmitido e Santo Atanásio, condenado. De lá, ele foi direto a Constantinopla, e, numa missão que julgava ser pessoal e pela Salvação da alma do imperador, a ele se apresentou para pormenorizadamente explicar as doutrinárias questões que estavam em debate. Convencido por seus argumentos, Constantino I inocentou-o das acusações, mas manteve as funções de Ário e não revogou o exílio imposto a Santo Atanásio, a ser cumprido na cidade de Trier, em atual Alemanha, onde ele foi muito bem acolhido por São Maximiliano.
Desta vez, obrigado pelo imperador, com sua característica humildade presenciou à farsa armada em Tiro, onde Ário foi readmitido e Santo Atanásio, condenado. De lá, ele foi direto a Constantinopla, e, numa missão que julgava ser pessoal e pela Salvação da alma do imperador, a ele se apresentou para pormenorizadamente explicar as doutrinárias questões que estavam em debate. Convencido por seus argumentos, Constantino I inocentou-o das acusações, mas manteve as funções de Ário e não revogou o exílio imposto a Santo Atanásio, a ser cumprido na cidade de Trier, em atual Alemanha, onde ele foi muito bem acolhido por São Maximiliano.
A população de Alexandria, entretanto, ficou muito insatisfeita com o afastamento de seu Santo Bispo e com a imposição da doutrina ariana. E sempre que podia, intercedia pelo retorno de Santo Atanásio ao imperador, que se escusava dizendo que não podia revogar a decisão do 'concílio' de Tiro. Porém, tendo morrido Ário subitamente em 335, e estando Constantino I em leito de morte no ano de 337, ao solicitar o Sacramento do Batismo resolveu atender ao clamor popular e decretou o retorno de nosso Santo a Alexandria, o que aconteceu em 338. E para mais um grande constrangimento dos arianos, ele foi recebido na cidade com grande euforia.
Um dos filhos do imperador, Constâncio II, que havia herdado a parte do império onde ficava Alexandria, foi procurado pelos arianos para convocar um novo concílio, pois seu pai teria revogado uma decisão do 'clero'. Assim foi feito e elegeram Gregório, outro ariano, como novo patriarca de Alexandria.
Santo Atanásio então teve que se explicar ao Papa Júlio I, que em 343 havia presidido o Concílio de Sárdica, em atual Bulgária, e participou do Sínodo realizado pelos irmãos de Constâncio II, também imperadores, Constante I e Constantino II, encontros verdadeiramente do Clero que reconheceram Santo Atanásio como o legítimo Patriarca. Constante I, que administrava a parte que abrangia Itália, escreveu uma carta em que obrigava Constâncio II a reconhecer os Concílios Católicos, o que ele finalmente acatou, restituindo a Santo Atanásio o patriarcado.
Com a morte de Constante I, porém, os arianos tornaram a pressionar Constâncio II e conseguiram a convocação do 'concílio' de Milão, Itália, em 345, o qual mais uma vez condenou Santo Atanásio, restituiu o patriarcado de Alexandria aos hereges e, o pior, exilou todos patriarcas verdadeiramente católicos daquela região de Egito. A cidade entrou em violenta convulsão e nosso Santo, para evitar mais graves consequências, preferiu esconder-se numa cisterna seca na casa de um amigo. Foi mais uma prova de sua profunda mística e amor à vida contemplativa, porque aí ficou durante 5 anos, quando escreveu os mais belos trabalhos combatendo a heresia do arianismo.
Contudo, após a morte de Constantino II, deu-se nova reviravolta: o imperador Juliano, que havia sido fervoroso cristão, decretou a volta de Santo Atanásio ao patriarcado e o retorno de todos patriarcas exilados. Mas as convulsões recomeçaram e nosso Santo, realmente cansado de tantos tumultos, optou pelo autoexílio. Juliano, no entanto, morreria numa batalha em 363, após apenas três anos como imperador, e com a ascensão de Joviano, ainda que também por um período de três anos, este fez questão de trazer os patriarcas católicos e com muita determinação acabou restabelecendo a paz em Alexandria.
