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quinta-feira, 12 de março de 2026
A Avareza
A paixão por dinheiro e bens materiais leva o ser humano à falta de escrúpulos, pois assim despreza seus semelhantes, contrariando o que Jesus expressamente determinou no Evangelho Segundo São João, na noite em que ia ser entregue: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, assim vós deveis amar-vos uns aos outros. Este é Meu Mandamento..." Jo 13,34;15,12a
E o pior: leva a se esquecer de Deus, a Quem deve amar sobre todas coisas. O Livro de Eclesiástico exorta: "... ama a Deus durante toda tua vida..." Eclo 13,18a
Justamente Ele, o Doador de todos bens e dons, como Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo ensina: "Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança em volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos." 1 Tm 6,17
Justamente Ele, o Doador de todos bens e dons, como Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo ensina: "Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança em volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos." 1 Tm 6,17
Ora, tratando do que realmente é essencial ao bem viver, havia muito que estava nas Escrituras e Jesus invocou como primeiro Mandamento (cf. Mc 12,29): "Amarás o Senhor, Teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma e de todas tuas forças." Dt 6,5
O avarento, portanto, é um idólatra. Cegamente apegado às coisas materiais, além de nada partilhar e até deixar de usufruir de seus próprios bens, com frequência ele também é movido pela cobiça, pela ganância e pela inveja. Em tudo isso, mas especificamente na mesquinhez, o avarento atenta contra a Misericórdia de Deus: "A água apaga o ardente fogo e a esmola enfrenta o pecado. Deus olha para aquele que pratica a Misericórdia, dele lembrar-Se-á no porvir. No dia de sua infelicidade, este achará apoio." Eclo 3,33-34
Pois para muito além de meras doações, Deus, desde o início, já havia determinado o fim da pobreza em Israel, através de Moisés no Livro de Deuteronômio: "Não deverá haver pobres em meio a ti, porque o Senhor, Teu Deus, certamente abençoá-te-á na terra que te dá como posse hereditária. Se em meio a ti houver um pobre, entre teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, Teu Deus, não endurecerás teu coração e não fecharás a mão diante de teu irmão pobre. Mas abri-lhe-ás a mão e emprestá-lhe-ás segundo as necessidades de sua indigência. Guarda-te de olhar teu irmão pobre com um mau olho, sem nada lhe dar, porque ele clamaria ao Senhor contra ti, e isso tornar-se-ia para ti um pecado. Deves dá-lhe, e dá-lhe de bom coração, pois, por causa disso, o Senhor, Teu Deus, abençoá-te-á em todas empresas de tuas mãos." Dt 15,4.7-8.9b-10
Pois para muito além de meras doações, Deus, desde o início, já havia determinado o fim da pobreza em Israel, através de Moisés no Livro de Deuteronômio: "Não deverá haver pobres em meio a ti, porque o Senhor, Teu Deus, certamente abençoá-te-á na terra que te dá como posse hereditária. Se em meio a ti houver um pobre, entre teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, Teu Deus, não endurecerás teu coração e não fecharás a mão diante de teu irmão pobre. Mas abri-lhe-ás a mão e emprestá-lhe-ás segundo as necessidades de sua indigência. Guarda-te de olhar teu irmão pobre com um mau olho, sem nada lhe dar, porque ele clamaria ao Senhor contra ti, e isso tornar-se-ia para ti um pecado. Deves dá-lhe, e dá-lhe de bom coração, pois, por causa disso, o Senhor, Teu Deus, abençoá-te-á em todas empresas de tuas mãos." Dt 15,4.7-8.9b-10
Ele fez, porém, uma triste previsão sobre a pobreza no mundo: "Nunca faltarão pobres na Terra, e por isso Eu dou-te esta ordem: abre tua mão a teu irmão necessitado ou pobre que vive em tua terra." Dt 15,11
E no Evangelho Segundo São Lucas, o próprio Jesus deixou fortes palavras sobre esse assunto: "'Escrupulosamente guardai-vos de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.' E propôs-lhe esta parábola: 'Havia um rico homem cujos campos muito produziam. E ele refletia consigo: 'Que farei? Porque não tenho onde recolher minha colheita.' Disse então ele: 'Farei o seguinte: derrubarei meus celeiros e construirei maiores. Neles recolherei toda minha colheita e meus bens. E direi a minha alma: Ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos. Descansa, come, bebe e regala-te!' Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Ainda nesta noite exigirão de ti tua alma. E as coisas que ajuntaste, de quem serão?' Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo, e não é rico para Deus.'" Lc 12,15-21
