quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Textos para Celular

 
Anuário de Leituras Bíblicas

Acesso: dizemasescrituras.blogspot.com

Santa Dulce dos Pobres


    Aos 13 anos, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes foi com uma tia materna visitar os pobres atendidos num convento de Freiras. Nesse dia, ela decidiu-se: "Quero ser Freira e dedicar minha vida aos pobres." Assim começava a vida espiritual do 'Anjo Bom de Bahia', nascida em São Salvador a 26 de maio de 1914, filha de Augusto Lopes Pontes, que era muito católico, e Dulce Maria de Souza Brito, sendo a segundo de cinco filhos. Nossa Santa recebeu a Primeira Comunhão em 1922, na Igreja de Santo Antonio Além do Carmo, junto aos irmãos Augusto e Dulcinha.
    Quando conheceu Irmã Rosa Schüller em 1929, que pela primeira vez lhe falou sobre a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, pertencente à Ordem Terceira Regular de São Francisco, logo quis entrar no Convento de Santa Clara dos Desterros, mas foi recusada por ser muito jovem. Esse fato, porém, não a impediu de começar a ajudar os mais carentes, pois com a permissão dos pais começou a fazer de sua casa um ponto de apoio para mendigos, doentes e necessitados. Em 20 de agosto de 1932, recebeu o Sacramento da Crisma pelas mãos do Arcebispo Augusto Álvaro da Silva.
    E em 15 de janeiro de 1933, aos 18 anos, matriculou-se na Ordem Terceira Franciscana, recebendo o nome de Irmã Lúcia, obteve o diploma de professora do primário, mas em 9 de fevereiro ingressou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no convento de Nossa Senhora do Carmo da cidade de São Cristóvão, estado de Sergipe. Um ano e meio depois, a 15 de agosto, já fazia sua profissão de votos e adotava o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe, que havia perdido aos 6 anos de idade. Venerava Santa Teresinha do Menino Jesus, e como ela queria colocar um gesto de amor em cada um de seus atos. Tinha pequeno corpo e de frágil aparência, porém sua obra iria mostrar do que é capaz uma alma tomada pela e pelo amor a Cristo e ao próximo.


    Iniciou o noviciado a 15 de agosto de 1934, e em setembro foi enviada à cidade de São Salvador, ao Hospital Espanhol, para desempenhar funções de sacristã, porteira, enfermeira e chefe do setor de radiologia. Em 1935 deu aulas história e geografia no Colégio Santa Bernadette, de sua Congregação, mas aproveitava todo tempo restante para visitar e ajudar as mais pobres comunidades, como as de Alagados e Itapagipe. Em pouco mais de dois anos, trabalhando com seu pai espiritual, Frei Hildebrando Kruthaup, um franciscano, em 1937 já haviam fundado a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão de trabalhadores de Bahia, que se tornou o Círculo Operário de Bahia, uma escola de ofícios, mantido por 3 cinemas populares que ela e o Frade construíram com doações. O objetivo era criar mais cooperativas, que promovessem social e culturalmente os trabalhadores e defendessem seus direitos.


    Em 1939, abriu o Colégio Santo Antonio para os trabalhadores e seus filhos. Destemida, invadiu cinco casas abandonadas na Ilha dos Ratos, para que servissem de abrigo para os enfermos que recolhia das ruas. Ao ser expulsa, improvisou vários lugares por mais de 10 anos até ter que os abrigar, por falta de opção, no galinheiro do Colégio Santo Antonio, e por isso foi muito criticada: não seria um lugar digno. Mas, além do apoio de sua superiora, ela estava quase só numa luta aparentemente inglória em defesa dos abandonados. Contava apenas com a ajuda da própria comunidade de pobres onde morava.
    Contudo, não desistia: ia aonde podia pedir alimentos, remédios, assistência médica de colaboradores e ajuda financeira. Na maioria das vezes, só era atendida por pequenos comerciantes e amigos, que se comoviam com seus esforços. Para seguir trabalhando, em 8 de janeiro de 1941 obteve diploma de farmacêutica e, alguns anos depois, também se tornou enfermeira. Em 1946, fez uma campanha para entronizar o Sagrado Coração de Jesus nas fábricas de Itapagipe, e em 11 de junho de 1947, com Irmã Plácida e Irmã Hilária, fundou o Convento de Santo Antônio, anexo ao Círculo Operário de Bahia, e foi eleita superiora.
    Em 26 de maio de 1959 fundou a Associação Obras Sociais, que reunia todas suas iniciativas, para angariar fundos internacionais. Igualmente fundou um orfanato numa pequena cidade, Simões Filho, muito carente, vizinha a Salvador, em 1964, que chamou de Centro Educacional Santo Antonio, nome recorrente de suas obras sociais. Era o Santo a quem ela tanto rezava enquanto adolescente, pedindo que lhe mostrasse se deveria casar-se ou ser Freira. Esse Centro hoje funciona como escola para 300 alunos, de 3 aos 17 anos, e ministra cursos profissionalizantes. Enfim, com o auxílio de várias voluntárias, em 17 de janeiro de 1984 fundou o Instituto das Filhas de Maria Servas dos Pobres, para seguir oferecendo o mesmo carisma aos mais necessitados.
    Seu grande empenho, pois, não foi em vão. Depois de anos de diária e caridosa dedicação, aos poucos veio o reconhecimento: o galinheiro hoje é o Hospital Santo Antonio, com 11 núcleos de especialidades médicas e capacidade para 700 pacientes e 200 casos ambulatoriais. Gratuitamente atende mais de 1 milhão de pessoas por ano. Desde o início, ela dizia: "Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última porta, e por isso eu não posso fechá-la."
    Ainda em 1980, de visita a Brasil, o Papa São João Paulo II fez questão de a receber e publicamente reconheceu seu tocante trabalho pelos pobres.
    Em 1988, sua indicação foi aceita para o prêmio Nobel da Paz.


