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sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Visões e Aparições (II)
As revelações da Nova Aliança começam com a aparição do Arcanjo São Gabriel ao sacerdote São Zacarias no Templo de Jerusalém, para anunciar o nascimento de São João Batista, seu filho. É do Evangelho Segundo São Lucas: "Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem de sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o incenso. Todo povo estava de fora, à hora da oferenda do incenso. Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe: 'Não temas, Zacarias, porque tua oração foi ouvida: Isabel, tua mulher, dá-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e felicidade, e muitos alegrar-se-ão com seu nascimento. Porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo. Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, Seu Deus, e irá adiante de Deus com o Espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à Sabedoria dos justos, e assim preparar ao Senhor um povo bem disposto.' Zacarias perguntou ao anjo: 'Como terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de avançada idade.' O anjo respondeu-lhe: 'Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta Boa Nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito a minhas palavras, que a seu tempo hão de se cumprir.' Entretanto, o povo estava esperando Zacarias, e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário. Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que no santuário tivera uma visão. Ele explicava-lhes isto por acenos, e permaneceu mudo." Lc 1,8-22
Seis meses depois, este mesmo Arcanjo vai aparecer a Maria Santíssima na mais remota região de Israel, para lhe anunciar o Nascimento de Nosso Salvador e o surgimento da Santa Igreja Católica (cf. Ef 5,26; At 1,8), que entrará para a enternidade (cf. Ap 21,2). E perfeitamente afeita a celestiais manifestações, Nossa Mãe do Céu não vai estranhar sua aparição, mas apenas a mensagem: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade de Galileia, chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: 'Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo.' Perturbou-se ela com estas palavras, e pôs-se a pensar o que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: 'Não temas, Maria, pois encontraste Graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um Filho, e O chamarás pelo Nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus dá-Lhe-á o trono de Seu pai Davi. Ele reinará eternamente na Casa de Jacó, e Seu Reino não terá fim.' Maria perguntou ao anjo: 'Como se fará isso, pois não conheço homem algum?' Respondeu-lhe o anjo: 'O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo envolvê-te-á com Sua sombra. Por isso, o Ente Santo que de ti nascer será chamado Filho de Deus. Isabel, tua parenta, também concebeu um filho em sua velhice. E já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque para Deus nenhuma coisa é impossível.' Então disse Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo tua palavra.' E o anjo afastou-se dela." Lc 1,26-38
E como ela não poderia explicar tal gestação a São José, o Anjo da Guarda dele tratou de lhe falar em sonhos. O Evangelho Segundo São Mateus anotou, citando o Livro do Profeta Isaías: "Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, Sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu de ela conceber por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu secretamente a rejeitar. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois Aquele que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu chamá-Lo-ás pelo Nome de Jesus, porque Ele salvará Seu povo de seus pecados.' Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo Profeta: 'Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que Se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco.' Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado, e em sua casa recebeu sua esposa." Mt 1,18-24
Mas eles não foram os únicos. Reis do Oriente, atestando o caráter universal da manifestação do Salvador, e assim da Igreja Apostólica (cf. Jo 20,21), foram guiados por uma Estrela a Belém, bem como por um anjo a sua nação na viagem de retorno: "Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que Magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: 'Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos Sua Estrela no oriente e viemos adorá-Lo.' A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e com ele toda Jerusalém. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, e indagou-lhes onde o Cristo havia de nascer. Disseram-lhe: 'Em Belém de Judeia, porque assim foi escrito pelo Profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o Chefe que governará Israel, Meu povo (Mq 5,2).' Herodes, então, secretamente chamou os magos e perguntou-lhes sobre a exata época em que o Astro lhes havia aparecido. E enviando-os a Belém, disse: 'Ide e bem vos informai a respeito do Menino. Quando O tiverdes encontrado, comunicai-me para que eu também vá adorá-Lo.' Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a Estrela, que tinham visto no oriente, foi precedendo-os até chegar sobre o lugar onde estava o Menino e ali parou. A aparição daquela Estrela encheu-os de profunda alegria. Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se diante de Si, adoraram-nO. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-Lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram a sua terra por outro caminho." Mt 2,1-12
E depois da visita dos Reis Magos, o Anjo da Guarda de São José mandou que a Sagrada Família fugisse de Herodes, em cumprimento da Escritura, do Livro do Profeta Oseias : "Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, e foge para Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar.' José levantou-se durante a noite, tomou o Menino e Sua mãe, e partiu para Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo Profeta: 'De Egito, Eu chamei Meu Filho (Os 11,1).'" Mt 2,13-15
Bem como lhe mandou voltar a Israel, e ir morar em Nazaré: "Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu nos sonhos de José, em Egito, e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, e retorna à terra de Israel, porque morreram aqueles que atentavam contra a vida do Menino.' José levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe, e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava em Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Divinamente avisado em sonhos, retirou-se para a província de Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos Profetas: 'Será chamado Nazareno.'" Mt 2,19-23