E no Evangelho Segundo São Lucas, o próprio Jesus deixou fortes palavras sobre esse assunto: "'Escrupulosamente guardai-vos de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.' E propôs-lhe esta parábola: 'Havia um rico homem cujos campos muito produziam. E ele refletia consigo: 'Que farei? Porque não tenho onde recolher minha colheita.' Disse então ele: 'Farei o seguinte: derrubarei meus celeiros e construirei maiores. Neles recolherei toda minha colheita e meus bens. E direi a minha alma: Ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos. Descansa, come, bebe e regala-te!' Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Ainda nesta noite exigirão de ti tua alma. E as coisas que ajuntaste, de quem serão?' Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo, e não é rico para Deus.'" Lc 12,15-21
A todos advertia da importância de uma radical escolha: "Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Lc 16,13
Principalmente aos religiosos, pois para Deus essa prática é uma abominação: "Ora, tudo isto ouviam os fariseus, que eram avarentos, e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Como Sacerdote, de fato, Nosso Senhor só quer aqueles totalmente entregues à Divina Providência: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
Principalmente aos religiosos, pois para Deus essa prática é uma abominação: "Ora, tudo isto ouviam os fariseus, que eram avarentos, e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Como Sacerdote, de fato, Nosso Senhor só quer aqueles totalmente entregues à Divina Providência: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
Foi o que Ele propôs ao rico jovem que se julgava Santo, como se lê no Evangelho Segundo São Mateus: "Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!" Mt 19,21b
Havia ordenado aos Apóstolo sobre os divinos dons: "Dai de graça o que de graça recebestes!" Mt 10,8b
Determinou logo na primeira missão em que os enviou: "Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão porque o operário merece seu sustento." Mt 10,9-10
E no Evangelho Segundo São Marcos, prometeu: "Na Verdade, digo-vos: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e do Evangelho, que não receba com perseguições, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, e no vindouro século a Vida Eterna." Mc 10,29-30
Realmente ciente das tentações e amadurecido nos assuntos de fé, o sagrado autor cantava a Deus no Livro de Salmos: "Inclinai-me o coração a Vossas ordens, e não para a avareza." Sl 118,36
O rei Davi recomendava: "Crescendo vossas riquezas, não prendais nelas vossos corações." Sl 61,11b
E o Eclesiástico sentencia: "Nada há mais criminoso que a avareza. De quê se orgulha aquele que é terra e cinza? Nada há mais iníquo que o amor ao dinheiro. Aquele que o ama, chega até a vender sua alma. Ainda vivo, despojou-se de suas próprias entranhas." Eclo 10,8-10
Diz que a motivação do avarento é insana: "Para o avarento e cúpido homem, a riqueza é inútil. De que serve o ouro ao invejoso? Quem injustamente acumula, e se priva de seus bens, acumula para outros. Outro há de vir que esbanjará esses bens na devassidão. Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo? Não terá nenhuma satisfação em seus bens. Nada é pior que aquele que consigo mesmo é avaro: eis aí o verdadeiro salário de sua maldade." Eclo 14,3-6
Também diz que o avarento morre ainda em vida, tornando-se exemplo do morto vivo: "O olhar do avarento é insaciável a respeito da iniquidade, só ficará satisfeito quando tiver ressecado e consumido sua alma. O maldoso olhar só leva ao mal. Não será saciado com pão, mas será pobre e triste em sua própria mesa." Eclo 14,9-10
Por isso, dos bens materiais e dos dons de que se dispõe, ele recomenda o sadio usufruto, a generosidade, a caridade e o pagamento do dízimo: "Meu filho, se algo tiveres, a ti mesmo faze algum bem com isso e a Deus apresenta dignas oferendas. Lembra-te de que a morte não tarda, e de que o pacto da moradia dos mortos te foi revelado, pois é lei deste mundo que é preciso morrer. Antes de morrer, faze bem a teu amigo e dá esmola ao pobre conforme tuas posses. Não te prives de um feliz dia, e não deixes escapar nenhuma parcela do precioso dom. Não será a outrem que deixarás o fruto de teus esforços e de teus trabalhos, para ser repartido por sorte? Dá e recebe, e justifica tua alma. Pratica a Justiça..." Eclo 14,11-17
Diz que a motivação do avarento é insana: "Para o avarento e cúpido homem, a riqueza é inútil. De que serve o ouro ao invejoso? Quem injustamente acumula, e se priva de seus bens, acumula para outros. Outro há de vir que esbanjará esses bens na devassidão. Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo? Não terá nenhuma satisfação em seus bens. Nada é pior que aquele que consigo mesmo é avaro: eis aí o verdadeiro salário de sua maldade." Eclo 14,3-6
