Logo após explicar a concepção de Cristo no ventre de Maria Santíssima pelo Divino Espírito Santo, o Evangelho Segundo São Mateus deixou um simples, breve, mas veemente testemunho sobre o pai adotivo de Jesus. Disse de Nossa Senhora: "José, seu esposo, era justo..." Mt 1,19
Ser chamado de justo não é algo muito frequente nas Escrituras. Ao contrário, entre guerras e exílios, o Livro do Profeta Miqueias reclamava da generalizada corrupção, inclusive em Israel: "Desapareceram os piedosos homens da Terra, não há um justo entre os homens." Mq 7,2
Ser chamado de justo não é algo muito frequente nas Escrituras. Ao contrário, entre guerras e exílios, o Livro do Profeta Miqueias reclamava da generalizada corrupção, inclusive em Israel: "Desapareceram os piedosos homens da Terra, não há um justo entre os homens." Mq 7,2
Ao sustentar que nada nos foi dado por merecimento, mas tão somente pela Graça de Deus, a Carta de São Paulo aos Romanos, falando a cristãos que haviam sido judeus e comparando-se aos pagãos, buscou um verso do rei Davi no Livro de Salmos para dizer o mesmo: "E então? Avantajamo-nos a eles? De maneira alguma. Pois já demonstramos que judeus e gregos estão todos sob o domínio do pecado, como está escrito: 'Não há nenhum justo, nem um sequer (Sl 14,3b).'" Rm 3,9-10
E a Carta de São Tiago dá-nos uma ideia das Graças que um tal homem alcança: "A oração do justo tem grande eficácia. Elias era um pobre homem como nós e rezou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Rezou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu seu fruto." Tg 5,16b-18
Ora, é de se imaginar a honra que São José teve: Jesus e Maria, as duas mais preciosas joias de Deus, foram-lhe confiados a seus cuidados. Os quatro Evangelhos, porém, não deixaram mais informação sobre ele. Sabemos apenas o nome de seu pai, o outro avô de Nosso Senhor, junto a São Joaquim: "Jacó gerou José, esposo de Maria..." Mt 1,16a
Nome diferente do que o Evangelho Segundo São Lucas registrou, talvez por ser seu nome onomástico, segundo nome ou apelido, como era comum entre os judeus: "Quando Jesus começou Seu Ministério tinha cerca de trinta anos, e era tido por filho de José, filho de Eli..." Lc 3,23
Como exemplos de nomes onomásticos, temos o patriarca Jacó, que Deus nominou Israel (cf. Gn 32,28) e São Pedro, nome dado por Jesus (cf. Jo 1,42 e Mt 16,18), pois se chamava Simão. Como exemplos de segundo nome ou apelido, temos São Mateus, chamado Levi (cf. Mt 2,14), São Tomé, chamado Dídimo (cf. Jo 11,16) e São Judas, chamado Tadeu (cf. Mc 3,18).
Aliás, as genealogias de Jesus, logo também de São José, pois o costume hebreu é patrilinear, que constam em São Mateus e São Lucas são bem distintas, com apenas dois nomes em comum. É certo, porém, que o primeiro evangelista tenha escolhido a sucessão dinástica. Ademais, São Mateus remonta até Abraão, enquanto São Lucas até Adão.
