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terça-feira, 7 de abril de 2026
O Mal do Dinheiro
Falando sobre a sandice por bens materiais, Jesus, em Suas primeiras pregações no Evangelho Segundo São Mateus, faz recordar o sentido de nossas vidas: "Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." Mt 6,24
Assim, também cuidando de prover materialmente a humanidade, Deus tem no mundo apenas dois grandes grupos de pessoas: os necessitados e Seus possíveis colaboradores. E foi em função de caridade material e espiritual que Jesus pregou à multidão em Jerusalém em Seus últimos dias, explicando como seria o Juízo Final: "Então o Rei dirá àqueles que estão à direita: 'Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e Me deste de comer, tive sede e Me deste de beber, era peregrino e Me acolheste, nu e Me vestiste, enfermo e Me visitaste, estava na prisão e viestes a Mim.' Responderá o Rei: 'Na Verdade, Eu declaro-vos: todas vezes que isto fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, foi a Mim mesmo que o fizestes." Mt 25,34-36.40
Por isso, como o Livro do Profeta Isaías falou pelo próprio Cristo, é bem específica a Missão de Jesus enquanto Consolador: "... anunciar a Boa Nova aos pobres..." Is 61,1
De fato, por mais importante, Ele essencialmente prometia consolação espiritual: "Vinde a Mim, todos vós que estais aflitos sob o fardo, e Eu aliviá-vos-ei. Tomai Meu jugo sobre vós e recebei Minha Doutrina, porque Eu sou manso e humilde de coração, e achareis repouso para vossas almas. Porque Meu jugo é suave e Meu fardo é leve." Mt 11,28-30
Assim agia mesmo quando d'Ele só esperavam o milagre de uma cura: "Eis que Lhe apresentaram um paralítico estendido numa padiola. Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: 'Meu filho, coragem! Teus pecados são-te perdoados.'" Mt 9,2
E no Evangelho Segundo São Lucas, logo advertiu àqueles que acreditam encontrar satisfação em bens materiais: "Mas ai de vós, ricos, porque tendes vossa consolação!" Lc 6,24
De fato, por mais importante, Ele essencialmente prometia consolação espiritual: "Vinde a Mim, todos vós que estais aflitos sob o fardo, e Eu aliviá-vos-ei. Tomai Meu jugo sobre vós e recebei Minha Doutrina, porque Eu sou manso e humilde de coração, e achareis repouso para vossas almas. Porque Meu jugo é suave e Meu fardo é leve." Mt 11,28-30
Assim agia mesmo quando d'Ele só esperavam o milagre de uma cura: "Eis que Lhe apresentaram um paralítico estendido numa padiola. Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: 'Meu filho, coragem! Teus pecados são-te perdoados.'" Mt 9,2
E no Evangelho Segundo São Lucas, logo advertiu àqueles que acreditam encontrar satisfação em bens materiais: "Mas ai de vós, ricos, porque tendes vossa consolação!" Lc 6,24
Até contou uma ruidosa parábola: "Havia um rico homem que se vestia de púrpura e finíssimo linho, e que todo dia se banqueteava e se regalava. Também havia um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Também morreu o rico e foi sepultado. Na Mansão dos mortos, em meio a tormentos, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro em seu seio. Gritou, então: 'Pai Abraão, compadece-te de mim e manda que Lázaro molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.' Abraão, porém, replicou: 'Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males. Por isso, agora aqui ele é consolado, mas tu estás em tormento.'" Lc 16,19-25
A Verdade é que muitos perdem a compaixão pelo próximo, e assim se afastam dos Mandamentos de Deus, por conta de débeis e materiais apegos, que são propriamente o pecado capital da avareza, além de ambições. Mas, desde o Livro de Êxodo, Ele já havia determinado: "Não cobiçarás a casa de teu próximo, não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada daquilo que lhe pertence." Êx 20,17
Caem até mesmo nos mais óbvios pecados: "Não furtarás." Êx 20,15
A Verdade é que muitos perdem a compaixão pelo próximo, e assim se afastam dos Mandamentos de Deus, por conta de débeis e materiais apegos, que são propriamente o pecado capital da avareza, além de ambições. Mas, desde o Livro de Êxodo, Ele já havia determinado: "Não cobiçarás a casa de teu próximo, não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada daquilo que lhe pertence." Êx 20,17
Caem até mesmo nos mais óbvios pecados: "Não furtarás." Êx 20,15
E em outros nem um pouco menos danosos: "Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, Teu Deus." Êx 20,12