Também diz que o avarento morre ainda em vida, tornando-se exemplo do morto vivo: "O olhar do avarento é insaciável a respeito da iniquidade, só ficará satisfeito quando tiver ressecado e consumido sua alma. O maldoso olhar só leva ao mal. Não será saciado com pão, mas será pobre e triste em sua própria mesa." Eclo 14,9-10
Por isso, dos bens materiais e dos dons de que se dispõe, ele recomenda o sadio usufruto, a generosidade, a caridade e o pagamento do dízimo: "Meu filho, se algo tiveres, a ti mesmo faze algum bem com isso e a Deus apresenta dignas oferendas. Lembra-te de que a morte não tarda, e de que o pacto da moradia dos mortos te foi revelado, pois é lei deste mundo que é preciso morrer. Antes de morrer, faze bem a teu amigo e dá esmola ao pobre conforme tuas posses. Não te prives de um feliz dia, e não deixes escapar nenhuma parcela do precioso dom. Não será a outrem que deixarás o fruto de teus esforços e de teus trabalhos, para ser repartido por sorte? Dá e recebe, e justifica tua alma. Pratica a Justiça..." Eclo 14,11-17
E com Sabedoria detectou nexos entre caridade e testemunho, e entre mesquinhez e difamação: "Muitos lábios abençoarão aquele que dá refeições com liberalidade, o testemunho prestado a sua honestidade é verídico. A cidade inteira resmunga contra aquele que dá de comer com mesquinhez, e o testemunho prestado a sua avareza é exato." Eclo 31,28-29
O Livro de Provérbios claramente vê a mão de Deus atuando, tanto no destino do caridoso e como do mesquinho: "Aquele que dá ao pobre não padecerá penúria, mas quem lhe fecha os olhos ficará cheio de maldições." Pr 28,27
E a explicação é muito simples: a comunhão com os pobres: "O generoso homem será abençoado porque tira de seu pão para o pobre." Pr 22,9
Assim como o Eclesiástico, os Provérbios falam da oposição entre a caridade e a mentira. De fato, o avarento não deturpa a Verdade? E não será melhor ser pobre que avarento? "O encanto de um homem é sua caridade. Mais vale o pobre que o mentiroso." Pr 19,22
Por isso, já exortavam à prontidão para a caridade: "Não negues um benefício a quem o solicita, quando está em teu poder conceder-lho. Não digas a teu próximo: 'Vai, volta depois! Eu dá-te-ei amanhã', quando já dispões de meios." Pr 3,27-28
Eles garantiam: "Há quem dá com liberalidade e obtém mais. Outros poupam demais e vivem na indigência. A generosa alma será cumulada de bens, e aquele que abundantemente dá, abundantemente receberá." Pr 11,24-25
E a Carta de São Tiago adverte: "Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que virão sobre vós. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se e sua ferrugem dará testemunho contra vós, e como fogo devorará vossas carnes. Entesourastes nos últimos dias! Eis que o salário, que defraudastes aos trabalhadores que ceifavam vossos campos, clama, e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos." Tg 5,1-4
Revelando a razão da ruína e da aflição de muita gente, São Paulo ensina o mesmo que o Eclesiástico acima (cf. Eclo 10,8-10): "Porque nada trouxemos ao mundo, e nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do Demônio e em muitos insensatos e nocivos desejos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns desviaram-se da fé e enredaram-se em muitas aflições." 1 Tm 6,7-10
O Livro de Provérbios claramente vê a mão de Deus atuando, tanto no destino do caridoso e como do mesquinho: "Aquele que dá ao pobre não padecerá penúria, mas quem lhe fecha os olhos ficará cheio de maldições." Pr 28,27
E a explicação é muito simples: a comunhão com os pobres: "O generoso homem será abençoado porque tira de seu pão para o pobre." Pr 22,9
Assim como o Eclesiástico, os Provérbios falam da oposição entre a caridade e a mentira. De fato, o avarento não deturpa a Verdade? E não será melhor ser pobre que avarento? "O encanto de um homem é sua caridade. Mais vale o pobre que o mentiroso." Pr 19,22
Por isso, já exortavam à prontidão para a caridade: "Não negues um benefício a quem o solicita, quando está em teu poder conceder-lho. Não digas a teu próximo: 'Vai, volta depois! Eu dá-te-ei amanhã', quando já dispões de meios." Pr 3,27-28
Eles garantiam: "Há quem dá com liberalidade e obtém mais. Outros poupam demais e vivem na indigência. A generosa alma será cumulada de bens, e aquele que abundantemente dá, abundantemente receberá." Pr 11,24-25
E a Carta de São Tiago adverte: "Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que virão sobre vós. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se e sua ferrugem dará testemunho contra vós, e como fogo devorará vossas carnes. Entesourastes nos últimos dias! Eis que o salário, que defraudastes aos trabalhadores que ceifavam vossos campos, clama, e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos." Tg 5,1-4