A vida pública de Jesus começa com Seu Batismo por São João Batista, quando se deu a primeira manifestação conjunta da Santíssima Trindade, pois o Espírito Santo apareceu e o Pai fez ouvir Sua voz: "De Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de por ele ser batizado. João recusava-se: 'Eu devo ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?' Mas Jesus respondeu-lhe: 'Deixa por agora, pois convém que cumpramos toda Justiça.' João então cedeu. Depois que Jesus foi batizado, logo saiu da água, e eis que os Céus se abriram e se viu descer sobre Ele, em forma de Pomba, o Espírito de Deus. E do Céu baixou uma voz: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem ponho Minha afeição." Mt 3,13-17
Bem como lhe mandou voltar a Israel, e ir morar em Nazaré: "Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu nos sonhos de José, em Egito, e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, e retorna à terra de Israel, porque morreram aqueles que atentavam contra a vida do Menino.' José levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe, e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava em Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Divinamente avisado em sonhos, retirou-se para a província de Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos Profetas: 'Será chamado Nazareno.'" Mt 2,19-23
A vida pública de Jesus começa com Seu Batismo por São João Batista, quando se deu a primeira manifestação conjunta da Santíssima Trindade, pois o Espírito Santo apareceu e o Pai fez ouvir Sua voz: "De Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de por ele ser batizado. João recusava-se: 'Eu devo ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?' Mas Jesus respondeu-lhe: 'Deixa por agora, pois convém que cumpramos toda Justiça.' João então cedeu. Depois que Jesus foi batizado, logo saiu da água, e eis que os Céus se abriram e se viu descer sobre Ele, em forma de Pomba, o Espírito de Deus. E do Céu baixou uma voz: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem ponho Minha afeição." Mt 3,13-17
E logo depois o Diabo veio tentá-Lo, citando o Livro de Salmos, e Ele respondeu mencionando o Livro de Deuteronômio: "Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo Demônio durante quarenta dias. Durante este tempo, Ele nada comeu, e terminados estes dias teve fome. Disse-Lhe, então, o Demônio: 'Se és o Filho de Deus, ordena a esta pedra que se torne pão.' Jesus respondeu: 'Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra de Deus (Dt 8,3).' Em seguida, o Demônio levou-O a um alto monte e num só momento Lhe mostrou todos reinos da Terra, e disse-Lhe: 'Dá-Te-ei todo o poder e a glória desses reinos, porque me foram dados e os dou a quem quero. Portanto, se Te prostrares diante de mim, tudo será Teu.' Jesus disse-lhe: 'Está escrito: Adorarás o Senhor Teu Deus, e só a Ele servirás (Dt 6,13).' O Demônio ainda O levou a Jerusalém, à mais alta parte do Templo, e Lhe disse: 'Se és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo! Porque está escrito: Ordenou a Seus anjos a teu respeito, que te guardassem. E que te sustivessem em suas mãos, para não ferires teu pé nalguma pedra (Sl 90,11).' Jesus disse: 'Foi dito: Não tentarás o Senhor Teu Deus (Dt 6,16).' Depois de O ter tentado de todos modos, o Demônio apartou-se de Si até outra ocasião." Lc 4,1-13
Então vieram Seus anjos: "Em seguida, o Demônio deixou-O, e os anjos aproximaram-se de Si para O servir." Mt 4,11
Ora, a própria vida pública de Jesus era uma grande manifestação dos Céus, como Ele vai dizer aos Apóstolos, explicando-lhes porque falava ao povo em parábolas: "Mas quanto a vós, bem-aventurados vossos olhos, porque vêem! Ditosos vossos ouvidos, porque ouvem! Na Verdade vos digo: muitos Profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram." Mt 13,16-17
E segundo o Evangelho Segundo São João, Ele disse em Jerusalém, após o Domingo de Ramos, aos líderes religiosos judeus que em Si creram: "... e aquele que Me vê, vê Aquele que Me enviou." Jo 12,45
Ora, a própria vida pública de Jesus era uma grande manifestação dos Céus, como Ele vai dizer aos Apóstolos, explicando-lhes porque falava ao povo em parábolas: "Mas quanto a vós, bem-aventurados vossos olhos, porque vêem! Ditosos vossos ouvidos, porque ouvem! Na Verdade vos digo: muitos Profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram." Mt 13,16-17
E segundo o Evangelho Segundo São João, Ele disse em Jerusalém, após o Domingo de Ramos, aos líderes religiosos judeus que em Si creram: "... e aquele que Me vê, vê Aquele que Me enviou." Jo 12,45
Teve que ainda mais claramente o dizer a São Filipe, Seu Apóstolo, depois da Santa Ceia: "Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheceste, Filipe! Aquele que Me viu, também viu o Pai." Jo 14,9a
Mas realmente não era uma indiscriminada manifestação, como afirmou após sentenciar as cidades que não se converteram mesmo vendo Seus milagres: "Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: 'Eu bendigo-Te, Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequenos." Mt 11,25
E aí mesmo vai acrescentar: "Todas coisas foram-Me dadas por Meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo." Mt 11,27
Não por acaso, o Amado Discípulo, iniciou seu Evangelho dizendo da plenitude da Glória do Pai: "Ninguém jamais viu Deus. O Único Filho, que está no seio do Pai, foi Quem O revelou." Jo 1,18
Com efeito, dias após Seu Batismo por São João, Nosso Senhor havia prometido aos primeiros Apóstolos a realização do sonho de Jacó (cf. Gn 28,12): "Na Verdade, na Verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem." Jo 1,51 Por isso, durante Sua Transfiguração, no último 'dia útil' da semana em que foi reconhecido por São Pedro como Cristo, apareceram-Lhe Moisés e Elias, que foram vistos por Seus mais íntimos Apóstolos. Ou seja, aí estão os Santos (cf. Ap 20,6), que podem aparecer e conversar. Era, assim como em Seu Batismo, mais uma simultânea manifestação da Trindade Santa, pois a Nuvem é uma das sete formas que o Espírito Santo assume: "Seis dias depois, Consigo Jesus tomou Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá Se transfigurou em presença deles: Seu rosto brilhou como o sol, Suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que Moisés e Elias apareceram, conversando Consigo. Então Pedro tomou a palavra e Lhe disse: 'Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, aqui levantarei três tendas: uma para Ti, uma para Moisés e outra para Elias.' Ele ainda falava, quando uma luminosa Nuvem veio e os envolveu. E daquela Nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O!' Os discípulos, ouvindo esta voz, caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-Se deles e tocou-os, dizendo: 'Levantai-vos e não temais.' Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão Jesus. E quando desciam, Jesus fez-lhes esta proibição: 'Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.'" Mt 17,1-9