É nesse fértil terreno do coração, justamente por seu evidente potencial para o bem, que Jesus mais lamenta a semente desperdiçada na parábola do Semeador, que é Ele mesmo (cf. Mt 13,37): "O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que bem ouviu a Palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas sufocam-na e tornam-na infrutuosa." Mt 13,22
Pois contra qualquer impressão, Ele deixou claro que a vida humana depende tão somente da vontade de Deus: "Escrupulosamente vos guardai de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas." Lc 12,15
No mesmo sentido, os seguidores da tradição de São Paulo pregam na Carta aos Hebreus, citando palavras de Deus no Livro de Deuteronômio e de um sagrado autor no Livro de Salmos: "Vivei sem avareza. Contentai-vos com o que tendes, pois Deus mesmo disse: 'Não te deixarei nem desampararei (Dt 31,6)'. Por isso, é que podemos dizer com confiança: 'O Senhor é Meu socorro, e nada tenho que temer. Que poderá fazer-me o homem (Sl 117,6)?'" Hb 13,5-6
É nesse fértil terreno do coração, justamente por seu evidente potencial para o bem, que Jesus mais lamenta a semente desperdiçada na parábola do Semeador, que é Ele mesmo (cf. Mt 13,37): "O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que bem ouviu a Palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas sufocam-na e tornam-na infrutuosa." Mt 13,22
Pois contra qualquer impressão, Ele deixou claro que a vida humana depende tão somente da vontade de Deus: "Escrupulosamente vos guardai de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas." Lc 12,15
No mesmo sentido, os seguidores da tradição de São Paulo pregam na Carta aos Hebreus, citando palavras de Deus no Livro de Deuteronômio e de um sagrado autor no Livro de Salmos: "Vivei sem avareza. Contentai-vos com o que tendes, pois Deus mesmo disse: 'Não te deixarei nem desampararei (Dt 31,6)'. Por isso, é que podemos dizer com confiança: 'O Senhor é Meu socorro, e nada tenho que temer. Que poderá fazer-me o homem (Sl 117,6)?'" Hb 13,5-6
E àqueles que têm prazer em acumular bens, Nosso Senhor também contou uma parábola: "Havia um rico homem cujos campos produziam muito. E ele refletia consigo: 'Que farei? Porque não tenho onde recolher minha colheita.' Então disse ele: 'Farei o seguinte: derrubarei meus celeiros e construirei maiores. Neles recolherei toda minha colheita e meus bens, e direi a minha alma: Ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos! Descansa, come, bebe e regala-te!' Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Ainda nesta noite exigirão de ti tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?' Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo, mas não é rico para Deus." Lc 12,16-21
Suas recomendações eram patentes: nesse mundo ferido por injustiças e ganância, as mundanas riquezas tornam-se verdadeiras desgraças se não usadas para diminuir o sofrimento: "Eu digo-vos: fazei amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Pois quanto a comportamentos contrários à lógica da partilha, Jesus foi taxativo, como se lê no Evangelho Segundo São Marcos: "Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus aqueles que nas riquezas põem sua confiança!" Mc 10,24
Suas recomendações eram patentes: nesse mundo ferido por injustiças e ganância, as mundanas riquezas tornam-se verdadeiras desgraças se não usadas para diminuir o sofrimento: "Eu digo-vos: fazei amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Pois quanto a comportamentos contrários à lógica da partilha, Jesus foi taxativo, como se lê no Evangelho Segundo São Marcos: "Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus aqueles que nas riquezas põem sua confiança!" Mc 10,24
E para desfazer uma tradição dos judeus, de ver em toda riqueza uma dádiva de Deus. Ele enfatizou o quanto os ricos dependem da Divina Misericórdia para se salvar: "Eu repito-vos: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus." Mt 19,24
Ora, Ele ensinava exatamente o inverso: "Não ajunteis para vós tesouros na Terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no Céu, onde nem as traças nem a ferrugem os consomem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está teu tesouro, lá também está teu coração." Mt 6,19-21
Mesmo ao falar sobre festas e grandes celebrações, Suas recomendações tinham cunho exclusivamente caritativo: "... quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas sê-te-á retribuído na Ressurreição dos justos." Lc 14,13-14
E deixou evidente que a caridade deve ser praticada sem vanglória: "Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez. Assim, tua esmola fá-se-á em segredo, e Teu Pai, que vê o escondido, recompensá-te-á." Mt 6,3-4