Revelando a razão da ruína e da aflição de muita gente, São Paulo ensina o mesmo que o Eclesiástico acima (cf. Eclo 10,8-10): "Porque nada trouxemos ao mundo, e nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do Demônio e em muitos insensatos e nocivos desejos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns desviaram-se da fé e enredaram-se em muitas aflições." 1 Tm 6,7-10
Zeloso na Salvação das almas, expressamente recomendava aos ricos: "Que pratiquem o bem, enriqueçam-se de boas obras, sejam generosos, comunicativos, ajuntem um sólido e excelente tesouro para seu futuro, a fim de conquistarem a verdadeira Vida." 1 Tm 6,18-19
Ele mostrava-se absolutamente desapegado de bens materiais, como vemos na Carta de São Paulo aos Filipenses, tanto na carência como na fartura: "Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria, e também sei viver na abundância. Estou acostumado a todas vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade." Fl 4,11-12
Ele mostrava-se absolutamente desapegado de bens materiais, como vemos na Carta de São Paulo aos Filipenses, tanto na carência como na fartura: "Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria, e também sei viver na abundância. Estou acostumado a todas vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade." Fl 4,11-12
Assim, evocando uma passagem de Deuteronômio, os seguidores de sua tradição exclamam na Carta aos Hebreus: "Vivei sem avareza. Contentai-vos com o que tendes, pois Deus mesmo disse: 'Não te deixarei nem desampararei (Dt 31,6).'" Hb 13,5
Citando o Livro do Profeta Oseias, como caridade espiritual recomendam a total entrega de si à religiosidade pela Santa Missa, como prova de gratidão a Jesus: "Por Ele, sem cessar ofereçamos a Deus sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram Seu Nome (Os 14,2)." Hb 13,15
Assim como as materiais doações, que não deixam de ser obra de fé: "Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus!" Hb 13,16
Inclusive nas festivas celebrações, nomeadamente na Páscoa e no Pentecostes, as mais importantes,, como Moisés determinou: "Três vezes por ano, todos vossos varões apresentar-se-ão diante do Senhor Teu Deus, no lugar que Ele tiver escolhido: na Festa dos Ázimos, na Festa das Semanas e na Festa dos Tabernáculos. Não aparecerão diante do Senhor de mãos vazias. Cada um dará segundo o que tiver, em proporção às bênçãos que o Senhor, Teu Deus, lhe tiver dado." Dt 16,16-17
Porque, entre outros motivos, Jesus afirmou que as ilusões e a cobiça sufocam e matam Sua Palavra no coração das pessoas: "Outros ainda recebem a semente entre os espinhos, ouvem a Palavra, mas as mundanas preocupações, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e tornam-na infrutífera." Mc 4,18-19
Citando o Livro do Profeta Oseias, como caridade espiritual recomendam a total entrega de si à religiosidade pela Santa Missa, como prova de gratidão a Jesus: "Por Ele, sem cessar ofereçamos a Deus sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram Seu Nome (Os 14,2)." Hb 13,15
Assim como as materiais doações, que não deixam de ser obra de fé: "Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus!" Hb 13,16
Inclusive nas festivas celebrações, nomeadamente na Páscoa e no Pentecostes, as mais importantes,, como Moisés determinou: "Três vezes por ano, todos vossos varões apresentar-se-ão diante do Senhor Teu Deus, no lugar que Ele tiver escolhido: na Festa dos Ázimos, na Festa das Semanas e na Festa dos Tabernáculos. Não aparecerão diante do Senhor de mãos vazias. Cada um dará segundo o que tiver, em proporção às bênçãos que o Senhor, Teu Deus, lhe tiver dado." Dt 16,16-17
Porque, entre outros motivos, Jesus afirmou que as ilusões e a cobiça sufocam e matam Sua Palavra no coração das pessoas: "Outros ainda recebem a semente entre os espinhos, ouvem a Palavra, mas as mundanas preocupações, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e tornam-na infrutífera." Mc 4,18-19
Ao contrário de uma vida de preocupações por bens materiais, mesmo por comida e vestimento, que só aumentam a iniquidade, Ele propôs a Justiça de Deus, que ensina a partilhar. Assim, com a ajuda da Divina Providência, todos terão de tudo: "Antes buscai o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas em acréscimo." Mt 6,33
A EXCELÊNCIA DA CARIDADE
Ao ressaltar a importância da caridade, e para criticar a avareza em Israel, numa parábola Jesus vai exaltar a atitude do seguidor de uma doutrina que se opunha ao judaísmo: "Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante. Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e também passou adiante. Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, nelas deitando azeite e vinho. Colocou-o sobre sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria, e dele tratou. No seguinte dia, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: 'Trata dele, e o quanto gastares a mais na volta to pagarei.' Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?" Lc 10,30b-36