Santo Atanásio então teve que se explicar ao Papa Júlio I, que em 343 havia presidido o Concílio de Sárdica, em atual Bulgária, e participou do Sínodo realizado pelos irmãos de Constâncio II, também imperadores, Constante I e Constantino II, encontros verdadeiramente do Clero que reconheceram Santo Atanásio como o legítimo Patriarca. Constante I, que administrava a parte que abrangia Itália, escreveu uma carta em que obrigava Constâncio II a reconhecer os Concílios Católicos, o que ele finalmente acatou, restituindo a Santo Atanásio o patriarcado.
Com a morte de Constante I, porém, os arianos tornaram a pressionar Constâncio II e conseguiram a convocação do 'concílio' de Milão, Itália, em 345, o qual mais uma vez condenou Santo Atanásio, restituiu o patriarcado de Alexandria aos hereges e, o pior, exilou todos patriarcas verdadeiramente católicos daquela região de Egito. A cidade entrou em violenta convulsão e nosso Santo, para evitar mais graves consequências, preferiu esconder-se numa cisterna seca na casa de um amigo. Foi mais uma prova de sua profunda mística e amor à vida contemplativa, porque aí ficou durante 5 anos, quando escreveu os mais belos trabalhos combatendo a heresia do arianismo.
Contudo, após a morte de Constantino II, deu-se nova reviravolta: o imperador Juliano, que havia sido fervoroso cristão, decretou a volta de Santo Atanásio ao patriarcado e o retorno de todos patriarcas exilados. Mas as convulsões recomeçaram e nosso Santo, realmente cansado de tantos tumultos, optou pelo autoexílio. Juliano, no entanto, morreria numa batalha em 363, após apenas três anos como imperador, e com a ascensão de Joviano, ainda que também por um período de três anos, este fez questão de trazer os patriarcas católicos e com muita determinação acabou restabelecendo a paz em Alexandria.
Com o sucessor de Joviano, Valentiniano I, que era contra a Santa Igreja, iniciou-se nova e já doentia perseguição aos religiosos católicos, e consequentemente o exílio de todos. Para evitar revolta popular, que se ensejava violenta, Santo Atanásio outra vez escolheu ocultar-se, agora junto ao túmulo de seu pai, onde viveu por quatro meses. Entretanto, finalmente reconhecendo a vontade do povo, as autoridades de Alexandria por mais uma vez concederam-lhe o retorno ao patriarcado, agora em definitivo.
O termo 'ortodoxo', que em grego literalmente significa 'opinião correta', foi empregado pela primeira vez para designar os seguidores de nosso Santo. É conhecido pelo raro título de 'O Grande', e ainda de 'Pai da Ortodoxia' e 'Pai do Cânon'.
Em seu livro "A Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo", oito vezes usou o termo grego 'Theotokos', que quer dizer Mãe de Deus, para se referir à Maria Santíssima.
Em seu livro "Credo Quicumque", anos antes de Santo Agostinho, que dizia que fora de Igreja não há Salvação, ele já afirmava: "Esta é a fé católica, e quem nela não crer, fiel e firmemente, não poderá salvar-se."
Tornou-se o primeiro hagiógrafo da Igreja Una, ao escrever o livro a história de seu inspirador amigo, a quem nunca mais esqueceu: "Vida de Santo Antão".
E deixou profundas reflexões e orações:
Tornou-se o primeiro hagiógrafo da Igreja Una, ao escrever o livro a história de seu inspirador amigo, a quem nunca mais esqueceu: "Vida de Santo Antão".
E deixou profundas reflexões e orações:
"Levemos em conta que a própria Tradição, ensinamento e fé da Igreja Católica, desde o princípio dados pelo Senhor, foram pregados pelos Apóstolos e preservados pelos Santos. Nisto foi fundada a Igreja. E se alguém dela se afasta, não é e nem deve mais ser chamado de cristão."
"Ainda que os católicos fiéis à Tradição se reduzam a um punhado, são eles a Verdadeira Igreja de Jesus."
"Tu não podes colocar corretamente nos outros aquilo que está distorcido em ti mesmo."
