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sábado, 23 de maio de 2026
Testemunhar Jesus
Todos que cremos em Jesus temos uma missão: ser Suas testemunhas. Deus quer-nos ativos participantes na construção de Seu Reino, o que devemos fazer dando exemplo por atitudes e sendo capazes de explicar a razão de nossa fé. A Primeira Carta de São Pedro dava exatamente essa recomendação: "Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos para dar a razão de vossa esperança a todo aquele que vos pedir, mas fazei-o com suavidade e respeito." 1 Pd 3,15b
Sacerdotes ordenados e Sacerdotes leigos, portanto, estamos todos encarregados desse serviço em defesa da Verdade, o que inclui a caridade material para com todos. E tudo começou com os Apóstolos, pois precisamente para isso foram chamados. No Livro de Atos dos Apóstolos, antes de ascender aos Céus, Jesus disse-lhes: "... mas descerá sobre vós o Espírito Santo e dá-vos-á força. E sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins do mundo." At 1,8
Por isso, diante do primeiro grupo de pagãos a ser convertido ao Cristianismo, São Pedro abertamente declarava a missão dos Doze: "E nós somos testemunhas de tudo que Ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém." At 10,39
Mas como Jesus lhes havia assegurado, os Apóstolos não estavam sós: tinham o Divino Paráclito. Depois que foram presos por causa de suas pregações, o Príncipe dos Apóstolos alegou perante o Sinédrio, o conselho dos judeus em Jerusalém: "O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-O num madeiro. Deus elevou-O pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. Destes fatos, nós somos testemunhas! Nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,30-32
Aliás, a presença do Divino Espírito nos membros da Igreja Católica confirma a Salvação oferecida por Cristo na Santa Cruz, conforme os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus: "Por uma só oblação, Ele realizou a definitiva perfeição daqueles que recebem a santificação. É o que o testemunho do Espírito Santo nos confirma." Hb 10,14-15a
Mas como Jesus lhes havia assegurado, os Apóstolos não estavam sós: tinham o Divino Paráclito. Depois que foram presos por causa de suas pregações, o Príncipe dos Apóstolos alegou perante o Sinédrio, o conselho dos judeus em Jerusalém: "O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-O num madeiro. Deus elevou-O pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. Destes fatos, nós somos testemunhas! Nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,30-32
Aliás, a presença do Divino Espírito nos membros da Igreja Católica confirma a Salvação oferecida por Cristo na Santa Cruz, conforme os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus: "Por uma só oblação, Ele realizou a definitiva perfeição daqueles que recebem a santificação. É o que o testemunho do Espírito Santo nos confirma." Hb 10,14-15a
Pois assim acontece a verdadeira pregação da Palavra de Deus, que é o próprio Ministério do Espírito Santo, ou da Igreja Apostólica, como São Pedro afirmou: "... estas revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo, enviado do Céu." 1 Pd 1,12b
Descartando rasteiros leitores das Santas Escrituras, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios diz: "Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso Ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações. Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. Não que sejamos capazes, por nós mesmos, de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para sermos Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." 2 Cor 3,3-6
A Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses diz o mesmo: "Nosso Evangelho foi-vos pregado não somente por Palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção." 1 Ts 1,5a
E atestando esse Ministério, São Tiago Menor, como segundo Bispo de Jerusalém (cf. At 12,17), assim mandou escrever em carta, aos cristãos da cidade de Antioquia, as decisões da Santa Igreja Católica, que se deram no primeiro Concílio de Jerusalém: "Com efeito, bem pareceu ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do indispensável seguinte..." At 15,28
Ora, essa também era uma promessa de Jesus, que fala em permanente auxílio no Evangelho Segundo São João: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16
Como não poderia deixar de ser, o Antigo Testamento e os Evangelhos foram escritos sob Sua inspiração. A Segunda Carta de São Pedro atesta: "Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus." 2 Pd 1,21
