segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Família


    A família é Igreja Doméstica, onde as crianças recebem o primeiríssimo Catecismo, hoje tão abandonado, mas que sempre foi inafastável obrigação de pais e padrinhos. Ela é, portanto, importantíssima parte nos planos de Deus, e assim não deve servir-Lhe apenas em terrenos assuntos, senão principalmente nos tocantes aos do Céu, pois Ele mesmo Se revelou Pai, nos enviou Seu Filho como modelo (1 Cor 11,1), fez de Maria Santíssima Nossa Mãe (cf. Jo 19,27), nos ama como filhos e quer que vivamos como irmãos. Por isso, enquanto pedaço do Céu, a Santa Igreja Católica segue esse projeto, como a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo lhe recomenda: "Ao ancião não repreendas com aspereza, mas adverte-o como a um pai, aos moços como a irmãos, às mulheres de idade como a mães, às jovens como a irmãs, com toda pureza." 1 Tm 5,1-2
    A Criação, de fato, tem seu ápice num homem e numa mulher, e em idade que já estavam prontos para ter filhos, pois Deus fez do amor, característico elemento da vida familiar, a motivação de nossa vida: companhia, alegria e Paz. Ainda hoje, em cada novo casal refaz-se a promessa de um novo mundo: um novo Adão e uma nova Eva. E o amor que os arrebata a esse projeto bem demostra o poder da e da esperança: juntos eles são capazes de tudo!
    No mesmo sentido, Deus Filho poderia manifestar-Se ao mundo exclusivamente por Sua Divindade, como Ele é, mas escolheu nascer de uma jovem e viver como um Ser Humano. Por Sua amabilidade, o Pai Celeste mandou o Arcanjo São Gabriel confirmar com Nossa Senhora a participação que ela teria no divino projeto, e o Anjo da Guarda de São José para o preparar e o instruir. Eles, por si mesmos e pela Divina Providência, já estavam encaminhados para o Matrimônio, mas a nova proposta era muito maior: era o cumprimento da promessa da Redenção da humanidade. Maria prontamente concordou, e José só precisou ser avisado em sonho para assumir a paternidade do Filho de Deus. Diferentemente de Adão e Eva, eles eram bem mais atentos e obedientes à divina vontade, e com Jesus formaram a Sagrada Família.
    E desde criança, Nosso Salvador começou a apontar para a verdadeira dimensão da família em Deus. No Evangelho Segundo São Lucas, ao ser reencontrado no Templo de Jerusalém depois de três dias após o fim de uma semana de Páscoa, Ele respondeu a Nossa Senhora e São José: "Por que Me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na Casa de Meu Pai?" Lc 2,49
    Não obstante, era exemplarmente obediente a Seus pais terrenos: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e era-lhes submisso." Lc 2,51a
    E quando começou Sua vida pública, pregou este conceito de família diante das multidões: "Minha mãe e Meus irmãos são estes, que ouvem a Palavra de Deus e a observam." Lc 8,21
    Aliás, Ele denunciou a rejeição a Deus na acomodação de famílias e parentes, inclusive os Seus, cujos projetos são meramente terrenos. Foi no Evangelho Segundo São Mateus, quando veio a Nazaré após iniciar Sua Missão: "Não há Profeta sem honra, exceto em sua pátria e em sua casa." Mt 13,57
    E a reação deles confirmou: "Levantaram-se e lançaram-nO fora da cidade. E conduziram-nO até o alto do monte sobre o qual estava construída Sua cidade, e queriam precipitá-Lo dali abaixo. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-Se." Lc 4,29-30
    Pois em Nazaré Ele não tinha apenas Sua casa, mas também parentes, como vemos quando a Sagrada Família voltou de Jerusalém, na Páscoa de Sua infância em que Ele lá ficou: "Pensando que Ele estivesse com Seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos." Lc 2,44
    Padeceu maus tratos de Seus parentes até fora de Nazaré, em Cafarnaum, pois foi morar na casa de São Pedro (cf. Lc 4,38) depois que iniciou Sua vida pública (cf. Mt 4,13). Está na leitura do Evangelho Segundo São Marcos: "E voltou para casa. Aí afluiu de novo tanta gente, que nem podiam tomar alimento. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para O agarrar, pois diziam: 'Ele enlouqueceu!'" Mc 3,20-21
