quarta-feira, 8 de abril de 2026

Textos para Celular

 
Anuário de Leituras Bíblicas

Acesso: dizemasescrituras.blogspot.com

A Ciência nega Deus?


    Alguns 'cientistas' e 'acadêmicos', acompanhados de segmentos da atual sociedade, debatem-se para negar a existência de Deus e usam como principais argumentos a origem do Universo pelo Big Bang e a Teoria da Evolução. Para eles, o Livro de Gênesis, por exemplo, seria apenas estória infantil. 
    Na verdade, as Escrituras não são nem um pouco assim tão simplórias. Apesar de sua docilidade, e de não pretender ser uma teoria científica nos moldes acadêmicos, a história da Criação contém detalhes muito interessantes como as trevas iniciais e o "Faça-se a luz (Gn 1,3a)", que, aliás, bem lembram a própria e recente Teoria do Big Bang, que, muitos nem sabem, foi formulada pelo Padre Georges Lemaître.
    Vários livros bíblicos também têm intrigantes passagens, que retratam visões bem mais complexas do Universo, e, à semelhança da releitura proposta pela Física Quântica, simplesmente misteriosas e mágicas.
    No Livro de Jó, um dos mais antigos da Bíblia, há uma sofisticada descrição do Universo e da Terra em comparação às míticas concepções dos antigos, e extremamente pertinente com nosso atual conhecimento, embora então não se tivesse a menor noção do que viria a ser da Lei da Gravitação Universal. Um amigo dele diz: "É Deus que estende o Firmamento sobre o vazio, e suspende a Terra sobre o nada." Jó 26,7
    Na Carta aos Hebreus, os seguidores da tradição de São Paulo dão um impressionante conceito da origem do Universo. Tal qual no Big Bang, tudo que aí está simplesmente surgiu do nada, ou do quase nada, mas da Antimatéira ou da Matéria Escura só se veio a falar em recentes anos: "... e que as coisas visíveis se originaram do invisível." Hb 11,3b
    A Carta de São Paulo aos Romanos havia dito algo parecido, mencionando o próprio Autor: "... Deus que aos mortos dá Vida, e à existência chama as coisas que estão no nada." Rm 4,17b
    Ora, o Bóson de Higgs, recente descoberta da Física Quântica, foi chamado de 'partícula de Deus' porque é ela que dá massa, e diferenciada, a tudo que é conhecido como matéria. Pois bem, o Livro de Sabedoria já dizia do próprio Espírito Santo: "Com efeito, o Espírito do Senhor enche o Universo, dá consistência a todas coisas, não ignora nenhum som." Sb 1,7
    E ao falar do Novo céu e Nova Terra, inimaginável assunto até décadas do século passado, os discípulos do Apóstolo dos Gentios mencionam uma imutável parte da matéria, coisa que simplesmente desconhecemos. Seria a 'essência' da eternidade? "A Palavra ainda uma vez indica o desaparecimento do que é caduco, do que foi criado, para que só o que é imutável subsista." Hb 12,27
    Ou seria uma alusão à própria 'materialidade' de Deus, deduzida do que a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios tratou, dizendo de Jesus e do Pai na consumação dos tempos? "E quando tudo Lhe estiver sujeito, então também o próprio Filho renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28
    A 'materialidade' de Deus, contudo, pertenceria a outra dimensão, pois, conforme a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo, Ele "... habita em inacessível Luz..." 1 Tm 6,16