E os Evangelhos, em específico, foram fundamentados nos testemunhos dos Apóstolos, como o Evangelho Segundo São Lucas garantiu logo em primeiríssimas linhas: "... como nos transmitiram aqueles que desde o princípio foram testemunhas oculares, e que se tornaram Ministros da Palavra." Lc 1,2
Dizendo de Seu próprio Ministério, Nosso Senhor havia-lhes garantido: "Se guardaram Minha Palavra, também hão de guardar a vossa." Jo 15,20b
E igualmente prometeu Sua constante presença entre os membros de Sua Igreja, no Evangelho Segundo São Mateus, a instantes de Sua Ascensão aos Céus: "Eis que convosco estou todos dias, até a consumação dos séculos." Mt 28,20b
E igualmente prometeu Sua constante presença entre os membros de Sua Igreja, no Evangelho Segundo São Mateus, a instantes de Sua Ascensão aos Céus: "Eis que convosco estou todos dias, até a consumação dos séculos." Mt 28,20b
Claro, porém, desde que realmente estejamos reunidos em Seu Nome, quer dizer, na Igreja que Ele fundou, e cumprindo TODOS Seus preceitos (cf. Mt 28,20): "Porque onde dois ou três estão reunidos em Meu Nome, aí estou Eu em meio a eles." Mt 18,20
Enfim, o Amado Médico narra a cena em que Jesus, logo em Sua primeira Aparição ao Colégio dos Apóstolos, lhes explica as profecias que se cumpriram por Sua Paixão e Ressurreição, e lhes diz: "Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em Seu Nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso." Lc 24,46-48
Sem dúvida, nos primeiros anos da anunciação do Evangelho, a principal prova da Vinda do Messias era o testemunho ocular de Sua Ressurreição. Tanto que, ao escolher o substituto para o lugar de Judas Iscariotes, um dos indicados foi São Matias porque já estava com os Apóstolos e com Jesus desde o início, de Seu Batismo por São João Batista até a Sua Ascensão. E foi São Pedro, inspirado pelo Espírito Santo (cf. At 1,16), que tomou essa decisão: "Convém que destes homens que têm estado em nossa companhia todo tempo que o Senhor Jesus viveu entre nós, a começar do Batismo de João até o dia em que de nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de Sua Ressurreição." At 1,21-22
Assim, representados por de São Pedro, os Apóstolos fielmente vão cumprir essa missão, como ele afirma diante do povo no Templo de Jerusalém, após haver curado um aleijado: "Mas Deus ressuscitou-O dentre os mortos: disso nós somos testemunhas." At 3,15b
Nesses termos explicou essa cura perante o Sinédrio: "Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: 'Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: ... foi em Nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos.'" At 4,8.10b
Nesses termos explicou essa cura perante o Sinédrio: "Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: 'Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: ... foi em Nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos.'" At 4,8.10b
E faziam-no com todo empenho, mesmo sob ameaça de prisão pelos líderes judeus: "Com grande coragem os Apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles, era grande a Graça." At 4,33
Anos mais tarde, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios ainda vai dizer dessa prática: "Eu primeiramente vos transmiti o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressurgiu ao terceiro dia..." 1 Cor 15,3-4a
Anos mais tarde, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios ainda vai dizer dessa prática: "Eu primeiramente vos transmiti o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressurgiu ao terceiro dia..." 1 Cor 15,3-4a
Essas testemunhas, entre as quais São Matias, foram agraciadas por Deus para cumprir outra muito especial missão: fazer parte da nascente Igreja, pois o Ministério da Palavra só foi entregue a um específico grupo, que tem por mister se manter unido. À ela, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo assim se refere: "... quero que saibas como deves portar-te na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade." 1 Tm 3,15
São Pedro, de fato, vai salvaguardar a missão dos Doze Apóstolos, momentos antes da escolha dos sete primeiros diáconos: "Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de Sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao Ministério da Palavra." At 6,3-4