Evidentemente tal escassez é entendida porque muito mais se tinha a falar de Nosso Salvador, foco de todas atenções, e tal tarefa já era complexa o bastante. Isso explica os esparsos registros da manifestação do próprio Espírito Santo, nos Evangelhos só mais destacada por São Lucas e com importantes notas em São João. Em tão grandiosos anos, todos estavam absolutamente atônitos com a Pessoa de Jesus, pois vendo Seus milagres o próprio povo dizia: "... Deus veio visitar Seu povo." Lc 7,16b
Por esses tempos, São João Batista já havia anunciado o Cristo, e neste termos, no Evangelho Segundo São João: "Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da Terra é terreno e fala de terrenas coisas. Aquele que vem do Céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe Seu testemunho. Aquele que recebe Seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro." Jo 3,31-33
Sabemos, no entanto, que São José era natural de Belém e descendente da tribo do rei Davi: "José também subiu de Galileia, da cidade de Nazaré, a Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi... " Lc 2,4
E não existe sombra de dúvida sobre sua profissão, certamente por lembrança de sua expressiva caridade. De fato, quando na primeira visita em vida pública, o povo de Nazaré admirou a Sabedoria e os poderes de Seu Filho, perguntou-se: "Não é este o Filho do carpinteiro?" Mt 13,55a
Nem dúvida de seu renome, pois até em Cafarnaum ainda era conhecido pelos líderes locais mais de 15 anos após sua morte. Foi o que se viu na sinagoga, quando Jesus Se ofereceu como o Pão da Vida, dia depois da primeira multiplicação pães e peixes: "Murmuravam então d'Ele os judeus, porque dissera: 'Eu sou o Pão que desceu do Céu.' E perguntavam-se: 'Porventura não é Ele Jesus, o filho de José, Cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, Ele diz: Desci do Céu?'" Jo 6,41-42
Nem dúvida de seu renome, pois até em Cafarnaum ainda era conhecido pelos líderes locais mais de 15 anos após sua morte. Foi o que se viu na sinagoga, quando Jesus Se ofereceu como o Pão da Vida, dia depois da primeira multiplicação pães e peixes: "Murmuravam então d'Ele os judeus, porque dissera: 'Eu sou o Pão que desceu do Céu.' E perguntavam-se: 'Porventura não é Ele Jesus, o filho de José, Cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, Ele diz: Desci do Céu?'" Jo 6,41-42
Aliás, foi através da boa e respeitosa consideração que o povo tinha por Seu pai terreno que os primeiros Apóstolos identificaram Nosso Senhor. Foi pouco depois de Seu Batismo por São João Batista: "Filipe encontra Natanael e diz-lhe: 'Achamos Aquele de Quem Moisés escreveu na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José.'" Jo 1,45
A GRAVIDEZ DE MARIA
Os relatos bíblicos que contam a história de São José, começam logo após a genealogia de Jesus apontada por São Mateus: "Ora, a origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, Sua mãe, estava prometida em casamento a José, e antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo." Mt 1,18
A GRAVIDEZ DE MARIA
Os relatos bíblicos que contam a história de São José, começam logo após a genealogia de Jesus apontada por São Mateus: "Ora, a origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, Sua mãe, estava prometida em casamento a José, e antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo." Mt 1,18
Contrita, Maria não tinha como explicar sua gravidez a São José, e pela virtude da prudência esperou que Deus cuidasse do grande constrangimento que essa gestação causaria. De fato, ao perceber sua gravidez, ele, homem de extrema correção, não quis julgá-la. Jesus mesmo ensinaria: "Não julgueis, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados" Lc 6,37
De fato, a traição conjugal àquele tempo era punida com apedrejamento (cf. Dt 22,24): "José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em a despedir de secreto modo." Mt 1,19
Foi quando se deu uma especial intervenção de seu Anjo da Guarda, pois sua responsabilidade era muito grande, a saber, proteger Nossa Senhora, e nela o Salvador: "Mas, ao assim pensar, em sonho apareceu-lhe um anjo do Senhor, que lhe disse: 'José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa! Aquele que nela foi gerado vem do Espírito Santo.'" Mt 1,20