Prometeu pessoalmente Se manifestar a Seus fiéis, mesmo após Sua Ascensão. Isso deu-se momentos antes do início de Sua Paixão, e levaria o Apóstolo São Judas Tadeu, Seu parente, a Lhe perguntar por que não Se manifestar ao mundo: "Aquele que tem e guarda Meus Mandamentos, esse é que Me ama. E aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu amá-lo-ei e a ele Me manifestarei." Jo 14,21
E no Getsêmani, a exemplo dos quarenta dias no deserto, também angelical consolação. Foi logo que deixaram o Cenáculo, que como edifício veio a ser a primeira igreja: "Conforme Seu costume, Jesus dali saiu e dirigiu-Se para o monte das Oliveiras, seguido de Seus discípulos. Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: 'Rezai para que não caiais em tentação.' Depois Se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-Se, rezava: 'Pai, se é de Teu agrado, afasta de Mim este cálice! Não se faça, todavia, Minha vontade, mas sim a Tua.' Apareceu-Lhe, então, um anjo do Céu, que O confortava." Lc 22,39-43
O RESSUSCITADO
No Domingo da Ressurreição, primeiro um anjo apareceu a Santa Maria Madalena, a Santa Maria de Cleofas, verdadeira mãe dos chamados 'irmãos de Jesus', e aos guardas que vigiavam o Santo Sepulcro: "Depois do sábado, quando o primeiro dia da semana amanhecia, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o Túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do Céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: 'Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou, como disse. Vinde e vede o lugar em que Ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que Ele ressuscitou dos mortos. Ele precede-vos em Galileia. Lá haveis de O rever, eu disse.' Com receio, elas prontamente se afastaram do Túmulo, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram para anunciar a Boa Nova aos discípulos." Mt 28,1-8
Então o próprio Jesus apareceu a Santa Maria Madalena, na mesma manhã, depois que ela voltou ao Túmulo com São Pedro e São João, e lá acabou ficando sozinha: "Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não O reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: 'Mulher, por que choras? Quem procuras?' Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: 'Senhor, se tu O tiraste, dize-me onde O puseste e eu irei buscá-Lo.' Disse-lhe Jesus: 'Maria!' Voltando-se ela, exclamou em hebraico: 'Rabôni!', que quer dizer Mestre. Disse-lhe Jesus: 'Não Me retenhas, porque ainda não subi a Meu Pai. Mas vai a Meus irmãos e dize-lhes: Subo a Meu Pai e a Vosso Pai, Meu Deus e Vosso Deus.'" Jo 20,14-17
Em seguida, Jesus apareceu a São Pedro, também para isso o primeiro dos Apóstolos (cf. Mt 10,2): "Todos diziam: 'O Senhor verdadeiramente ressuscitou, e apareceu a Simão.'" Lc 24,34
Em seguida, Jesus apareceu a São Pedro, também para isso o primeiro dos Apóstolos (cf. Mt 10,2): "Todos diziam: 'O Senhor verdadeiramente ressuscitou, e apareceu a Simão.'" Lc 24,34
A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios confirmou-o, chamando-o pelo nome de ofício, quando confundiu os Dez, pois aí não estavam nem Judas Iscariotes nem São Tomé, com os Doze. É também nessa passagem que o Apóstolo dos Gentios, apesar das visões e aparições com que foi agraciado, atesta sua fidelidade à Sagrada Tradição, ou seja, à transmissão oral da Sã Doutrina: "Eu primeiramente vos transmiti o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado e ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras, apareceu a Cefas e, em seguida, aos Doze." 1 Cor 15,3,5
Antes disso, porém, ainda na manhã do Domingo da Ressurreição, muitos Santos haviam aparecido ao povo de Jerusalém: "Os sepulcros abriram-se e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da Ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas." Mt 27,52-53
Na tarde do Domingo da Ressurreição, Jesus apareceu a dois discípulos que partiram de Jerusalém mesmo após ouvirem os testemunhos de Santa Maria Madalena e das Santa mulheres. E Ele fez-Se reconhecer exatamente pela celebração da Santa Eucaristia (cf. Lc 22,19), como fazemos na Santa Missa (cf. At 2,42): "Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma vila chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro sobre tudo que se tinha passado. Enquanto iam conversando e debatendo entre si, o próprio Jesus aproximou-Se e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados, e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: 'De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?' Um deles, chamado Cléofas, respondeu-Lhe: 'És Tu, acaso, o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?' Perguntou-lhes Ele: 'Que foi?' Disseram: 'A respeito de Jesus de Nazaré. Era um poderoso Profeta em obras e palavras, diante de Deus e de todo povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos magistrados entregaram-nO para ser condenado à morte, e crucificaram-nO. Nós esperávamos que fosse Ele Quem havia de restaurar Israel, e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao Sepulcro, antes do nascer do sol, e não tendo achado Seu Corpo, voltaram dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao Sepulcro e assim acharam, como as mulheres tinham dito, mas não O viram.' Jesus disse-lhes: 'Ó gente sem inteligência! Como sois insensatos e tardos de coração para crerdes em tudo que os Profetas anunciaram! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse em Sua Glória?' E começando por Moisés, percorrendo todos Profetas, explicava-lhes o que de Si se achava dito em toda Escritura. Aproximaram-se da vila para onde iam, e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-nO a parar: 'Fica conosco! É tarde e o dia já declina.' Então entrou com eles. Aconteceu que, estando sentado à mesa com eles, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-O e serviu-lhO. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram. Mas Ele desapareceu." Lc 24,13-31
Antes disso, porém, ainda na manhã do Domingo da Ressurreição, muitos Santos haviam aparecido ao povo de Jerusalém: "Os sepulcros abriram-se e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da Ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas." Mt 27,52-53
