domingo, 18 de março de 2018

A Salvação


    Quando se fala no fim do mundo, mesmo entre os que creem, percebe-se mais medo do apocalipse que do próprio inferno. É fato: o Juízo Final, ou Particular, parecem não espantar ninguém. Somos excessivamente tolerantes com nossos pecados e muito mais aterrorizam-nos os sofrimentos causados pelas tragédias naturais.
    Essas impressões, porém, muito têm de indiferentismo ateu; ou, em melhor hipótese, embora nada mais nobre, de presunção. Por força da disseminação do relativismo moral, formou-se uma mentalidade para a qual é quase impossível ver em Deus uma face mais séria, que dirá uma ameaçadora ou punitiva. Os sofrimentos deste mundo já seriam grandes tormentos, mesmo para quem leva uma vida muito confortável, pois dia a dia estaríamos convivendo com o medo, ou até com o terror, ao menos psicologicamente, dadas as alheias desgraças de massivo modo mostradas pelos meios de comunicação. Haveria, portanto, uma constante e intensa carga de tribulações no ar. O inferno já seria aqui.
    Contudo, por amor à Verdade, devemos buscar a orientação que é dada pelo Espírito de Cristo. O que Ele nos diz sobre a verdadeira realidade, e por consequência sobre o Caminho para a Vida Plena?
    Primeiro saibamos que, da plenitude de Seu amor, Deus quer mesmo salvar a todos. Isso é inegável. O salmista já anotava a universalidade do senso de justiça, que possibilita o Juízo Final: "O Senhor fez conhecer Sua Salvação, revelou Sua justiça aos olhos dos povos. Os confins da terra puderam ver a Salvação de Nosso Deus." Sl 97,2.3b
    São Pedro explica a aparente inefetividade de Deus: "O Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
    E São Paulo escreve a São Timóteo: "Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todas pessoas... Isto é bom e agradável diante de Deus, Nosso Salvador, o Qual deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade." 1 Tm 1.1.3-4
    Ressalta, porém, a suma importância da fidelidade à Revelação: "Eis uma Verdade absolutamente certa e digna de fé: se nos afadigamos e sofremos ultrajes, é porque pusemos nossa esperança em Deus Vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis." 1 Tm 4,9-10
    Ele deixa claro aos coríntios que, para bem lembrarmos a importância da vida espiritual, a Salvação, apesar da promessa da Ressurreição da carne, é dada não à carne, mas às nossas almas. É o que diz ao excomungar por incesto um membro da igreja de Corinto: "... seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus." 1 Cor 5,5
    São Pedro diz o mesmo, ao falar da verdadeira felicidade que se pode alcançar já nesse mundo: "Este Jesus vós amais sem O terdes visto; credes n'Ele sem O ainda verdes, e isto é para vós a fonte de uma inefável e gloriosa alegria, porque vós estais certos de obter, como preço de vossa , a Salvação de vossas almas." 1 Pd 1,8-9
    Aliás, ele só relaciona a Salvação à ostensiva vinda do Reino de Deus, que justificará todas aflições pelas quais passamos aqui: "Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a Salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora por algum tempo fiqueis aflitos, por causa de várias provações." 1 Pd 1,5-6
    E evocando essas patentes tribulações, ele levanta muito pertinente questão sobre o destino dos que se desencaminham: "E se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?" 1 Pd 4,18
    São Paulo, no entanto, afirma a São Timóteo que é exatamente em nome dos pecadores que Se manifestou Jesus: "Eis uma verdade absolutamente certa e merecedora de fé: Jesus Cristo veio a este mundo para salvar os pecadores..." 1 Tm 1,15a
    De fato, foi isso que Nosso Salvador respondeu aos escribas, explicitando a razão de Sua passagem entre nós: "Ouvindo-os, Jesus replicou: 'Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas os pecadores.'" Mc 2,17
    Ele afirmou: "Digo-vos que assim haverá maior júbilo no Céu por um só pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." Lc 15,7
