Freira vicentina, foi agraciada com cinco aparições da Virgem Maria, que aconteceram entre julho e dezembro de 1830, ainda durante seu noviciado, sendo a mais importante a de 27 de novembro, quando ela se apresentou como Nossa Senhora das Graças e mandou cunhar a medalha milagrosa, pela qual tem derramado grandes bênçãos àqueles que se mostram fiéis usuários.
Zoe Labouré, seu nome de Batismo, nasceu a 2 de maio de 1806 na comuna de Fain-lès-Moutiers, na região de Borgonha, centro-leste de França. Filha de Pierre Labouré e Madeleine Gontard, família de onze filhos, ainda criança se tornou órfã de mãe e, por inspiração do Espírito de Deus, adotou Nossa Senhora, que lhe foi de indizível valia. Aos 18 anos pediu ao pai para ser freira, mas ele não lhe permitiu, alegando que precisava de ajuda para criar seus irmãos. Viviam numa fazenda, e ela cuidava dos trabalhos domésticos, da cozinha e dos animais, ordenhando vacas e alimentando porcos e um grande viveiro de pombos.
Aos 23 anos, após todos criados, ela voltou a insistir com o pai por sua vocação religiosa, e em 21 de abril de 1830, ao obter seu consentimento, entrou como postulante no internato de Châtillon-sur-Seine, comuna de Borgonha, para a Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, ordem fundada por este Santo.
Ele relata que aos 18 anos teve um sonho com idoso Padre celebrando a Santa Missa, e que a chamou e disse: "Minha filha, é bom cuidar dos doentes. Tu estás fugindo de mim agora, mas um dia tu ficarás feliz em vir a mim. Deus tem planos para ti. Não te esqueças disso!" E quando foi levada ao internato de Châtillon-sur-Seine para estudar, porque até então não tinha tido nenhuma escolarização, viu uma pintura de São Vicente de Paulo e o reconheceu como o Padre com o qual sonhara.
Foi enviada para o noviciado em Paris, e escolheu o nome de Catarina, em homenagem a Santa Catarina de Sena. Era exemplo de devoção e dedicação aos pacientes no hospital da congregação. As visões que tinha de São Vicente, porém, tornaram-se muito frequentes, e ela sentiu-se na obrigação de relatá-las ao confessor espiritual, que apenas lhe pedia que escrevesse todos detalhes. Então passou a ter visões de Jesus Eucarístico e, em seguida, de Cristo Rei, no início de junho do mesmo ano, o que deixou seu confessor em alerta.
E na noite do dia 18 de julho de 1830, uma criança, certamente um anjo (seu Anjo da Guarda?), apareceu para a conduzir à Capela do Convento, onde Nossa Mãe Celestial por ela esperava para uma aparição de mais de duas horas. Santa Catarina, ajoelhando-se a seus pés e apoiando os braços a seu colo, buscou os afagos daquela que havia adotado como mãe e recebeu a Consolação pela qual todas almas anseiam. Mas também ouviu que Deus queria encarregar-lhe de uma difícil missão, e iria demandar toda sua fé, sem hesitação.
Entretanto, de tão impressionada com aquela aparição, Santa Catarina resolveu nada dizer a pessoa alguma, nem mesmo a seu confessor. E comedidamente aguardou a indicação de sua missão, confiante nas palavras de Nossa Senhora que lhe havia garantido: "Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos sempre estarão sobre ti."
Sua incumbência finalmente foi revelada quando a Mãe do Salvador lhe apareceu em 27 de novembro de 1830, tendo a Serpente esmagada sob seu pé (cf. Gn 3,15). Nossa Santa assim escreveu em diário:
"A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé sobre um globo, com o semblante de uma Senhora de indizível beleza. De veste branca, manto azul, tinha as mãos elevadas até à cintura e sustentava um globo figurando o mundo, encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fitá-la. O radiante rosto de celestial claridade conservava os olhos elevados ao Céu, como para oferecer o globo a Deus. A Santíssima Virgem baixou para mim os olhos e disse-me no íntimo de meu coração:
'Este globo que vês representa o mundo inteiro... e cada pessoa em particular... Eis o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que pedem.'
Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas já não pudessem com o peso das Graças, voltaram-se à Terra em amorosa atitude. Formou-se em volta da Santíssima Virgem uma figura oval, na qual em letras de ouro se liam estas palavras que por cima cercavam a Senhora: 'Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS.'
Ouvi, então, uma voz que me dizia:
'Faze cunhar uma medalha por este modelo. Todas pessoas que a trouxerem receberão grandes Graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço. As Graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.'
Então se virou o quadro, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma Cruz em cima, tendo um Terço na base. Por baixo do M, os dois Corações, de Jesus e de Maria. O de Jesus, com uma coroa de espinhos e o de Maria atravessado por uma espada. Uma coroa de doze estrelas contornava o quadro."