Por isso, fez questão de elogiar àqueles que realmente confiam na Divina Providência, e tudo fazem na certeza de que Deus não lhes faltará, como disse ao contemplar aqueles que faziam oferendas no Templo de Jerusalém: "... esta pobre viúva deitou mais que todos que lançaram no cofre, porque todos deram do que tinham em abundância. Esta, porém, de sua pobreza, pôs tudo que tinha para seu sustento." Mc 12,43-44
Ora, como se podia imaginar, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo aponta a influência do Maligno por trás da ganância: "Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do Demônio e em muitos insensatos e nocivos desejos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição." 1 Tm 6,7-9
Ora, Ele ensinava exatamente o inverso: "Não ajunteis para vós tesouros na Terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no Céu, onde nem as traças nem a ferrugem os consomem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está teu tesouro, lá também está teu coração." Mt 6,19-21
Mesmo ao falar sobre festas e grandes celebrações, Suas recomendações tinham cunho exclusivamente caritativo: "... quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas sê-te-á retribuído na Ressurreição dos justos." Lc 14,13-14
E deixou evidente que a caridade deve ser praticada sem vanglória: "Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que a direita fez. Assim, tua esmola fá-se-á em segredo, e Teu Pai, que vê o escondido, recompensá-te-á." Mt 6,3-4
Por isso, fez questão de elogiar àqueles que realmente confiam na Divina Providência, e tudo fazem na certeza de que Deus não lhes faltará, como disse ao contemplar aqueles que faziam oferendas no Templo de Jerusalém: "... esta pobre viúva deitou mais que todos que lançaram no cofre, porque todos deram do que tinham em abundância. Esta, porém, de sua pobreza, pôs tudo que tinha para seu sustento." Mc 12,43-44
Pois àqueles que realmente estão prontos para a Vida Eterna, e assim verdadeiramente testemunhar Jesus, não mais cabe ater-se às coisas desses mundos. Aos fariseus, que se julgavam Santos, Ele disse sobre a purificação de objetos: "Antes dai em esmola o que possuís, e todas coisas ser-vos-ão limpas." Lc 11,41
Disse, aliás, a todos Seus seguidores: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas, fazei para vós bolsas que não se gastam, um inesgotável tesouro nos Céus..." Lc 12,32-33a
Disse, aliás, a todos Seus seguidores: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas, fazei para vós bolsas que não se gastam, um inesgotável tesouro nos Céus..." Lc 12,32-33a
Ora, quem de fato já encontrou Deus, não precisa de mais nada. No Evangelho Segundo São João, depois que multiplicou pães e peixes e Se ofereceu como o Pão do Céu, Nosso Senhor afirmou: "Quem vem a Mim não terá mais fome, e quem crê em Mim nunca mais terá sede." Jo 6,35b
Ao enviar os Apóstolos em primeira missão, portanto, Suas recomendações não podiam ser diferentes. Eles também tinham que se entregar por completo nas mãos de Deus: "Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão. Nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto..." Mc 6,8
Ele dizia a todos: "Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com estas coisas. Mas Vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua justiça, e todas coisas sê-vos-ão dadas por acréscimo." Lc 12,29-31
E no próprio Pai Nosso, embora principalmente Se referindo ao Santíssimo Sacramento, exortou-nos, ainda como exemplo de comedimento quanto aos alimentos, a pedir ao Pai tão somente conforme nossas diárias necessidades: "O Pão Nosso de cada dia dai-nos hoje..." Mt 6,11
A pobreza evangélica, então, é a meta de todos: o caminho dos Santos, da perfeição. E ainda que Ele não exigisse pobreza material de todos, como não a exigiu de Zaqueu, foi o que recomendou ao rico jovem que se julgava Santo: "Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!" Mt 19,21
Ele dizia a todos: "Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com estas coisas. Mas Vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua justiça, e todas coisas sê-vos-ão dadas por acréscimo." Lc 12,29-31
E no próprio Pai Nosso, embora principalmente Se referindo ao Santíssimo Sacramento, exortou-nos, ainda como exemplo de comedimento quanto aos alimentos, a pedir ao Pai tão somente conforme nossas diárias necessidades: "O Pão Nosso de cada dia dai-nos hoje..." Mt 6,11
