Ensina o Catecismo da Igreja Católica, onde certamente está incluso o uso de drogas: "A virtude da temperança manda evitar toda espécie de exceção, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos." CIC § 2290
Também ensina o Livro de Eclesiástico: "Nunca sejas guloso em banquete algum. Não te lances sobre tudo que se serve, pois o excesso no alimento é causa de doença e a intemperança leva à cólica. Pela insaciável gula muitos pereceram. Quem é sóbrio, porém, prolonga a vida." Eclo 37,32-34
E ainda o Livro de Provérbios: "Ouve, meu filho: sê sábio, dirige teu coração pelo reto caminho. Não te juntes aos bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes, pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência se veste com andrajos." Pr 23,19-21
Com grande nitidez este sagrado autor descreve uma deplorável cena, infelizmente muito corriqueira: "Para quem são os ais? Para quem as contendas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem motivo? Para quem os olhos vermelhos? Para aqueles que permanecem junto ao vinho, para aqueles que vão saborear o vinho misturado. Não te impressiones o vinho: como ele é vermelho, como brilha no copo, como suavemente corre! Pois, no fim, morde como uma serpente e pica como um basilisco! Teus olhos verão estranhas coisas, teu coração pronunciará incoerentes palavras. Serás como um homem adormecido no fundo do mar, ou deitado no cimo dum mastro: 'Feriram-me', dirás tu, 'e não sinto dor! Bateram-me... e não sinto nada. Quando despertei eu? Quero ainda mais!'" Pr 23,29-35
E fulmina, por fim: "Zombeteiro é o vinho e amotinadora a cerveja. Quem quer que a isso se apegue não será sábio." Pr 20,1
Estava entre os conselhos de Tobit, vendo próxima sua morte, no Livro de Tobias, seu filho: "Não beba vinho até a embriaguez, nem faça dela tua companheira de estrada." Tb 4,15b
E o Livro do Profeta Isaías advertia: "Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que à noite se retardam nas excitações do vinho! Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e do vinho em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm sequer um olhar, e não enxergam a obra de Suas mãos." Is 5,11-12
Ele previu que esta seria a razão da queda da cidade de Samaria nas mãos dos assírios, como um castigo de Deus, pois até os Seus foram corrompidos pela opulência: "Ai da pretensiosa coroa dos embriagados de Efraim, e da murcha flor que faz ostentação de seu ornato, dominando o fértil vale de homens vencidos pelo vinho. Naquele dia, o Senhor dos Exércitos será uma resplandecente coroa, um esplêndido diadema para o resto de Seu povo, um Espírito de justiça para o juiz que faz parte do tribunal, e de valentia para aqueles que rechaçam às portas o inimigo. Mas estes também titubeiam sob efeito do vinho, alucinados pela bebida. Sacerdotes e profetas cambaleiam na bebedeira! Estão afogados no vinho, desnorteados pela bebida, perturbados em suas visões, vacilando em seus juízos. Todas mesas estão cobertas de asqueroso vômito, não há sequer um limpo lugar." Is 28,1.7-9
Segundo o Livro do Profeta Ezequiel, o grande pecado de Sodoma também não teria sido o que mais comumente se conhece, mas uma consequência de outros: "O crime da tua irmã Sodoma era este: opulência, glutoneria, indolência, ociosidade..." Ez 16,49
A Carta de São Paulo aos Romanos também exortou contra esses terríveis males, que por tantos é renegado e por outros tantos, subestimado: "A noite está quase passando, o dia vem chegando: abandonemos as obras das trevas e vistamos as armas da Luz. Honestamente procedamos como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras..." Rm 13,12-13
A Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses disse algo análogo: "Porque todos vós sois filhos da Luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais. Mas vigiemos e sejamos sóbrios. Porque os que dormem (abandonam a vigília pelos prazeres), dormem de noite; e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, ao contrário, que somos do dia, sejamos sóbrios." 1 Ts 5,5-8a