É isso que ele vai pregar na casa de Cornélio, centurião da corte Itálica, pouco antes do 'Pentecostes dos Gentios': "Mas Deus ressuscitou-O no terceiro dia, concedendo-Lhe manifestar-Se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido, a nós que com Ele comemos e bebemos depois que ressuscitou." At 10,40-41
Com efeito, Jesus havia-o afirmado aos Onze, assegurando suas obras para a eternidade: "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu escolhi-vos e constituí-vos para que vades e produzais fruto, e vosso fruto permaneça" Jo 15,16a
É isso que ele vai pregar na casa de Cornélio, centurião da corte Itálica, pouco antes do 'Pentecostes dos Gentios': "Mas Deus ressuscitou-O no terceiro dia, concedendo-Lhe manifestar-Se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido, a nós que com Ele comemos e bebemos depois que ressuscitou." At 10,40-41
Com efeito, Jesus havia-o afirmado aos Onze, assegurando suas obras para a eternidade: "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu escolhi-vos e constituí-vos para que vades e produzais fruto, e vosso fruto permaneça" Jo 15,16a
Por isso, eles são chamados de fundamentos da Igreja Viva, como se vê na Carta de São Paulo aos Efésios: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus." Ef 2,19-20
Ele diz, como vimos, que só através do Divino Paráclito podemos ser a Igreja Una: "É n'Ele (Cristo) que vós também entrais, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus." Ef 2,22
Ora, sequer podemos perceber que Jesus é Deus sem Sua ajuda, ainda segundo este Apóstolo: "... ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo." 1 Cor 12,3b
Ora, sequer podemos perceber que Jesus é Deus sem Sua ajuda, ainda segundo este Apóstolo: "... ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo." 1 Cor 12,3b
Quanto a essa indizível Graça dada aos Apóstolos, que obviamente inclui muitas responsabilidades (cf. Mt 11,23), Nosso Salvador comentou: "Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes, pois vos digo que muitos Profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram. E ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram." Lc 10,23-24
São Paulo, portanto, desde o início de sua missão fazia menção ao testemunho da Ressurreição de Cristo, exaltando o feito que foi e que se comprovou por Suas aparições: "Durante muitos dias apareceu àqueles que com Ele subiram de Galileia a Jerusalém, os quais até agora d'Ele são testemunhas junto ao povo." At 13,31
Porque ele também foi testemunha de Sua Ressurreição por meio da aparição que provocou sua conversão, quando Jesus lhe falou: "Mas levanta-te e põe-te em pé, pois Eu te apareci para te fazer Ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras para as quais hei de Me manifestar a ti." At 26,16
Aos poucos, contudo, além da Ressurreição, as demais revelações passaram a ser divulgadas, como São Pedro vai pregar: "... testemunhar que Deus O constituiu Juiz dos vivos e dos mortos." At 10,42b
E assim até chegar à completa compilação dos Evangelhos, que incluem Sua Vida, Seus atos e Suas pregações. São Lucas afirma logo em primeiríssimas linhas do Livro de Atos dos Apóstolos, referindo-se a seu Evangelho: "Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda sequência de ações e de ensinamentos de Jesus..." At 1,1
São Paulo, portanto, desde o início de sua missão fazia menção ao testemunho da Ressurreição de Cristo, exaltando o feito que foi e que se comprovou por Suas aparições: "Durante muitos dias apareceu àqueles que com Ele subiram de Galileia a Jerusalém, os quais até agora d'Ele são testemunhas junto ao povo." At 13,31
Porque ele também foi testemunha de Sua Ressurreição por meio da aparição que provocou sua conversão, quando Jesus lhe falou: "Mas levanta-te e põe-te em pé, pois Eu te apareci para te fazer Ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras para as quais hei de Me manifestar a ti." At 26,16
Aos poucos, contudo, além da Ressurreição, as demais revelações passaram a ser divulgadas, como São Pedro vai pregar: "... testemunhar que Deus O constituiu Juiz dos vivos e dos mortos." At 10,42b
E assim até chegar à completa compilação dos Evangelhos, que incluem Sua Vida, Seus atos e Suas pregações. São Lucas afirma logo em primeiríssimas linhas do Livro de Atos dos Apóstolos, referindo-se a seu Evangelho: "Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda sequência de ações e de ensinamentos de Jesus..." At 1,1