É quando vemos que o Nome de Jesus não foi escolhido por seus pais, mas revelado desde os Céus, e a tarefa de o anunciar coube a São José: "Ela dará à luz um Filho, e tu dá-Lhe-ás o Nome de Jesus, pois Ele vai salvar Seu povo de seus pecados.'" Mt 1,21
Portanto, podemos dizer, seu Anjo da Guarda incumbiu-o da paternidade de Jesus, função que ele iria cumprir com absoluta obediência, como lhe era característico: "Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e em sua casa acolheu sua esposa." Mt 1,24
O NASCIMENTO DO SALVADOR E A FUGA PARA EGITO
Santo homem que para si atraiu o puríssimo amor de Maria, São José não teve nenhuma dificuldade para se manter em celibato, condição que havia muitos anos já abraçava, porque apesar de ser bem mais velho que Nossa Senhora, não tinha sido casado: "E sem que tivessem mantido relações conjugais, ela deu à luz o Filho." Mt 1,25a
Humildemente, apenas cumpriu o que lhe foi ordenado: "E ele pôs-Lhe o Nome de Jesus." Mt 1,25b
Pela virtude da fortaleza, São José, sereno e confiante, não se havia perturbado quando em Belém, na casa de seus familiares, não encontrou acomodação para Nossa Senhora, já nos últimos dias de gravidez: "E deu à luz Seu filho primogênito, e, envolvendo-O em faixas, reclinou-O num presépio, porque não havia lugar para eles na sala." Lc 2,7
E noite adentro velou junto a Maria o Natal de Jesus. Os pastores, que foram avisados por anjos durante a vigília nos campos arredores de Belém, testemunharam: "Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura." Lc 2,16
Na mesma noite, os reis magos, que declaradamente vieram adorar o Messias (cf. Mt 2,2), ou seja, sabiam estar diante de Deus, haviam confiado preciosos presentes a São José, que de tudo cuidava: "Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se diante dele, adoraram-nO. Depois, abrindo seus tesouros, como presentes Lhe ofereceram ouro, incenso e mirra." Mt 2,11
E como encarregado de Deus pelas vidas de Seu Filho e da Santíssima Virgem, assumiu uma difícil missão: "Depois da partida deles, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe e foge para Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar.'" Mt 2,13
E como encarregado de Deus pelas vidas de Seu Filho e da Santíssima Virgem, assumiu uma difícil missão: "Depois da partida deles, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe e foge para Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar.'" Mt 2,13
Abraçou tal obra, portanto, com prestatividade e prudência, colaborando para a realização do que estava escrito no Livro do Profeta Oseias: "José levantou-se durante a noite, tomou o Menino e Sua mãe e partiu para Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo Profeta: 'De Egito, Eu chamei Meu Filho' (Os 11,1)." Mt 2,14-15
Sabemos, porém, que, confiantes em Deus e obedientes à Lei, São José e a Santíssima Virgem (cf. Is 7,14) primeiro passaram por Jerusalém para cumprir os preceitos sobre a Purificação de Maria e a Apresentação do Primogênito, ordenados no Livro de Êxodo, mesmo sob o gravíssimo risco da perseguição por Herodes. E por precaução ocultando os caros e inesperados presentes doados pelos Santos Reis, fizeram a apresentação em sua real condição, ou seja, de pobreza, como comprova o pequeno valor da oferta feita em sacrifício. É o que o Amado Médico nos conta: "Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-Lhe posto o Nome de Jesus, como Lhe tinha chamado o anjo antes de ser concebido no seio materno. Concluídos os dias de sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-nO a Jerusalém para O apresentar ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: 'Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor' (Êx 13,2), e para oferecerem o sacrifício prescrito pela Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos (Lv 5,7)." Lc 2,21-24
NOVA ESCOLHA, DE NOVO NAZARÉ
Assim como São José de Egito, um dos doze patriarcas judeus, filhos Jacó que passou a se chamar Israel, São José tinha grandes privilégios perante Deus. Seus sonhos eram repletos de anjos e divinas revelações, detalhes que bem demonstram sua santidade.