A pobreza evangélica, então, é a meta de todos: o caminho dos Santos, da perfeição. E ainda que Ele não exigisse pobreza material de todos, como não a exigiu de Zaqueu, foi o que recomendou ao rico jovem que se julgava Santo: "Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!" Mt 19,21
Ora, esse foi um dos grandes exemplos do grande Profeta e Legislador de Israel: "Foi pela fé que Moisés, uma vez crescido, renunciou a ser tido como filho da filha do faraó, preferindo participar da infeliz sorte do povo de Deus, a fruir dos culpáveis e passageiros prazeres. Com os olhos fixos na recompensa, considerava os ultrajes por amor a Cristo como mais precioso bem que todos tesouros dos egípcios." Hb 11,24-26
E ao dizer que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, e ser contestado, Jesus fez uma grave advertência àqueles que vivem na falsidade: "Ora, tudo isto ouviam os fariseus, que eram avarentos e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens, é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Os verdadeiros Sacerdotes da Igreja, portanto, após a devida preparação, leia-se Sacramento da Ordenação, devem abandonar-se nas mãos da Divina Providência. Ele sentenciou: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
Assim, tudo devem fazer em nome da mais absoluta gratuidade, como Ele mesmo ensinou: "Dai de graça o que de graça recebestes!" Mt 10,8
De fato, como São Pedro disse a um charlatão, no Livro de Atos dos Apóstolos, comerciar os divinos bens é atrair sobre si grande maldição: "Maldito seja teu dinheiro e também tu, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!" At 8,20
Quando concebeu do Espírito Santo, apesar de muito jovem, Maria já sabia como Deus distribuía Suas Graças. Ele cantou no Magnificat, em casa de Santa Isabel, sua parenta: "Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos." Lc 1,53Os verdadeiros Sacerdotes da Igreja, portanto, após a devida preparação, leia-se Sacramento da Ordenação, devem abandonar-se nas mãos da Divina Providência. Ele sentenciou: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
Assim, tudo devem fazer em nome da mais absoluta gratuidade, como Ele mesmo ensinou: "Dai de graça o que de graça recebestes!" Mt 10,8
De fato, como São Pedro disse a um charlatão, no Livro de Atos dos Apóstolos, comerciar os divinos bens é atrair sobre si grande maldição: "Maldito seja teu dinheiro e também tu, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!" At 8,20
Ora, como se podia imaginar, a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo aponta a influência do Maligno por trás da ganância: "Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do Demônio e em muitos insensatos e nocivos desejos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição." 1 Tm 6,7-9
Ele explica: "Porque a raiz de todos males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns desviaram-se da fé e enredaram-se em muitas aflições." 1 Tm 6,10
Por isso, dava essa diretriz de catequese: "Exorta os ricos deste mundo a não serem orgulhosos nem ponham sua esperança nas volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos. Que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos, comunicativos, ajuntem um sólido e excelente tesouro para seu futuro, a fim de conquistarem a verdadeira Vida." 1 Tm 6,17-19
Porque a riqueza em si não é o mal, mas como com ela se relaciona, segundo o Livro de Eclesiástico: "Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros!" Eclo 31,8
Por isso, dava essa diretriz de catequese: "Exorta os ricos deste mundo a não serem orgulhosos nem ponham sua esperança nas volúveis riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas coisas para delas fruirmos. Que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos, comunicativos, ajuntem um sólido e excelente tesouro para seu futuro, a fim de conquistarem a verdadeira Vida." 1 Tm 6,17-19
Porque a riqueza em si não é o mal, mas como com ela se relaciona, segundo o Livro de Eclesiástico: "Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros!" Eclo 31,8
No Livro de Salmos, de fato, o rei Davi tão somente recomenda: "Crescendo vossas riquezas, não prendais nelas vossos corações." Sl 61,11b
Aliás, como o rei Salomão disse no Livro de Sabedoria, ela, que é um dos dons do Espírito Santo, até traz riquezas: "Assim implorei e a inteligência me foi dada, supliquei e o Espírito de Sabedoria veio a mim. Eu preferi-a aos cetros e tronos, e avaliei a riqueza como um nada ao lado da Sabedoria. Não comparei a ela a pedra preciosa, porque todo ouro ao lado dela é apenas um pouco de areia, e porque a prata diante dela será tida como lama. Eu amei-a mais que a saúde e a beleza, e gozei dela mais que da claridade do sol, porque a claridade que dela emana jamais se extingue. Com ela vieram-me todos bens, e em suas mãos, inumeráveis riquezas." Sb 7,7-11
