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sábado, 16 de maio de 2026
O Escapulário
Na manhã de 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo apareceu a São Simão Stock, um frade carmelita inglês, e disse: "Recebe, meu filho, este Escapulário de tua Ordem, como distintivo sinal de minha Confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos carmelitas: aquele que com ele morrer, não padecerá o eterno fogo. Este é um sinal de Salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de eternas Paz e aliança."
Quando a Santíssima Virgem disse "não padecerá o eterno fogo", queria dizer que a pessoa que o usasse, evidentemente seguindo todas recomendações que ela prescreveu (ver abaixo), não iria, sob hipótese algum, para o inferno.
Cumpria-se, portanto, a profecia de São Domingos, que décadas antes havia afirmado: "Um dia, através do Rosário e do Escapulário, Nossa Senhora salvará o mundo."
Cumpria-se, portanto, a profecia de São Domingos, que décadas antes havia afirmado: "Um dia, através do Rosário e do Escapulário, Nossa Senhora salvará o mundo."
A palavra 'escapulário' vem do latim 'scapula', que nessa língua designa o osso que chamamos omoplata. Originalmente, é uma veste contra o frio, que recobre as costas, os ombros e o peito, como essa usada por Santo Antão na pintura abaixo, ou no antigo desenho de um Padre carmelita.
Hoje, com o uso dessa veste quase restrito aos religiosos, questões de clima local e a grande devoção popular por todo mundo, ele é conhecido apenas como o colar, embora continue sendo um sacramental, isto é, o mesmo instrumento de proteção e símbolo de fé, mas com duas imagens: de Jesus e de Nossa Mãe Celeste.
Em 3 de março de 1322, Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII e prometeu uma Graça ainda maior àqueles que usarem o Escapulário: "Eu, vossa Mãe, graciosamente baixarei ao Purgatório no sábado seguinte a vossa morte, lavá-los-ei daquelas penas e levá-los-ei ao Monte Santo da Vida Eterna."
Hoje, com o uso dessa veste quase restrito aos religiosos, questões de clima local e a grande devoção popular por todo mundo, ele é conhecido apenas como o colar, embora continue sendo um sacramental, isto é, o mesmo instrumento de proteção e símbolo de fé, mas com duas imagens: de Jesus e de Nossa Mãe Celeste.
Ou o mais tradicional, mostrando a imagem de São Simão Stock recebendo o escapulário de Maria Santíssima e com a inscrição da Promessa em inglês.
Em 3 de março de 1322, Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII e prometeu uma Graça ainda maior àqueles que usarem o Escapulário: "Eu, vossa Mãe, graciosamente baixarei ao Purgatório no sábado seguinte a vossa morte, lavá-los-ei daquelas penas e levá-los-ei ao Monte Santo da Vida Eterna."
Esse é o conhecido Privilégio Sabatino. Ou seja, quem usar o Escapulário como ela prescreveu e, por algum posterior pecado, tiver que passar pelo Purgatório, será libertado das chamas da purificação já no primeiro sábado após a morte. É necessário, porém, que o Escapulário seja bento por um Sacerdote e que o católico esteja sob a Graça de todos Sacramentos da verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que significa ser batizado, crismado e casado na Igreja Católica Apostólica Romana e, ao menos uma vez ao ano, confessar-se e comungar.
Na última das Aparições de Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, Nossa Mãe do Céu apresentou-se com a imagem de Nossa Senhora do Carmo, com o Escapulário nas mãos. Foi perguntado a Lúcia, uma dos três videntes, qual mensagem ela queria passar com esse gesto. Ela respondeu: "É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário."
"Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!"
"Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!"
São Simão Stock
Simon nasceu em 1165, de nobre família do condado de Kent, Inglaterra, e desde cedo revelou ser dotado de incomum inteligência: aprendeu a ler ainda muito novo e serenamente rezava com os pais o Pequeno Ofício de Nossa Senhora.
A partir dos 7 anos, foi estudar Belas Artes no colégio de Oxford, e tão fortemente impressionava professores e Sacerdotes por sua maturidade que logo foi considerado apto para receber o Santíssimo Sacramento. Realmente tinha especial gosto pelas coisas de Deus: a Santa Igreja Católica, a Santa Missa, o Evangelho, o Catecismo, as orações, as santas imagens.
Por uma dificuldade de saúde de sua mãe, ainda no ventre foi consagrado a Maria Santíssima. Antes de lhe amamentar ao seio, sua mãe sempre rezava uma Ave Maria. Quando o esquecia, o pequeno São Simão recusava-se a mamar. E quando por algum motivo ele chorava, bastava entregar-lhe qualquer sagrado objeto, como um crucifixo, ou colocar-lhe à vista uma imagem de Jesus ou da Santíssima Virgem para que rapidamente se acalmasse.
Ainda com apenas 12 anos, por sua inclinação espiritual que rejeitava a vida na riqueza, após várias contendas com o irmão mais velho, que lhe tinha inveja, São Simão fugiu para uma floresta e por 20 anos viveu dentro de um tronco de carvalho, e daí vem seu apelido Stock, que significa tronco em inglês antigo, dado pelo próprio povo da região que muito o admirava e divulgava sua piedosa história.