E embora quisesse oferecer a Jesus uma cômoda infância em Belém, ou mesmo em Jerusalém, o que sua valorosa profissão e estável parentela possibilitariam, por mais uma divina intervenção acabou retornando ao pacato povoado de Nazaré, que havia sido escolhido pela Santíssima Virgem e Santa Ana após a morte de São Joaquim, para estarem perto de seus parentes: "Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, em Egito, e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram aqueles que atentavam contra a vida do Menino.' José levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava em Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Divinamente avisado em sonhos, retirou-se para a província de Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos Profetas: 'Será chamado Nazareno.'" Mt 2,19-23
São João Evangelista, de fato, fala de uma 'irmã' de Nossa Senhora, na verdade sua prima, também chamada Maria, e que era casada. É do relato da Crucificação do Senhor: "Junto à Cruz de Jesus estavam de pé Sua mãe, a irmã de Sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena." Jo 19,25
Ao descrever esta mesma cena, o Evangelho Segundo São Marcos diz que essa senhora é a mãe dos chamados 'irmãos de Jesus': "Ali também se achavam umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José." Mc 15,40
Assim como São José de Egito, um dos doze patriarcas judeus, filhos Jacó que passou a se chamar Israel, São José tinha grandes privilégios perante Deus. Seus sonhos eram repletos de anjos e divinas revelações, detalhes que bem demonstram sua santidade.
E embora quisesse oferecer a Jesus uma cômoda infância em Belém, ou mesmo em Jerusalém, o que sua valorosa profissão e estável parentela possibilitariam, por mais uma divina intervenção acabou retornando ao pacato povoado de Nazaré, que havia sido escolhido pela Santíssima Virgem e Santa Ana após a morte de São Joaquim, para estarem perto de seus parentes: "Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, em Egito, e disse: 'Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram aqueles que atentavam contra a vida do Menino.' José levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava em Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Divinamente avisado em sonhos, retirou-se para a província de Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos Profetas: 'Será chamado Nazareno.'" Mt 2,19-23
São João Evangelista, de fato, fala de uma 'irmã' de Nossa Senhora, na verdade sua prima, também chamada Maria, e que era casada. É do relato da Crucificação do Senhor: "Junto à Cruz de Jesus estavam de pé Sua mãe, a irmã de Sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena." Jo 19,25
Ao descrever esta mesma cena, o Evangelho Segundo São Marcos diz que essa senhora é a mãe dos chamados 'irmãos de Jesus': "Ali também se achavam umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José." Mc 15,40
Foi este evangelista, aliás, que narrou as conversas do povo dando o nome deles todos, também falando em 'irmãs', quando Jesus voltou a Nazaré após iniciar Sua Missão: "Não é Ele o Carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Também não vivem aqui entre nós Suas irmãs?" Mc 6,3b
O próprio Jesus fez referência a esses parentes, nessa visita à Nazaré: "Depois, Ele partiu dali e foi para Sua pátria, seguido de Seus discípulos. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. E ficaram perplexos a Seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: 'Um Profeta só é desprezado em sua pátria, entre seus parentes e em sua própria casa.' Ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos." Mc 6,1-2.3b-5
São João também registrou um destes conflitos com eles, entres os quais não estavam São Tiago Menor e São Judas Tadeu, dois dos chamados 'Seus irmãos' por São Marcos, pois se tornaram Seus Apóstolos (cf. Lc 6,16): "Depois disso, Jesus percorria Galileia. Ele não queria deter-Se em Judeia, porque os judeus procuravam tirar-Lhe a vida. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. Seus irmãos disseram-Lhe: 'Parte daqui e vai para Judeia, a fim de que também Teus discípulos vejam as obras que fazes.' Com efeito, nem mesmo Seus irmãos acreditavam n'Ele." Jo 7,1-3.5