Quanto aos Sacerdotes da Santa Igreja Católica, o Apóstolo dos Gentios cobrava retidão e exemplo especificamente sobre esse assunto: "Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes, nem propensos ao excesso da bebida nem ao espírito de lucro..." 1 Tm 3,8
A Carta de São Paulo aos Gálatas pedia, em especial, que os membros da Igreja mutuamente se ajudassem, visando fortalecer a divulgação do Evangelho: "Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos homens, mas particularmente aos irmãos na fé." Gl 6,10
A Carta de São Paulo aos Gálatas pedia, em especial, que os membros da Igreja mutuamente se ajudassem, visando fortalecer a divulgação do Evangelho: "Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos homens, mas particularmente aos irmãos na fé." Gl 6,10
Ora, ele bem tinha presente o que acontecia na alma daqueles que se desviam da Sã Doutrina. Trata-se de um evidente abandono das práticas da religiosidade: "Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da Doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, doentio por ociosas questões e contendas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as injustas suspeitas, os vãos conflitos entre homens de corrompido coração e privados da Verdade, que na piedade só veem uma fonte de lucro." 1 Tm 6,3-5
Cuidando de instituir Bispos à medida que os Apóstolos iam sendo martirizados, ele combatia as heresias que surgiam, sempre apontando o mesmo motivo. A Carta de São Paulo a São Tito diz: "Porquanto é mister que o Bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da Fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre aqueles da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam inteiras famílias, ensinando o que não convém, e isso por vil espírito de lucro." Tt 1,7-11
Cuidando de instituir Bispos à medida que os Apóstolos iam sendo martirizados, ele combatia as heresias que surgiam, sempre apontando o mesmo motivo. A Carta de São Paulo a São Tito diz: "Porquanto é mister que o Bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da Fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre aqueles da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam inteiras famílias, ensinando o que não convém, e isso por vil espírito de lucro." Tt 1,7-11
E os discípulos de São Paulo elogiavam o despojamento dos autênticos católicos, diante daqueles que sofrem: "Não só vos compadecestes dos encarcerados, mas com alegria aceitastes o confisco de vossos bens, pela certeza de possuirdes muito melhores e imperecíveis riquezas." Hb 10,34
Na verdade, São Paulo jamais esqueceu a principal diretriz pastoral que São Tiago, São Pedro e São João, as 'colunas' da Igreja Apostólica, lhe deram: "Apenas nos recomendaram que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente minha intenção." Gl 2,10
Dava exemplo de perfeita moderação, como está na Carta de São Paulo aos Filipenses: "Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a me contentar com o que tenho. Sei viver na penúria, e também sei viver na abundância. Estou acostumado a todas vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso n'Aquele que me fortalece." Fl 4,11-13
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, em mais profunda observação, pregava a importância de fazer tudo com amor: "Ainda que distribuísse todos meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria!" 1 Cor 13,3
Falando das Santas Missas, a Carta de São Tiago adverte do tratamento de bajulação dado aos ricos: "Suponde que em vossa reunião entre um homem com anel de ouro e ricos trajes, e também entre um pobre com gastos trajes. Se atenderdes àquele que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: 'Senta-te aqui, neste lugar de honra', e disserdes ao pobre: 'Fica ali de pé', ou: 'Senta-te aqui, junto ao estrado de meus pés', não é verdade que fazeis distinção entre vós e que sois juízes de iníquos pensamentos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura Deus não escolheu os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino, prometido por Deus àqueles que O amam? Mas vós desprezastes o pobre! Não são porventura os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais?" Tg 2,2-6