    Por eles foi ironizado mesmo quando já era jurado de morte, como o Evangelho Segundo São João relatou os dias em que multiplicou pães e peixes e prometeu Seu Corpo e Seu Sangue como alimento da Vida Eterna: "Depois disso, Jesus percorria Galileia. Ele não queria deter-Se em Judeia, porque os judeus procuravam tirar-Lhe a vida. Seus irmãos disseram-Lhe: 'Parte daqui e vai para Judeia, a fim de que Teus discípulos também vejam as obras que fazes. Pois quem deseja ser conhecido em público não faz coisa alguma ocultamente. Já que fazes essas obras, revela-Te ao mundo.' Com efeito, nem mesmo Seus irmãos acreditavam n'Ele." Jo 7,1.3-5
    Ele, porém, não renegaria Suas origens. Bem ao contrário! E como os peregrinos comentaram ao vê-Lo pregar em Jerusalém, vê-se que isso foi amplamente difundido: "Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: 'Este realmente é o Profeta.' Outros diziam: 'Este é o Cristo.' Mas outros protestavam: 'É acaso de Galileia que há de vir o Cristo? Não diz a Escritura: 'O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde Davi vivia?'" Jo 7,40-42
    Ora, essa era a ascendência de São José, registrada pouco antes de Seu Natal: "José também subiu de Galileia, da cidade de Nazaré, para Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com sua esposa Maria, que estava grávida." Lc 2,4-5
    E igualmente de Maria Santíssima, conforme a Carta de São Paulo aos Romanos: "... este Evangelho Deus prometera outrora por Seus profetas na Sagrada Escritura, acerca de seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne..." Rm 1,2-3
    O próprio Jesus vai reafirmá-la na cidade de Sicar, junto ao poço de Jacó, em conversa com uma samaritana: "... a Salvação vem dos judeus." Jo 4,22b
    Contudo, em últimas pregações falando de nossa espiritual condição, que desde já deve prevalecer, recomendou: "E a ninguém chameis de pai sobre a Terra, porque um só é Vosso Pai, Aquele que está nos Céus." Mt 23,9
    Os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus, explicam: "Aliás, na Terra temos nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão havemos de nos submeter ao Pai de nossas almas, o Qual nos dará a Vida? Os primeiros educaram-nos para pouco tempo, segundo sua própria conveniência, ao passo que Este o faz para nosso bem, para nos comunicar Sua santidade." Hb 12,9-10
    E exaltando o amor a Deus sobre todas coisas, Ele desfez por completo a falsa esperança de Paz em famílias voltadas para a mundana vida: "Não julgueis que vim trazer a Paz à Terra. Vim trazer não a Paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim. Quem ama seu filho mais que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma sua cruz e não Me segue, não é digno de Mim. Aquele que tentar salvar sua Vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por Minha causa, reencontrá-la-á." Mt 10,34-39
    Sem dúvida, Sua Paz só é dada à Igreja Apostólica, não ao mundo, como Ele prometeu na noite em que ia ser entregue: "Deixo-vos a Paz, dou-vos Minha Paz. Não vos dou como o mundo a dá. Não se perturbe vosso coração, nem se atemorize!" Jo 14,27
    O mesmo acontece com o Espírito Santo, como Ele havia avisado na mesma ocasião: "É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
    Fique claro, contudo, que a espada a que Jesus Se refere é a Palavra de Deus, como a Carta de São Paulo aos Efésios explicou, falando da armadura de Deus (cf. Ef 6,11): "... a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus." Ef 6,17b
    De toda forma, Ele não dispensou a espada de metal, pensando na sobrevivência de Sua Igreja, pois é inegável que ela tanto serve de dissuasão e como de defesa, em último recurso. Ele ordenou aos Apóstolos antes de partirem para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Depois ajuntou: 'Quando vos mandei sem bolsa, sem mochila e sem calçado, faltou-vos porventura alguma coisa?' Eles responderam: 'Nada.' 'Mas agora', disse-lhes Ele, 'aquele que tem uma bolsa, tome-a. Aquele que tem uma mochila, igualmente a tome. E aquele que não tiver uma espada, venda sua capa para comprar uma.'" Lc 22,35-36
    Enfim, nestes termos afirmou a família de Deus, dizendo de Seus Sacerdotes e religiosos: "Na Verdade, digo-vos: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de Mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, sob perseguições, e no vindouro mundo a Vida Eterna." Mc 10,28b-29