Na tarde do Domingo da Ressurreição, Jesus apareceu a dois discípulos que partiram de Jerusalém mesmo após ouvirem os testemunhos de Santa Maria Madalena e das Santa mulheres. E Ele fez-Se reconhecer exatamente pela celebração da Santa Eucaristia (cf. Lc 22,19), como fazemos na Santa Missa (cf. At 2,42): "Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma vila chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro sobre tudo que se tinha passado. Enquanto iam conversando e debatendo entre si, o próprio Jesus aproximou-Se e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados, e não O reconheceram. Perguntou-lhes, então: 'De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?' Um deles, chamado Cléofas, respondeu-Lhe: 'És Tu, acaso, o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?' Perguntou-lhes Ele: 'Que foi?' Disseram: 'A respeito de Jesus de Nazaré. Era um poderoso Profeta em obras e palavras, diante de Deus e de todo povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos magistrados entregaram-nO para ser condenado à morte, e crucificaram-nO. Nós esperávamos que fosse Ele Quem havia de restaurar Israel, e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao Sepulcro, antes do nascer do sol, e não tendo achado Seu Corpo, voltaram dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao Sepulcro e assim acharam, como as mulheres tinham dito, mas não O viram.' Jesus disse-lhes: 'Ó gente sem inteligência! Como sois insensatos e tardos de coração para crerdes em tudo que os Profetas anunciaram! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse em Sua Glória?' E começando por Moisés, percorrendo todos Profetas, explicava-lhes o que de Si se achava dito em toda Escritura. Aproximaram-se da vila para onde iam, e Ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-nO a parar: 'Fica conosco! É tarde e o dia já declina.' Então entrou com eles. Aconteceu que, estando sentado à mesa com eles, Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-O e serviu-lhO. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram. Mas Ele desapareceu." Lc 24,13-31
Enfim, Jesus apareceu ao Colégio dos Apóstolos em Jerusalém, no Cenáculo, ainda no Domingo da Ressurreição, e deu aos Sacerdotes da Igreja por Ele fundada (cf. Jo 21,15) o poder para perdoar os pecados, mediante o Sacramento da Confissão: "Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-Se em meio a eles. Disse-lhes Ele: 'A Paz esteja convosco!' Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: 'A Paz esteja convosco! Como o Pai Me enviou, Eu também vos envio.' Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos.'" Jo 20,19-23
O Amado Médico (cf. Cl 4,14) deu outros detalhes: "Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-Se em meio a eles e disse-lhes: 'A Paz esteja convosco!' Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. Mas Ele disse-lhes: 'Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas em vossos corações? Vede Minhas mãos e Meus pés, sou Eu mesmo. Apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.' E dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas ainda vacilando eles, e estando transportados de alegria, perguntou: 'Tendes aqui alguma coisa para comer?' Ofereceram-Lhe, então, um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu à vista deles." Lc 24,36-43
E São Tomé, como é bem sabido, não acreditaria nas aparições: "Os outros discípulos disseram-lhe: 'Vimos o Senhor!' Mas ele replicou-lhes: 'Se não vir em Suas mãos o sinal dos pregos, e não puser meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir minha mão em Seu lado, não acreditarei!'" Jo 20,25
Findos os dias da Páscoa, no seguinte domingo deu-se a segunda aparição ao Colégios dos Apóstolos, também no Cenáculo, quando Jesus, logo após Sua memorável saudação, dirigiu-Se a este individualista Apóstolo. Mas notemos: em suas reflexões, ele já estava pronto para O chamar de Deus! "Oito dias depois, estavam Seus discípulos outra vez no mesmo lugar, e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-Se em meio a eles e disse: 'A Paz esteja convosco!' Depois disse a Tomé: 'Introduz aqui teu dedo, e vê Minhas mãos. Põe tua mão em Meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.' Respondeu-Lhe Tomé: 'Meu Senhor e Meu Deus!'" Jo 20,26-28
Já em Galileia, Jesus primeiro apareceu a São Pedro (é sempre ele!), São Tomé, São Bartolomeu, São Tiago Maior, São João Evangelista e mais dois discípulos, por ocasião da segunda miraculosa pesca, quando a Barca de São Pedro (cf. Lc 5,3), que salva inúmeras almas sem naufraugar (cf. Mt 16,18), se firmou como símbolo da Igreja de Deus Vivo (cf. 1 Tm 3,15): "Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná de Galileia, os filhos de Zebedeu e dois outros de Seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: 'Vou pescar.' Responderam-lhe eles: 'Nós também vamos contigo.' Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. Chegada a manhã, Jesus estava na praia, mas os discípulos não O reconheceram. Perguntou-lhes Jesus: 'Amigos, acaso não tendes alguma coisa para comer?' 'Não', responderam-Lhe. Disse-lhes Ele: 'Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis.' Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. Aquele discípulo, que Jesus amava, então disse a Pedro: 'É o Senhor!' Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava nu, e lançou-se às águas. Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes, pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados. Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. Disse-lhes Jesus: 'Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes.' Subiu Simão Pedro, e para a terra puxou a rede, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Disse-lhes Jesus: 'Vinde, comei.' Nenhum dos discípulos ousou perguntar-Lhe: 'Quem és Tu?', porque bem sabiam que era o Senhor." Jo 21,2-12
Findos os dias da Páscoa, no seguinte domingo deu-se a segunda aparição ao Colégios dos Apóstolos, também no Cenáculo, quando Jesus, logo após Sua memorável saudação, dirigiu-Se a este individualista Apóstolo. Mas notemos: em suas reflexões, ele já estava pronto para O chamar de Deus! "Oito dias depois, estavam Seus discípulos outra vez no mesmo lugar, e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-Se em meio a eles e disse: 'A Paz esteja convosco!' Depois disse a Tomé: 'Introduz aqui teu dedo, e vê Minhas mãos. Põe tua mão em Meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.' Respondeu-Lhe Tomé: 'Meu Senhor e Meu Deus!'" Jo 20,26-28
Enfim, como Ele havia prometido através de Santa Maria Madalena, apareceu ao Colégio dos Apóstolos no distrito em que Ele viveu e eles viviam, estando acompanhados de vários discípulos: "Os onze discípulos foram para Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando O viram, adoraram-nO. Entretanto, alguns ainda hesitavam." Mt 28,16-17
Em seguida, aí Jesus também Se fez visível a Apóstolos, discípulos e seguidores. São notas de São Paulo: "Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais a maior parte ainda vive, e alguns já são mortos..." 1 Cor 15,6
Dias depois, particularmente apareceu a São Tiago Menor, por certo para tratar de seu bispado na igreja de Jerusalém, que lhe seria entregue depois da intensificação das missões de São Pedro (cf. At 9,32) e de maiores bispados que nosso Primeiro Papa (cf. Jo 21,15s) assumiria (cf. At 12,17), como o de Antioquia: "... depois apareceu a Tiago..." 1 Cor 15,7a
