No Sermão da Montanha, ainda no início de Sua Missão, Jesus apresentou o Caminho a ser seguido por quem não se ilude com esse mundo. E tudo que Ele recomenda é verdadeira caridade pela Salvação das almas, que é a essência de Sua Doutrina. Está no Evangelho Segundo São Mateus, e no núcleo desse 'discurso da instauração do Reino de Deus', Ele fez a proclamação das bem-aventuranças: a síntese da felicidade maior.
"Bem-aventurados aqueles que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,3
Seja em meio à pobreza ou à riqueza material (cf. Fl 4,12), quem tem um humilde coração já vivencia o Reino de Deus. Reconhece suas próprias limitações e sabe que os bens materiais não levam a paraíso algum. Não pensa em si mesmo, mas procura ajudar onde pode, como pode e a quem pode. Entrega-se nas mãos de Deus e confia em Sua Providência. Ao calar-se, é capaz de ouvir mais e melhor. Ao sentir o que os outros sentem, torna-se mais próximo de todos. Quem tem coração de pobre é simples, e, por ater-se à essência das coisas, mais profundamente conhece-as, desliga-se de ilusões, e assim reage com maior resignação diante de dificuldades, aflições e tribulações. Está bem perto de Deus.
"Bem-aventurados aqueles que choram, porque serão consolados!" Mt 5,4
Chorar diante de uma grande contrariedade não é fraqueza. É sincera demonstração de sentimentos, aversão aos desenganos, natural lamentação de infortúnios. Destes compadece-Se Deus. Quem pacientemente sofre injustiças, sem se permitir perturbar a paz alheia, comove o Sofredor Coração de Jesus. Deus é Consolador, dá forças para enfrentar os mais angustiantes momentos e recompensa com a maior e mais verdadeira felicidade que se pode experimentar. A ilusória e fútil alegria é a causa das maiores tristezas, pois não sacia a alma e só aumenta o vazio espiritual, não raro levando ao desespero.
"Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra!" Mt 5,5
A mansidão permite mais claramente conhecer a Verdade, é reconfortante e perpetua a Paz de Cristo. A sua volta, o ambiente faz-se efetivamente presente, pois sem personalismos se tem melhor percepção da própria natureza e dos acontecimentos em curso. As obras de Deus só chegam plenamente aos sentidos através da porta da serenidade, e só por ela é possível a contemplação e a inspiração. A inquietude causa e aumenta as tensões. Jesus ofereceu Sua Paz (cf. Jo 14,27) para que nela vivamos. Com ela devemos tocar as pessoas por nossas palavras, nossos gestos, nosso trabalho. E nas situações em que afloram a aflição e a violência, é quando se faz perceber a verdadeira mansidão. Mas ela não se confunde com a covardia, porque também sabe perceber a hora de reagir diante do intolerável.
"Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados!" Mt 5,6
Trabalhar pelo bem do próximo, não se deixar levar por rancor ou pessimismo e purificar o próprio coração são provas de fé, esperança e amor (cf. 1 Cor 13,13). Sutilmente, Deus vai enchendo as mãos e o coração de quem pede Seus socorros contra injustiças. A silente aversão ao mundo é uma sóbria e resistente atitude, cardeal virtude da fortaleza. Quem compactua com a corrupção, ou dela foge buscando falsos prazeres, está colocando sua esperança noutra fonte que não é Deus. Nunca encontrará a Paz. Suportar humilhação, e a aparente vitória do mal (cf. 2 Ts 2,7), é sinal da presença do Espírito Santo e a certeza do futuro triunfo. Por sua própria fraqueza, enquanto reação humana, ou por força de Deus, o mal sempre se destina à ruína.
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão Misericórdia!" Mt 5,7
Dados tão frequentes desacertos da natureza meramente carnal, por excelência a compaixão é a marca de Deus. Perceber e tratar a dor alheia com delicadeza e respeito, faz despertar o amor que se deve ao semelhante e a Deus (cf. Mc 12,29s). É impossível ser feliz virando o rosto àqueles que sofrem. O coração realmente misericordioso aflige-se até mesmo vendo a tristeza dos maus. A indiferença e o ódio, então, são perigosos venenos, podem matar; provocam o afastamento das pessoas e o vazio na alma, impossíveis de serem desfeitos sem o retorno à natural afeição, à solidariedade humana e ao bem querer. Quem não tem misericórdia, não encontra consolação, e sofre maiores dramas de consciência por só tardiamente vir a reconhecer o sofrimento dos outros.