    Pois, ainda segundo Nosso Senhor, no Dia da Verdadeou Dia do Juízonem mesmo os mais sólidos laços de cooperação material serão levados em conta: "Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada, a outra será deixada." Mt 24,40-41
    E advertiu de abjetas tribulações até lá: "Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa de Meu Nome." Lc 21,16-17
    No Livro de Salmos, assim como foi da experiência de Abel e São José do Egito, vemos que o rei Davi já havia experimentado essa desventura: "Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe." Sl 68,9
    E Jesus previu o que de mais abominável existe: o assassinato dos próprios pais: "O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e matá-los-ão." Mt 10,21
    Denunciou, entre os líderes religiosos de Jerusalém, uma paternidade absolutamente espúria: "Vós tendes como pai o Demônio, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na Verdade, porque a Verdade nele não está. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." Jo 8,44
    Por malícia e para semear controvérsia, de fato, Satanás incitava os principais dos judeus a verem em Jesus alguém possesso: "Muitos deles diziam: 'Ele está possuído do Demônio. Ele delira. Por que O escutais vós?'" Jo 10,20
    E ao denunciar essa blasfêmia, Jesus revelou-Se Deus: "Basta ao discípulo ser tratado como Seu Mestre, e ao servidor como Seu Patrão. Se chamaram de Beelzebul o Chefe da Casa, quanto mais o farão a Seus familiares!" Mt 10,25
    Ora, Ele carinhosamente chamou os Apóstolos de filhinhos, na noite da Santa Ceia: "Filhinhos meus, por um pouco apenas ainda estou convosco. Vós haveis de Me procurar, mas como disse aos judeus, também vos digo agora: para onde Eu vou, vós não podeis ir." Jo 13,33
    No entanto, ainda alegando paternidade, prometeu: "Não vos deixarei órfãos." Jo 14,18a
    Pois o Diabo, ao contrário, sempre lutou contra a família: começou semeando a desobediência a Deus em Eva e Adão (cf. Gn 3,5), e em seguida a intriga entre Caim e Abel (cf. Gn 4,7). Por fim, por pressão do povo levou Moisés a instituir o divórcio. Mas Jesus, lembrando a Criação, condenou essa prática logo no Sermão da Montanha: "Também foi dito: 'Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.' Eu, porém, digo-vos: todo aquele que rejeita sua mulher, fá-la tornar-se adúltera, a não ser que se trate de falso Matrimônio. E todo aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete um adultério. É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres, mas no princípio não foi assim." Mt 5,31-32;19,8b
    O mesmo Ele dizia às mulheres: "E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério." Mc 10,12
    E para Ele, o adultério dá-se por um simples olhar, no coração: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não cometerás adultério.' Eu, porém, digo-vos: todo aquele que olhar para uma mulher com libidinoso desejo, já adulterou com ela em seu coração." Mt 5,27-28
    Isso levou os discípulos de São Paulo a advertirem: "Todos vós considerai o Matrimônio com respeito e conservai sem mácula o leito conjugal, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros." Hb 13,4
    Assim a Carta de São Tiago também se manifestou: "Adúlteros, não sabeis que o amor ao mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus." Tg 4,4
    O próprio São João Batista, cuja principal missão era anunciar o Cordeiro de Deus, veio em defesa da família, porque sem ela não há cristandade. E não só por condenar o adultério de Herodes (cf. Mc 6,18), o que lhe custou a vida, mas, como o São Gabriel Arcanjo disse a São Zacarias, seu pai, para reorientar os casais à pureza de seus filhos: "... irá adiante de Deus com o Espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à Sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto." Lc 1,17
    Sobre a missão do Batista, Deus havia avisado no Livro do Profeta Malaquias, quando também incluiu o respeito que os filhos devem aos pais. Ou seja, essa profecia visa reconduzir toda a família à unidade, como é o projeto da Criação: "Vou mandar-vos o Profeta Elias antes que venha o grande e temível Dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais, de sorte que não mais ferirei de interdito a Terra." Ml 3,23-24