O próprio Jesus fez referência a esses parentes, nessa visita à Nazaré: "Depois, Ele partiu dali e foi para Sua pátria, seguido de Seus discípulos. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. E ficaram perplexos a Seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: 'Um Profeta só é desprezado em sua pátria, entre seus parentes e em sua própria casa.' Ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos." Mc 6,1-2.3b-5
São João também registrou um destes conflitos com eles, entres os quais não estavam São Tiago Menor e São Judas Tadeu, dois dos chamados 'Seus irmãos' por São Marcos, pois se tornaram Seus Apóstolos (cf. Lc 6,16): "Depois disso, Jesus percorria Galileia. Ele não queria deter-Se em Judeia, porque os judeus procuravam tirar-Lhe a vida. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. Seus irmãos disseram-Lhe: 'Parte daqui e vai para Judeia, a fim de que também Teus discípulos vejam as obras que fazes.' Com efeito, nem mesmo Seus irmãos acreditavam n'Ele." Jo 7,1-3.5
Ora, São Lucas já apontava estes parentes desde Sua infância, quando Ele ficou em Jerusalém após uma semana de Páscoa: "Tendo Ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o Menino Jesus em Jerusalém sem que Seus pais o percebessem. Pensando que Ele estivesse com Seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e buscaram-nO entre os parentes e conhecidos." Lc 2,42-44
SUA INTIMIDADE COM JESUS
Em seu privilegiadíssimo tempo de convívio com Jesus, cerca de 15 anos, só menor que o da Mãe Celeste, todos Seus 33 anos, São José usufruiu de grande intimidade com o Filho de Deus, que carinhosamente lhe correspondia em cada gesto. O povo estava acostumado a os ver sempre juntos, fato que deu a Nosso Senhor Sua primeira identidade pública, como vimos: "Quando Jesus começou Seu Ministério tinha cerca de trinta anos, e era tido por filho de José..." Lc 3,23
SUA INTIMIDADE COM JESUS
Em seu privilegiadíssimo tempo de convívio com Jesus, cerca de 15 anos, só menor que o da Mãe Celeste, todos Seus 33 anos, São José usufruiu de grande intimidade com o Filho de Deus, que carinhosamente lhe correspondia em cada gesto. O povo estava acostumado a os ver sempre juntos, fato que deu a Nosso Senhor Sua primeira identidade pública, como vimos: "Quando Jesus começou Seu Ministério tinha cerca de trinta anos, e era tido por filho de José..." Lc 3,23
Aliás, a profissão que Jesus escolheu bem ilustra o amor que tinha por Seu pai terreno. Também visto acima, é de Sua admirada gente que sabemos o que Ele fez durante toda adolescência, juventude e vida adulta, afastando toda desrazoada especulação a respeito do que teria feito antes de começar a pregar: "Não é Ele o carpinteiro?" Mc 6,3
E quando as pessoas de Sua terra viram brilhar as primeiras luzes do Salvador, com respeito e doçura ainda lembravam de Seu amoroso tutor: "Todos davam-Lhe testemunho e admiravam-se das palavras de Graça que procediam de Sua boca, e diziam: 'Não é este o Filho de José?'" Lc 4,22
DIVINO PAI
Há claros indícios nas Escrituras, e confirmados pela Sagrada Tradição, de que São José era falecido bem antes do início da vida pública de Jesus. Como num luto há muito consolado, ele sequer é mencionado quando Nosso Salvador iniciou Sua Missão. E na passagem por Nazaré acima citada, de quando já estava pregando, Ele vai ser identificado apenas por sua profissão e como Filho de Maria, a quem sustentou desde sua não recente viuvez. Ou seja, Jesus não era mais um mero adolescente quanto São José faleceu, e sua ausência também já se fazia sentir na percepção do povo local: "Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?" Mc 6,3
Com efeito, desde que começou a Se manifestar a Israel depois de ser batizado, não mais se falava de São José, como nas Bodas de Caná, povoado vizinho a Nazaré: "Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná de Galileia, e ali se achava a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e Seus discípulos." Jo 2,1-2