    E discorrendo sobre o corpo glorioso, como Nosso Senhor apareceu após ressuscitar (cf. Mc 16,12), este Apóstolo claramente fala de outra matéria: "Assim também é a Ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível. Semeado no desprezo, ressuscita glorioso. Semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso. Semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual." 1 Cor 15,42-44
    Jesus realmente falava de outra Vida, como disse após multiplicar pães e peixes, no Evangelho Segundo São João: "Assim como o Pai, que Me enviou, vive, e Eu vivo pelo Pai, aquele que comer Minha Carne também viverá por Mim ." Jo 6,57
    Falou sobre Sua Ressurreição: " Ainda um pouco de tempo, e o mundo já não Me verá. Vós, porém, tornareis a Me ver, porque Eu vivo e vós vivereis." Jo 14,19
    E no Evangelho Segundo São Lucas, em Suas últimas pregações em Jerusalém, na Páscoa de Sua Paixão, Ele revelou sobre o Pai: "Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, porque para Ele todos vivem." Lc 20,38
    Ele já havia falado da imortalidade da alma, no Evangelho Segundo São Mateus: "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes temei Aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena." Mt 10,28
    Ademais, ao falar sobre a morte, Jó mencionava a 'duração dos céus, uma hipótese por demais improvável para que fosse levantada àqueles tempos, e só compatível com hodiernos estudos de Astrofísica: "... assim o homem se deita para não mais levantar. Durante toda duração dos céus, ele não despertará..." Jó 14,12
    E no Livro de Salmos, quando se referiu ao Nome de Jesus, o rei Salomão falou da duração da luz da lua e do sol, hoje dados de cálculo científico, mas algo igualmente insondável em passados séculos: "Florescerá em Seus dias a Justiça, e a abundância da Paz até que a lua cesse de brilhar. Seu Nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol. N'Ele serão abençoadas todas tribos da Terra, bem-aventurado proclamá-Lo-ão todas nações." Sl 71,3.17
    São Paulo igualmente fala de um 'tempo' que desconhecemos, anterior à própria existência do tempo. E com razão, porque sabemos que ele também foi criado por Deus: "Pregamos a Sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo.." 1 Cor 2,7
    Aliás, rezando ao Pai na noite em que ia ser entregue, o próprio Jesus fez menção a esse 'tempo': "... pois Me amaste antes da Criação do mundo." Jo 17,24
    Assim como a Sua Incriada Natureza, na mesma ocasião: "Pois, agora, Pai, glorifica-Me junto a ti, concedendo-Me a Glória que tive junto a Ti antes que o mundo fosse criado." Jo 17,5
    Num Salmo, por sinal, Moisés mesmo já falava da relatividade do tempo, coisa que só a moderna ciência veio a tratar: "... porque mil anos, diante de Vós, são como o dia de ontem que já passou, como uma só vigília da noite." Sl 89,4
    A Segunda Carta de São Pedro, que pelo desconcertante poder de Jesus também andou sobre as águas, foi mais um a falar dessa natureza do tempo: "... um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia." 2 Pd 3,8
    E embora em Gênesis se mencione a Criação do homem já no sexto dia, no Livro de Apocalipse de São João parece referir-se a um período muito mais longo antes de seu surgimento: "Houve, então, relâmpagos, vozes e trovões, assim como um terremoto tão grande como jamais houve desde que há homens na Terra." Ap 16,18
    Um amigo de Jó, enfim, dá um 'parâmetro' da grandeza de Deus: "Deus é grande demais para que possamos conhecê-Lo. O número de Seus anos é incalculável!" Jó 36,26
    