    E apesar de tantas Graças alcançadas, as quais pôs todas a serviço de Deus, entre os agraciados com a Palavra o Apóstolo dos Gentios pregava tenaz dedicação para que se chegue aos Céus: "Não pretendo dizer que já alcancei a Salvação, e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu empenho-me em conquistá-la..." Fl 3,12
    Mas se Deus quer salvar a todos, fica uma pergunta: ao quantificar em poucos os 'escolhidos', estaria Jesus falando da quantidade dos que se salvariam? Pois na parábola das bodas do filho do rei, Ele disse: "Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos." Mt 22,14
    Ele ainda iria dizer que Seu Sangue não seria derramado por todos, mas por muitos: "Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lhO, dizendo: 'Bebei dele todos, porque isto é Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens para a remissão dos pecados.'" Mt 26,27-28
    São Paulo diz que não serão poucos, e assim, como 'escolhidos', Jesus estaria mencionando apenas aqueles que obtém a Salvação, em boa medida, por próprios méritos. Ou seja, falava dos Santos, cujas almas vão direto aos Céus. Sem dúvida, os judeus, 'o povo escolhido' noutra referência, também tropeçaram, e Deus aproveitou essa oportunidade para cativar os não judeus. Ele escreve aos romanos: "Pergunto ainda: Tropeçaram acaso para cair? De modo algum. Mas sua queda, que abriu caminho para a Salvação dos não judeus, despertou o ciúme entre os israelitas." Rm 11,11
    Jesus mesmo, após afirmar ser aos ricos meritoriamente quase impossível alcançar a Salvação, lembrou que a Divina Misericórdia, e assim a Divina Providência, estão muito além de qualquer expectativa. Ou seja, Deus fará sim com que 'camelos' passem por 'buracos de agulhas': "Vendo-o entristecer-se, disse Jesus: 'Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar o camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.' Perguntaram os ouvintes: 'Sendo assim, quem então poderá salvar-se?' Respondeu Jesus: 'O que é impossível aos homens é possível a Deus.'" Lc 18,24-27
    Se algumas pessoas fazem pouco da Revelação do Cristo e, acreditando apenas na caridade material, não se empenham religiosamente em purificar a alma, temos uma séria palavra sobre as já milenares mensagens de Deus no Antigo Testamento e sua veracidade. Jesus disse à samaritana: "... nós adoramos O que conhecemos, porque a Salvação vem dos judeus." Jo 4,22b


    Referia-Se, pois, à concretude e à pertinência da Palavra de Deus, que antigas religiões, bem como outras 'novas', não reverenciam propriamente: "Vós adorais O que não conheceis..." Jo 4,22a
    Por isso, pede muita atenção com o inimigo, exortando a todos, na parábola da semente, à guarda da Palavra: "Aqueles que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem. Mas depois vem o Demônio e tira-lhes a Palavra do coração, para que não creiam nem se salvem." Lc 8,12
    Quer dizer, além de apontar o dever de orientarmo-nos pelas Divinas Revelações, nos últimos discursos Ele fala em perseverança espiritual. "É por vossa constância que alcançareis vossa Salvação." Lc 21,19
    Isto é, em Comunhão com o Espírito Santo, Terceira Pessoa de Deus, que desde então jamais abandonou a Igreja: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas vós O conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós." Jo 14,16-17
    E vai concluir nestes termos, na perfeita interiorização da fé, o que dizia à samaritana: "Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e Verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é Espírito, e Seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e Verdade." Jo 4,23-24

LIVRAMENTO E SALVAÇÃO

    A passagem a seguir, por exemplo, não se refere à Salvação da alma, mas a um momentâneo livramento durante a vida terrena. Em consideração a uns poucos, Jesus prometeu que Deus poupará parte do povo quando vier a anunciada tribulação. De fato, a definitiva Salvação é, ao mesmo tempo, uma dádiva e uma conquista pessoal, e neste caso certamente temos apenas mais um sinal de Sua compaixão. Ele disse: "Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria; mas Ele abreviou-os em atenção aos que escolheu." Mc 13,20