    Em 1991, recebeu uma especial deferência do Papa São João Paulo II, que em segunda visita a Brasil fez questão de a visitlar no hospital, pois já estava bastante enferma e fragilizada.
    Ela ensinou:

    "Ame simplesmente, porque nada nem ninguém pode acabar com um amor sem explicação!"
    "O que fazer para mudar o mundo? Amar. O amor pode, sim, vencer o egoísmo."
    "No coração de cada homem, por mais violento que seja, sempre há uma semente de amor prestes a brotar."
    "Miséria é a falta de amor entre os homens."
 
    "Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala."
    "Tudo seria melhor se houvesse mais amor."
    "Se houvesse mais amor, o mundo seria outro. Se nós amássemos mais, haveria menos guerra. Tudo está resumido nisso: dê o máximo de si em favor de seu irmão, e, assim sendo, haverá paz na Terra."
    "O amor supera todos obstáculos, todos sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós."
    "As pessoas que espalham amor não têm tempo nem disposição para jogar pedras."
    "Minha política é a do amor ao próximo."
    "Não entro na área política, não tenho tempo para me inteirar das implicações partidárias. Meu partido é a pobreza."
    "A preocupação com os bens materiais é natural, faz parte da vida humana. Mas o importante, o que de fato valoriza a vida são os gestos que rendem juros e correção na conta aberta em nome de cada um de nós no banco do Céu."
    "O importante é fazer caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus."
    "É preciso que todos tenham fé e esperança em um futuro melhor. O essencial é confiar em Deus. O amor constrói e solidifica."
    "Tudo se torna mais fácil quando se tem fé. Não uma fé oscilante, mas uma fé firme n'Aquele que tudo pode e tudo nos concede."
    "Não existe estado mais sublime que o da pessoa que consagra sua vida a Deus. Devemos ser ricos Evangelhos, uma aliança no amor mútuo, uma comunhão íntima entre a alma consagrada e Deus."
    "Nós, portadores de Cristo, devemos dar às pessoas testemunho de vida dedicada a Deus na pessoa do pobre."
    "Se Deus viesse a nossa porta, como seria recebido? Aquele que bate a nossa porta, em busca de conforto para sua dor, para seu sofrimento, é outro Cristo que nos procura."
    "Deus transmite-nos todas Graças de que necessitamos para bem executar nosso trabalho de amor e dedicação sem reserva a nossos irmãos sofredores: os pobres."
    "É certo que a vida de doação exige grandes sacrifícios, mas a felicidade íntima de que se desfruta, a tranquilidade e a Paz interior, conhecida tão somente por aqueles que fizeram uma doação, são seus frutos."
    "Devemos levar uma vida edificante e santa, principalmente na comunidade, na vida fraterna, na família, na qual devemos olhar as virtudes de nossos irmãos e irmãs, e não seus defeitos."
    "Procuremos viver em união, em espírito de caridade, perdoando uns aos outros nossas pequenas faltas e defeitos. É necessário saber desculpar para viver em Paz e união."
    "O corpo é um templo sagrado, a mente, o altar. Então, devemos cuidá-los com o maior zelo. Corpo e mente são o reflexo de nossa alma, a forma como nos apresentamos ao mundo e um cartão de visitas para nosso encontro com Deus."
    "Nós somos como um lápis com que Deus escreve os textos que Ele quer ditos aos corações dos homens."
    "Toda nossa vida deve ser em função do amor a Deus. Amemos, amemos com um amor sem limites a nosso Amado Jesus."
    "No amor e na fé encontraremos as forças necessárias para nossa missão."
    "Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos d'Ele."
    "Habitue-se a ouvir a voz de seu coração. É através dele que Deus fala conosco e nos dá a força de que necessitamos para seguirmos em frente, vencendo os obstáculos que surgem em nossa estrada."
    "Se não gosto de cozinha, por exemplo, e me mandam para lá, eis uma boa ocasião de oferecer um sacrifício, realizar uma boa ação, fazer por amor a Deus."
    "Devemos confiar incondicionalmente na Providência. Nunca me preocupei em saber como iria sustentar tanta gente, tantos doentes, pagar funerais, médicos, remédios etc."
    "Os benfeitores, a quem eu nunca conseguirei agradecer plenamente, não se sintam completamente seguros: ainda haverá outras ocasiões em que bateremos às portas de seus generosos corações para pedir mais ajuda."
    "Obra de Deus não se interrompe, porque Ele não permite. Se foi Deus Quem construiu o hospital, por que haveria de sofrer interrupção? Eu nada fiz, porque nada sou. Quem faz tudo é Deus, nunca se esqueça disso."
    "Foi nosso povo, com sua fé, sob inspiração de Deus, que construiu toda essa obra."
    "Após mais de quarenta longos anos de serviço para Deus e para os pobres, sei que me resta pouco tempo de vida. Minha saúde, abalada constantemente, faz-me relembrar que meu prazo de permanência neste mundo é muito curto."