Exortou-os, enfim, à hora da Verdade, seja pelo Juízo Particular ou pelo Final: "Guardai-vos de toda espécie de mal. O Deus da Paz conceda-vos perfeita santidade. Que todo vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo!" 1 Ts 5,22-23
E a Carta de São Paulo aos Gálatas disse, em meio a um rol de graves pecados: "Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras semelhantes coisas. Dessas coisas previno-vos, como já vos preveni: aqueles que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!" Gl 5,19-21
E a Carta de São Paulo aos Gálatas disse, em meio a um rol de graves pecados: "Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras semelhantes coisas. Dessas coisas previno-vos, como já vos preveni: aqueles que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!" Gl 5,19-21
Pois além de estimular à penitência, Jesus, para demonstrar que a vida espiritual deve prevalecer mesmo sobre qualquer garantia de sustento, quando Se retirou ao deserto abriu mão de todo e qualquer alimento. O Evangelho segundo São Lucas anotou: "Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo Demônio durante quarenta dias. Durante este tempo Ele nada comeu e, terminados estes dias, teve fome." Lc 4,1-2
E lembrando as preocupações do mundo, Ele denunciou o excessivo valor dado à comida, que é uma corriqueira desculpa para disfarçar a gula. Está no Evangelho segundo São Mateus: "Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e Vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós muito mais que elas?" Mt 6,25-26
Pregou: "Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com todas estas coisas. Mas Vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Antes buscai o Reino de Deus e Sua justiça, e todas estas coisas sê-vos-ão dadas por acréscimo." Lc 12,29-31
Em perfeita concordância com esse ensinamento, São Paulo, como se lê no Livro de Atos dos Apóstolos, lembra aos judeus de Antioquia da Pisídia o cuidado de Deus para com Seu povo, servindo-lhes o maná durante o Êxodo: "Por um período de quarenta anos, alimentou-os no deserto." At 13,18
Em perfeita concordância com esse ensinamento, São Paulo, como se lê no Livro de Atos dos Apóstolos, lembra aos judeus de Antioquia da Pisídia o cuidado de Deus para com Seu povo, servindo-lhes o maná durante o Êxodo: "Por um período de quarenta anos, alimentou-os no deserto." At 13,18
Aliás, esse cuidado foi demonstrado pelo próprio Cristo, ao multiplicar os pães e os peixes: "Jesus, porém, reuniu Seus discípulos e disse-lhes: 'Tenho compaixão desta multidão: eis que há três dias está perto de Mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.' Mandou, então, a multidão assentar-se no chão, tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois, partiu-os e deu-os aos discípulos, que os distribuíram à multidão. Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos. Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças." Mt 15,33.35-38
Sem ter de quê acusar Jesus, pessoas de má consciência diziam absurdos a Seu respeito, só para não ter que reconhecer a Verdade. Chegavam ao cúmulo de chamá-Lo de glutão e bêbado, mas Ele respondeu citando o exemplo de penitente que foi São João Batista, e ao fim elogia quem acolhe tanto o Batista como a Ele: "Veio João. Ele não bebia e não comia, e disseram: 'Ele está possesso de um demônio.' O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: 'É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos.' Mas a Sabedoria foi justificada por seus filhos." Mt 11,18-19
Pois a realidade que viviam Jesus e os Apóstolos, além de não ter onde recostar a cabeça (cf. Lc 9,58), era de privações: "Em dia de sábado, Jesus atravessava umas plantações. Seus discípulos iam colhendo espigas de trigo, debulhavam-nas na mão e comiam." Lc 6,1
E quando tinham o que comer, não tinham tempo, como o Evangelho segundo São Marcos aponta: "Ele (Jesus) disse-lhes: 'Vinde à parte, para algum deserto lugar, e descansai um pouco.' Porque eram muitos os que iam e vinham, e eles nem tinham tempo para comer. Partiram na barca para um solitário lugar, à parte." Mc 6,31-32