    Um ato de misericórdia e paciência assim, momentâneo e em nome de um pequeno grupo, não é uma novidade entre o povo hebreu, e esta é a explicação porque muitas terríveis profecias 'não se cumpriram'. Abraão obteve de Deus o livramento de Sodoma e Gomorra, ao menos à sua época, em nome de só dez possíveis justos que lá vivessem: "Abraão replicou: 'Que o Senhor não Se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?' E Deus respondeu: 'Não a destruirei por causa desses dez.'" Gn 18,32
    Quanto à Salvação, propriamente, que conduz a Vida Eterna, no Evangelho de São Mateus vemos o Juízo Final, numa notória simplificação, ser conduzido quase que exclusivamente pelo critério da caridade material. Jesus diz: "Então o Rei dirá aos que estão à direita: 'Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.' Perguntar-Lhe-ão os justos: 'Senhor, quando foi que Te vimos com fome e demos-Te de comer, com sede e demos-Te de beber? Quando foi que Te vimos peregrino e acolhemos-Te, nu e vestimos-Te? Quando foi que Te vimos enfermo ou na prisão e fomos visitar-Te?' Responderá o Rei: 'Em verdade, Eu declaro-vos: todas as vezes que isto fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, foi a Mim mesmo que o fizestes.'" Mt 25,34.37-40
    Mas, vale lembrar, além desta prática, Jesus também ensinou a combater os pecados, isto é, a viver a caridade espiritual, quando nos oferecemos em condição de santidade ao mundo, para assim com ele conviver: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação." Mt 26,41a
    São Paulo, neste sentido, assinala a transcendental presença do amor de Deus em nós, essencial para que tenhamos uma ideia do misterioso e gratuito caráter que envolvem a Salvação, expresso de emblemático modo pela Paixão de Nosso Senhor: "... o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento..." Ef 3,19
    Ele também nos faz recordar a Divina Onisciência, pela qual seremos julgados, e que muito bem representada se vê na inspiração dos Santos de Sua Igreja, servindo de orientação para os próprios anjos: "Assim, doravante, os principados e as potestades celestes podem conhecer, por meio da Igreja, a multiforme Sabedoria de Deus..." Ef 3,10
    E chega a uma espantosa síntese sobre a justificação, mas igualmente inspirada. Ao falar de obras, porém, vale notar que ele se referia às obras da Lei judaica, ou seja, às pormenorizadas prescrições das Escrituras, que antecediam à Vinda do Cristo: "Onde está, portanto, o motivo de gloriar-se? Foi eliminado. Por qual Lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé. Pois esta é nossa tese: o homem torna-se justo através da fé, sem a observância da Lei." Rm 3,27-28
    Com efeito, Jesus estendeu em muito o conceito de obra, contido na Lei: "Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é Meu discípulo, em verdade Eu digo-vos: não perderá sua recompensa." Mt 10,42
    Isso explica porque São Tiago Menor exalta a justiça que se expressa nas obras de caridade: "De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o cotidiano alimento, e algum de vós disser-lhes: 'Ide em Paz, aquecei-vos e fartai-vos', mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma. Pois alguém dirá: 'Tu tens fé e eu tenho obras. Mostra-me tua fé sem obras e eu te mostrarei minha fé pelas minhas obras.' Crês que há um só Deus? Fazes bem. Também os demônios creem e tremem." Tg 2,14-19
    Por isso São Paulo define a verdadeira caridade, seja material seja espiritual, como a íntima e estável disposição para fazer a vontade de Deus: "Ainda que distribuísse todos meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!" 1 Cor 13,3
    São Pedro dá mais uma luz sobre a 'rede de pesca' da Salvação. Ela estaria na variedade das Divinas Graças distribuídas entre nós para construção da Igreja, o Corpo de Cristo: "Como bons administradores da multiforme Graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu." 1 Pd 4,10