A EXCELÊNCIA DA CARIDADE
Ao ressaltar a importância da caridade, e para criticar a avareza em Israel, numa parábola Jesus vai exaltar a atitude do seguidor de uma doutrina que se opunha ao judaísmo: "Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante. Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e também passou adiante. Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, nelas deitando azeite e vinho. Colocou-o sobre sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria, e dele tratou. No seguinte dia, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: 'Trata dele, e o quanto gastares a mais na volta to pagarei.' Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?" Lc 10,30b-36
E a Carta de São Paulo aos Romanos, em grande inspiração, recomendou: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o recíproco amor, porque aquele que ama seu próximo cumpriu toda a Lei. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da Lei." Rm 13,8.10
A Carta de São Paulo aos Colossenses, portanto, aconselha: "Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição." Cl 3,14
A Carta de São Paulo aos Colossenses, portanto, aconselha: "Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição." Cl 3,14
De sua singular Sabedoria, a Carta de São Paulo aos Gálatas afirma que a Salvação se dará através da "... fé que opera pela caridade." Gl 5,6
A Carta de São Paulo aos Efésios amplamente exortava como a grande meta de todo católico: "Progredi no amor segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós Se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a Santos. Porque bem o sabei: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento, verdadeiros idólatras!, terá herança no Reino de Cristo e de Deus." Ef 5,2-3.5
A Carta de São Paulo aos Efésios amplamente exortava como a grande meta de todo católico: "Progredi no amor segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós Se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a Santos. Porque bem o sabei: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento, verdadeiros idólatras!, terá herança no Reino de Cristo e de Deus." Ef 5,2-3.5
Por isso, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios preparava as dioceses para se auxiliarem umas às outras, conforme as necessidades: "Com respeito ao auxílio a prestar aos irmãos, acho quase supérfluo continuar a vos escrever. Porquanto estou ciente de vossa boa vontade, que enalteço, para Glória vossa, ante os macedônios, dizendo-lhes que a Acaia também está pronta desde o ano passado. O exemplo de vosso zelo tem estimulado a muitos." 2 Cor 9,1-2
Ele especialmente exalta a caridade que os mais pobres praticam, o que é sempre um tocante exemplo, como faziam as igrejas da província romana de Macedônia: "Em meio a tantas tribulações com que foram provadas, generosamente e com transbordante alegria distribuem, apesar de sua extrema pobreza, os tesouros de sua liberalidade. Sou testemunha de que, segundo suas forças, e até além dessas forças, espontaneamente contribuíram e com muita insistência pediam-nos o favor de poderem associar-se neste socorro destinado aos irmãos. E ultrapassaram nossas expectativas. Primeiro deram-se a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus." 2 Cor 8,2-5
Até evocou uma frase de Nosso Salvador que não consta nos Evangelhos, como foi anotado no Livro de Atos dos Apóstolos: "Em tudo tenho-vos mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto Ele mesmo disse: 'É maior felicidade dar que receber!'" At 20,35
E citando um autor de Salmo, torna a exortar: "Cada um dê conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama aquele que dá com alegria. Poderoso é Deus para vos cumular com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas coisas o necessário, muito ainda vos reste para toda espécie de boas obras. Como está escrito: 'Espalhou, deu aos pobres, para sempre subsiste sua Justiça (Sl 111,9).' Realmente, o serviço desta obra de caridade não só provê as necessidades dos irmãos, mas também é abundante fonte de ações de graças a Deus." 2 Cor 9,7-9.12
Pedia, contudo, em especial pelos membros da Santa Igreja Católica, que é o sustentáculo da Verdade (cf. 1 Tm 3,15): "Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto tempo temos, façamos o bem a todos homens, mas particularmente aos irmãos na fé." Gl 6,9-10
Porque Jesus vai reafirmar a sentença de Deus em Deuteronômio sobre a pobreza na Terra (cf. Dt 15,11): "Vós sempre tereis convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem." Mc 14,7a
E fez mais uma triste profecia: o crescimento das injustiças no fim dos tempos: "E ante o crescente progresso da iniquidade, o amor de muitos esfriará." Mt 24,12