"Da mesma forma, qualquer um que deseja compreender a mente dos sagrados escritores deve, primeiro, limpar sua própria vida e aproximar-se dos Santos, copiando suas ações."
"Nenhum de nós julga pelo que não sabe, e ninguém é chamado Santo por seu aprendizado e conhecimento. Porém, cada um será chamado a Juízo nestes pontos: se manteve a fé e realmente observou os Mandamentos."
"Da mesma forma, qualquer um que deseja compreender a mente dos sagrados escritores deve, primeiro, limpar sua própria vida e aproximar-se dos Santos, copiando suas ações."
"Nenhum de nós julga pelo que não sabe, e ninguém é chamado Santo por seu aprendizado e conhecimento. Porém, cada um será chamado a Juízo nestes pontos: se manteve a fé e realmente observou os Mandamentos."
"Se o mundo for contra a Verdade, então Atanásio será contra o mundo."
"As sagradas e inspiradas Escrituras são suficientes para a pregação da Verdade."
"Estas (Escrituras) são as fontes de Salvação, para que aqueles que têm sede possam ser saciados com as vivas palavras que elas contêm. Só nelas se proclama a doutrina da piedade. Que nenhum homem acrescente nem tire algo delas."
"Tu não verás ninguém, que realmente esteja esforçando-se para seu avanço espiritual, que não seja dado à leitura espiritual."
"As sagradas e inspiradas Escrituras são suficientes para a pregação da Verdade."
"Estas (Escrituras) são as fontes de Salvação, para que aqueles que têm sede possam ser saciados com as vivas palavras que elas contêm. Só nelas se proclama a doutrina da piedade. Que nenhum homem acrescente nem tire algo delas."
"Tu não verás ninguém, que realmente esteja esforçando-se para seu avanço espiritual, que não seja dado à leitura espiritual."
"Nosso inimigo é o Diabo, que sempre nos rodeia, tratando de nos tirar a semente da Palavra de Deus que foi posta dentro de nós."
"Os filósofos gregos compilaram muitas obras com persuasão e muita habilidade em palavras. Mas que fruto eles têm para mostrar por isso, como tem a Cruz de Cristo? Seus sábios pensamentos eram bastante persuasivos até que eles morressem."
"Porque Deus não só nos criou do nada, mas também nos garantiu, pela Graça da Palavra, viver uma vida de acordo com Deus."
"Jesus tornou-Se o que somos para nos fazer o que Ele é."
"Pois nós fomos o propósito de Sua Encarnação, e para nossa Salvação Ele amou os seres humanos de modo a vir a ser e aparecer em um Corpo Humano."
"Houve, portanto, duas coisas que o Salvador fez por nós tornando-Se Homem: Ele baniu de nós a morte e fez-nos de novo. E, invisível e imperceptível, como em Si mesmo Ele é, tornou-Se visível através de Suas obras e revelou-Se enquanto a Palavra do Pai, o Governante e o Rei de toda Criação."
"Assim, o Verbo, querendo devidamente socorrer os homens, deveria residir na Terra como Homem, tomar Corpo semelhante ao deles, e agir através das coisas terrenas, isto é, por obras corporais. Desta forma, aqueles que não haviam querido reconhecê-Lo por causa de Seus universais Providência e domínio, reconheceriam pelas obras corporais o Verbo de Deus Encarnado, e por Ele, o Pai."
"A forma da Sabedoria foi dada às criaturas para que o mundo nelas reconhecesse o Verbo, Seu Artífice, e pelo Verbo, o Pai."
"Pois que uso tem a existência para a criatura se não pode conhecer Seu Criador?"
"O Pai cria todas coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo. E deste modo afirma-se a Unidade da Santíssima Trindade."
"Houve, portanto, duas coisas que o Salvador fez por nós tornando-Se Homem: Ele baniu de nós a morte e fez-nos de novo. E, invisível e imperceptível, como em Si mesmo Ele é, tornou-Se visível através de Suas obras e revelou-Se enquanto a Palavra do Pai, o Governante e o Rei de toda Criação."
