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sábado, 25 de abril de 2026
São Marcos Evangelista
A primeira menção bíblica a São Marcos é quando o Príncipe dos Apóstolos, libertado por seu Anjo da Guarda da prisão imposta por Herodes Antipas, vai deixar um recado numa casa em Jerusalém, onde a Santa Igreja Católica rezava por ele, achando que ainda estava preso e seria martirizado (cf. At 12,19). De fato, havia poucos dias, esse tetrarca de Galileia mandara matar São Tiago Maior, irmão de São João Apóstolo, à espada (cf. At 12,2). É do Livro de Atos dos Apóstolos: "(Pedro) Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração." At 12,12
De toda forma, é certo que, quase 20 anos mais tarde, São Barnabé e São Paulo já se faziam acompanhar por ele desde suas primeiras missões: "Tendo Barnabé e Saulo concluído sua missão, voltaram de Jerusalém (para Antioquia), consigo levando João, que tem por sobrenome Marcos." At 12,25
São Marcos, pois, estava em tão santa companhia quando partiram de Antioquia para Chipre, sob a guia do Divino Paráclito, em determinação dada durante uma Santa Missa: "Enquanto celebravam o Culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: 'Separai-Me Barnabé e Saulo para obra a que os tenho destinado.' Chegados a Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Com eles tinham João, para os auxiliar." At 13,2.5
E foi na região de Panfília que São Marcos, por injustificável motivo conforme São Paulo, os abandonou: "Paulo e seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, em Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou a Jerusalém." At 13,13
Logo após o Concílio de Jerusalém, e a apresentação de sua resolução na cidade de Antioquia, que dizia não ser necessário circuncidar os cristãos vindos do paganismo, São Paulo queixou-se a São Barnabé desta atitude de São Marcos, e não mais o queria consigo em missão. Tal fato causou uma momentânea ruptura entre estes 'Apóstolos', mas, como desígnio de Deus, em muito acabou aumentando a área à qual eles serviam, e São Paulo passou a se acompanhar de São Silas, também chamado São Silvano, ministrando o Sacramento da Crisma: "Ao termo de alguns dias, disse Paulo a Barnabé: 'Tornemos a visitar os irmãos por todas cidades onde temos pregado a Palavra do Senhor, para ver como estão passando.' Barnabé queria levar consigo João, que tinha por sobrenome Marcos. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília, e não os havia acompanhado no Ministério. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, consigo levando Marcos, navegou para Chipre. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à Graça do Senhor, partiu. Ele percorreu Síria, Cilícia, confirmando as igrejas." At 15,36-40
São Marcos era primo de São Barnabé, um discípulo tão querido e tão cheio do Espírito Santo que São Paulo e São Lucas o chamavam de Apóstolo. E não foi à toa que estes primos seguiram para Chipre. Segundo São Jerônimo, eles eram judeus cipriotas e também levitas, ou seja, sacerdotes por descendência, e moravam numa colônia cipriota em Jerusalém.
Ficou claro, entretanto, que a desavença entre o Apóstolo dos Gentios e São Marcos foi resolvida, pois a Carta de São Paulo aos Colossenses o recomenda, deixando um registro de que nosso Santo lhe servia enquanto esteve preso pela primeira vez em Roma. Certamente lhe cabia a função de divulgar suas prédicas e manter seu contato com os católicos romanos, que viviam a fé na clandestinidade mas ajudavam a suprir suas necessidades: "Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções. Se este for ter convosco, bem o acolhei." Cl 4,10
Logo após o Concílio de Jerusalém, e a apresentação de sua resolução na cidade de Antioquia, que dizia não ser necessário circuncidar os cristãos vindos do paganismo, São Paulo queixou-se a São Barnabé desta atitude de São Marcos, e não mais o queria consigo em missão. Tal fato causou uma momentânea ruptura entre estes 'Apóstolos', mas, como desígnio de Deus, em muito acabou aumentando a área à qual eles serviam, e São Paulo passou a se acompanhar de São Silas, também chamado São Silvano, ministrando o Sacramento da Crisma: "Ao termo de alguns dias, disse Paulo a Barnabé: 'Tornemos a visitar os irmãos por todas cidades onde temos pregado a Palavra do Senhor, para ver como estão passando.' Barnabé queria levar consigo João, que tinha por sobrenome Marcos. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília, e não os havia acompanhado no Ministério. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, consigo levando Marcos, navegou para Chipre. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à Graça do Senhor, partiu. Ele percorreu Síria, Cilícia, confirmando as igrejas." At 15,36-40
São Marcos era primo de São Barnabé, um discípulo tão querido e tão cheio do Espírito Santo que São Paulo e São Lucas o chamavam de Apóstolo. E não foi à toa que estes primos seguiram para Chipre. Segundo São Jerônimo, eles eram judeus cipriotas e também levitas, ou seja, sacerdotes por descendência, e moravam numa colônia cipriota em Jerusalém.