Pouco antes de Sua Morte, portanto, Jesus avisou aos Apóstolos do difícil compromisso que eles haviam assumido. Está no Evangelho Segundo São Marcos: "Cuidai de vós mesmos. Sereis arrastados diante dos tribunais e açoitados nas sinagogas, e comparecereis diante dos governadores e reis por Minha causa, para diante deles dar testemunho de Mim." Mc 13,9
Não o dizia, porém, só a aos Doze, mas a todos que se esforçam por O obedecer e dar testemunho aos demais, ou seja, todos nós fazemos parte do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja Católica: "Portanto, quem der testemunho de Mim diante dos homens, Eu também darei testemunho dele diante de Meu Pai que está nos Céus." Mt 10,32
Por isso, a Primeira Carta de São João atesta esta importante manifestação de força da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Aceitamos o testemunho dos homens." 1 Jo 5,9a
Ora, o próprio Jesus reclamou dos Apóstolos, porque os testemunhos são imprescindíveis: "Por fim, apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem naqueles que O tinham visto ressuscitado." Mc 16,14
Igualmente reclamou de São Tomé, que queria, ele mesmo, ver para crer, ou não acreditaria no testemunhos dos demais Apóstolos (cf. Jo 20,25): "Não sejas incrédulo, mas homem de fé." Jo 20,27
Assim como não dizia que tal testemunho seria fácil: "Se alguém quer seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me. Porque aquele que quiser salvar sua vida, perdê-la-á. Mas aquele que perder sua vida por amor a Mim e ao Evangelho, salvá-la-á." Mc 8,34b-35
Mas desde então garantia o divino auxílio do Santo Paráclito: "Quando, porém, vos levarem às sinagogas, perante os magistrados e as autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de falar em vossa defesa, porque naquela hora o Espírito Santo vos inspirará o que deveis dizer." Lc 12,11-12
Ora, o próprio fim do mundo só se dará quando o Evangelho tiver sido anunciado por toda parte, segundo Suas próprias Palavras: "Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas nações, e então chegará o fim." Mt 24,14
Ora, o próprio fim do mundo só se dará quando o Evangelho tiver sido anunciado por toda parte, segundo Suas próprias Palavras: "Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas nações, e então chegará o fim." Mt 24,14
Na verdade, mesmo antes da convocação dos Apóstolos, testemunhos a favor de Jesus já vinham sendo espontaneamente dados pelo próprio povo de Nazaré, desde o início de Sua vida pública: "Todos davam-Lhe testemunho e admiravam-se das Palavras de Graça que procediam de Sua boca, e diziam: 'Não é este o filho de José?'" Lc 4,22
O próprio São João Batista era testemunha de Jesus. E exemplar testemunha, segundo os desígnios de Deus: seu martírio mostra que assumiu as consequências da missão. Sobre ele, São João Evangelista vai dizer: "Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da Luz, a fim de que por meio dele todos cressem." Jo 1,6-7
O próprio São João Batista era testemunha de Jesus. E exemplar testemunha, segundo os desígnios de Deus: seu martírio mostra que assumiu as consequências da missão. Sobre ele, São João Evangelista vai dizer: "Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da Luz, a fim de que por meio dele todos cressem." Jo 1,6-7
TESTEMUNHO: RAZÕES E CONSEQUÊNCIAS
Aliás, São João Evangelista é pródigo em falar em testemunho. Também zeloso de sua missão, com frequência usa esse termo. É assim que ele registra a reclamação de Jesus a Nicodemos, um notável fariseu que reconheceu Suas obras, ao dizer que está sendo rejeitado, junto a Seus Apóstolos, pelos religiosos de Jerusalém: "Na Verdade, na Verdade, digo-te: dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis Nosso testemunho." Jo 3,11
No entanto, Nosso Senhor contava com mais uma especialíssima testemunha. E por isso até Se isentava da obrigação de dar provas de Si mesmo: "Há Outro que dá testemunho de Mim, e Eu sei que o testemunho que dá de Mim é digno de fé. ... o Pai que Me enviou, Ele mesmo deu testemunho de Mim." Jo 5,32.37
Explicitando Sua Comunhão com o Pai, Ele referia-Se a Seus milagres, claras provas de Quem Ele é. Sem dúvida, elas são bem mais forte testemunho que o do Batista: "... tenho maior testemunho que o de João, porque as obras que Meu Pai Me deu para executar, essas mesmas obras que faço, testemunham a Meu respeito, que o Pai Me enviou." Jo 5,36
O Amado Discípulo vai apontá-las, entre elas a Ressurreição, como o maior dos testemunhos em favor do Nazareno: "Ora, maior é o testemunho de Deus... aquele que Ele deu de Seu próprio Filho." 1 Jo 5,9b.d