"Assim, o Verbo, querendo devidamente socorrer os homens, deveria residir na Terra como Homem, tomar Corpo semelhante ao deles, e agir através das coisas terrenas, isto é, por obras corporais. Desta forma, aqueles que não haviam querido reconhecê-Lo por causa de Seus universais Providência e domínio, reconheceriam pelas obras corporais o Verbo de Deus Encarnado, e por Ele, o Pai."
"A forma da Sabedoria foi dada às criaturas para que o mundo nelas reconhecesse o Verbo, Seu Artífice, e pelo Verbo, o Pai."
"Pois que uso tem a existência para a criatura se não pode conhecer Seu Criador?"
"O Pai cria todas coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo. E deste modo afirma-se a Unidade da Santíssima Trindade."
"A presença e o amor da Palavra chamaram-nos a sermos. Inevitavelmente, portanto, quando perderam o conhecimento de Deus, com ele perderam a existência. Pois só Deus existe, e o mal é o não-ser, a negação e a antítese do bem."
"Pois, de fato, tudo é maravilhoso, e sempre que um homem virar o olhar, vê a divindade da Palavra e é afetado pela admiração."
"A auto-revelação da Palavra está em todas dimensões: acima, na Criação, abaixo, na Encarnação, na profundidade, no Hades, na amplitude, em todo mundo. Todas coisas foram preenchidas com o conhecimento de Deus."
"Porque nenhuma parte da Criação foi deixada vazia de Si: Ele encheu tudo em todos lugares..."
"Pois o Senhor tocou todas partes da Criação, e as libertou e as desenganou de todos enganos."
"Mesmo na Cruz, Ele não Se escondeu. Em vez disso, fez de toda Criação testemunha da presença de Seu Criador."
"Até a própria Criação rompeu o silêncio a Seu pedido e, maravilhada por relatar, com uma só voz confessou diante da Cruz, aquele monumento da Vitória, que Aquele que sofria no Corpo não era apenas Homem, mas o Filho de Deus e Salvador de todos. O sol encobriu o rosto, a terra tremia, as montanhas racharam-se em partes, todos homens estavam assustados. Estas coisas mostraram que Cristo na Cruz era Deus, e que toda Criação era Sua serva, e testemunhava seu medo ante a presença de Seu Mestre."
"Com Sua Ressurreição, o Senhor fez desaparecer a morte como se fosse palha entre o fogo."
"Por natureza, os seres humanos têm medo da morte e da dissolução do corpo. Mas isso é muito surpreendente, pois aquele que colocou a fé na Cruz despreza até mesmo as coisas conforme a natureza, e não tem medo da morte por causa de Cristo."
"Nos antigos tempos, antes da divina passagem do Salvador, até aos Santos a morte era terrível. Todos choraram pelos mortos como se eles realmente tivessem perecido. Mas agora que o Salvador ressuscitou, a morte não é mais terrível. Porque todos que creem em Cristo a desprezam como se nada fosse, e preferem morrer que negar a fé em Cristo. E o Diabo que maliciosamente exultou com a morte, agora que foram dissipadas as dores causadas por ela, permaneceu o único verdadeiramente morto."
"Tu sabes como é quando algum grande rei entra em uma grande cidade, e habita em uma de suas casas. Por causa de sua habitação naquela única casa, toda cidade é honrada, e inimigos e ladrões deixam de molestar. Mesmo assim é com o Rei de todos. Ele entrou em nosso país e habitou em um Corpo em meio a muitos, e, em conseqüência, os projetos do inimigo contra a humanidade foram frustrados e a corrupção da morte, que antigamente os mantinha em seu poder, simplesmente deixou de ser. Pois a raça humana teria perecido completamente não tivesse o Senhor e Salvador de todo filho de Deus vindo entre nós para acabar com a morte."
"Os Santos, enquanto viviam nesse mundo, estavam sempre alegre, como em contínua festa."
"Assim, a pureza da alma é suficiente para refletir Deus, porquanto o Senhor também diz: 'Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.'"
"Os cristãos, em vez de se armarem de espadas, estendem as mãos em oração."
"Jesus, que eu conheço como Meu Redentor, não pode ser inferior a Deus."
"Vós, Senhor, que estás acima dos querubins, quando Vos fizestes semelhante a nós, restaurastes o mundo decaído."