    Esse segundo detalhe é exatamente o que recomenda, no Livro de Êxodo, o quarto Mandamento: "Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a Terra que te dá o Senhor, Teu Deus." Êx 20,12
    O que Nosso Senhor jamais deixaria de lembrar, como disse ao rico jovem que Lhe perguntou o que fazer para alcançar a Vida Eterna: "Conheces os Mandamentos: não mates, não cometas adultério, não furtes, não digas falso testemunho, não cometas fraudes, honra pai e mãe." Mc 10,19
    O Livro de Eclesiástico, pois, pormenorizava, falando em orações que serão ouvidas: "Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra seu pai, alcança o perdão dos pecados, evita cometê-los e será ouvido na quotidiana oração. Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Quem honra seu pai gozará de longa vida, quem lhe obedece dará consolo a sua mãe. Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até teu último dia. A paterna bênção fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe arrasa-a até os alicerces. Não te glories daquilo que desonra teu pai, pois a vergonha dele não poderia ser glória para ti, porque um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Meu filho, ajuda a velhice de teu pai, não o desgostes durante sua vida. Se ele estiver perdendo a lucidez, sê compreensivo, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com teu pai não será esquecida, e, por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa: tua casa tornar-se-á próspera na Justiça. Lembrar-se-ão de ti no dia da aflição, e teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!" Eclo 3,3-18
    A Carta de São Paulo aos Colossenses também disse algumas palavras nesse sentido: "Mulheres, sede submissas a vossos maridos, porque assim convém, no Senhor. Maridos, amai vossas mulheres e não as trateis com aspereza. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados." Cl 3,18-21
    E a Carta de São Paulo aos Efésios disse mais aos casais, tomando como exemplo a submissão de Jesus ao Pai e Sua união com a Igreja: "Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, Seu Corpo Místico, da qual Ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, em tudo também o sejam as mulheres a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela Água do Batismo com a Palavra, para a apresentar a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama-se a si mesmo." Ef 5,21-28
    A Primeira Carta de São Pedro, lembrando o Eclesiástico, deixou um tocante recado: "Vós, ó mulheres, também sede submissas a vossos maridos. Se alguns não obedecem à Palavra, serão conquistados, mesmo sem a Palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres, ao observarem vossa casta e reservada vida. Do mesmo modo vós, ó maridos, sabiamente vos comportai em vosso convívio com vossas mulheres, pois são de mais frágil sexo. Porquanto elas são herdeiras, com o mesmo direito que vós, da Graça que dá a vida. Tratai-as com todo respeito, para que vossas orações não fiquem sem resposta." 1 Pd 3,1-2.7



PAI, COMO DEUS É PAI

    Jesus ressalta ao máximo, pois, esta primeiríssima face de Deus, como vemos em Sua primeira aparição no Domingo da Ressurreição, a Santa Maria Madalena, por ela mandando um recado a Apóstolos, discípulos e seguidores: "Subo a Meu Pai e Vosso Pai, a Meu Deus e Vosso Deus." Jo 20,17b
    E nessa condição Ele viveu, como se viu no Getsêmani, enquanto agonizava o início de Sua Paixão: "'Aba! (Pai!)', suplicava Ele. 'Tudo Te é possível. Afasta de Mim este cálice! Contudo, não se faça o que Eu quero, senão o que Tu queres.'" Mc 14,36
    Nos últimos suspiros: "E Jesus dizia: 'Pai, perdoa-lhes. Porque não sabem o que fazem.'" Lc 26,34a
    Aliás, no último suspiro: "Jesus deu então um grande brado e disse: 'Pai, em Tuas mãos entrego Meu espírito.' E, dizendo isso, expirou." Lc 23,46
    Também havia explicado nossa condição de filhos, e que igualmente devemos trabalhar pela Salvação das almas: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo, sereis filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se somente amais aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se apenas saudais vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Também não fazem isto os pagãos?" Mt 5,43-47