"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!" Mt 5,8
A pureza, a gratuidade e as boas intenções são as autênticas expressões de amor. Não há como amar competindo, negociando, buscando vantagens, vivendo de aparências e de valores materiais. Não há como perceber o amor de Deus quando se cultua fugazes prazeres, guardando supostos tesouros, agindo por escusos interesses, sustentando embustes, colecionando 'glórias' de injustiça e ilusão, usando e menosprezando o próximo. As mãos limpas de quem trabalha e oferece do que é seu, o coração sem malícia, o corpo depurado de vícios e compulsões são a verdadeira beleza da alma, e a Paz que se pode viver na Terra. Assim se pode ver Deus em Suas obras e na pessoa dos outros, e na Vida Eterna vê-Lo face-a-face.
"Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
Obter e trazer em si a Paz de Cristo pela vida a fora, é uma das maiores bençãos. Depois do amor, ela deve ser o maior objetivo do cristão, até mesmo uma obrigação, porque Ele no-la ofereceu. Aqueles ativisticamente combativos e rebeldes, na grande maioria das vezes, mais atrapalham que ajudam. Salvo raras exceções, pelo bem deve-se buscar as metas do bem. O mundo é carente de consolação e de reconciliação com Deus, e os pacificadores são Seus enviados para cumprir esse papel, para promover a fé, a esperança e o amor que levam ao Céu. Jesus deu-nos Sua Paz. Aqueles que a recebem, portanto, têm a Graça e o compromisso de partilhá-la. É através dessas pessoas que Deus quer fazer-Se conhecido.
"Bem-aventurados aqueles que são perseguidos por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,10
Enquanto se multiplicam as iniquidades, os justos nadam contra a corrente defendendo os mais sofridos e os mais pobres. Enquanto o mundo insiste em ostentar suas efêmeras e vãs conquistas, centenas de milhões de pessoas são massacradas pela pobreza, pela enfermidade, pela fome, pela guerra e pela morte. Uma pequena parte faz festas com as riquezas da injustiça, enquanto a maioria esmola a saciação das mais elementares necessidades. As causas das maiores tribulações são sempre as mesmas: a falta de partilha, a usurpação e, mil vezes pior, a diabólica manipulação de direitos de desinformados e indefesos, orquestrada pelo Comunismo e suas muitas e sutis variantes, como o Socialismo. Quem levanta a voz contra essa vil insensibilidade, portanto, estará incomodando, e certamente será chamado de radical, sofrerá ridicularização e ameaças até que se cale ou morra.
"Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, perseguirem e falsamente disserem todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande vossa recompensa nos Céus, pois assim perseguiram os Profetas que vieram antes de vós." Mt 5,11-12
Hoje, em vários segmentos sociais, falar de fé, de religião ou mesmo de Deus tornou-se sinônimo de ridículo. Tem-se como dever, em nome de uma suposta boa convivência, escolher em que ambiente falar sobre o bem-estar da alma. O mundo dos instantâneos prazeres nada quer ouvir sobre o
verdadeiro amor, o
Cristo, a
Santa Igreja, a
adoração a Deus, a contemplação, a
reflexão, o
crescimento espiritual, a
oração,
a vigília, o jejum e outras penitências. Para muitos, os bens materiais são os mais claros sinais de felicidade. Humildade, resignação, tolerância, pacifismo,
castidade, pregação de amor ao próximo, oferecer a vida para servir aos necessitados, enfim, parecem fraquezas, achaques emocionais, coisa de gente alienada ou que se 'acostumou com o sofrimento'. No máximo, alguns vão achar bonito 'tanta' dedicação, 'tanto' altruísmo, 'tanta' abnegação. Aqueles mais amadurecidos, porém, já sabem: as
verdadeiras alegrias e vitórias experimentam-se nos afagos da
presença de Deus.