A partir de então, em aparições Se mostrava a todos Seus seguidores, que São Paulo generalizou como 'Apóstolos': "... em seguida a todos Apóstolos." 1 Cor 15,7b
Houve aparições por um período de 40 dias até Sua Ascensão aos Céus. No começo do Livro de Atos dos Apóstolos, São Lucas escreveu: "E a eles Se manifestou vivo depois de Sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus." At 1,3
Mas não aparecia indiscriminadamente a qualquer pessoa, como São Lucas disse acima: "E a eles Se manisfestou vivo..." São Paulo também testemunhou perante os judeus de Antioquia da Pisídia, em sua primeira pregação: "Durante muitos dias, apareceu àqueles que Consigo subiram de Galileia a Jerusalém, os quais até agora são Suas testemunhas junto ao povo." At 13,31
São Pedro semelhantemente atestou esta restrição em pregação que fez na casa do centurião Cornélio, pouco antes de se dar o 'Pentecostes dos não judeus': "Mas Deus ressuscitou-O no terceiro dia, concedendo-Lhe manifestar-Se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido..." At 10,40-41a
E logo depois de Sua Ascensão aos Céus, outra vez se viu uma aparição de anjos: "E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de Seu Pai, 'que ouvistes', disse Ele, 'de Minha boca. Porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.' Assim reunidos, eles interrogavam-nO: 'Senhor, porventura é agora que ides instaurar o reino de Israel?' Respondeu-lhes Ele: 'Não vos pertence saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em Seu poder. Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e dá-vos-á força, e sereis Minhas Testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins do mundo.' Dizendo isso, elevou-Se da Terra à vista deles e uma Nuvem ocultou-O a seus olhos. Enquanto O acompanhavam com seus olhares, vendo-O afastar-Se para o Céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Homens de Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus, que acaba de ser arrebatado ao Céu, voltará do mesmo modo que O vistes subir para o Céu.' Voltaram eles para Jerusalém, então, do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado." At 1,4-12
Segundo o próprio São Lucas, mas ainda em seu Evangelho, isto teria acontecido no povoado de mesmo nome do lugar de Seu Batismo, que foi Betânia-além-do-Jordão (cf. Jo 1,28): "Depois, levou-os para Betânia e, levantando as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, separou-Se deles e foi arrebatado ao Céu." Lc 24,50-51
E logo depois de Sua Ascensão aos Céus, outra vez se viu uma aparição de anjos: "E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de Seu Pai, 'que ouvistes', disse Ele, 'de Minha boca. Porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.' Assim reunidos, eles interrogavam-nO: 'Senhor, porventura é agora que ides instaurar o reino de Israel?' Respondeu-lhes Ele: 'Não vos pertence saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em Seu poder. Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e dá-vos-á força, e sereis Minhas Testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins do mundo.' Dizendo isso, elevou-Se da Terra à vista deles e uma Nuvem ocultou-O a seus olhos. Enquanto O acompanhavam com seus olhares, vendo-O afastar-Se para o Céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Homens de Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus, que acaba de ser arrebatado ao Céu, voltará do mesmo modo que O vistes subir para o Céu.' Voltaram eles para Jerusalém, então, do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado." At 1,4-12
Segundo o próprio São Lucas, mas ainda em seu Evangelho, isto teria acontecido no povoado de mesmo nome do lugar de Seu Batismo, que foi Betânia-além-do-Jordão (cf. Jo 1,28): "Depois, levou-os para Betânia e, levantando as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, separou-Se deles e foi arrebatado ao Céu." Lc 24,50-51
Por fim, aconteceu o Pentecostes, a vinda do Espírito Paráclito para o nascimento da Igreja Una (cf. Jo 17,23), que já veio à luz Católica (cf. At 1,8), como por Deus prometido havia muito, nos longínquos tempos do Profeta Joel (cf. Jl 3,1). E isso também se deu no Cenáculo: "Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um impetuoso vento, e encheu toda casa onde estavam sentados. Então lhes apareceu uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se em Jerusalém piedosos judeus de todas nações que há debaixo do céu, e, ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar em sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam sua admiração: 'Não são galileus, porventura, todos estes que falam? Como, então, todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?' Partos, medos, elamitas, aqueles que habitam Macedônia, Judeia, Capadócia, Ponto, Ásia, a Frígia, Panfília, Egito e províncias de Líbia próximas a Cirene, peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes diziam: 'Ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!'" At 2,1-11
E nos tempos da Igreja Viva, vemos um anjo do Senhor instruir as missões de São Filipe Diácono, quando ele vai batizar o eunuco, ministro da Rainha de Etiópia, segundo não judeu a ser admitido na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. At 6,5). Note-se: esse Batismo deu-se num lugar onde todos sabem que não há rio, senão córregos! "Um anjo do Senhor dirigiu-se a Filipe e disse: 'Levanta-te e vai para o sul, em direção ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza, a Deserta.'" At 8,26
Em seguida, este Diácono vai ser arrebatado pelo Santo Paráclito: "Mal saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe dos olhares do eunuco, que, cheio de alegria, continuou seu caminho. Filipe, entretanto, foi transportado a Azoto. Passando além, pregava o Evangelho em todas cidades, até que chegou a Cesareia." At 8,39-40
Ademais, é o Anjo da Guarda de Cornélio que vai aparecer-lhe para que convide São Pedro a sua casa e o ouça: "Havia em Cesareia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso: ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e constantemente rezava. Este homem claramente distinguiu numa visão, pela hora nona do dia, de si se aproximar um anjo de Deus e chamá-lo: 'Cornélio!' Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: 'Que há, Senhor?' O anjo replicou: 'Tuas orações e tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro. Ele acha-se hospedado em casa de Simão, um curtidor, cuja casa fica junto ao mar.' Quando se retirou o anjo que lhe falara, chamou dois de seus criados e um soldado temente ao Senhor, daqueles que estavam a suas ordens. Contou-lhes tudo e enviou-os a Jope." At 10,1-8