Mas como a Primeira carta de São Pedro lembrou os Provérbios, temos que perseverar na partilha de bens e dons, pois "... o amor cobre uma multidão de pecados (Pr 10,12)." 1 Pd 4,8
Aliás, esta é uma prioridade nas missões da Igreja Católica, como São Pedro, São Tiago Menor e São João Apóstolo disseram a São Paulo, São Barnabé e São Tito: "Apenas nos recomendaram que nos lembrássemos dos pobres, o que precisamente era minha intenção." Gl 2,10b
Com efeito, o próprio Arcanjo São Rafael deu esta recomendação no Livro de Tobias, a ele e a seu pai Tobit: "Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos escondidos tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte. Ela apaga os pecados e faz encontrar a Misericórdia e a Vida Eterna." Tb 12,8-9
O próprio Tobit, julgando estar em leito de morte, já havia ensinado a Tobias: "Dá esmola de teus bens e não te desvies de nenhum pobre, pois, assim fazendo, tampouco Deus Se desviará de ti. Sê misericordioso segundo tuas posses. Se tiveres muito, abundantemente dá. Se tiveres pouco, desse pouco dá de bom coração. Assim acumularás uma boa recompensa para o dia da necessidade, porque a esmola livra do pecado e da morte, e preserva a alma de cair nas trevas. A esmola será, para todos que a praticam, um motivo de grande confiança diante de Deus Altíssimo." Tb 4,7-12
O Eclesiástico, como visto (Eclo 14,13), também exaltou essa forma caridade: "Todavia, sê indulgente para com o miserável e não o faças esmorecer depois da esmola. Por causa do Mandamento, socorre o pobre e não o deixes ir de mãos vazias em sua indigência. Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti a fim de te preservar de todo mal. Para combater teu inimigo, ela será mais poderosa arma que o escudo e a lança de um valente." Eclo 29,11-12.15-16
Até havia advertido: "Meu filho, não negues esmola ao pobre nem dele desvies os olhos. Não desprezes aquele que tem fome, não irrites o pobre em sua indigência. Não aflijas o coração do infeliz, não recuses tua esmola àquele que está na miséria, não rejeites o pedido do aflito... Não desvies os olhos do indigente para que ele não se zangue. Àqueles que pedem, não dês motivo de te amaldiçoarem pelas costas, pois a imprecação daquele que te amaldiçoa na amargura de sua alma será atendida. Aquele que o criou, atendê-lo-á." Eclo 4,1-4a.5-6
Também exaltou os empréstimos, mesmo sob todo risco: "Empresta a teu próximo quando ele estiver necessitado, e de teu lado, paga-lhe o que lhe deves no aprazado tempo. Cumpre tua palavra e lealmente procede com ele, e em toda ocasião acharás o que te é necessário. Perde teu dinheiro em favor de teu irmão e de teu amigo, mas não o escondas debaixo de uma pedra para ficar perdido. Gasta teu tesouro segundo o preceito do Altíssimo, e isso aproveitá-te-á mais que o ouro. O homem de bem responsabiliza-se pelo próximo. O homem que perdeu a vergonha abandona-o a si próprio." Eclo 29,2-3.13-14.19
E firmou: "A esmola do homem é para Deus como um selo, e para Ele a beneficência do homem é como a pupila dos olhos." Eclo 17,18
De fato, as esmolas foram decisivas para o representante do primeiro grupo de pagãos a receber o Espírito Santo: "Havia em Cesareia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso. Ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e constantemente rezava. Este homem claramente teve uma visão, pela nona hora do dia: aproximou-se dele um anjo de Deus e chamou-o: 'Cornélio!' Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: 'Que há, Senhor?' O anjo replicou: 'Tuas orações e tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.'" At 10,1-5
Até evocou uma frase de Nosso Salvador que não consta nos Evangelhos, como foi anotado no Livro de Atos dos Apóstolos: "Em tudo tenho-vos mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto Ele mesmo disse: 'É maior felicidade dar que receber!'" At 20,35
E citando um autor de Salmo, torna a exortar: "Cada um dê conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama aquele que dá com alegria. Poderoso é Deus para vos cumular com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas coisas o necessário, muito ainda vos reste para toda espécie de boas obras. Como está escrito: 'Espalhou, deu aos pobres, para sempre subsiste sua Justiça (Sl 111,9).' Realmente, o serviço desta obra de caridade não só provê as necessidades dos irmãos, mas também é abundante fonte de ações de graças a Deus." 2 Cor 9,7-9.12
Pedia, contudo, em especial pelos membros da Santa Igreja Católica, que é o sustentáculo da Verdade (cf. 1 Tm 3,15): "Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto tempo temos, façamos o bem a todos homens, mas particularmente aos irmãos na fé." Gl 6,9-10