No Sermão da Planície, Nosso Senhor fez análoga pregação logo que desceu da montanha após escolher os Doze Apóstolos. Um numeroso grupo de discípulos e uma multidão vinda de Judeia,
Jerusalém e do litoral das cidades de Tiro e Sidônia aguardavam-nO para
O ouvir e
serem curados de suas enfermidades (cf. Lc 6,17s). É leitura do Evangelho Segundo
São Lucas
"Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus!" Lc 6,20b
Voluntariamente, em Nome de Deus, viver a pobreza material, a evangélica pobreza, é uma grande virtude. É ter consciência do que verdadeiramente importa, que sem dúvida, como Jesus mandou, é buscar "o Reino de Deus e Sua
Justiça (Mt 6,33)". Tudo mais é secundário, ou propriamente esterco nas palavras de São Paulo (cf. Fl 3,8). Viver só para Deus, como
Maria Santíssima fez, construindo Seu Reino, é o único
sentido da vida, é possuir os Céus
"Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados!" Lc 6,21a
Enfrentar a maior das necessidades humanas sem se permitir roubar e sem se rebelar é prova de
temperança, outra grande e cardeal virtude. Se viver a evangélica pobreza é sinal de amor a Deus, aceitar a fome que nessa condição se tenha que passar é ainda maior sinal. E por isso Ele não esquece a estes. Ao contrário, guarda-lhes grandes tesouros nos Céus, em tudo serão plenamente saciados. Pelo
Pão da Vida Eterna, o
Santíssimo Sacramento, jamais terão fome, jamais terão sede (cf. Jo 6,35).
"Bem-aventurados vós que agora chorais, porque haveis de rir!" Lc 6,21b Dependendo das razões pelas quais que se chore, chorar não é necessariamente desventura. Jesus abertamente avisou que, para o cristão, esse mundo é de aflições (cf. Jo 16,33), perseguições e martírios (cf. Lc 21,16), e Ele mesmo chorou pela morte de São Lázaro (cf. Jo 11,35) e por Jerusalém (cf. Lc 19,41), que não Lhe deu ouvidos. Por isso, prometeu Sua própria alegria, a plena alegria (cf. Jo 15,11), justamente porque a verdadeira alegria não pode ser encontrada no mundo
"Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos rejeitarem, vos insultarem e proscreverem vosso nome como infame por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande será vossa recompensa no Céu. Pois do mesmo modo seus pais tratavam os Profetas." Lc 6,22-23
Aqueles adotados como filhos de Deus (cf. Rm 8,15) não devem estranhar se forem odiados ou banidos. Essa é uma constante e grande verdade para quem realmente
ama Jesus, assim como foi com os grandes Profetas de Israel. Todos eles, sem exceção. E essas macabras tradições do mundo vão aumentar cada vez mais, segundo Nosso Senhor mesmo (cf. Lc 18,8). Se o aborto hoje parece algo banal, Ele até avisou de filhos matando os próprios pais (cf. Mt 10,21)
JESUS É NOSSA BEM-AVENTURANÇA
Em face da
Vinda do Salvador, e de tantos e
tão grandiosos milagres que fez, Ele deu-nos uma advertência quando foi interrogado pelos discípulos de
São João Batista, conforme o
Amado Médico: "E João chamou dois de seus discípulos e enviou-os a Jesus, perguntando: 'És Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar por outro?' Ora, naquele momento Jesus havia curado muitas pessoas de doenças, enfermidades e de
malignos espíritos, e dado a vista a muitos cegos. Respondeu-lhes Ele: 'Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho. E bem-aventurado é aquele para quem Eu não for
ocasião de queda!'" Lc 7,19.21-23
Ora, quantas pessoas, ao tempo do Antigo Testamento, desejaram ver e ouvir o Messias em Sua Vinda? Presenciar Sua derrama de Graças? Nosso Senhor mesmo vai dizer a Apóstolos, discípulos e seguidores: "Mas, quanto a vós, bem-aventurados vossos olhos, porque veem! Ditosos vossos ouvidos, porque ouvem! Eu declaro-vos, em Verdade: muitos Profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram." Mt 13,16-17 De fato, no Evangelho Segundo São João, Jesus foi bem explícito perante os líderes judeus de Jerusalém: "Ele disse-lhes: 'Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Por isso, disse-vos: morrereis em vosso pecado. Porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vosso pecado.'" Jo 8,23-24
E como acabou mesmo sendo rejeitado pelos religiosos, explicou aos Apóstolos na noite em que ia ser entregue: "Se Eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado. Ms agora não há desculpa para seu pecado. Se Eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam pecado. Mas agora as viram e odiaram a Mim e a Meu Pai." Jo 15,22.24
Falava, portanto, de
verdadeira e cristã perseverança na condução dos bens que Deus nos concede, pois sabia das