Não era fácil tarefa. Onde cunharia medalhas? Quem a ajudaria? Seu confessor creria nela? E de imediato perguntou a Imaculada Virgem como poderia realizar sua missão, e ela simplesmente indicou-lhe o Padre Jean-Marie Aladel, que pertencia à Congregação da Missão, também conhecida como os Padres e Irmãos Vicentinos ou mais popularmente como os Lazaristas.
Sua incumbência finalmente foi revelada quando a Mãe do Salvador lhe apareceu em 27 de novembro de 1830, tendo a Serpente esmagada sob seu pé (cf. Gn 3,15). Nossa Santa assim escreveu em diário:
"A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé sobre um globo, com o semblante de uma Senhora de indizível beleza. De veste branca, manto azul, tinha as mãos elevadas até à cintura e sustentava um globo figurando o mundo, encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fitá-la. O radiante rosto de celestial claridade conservava os olhos elevados ao Céu, como para oferecer o globo a Deus. A Santíssima Virgem baixou para mim os olhos e disse-me no íntimo de meu coração:
'Este globo que vês representa o mundo inteiro... e cada pessoa em particular... Eis o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que pedem.'
Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas já não pudessem com o peso das Graças, voltaram-se à Terra em amorosa atitude. Formou-se em volta da Santíssima Virgem uma figura oval, na qual em letras de ouro se liam estas palavras que por cima cercavam a Senhora: 'Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS.'
Ouvi, então, uma voz que me dizia:
'Faze cunhar uma medalha por este modelo. Todas pessoas que a trouxerem receberão grandes Graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço. As Graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.'
Então se virou o quadro, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma Cruz em cima, tendo um Terço na base. Por baixo do M, os dois Corações, de Jesus e de Maria. O de Jesus, com uma coroa de espinhos e o de Maria atravessado por uma espada. Uma coroa de doze estrelas contornava o quadro."
Não era fácil tarefa. Onde cunharia medalhas? Quem a ajudaria? Seu confessor creria nela? E de imediato perguntou a Imaculada Virgem como poderia realizar sua missão, e ela simplesmente indicou-lhe o Padre Jean-Marie Aladel, que pertencia à Congregação da Missão, também conhecida como os Padres e Irmãos Vicentinos ou mais popularmente como os Lazaristas.
De fato, seu confessor ouviu-a com muita atenção, mas ainda passou dois anos observando seu comportamento para ter certeza de que se tratava de uma verdadeira aparição. Nesse período Santa Catarina manteve sua rotina, entregando-se com a costumeira dedicação às orações e ao trabalho, que, aliás, executou por 45 anos no mesmo hospital, desde que entrou no convento até o dia de sua morte em 1876, aos 70 anos.
Uma vez cunhadas, através das medalhas realizavam-se muitíssimos milagres, que rapidamente as fizeram conhecidas e desejadas por toda população.
Exceto ao confessor e a seu bispo, Santa Catarina não divulgava essas aparições. Elas fazem parte de uma importantíssima série que culminaria em Fátima, e inclui as Aparições de Quito, de Lourdes, de Salette e de Akita. De fato, a Santíssima Mãe avisou que se iniciavam "difíceis tempos para França e para o mundo", e nossa Santa publicou-as apenas pouco antes de morrer, e por expressa autorização da própria Senhora Imaculada.
Trabalhava como a camponesa que era, rude na opinião de algumas irmãs, mas isso muito ajudou-lhe a manter-se em anonimato. Plenamente ciente de sua relação com Deus e Nossa Senhora, era da mais simples santidade. Guardou profundo silêncio. E em autêntica humildade declarou ao confessor, ao final de sua vida: "Eu era apenas um instrumento. Não foi para mim que a Virgem Santíssima apareceu. Se ela me escolheu, sem que eu nada soubesse, foi para que ninguém pudesse duvidar dela." E consolou suas irmãs pouco antes de morrer, com estas últimas palavras: "Por que temer ir ver Nosso Senhor, Sua Mãe e São Vicente?"
Durante seu funeral, uma multidão ouviu falar que a freira da medalha milagrosa tinha falecido e aglomerou-se em volta do caixão. Uma pobre senhora trouxe seu filho deficiente num caixote de rodas, pedindo para aproximar-se do esquife. E logo que conseguiu, seu filho subitamente levantou-se. Foi o primeiro milagre que constou para a canonização de nossa Santa.
Nossa Senhora também lhe havia pedido que reunisse uma confraria de filhos de Maria, o que levou as Filhas da Caridade e a Congregação da Missão a fundarem a Associação dos Filhos e das Filhas de Maria Imaculada em 1837.
Em 1947, Santa Catarina foi canonizada pelo Venerável Papa Pio XII, profícuo escritor e de heroicas virtudes. Como relíquias, pertences seus são venerados na Catedral de Notre-Dame de Paris.
Ao ser beatificada em 1933, seu corpo foi exumado e encontrava-se absolutamente incorrupto, como ainda se vê em exposição na capela do convento, ao lado direito do Altar.
Santa Catarina Labouré, rogai por nós!