Sem ter de quê acusar Jesus, pessoas de má consciência diziam absurdos a Seu respeito, só para não ter que reconhecer a Verdade. Chegavam ao cúmulo de chamá-Lo de glutão e bêbado, mas Ele respondeu citando o exemplo de penitente que foi São João Batista, e ao fim elogia quem acolhe tanto o Batista como a Ele: "Veio João. Ele não bebia e não comia, e disseram: 'Ele está possesso de um demônio.' O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: 'É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos.' Mas a Sabedoria foi justificada por seus filhos." Mt 11,18-19
Pois a realidade que viviam Jesus e os Apóstolos, além de não ter onde recostar a cabeça (cf. Lc 9,58), era de privações: "Em dia de sábado, Jesus atravessava umas plantações. Seus discípulos iam colhendo espigas de trigo, debulhavam-nas na mão e comiam." Lc 6,1
E quando tinham o que comer, não tinham tempo, como o Evangelho segundo São Marcos aponta: "Ele (Jesus) disse-lhes: 'Vinde à parte, para algum deserto lugar, e descansai um pouco.' Porque eram muitos os que iam e vinham, e eles nem tinham tempo para comer. Partiram na barca para um solitário lugar, à parte." Mc 6,31-32
Até em festivas ocasiões, Ele pensava em caridade: "Igualmente dizia (Jesus) ao que O tinha convidado: 'Quando deres alguma ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem parentes, nem ricos vizinhos. Porque, por sua vez, eles convidá-te-ão e assim te retribuirão. Mas quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas sê-te-á retribuído na Ressurreição dos justos." Lc 14,12-14
Na verdade, Nosso Salvador mais falava de outro alimento. O Evangelho segundo São João traz um episódio junto ao poço de Jacó, na cidade de Sicar: "Entretanto, os discípulos pediam-Lhe: 'Mestre, come.' Mas Ele disse-lhes: 'Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.' Os discípulos perguntavam uns aos outros: 'Alguém Lhe teria trazido de comer?' Disse-lhes Jesus: 'Meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou, e cumprir Sua obra.'" Jo 4,31-34
Na verdade, Nosso Salvador mais falava de outro alimento. O Evangelho segundo São João traz um episódio junto ao poço de Jacó, na cidade de Sicar: "Entretanto, os discípulos pediam-Lhe: 'Mestre, come.' Mas Ele disse-lhes: 'Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.' Os discípulos perguntavam uns aos outros: 'Alguém Lhe teria trazido de comer?' Disse-lhes Jesus: 'Meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou, e cumprir Sua obra.'" Jo 4,31-34
Por isso, evocou uma expressiva passagem do Livro de Deuteronômio, ao ser tentado pelo Demônio no deserto, que Lhe sugeria transformar pedras em pães: "Jesus respondeu: 'Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3).'" Mt 4,4
E no Pai Nosso ensinou-nos a pedir, além do diário Pão da Vida Eterna, tão somente o bastante para o presente dia, ou seja, com autêntica frugalidade: "O Pão Nosso de cada dia dai-nos hoje..." Mt 6,11
Depois do Domingo de Ramos, em Jerusalém Ele publicamente apontou quem eram os verdadeiros comilões, que se diziam religiosos: "Guardai-vos dos escribas, que andam de compridas roupas e gostam das saudações nas praças públicas, das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares dos banquetes; que devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Eles receberão mais rigoroso castigo." Lc 20,46-47
Nessa última semana, em público também denunciou a intemperança de falsos mestres e seus vãos rituais. Verdadeiramente uma antecipação de Seu veredicto: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Limpais por fora o copo e o prato, mas por dentro estais cheios de roubo e de intemperança. Cego fariseu! Primeiro limpa o interior do copo e do prato, para que o que está fora também fique limpo." Mt 23,25
Numa parábola, nestes dias igualmente condenou a deslealdade e a corrupção de quem deveria administrar os bens que Deus lhes confiou, ou seja, Seu povo, mas entrega-se ao pecado da gula: "Mas, se é um mau servo que consigo imagina: 'Meu senhor tarda a vir', e põe-se a bater em seus companheiros e a comer e a beber com os ébrios..." Mt 24,49
E havia mandado, ainda no início de Sua Missão, um curto recado a todos que se fartam das coisas do mundo: "Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome!" Lc 6,25a