    Ele mesmo usava deste agir, como descreveu Sua Humana condição: "Jesus tomou a palavra e disse-lhes: 'Na Verdade, na Verdade, digo-vos: o Filho de Si mesmo não pode fazer coisa alguma. Ele só faz o que vê o Pai fazer. E tudo que o Pai faz, semelhantemente faz o Filho.'" Jo 5,19
    E indicou, por nossa verdadeira filiação, nossa vocação para santidade: "Portanto, sede perfeitos, assim como Vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,48
    Por fim, dizendo de Sua Ressurreição, prometeu enquanto dava as últimas instruções aos Apóstolos: "Naquele dia, pedireis em Meu Nome, e já não digo que rogarei ao Pai por vós. Pois o Pai mesmo vos ama, porque vós Me amastes e crestes que saí de Deus." Jo 16,26-27
    Ora, tão importante é a função de um pai que Jesus não perdia oportunidade de assim retratar o próprio Deus, como na parábola do joio e do trigo: "Os servidores do Pai de família vieram e disseram-Lhe: 'Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?'" Mt 13,27
    Na explicação que deu desta parábola, seguiu falando de filhos, fossem de Deus ou não: "O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. E assim como se recolhe o joio para o jogar no fogo, será no fim do mundo." Mt 13,38-40
    Tornou a repetir na parábola dos trabalhadores da vinha: "Com efeito, o Reino dos Céus é semelhante a um Pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para Sua vinha." Mt 20,1
    Também na parábola do arrendamento da vinha: "Ouvi outra parábola: havia um Pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país." Mt 21,33
    Ainda na parábola da estreita porta: "Procurai entrar pela estreita Porta, porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não conseguirão. Quando o Pai de família tiver entrado e fechado a Porta, e vós, de fora, começardes a bater à porta, dizendo: 'Senhor, Senhor, abre-nos', Ele responderá: 'Digo-vos que não sei de onde sois.'" Lc 13,24-25
    Todavia assim Ele expressou a responsabilidade dos cristãos, reconhecendo fiéis mesmo num dos grupos que Lhe faziam grande oposição: "Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos Céus é comparado a um Pai de família, que de seu tesouro tira novas e velhas coisas." Mt 13,52
    E por mais uma vez ao atribuir-lhes a proteção dos seus entes nos dias de tribulação, que profetizou em Jerusalém durante Sua última Páscoa: "Sabei que se o Pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar sua casa." Mt 24,43
    Esse aviso igualmente vale para os membros da Igreja Católica: "E se uma casa está dividida contra si mesma, tal casa não pode permanecer." Mc 3,25
    Indiretamente respondendo a São Pedro (cf. Lc 12,41), a quem faria Sumo Pontífice da Igreja Una, Jesus assim lembrou a importância do Sacerdote, pai da família de Deus: "Quem é, pois, o fiel e prudente servo que o Senhor constituiu sobre aqueles de Sua família, para lhes dar o alimento no oportuno momento?" Mt 24,45
    A eles acertadamente chamamos de Padres, que quer dizer pais, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios reclamava: "Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus amados filhos. Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais. Ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho." 1 Cor 4,14-15
    Era por isso que ele batizava a família inteira, como fez com a família de Lídia, a vendedora de púrpura da cidade de Tiatira. Está no Livro de Atos dos Apóstolos: "Foi batizada juntamente a sua família e fez-nos este pedido: 'Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo.' E obrigou-nos a isso." At 16,15
    Ele e São Silvano fizeram o mesmo com o carcereiro dessa cidade, quando estiveram presos: "Disseram-lhe: 'Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.' Anunciaram-lhe a Palavra de Deus, a ele e a todos aqueles que estavam em sua casa. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda sua família." At 16,31-33
    E ainda na própria cidade de Corinto: "Aliás, também batizei a família de Estéfanas. Além destes, não me consta ter batizado ninguém mais." 1 Cor 1,16
    Ora, foi isso que o Anjo da Guarda do centurião Cornélio lhe prometeu, mandando que procurasse São Pedro para que acontecesse o 'Pentecostes dos Gentios': "Ele di-ti-á as palavras pelas quais serás salvo tu e toda tua casa." At 11,14