E nessa condição, depois de transformar água em vinho, Ele deixou Nazaré, sem nenhuma menção a Seu pai terreno: "Este foi o primeiro sinal de Jesus. Realizou-o em Caná de Galileia. Manifestou Sua glória, e Seus discípulos creram n'Ele. Depois disso, desceu para Cafarnaum, com Sua mãe, Seus irmãos e Seus discípulos e ali só demoraram poucos dias." Jo 2,11-12
Ora, o último registro que temos de São José vivo é quando Jesus, na adolescência, por três dias ficou sozinho em Jerusalém. Por certo não esperavam que ainda tão novo Ele começasse a tratar dos assuntos de Seu Pai Celeste. Humilde, sabendo muito bem guardar seu lugar, São José deixou que Nossa Senhora se dirigisse a Ele. Ou seja, nenhum sinal do 'machismo' que tresloucados atribuem aos costumes judaicos. e de toda forma, Santa Maria não ocultou as preocupações de Seu pai terreno, sempre tão cioso de suas obrigações para com ela e com Seu Filho e Seu Salvador: "Meu Filho, que nos fizeste? Eis que Teu pai e eu andávamos a Tua procura, cheios de aflição!" Lc 2,48
Homem escolhido por Deus, ímpar exemplo de santidade e celibato, São José foi castíssimo. E é patente que este voto é muito apreciado por Deus, como Jesus mesmo expressou: "Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda." Mt 19,12
Porque essa é a antecipação de uma condição que no Céu se viverá, ainda segundo Sua Palavra: "Na Ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos de Deus no Céu." Mt 22,30
E o Livro do Apocalipse de São João dá testemunho de uma perfeita multidão de Santos nos Céus: "Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. São eles que acompanham o Cordeiro por onde quer que Ele vá. Foram resgatados dentre os homens como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Em sua boca não se achou mentira, pois eles são irrepreensíveis." Ap 14,4-5
Porque essa é a antecipação de uma condição que no Céu se viverá, ainda segundo Sua Palavra: "Na Ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos de Deus no Céu." Mt 22,30
E o Livro do Apocalipse de São João dá testemunho de uma perfeita multidão de Santos nos Céus: "Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. São eles que acompanham o Cordeiro por onde quer que Ele vá. Foram resgatados dentre os homens como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Em sua boca não se achou mentira, pois eles são irrepreensíveis." Ap 14,4-5
Pois São José desposou Maria do mesmo modo como Jesus desposa a Santa Igreja Católica. A Carta de São Paulo aos Efésios prega: "Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela... para a santificar..." Ef 5,25.26a
De fato, foi assim uma das visões da Igreja Una que São João Apóstolo atestou: "Eu vi descer do Céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, como uma Esposa ornada para o Esposo." Ap 21,2
E como definitiva concretização da mais longa das festas entre os judeus, ele ouviu: "Escreve: 'Felizes os convidados para a Ceia das Núpcias do Cordeiro.'" Ap 19,9b
Nosso Senhor também Se referiu a esse enlace ao falar sobre penitências: "Jesus respondeu-lhes: 'Podem porventura jejuar os convidados das Núpcias, enquanto com eles está o Esposo? Enquanto consigo têm o Esposo, não lhes é possível jejuar. Dias virão, porém, em que o Esposo lhes será tirado, e então jejuarão.'" Mc 2,19-20
E ainda São João Batista, que foi outro grande exemplo de celibatário, quando falou de Jesus, que assumia o protagonismo naqueles dias, e de si mesmo como Seu arauto: "Aquele que tem a Esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, sobremodo regozija-se com a voz do Esposo." Jo 3,29a
Sem dúvida, como o próprio Apóstolo dos Gentios, São José foi um exemplo de Sacerdote, ainda que leigo, ou seja, não ordenado. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios diz-lhes: "Eu consagro-vos um santo carinho e amor, porque vos desposei a Único Esposo, Cristo, a Quem desejo apresentar-vos como pura virgem." 2 Cor 11,2
Nosso Senhor também Se referiu a esse enlace ao falar sobre penitências: "Jesus respondeu-lhes: 'Podem porventura jejuar os convidados das Núpcias, enquanto com eles está o Esposo? Enquanto consigo têm o Esposo, não lhes é possível jejuar. Dias virão, porém, em que o Esposo lhes será tirado, e então jejuarão.'" Mc 2,19-20