No luminoso Sermão da Montanha, indicou quem de fato será agraciado no verdadeiro encontro com Ele: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!" Mt 5,6
Por fim, já acenando para cumprir por Seu Sacrifício o plano da Salvação, Ele recomenda Sua Carne e Seu Sangue como os alimentos de que realmente precisamos: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a Vida Eterna, que o Filho do Homem vos dará. Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão, que Eu hei de dar, é Minha Carne para a Salvação do mundo." Jo 6,27.51
E prometeu a verdadeira saciação: "Eu sou o Pão da Vida. Aquele que vem a Mim não terá fome, e aquele que crê em Mim jamais terá sede." Jo 6,35
TEMPERANÇA E JEJUM
Ainda diz o Catecismo, citando as Escrituras: "A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos, e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A temperante pessoa orienta para o bem seus sensíveis apetites, guarda uma santa discrição e 'não se deixa levar a seguir as paixões do coração.' (Eclo 5,2)" CIC § 1809
Diz mais: "As humanas virtudes são estáveis disposições da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Podem ser agrupadas em torno de quatro cardeais virtudes: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança." CIC § 1834
De fato, a temperança submete as paixões à razão: "... cardeal virtude da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana." CIC § 2341
Em oposição às obras da carne, São Paulo aponta-a como um dos frutos do Espírito Santo: "Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, Paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança." Gl 5,22-23
E na Carta de São Paulo a São Tito, ele recomenda criteriosa Ordenação de Sacerdotes: "Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da Fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater os que a contradizem." Tt 1,7-9
Depois do Domingo de Ramos, em Jerusalém Ele publicamente apontou quem eram os verdadeiros comilões, que se diziam religiosos: "Guardai-vos dos escribas, que andam de compridas roupas e gostam das saudações nas praças públicas, das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares dos banquetes; que devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Eles receberão mais rigoroso castigo." Lc 20,46-47
Nessa última semana, em público também denunciou a intemperança de falsos mestres e seus vãos rituais. Verdadeiramente uma antecipação de Seu veredicto: "Ai de vós, hipócritas escribas e fariseus! Limpais por fora o copo e o prato, mas por dentro estais cheios de roubo e de intemperança. Cego fariseu! Primeiro limpa o interior do copo e do prato, para que o que está fora também fique limpo." Mt 23,25
Numa parábola, nestes dias igualmente condenou a deslealdade e a corrupção de quem deveria administrar os bens que Deus lhes confiou, ou seja, Seu povo, mas entrega-se ao pecado da gula: "Mas, se é um mau servo que consigo imagina: 'Meu senhor tarda a vir', e põe-se a bater em seus companheiros e a comer e a beber com os ébrios..." Mt 24,49
E havia mandado, ainda no início de Sua Missão, um curto recado a todos que se fartam das coisas do mundo: "Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome!" Lc 6,25a
No luminoso Sermão da Montanha, indicou quem de fato será agraciado no verdadeiro encontro com Ele: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!" Mt 5,6
Por fim, já acenando para cumprir por Seu Sacrifício o plano da Salvação, Ele recomenda Sua Carne e Seu Sangue como os alimentos de que realmente precisamos: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a Vida Eterna, que o Filho do Homem vos dará. Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão, que Eu hei de dar, é Minha Carne para a Salvação do mundo." Jo 6,27.51
E prometeu a verdadeira saciação: "Eu sou o Pão da Vida. Aquele que vem a Mim não terá fome, e aquele que crê em Mim jamais terá sede." Jo 6,35
TEMPERANÇA E JEJUM
Ainda diz o Catecismo, citando as Escrituras: "A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos, e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A temperante pessoa orienta para o bem seus sensíveis apetites, guarda uma santa discrição e 'não se deixa levar a seguir as paixões do coração.' (Eclo 5,2)" CIC § 1809