    Pois assim o Príncipe dos Apóstolos procedia desde o dia de Pentecostes, dia do nascimento da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, convidando todos ao Sacramento da Confissão pelo cumprimento da grande promessa de Deus no Livro do Profeta Joel, que fala de pais e filhos: "Pedro respondeu-lhes: 'Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo para a remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos que de longe ouvirem o apelo do Senhor, Nosso Deus.'" At 2,38-39
    Com efeito, é por esse dom do Divino Paráclito que todos, desde a mais tenra infância, somos adotados como filhos de Deus. Ora, quem vai duvidar a autonomia e do poder do Divino Paráclito? São Paulo pregou aos católicos romanos: "Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para ainda viverdes no temor, mas recebestes um Espírito de Adoção, pelo qual clamamos: Aba! Pai!" Rm 8,15
    A Carta de São Paulo aos Gálatas afirma que essa é a Missão de Jesus, ainda que cumprida por Seu Espírito, pois agem em perfeita Comunhão: "Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, que nasceu de uma mulher e submisso a Lei, a fim de remir aqueles que estavam sob a Lei, para que recebêssemos Sua Adoção." Gl 4,4-5
    Enfim, nosso Apóstolo garante: "... pois todos que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus." Rm 8,14
    Assim nos tornamos irmãos de Jesus, ainda segundo ele: "Aqueles que Ele (Deus ) de antemão distinguiu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos." Rm 8,29
    E filhos de Maria, como o Livro de Apocalipse de São João atestou: "Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o Filho. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para a fazer submergir. A Terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este, então, irritou-se contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de seus descendentes, àqueles que guardam os Mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus." Ap 12,4.15-17



DESDE A CRIAÇÃO

    Entretanto, se temos dificuldades em viver a família de sangue, imaginemos como vai nossa família espiritual. A Primeira Carta de São João pregava a virtude da paciência: "Se alguém disser: 'Amo a Deus', mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a Quem não vê." 1 Jo 2,20
    De toda forma, devemos ter presente que a família maior, isto é, o Reino dos Céus, é a obra do Pai. Ao exaltar a caridade, São Paulo vai dizer de nossas obrigações para com a Santa Madre Igreja: "Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos homens, mas particularmente aos irmãos na fé." Gl 6,10
    Aliás, a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses dá essa expressa indicação para com os dissidentes: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
    Com efeito, Jesus, sempre ressalvando a Igreja, havia dito o mesmo: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o somente entre ti e ele. Se te ouvir, terás ganho teu irmão, se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se se recusa a os ouvir, dize-o à Igreja. E se também se recusar a ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão ou um publicano." Mt 18,15-17
    Pois de que vale nossa fé, senão para pôr a caridade, a paciência, a castidade e a fraternidade a serviço do Pai? É para a construção do Reino de Deus, entre nós sob a forma de Igreja, que é essencialmente coletivista, que devem trabalhar a fé, o amor e esperança. São Paulo exorta: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
    Sem dúvida, o Espírito Santo não concede Seus dons a individualistas, muito menos para atacar a Igreja, da qual Ele mesmo é o próprio Guia (cf. Jo 16,13): "A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,7
    Mas a sociedade que se diz moderna, buscando insólitos prazeres e questionáveis comodidades, quer forçar arranjos do que poderia ser um lar. Não por acaso, vemos uma crescente onda de violência, instabilidade emocional, imaturidade, estresse, depressão, solidão e tristeza. Esses meramente humanos projetos, que não levam em conta a vontade de Deus, jamais satisfazem a alma. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo profetizou aberrações sob a forma de religiosidade e recomendou: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um difícil período. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão da autoridade. Dessa gente, afasta-te!" 2 Tm 3,1-5
