quinta-feira, 22 de março de 2018

A Ira


    No Sermão da Montanha, ao tratar da violência contida na Lei, Jesus ensinou:
    "Tendes ouvido o que foi dito: 'Olho por olho, dente por dente.' Eu, porém, digo-vos: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa. Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil. Dá a quem te pede e não te desvies daquele que quer pedir-te emprestado.
    Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem.
    Deste modo sereis filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
    Portanto, sede perfeitos, assim como Vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,38-48

    Assim, se algumas passagens o Antigo Testamento parecem absurdas, ou se as palavras de Jesus revolucionam as sagradas prescrições, deve-se levar em conta os diferentes estágios de civilização e o que Ele havia anunciado pouco antes dessas palavras. De fato, como no último versículo acima, ao referir-Se ao Pai, Jesus falava de perfeição: "Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição." Mt 5,17
    Nesse sentido, por contrariar uma revelação maior, isto é, o Novo Testamento, a ira passou a ser um grave pecado, mesmo quando sua motivação parece justa. Jesus vai dizer: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal.' Mas Eu digo-vos: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes." Mt 5,21-22a
    E é simples de entender: mesmo a ira de Deus, embora real, pouco diz, principalmente aos incautos, de Sua imensa paciência e Misericórdia. São Tiago Menor afirma nossas imperfeições em comparação ao Divino Juízo: "Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para irar-se; porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus." Tg 1,19-20
    Com efeito, havia muito tempo que a justiça feita pelas próprias mãos já vinha sendo contestada por Deus: "... a Mim pertencem a vingança e as represálias..." Dt 32,35
    Essa corrente de pensamento aparece nas palavras do salmista: "O Senhor é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemência." Sl 102,8
    Mas não foi só com os Salmos e com Jesus que tivemos o abrandamento dos rigores da lei mosaica. Os Provérbios, como vai mencionar São Pedro, também já desestimulavam o ódio e exaltavam o amor: "O ódio desperta rixas; o amor, porém, cobre uma multidão de pecados." Pr 10,12
    Este sagrado autor já sabia que a justiça era melhor caminho que o ódio: "A vida está na vereda da justiça; o caminho do ódio, porém, conduz à morte." Pr 12,28
    Ele via insanidade na violência: "O homem violento comete loucura; o dissimulado atrai a si o ódio." Pr 14,17
    Recomendava a mansidão: "Uma branda resposta aplaca o furor, uma dura palavra excita a cólera." Pr 15,1
    Sugeria o autocontrole: "Um sábio sabe conter sua cólera, e tem por honra passar por cima de uma ofensa." Pr 19,11
    E via no culto ao ódio uma porta aberta para todos pecados: "Aquele que odeia, fala com dissimulação; no seu interior maquina a fraude; quando falar com amabilidade, não te fies nele porque há sete abominações em seu coração; pode dissimular seu ódio sob aparências, e sua malícia acabará por ser revelada em público." Pr 26,24-26
    O Eclesiástico, aliás, não viu violência na pessoa de Moisés, apesar do assassinato que havia cometido: "... foi amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos Santos... Santificou-o pela sua e mansidão, escolheu-o entre todos os homens." Eclo 45,1-2.4
    Via mais valor na serenidade que na própria caridade: "Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás mais amado que um homem generoso." Eclo 3,19
    E também já apontava a estultice da ira: "Cólera e furor são ambos execráveis; o homem pecador alimenta-os em si mesmo." Eclo 27,33
    A oração de Judite, por sinal, revelava um Deus mais afeito aos que primam pela mansidão: "... os soberbos nunca vos agradaram, mas sempre vos foram aceitas as preces dos mansos e humildes." Jt 9,16
    Assim também o Eclesiástico: "A oração do humilde penetra as nuvens." Eclo 35,21a
    E ainda os Salmos: "Sim, excelso é o Senhor! Ele vê o humilde, e de longe percebe os soberbos." Sl 137,6
    Ora, Jesus anunciou: "Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!" Mt 5,5
    Mas, note-se, Ele estava fazendo menção a um Salmo de Davi, que havia muito já ensinava: "Quanto aos mansos, possuirão a terra, e nela gozarão de imensa Paz." Sl 36,11
    Jesus também disse: "Amarás teu próximo como a ti mesmo." Mc 12,31
    E mais uma vez Ele estava ressaltando um antigo ensinamento, contido lá no Levítico, que tentava aplacar o ódio ao menos entre o povo de Israel: "Não odiarás teu irmão no teu coração. Repreenderás teu próximo para que não incorras em pecado por sua causa. Não te vingarás; não guardarás rancor contra os filhos de teu povo. Amarás teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor." Lv 19,17-18
    Essa revelação, portanto, foi confirmada e ampliada por Ele, pois tinha que assumir seu devido lugar. São João Evangelista cravou: "Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a Vida Eterna não permanece em nenhum assassino." 1 Jo 3,14a-15
    São Paulo até alertava aos gálatas para o risco que há nessas situações, que podem piorar: "Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão. E tem cuidado de ti mesmo, para que não caias também em tentação!" Gl 6,1
    Na carta a São Timóteo, ele vai pedir: "Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando as mãos puras, superando todo ódio e ressentimento." 1 Tm 2,8
    Recomendou-lhe que ficasse longe de vãos debates: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos" 2 Tm 2, 23-26
    E indica o caminho da Paz, em oposição ao da cobiça e suas sequelas: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão." 1 Tm 6,11
    Por isso reclamava da pouca espiritualidade dos coríntios: "A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu dei-vos leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais. Com efeito, enquanto houver entre vós ciúmes e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um modo totalmente humano?" 1 Cor 3,1-3
    Também reclamou em sua segunda carta: "Temo que, quando for, não vos ache quais eu quisera, e que vós me acheis qual não quereríeis. Receio encontrar entre vós contendas, invejas, rixas, dissensões, calúnias, murmurações, arrogâncias e desordens. Receio que à minha chegada entre vós Deus me humilhe ainda a vosso respeito; e tenha de chorar por muitos daqueles que pecaram e não fizeram penitência da impureza, da fornicação e da dissolução que cometeram." 2 Cor 12,20-21
    Em prevenção a estes erros, ele exortava São Timóteo à religiosidade: "Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da presente e da futura Vida. Eis uma verdade absolutamente certa e digna de fé: se nos afadigamos e sofremos ultrajes, é porque pusemos nossa esperança em Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis. Seja este o objeto de tuas prescrições e de teus ensinamentos." 1 Tm 4,8-11
    Ele dizia aos romanos dos que caem na irreligiosidade: "Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos e obscureceu-se-lhes o insensato coração. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os a depravados sentimentos, e daí seu indigno procedimento. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes aos pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem." Rm 1,21-22.28-32
    E até para com autoridades mundanas, ele pedia que os cristãos que praticassem obediência, como escreveu a São Tito: "Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades, sejam obedientes, estejam prontos para qualquer obra boa, não falem mal dos outros, sejam pacíficos, afáveis e saibam dar provas de toda mansidão para com todos os homens." Tt 3,1-2
    Era o mesmo que dizia São Tiago Menor, ao explicar como devemos receber e Palavra de Deus: "Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, que pode salvar vossas almas." Tg 1,21
    Ele pregava: "Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder suas obras perpassadas de doçura e de Sabedoria. Mas se tendes no coração um amargo ciúme e gosto por contendas, não vos glorieis, nem mintais contra a Verdade. Esta não é a Sabedoria que vem do alto, mas uma sabedoria terrena, humana, diabólica. Onde houver ciúme e contenda, também há perturbação e toda espécie de vícios. A Sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento." Tg 3,13-17