Ainda com apenas 12 anos, por sua inclinação espiritual que rejeitava a vida na riqueza, após várias contendas com o irmão mais velho, que lhe tinha inveja, São Simão fugiu para uma floresta e por 20 anos viveu dentro de um tronco de carvalho, e daí vem seu apelido Stock, que significa tronco em inglês antigo, dado pelo próprio povo da região que muito o admirava e divulgava sua piedosa história.
Aí, além do lugar de deitar, só havia espaço para um pequeno e improvisado altar, onde ficava um crucifixo, e, num singelo nicho feito de pedras, repousava a imagem de Nossa Mãe do Céu e a Bíblia. Era sua casa e seu oratório.
Porém, como aconteceu a Santo Antão, Satanás não lhe dava descanso. Foi atormentado por tenebrosos remorsos por renegar a família e se afastar dos Sacramentos da Igreja Apostólica. Mas confiava nos exemplos dos Santos eremitas que bem conhecia, e tinha certeza que Deus não o abandonaria. De fato, era atendido com indizíveis consolações do Espírito Santo e a proteção da Virgem Maria.
Acabou retornando à vida urbana, contudo, depois de uma visão que teve de Nossa Senhora do Carmo, anunciando a vontade de o ver fazer parte de uma congregação de monges que vinham da Terra Santa, mais propriamente do Monte Carmelo, onde viviam consagrados a Mãe de Deus. Inicialmente, ele retornou à casa dos pais, abraçou os estudos de Teologia, recebeu o Sacramento da Ordenação Presbiteral e levou vida de mendicante pregador, em especial visitando enfermos e pobres.
Porém, como aconteceu a Santo Antão, Satanás não lhe dava descanso. Foi atormentado por tenebrosos remorsos por renegar a família e se afastar dos Sacramentos da Igreja Apostólica. Mas confiava nos exemplos dos Santos eremitas que bem conhecia, e tinha certeza que Deus não o abandonaria. De fato, era atendido com indizíveis consolações do Espírito Santo e a proteção da Virgem Maria.
Acabou retornando à vida urbana, contudo, depois de uma visão que teve de Nossa Senhora do Carmo, anunciando a vontade de o ver fazer parte de uma congregação de monges que vinham da Terra Santa, mais propriamente do Monte Carmelo, onde viviam consagrados a Mãe de Deus. Inicialmente, ele retornou à casa dos pais, abraçou os estudos de Teologia, recebeu o Sacramento da Ordenação Presbiteral e levou vida de mendicante pregador, em especial visitando enfermos e pobres.
Em 1213, aos 48 anos, chegaram dois carmelitas a seu condado, e ele prontamente os reconheceu como os monges designados por Nossa Senhora. Foi de imediato admitido entre eles e sentia-se profundamente realizado. Em 1215, porém, como sua santidade já era amplamente reconhecida, foi chamado para ser coadjutor de São Brocardo, que era o Segundo Geral Latino da Ordem. E em 1226, por fim, foi nomeado Vigário Geral de todas províncias de Europa.
Disse-lhe: "Recebe, meu filho, este Escapulário de tua Ordem, como distintivo sinal de minha Confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos carmelitas: aquele que com ele morrer, não padecerá o eterno fogo. Este é um sinal de Salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de eternas Paz e aliança."
Também lhe deu instruções para mandar delegados ao Papa Inocêncio IV, de quem obteve a definitiva aprovação da Ordem em 1252. A partir daí, São Simão alterou a tradição, quando os membros da Ordem passaram de eremitas a mendicantes, ou apostólicos, e abriu vários mosteiros, principalmente nas grandes cidades onde surgiam as primeiras universidades de Europa, que atraíam muitos e os mais estudiosos jovens. Foi assim que fundou casas carmelitas em Cambridge, no ano de 1249, Oxford, em 1253, Paris, em 1254, e Bolonha, em 1260.
A Ordem do Carmo, no entanto, sofria uma forte perseguição dentro do próprio Clero. Pediam sua extinção por contrariar o IV Concílio de Latrão, que proibia a instituição de novas ordens, embora os carmelitas já fossem muito antiga Ordem. São Simão enviou delegados a Roma para que resolvessem a questão e, após muitas contrariedades, Nossa Senhora apareceu ao Papa Honório III e ordenou-lhe que aprovasse a Regra do Carmo, confirmasse Ordem e assumisse sua proteção.