Diz mais: "As humanas virtudes são estáveis disposições da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Podem ser agrupadas em torno de quatro cardeais virtudes: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança." CIC § 1834
De fato, a temperança submete as paixões à razão: "... cardeal virtude da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana." CIC § 2341
Em oposição às obras da carne, São Paulo aponta-a como um dos frutos do Espírito Santo: "Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, Paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança." Gl 5,22-23
E na Carta de São Paulo a São Tito, ele recomenda criteriosa Ordenação de Sacerdotes: "Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da Fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater os que a contradizem." Tt 1,7-9
Ora, assim a temperança, também chamada de moderação ou sobriedade, já era demonstrada pelo povo de Israel nas práticas de jejum feitas desde os primeiros tempos. No deserto, após a saída de Egito, Deus determinou a Moisés no Livro de Números: "No dia dez desse sétimo mês, tereis uma santa assembleia, um jejum e a suspensão de todo servil trabalho." Nm 29,7
O Livro de Neemias também registrou essa prática de fé, quando da instituição do judaísmo, como recurso de expiação das faltas após o exílio em Babilônia: "No vigésimo quarto dia do mesmo mês, vestidos de sacos e com a cabeça coberta de pó, os israelitas reuniram-se para um jejum." Ne 9,1
E o Arcanjo São Rafael, bem depois da reconstrução de Jerusalém, seguiu recomendando a Tobit e Tobias uma prática que Jesus iria consagrar: "Boa coisa é a oração acompanhada de jejum..." Tb 12,8
Com efeito, Nosso Salvador aconselhou-a para os mais difíceis casos de exorcismo: "Quanto a esta espécie de demônio, só se expulsa à força de oração e de jejum." Mt 17,20
Os fariseus, por exemplo, também praticavam o jejum: "Jejuo duas vezes na semana..." Lc 18,12a
E Cristo logo deixou claro que a Santa Igreja manteria essa prática: "Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-Lhe perguntar: 'Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas Teus discípulos não?' Jesus respondeu-lhes: 'Porventura podem jejuar os convidados das núpcias, enquanto com eles está o Esposo? Enquanto consigo têm o Esposo não lhes é possível jejuar. Dias virão, porém, em que o Esposo lhes será tirado, e então jejuarão.'" Mc 2,18-20
Ele mesmo prescreveu: "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um abatido semblante para aos homens manifestar que jejuam. Em Verdade, digo-vos: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma tua cabeça e lava teu rosto. Assim não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a Teu Pai que está presente ao oculto. E Teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensá-te-á." Mt 6,16-18
Enfim, sobre a virtude da temperança, o Eclesiástico também fez elogio aos sóbrios: "A sobriedade no beber é a saúde da alma e do corpo." Eclo 31,37
E deu detalhes da condição dos ébrios: "A embriaguez inspira a ousadia e faz pecar o insensato; abafa as forças e causa feridas." Eclo 31,40
A Primeira Carta de São Pedro recomendou a sobriedade como constante postura espiritual, e abertamente disse o porquê: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o Demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar." 1 Pd 5,8
Na Carta de São Paulo aos Efésios, dando o melhor dos conselhos, ele diz que o excesso de álcool é a larga porta para o pecado: "Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito." Ef 5,18
E o Arcanjo São Rafael, bem depois da reconstrução de Jerusalém, seguiu recomendando a Tobit e Tobias uma prática que Jesus iria consagrar: "Boa coisa é a oração acompanhada de jejum..." Tb 12,8
Com efeito, Nosso Salvador aconselhou-a para os mais difíceis casos de exorcismo: "Quanto a esta espécie de demônio, só se expulsa à força de oração e de jejum." Mt 17,20
Os fariseus, por exemplo, também praticavam o jejum: "Jejuo duas vezes na semana..." Lc 18,12a