O próprio Jesus foi mais longe nesse tema, quando afirmou o 'fim dos tempos', a instantes de Sua Ascensão aos Céus: "Eis que Eu estarei convosco todos dias, até a consumação dos séculos." Mt 28,20
    Porque Sua existência estaria muito além de nossos parâmetros, como disse em pregação aos judeus, referindo-Se ao grande patriarca manifesto havia quase dois milênios: "Na Verdade, na Verdade, digo-vos: antes que Abraão existisse, EU SOU." Jo 8,58b
    E se já se admite como provável a existência de vida inteligente fora da Terra, vale notar que, conforme a Carta aos Hebreus, Deus não fez apenas um mundo, ainda que se possa explicar essa passagem como uma referência ao Céu e a Terra: "... sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos..." Hb 11,3a
    Ora, em Sabedoria, Livro um século mais velho, o sagrado autor dirige-se a enigmáticos governantes do Cosmos: "Ouvi, pois, ó reis, e entendei. Aprendei, vós que governais o Universo!" Sb 6,1
    
E voltando-se a Deus, ele demostra acurado conhecimento das proporções cósmicas: "Diante de Vós, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, ou como uma gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra." Sb 11,22

    
Aliás, como está num dos primeiros Salmos, o rei Davi diz que Deus atribuiu ao ser humano um inimaginável domínio sobre o espaço sideral, coisa que nem mesmo a atual astronáutica nos permite sonhar: "Que é o homem, digo-me então, para nele pensardes? Que são os filhos de Adão, para que Vos ocupeis com eles? Deste-lhe poder sobre as obras de Vossas mãos. Vós submeteste-lhe todo Universo." Sl 8,5.7
    Quanto à origem da humanidade, milênios antes da descoberta do 'dna mitocondrial', cujo hominídeo pelos próprios cientistas foi chamado de 'Eva Mitocondrial', feito que confirmou toda humanidade como descendente de um mesmo ancestral, já estava no Livro de Gênesis: "Adão pôs a sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos viventes." Gn 3,20
    Pregando em Atenas, no Areópago, São Paulo afirmou, no Livro de Atos dos Apóstolos: "De um só homem Deus fez nascer todo gênero humano, para que habitasse sobre toda face da Terra." At 17,26a
    E falando sobre a origem da vida, ele oferece uma impressionante visão, que bem lembra detalhes da Teoria da Evolução: "Nem todas carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais. A das aves difere da dos peixes. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal. O espiritual vem depois. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno. O Segundo veio do Céu." 1 Cor 15,38.46-47
    Não por acaso, Gênesis cita uma intrigante combinação entre os filhos de Deus e as filhas dos homens: "Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a Terra, e nasceram-lhes filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas." Gn 6,1-2
    E atestando a existência de pessoas de uma maior estatura, só atualmente redescoberta, dá este registro: "Naquele tempo viviam gigantes na Terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos antigos tempos." Gn 6,4
    Deles havia testemunho entre os israelitas ainda ao tempo de Moisés. Claro, com certo exagero, como se vê no Livro de Números: "... vimos até mesmo gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes. Parecíamos gafanhotos comparados com eles." Nm 13,33
    Suas construções eram grandiosas, seguindo com exageros, agora no Livro de Deuteronômio: "Nossos irmãos fizeram-nos perder a coragem quando nos disseram ter visto um povo maior e de mais alta estatura que a nossa, e grandes e fortificadas cidades, cujos muros se elevavam até o céu..." Dt 1,28
    Ora, o próprio Livro do Profeta Daniel já sabia que os povos tiveram uma origem: "... desde que as nações começaram a existir." Dn 12,2b
    Já a São João Evangelista foi revelado algo similar ao chamado Escurecimento Global, efeito só há poucas décadas descoberto: "O quarto anjo tocou: então foi atingida uma terça parte do sol, da lua e das estrelas, de modo que se obscureceram em um terço. E o dia perdeu um terço da claridade, bem como a noite." Ap 8,12
    Quanto ao Juízo Final, propriamente, o Príncipe dos Apóstolos relata impressionantes visões do Universo 'em transformação', coisas que só às recentes descobertas podem ser associadas, como o nascimento de uma supernova ou a fusão de estrelas: "... os elementos abrasados dissolver-se-ão, e a Terra será consumida com todas obras que ela contém... o Dia de Deus, Dia em que hão de se dissolver os céus inflamados e hão de se fundir os elementos abrasados!" 2 Pd 3,10.11
    Nosso Salvador mesmo indicou um grande abalo cósmico, certamente para depois do agravamento do Escurecimento Global: "Logo após estes dias de Tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, as estrelas cairão do céu e as potências dos céus serão abaladas." Mt 24,29
    Isso estava previsto desde o Livro do Profeta Ageu, como algo bem maior que um mero terremoto: "Porque isto diz o Senhor dos Exércitos: 'Ainda um pouco de tempo, e abalarei céu e cerra, mares e continentes. Sacudirei todas nações...'" Ag 2,6-7a