Explicitando Sua Comunhão com o Pai, Ele referia-Se a Seus milagres, claras provas de Quem Ele é. Sem dúvida, elas são bem mais forte testemunho que o do Batista: "... tenho maior testemunho que o de João, porque as obras que Meu Pai Me deu para executar, essas mesmas obras que faço, testemunham a Meu respeito, que o Pai Me enviou." Jo 5,36
O Amado Discípulo vai apontá-las, entre elas a Ressurreição, como o maior dos testemunhos em favor do Nazareno: "Ora, maior é o testemunho de Deus... aquele que Ele deu de Seu próprio Filho." 1 Jo 5,9b.d
E como inicial parte da Revelação, o Antigo Testamento, que profetiza Sua Vinda e Suas obras, semelhantemente dá testemunho d'Ele. Ao argumentar com os principais dos judeus sobre Sua autoridade, Jesus vai invocá-lo: "Vós perscrutais as Escrituras, nelas julgando encontrar a Vida Eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de Mim." Jo 5,39
Não bastante, como vimos São Pedro dizer, o Espírito Santo também O confirmaria como o Cristo. Jesus avisou aos Apóstolos: "Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim." Jo 15,26
E deu estes três detalhes, essência da Missão do Santo Paráclito: "E quando Ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da Justiça e do Juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em Mim. Convencê-lo-á a respeito da Justiça, porque Eu vou para junto de Meu Pai e vós já não Me vereis. Convencê-lo-á a respeito do Juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado." Jo 16,8-11
Esse é um argumento que São João Apóstolo vai repetir: "E o Espírito é Quem dá testemunho d'Ele, porque o Espírito é a Verdade." 1 Jo 5,6b
Ele ainda evoca a Água e o Sangue que, na Cruz, jorraram de Seu lado (cf. Jo 19,34), e seriam visíveis sinais dos Sacramentos do Batismo e da Santa Eucaristia: "Ei-Lo, Jesus Cristo, Aquele que veio pela Água e pelo Sangue... São, assim, três Aqueles que dão testemunho: o Espírito, a Água e o Sangue. Estes três dão o mesmo testemunho." 1 Jo 5,6a.7-8
Esse é um argumento que São João Apóstolo vai repetir: "E o Espírito é Quem dá testemunho d'Ele, porque o Espírito é a Verdade." 1 Jo 5,6b
Ele ainda evoca a Água e o Sangue que, na Cruz, jorraram de Seu lado (cf. Jo 19,34), e seriam visíveis sinais dos Sacramentos do Batismo e da Santa Eucaristia: "Ei-Lo, Jesus Cristo, Aquele que veio pela Água e pelo Sangue... São, assim, três Aqueles que dão testemunho: o Espírito, a Água e o Sangue. Estes três dão o mesmo testemunho." 1 Jo 5,6a.7-8
Por fim, temos que Jesus já havia encarregado os Apóstolos antes mesmo de Sua Paixão, logo após o Lava-Pés, e tão-somente por haverem presenciado toda Sua vida pública: "Vós também dareis testemunho, porque Comigo estais desde o princípio." Jo 15,27
Diante de Pilatos, em Suas últimas horas, Ele assim vai sintetizar a Missão que recebeu do Pai, provocando todos nós porque Ele também deu um testemunho, mesmo tendo-Lhe custado a vida: "É para dar testemunho da Verdade que nasci e vim ao mundo. Todo aquele que é da Verdade ouve Minha voz." Jo 18,37
E Seu testemunho, como disse a Seus incrédulos parentes antes da Festa dos Tabernáculos, era muito claro: "O mundo não vos pode odiar, mas odeia-Me porque contra ele Eu testemunho: suas obras são más." Jo 7,7
E Seu testemunho, como disse a Seus incrédulos parentes antes da Festa dos Tabernáculos, era muito claro: "O mundo não vos pode odiar, mas odeia-Me porque contra ele Eu testemunho: suas obras são más." Jo 7,7
De fato, Ele já havia dito a Nicodemos na primeira visita a Jerusalém em vida pública: "Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para o condenar, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Ora, este é o Julgamento: a Luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas que a Luz, pois suas obras eram más." Jo 3,19
Ciente do compromisso que assumiu, e mantendo sua apostólica flama, São João termina seu Evangelho identificando-se e atestando com seu peculiar modo: "Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas..." Jo 21,24
E vai explicitar: "E o testemunho é este: Deus deu-nos a Vida Eterna, e esta Vida está em Seu Filho. Quem possui o Filho, possui a Vida. Quem não tem o Filho de Deus, não tem a Vida." 1 Jo 5,11-12
Ciente do compromisso que assumiu, e mantendo sua apostólica flama, São João termina seu Evangelho identificando-se e atestando com seu peculiar modo: "Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas..." Jo 21,24
E vai explicitar: "E o testemunho é este: Deus deu-nos a Vida Eterna, e esta Vida está em Seu Filho. Quem possui o Filho, possui a Vida. Quem não tem o Filho de Deus, não tem a Vida." 1 Jo 5,11-12