A SUPERIORIDADE DO AMOR

    Se Jesus refutou cabalmente a ira, e mandou que amássemos até mesmo nossos inimigos, São Paulo não exagera ao falar do amor como o pleno cumprimento de todos Mandamentos: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser recíproco amor; porque aquele que ama seu próximo cumpriu toda a Lei." Rm 13,8
    São João Evangelista confirma: "Quem ama seu irmão permanece na Luz, e não se expõe a tropeçar." 1 Jo 2,10
    No entanto, avisa: "Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, sem saber para onde dirige os passos. As trevas cegaram seus olhos." 1 Jo 2,11
    E falando dos relatos de Epafras, um de seus discípulos, o Apóstolo dos Gentios revela Quem é que nos amina para o amor: "Foi ele que nos informou do amor com que o Espírito vos anima." Fl 1,8
    Aos tessalonicenses, ele estimulou ao amor e à paciência divinos: "Que o Senhor dirija vossos corações para o amor de Deus e a paciência de Cristo." 2 Ts 3,5
    O Amado Discípulo chega a ser bem simples, mas deixou-nos um dos mais belos conceitos de Deus: "Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." 1 Jo 4,8
    Para ele, o verdadeiro amor traz tanta Paz e segurança que é desprovido de qualquer medo: "No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor." 1 Jo 4,18
    Em consonância com o que foi dito por São Paulo, ele afirma que o amor está no cumprimento dos Mandamentos: "Eis o amor de Deus: que guardemos Seus Mandamentos." 1 Jo 5,3
    E Seu amor induz-nos não a ira, mas ao perdão, como Jesus mandou rezar no Pai Nosso: "... perdoai nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido." Mt 6,12
    Mas não só nessa oração: "E quando vos puserdes de pé para rezar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também Vosso Pai, que está nos Céus, perdoe vossos pecados. Mas se não perdoardes, tampouco Vosso Pai que está nos Céus perdoará vossos pecados." Mc 11,25-26
    São Paulo dá idêntica diretriz a São Timóteo: "Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando as mãos puras, superando todo ódio e ressentimento." 1 Tm 2,8
    E na Carta aos Efésios, lembra nosso dever de perdoar a todos por tudo, sem guardar rancor por nem um dia: "Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre vosso ressentimento." Ef 4,26