E Cristo logo deixou claro que a Santa Igreja manteria essa prática: "Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-Lhe perguntar: 'Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas Teus discípulos não?' Jesus respondeu-lhes: 'Porventura podem jejuar os convidados das núpcias, enquanto com eles está o Esposo? Enquanto consigo têm o Esposo não lhes é possível jejuar. Dias virão, porém, em que o Esposo lhes será tirado, e então jejuarão.'" Mc 2,18-20
Ele mesmo prescreveu: "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um abatido semblante para aos homens manifestar que jejuam. Em Verdade, digo-vos: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma tua cabeça e lava teu rosto. Assim não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a Teu Pai que está presente ao oculto. E Teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensá-te-á." Mt 6,16-18
Enfim, sobre a virtude da temperança, o Eclesiástico também fez elogio aos sóbrios: "A sobriedade no beber é a saúde da alma e do corpo." Eclo 31,37
E deu detalhes da condição dos ébrios: "A embriaguez inspira a ousadia e faz pecar o insensato; abafa as forças e causa feridas." Eclo 31,40
A Primeira Carta de São Pedro recomendou a sobriedade como constante postura espiritual, e abertamente disse o porquê: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o Demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar." 1 Pd 5,8
Na Carta de São Paulo aos Efésios, dando o melhor dos conselhos, ele diz que o excesso de álcool é a larga porta para o pecado: "Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito." Ef 5,18
Lembrando a imagem de Deus que somos, pois, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios faz uma bela explanação da completa purificação de nosso corpo: "Tudo é-me permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo... Ou não sabeis que vosso corpo é Templo do Espírito Santo, que em vós habita, o Qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertence?" 1 Cor 6,13.19
De fato, a garantia, o penhor da Salvação é o Espírito de Deus com o Qual fomos selados. É Ele, e só Ele que nos possibilita vencer o pecado. Ele é a grande dádiva da Nova e Eterna Aliança, nosso grande diferencial após a Vinda do Messias. O Apóstolo dos Gentios segue: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo... O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne a fim de que a justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se é que realmente o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é d'Ele. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer, mas se pelo espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Rm 8,2a.3-4.9.13-14
É assim que ele explica a função do Evangelho aos cristãos da cidade de Éfeso: "N'Ele (Cristo) vós, depois de terdes ouvido a Palavra da Verdade, o Evangelho de vossa Salvação no qual tendes crido, também fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, que é o penhor de nossa herança, enquanto esperamos a completa Redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor de Sua Glória." Ef 1,13-14
Por isso, ele pede: "Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o Qual estais selados para o Dia da Redenção." Ef 4,30
E ao exortar-nos à constante vigilância, em Suas últimas pregações Jesus deixou uma palavra sobre esse assunto, um dos três mais graves do fim dos tempos, avisando deste Dia em que haveremos de prestar contas a Deus: "Velai sobre vós mesmos, para que vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, com a embriaguez e com as preocupações da vida. Para que Aquele Dia não vos apanhe de improviso." Lc 21,34
"Fazei de nós uma perfeita oferenda!"
Por isso, ele pede: "Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o Qual estais selados para o Dia da Redenção." Ef 4,30
E ao exortar-nos à constante vigilância, em Suas últimas pregações Jesus deixou uma palavra sobre esse assunto, um dos três mais graves do fim dos tempos, avisando deste Dia em que haveremos de prestar contas a Deus: "Velai sobre vós mesmos, para que vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, com a embriaguez e com as preocupações da vida. Para que Aquele Dia não vos apanhe de improviso." Lc 21,34
"Fazei de nós uma perfeita oferenda!"