Ele fez essa luminosa comparação: "Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o cotidiano alimento, e algum de vós disser-lhes: 'Ide em Paz, aquecei-vos e fartai-vos', mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim a fé, se não tiver obras, também é morta em si mesma." Tg 2,15-17
E aos insensíveis, disse com contundência: "Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que sobre vós virão. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se, e sua ferrugem dará testemunho contra vós e devorará vossas carnes como fogo. Entesourastes nos últimos dias! Eis que o salário, que defraudastes aos trabalhadores que ceifavam vossos campos, clama, e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido em delícias e em dissoluções sobre a Terra, e saciastes vossos corações para o Dia da Matança!" Tg 5,1-5
No Livro de Apocalipse de São João, Jesus até antecipou Seu Juízo sobre a verdadeira condição espiritual das pessoas da diocese de Esmirna: "Eu conheço tua angústia e tua pobreza, ainda que sejas rico..." Ap 2,9a
No Livro de Apocalipse de São João, Jesus até antecipou Seu Juízo sobre a verdadeira condição espiritual das pessoas da diocese de Esmirna: "Eu conheço tua angústia e tua pobreza, ainda que sejas rico..." Ap 2,9a
E dirigiu essa palavra aos ricos da diocese de Laodiceia: "Conheço tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. Pois dizes: 'Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito', e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de Mim compres ouro provado ao fogo, para ficares rico, alvas roupas para te vestir, a fim de que a vergonha de tua nudez não apareça, e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro." Ap 3,15-18
DEUS DOS POBRES
DEUS DOS POBRES
Àqueles que acham que podem prestar algum culto a Deus esquecendo-se dos pobres, Jesus também deixou um insofismável recado, dizendo que o caminho até Ele não estará eternamente aberto: "Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a Mim nem sempre tereis." Jo 12,8
Dessa realidade, Deus havia alertado o povo ainda no deserto, falando através de Moisés no Livro de Deuteronômio, sobre a conduta que deveria prevalecer em Israel: "Nunca faltarão pobres na Terra, e por isso dou-te esta ordem: abre tua mão a teu irmão necessitado ou pobre que vive em tua terra." Dt 15,11
A pobreza, portanto, não poderia existir na Terra Prometida, entre o povo santo: "Não deverá haver pobres em meio a ti, porque o Senhor, Teu Deus, certamente te abençoará na terra que te dá como posse hereditária, contanto que fielmente obedeças à voz do Senhor, Teu Deus, cuidadosamente pondo em prática os Mandamentos que hoje te imponho. Se em meio a ti houver um pobre entre teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, Teu Deus, não endurecerás teu coração e não fecharás a mão diante de teu pobre irmão. Mas abri-lhe-ás a mão e emprestá-lhe-ás segundo as necessidades de sua indigência." Dt 15,4-5.7-8
Assim, Jesus diz que só em Comunhão com os pobres poderemos contemplar a face de Deus. Foi Seu primeiro preceito entre as Bem-Aventuranças, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados aqueles que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,3
A pobreza, portanto, não poderia existir na Terra Prometida, entre o povo santo: "Não deverá haver pobres em meio a ti, porque o Senhor, Teu Deus, certamente te abençoará na terra que te dá como posse hereditária, contanto que fielmente obedeças à voz do Senhor, Teu Deus, cuidadosamente pondo em prática os Mandamentos que hoje te imponho. Se em meio a ti houver um pobre entre teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, Teu Deus, não endurecerás teu coração e não fecharás a mão diante de teu pobre irmão. Mas abri-lhe-ás a mão e emprestá-lhe-ás segundo as necessidades de sua indigência." Dt 15,4-5.7-8
Assim, Jesus diz que só em Comunhão com os pobres poderemos contemplar a face de Deus. Foi Seu primeiro preceito entre as Bem-Aventuranças, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados aqueles que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,3
E ao ver o sucesso dos 72 discípulos em primeira missão, enquanto itinerantes e mendicantes (cf. Mt 10,10), Ele rezou ao Pai por essa dádiva: "Naquele mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: 'Pai, Senhor do Céu e da Terra, Eu dou-Te graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-Te porque assim foi de Teu agrado.'" Lc 10,21
Davi já indicava: "O pouco que o justo possui vale mais que a opulência dos ímpios..." Sl 36,16a
Davi já indicava: "O pouco que o justo possui vale mais que a opulência dos ímpios..." Sl 36,16a