Assim como São Paulo fez, evocando os antigos Profetas como testemunhas da Revelação que culminaria em Jesus, São Pedro recorda a importância destes arautos da Redenção, que só se obtém pelo Cristo: "D'Ele todos Profetas dão testemunho, anunciando que todos aqueles que n'Ele creem recebem o perdão dos pecados por meio de Seu Nome." At 10,43
Por isso, com total destemor, o Apóstolo dos Gentios atestava que Jesus é o Messias previsto no Antigo Testamento: "Sua presença em Corinto foi, pela Graça de Deus, de muito proveito para aqueles que haviam crido, pois publicamente e com grande veemência refutava os judeus, provando, pelas Escrituras, que Jesus era o Messias." At 18,27a-28
É o que ele vai dizer durante seu julgamento perante o rei Agripa, quando foi preso em Jerusalém: "Mas, assistido do socorro de Deus, permaneço vivo até o dia de hoje. Dou testemunho a pequenos e a grandes, nada dizendo senão o que os Profetas e Moisés disseram que havia de acontecer..." At 26,22
Tinha, porém, além dos auxílios do Santo Paráclito, a guia do próprio Divino Mestre, como aconteceu na Cidade santa logo após sua conversão: "Voltei para Jerusalém e, rezando no Templo, fui arrebatado em êxtase. E vi Jesus que me dizia: 'Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão teu testemunho a Meu respeito.'" At 22,17-18
É o que ele vai dizer durante seu julgamento perante o rei Agripa, quando foi preso em Jerusalém: "Mas, assistido do socorro de Deus, permaneço vivo até o dia de hoje. Dou testemunho a pequenos e a grandes, nada dizendo senão o que os Profetas e Moisés disseram que havia de acontecer..." At 26,22
Tinha, porém, além dos auxílios do Santo Paráclito, a guia do próprio Divino Mestre, como aconteceu na Cidade santa logo após sua conversão: "Voltei para Jerusalém e, rezando no Templo, fui arrebatado em êxtase. E vi Jesus que me dizia: 'Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão teu testemunho a Meu respeito.'" At 22,17-18
Isso tornou a acontecer na cidade de Corinto: "Numa noite, o Senhor disse a Paulo em visão: 'Não temas! Fala e não te cales. Porque Eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade.' Paulo deteve-se ali um ano e seis meses, ensinando a eles a Palavra de Deus." At 18,9-11
Para ele, portanto, testemunhar Jesus é testemunhar a Graça: "... o Ministério da Palavra que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho ao Evangelho da Graça de Deus." At 20,24
Um dos últimos registros de sua vida, por sinal, é uma prova do absoluto compromisso que tinha com a missão que Nosso Salvador lhe confiou. Deu-se para com os judeus de Roma: "Marcaram um dia e muitos foram procurá-lo no albergue onde se achava hospedado. A entrevista durou desde a manhã até a tarde. Paulo expôs-lhes o Reino de Deus e apresentou, sempre de novo, testemunhos destinados a os convencer a respeito de Jesus, baseando-se na Lei de Moisés e nos Profetas." At 28,23
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, nesse sentido, deixou um sério recado, que vale para todos nós: "Não te envergonhes, portanto, do testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, Seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus." 2 Tm 1,8
Pois para quem obteve a Graça de alguma revelação, como ele, testemunhar é uma obrigação: "Anunciar o Evangelho não é glória para mim. É uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" 1 Cor 9,16
Eis que a Carta de São Paulo aos Romanos advertia: "A ira de Deus manifesta-se do alto do Céu contra toda impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a Verdade." Rm 1,18
E pouco antes de ser preso, vai afirmar aos anciãos de Éfeso: "Vós sabeis como não tenho negligenciado, como não tenho ocultado coisa alguma que vos podia ser útil. Preguei e instruí-vos, publicamente e dentro de vossas casas. Preguei a judeus e a gentios a conversão a Deus e a fé em Nosso Senhor Jesus. Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos, porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus." At 20,20-21.26
No Livro de Salmos, aliás, o rei Davi já cantava seu compromisso com a Verdade sobre as coisas de Deus: "Anunciei a Justiça na grande assembleia. Não cerrei meus lábios, Senhor, bem o sabeis. Não escondi Vossa Justiça no coração, mas alto proclamei Vossa fidelidade e Vossa Salvação. À grande assembleia, não ocultei Vossa bondade nem Vossa fidelidade." Sl 39,10-11