Ademais, é o Anjo da Guarda de Cornélio que vai aparecer-lhe para que convide São Pedro a sua casa e o ouça: "Havia em Cesareia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso: ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e constantemente rezava. Este homem claramente distinguiu numa visão, pela hora nona do dia, de si se aproximar um anjo de Deus e chamá-lo: 'Cornélio!' Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: 'Que há, Senhor?' O anjo replicou: 'Tuas orações e tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro. Ele acha-se hospedado em casa de Simão, um curtidor, cuja casa fica junto ao mar.' Quando se retirou o anjo que lhe falara, chamou dois de seus criados e um soldado temente ao Senhor, daqueles que estavam a suas ordens. Contou-lhes tudo e enviou-os a Jope." At 10,1-8
Tempos depois de Sua Ascensão, Jesus apareceu no caminho de Damasco a São Paulo, à época chamado Saulo, um fariseu que perseguia, surrava e aprovava a morte dos cristãos. Ele mesmo apontou: "E por último de todos, também apareceu a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos Apóstolos, e não sou digno de ser chamado Apóstolo porque persegui a Igreja de Deus." 1 Cor 15,8-9
Ao rei de Judeia, Herodes Agripa I, ele assim a narrou os detalhes deste fato, após ser preso em Jerusalém e enquanto aguardava, detido em Cesareia, o julgamento. Diz claramente, pois, que Jesus o acusou de perseguir não a Igreja Católica, mas a Si mesmo: "Nesse intuito, fui a Damasco, com poder e comissão dos sumos sacerdotes. Era meio-dia, ó rei. Eu estava a caminho quando uma Luz do céu, mais fulgurante que o sol, brilhou em torno de mim e de meus companheiros. Caímos todos nós por terra, e ouvi uma voz que me dizia em hebraica língua: 'Saulo, Saulo, por que Me persegues? Duro é debater-te contra o aguilhão.' Eu então disse: 'Quem és, Senhor?' O Senhor respondeu: 'Eu sou Jesus, a Quem persegues. Mas levanta-te e põe-te em pé, pois apareci para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras para as quais ainda hei de Me manifestar a ti. Escolhi-te em meio ao povo e aos pagãos, aos quais agora te envio para lhes abrir os olhos, a fim de que se convertam das trevas à Luz, e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em Mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados.' Desde então, ó rei, não fui desobediente à celestial visão." At 26,12-19
Apareceu-lhe mais uma vez no Templo de Jerusalém, em seu primeiro retorno à Cidade Santa após sua conversão: "Voltei para Jerusalém e, rezando no Templo, fui arrebatado em êxtase. E vi Jesus que me dizia: 'Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão teu testemunho a Meu respeito.' Eu repliquei: 'Senhor, eles sabem que eu encarcerava e açoitava com varas, de sinagoga em sinagoga, aqueles que creem em Ti. E quando se derramou o sangue de Estêvão, Tua testemunha, eu estava presente, nisso consentia e guardava os mantos daqueles que o matavam.' Mas Ele respondeu-me: 'Vai, porque Eu te enviarei para longe, às nações...'" At 22,17-21
E ainda lhe apareceu em Jerusalém anos depois, antes de ser preso e levado a Roma: "Na noite seguinte, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: 'Coragem! Deste testemunho de Mim em Jerusalém, importa que também o dês em Roma.'" At 23,11
O Apóstolo dos Gentios igualmente viu uma aparição do Anjo de Macedônia, pedindo que lá fosse pregar o Evangelho: "De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante de si, rogava-lhe: 'Passa a Macedônia, e vem em nosso auxílio!'" Ap 16,9
E ainda lhe apareceu em Jerusalém anos depois, antes de ser preso e levado a Roma: "Na noite seguinte, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: 'Coragem! Deste testemunho de Mim em Jerusalém, importa que também o dês em Roma.'" At 23,11
O Apóstolo dos Gentios igualmente viu uma aparição do Anjo de Macedônia, pedindo que lá fosse pregar o Evangelho: "De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante de si, rogava-lhe: 'Passa a Macedônia, e vem em nosso auxílio!'" Ap 16,9
O Anjo da Guarda de São Paulo também lhe apareceu, durante o maremoto que levou a embarcação, destinada a Roma, à ilha de Malta: "Desde muito tempo, ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se em meio a eles e disse: 'Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas. Agora, porém, vos admoesto a que tenhais coragem, pois não perecerá nenhum de vós, mas somente o navio. Esta noite, apareceu-me um anjo de Deus, a Quem pertenço e a Quem sirvo, o qual me disse: 'Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus deu-te todos que navegam contigo.' Por isso, amigos, coragem! Eu confio em Deus que há de acontecer como me foi dito. Vamos dar a uma ilha.'" At 27,21-26
Ora, ele não fala como de uma ou outra visão, mas de visões, bem como revelações que teve. Está na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, quando teve que se defender: "Importa que me glorie? Na verdade, não convém! Passarei, entretanto, às visões e revelações do Senhor." 2 Cor 12,1b
Tinha-nas, porém, como uma grande responsabilidade: "Ademais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele disse-me: 'Basta-te Minha Graça, porque é na fraqueza que Minha força se revela totalmente.'" 2 Cor 12,7-9a
Tinha-nas, porém, como uma grande responsabilidade: "Ademais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele disse-me: 'Basta-te Minha Graça, porque é na fraqueza que Minha força se revela totalmente.'" 2 Cor 12,7-9a
De fato, dentre as revelações que tinha, procurava confirmá-las com São Pedro, se estavam em conformidade com a Sã Doutrina. Lemos na Carta de São Paulo aos Gálatas, quando ele usa como referência o primeiro encontro com o Príncipe dos Apóstolos, sempre reverentemente o citando pelo nome de ofício, dado por Nosso Senhor (cf. Jo 1,42): "Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, comigo também levando Tito. E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente àqueles que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a Graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo: iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Apenas recomendaram que nos lembrássemos dos pobres, o que precisamente era minha intenção." Gl 2,1-2.9-10
Porque nem todas aparições que ele viu, foram do bem, como relatou quando deu um título aos Sacerdotes da Igreja Apostólica: "Pois se o próprio Satanás se transfigura em anjo de Luz, bem parece normal que seus ministros se disfarcem em Ministros de Justiça, cujo fim, no entanto, será segundo suas obras." 2 Cor 11,14b-15
Por isso, a Carta de São Paulo aos Colossenses convictamente fala de visíveis e invisíveis criaturas, quando cita quatro ordens de anjos: "Em Si (Cristo) foram criadas todas coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis criaturas. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por Si e para Si." Cl 1,16