Não vacilava: "Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos! Vós que buscais a Deus, reanime-se vosso coração porque o Senhor ouve os necessitados..." Sl 68,33-34a
Percebia uma patente distinção: "Sim, excelso é o Senhor! Ele vê o humilde, e de longe percebe os soberbos." Sl 137,6
E outro sagrado autor ressaltava grandes sinais: "Ele levanta do pó o indigente e tira o pobre do monturo, para entre os príncipes fazer sentar-se, junto aos grandes de Seu povo." Sl 112,7-8
Percebia uma patente distinção: "Sim, excelso é o Senhor! Ele vê o humilde, e de longe percebe os soberbos." Sl 137,6
E outro sagrado autor ressaltava grandes sinais: "Ele levanta do pó o indigente e tira o pobre do monturo, para entre os príncipes fazer sentar-se, junto aos grandes de Seu povo." Sl 112,7-8
O Livro de Eclesiástico também observou: "A oração do humilde penetra as nuvens." Eclo 35,21a
Havia testemunhado: "Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que Ele revela Seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, entretanto é pelos humildes que Ele é glorificado." Eclo 3,20b-21
E advertido: "Se satisfizeres a cobiça de tua alma, ela fará de ti a alegria de teus inimigos." Eclo 18,31
Havia testemunhado: "Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que Ele revela Seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, entretanto é pelos humildes que Ele é glorificado." Eclo 3,20b-21
E advertido: "Se satisfizeres a cobiça de tua alma, ela fará de ti a alegria de teus inimigos." Eclo 18,31
Pois, conforme o Livro de Provérbios, Ele Se compadece de quem partilha, mas tem ojeriza à ambição: "O Senhor não deixa o justo passar fome, mas repele a cobiça do ímpio." Pr 10,3
Ora, o Livro do Profeta Miqueias já denunciava a corrupção em Israel, que resultaria na dominação de Samaria pelos assírios: "Suas mãos estão prontas para o mal: o príncipe exige um presente, o juiz cobra por suas sentenças, o grande abertamente manifesta suas cobiças, e todos tramam suas falcatruas." Mq 7,2b-3
Já São Tiago Menor revela o óbvio, dizendo porque alguns planos e orações não prosperam: "Cobiçais, e não recebeis. Sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais. Litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes vossas paixões." Tg 4,2-3
Porque como os ricos estão tão iludidos, e até enauseados com tantos falsos prazeres, o convite ao Reino de Deus foi direcionado àqueles que sofrem, como Jesus contou na parábola da Grande Ceia referindo-Se aos judeus que O rejeitaram: "Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e aqui introduz os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará Minha Ceia." Lc 14,21.24
CONSEQUÊNCIAS DO MAL
Seja nessa ou na futura vida, portanto, as consequências do amor ao dinheiro não podem ser boa coisa. Logo nos primeiríssimos anos da Igreja, quando Apóstolos e fiéis tudo partilhavam em comum, deu-se esse assombroso acontecimento:
"Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo e, combinando com ela, reteve uma parte da quantia da venda. Levando apenas a outra parte, depositou-a aos pés dos Apóstolos. Pedro, porém, disse:
- Ananias, por que Satanás tomou conta de teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus.
Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto.
CONSEQUÊNCIAS DO MAL
Seja nessa ou na futura vida, portanto, as consequências do amor ao dinheiro não podem ser boa coisa. Logo nos primeiríssimos anos da Igreja, quando Apóstolos e fiéis tudo partilhavam em comum, deu-se esse assombroso acontecimento:
"Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo e, combinando com ela, reteve uma parte da quantia da venda. Levando apenas a outra parte, depositou-a aos pés dos Apóstolos. Pedro, porém, disse:
- Ananias, por que Satanás tomou conta de teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus.
Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto.
Depois de umas três horas, entrou sua mulher, nada sabendo do ocorrido. Pedro perguntou-lhe:
- Dize-me, mulher. Foi por tanto que vendestes vosso campo?
Respondeu ela:
- Sim, por esse preço.
Replicou Pedro:
- Por que combinastes para pôr à prova o Espírito do Senhor? Ali à porta estão os pés daqueles que sepultaram teu marido. Também hão de te levar.
Imediatamente caiu a seus pés e expirou."
- Dize-me, mulher. Foi por tanto que vendestes vosso campo?
Respondeu ela:
- Sim, por esse preço.
Replicou Pedro:
- Por que combinastes para pôr à prova o Espírito do Senhor? Ali à porta estão os pés daqueles que sepultaram teu marido. Também hão de te levar.
Imediatamente caiu a seus pés e expirou."