Ficou claro, entretanto, que a desavença entre o Apóstolo dos Gentios e São Marcos foi resolvida, pois a Carta de São Paulo aos Colossenses o recomenda, deixando um registro de que nosso Santo lhe servia enquanto esteve preso pela primeira vez em Roma. Certamente lhe cabia a função de divulgar suas prédicas e manter seu contato com os católicos romanos, que viviam a fé na clandestinidade mas ajudavam a suprir suas necessidades: "Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções. Se este for ter convosco, bem o acolhei." Cl 4,10
Ainda nesta prisão, há menção a São Marcos na Carta de São Paulo a Filêmon, porém deixa claro que ele não estava preso consigo, mas colaborava na divulgação do Evangelho (cf. Fm 13) com o distintivo de primeiro da lista: "Enviam-te saudações Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores." Fm 23-24
Na Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, nosso Apóstolo, já bem próximo de sua morte, dá bom testemunho de São Marcos e pede-o para os serviços da Igreja Una, seguramente da Palavra: "Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o Ministério." 2 Tm 4,11
Contudo, o mais importante registro bíblico sobre São Marcos, por ajudar a o identificar como o escritor do 'Evangelho Segundo São Pedro', está mesmo na Primeira Carta de São Pedro. Ele fala da igreja de Roma, seu bispado, e a São Marcos se refere com especial carinho: "A igreja escolhida de Babilônia saúda-vos, assim como também Marcos, meu filho." 1 Pd 5,13
Ainda há dois outros importantes testemunhos a favor dessa tradição. Primeiro, São Justino, Padre Apologista e Padre Grego, teólogo, que viveu do ano 100 a 165 e registrou que o Evangelho Segundo São Marcos eram as "Memórias de Pedro". Depois, Santo Irineu, que foi Varão Apostólico, Padre Grego, teólogo e escritor cristão, viveu do ano de 130 a 202, e deixou escrito: "Depois da morte de Pedro e Paulo, Marcos, discípulo e intérprete de Pedro, transmitiu-nos por escrito o que ele havia pregado."
Alguns pretendem que São Marcos já teria idade bastante durante a instituição da Santíssimo Sacramento, e assim estaria entre os 72 discípulos enviados em missão por Jesus, conforme apontamento do Evangelho Segundo São Lucas, logo após o episódio da Transfiguração: "Depois disso, ainda designou o Senhor setenta e dois outros discípulos e os mandou, dois a dois, adiante de Si, por todas cidades e lugares para onde Ele tinha que ir." Lc 10,1
Também afirmam que mais tarde ele teria abandonado Jesus, após O ouvir anunciar Sua Carne e Seu Sangue como o Pão do Céu e deve ser comido por aqueles que desejam a Salvação, como o Evangelho Segundo São João registrou: "Desde então, muitos de Seus discípulos se retiraram e já não andavam com Ele." Jo 6,66
Ainda dizem os defensores dessa tese que São Pedro o teria reconvertido tempos depois, consigo levando-o em suas viagens (cf. At 9,32) e até Roma. Mas não há nenhum sério registro a favor desses relatos, a não ser uma lista dos '70 discípulos' de Santo Hipólito, obra muito pouco consistente, escrita entre os séculos II e III, segunda a qual, talvez por falta de nomes para completar o rol, haveria três Marcos: o Evangelista, João Marcos e Marcos, primo de Barnabé.