Nosso Santo ficou no patriarcado de Alexandria até 2 de maio de 373, quando faleceu aos 77 anos.
"Pois, de fato, tudo é maravilhoso, e sempre que um homem virar o olhar, vê a divindade da Palavra e é afetado pela admiração."
"A auto-revelação da Palavra está em todas dimensões: acima, na Criação, abaixo, na Encarnação, na profundidade, no Hades, na amplitude, em todo mundo. Todas coisas foram preenchidas com o conhecimento de Deus."
"Porque nenhuma parte da Criação foi deixada vazia de Si: Ele encheu tudo em todos lugares..."
"Pois o Senhor tocou todas partes da Criação, e as libertou e as desenganou de todos enganos."
"Mesmo na Cruz, Ele não Se escondeu. Em vez disso, fez de toda Criação testemunha da presença de Seu Criador."
"Até a própria Criação rompeu o silêncio a Seu pedido e, maravilhada por relatar, com uma só voz confessou diante da Cruz, aquele monumento da Vitória, que Aquele que sofria no Corpo não era apenas Homem, mas o Filho de Deus e Salvador de todos. O sol encobriu o rosto, a terra tremia, as montanhas racharam-se em partes, todos homens estavam assustados. Estas coisas mostraram que Cristo na Cruz era Deus, e que toda Criação era Sua serva, e testemunhava seu medo ante a presença de Seu Mestre."
"Com Sua Ressurreição, o Senhor fez desaparecer a morte como se fosse palha entre o fogo."
"Por natureza, os seres humanos têm medo da morte e da dissolução do corpo. Mas isso é muito surpreendente, pois aquele que colocou a fé na Cruz despreza até mesmo as coisas conforme a natureza, e não tem medo da morte por causa de Cristo."
"Nos antigos tempos, antes da divina passagem do Salvador, até aos Santos a morte era terrível. Todos choraram pelos mortos como se eles realmente tivessem perecido. Mas agora que o Salvador ressuscitou, a morte não é mais terrível. Porque todos que creem em Cristo a desprezam como se nada fosse, e preferem morrer que negar a fé em Cristo. E o Diabo que maliciosamente exultou com a morte, agora que foram dissipadas as dores causadas por ela, permaneceu o único verdadeiramente morto."
"Tu sabes como é quando algum grande rei entra em uma grande cidade, e habita em uma de suas casas. Por causa de sua habitação naquela única casa, toda cidade é honrada, e inimigos e ladrões deixam de molestar. Mesmo assim é com o Rei de todos. Ele entrou em nosso país e habitou em um Corpo em meio a muitos, e, em conseqüência, os projetos do inimigo contra a humanidade foram frustrados e a corrupção da morte, que antigamente os mantinha em seu poder, simplesmente deixou de ser. Pois a raça humana teria perecido completamente não tivesse o Senhor e Salvador de todo filho de Deus vindo entre nós para acabar com a morte."
"Os Santos, enquanto viviam nesse mundo, estavam sempre alegre, como em contínua festa."
"Assim, a pureza da alma é suficiente para refletir Deus, porquanto o Senhor também diz: 'Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.'"
"Os cristãos, em vez de se armarem de espadas, estendem as mãos em oração."
"Jesus, que eu conheço como Meu Redentor, não pode ser inferior a Deus."
"Vós, Senhor, que estás acima dos querubins, quando Vos fizestes semelhante a nós, restaurastes o mundo decaído."
Nosso Santo ficou no patriarcado de Alexandria até 2 de maio de 373, quando faleceu aos 77 anos.
São Gregório Nazianzeno, também Doutor da Igreja e Padre Grego, chamou-o de "Pilar da Igreja", porque todos Padres da Igreja, fundadores da Patrística, a filosofia cristã, tiveram sua obra em mais alta valia.
Parte de suas relíquias está guardada na Catedral de São Marcos, em Cairo, capital de Egito, cujas fundações já contam 1900 anos, uma homenagem ao segundo evangelista, que foi Bispo de Alexandria por pessoal indicação de São Pedro.
Outra parte está na igreja de São Zacarias, em Veneza, que data do século IX.
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