    Com efeito, há até recentemente cientista algum sequer tinha elementos para tratar do fim ou do recomeço do Universo, mas isso também já era cantado por Davi a Deus: "No começo criastes a Terra, e o céu é obra de Vossas mãos. Um e outro passarão, enquanto Vós ficareis. Tudo acaba-se pelo uso como um traje. Como uma veste, Vós substituí-los e eles hão de sumir." Sl 101,26-27
    No Livro do Profeta Isaías também estava prevista a Recriação do Cosmos, expressamente prometida por Deus. E como dissemos, só há poucos anos a ciência veio a especular sobre essa hipótese. "Pois Eu vou criar Novos céus e Nova Terra..." Is 65,17
    São João Apóstolo, aliás, já os viu nas revelações que Nosso Senhor lhe fez: "Então vi um novo céu e uma nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra desapareceram, e o mar já não existia." Ap 21,1
    De fato, Jesus falou do céu e da Terra como contingentes coisas, em oposição à perenidade de Sua Palavra: "O céu e a Terra passarão, mas Minhas palavras não passarão." Mt 24,35
    Sobre a 'fragilidade' do Universo, os seguidores de São Paulo dizem de Cristo: "Esplendor da Glória de Deus e imagem de Seu Ser, sustenta o Universo com o poder de Sua Palavra. Hb 1,3a
    E na primeiras visões que teve, São João Evangelista também testemunhou abismantes fenômenos: "O céu desapareceu como um pedaço de papiro que se enrola, e todos montes e ilhas foram tirados de seus lugares." Ap 6,14
    A Definitiva Volta de Jesus, pois, será um evento que envolverá o mundo. Ele mesmo afirmou: "Pois como o relâmpago, que reluz numa extremidade do céu e brilha até a outra, assim será com o Filho do Homem em Seu Dia." Lc 17,24
    Antes, porém, acontecerá um astronômico cataclismo, que atualmente sabemos ter havido na pré-história: "O terceiro anjo tocou a trombeta. E do céu caiu uma grande estrela a arder como um facho. Caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes. O nome da estrela era Absinto. Assim, uma terça parte das águas transformou-se em absinto e muitos homens morreram por ter bebido dessas envenenadas águas." Ap 8,10-11
    Ademais, Isaías, que viveu 700 anos antes de Cristo, até tem uma citação do que seria 'o centro do planeta' como cenário para o Juízo Final. Hoje, conhecendo o globo terrestre, podemos falar sobre o centro geográfico da Terra, mas àquele tempo tal assunto era absolutamente imponderável: "Esta sentença de ruína, o Senhor Deus dos Exércitos executará no centro de toda Terra." Is 10,23
    Explica inclusive os terremotos, falando do que seriam as recém-descobertas placas tectônicas: "A terra é feita em pedaços: estala, fende-se, é sacudida, cambaleia como um homem embriagado e balança como uma rede." Is 24,23a
    E através do salmista e Profeta Asaf, admitindo que ainda há muitas coisas por revelar, Deus promete explicar o princípio de tudo: "... desvendarei os mistérios das origens." Sl 77,2
    Quanto às limitações do conhecimento humano, o sagrado autor reitera, ao menos por enquanto, a intangibilidade da Divina Sabedoria: "... porei à luz o que dela pode ser conhecido... " Sb 6,22
    São Paulo, pois, reafirmou a impossibilidade de conhecer plenamente a Deus, dizendo dos pagãos de então: "Porquanto o que se pode conhecer de Deus, eles leem-no em si mesmos, pois com evidência Ele lho revelou." Rm 1,19
    Mas também diz que essa condição é passageira: "Hoje vemos como por um espelho, confusamente, mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte, mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido." 1 Cor 13,12
    A Primeira Carta de São João diz o mesmo: "Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto O veremos como Ele é." 1 Jo 3,2
    De toda forma, desde sempre devemos colaborar com todo nosso entendimento (cf. Mc 12,30) para acolher a Revelação. Ao ensinar sobre a unção do Santo Paráclito, por exemplo, Jesus experimentava dificuldades mesmo entre os mais estudiosos de Israel, como o notável fariseu Nicodemos. Foi em Sua primeira vista a Jerusalém em vida pública: "Se vos tenho falado das coisas terrenas e não Me credes, como crereis se vos falar das celestiais?" Jo 3,12
    Perguntou aos próprios líderes judeus da Cidade Santa, pois o anúncio do Evangelho realmente não é uma questão de semântica: "Por que não compreendeis Minha linguagem?" Jo 8,43
    Enfim, Gênesis falou de curiosas espadas, manuseadas por querubins. Não eram de metal e foram mais facilmente descritas pela luz que emitiam. Lembram o que hoje conhecemos como laser: "... e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma flamejante espada, para guardar o caminho da árvore da Vida." Gn 3,24
    E no Segundo Livro de Reis, uma estranha 'nave' celestial, igualmente flamejante, arrebatou deste mundo o grande Profeta Elias: "Continuando seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo separou um do outro, e Elias subiu ao Céu num turbilhão." 2 Rs 2,11