Ademais, a mesma tradição, que aponta a casa de Maria, mãe de nosso Santo, como o Cenáculo, indica o Jardim das Oliveiras como sua propriedade, e identifica o jovem, que fugiu nu quando Jesus foi preso, como São Marcos, o que o coloca bem próximo aos Apóstolos e explicaria sua familiaridade com São Pedro. Está no próprio Evangelho Segundo São Marcos: "Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho, e prenderam-no. Mas lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido." Mc 14,51-52
Ademais, a mesma tradição, que aponta a casa de Maria, mãe de nosso Santo, como o Cenáculo, indica o Jardim das Oliveiras como sua propriedade, e identifica o jovem, que fugiu nu quando Jesus foi preso, como São Marcos, o que o coloca bem próximo aos Apóstolos e explicaria sua familiaridade com São Pedro. Está no próprio Evangelho Segundo São Marcos: "Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho, e prenderam-no. Mas lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido." Mc 14,51-52
O Evangelho Segundo São Marcos é pontual, truncado e, dada a autoridade de São Pedro, foi usado para complementar ou mesmo embasar o Evangelho Segundo São Mateus, e depois o Evangelho Segundo São Lucas. Este último chega a usar inteiras frases de São Marcos, inclusive copiando seus vários erros em língua grega, quando nosso Amado Médico tão bem a dominava. Nisso deve ser vista uma profunda reverência ao Príncipe dos Apóstolos, além da extremada fidelidade de São Lucas à Palavra.
É o Evangelho mais usado pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo depois do de São Mateus. De fato, seu vocabulário é limitado, tem erros gramaticais e apresenta apenas duas pregações de Jesus, mas é prático e realista, e dá detalhes bem verossímeis, como duas frases de Jesus em aramaico, que, além dele, só São Mateus usou, certamente por o copiar. São Marcos, enfim, é o único que apresenta Jesus como: '... o filho de Maria...' Mc 6,3
Fiel espelho da humildade de São Pedro, ele não menciona as honras nem o destaque que lhe foi dado por Jesus, mas dá pormenores das três negações como nenhum Evangelho, o que comprova o Príncipe dos Apóstolos como sua fonte de informação e dá indícios do quanto que este fato pesou na consciência do grande pescador de almas que ele foi (cf. Lc 5,10).
Batizado e ordenado Bispo por São Pedro, suas missões encheram de orgulho nosso Primeiro Papa, que, confiante em sua inspiração, o mandou a Egito, especificamente Alexandria, onde vivia o maior e mais estudioso segmento de judeus de então. Aí ele obteve grande sucesso e foi homenageado, pela igreja 'ortodoxa' copta, com uma catedral em Cairo, a maior igreja de toda África, cujas fundações são do primeiro século.
Após o martírio de São Pedro, nosso evangelista tratou de lhe erigir uma igreja lá mesmo em Egito, na cidade de Alexandria, onde foi o primeiro Bispo segundo registros de São Jerônimo e Eusébio. Nesses termos, pode-se dizer que São Marcos foi o fundador do cristianismo em África. Por sinal, vários rituais da liturgia da igreja copta são atribuídos a ele, sem que jamais tenha havido alguma negação ou sequer controvérsia.
Em Alexandria, então a segunda maior cidade do Império Romano, menor apenas para a própria Roma, na Páscoa do ano de 68 São Marcos foi martirizado por pagãos que cultuavam deuses gregos, pois aí a cultura helenística ainda predominava, além de em várias regiões de Oriente Médio. Uma tradição diz que lhe amarram um corda ao pescoço e o arrastaram pelas ruas. Outra, que ele foi morto no altar, enquanto celebrava o Santíssimo Sacramento.
Em 828, seus restos mortais foram roubados de Alexandria por mercadores da República de Veneza, pois temiam que fossem violados pelos já corriqueiros atos de vandalismo no repentino e violento 'crescimento' do Islamismo, imposto à força de espada. Eles esconderam suas relíquias entre a carne de porco, porque era uma carga que os muçulmanos não inspecionavam. Uma vez em Veneza, foi-lhes construída a Basílica de São Marcos, onde seus restos se encontram sob o altar.
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