O salmista Asaf, que era levita e Profeta, até reitera esse compromisso através das gerações: "O que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais, nada ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, Seu poder e Suas obras grandiosas." Sl 77,3-4
Davi diz que isso é espontâneo, em função da perfeição dos divinos desígnios: "Cada geração apregoa a outra Vossas obras, e proclama Vosso poder. Elas falam do esplendoroso brilho de Vossa Majestade, e publicam Vossas maravilhas. Vosso Reino é Reino Eterno, e Vosso Império subsiste em todas gerações. O Senhor é fiel em Suas Palavras, e Santo em tudo que faz." Sl 144,4-5.13
Outro sagrado autor tinha mesmo que atestar: "O sumário de Vossa Palavra é a Verdade, eternos são os decretos de Vossa Justiça." Sl 118,160
E Jesus cobrou dos religiosos de Seu tempo, advertindo-os, a fiel retransmissão da Revelação, sem ocultismo nem manipulação: "Ai de vós, doutores da Lei, que tomastes a chave da ciência, e vós mesmos não entrastes e impedistes àqueles que vinham para entrar." Lc 11,52
Cobrava fidelidade às Escrituras: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os mais importantes preceitos da Lei: a Justiça, a Misericórdia, a fidelidade." Mt 23,23a
Advertia Seus próprios seguidores: "Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque não há nada oculto que não venha a se descobrir, e nada há escondido que não venha a ser conhecido. Pois o que dissestes às escuras será dito à Luz, e o que falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado de cima dos telhados." Lc 12,1b-3
Sua Doutrina, portanto, a Santa Madre Igreja abertamente testemunha, nada havendo a ocultar. Ele asseverou: "O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados." Mt 10,27
E repetiu no dia de Sua Ascensão, pedindo a integridade da Sã Doutrina: "Ide, pois, e fazei discípulos em todas nações. Ensinai-as a observar tudo que vos ordenei." Mt 28,19a.20a
Assim reagiram São Pedro e São João Evangelista diante do Sinédrio, quando pela primeira vez foram proibidos de anunciar o Nome de Jesus: "Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido." At 4,20
Comprometido em levar a Comunhão ao mundo, o Amado Discípulo, que tanto fala em testemunho, vai dizer: "... damos testemunho e anunciamo-vos a Vida Eterna, que estava no Pai e que Se manifestou. O que vimos e ouvimos, nós anunciamo-vos para que vós também tenhais Comunhão conosco. Ora, nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,2-3
No Livro de Salmos, aliás, o rei Davi já cantava seu compromisso com a Verdade sobre as coisas de Deus: "Anunciei a Justiça na grande assembleia. Não cerrei meus lábios, Senhor, bem o sabeis. Não escondi Vossa Justiça no coração, mas alto proclamei Vossa fidelidade e Vossa Salvação. À grande assembleia, não ocultei Vossa bondade nem Vossa fidelidade." Sl 39,10-11
O salmista Asaf, que era levita e Profeta, até reitera esse compromisso através das gerações: "O que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais, nada ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, Seu poder e Suas obras grandiosas." Sl 77,3-4
Davi diz que isso é espontâneo, em função da perfeição dos divinos desígnios: "Cada geração apregoa a outra Vossas obras, e proclama Vosso poder. Elas falam do esplendoroso brilho de Vossa Majestade, e publicam Vossas maravilhas. Vosso Reino é Reino Eterno, e Vosso Império subsiste em todas gerações. O Senhor é fiel em Suas Palavras, e Santo em tudo que faz." Sl 144,4-5.13
Outro sagrado autor tinha mesmo que atestar: "O sumário de Vossa Palavra é a Verdade, eternos são os decretos de Vossa Justiça." Sl 118,160
E Jesus cobrou dos religiosos de Seu tempo, advertindo-os, a fiel retransmissão da Revelação, sem ocultismo nem manipulação: "Ai de vós, doutores da Lei, que tomastes a chave da ciência, e vós mesmos não entrastes e impedistes àqueles que vinham para entrar." Lc 11,52
Cobrava fidelidade às Escrituras: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os mais importantes preceitos da Lei: a Justiça, a Misericórdia, a fidelidade." Mt 23,23a
Advertia Seus próprios seguidores: "Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque não há nada oculto que não venha a se descobrir, e nada há escondido que não venha a ser conhecido. Pois o que dissestes às escuras será dito à Luz, e o que falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado de cima dos telhados." Lc 12,1b-3