    Defendia o que já estava no próprio Antigo Testamento: "Sabemos que a Lei é boa, contanto que se faça dela legítimo uso e se tenha em conta que ela não foi feita para o justo, mas para os transgressores e os rebeldes, para os ímpios e os pecadores, para os irreligiosos e os profanadores, para aqueles que ultrajam pai e mãe, os homicidas, os impudicos, os infames, os traficantes de homens, os mentirosos, os perjuros e tudo que se opõe à Sã Doutrina e ao Glorioso Evangelho de Deus Bendito, que me foi confiado." 1 Tm 1,8-11
    E com contundência, ele havia dito sobre quem renega a fé que recebeu dos pais, entregando-se a religiões animistas e pervertendo seus lares: "Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e obscureceu-se-lhes o insensato coração. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a Majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou-os aos desejos de seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a Verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é Bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus entregou-os a vergonhosas paixões: suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o uso natural da mulher, também arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Ele entregou-os aos depravados sentimentos, e daí seu indigno procedimento. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade. Cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes para com os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia." Rm 1,21-31
    Porque ainda que ressaltando nossa família espiritual, Jesus não revogou a família composta de homem, mulher e filhos enquanto carnes de uma mesma carne. Ao contrário, como no caso da Sagrada Família, Ele afirmou, evocando o Livro de Gênesis, que é dessa semente que na Terra brota a celeste família: "Vocês não leram que o Criador, no princípio, fez o homem e a mulher e disse: 'Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á a sua mulher; e os dois formarão uma só carne (Gn 2,24)?' Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o homem não separe o que Deus uniu." Mt 19,4-6
    São Paulo usa esse mesmo argumento para condenar a fornicação: "Ou não sabeis que aquele que se junta a uma prostituta com ela torna-se um só corpo? Está escrito: 'Os dois serão uma só carne (Gn 2,24).'" 1 Cor 6,16
    E enquanto o celibato não era obrigatório, ele tomava a administração da família doméstica como exemplo para a Santa Igreja: "Porque o Bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado em seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar. Não deve ser dado à bebida, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado. Deve saber bem governar sua casa, educar seus filhos na obediência e na castidade, pois quem não sabe governar sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?" 1 Tm 3,2-5
    Dizia a filhos e netos: "Se uma viúva tem filhos ou netos, como primeira obrigação aprendam estes a exercer com a própria família o dever da filial misericórdia, e a retribuir aos pais o que deles receberam, porque isto é agradável a Deus." 1 Tm 5,4
    Francamente, enfim, dizia a todos: "Quem se descuida dos seus, e principalmente daqueles de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel." 1 Tm 5,8
    Não podemos, portanto, desfazer o projeto que é de Deus, e não nosso. Aqueles que perseveram, como São José e a Santíssima Virgem fizeram, com singela fé enfrentando todas contrariedades, seguem tendo mais companhia, mais alegria e mais Paz. Não por acaso, a família do projeto de Deus continua sendo o único remédio verdadeiramente eficaz contra solidão, tristeza e tribulações.
    E o objetivo desse projeto de Deus é a santificação de todos nós. Ora, a Comunhão dos Santos faz-nos uma só família, estejamos aqui na Terra, no purgatório ou já nos Céus, como o Apóstolo dos Gentios diz: "Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao Qual deve sua existência toda família no Céu e na Terra..." Ef 3,14-15
    Pois pelo Sangue de Jesus nos é concedido fazer parte dessa edificação que é a Igreja Católica, a morada de Deus, onde somos preparados para viver nos Céus: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus... " Ef 2,19

    "Lembrai-Vos, ó Pai, de Vossos filhos!"