    Em 1992, aos 77 anos, o Anjo Bom de Bahia foi para a casa do Pai.
    Serviu ao povo carente por mais de 50 anos. Viveu tão somente para fazer caridade e assim se via muito feliz: "Se fosse preciso, começaria tudo outra vez, do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente."
    Santa Teresa de Calcutá era grande admiradora de seu trabalho.


    Em sua homenagem e para atender constantes visitas de agradecidos peregrinos, fez-se um memorial em Salvador.


    Santa Dulce dos Pobres, rogai por nós!

Santo Hipólito


    Por seu exaltado amor à Sã Doutrina, teve bastante conturbada vida: maior teólogo do século III, frequentemente entrava em conflito com os próprios cristãos, e chegou a ser aclamado Papa por um grupo de dissidentes, que eram seus seguidores. Foi o primeiro antipapa, portanto, mas iria reconhecer seus erros e morreu como Santo.
    Hippolytus nasceu em Roma no ano de 170. De reconhecidas erudição e eloquência, foi discípulo de Santo Irineu, que havia sido discípulo de São Policarpo, o que lhe assegurou mais que sólida formação doutrinária graças à Sagrada Tradição. Ora, São Policarpo, Bispo e mártir, foi discípulo de ninguém menos que São João Evangelista, o Amado Discípulo (cf. Jo 13,23), maior teólogo entre os Apóstolos, o que confere a São Policarpo o título de Padre Apostólico e a Santo Irineu o de Varão Apostólico. Este último, ademais, é Doutor da Igreja, grande teólogo que debelou as primeiras heresias, nomeadamente o gnosticismo, que ameaçavam a Sã Doutrina no segundo século da Igreja Católica Apostólica Romana.
    Assim nosso Santo profundamente influenciou Orígenes, teólogo e filósofo da Patrística, que ouviu suas aclamadas pregações e cuidou de registrar as memoráveis. Santo Hipólito escreveu obras de Cristologia, Escatologia, exegese, homilética, apologética, polêmica, cronografia e Direito Canônico. Seu livros ainda hoje são lidos, como 'Teorias Filosóficas', o 'Livro de Daniel' e, a mais importante, por retratar os primeiros anos da Santa Madre Igreja, 'A Tradição Apostólica'. Nela vemos registros dos primeiros ritos da Igreja fundada por Jesus sob o bispado de São Pedro em Roma. É igualmente o autor da memorável 'Refutação de todas heresias (Philosophumena)', obra em que seguiu combatendo o gnosticismo e deixou a melhor descrição do que esta heresia e as sociedades secretas da época representavam, provando ser grande conhecedor da filosofia grega.
    Era presbítero, termo para nosso Padre, em Roma durante o papado de Zeferino, entre 199 e 217, e rebelou-se contra ele, injustamente o acusando de modalismo, uma heresia que considerava Deus e Jesus a mesma Pessoa, que apenas teriam diferentes Nomes. Não pôde, porém, sustentar essa acusação, pois na verdade o Papa Zeferino com maestria pregava o entendimento que levaria à compreensão da Santíssima Trindade, sustentando que Deus é simultaneamente Pai, Filho e Espírito Santo, mas em Três diferentes Pessoas.
    Em suas críticas, Santo Hipólito achava que Zeferino não possuía conhecimento suficiente para ser Papa, e que seria manipulado por Calisto, seu Diácono. Contudo, por seus agressivos pronunciamentos, ele afetava cada vez mais a autoridade papal e a Unidade da Igreja, ainda que cuidasse estar apenas defendendo a Doutrina e a Disciplina.
    Impulsivo e temperamental, chegou ao extremo de declaradamente romper com o papado quando São Calisto I foi aclamado sucessor de Zeferino, em 217, e estendeu a absolvição dos pecados pelo Sacramento da Confissão também em casos de Arrependimento por reincidência em pecados mortais, como adultério, homicídio e apostasia. Demasiadamente rigoroso, Santo Hipólito achava um escândalo que o perdão fosse concedido mais de uma vez nesses casos. Em tempos que a Igreja Una ainda não exigia o celibato, ele também condenava São Calisto por admitir como Sacerdote homens que tivessem sido casados duas ou três vezes, e conceder o Sacramento do Matrimônio entre escravos e mulheres livres, o que as leis civis romanas proibiam.