Em 1237 foi realizado o Capítulo Geral da Ordem na Terra Santa, porque eram os tempos das Cruzadas, os muçulmanos estavam prestes a dominar toda região, os monges de lá certamente seriam assassinados e os conventos, destruídos. Alguns queriam ficar, mesmo sob risco de martírio, mas São Simão, como muitos outros, era a favor da retirada. Como a catequização ali era impossível, pois a grande maioria da população era de origem árabe e estava sob ameaças de morte dos islamistas em caso de conversão ao Cristianismo, ele não via proveito nesses heroicos atos, que sequer seriam testemunhados, e julgava muito mais frutuoso catequizar as terras de Europa. Como principal argumento, recorria-se de uma passagem do Evangelho Segundo São Mateus, na qual Jesus diz: "Se vos perseguirem numa cidade, fugi para outra." Mt 10,23
E não estava errado, pois, por vontade de Deus, mesmo antes que São Simão pudesse voltar para Europa, o Mar Mediterrâneo foi dominado pelos árabes e ele teve que se refugiar no Monte Carmelo. Aí reviveu seus tempos de adolescente, jovem e adulto, levando vida de eremita numa gruta por mais de 6 anos em absoluta solidão. Só quando foi procurado por outros monges, e informado que havia cruzados ingleses preparando-se para voltar, mais uma vez decidiu-se por servir a sua Ordem.
Com efeito, no capítulo realizado em 1245 foi eleito Prior Geral da Ordem do Carmelo, apesar de seus 80 anos de idade. Mas não por acaso: continuavam as perseguições aos carmelitas pelos Clérigos, mesmo após a Bula Papal de Honório III. E ele teve que as sofrer mais alguns anos até que em 1251, quando fervorosamente rezava a Nossa Senhora pedindo-lhe uma ajuda para manter a Ordem, ela lhe apareceu e ofereceu o Escapulário.
Em 1237 foi realizado o Capítulo Geral da Ordem na Terra Santa, porque eram os tempos das Cruzadas, os muçulmanos estavam prestes a dominar toda região, os monges de lá certamente seriam assassinados e os conventos, destruídos. Alguns queriam ficar, mesmo sob risco de martírio, mas São Simão, como muitos outros, era a favor da retirada. Como a catequização ali era impossível, pois a grande maioria da população era de origem árabe e estava sob ameaças de morte dos islamistas em caso de conversão ao Cristianismo, ele não via proveito nesses heroicos atos, que sequer seriam testemunhados, e julgava muito mais frutuoso catequizar as terras de Europa. Como principal argumento, recorria-se de uma passagem do Evangelho Segundo São Mateus, na qual Jesus diz: "Se vos perseguirem numa cidade, fugi para outra." Mt 10,23
E não estava errado, pois, por vontade de Deus, mesmo antes que São Simão pudesse voltar para Europa, o Mar Mediterrâneo foi dominado pelos árabes e ele teve que se refugiar no Monte Carmelo. Aí reviveu seus tempos de adolescente, jovem e adulto, levando vida de eremita numa gruta por mais de 6 anos em absoluta solidão. Só quando foi procurado por outros monges, e informado que havia cruzados ingleses preparando-se para voltar, mais uma vez decidiu-se por servir a sua Ordem.
Com efeito, no capítulo realizado em 1245 foi eleito Prior Geral da Ordem do Carmelo, apesar de seus 80 anos de idade. Mas não por acaso: continuavam as perseguições aos carmelitas pelos Clérigos, mesmo após a Bula Papal de Honório III. E ele teve que as sofrer mais alguns anos até que em 1251, quando fervorosamente rezava a Nossa Senhora pedindo-lhe uma ajuda para manter a Ordem, ela lhe apareceu e ofereceu o Escapulário.
Disse-lhe: "Recebe, meu filho, este Escapulário de tua Ordem, como distintivo sinal de minha Confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos carmelitas: aquele que com ele morrer, não padecerá o eterno fogo. Este é um sinal de Salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de eternas Paz e aliança."
Também lhe deu instruções para mandar delegados ao Papa Inocêncio IV, de quem obteve a definitiva aprovação da Ordem em 1252. A partir daí, São Simão alterou a tradição, quando os membros da Ordem passaram de eremitas a mendicantes, ou apostólicos, e abriu vários mosteiros, principalmente nas grandes cidades onde surgiam as primeiras universidades de Europa, que atraíam muitos e os mais estudiosos jovens. Foi assim que fundou casas carmelitas em Cambridge, no ano de 1249, Oxford, em 1253, Paris, em 1254, e Bolonha, em 1260.
Nosso Santo compôs esse lindo hino a Nossa Senhora do Carmo:
"Flor do Carmelo,
Vinha florida,
Esplendor do Céu,
Virgem fecunda e singular.
Mãe bondosa e intacta,
aos Carmelitas dai privilégios.
Estrela do mar!"
A tradição do Escapulário rapidamente se espalhou por todo continente, e os milagres da Santíssima Virgem confirmavam sua maternal proteção.
Nosso Santo morreu no mosteiro de Bordeaux, França, a 16 de maio de 1265, quase centenário, quando estava de viagem a Toulouse para novo Capítulo da Ordem. Já havia, então, mais de 500 mosteiros carmelitas nas mais diversas nações do continente. É o Santo Padroeiro da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, atualmente chamada de Ordem do Carmo, e também Padroeiro da Província dos Carmelitas Descalços de Inglaterra, Ordem oriunda da reforma na Ordem do Carmo feita por Santa Teresa d'Ávila e São João da Cruz em 1593.
Em 1951, suas relíquias, ossos do crânio, foram trasladadas para o mosteiro carmelita da vila de Aylesford, em Kent, sua terra natal em Inglaterra.
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