At 5,1-3.4b-5a.7-10a
O próprio Jesus descreveu o inimigo nestes termos, tão comuns características de tanta gente na atualidade: "O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir." Jo 10,10a
Demoníaca mentalidade, portanto, mesmo em sensíveis momentos ela não deixa de mostrar seu ranço, como esse detalhe registrado por São Mateus sobre a crucificação de Nosso Salvador, dada no Monte Calvário: "E os ladrões, com Ele crucificados, também O ultrajavam." Mt 27,44
Eis porque se tornou icônica, por ser rara, a figura do bom ladrão: "Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra Ele: 'Se és o Cristo, salva a Ti mesmo e também a nós!' Mas o outro repreendeu-o: 'Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós, isto é justo: recebemos o que merecemos por nossos crimes. Mas Este não fez mal algum.' E acrescentou: 'Jesus, lembra-Te de mim quando tiveres entrado em Teu Reino!' Jesus respondeu-lhe: 'Na Verdade, digo-te: ainda hoje estarás Comigo no Paraíso.'" Lc 23,39-43
Ora, Judas Iscariotes, como São João Evangelista disse, além de traidor era ladrão, roubava o dinheiro doado pelo povo a Jesus e aos Apóstolos. Por isso, incomodou-se tanto com o caro perfume com que Santa Maria de Betânia, irmã de São Lázaro, ungiu Jesus: "Mas Judas Iscariotes, um de Seus discípulos, aquele que havia de O trair, disse: 'Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?' Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam." Jo 12,4-6
E ele tão desesperadamente se arrependeu de ter entregue Jesus por dinheiro, que acabou enforcando-se:
"Judas, o traidor, vendo-O então condenado, tomado de remorsos, foi devolver as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo-lhes:
O próprio Jesus descreveu o inimigo nestes termos, tão comuns características de tanta gente na atualidade: "O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir." Jo 10,10a
Demoníaca mentalidade, portanto, mesmo em sensíveis momentos ela não deixa de mostrar seu ranço, como esse detalhe registrado por São Mateus sobre a crucificação de Nosso Salvador, dada no Monte Calvário: "E os ladrões, com Ele crucificados, também O ultrajavam." Mt 27,44
Eis porque se tornou icônica, por ser rara, a figura do bom ladrão: "Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra Ele: 'Se és o Cristo, salva a Ti mesmo e também a nós!' Mas o outro repreendeu-o: 'Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós, isto é justo: recebemos o que merecemos por nossos crimes. Mas Este não fez mal algum.' E acrescentou: 'Jesus, lembra-Te de mim quando tiveres entrado em Teu Reino!' Jesus respondeu-lhe: 'Na Verdade, digo-te: ainda hoje estarás Comigo no Paraíso.'" Lc 23,39-43
Ora, Judas Iscariotes, como São João Evangelista disse, além de traidor era ladrão, roubava o dinheiro doado pelo povo a Jesus e aos Apóstolos. Por isso, incomodou-se tanto com o caro perfume com que Santa Maria de Betânia, irmã de São Lázaro, ungiu Jesus: "Mas Judas Iscariotes, um de Seus discípulos, aquele que havia de O trair, disse: 'Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?' Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam." Jo 12,4-6
E ele tão desesperadamente se arrependeu de ter entregue Jesus por dinheiro, que acabou enforcando-se:
"Judas, o traidor, vendo-O então condenado, tomado de remorsos, foi devolver as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo-lhes:
- Pequei, entregando o Sangue de um Justo.
Responderam-lhe:
- Que nos importa? Isto é lá contigo!
Ele então jogou no Templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se."
Responderam-lhe:
- Que nos importa? Isto é lá contigo!
Ele então jogou no Templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se."
Mt 27,3-5
Na reunião em que São Matias foi indicado para substituir Judas, São Pedro acrescentou esses detalhes sobre seu fim: "Depois, tombando para frente, arrebentou-se pelo meio e todas suas entranhas derramaram-se." At 1,18b
Ora, tão trágica seria sua morte que o próprio Jesus tratou de a profetizar: "O Filho do Homem vai, como d'Ele está escrito. Mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor seria para esse homem que jamais tivesse nascido!" Mt 26,24
Assim o nomeou, quando rezou ao Pai pelos demais Apóstolos: "Conservei aqueles que Me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição..." Jo 17,12b
Na reunião em que São Matias foi indicado para substituir Judas, São Pedro acrescentou esses detalhes sobre seu fim: "Depois, tombando para frente, arrebentou-se pelo meio e todas suas entranhas derramaram-se." At 1,18b
Ora, tão trágica seria sua morte que o próprio Jesus tratou de a profetizar: "O Filho do Homem vai, como d'Ele está escrito. Mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor seria para esse homem que jamais tivesse nascido!" Mt 26,24
Assim o nomeou, quando rezou ao Pai pelos demais Apóstolos: "Conservei aqueles que Me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição..." Jo 17,12b
E São Lucas deu mais específico detalhe sobre o que havia acontecido com ele, logo depois do Domingo de Ramos: "... Satanás entrou em Judas..." Lc 22,3a
"Mandai Vosso Espírito Santo!"
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