    Como era muito admirado por seus conhecimentos, seus seguidores aclamaram-no Bispo de Ostia, uma cidade costeira próxima a Roma, e em seguida, em paralelo à eleição de São Calisto I, para o papado, o que causou divisão tanto entre Sacerdotes como entre os fiéis da região. A maior parte do Clero, entretanto, não cedeu a suas contestações, e continuou fiel a São Calisto I.
    O 'Cisma de Santo Hipólito' durou quase 20 anos, pois ele ainda fez oposição aos Papas Urbano, que liderou a Igreja Apostólica de 222 a 230, e São Ponciano, de 230 a 235. Alexandro Severo, imperador até então, era condescendente com todas religiões e preferiu não interferir. Mas quando Maximino Trácio assumiu, iniciou-se um novo período de perseguições aos cristãos, e Santo Hipólito e São Ponciano foram condenados a trabalhos forçados numa mina de pedra na ilha de Sardenha, a oeste da Península Itálica.
    O gesto que teria convertido Santo Hipólito foi a humildade com que São Ponciano renunciou ao papado, para que a Igreja Católica não ficasse sem o Sumo Pontífice, a ponte entre os Céus e a Terra. O primeiro Papa deportado, portanto, também foi o primeiro a usar o extremo recurso da renúncia, sempre e exclusivamente pensando no bem da Igreja de Deus Vivo. Santo Hipólito, profundamente tocado em seu ríspido e intolerante coração, pediu perdão a São Ponciano que, além não lhe ter raiva, com frequência rezava pela conversão de sua alma, e assim lhe deu o Sacramento da Reconciliação com Deus.


    Expostos a intensos maus tratos, açoites e até torturas, Santo Hipólito veio a falecer, e pouco depois também São Ponciano, ainda no mesmo ano em que foram exilados, 235. Após a permissão para a prática do Catolicismo em todo Império Romano, no dia 13 de agosto de 354 seus restos mortais foram transportados juntos para Roma, onde tiveram recepção com a devida solenidade, pois os cristãos bem cultuavam suas memórias. Tendo vivido entre 347 e 420, São Jerônimo, Doutor da Igreja e tradutor da Bíblia para o latim, conhecida como Vulgata, sob sua autoridade de grande historiador chamava Santo Hipólito de o 'mais Santo e eloquente homem'. Muito zeloso da Sagrada Tradição, igualmente foi nosso Santo que preservou a primeira liturgia escrita sobre a Virgem Maria, que era usada na cerimônia do Sacramento da Ordenação dos bispos. Ele é o Santo Padroeiro dos carcereiros, e também venerado como Santo pela igreja 'ortodoxa' e anglicana.
    Santo Hipólito foi enterrado na Via Tiburtina e São Ponciano nas Catacumbas chamadas de São Calisto, que na verdade haviam sido criadas pelo Papa Zeferino, para dar digno destino e local de veneração aos restos mortais dos Santos e Papas durante os períodos de perseguição romana. Aí também está a Cripta dos Papas, a mais importante área das Catacumbas de São Calisto, igualmente chamada de 'O Pequeno Vaticano', à qual São Damásio mandou afixar uma bem conhecida lápide. Tão preservado segredo, essa cripta só foi redescoberta em 1854.


    Contra os saques e profanações dos inimigos do Império Romano, as relíquias dos Santos foram transferidas para as igrejas do centro de Roma, e assim as de Santo Hipólito. No século VIII, elas foram doadas pelo Papa Paulo I ao renomado Abade Fulrado, importante conselheiro do rei de França, Pepino, o breve, e levadas à abadia beneditina da comuna de São Dionísio, nos arredores de Paris, onde tinha uma capela em sua homenagem. Essa abadia, porém, seria substituída pela atual Catedral de São Dionísio, no ano de 1137.
    Esse Abade também doou partes das relíquias ao mosteiro por ele fundado em sua comuna natal, Fulradovillare, na Alsácia, centro-leste de França, que por isso passou a se chamar Santo Hipólito. Aí elas estão expostas num relicário de vidro sob o altar.


    Santo Hipólito, rogai por nós!