Porque Jesus vai reafirmar a sentença de Deus em Deuteronômio sobre a pobreza na Terra (cf. Dt 15,11): "Vós sempre tereis convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem." Mc 14,7a
E fez mais uma triste profecia: o crescimento das injustiças no fim dos tempos: "E ante o crescente progresso da iniquidade, o amor de muitos esfriará." Mt 24,12
Mas como a Primeira carta de São Pedro lembrou os Provérbios, temos que perseverar na partilha de bens e dons, pois "... o amor cobre uma multidão de pecados (Pr 10,12)." 1 Pd 4,8
Aliás, esta é uma prioridade nas missões da Igreja Católica, como São Pedro, São Tiago Menor e São João Apóstolo disseram a São Paulo, São Barnabé e São Tito: "Apenas nos recomendaram que nos lembrássemos dos pobres, o que precisamente era minha intenção." Gl 2,10b
Com efeito, o próprio Arcanjo São Rafael deu esta recomendação no Livro de Tobias, a ele e a seu pai Tobit: "Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos escondidos tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte. Ela apaga os pecados e faz encontrar a Misericórdia e a Vida Eterna." Tb 12,8-9
O próprio Tobit, julgando estar em leito de morte, já havia ensinado a Tobias: "Dá esmola de teus bens e não te desvies de nenhum pobre, pois, assim fazendo, tampouco Deus Se desviará de ti. Sê misericordioso segundo tuas posses. Se tiveres muito, abundantemente dá. Se tiveres pouco, desse pouco dá de bom coração. Assim acumularás uma boa recompensa para o dia da necessidade, porque a esmola livra do pecado e da morte, e preserva a alma de cair nas trevas. A esmola será, para todos que a praticam, um motivo de grande confiança diante de Deus Altíssimo." Tb 4,7-12
O Eclesiástico, como visto (Eclo 14,13), também exaltou essa forma caridade: "Todavia, sê indulgente para com o miserável e não o faças esmorecer depois da esmola. Por causa do Mandamento, socorre o pobre e não o deixes ir de mãos vazias em sua indigência. Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti a fim de te preservar de todo mal. Para combater teu inimigo, ela será mais poderosa arma que o escudo e a lança de um valente." Eclo 29,11-12.15-16
Até havia advertido: "Meu filho, não negues esmola ao pobre nem dele desvies os olhos. Não desprezes aquele que tem fome, não irrites o pobre em sua indigência. Não aflijas o coração do infeliz, não recuses tua esmola àquele que está na miséria, não rejeites o pedido do aflito... Não desvies os olhos do indigente para que ele não se zangue. Àqueles que pedem, não dês motivo de te amaldiçoarem pelas costas, pois a imprecação daquele que te amaldiçoa na amargura de sua alma será atendida. Aquele que o criou, atendê-lo-á." Eclo 4,1-4a.5-6
Também exaltou os empréstimos, mesmo sob todo risco: "Empresta a teu próximo quando ele estiver necessitado, e de teu lado, paga-lhe o que lhe deves no aprazado tempo. Cumpre tua palavra e lealmente procede com ele, e em toda ocasião acharás o que te é necessário. Perde teu dinheiro em favor de teu irmão e de teu amigo, mas não o escondas debaixo de uma pedra para ficar perdido. Gasta teu tesouro segundo o preceito do Altíssimo, e isso aproveitá-te-á mais que o ouro. O homem de bem responsabiliza-se pelo próximo. O homem que perdeu a vergonha abandona-o a si próprio." Eclo 29,2-3.13-14.19
E firmou: "A esmola do homem é para Deus como um selo, e para Ele a beneficência do homem é como a pupila dos olhos." Eclo 17,18
De fato, as esmolas foram decisivas para o representante do primeiro grupo de pagãos a receber o Espírito Santo: "Havia em Cesareia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso. Ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e constantemente rezava. Este homem claramente teve uma visão, pela nona hora do dia: aproximou-se dele um anjo de Deus e chamou-o: 'Cornélio!' Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: 'Que há, Senhor?' O anjo replicou: 'Tuas orações e tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.'" At 10,1-5
Enfim, temos as palavras do próprio Jesus sobre o poder que elas têm: "Disse-lhe o Senhor: 'Vós, fariseus, limpais o que está por fora do vaso e do prato, mas vosso interior está cheio de roubo e maldade! Insensatos! Quem fez o exterior também não fez o conteúdo? Antes dai em esmola o que possuís, e todas coisas sê-vos-ão limpas.'" Lc 11,39-41
Ele já havia pregado aos discípulos, como vimos (Lc 14,13), a total entrega à Divina Providência. E vai arrematar: "Vendei o que possuís e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se gastam, um inesgotável tesouro nos Céus, aonde o ladrão não chega e não o destrói a traça." Lc 12,33
Ele já havia pregado aos discípulos, como vimos (Lc 14,13), a total entrega à Divina Providência. E vai arrematar: "Vendei o que possuís e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se gastam, um inesgotável tesouro nos Céus, aonde o ladrão não chega e não o destrói a traça." Lc 12,33