E ainda São João Batista, que foi outro grande exemplo de celibatário, quando falou de Jesus, que assumia o protagonismo naqueles dias, e de si mesmo como Seu arauto: "Aquele que tem a Esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, sobremodo regozija-se com a voz do Esposo." Jo 3,29a
Sem dúvida, como o próprio Apóstolo dos Gentios, São José foi um exemplo de Sacerdote, ainda que leigo, ou seja, não ordenado. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios diz-lhes: "Eu consagro-vos um santo carinho e amor, porque vos desposei a Único Esposo, Cristo, a Quem desejo apresentar-vos como pura virgem." 2 Cor 11,2
E mesmo sendo apenas humano, com muita propriedade e Justiça nosso Santo é chamado de Pai Divino. No Livro do Profeta Habacuc, Deus determinou para os tempos após a Vinda do Salvador: "Eis que sucumbe aquele cuja alma não é reta, mas o justo viverá pela fé." Hab 2,4
Santo Custódio da Sagrada Família, é o Santo Protetor da família, e Beato Pio IX declarou-o Patrono da Igreja Universal. Mas também é muito conhecido como Patrono da Boa Morte, porque teve a indizível Graça de morrer nos braços e sob as orações de Jesus e de Maria Santíssima. Segundo São Dom Bosco, grande místico da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, São José foi avisado por seu Anjo da Guarda da chegada de sua morte, e em seu leito teve por horas visões das dores da Paixão de Cristo. E segundo revelações que São Francisco de Sales teve, em seus últimos instantes ele teria dito a Jesus: "Meu Filho, assim como Teu Pai Celestial colocou Teu Corpo em minhas mãos no dia de Tua Vinda ao mundo, neste dia de minha partida deste mundo coloco meu espírito nas Tuas."
A seguir transcrevemos uma antiga e muito divulgada oração a São José, como Padroeiro da Boa Morte, conhecida por nunca ter falhado:
"Ó São José, cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a vós confio todas minhas intenções e desejos.
Ajudai-me, São José, com vossa poderosa intercessão, a obter todas bênçãos espirituais por intercessão de Vosso Adotivo Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, de modo que, ao me confiar aqui na Terra a vosso celestial poder, vos tribute meu agradecimento e homenagem.
Ó São José, eu nunca me canso de vos contemplar com Jesus adormecido em vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto a vosso coração. Abraçai-O em meu nome, beijai seu delicado rosto por mim e pedi-Lhe que me devolva esse beijo quando eu exalar meu último suspiro.
São José, padroeiro das almas que partem, rogai por mim! Amém."
Santo Custódio da Sagrada Família, é o Santo Protetor da família, e Beato Pio IX declarou-o Patrono da Igreja Universal. Mas também é muito conhecido como Patrono da Boa Morte, porque teve a indizível Graça de morrer nos braços e sob as orações de Jesus e de Maria Santíssima. Segundo São Dom Bosco, grande místico da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, São José foi avisado por seu Anjo da Guarda da chegada de sua morte, e em seu leito teve por horas visões das dores da Paixão de Cristo. E segundo revelações que São Francisco de Sales teve, em seus últimos instantes ele teria dito a Jesus: "Meu Filho, assim como Teu Pai Celestial colocou Teu Corpo em minhas mãos no dia de Tua Vinda ao mundo, neste dia de minha partida deste mundo coloco meu espírito nas Tuas."
A seguir transcrevemos uma antiga e muito divulgada oração a São José, como Padroeiro da Boa Morte, conhecida por nunca ter falhado:
"Ó São José, cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a vós confio todas minhas intenções e desejos.
Ajudai-me, São José, com vossa poderosa intercessão, a obter todas bênçãos espirituais por intercessão de Vosso Adotivo Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, de modo que, ao me confiar aqui na Terra a vosso celestial poder, vos tribute meu agradecimento e homenagem.
Ó São José, eu nunca me canso de vos contemplar com Jesus adormecido em vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto a vosso coração. Abraçai-O em meu nome, beijai seu delicado rosto por mim e pedi-Lhe que me devolva esse beijo quando eu exalar meu último suspiro.
São José, padroeiro das almas que partem, rogai por mim! Amém."