Porque nem todas aparições que ele viu, foram do bem, como relatou quando deu um título aos Sacerdotes da Igreja Apostólica: "Pois se o próprio Satanás se transfigura em anjo de Luz, bem parece normal que seus ministros se disfarcem em Ministros de Justiça, cujo fim, no entanto, será segundo suas obras." 2 Cor 11,14b-15
Por isso, a Carta de São Paulo aos Colossenses convictamente fala de visíveis e invisíveis criaturas, quando cita quatro ordens de anjos: "Em Si (Cristo) foram criadas todas coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis criaturas. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por Si e para Si." Cl 1,16
Ele dizia de sua pregação: "Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho por mim pregado não tem nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo." Gl 1,11-12
E da concepção de que, só por obra do Espírito Santo, podemos realmente ser o Corpo Místico de Cristo, isto é, ser Igreja Católica. É da leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: "Foi por revelação que me foi manifestado o Mistério que acabo de esboçar." Ef 3,3
Já na Segunda Carta de São Pedro, vemos que o Primeiro Apóstolo (cf. Mt 10,2) também seguia em estreito contato com Jesus após a Ascensão, referindo-se a seu corpo como uma tenda: "Tenho por meu dever, enquanto estiver neste tabernáculo, manter-vos vigilantes com minhas admoestações. Porque sei que em breve terei que o deixar, assim como Nosso Senhor Jesus Cristo me fez conhecer." 2 Pd 1,13-14
E da concepção de que, só por obra do Espírito Santo, podemos realmente ser o Corpo Místico de Cristo, isto é, ser Igreja Católica. É da leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: "Foi por revelação que me foi manifestado o Mistério que acabo de esboçar." Ef 3,3
Já na Segunda Carta de São Pedro, vemos que o Primeiro Apóstolo (cf. Mt 10,2) também seguia em estreito contato com Jesus após a Ascensão, referindo-se a seu corpo como uma tenda: "Tenho por meu dever, enquanto estiver neste tabernáculo, manter-vos vigilantes com minhas admoestações. Porque sei que em breve terei que o deixar, assim como Nosso Senhor Jesus Cristo me fez conhecer." 2 Pd 1,13-14
Por fim, e encerrando a Revelação, o Livro de Apocalipse de São João registrou que o anjo de Jesus o arrebatou, concedendo-lhe as visões e revelações: "Revelação de Jesus Cristo, que Lhe foi confiada por Deus para manifestar a Seus servos o que em breve deve acontecer. Ele, por Sua vez, por intermédio de Seu anjo, comunicou a Seu servo João, o qual atesta, como Palavra de Deus, o testemunho de Jesus Cristo e tudo que viu." Ap 1,1-2
De início lhe foi concedido ver o próprio Jesus em Sua Divina Natureza, que lhe dizia das sete dioceses de Ásia de então, demonstrando ter total controle sobre Sua Igreja: "Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e por trás de mim ouvi uma forte voz como de trombeta, que dizia: 'O que vês, escreve-o num Livro e manda-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia.' Voltei-me para saber que voz falava comigo. Tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante ao Filho do Homem, vestindo longa túnica até os pés, o peito cingido por um cinto de ouro. Tinha Ele brancos cabeça e cabelos, como lã cor de neve. Seus olhos eram como chamas de fogo. Seus pés pareciam-se ao fino bronze incandescido na fornalha. Sua voz era como o ruído de muitas águas. Segurava na mão direita sete estrelas. De Sua boca saía uma afiada espada, de dois gumes. Seu rosto assemelhava-se ao sol, quando brilha com toda força. Ao vê-Lo, caí como morto a Seus pés. Ele, porém, pôs sobre mim Sua mão direita e disse: 'Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último, e Aquele que vive. Pois estive morto, e eis-Me de novo vivo pelos séculos dos séculos: tenho as chaves da morte e da região dos mortos. Escreve, pois, o que viste, tanto as atuais coisas como as futuras. Eis o simbolismo das sete estrelas que viste em Minha mão direita e dos sete candelabros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros, as sete igrejas." Ap 1,10-20
Assim viu Deus Pai, representando a Santíssima Trindade, cultuado por vinte e quatro serafins que representam nossos Sacerdotes, os sete Principais Arcanjos (cf. Tb 12,15) e quatro querubins que representam os Evangelhos: "Imediatamente fui arrebatado pelo Espírito: no Céu havia um trono, e nesse trono estava sentado um Ser. E Quem estava sentado assemelhava-Se pelo aspecto a uma pedra de jaspe e de sardônica. Um halo, semelhante à esmeralda, nimbava o trono. Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro anciãos vestidos de brancas vestes e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. Havia ainda diante do trono um mar límpido como cristal. Diante do trono e ao redor, quatro seres vivos cheios de olhos na frente e atrás. O primeiro ser vivo assemelhava-se a um leão, o segundo, a um touro, o terceiro tinha um rosto como o de um homem, e o quarto era semelhante a uma águia em pleno vôo. Estes seres tinham cada um seis asas cobertas de olhos por dentro e por fora. Não cessavam de clamar dia e noite: 'Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem.' E cada vez que aqueles seres rendiam Glória, honra e ação de graças Àquele que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos profundamente se inclinavam diante d'Aquele que estava no trono, prostravam-se diante d'Aquele que vive pelos séculos dos séculos e depunham suas coroas diante do trono, dizendo: ''Tu és digno Senhor, Nosso Deus, de receber a honra, a Glória e a majestade, porque criaste todas coisas, e por Tua vontade é que existem e foram criadas." Ap 4,2-11
Assim viu Deus Pai, representando a Santíssima Trindade, cultuado por vinte e quatro serafins que representam nossos Sacerdotes, os sete Principais Arcanjos (cf. Tb 12,15) e quatro querubins que representam os Evangelhos: "Imediatamente fui arrebatado pelo Espírito: no Céu havia um trono, e nesse trono estava sentado um Ser. E Quem estava sentado assemelhava-Se pelo aspecto a uma pedra de jaspe e de sardônica. Um halo, semelhante à esmeralda, nimbava o trono. Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro anciãos vestidos de brancas vestes e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. Havia ainda diante do trono um mar límpido como cristal. Diante do trono e ao redor, quatro seres vivos cheios de olhos na frente e atrás. O primeiro ser vivo assemelhava-se a um leão, o segundo, a um touro, o terceiro tinha um rosto como o de um homem, e o quarto era semelhante a uma águia em pleno vôo. Estes seres tinham cada um seis asas cobertas de olhos por dentro e por fora. Não cessavam de clamar dia e noite: 'Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem.' E cada vez que aqueles seres rendiam Glória, honra e ação de graças Àquele que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos profundamente se inclinavam diante d'Aquele que estava no trono, prostravam-se diante d'Aquele que vive pelos séculos dos séculos e depunham suas coroas diante do trono, dizendo: ''Tu és digno Senhor, Nosso Deus, de receber a honra, a Glória e a majestade, porque criaste todas coisas, e por Tua vontade é que existem e foram criadas." Ap 4,2-11