    E ponderando sobre a fé, as obras ou a pura Graça, São Paulo fala sobre a Graça Santificante: "É pela Graça que fostes salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós: é dom de Deus! Não provém das obras, para que ninguém se glorie." Ef 2,8-9
    Ele vai dizer a São Timóteo: "Deus salvou-nos e chamou-nos para a santidade, não em atenção às nossas obras, mas em virtude de Seu desígnio, da Graça que desde a eternidade nos destinou em Cristo Jesus..." 2 Tm 1,9
    Explicou, por fim, o que toca à fé, ao Evangelho e à imprescindível ação do Espírito Santo, que invariavelmente requerem nossa boa vontade: "... porque desde o princípio Deus vos escolheu para dar-vos a Salvação, pela santificação do Espírito e pela fé na Verdade. E pelo anúncio do nosso Evangelho chamou-vos para tomardes parte na Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo." 2 Ts 2,13-14
    Por isso quando São Pedro proclamou seu voto, que decidiu o Primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém, ele já expressava que a Salvação não poderia ser alcançada exclusivamente por méritos pessoais, sejamos judeus ou não judeus: "Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e disse-lhes: 'Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo da mesma forma que a nós. Nós cremos que pela Graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles.'" At 15,7-8.11
    E após curar um paralítico à porta do Templo de Jerusalém, o Príncipe dos Apóstolos corajosamente disse aos sacerdotes e anciãos judeus em Quem está nossa Redenção: "Esse Jesus, pedra que por vós edificadores foi desprezada, tornou-Se a pedra angular. Em nenhum outro há Salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo Qual devamos ser salvos." At 4,11-12
    Para completar, Jesus ainda falou de uma purificação pós-morte, feita pelo fogo. É o que a Igreja chama de Purgatório, pois tais punições dão-se em diferentes graus, em função do quanto foi revelado a cada um: "Aquele servo que conheceu a Vontade de Seu Senhor, mas não se preparou e não agiu conforme Sua vontade, será açoitado muitas vezes. Todavia, aquele que não a conheceu e tiver feito coisas dignas de chicotadas, será açoitado poucas vezes. Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado." Lc 12,47-48
    Assim a Palavra de Deus e a fé, para aqueles que as abraçam, são bênçãos e especiais Graças. Não há dúvidas quanto a isso. Mas não representam apenas privilégios ou garantia de Salvação em comparação aos que não as abraçaram. Antes são obrigações de testemunho, pois as dádivas de Deus não podem ser desprezadas: "Depois Jesus começou a censurar as cidades, onde tinha feito grande número de Seus milagres, por terem recusado arrepender-se: 'E tu, Cafarnaum, serás elevada ao Céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. Por isso, digo-te: no Dia do Juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti!'" Mt 11,23-24
    E segundo São Pedro, além do que revelou Nossa Senhora de Akita, a mão de Deus primeiro pesará sobre a Igreja: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus." 1 Pd 4,17a
    Não estanhemos, pois, se no dia do Juízo Final muitos forem salvos. Não seria sensato duvidar do sucesso de Jesus em Sua Missão. Ele afirmou a força de Sua Paixão: "E quando Eu for elevado da terra, atrairei toda a humanidade a Mim." Jo 12,32
    Ora, não foi à toa que Ele Se apresentou como a própria Salvação: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim." Jo 14,6
    E foi isso que constatou o religioso Simeão, quando da Apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém: "Agora, Senhor, deixai Vosso servo ir em Paz, segundo Vossa Palavra. Porque meus olhos viram Vossa Salvação, que preparastes diante de todos os povos, como Luz para iluminar as nações e para a glória de Vosso povo de Israel." Lc 2,29-32



    "Salvador do mundo, salvai-nos! Vós que nos libertastes pela Cruz e Ressurreição."