contrariedades e, principalmente, das
tentações que o
cristão padece nesse mundo. Em específico, referiu-Se a
São Pedro e a Sua
Ressurreição: "Quem é, pois, o fiel e prudente servo que o Senhor constituiu sobre aqueles de
Sua família, para no oportuno momento dar-lhes o alimento? Bem-aventurado aquele servo a quem Seu Senhor, em Sua volta, assim encontrar procedendo!" Mt 24,45-46
Em outras palavras, numa parábola falou de vigilância, prometendo o Eterno Banquete: "Bem-aventurados os servos a quem o Senhor achar vigiando, quando vier! Em Verdade, digo-vos: cingir-Se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á." Lc 12,37
No mesmo sentido, a a Primeira Carta de São Pedro vai dizer: "Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse algo extraordinário. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que possais alegrar-vos e exultar no Dia em que for manifestada Sua Glória. Se fordes ultrajados pelo Nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de Glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós." 1 Pd 4,12-14
Quanto a nossas próprias faltas, que nos afastam de Deus, a Carta de São Paulo aos Romanos faz lembrar a importância da Confissão, invocando palavras do rei Davi no Livro de Salmos: "Assim é que Davi proclama bem-aventurado o homem a quem Deus atribui Justiça, independentemente das obras: 'Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades foram perdoadas, e cujos pecados foram cobertos! Bem-aventurado o homem ao qual o Senhor não imputou seu pecado (Sl 31,1s).'" Rm 4,6-7 Na missão que a
Igreja Católica tem de pacificar o
rebanho de Cristo, essa é a mais importante atribuição que Ele deu, e logo em Sua primeira
aparição ao Colégio dos Apóstolos: "Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, sê-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, sê-lhes-ão retidos.'" Jo 20,22-23
Aliás, ser corrigido por Deus não é nenhuma desgraça. Ao contrário, como lemos no Livro de Jó, um de seus amigos, Elifaz de Temã, diz: "Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige! Não desprezes a lição do Todo-Poderoso, pois Ele fere e cuida. Se golpeia, Sua mão cura." Jó 5,17-18 No lado oposto, o Livro de Eclesiástico diz daqueles que não se deixam enredar pela riqueza: "Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros!" Eclo 31,8 Ora, se conhecer Elias era considerado uma bem-aventurança, que grande dádiva foi conhecer Jesus? Este
sagrado autor dirige-se ao insigne Profeta: "Bem-aventurados aqueles que te conheceram, e foram honrados com tua amizade!" Eclo 48,11
E na certeza de que no ventre trazia o Redentor, Nossa Senhora bem sabia a indizível Graça que lhe foi concedida. Em visita a Santa Isabel, ela cantou o Magnificat, e a Igreja Católica Apostólica Romana tratou de guardar a memória desse feito: "E Maria disse: 'Minha alma engrandece o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, Meu Salvador, porque olhou para Sua pobre serva. Por isto, desde agora, todas gerações proclamá-me-ão bem-aventurada, porque em mim realizou maravilhas Aquele que é poderoso, e Cujo Nome é Santo.'" Lc 1,46-49
Com efeito, assim era uma profecia do Livro de Cântico dos Cânticos, quando o Amado, representando Deus, diz da Amada, que viria a ser a Santíssima Virgem, a Rainha entre as rainhas: "Há sessenta rainhas, oitenta concubinas e inumeráveis jovens mulheres. Uma, porém, é Minha pomba, uma só Minha perfeita. Ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam." Ct 6,8-9 Santa Isabel, ademais, já a havia proclamado logo que recebeu sua saudação, pois só de ouvi-la ficou cheia do Espírito Santo. Ela e seu filho São João Batista, em seu ventre (cf. Lc 1,44): "Bem-aventurada és tu que creste, pois da parte do Senhor hão de cumprir-se as coisas que te foram ditas!" Lc 1,45
Ora, o próprio Cristo, após a multiplicação dos pães e dos peixes, iria dizer à multidão às margens do Mar de Galileia: "A obra de Deus é esta: que creiais n'Aquele que Ele enviou." Jo 6,29
E vai dizer especificamente de sua bem-aventurança, quando uma mulher assim a via tão somente por gerá-Lo e amamentá-Lo, o que não seria pouco, mas Ele vai corrigi-la, declarando que ela já o era por ouvir e praticar a
Palavra de Deus (cf. Lc 2,19.51): "Enquanto Ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e disse-Lhe: 'Bem-aventurado o ventre que Te trouxe, e os seios que Te amamentaram!' Mas Jesus replicou: 'Antes bem-aventurados aqueles que
ouvem a Palavra de Deus e a observam!'" Lc 11,27-28
"Caminhamos na estrada de Jesus!"