E toda a Igreja de Jesus, para ser exemplo, deve abraçar a plena fé: "Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, mas Vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só segundo à duração de sua vida? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de tudo isso." Mt 6,25-27.31-32
Como virtude que se opõe à avareza, portanto, a caridade é tão preciosa que sem ela nem mesmo a esmola e a doação têm valor. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios emblematicamente discorreu: "Ainda que distribuísse todos meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante." 1 Cor 13,3-4
Por isso, Jesus mesmo advertiu da caridade feita por vaidade: "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto a Vosso Pai que está no Céu. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Na Verdade, digo-vos: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez. Assim, tua esmola será feita em segredo, e Teu Pai, que vê o escondido, recompensá-te-á." Mc 6,1-4
Como capitular ensinamento sobre reconhecimento ou gratidão, Ele abertamente pronunciou-Se: "Não espero dos homens Minha Glória." Jo 5,41
Seu foco, em exclusivo, é as celestiais recompensas: "Igualmente dizia àquele que O tinha convidado: 'Quando deres alguma ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem parentes, nem ricos vizinhos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. Mas quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas sê-te-á retribuído na Ressurreição dos justos.'" Lc 14,12-14
Numa síntese, em ultimas pregações, Ele citou quase que só a caridade material como critério do Juízo, seja o particular, seja o Final, como na parábola das ovelhas e dos cabritos: "Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e Me deste de comer, tive sede e Me deste de beber, era peregrino e Me acolheste, nu e Me vestiste, enfermo e Me visitaste, estava na prisão e viestes a Mim." Mt 25,34-36
E em Sua última Palavra sobre o assunto no Livro de Apocalipse de São João, deixou um duro recado aos orgulhosos ricos: "Conheço tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. Pois dizes: 'Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito', e não sabes que és tu o infeliz: miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de Mim ouro provado ao fogo, para ficares rico, alvas roupas para te vestir, a fim de que a vergonha de tua nudez não apareça, e um colírio para ungir os olhos, de modo que claramente possas ver." Ap 3,15-18
"Recebei, ó Senhor, nossa oferta!"
Como virtude que se opõe à avareza, portanto, a caridade é tão preciosa que sem ela nem mesmo a esmola e a doação têm valor. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios emblematicamente discorreu: "Ainda que distribuísse todos meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante." 1 Cor 13,3-4
Por isso, Jesus mesmo advertiu da caridade feita por vaidade: "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto a Vosso Pai que está no Céu. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Na Verdade, digo-vos: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez. Assim, tua esmola será feita em segredo, e Teu Pai, que vê o escondido, recompensá-te-á." Mc 6,1-4
Como capitular ensinamento sobre reconhecimento ou gratidão, Ele abertamente pronunciou-Se: "Não espero dos homens Minha Glória." Jo 5,41
Seu foco, em exclusivo, é as celestiais recompensas: "Igualmente dizia àquele que O tinha convidado: 'Quando deres alguma ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem parentes, nem ricos vizinhos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. Mas quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas sê-te-á retribuído na Ressurreição dos justos.'" Lc 14,12-14
Numa síntese, em ultimas pregações, Ele citou quase que só a caridade material como critério do Juízo, seja o particular, seja o Final, como na parábola das ovelhas e dos cabritos: "Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e Me deste de comer, tive sede e Me deste de beber, era peregrino e Me acolheste, nu e Me vestiste, enfermo e Me visitaste, estava na prisão e viestes a Mim." Mt 25,34-36
E em Sua última Palavra sobre o assunto no Livro de Apocalipse de São João, deixou um duro recado aos orgulhosos ricos: "Conheço tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. Pois dizes: 'Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito', e não sabes que és tu o infeliz: miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de Mim ouro provado ao fogo, para ficares rico, alvas roupas para te vestir, a fim de que a vergonha de tua nudez não apareça, e um colírio para ungir os olhos, de modo que claramente possas ver." Ap 3,15-18
"Recebei, ó Senhor, nossa oferta!"
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