Sua Doutrina, portanto, a Santa Madre Igreja abertamente testemunha, nada havendo a ocultar. Ele asseverou: "O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados." Mt 10,27
E repetiu no dia de Sua Ascensão, pedindo a integridade da Sã Doutrina: "Ide, pois, e fazei discípulos em todas nações. Ensinai-as a observar tudo que vos ordenei." Mt 28,19a.20a
Assim reagiram São Pedro e São João Evangelista diante do Sinédrio, quando pela primeira vez foram proibidos de anunciar o Nome de Jesus: "Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido." At 4,20
Comprometido em levar a Comunhão ao mundo, o Amado Discípulo, que tanto fala em testemunho, vai dizer: "... damos testemunho e anunciamo-vos a Vida Eterna, que estava no Pai e que Se manifestou. O que vimos e ouvimos, nós anunciamo-vos para que vós também tenhais Comunhão conosco. Ora, nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,2-3
E assim o Livro de Apocalipse de São João explicou o motivo de seu exílio, já durante a velhice: "Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus." Ap 1,9
Sempre no mesmo sentido, ele narra a visão que teve dos mártires, que ao fim de sua vida já eram muitos, incluindo todos demais Apóstolos, e aponta a razão de seus sacrifícios: "Quando abriu o quinto selo, debaixo do Altar vi as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários." Ap 6,9
E exaltando-lhes o despojamento, registrou a vitória deles sobre o inimigo pela superabundante Graça que temos na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 5,15.20): "Mas estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de Seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte." Ap 12,11
Também viu a guerra de Satanás contra os filhos de Nossa Senhora, e sempre expressando a mesma razão: "Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão então começou a atacar o resto de seus descendentes, aqueles que obedecem aos Mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus." Ap 12,17
Por inspiração, ele atribui ao Tenda, que guardava a Arca da Aliança, um nome que já apontamos ser bem característico de seu vocabulário. Mas não é nenhum exagero: as palavras 'aliança', 'testamento', 'testemunho' e 'martírio' têm o mesmo significado. Diz: "Depois disso, eu vi abrir-se no Céu o Templo que encerra o Tabernáculo do Testemunho." Ap 15,5
Com efeito, era assim que se chamava a Tenda que abrigava as Tábuas da Lei, como vemos no Livro de Êxodo durante a enumeração dos metais preciosos usadas para a edificar: "Eis a soma dos materiais utilizados para o Tabernáculo, o Tabernáculo do Testemunho, soma feita por ordem de Moisés e aos cuidados dos levitas, sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão." Êx 38,21
E o Divino Espírito Santo, que tem em nuvem uma das formas de Se manifestar, sempre estava presente enquanto Israel andou pelo deserto, conforme o Livro de Números: "No dia em que o Tabernáculo foi levantado, a Nuvem cobriu-o. E sobre o Tabernáculo, isto é, na Tenda do Testemunho, desde a tarde até pela manhã, apareceu como uma espécie de fogo. Assim continuamente acontecia: a Nuvem cobria o Tabernáculo e à noite assemelhava-Se ao fogo. Quando a Nuvem Se levantava sobre a Tenda, os israelitas punham-se em marcha, e no lugar onde a Nuvem parava, aí acampavam. À ordem do Senhor levantavam o acampamento, e a Sua ordem assentavam-no de novo, e ficavam no acampamento enquanto a Nuvem permanecesse sobre o Tabernáculo." Nm 9,15-18
Aliás, as próprias Tábuas que traziam o Dez Mandamentos tinham esse expressivo nome: "Tendo o Senhor acabado de falar a Moisés sobre o monte Sinai, entregou-lhe as Duas Tábuas do Testemunho, Tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus." Êx 31,8
E São João Apóstolo disse o que significa ser Profeta, desde o Antigo Testamento: "Porque o profético espírito não é outro que o testemunho de Jesus." Ap 19,10
Por fim, ele vê as almas dos Santos nos Céus, e em especiais lugares por terem cumprido a missão que é de todos cristãos: "Também vi tronos, sobre os quais se sentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus... Feliz e Santo é aquele que toma parte na Primeira Ressurreição! Sobre eles a segunda morte não tem poder, mas serão Sacerdotes de Deus e de Cristo: com Ele reinarão durante os mil anos." Ap 20,4a.6
"Anunciamos, Senhor, Vossa Morte e proclamamos Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!"
"Anunciamos, Senhor, Vossa Morte e proclamamos Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!"
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