A GRAÇA DA PAZ

    A Paz de Cristo, sem dúvida, é nossa maior conquista nesse mundo, principalmente para quem já foi atormentado pela ira. Por isso, os Salmos recomendam que a busquemos com pertinácia: "Aparta-te do mal e faze o bem, busca a Paz e vai ao seu encalço." Sl 33,15
    Os Provérbios colocava-a como mais valiosa que o mais saboroso alimento: "Mais vale um bocado de pão seco, com a Paz, do que uma casa cheia de carnes, com a discórdia." Pr 17,1
    O Profeta Isaías também declamou a excelência da Paz, revelando o caminho para alcançá-la: "A justiça produzirá a Paz e o direito assegurará a tranquilidade..." Is 32,17
    São Tiago Menor tem uma receita parecida: "O fruto da justiça semeia-se na Paz, para aqueles que praticam a Paz." Tg 3,18
    E denunciava a fonte das intrigas, que prenunciam a ira, nas desregradas paixões: "Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros?" Tg 4,1
    Pois a Paz não está disponível para todos, como disse Isaías: "Mas não há Paz para os maus, diz o Senhor." Is 48,22
    São Paulo também apontava os pecados como o principal obstáculo à Paz: "Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a Vida e a Paz." Rm 8,6
    Ele aponta em Deus uma marcante característica: "E o Deus da Paz esteja com todos vós." Rm 15,33
    E diz que a Sagrada Tradição ensina como podemos ter Deus sempre por perto: "O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da Paz estará convosco." Fl 4,9
    Pois só Ele pode fazer-nos conhecer a perfeição dos Santos: "O Deus da Paz conceda-vos santidade perfeita. Que todo vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo!" 1 Ts 5,23
    E só Sua Paz mantem-nos longe das propensões para o mal: "Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por Ele achados sem mácula e irrepreensíveis na Paz." 2 Pd 3,14
    Segundo o Último Apóstolo, Jesus pode ser apresentado assim: "Porque é Ele nossa Paz... Veio para anunciar a Paz a vós que estáveis longe, e a Paz também àqueles que estavam perto..." Ef 2,14.17
    Seu Evangelho também tem bem específica marca: "... e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz." Ef 6,15
    Ele nem tentava explicar essa Paz: "E a Paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus." Fl 4,7
    Torcia apenas por uma vitória: "Triunfe em vossos corações a Paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único Corpo. E sede agradecidos." Cl 3,15
    Pregava que ficássemos entre os membros da Igreja, celebrando a Santa Missa, como exortou São Timóteo: "Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a Paz, junto àqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
    Pediu que amor por nossos Sacerdotes: "Assim, pois, consolai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já o fazeis. Suplicamo-vos, irmãos, que reconheçais aqueles que arduamente trabalham entre vós para dirigir-vos no Senhor e admoestar-vos. Tende para com eles singular amor, em vista do cargo que exercem. Conservai a Paz entre vós." 1 Ts 5,11-13
    E rezava para que nós a mantivéssemos por todos os instantes: "O Senhor da Paz conceda-vos a Paz em todo tempo e em todas circunstâncias. O Senhor esteja com todos vós." 2 Ts 3,16
    Pois só conseguimos viver a Unidade da fé, que é proporcionada pelo Espírito Santo, se tivermos a Paz de Cristo: "Exorto-vos, pois, - prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz." Ef 4,1-3
    Esta, portanto, é a missão da Igreja, como Jesus determinou a São Pedro: "Apascenta Meus cordeiros. Apascenta Minhas ovelhas." Jo 21,15b.17b
    E São Pedro pediu aos Presbíteros: "Apascentai o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende dele cuidado, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de sórdido interesse, mas com dedicação; não como absolutos dominadores sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos de vosso rebanho." 1 Pd 5,2-3


A PAZ DE CRISTO

    Em oposição ao terrível pecado da ira, pois, o maior presente que Jesus nos concede nesse mundo, depois de Seu infinito amor, é a Sua indizível Paz. Ele disse: "Deixo-vos a Paz, dou-vos Minha Paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe vosso coração, nem se atemorize!" Jo 14,27
    Não devemos hesitar em abraçar Seus ensinamentos. Se bem examinarmos, só na mansidão de Jesus encontraremos o sossego que buscamos: "Tomai Meu jugo sobre vós e recebei Minha Doutrina, porque Eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para vossas almas." Mt 11,29

    "Fazei-nos, ó Pai, instrumentos de Vossa Paz!"