    A atual Teoria da Origem do Universo, a propósito, parece mais absurda que a própria Criação: tudo que aí está viria apenas da explosão de um único e simples átomo de hidrogênio. E nada se sabe sobre o que havia antes do Big Bang. Ou seja: os mistérios permanecem.
    Se alguns deixam de buscar a Deus porque se incomodam com Seus mistérios, certamente não encontrarão muita satisfação na atuais ciência e filosofia. Que ao menos não percam a sensibilidade de se maravilhar com tudo que está diante de nossos olhos!

    "Esperamos, ó Cristo, Vossa Vinda Gloriosa!"

História predizia Jesus

Cientistas israelenses cuidadosamente analisaram uma laje de pedra, de cerca de 1 metro de comprimento, que contém 87 linhas escritas em hebraico. Ela tem a mesma data de várias notas explicativas das Escrituras, isto é, bem antes do Nascimento de Jesus Cristo.
A descoberta abalou os círculos hebraicos de Arqueologia Bíblica, pois prova que os judeus cultuavam a expectativa de que o Messias haveria de vir, morrer e ressuscitar ao terceiro dia.
A placa, achada perto do Mar Morto, é um raro exemplar de inscrição em tinta sobre pedra, e em duas colunas, como a Torá (ou Pentateuco, os cinco primeiros Livros da Bíblia).
Para Daniel Boyarin, professor de Talmude na Universidade de Berkeley, em Califórnia, Estados Unidos, a peça é mais uma evidência de que Jesus Cristo corresponde ao Messias tradicionalmente esperado pelos judeus. Ada Yardeni e Binyamin Elitzur, especialistas israelenses em escrita hebraica, após detalhados exames, concluíram que ela data do fim do primeiro século antes de Cristo. O professor de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, Yuval Goren fez uma análise química e acha que não se pode duvidar de sua autenticidade.

Israel Knohl, professor de Estudos Bíblicos da Universidade Hebraica, em Jerusalém, defende que a pedra prova que "a ressurreição depois de três dias é uma ideia anterior a Jesus, o que na prática contradiz toda atual visão acadêmica."
Do ponto de vista católico, estes dados científicos apenas confirmam a e as Escrituras.
E compreende-se porque entre os judeus o achado cause polêmica, pois claramente aponta para a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que deixa em incômoda situação a sinagoga que O crucificou e aqueles que apoiaram o deicídio. No Evangelho Segundo São João, Jesus disse a Pilatos: "Não terias poder algum sobre Mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado." Jo 19,11

Por Spiritus Paraclitus
Fonte : http://www.haaretz.com/weekend/week-s-end/in-three-days-you-shall-live-1.218552