Viu Jesus, o Cordeiro de Deus, que por Seu Sangue fundou a Igreja Católica Apostólica Romana (cf. Ap 1,6), receber do Pai o destino do mundo: "Eu vi também, na mão direita d'Aquele que estava sentado no trono, um Livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Vi então um poderoso anjos, que clamava em alta voz: 'Quem é digno de abrir o Livro e desatar seus selos?' Mas ninguém, nem no Céu, nem na Terra, nem debaixo da Terra, podia abrir o Livro ou examiná-lo. Eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o Livro e examiná-lo. Então um dos anciãos me falou: 'Não chores! O Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi venceu para abrir o livro e os sete selos. Eu vi no meio do trono, dos quatro seres e no meio dos anciãos um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha Ele sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda Terra. Veio e recebeu o Livro da mão direita d'Aquele que Se sentava no trono. Quando recebeu o livro, os quatro seres e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos Santos. Cantavam um novo cântico, dizendo: 'Tu és digno de receber o Livro e de abrir seus selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de Teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça e deles fizeste para nosso Deus um Reino de Sacerdotes, que reinam sobre a Terra.'" Ap 5,1-10
Também viu Nossa Senhora em esplendorosa aparição, que a confirma como a definitiva Arca da Aliança e a Rainha dos Céus. Isso deu-se com o início do Reino de Cristo sobre o mundo: "O sétimo anjo tocou a trombeta. Então ressoaram no Céu altas vozes que diziam: 'O Império de Nosso Senhor e de Seu Cristo estabeleceu-se sobre o mundo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. Os vinte e quatro anciãos (anjos!), que se sentam em seus tronos diante de Deus, prostraram-se de rosto em terra e adoraram a Deus, dizendo: 'Graças damo-Te, Senhor, Deus Dominador, que és e que eras, porque assumiste a plenitude de Teu real poder.' Abriu-se o Templo de Deus no Céu e apareceu, em Seu Templo, a Arca de Seu Testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva. Em seguida, apareceu um grande sinal no Céu: uma Mulher revestida do sol, tendo a lua debaixo de seus pés e, na cabeça, uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um Menino, Aquele que deve reger todas nações pagãs com cetro de ferro. Mas Seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e de Seu trono." Ap 11,15-17.19 ;12,1.5
Semelhantemente viu e apontou a Igreja Católica Apostólica Romana, já Igreja Glorificante, nos Céus, e Igreja Itinerante, ainda na Terra, como os filhos de Maria Santíssima, na única vez que a cabeça da Serpente é citada após a menção feita por Deus no Livro de Gênesis: "Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no Céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado à Terra, e com ele seus anjos. Eu ouvi no Céu uma voz forte que dizia: 'Agora chegou a Salvação, o poder e a realeza de Nosso Deus, assim como a autoridade de Seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante de Nosso Deus. Mas estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de Seu Eloquente Testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte. Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e todos que aí habitais. Mas, ó Terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. O Dragão, vendo que fora precipitado à Terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para a fazer submergir. A Terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este então se irritou contra a Mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, àqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus." Ap 12,7-17
Enfim, São João Apóstolo teve essa visão de Jesus na Final Batalha, quando Sua Palavra aparece como uma Espada: "Vi o Céu ainda aberto: eis que aparece um branco cavalo. Seu Cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e é com Justiça que Ele julga e guerreia. Tem flamejantes olhos. Há em Sua cabeça muitos diademas, e traz escrito um Nome que ninguém conhece, senão Ele. Está vestido com um manto tinto de Sangue, e Seu Nome é Verbo de Deus. Seguiam-nO, em brancos cavalos, os Celestes Exércitos, vestidos de fino linho de imaculada brancura. De Sua boca sai uma afiada Espada, para com ela ferir as pagãs nações, porque Ele deve governá-las com cetro de ferro e pisar o lagar do vinho da ardente ira do Deus Dominador. Ele traz escrito no manto e na coxa: 'Rei dos reis e Senhor dos senhores!'" Ap 19,11-16
Contudo, no Sermão da Montanha, ou seja, no início de Seu ministério, Nosso Senhor já havia prometido: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!" Mt 5,8
Contudo, no Sermão da Montanha, ou seja, no início de Seu ministério, Nosso Senhor já havia prometido: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!" Mt 5,8
E das revelações que teve, São João Evangelista afirma sobre aqueles que são fiel a Jesus, o Cordeiro de Deus: "Verão Sua face, e Seu Nome estará em suas frontes." Ap 22,4
Quanto às aparições e visões que se têm pelo mundo, muitas delas de Nossa Senhora, desde que em compatibilidade com a Sã Doutrina, devemos sempre ter presente a defesa que Jesus fazia de Suas testemunhas, como vemos na primeira aparição ao Colégio dos Apóstolos registrada no Evangelho Segundo São Marcos: "Por fim, apareceu aos Onze quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem naqueles que O tinham visto ressuscitado." Mc 16,14
Quanto às aparições e visões que se têm pelo mundo, muitas delas de Nossa Senhora, desde que em compatibilidade com a Sã Doutrina, devemos sempre ter presente a defesa que Jesus fazia de Suas testemunhas, como vemos na primeira aparição ao Colégio dos Apóstolos registrada no Evangelho Segundo São Marcos: "Por fim, apareceu aos Onze quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem naqueles que O tinham visto ressuscitado." Mc 16,14
Ou, como vimos acima, o que São Tomé ouviu de Jesus por egocentricamente exigir 'ver para crer': "Não sejas incrédulo, mas homem de fé.'" Jo 20,27
Em específico, por força destas palavras que lhe disse: "Creste, porque Me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!" Jo 20,29
"Em Comunhão com toda a Igreja aqui estamos!"
"Em Comunhão com toda a Igreja aqui estamos!"
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