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domingo, 15 de março de 2026
A Comunhão
A UNIDADE EM CRISTO
O quarto Domingo da Quaresma ficou conhecido como o Domingo 'Laetare', que em latim significa 'alegra-te', nome dado por causa do secular hino e muito usado nessa data, versando sobre a alegria de poder participar da Comunhão Eucarística, isto é, do Santíssimo Sacramento. De fato, nesta vida não há maior alegria que se sentar à mesa com Jesus e comer do Pão da Vida Eterna. No Livro de Apocalipse de São João, uma voz lhe mandou escrever: "Felizes os convidados para a Ceia das Núpcias do Cordeiro." Ap 19,9b
E no Evangelho Segundo São João, na última noite entre os Apóstolos, em oração que fez ao Pai pela Unidade da Santa Igreja (cf. Ef 5,26), quer dizer, pela plena Comunhão, entre os católicos, dos valores da Revelação, Nosso Senhor pediu Seus auxílios para que os Apóstolos permanecem em perfeita União entre si, tal qual a União da Santíssima Trindade: "Manifestei Teu Nome aos homens que do mundo Me deste. Eram Teus e deste-Mos, e guardaram Tua Palavra. Por eles é que Eu rogo. Não pelo mundo... Pai Santo, guarda-os em Teu Nome, que Me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam Um como Nós." Jo 17,6.9a.11
Em seguida, pediu pelos fiéis, ou seja, por nós, por todos aqueles que seguiriam a Igreja Apostólica, a Doutrina dos Apóstolos (cf. At 2,42): "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que pela palavra deles hão de crer em Mim." Jo 17,20
E enfim pediu pelo dom maior: pela Comunhão espiritual entre os membros da Igreja Católica, sejam Sacerdotes ou fiéis, e Deus, União que é a Comunhão dos Santos, a prova da Vinda de Nosso Salvador ao mundo: "Para que todos sejam Um, assim como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti. Para que eles também estejam em Nós, e o mundo creia que Tu Me enviaste." Jo 17,21
Ora, Revelando-Se Deus nessa mesma ocasião, momentos antes Ele havia afirmado que essa Unidade com Ele, o que inclui o Pai e o Divino Espirito Santo, pela indivisibilidade da Trindade Santa, é imprescindível à efetiva vida espiritual: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto..." Jo 15,5a
E sempre Se dizendo essencial, ou seja, Deus, sentenciou: "... porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5b
De fato, usando um título de Deus (cf. Êx 3,14), Ele revelava-Se essencial a toda humanidade, como já havia dito aos líderes judeus em Jerusalém: "Porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vosso pecado." Jo 8,24b
Por isso, pouco depois da Santa Ceia, disse sobre o dia de Sua Ressurreição, afirmando a Comunhão dos Santos: "Naquele dia, conhecereis que estou em Meu Pai, vós em Mim e Eu em vós." Jo 14,20
E revelou a imerecida e feliz consequência do verdadeiro amor à Revelação: "Se alguém Me ama, guardará Minha Palavra e Meu Pai amá-lo-á, e Nós viremos a ele e nele faremos Nossa morada." Jo 14,23a
Garantia, ainda em Suas pregações, que sempre que estivermos unidos, e realmente em Seu Nome, ou seja, realmente obedecendo a tudo que Ele ensinou, teremos Sua presença para além de Sua Onipresença. Está no Evangelho Segundo São Mateus: "Porque onde dois ou três estão reunidos em Meu Nome, aí estou Eu em meio a eles." Mt 18,20
E sempre Se dizendo essencial, ou seja, Deus, sentenciou: "... porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5b
De fato, usando um título de Deus (cf. Êx 3,14), Ele revelava-Se essencial a toda humanidade, como já havia dito aos líderes judeus em Jerusalém: "Porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vosso pecado." Jo 8,24b
Por isso, pouco depois da Santa Ceia, disse sobre o dia de Sua Ressurreição, afirmando a Comunhão dos Santos: "Naquele dia, conhecereis que estou em Meu Pai, vós em Mim e Eu em vós." Jo 14,20
E revelou a imerecida e feliz consequência do verdadeiro amor à Revelação: "Se alguém Me ama, guardará Minha Palavra e Meu Pai amá-lo-á, e Nós viremos a ele e nele faremos Nossa morada." Jo 14,23a
Garantia, ainda em Suas pregações, que sempre que estivermos unidos, e realmente em Seu Nome, ou seja, realmente obedecendo a tudo que Ele ensinou, teremos Sua presença para além de Sua Onipresença. Está no Evangelho Segundo São Mateus: "Porque onde dois ou três estão reunidos em Meu Nome, aí estou Eu em meio a eles." Mt 18,20
Porque onde a Sã Doutrina for respeitada em sua integridade, aí está a Verdadeira Igreja, aí está Jesus, como Ele determinou, e prometeu, instantes antes de Sua Ascensão aos Céus: "Ensinai-as (as nações) a observar tudo que vos prescrevi. Eis que convosco estou todos dias, até o fim do mundo." Mt 28,20
Por fim, sabendo que o mundo só acreditaria na Manifestação do Cristo se enxergasse uma verdadeira União entre os cristãos, na noite do início de Sua Paixão, Jesus derramou Sua Glória sobre os Apóstolos, porque a Igreja Una é a marca de Sua passagem entre nós e do amor do Deus. Ele rezou ao Pai nessa mesma Oração da Unidade, enquanto Se despedia dos Apóstolos: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Por fim, sabendo que o mundo só acreditaria na Manifestação do Cristo se enxergasse uma verdadeira União entre os cristãos, na noite do início de Sua Paixão, Jesus derramou Sua Glória sobre os Apóstolos, porque a Igreja Una é a marca de Sua passagem entre nós e do amor do Deus. Ele rezou ao Pai nessa mesma Oração da Unidade, enquanto Se despedia dos Apóstolos: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade, e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
Por isso, também nesta noite tinha pedido aos Apóstolos por este símbolo maior de Sua Igreja: "Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros." Jo 13,35
Deixou claro, no entanto, o parâmetro desse amor que deveremos viver: Seu amor por nós: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, também vós deveis amar-vos uns aos outros." Jo 13,34
Deixou claro, no entanto, o parâmetro desse amor que deveremos viver: Seu amor por nós: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, também vós deveis amar-vos uns aos outros." Jo 13,34
Assim Ele pedia perseverança, e prometia a verdadeira alegria: "Como o Pai Me ama, Eu também vos amo. Perseverai em Meu amor. Se guardardes Meus Mandamentos, sereis constantes em Meu amor, como Eu também guardei os mandamentos de Meu Pai e persisto em Seu amor. Disse-vos essas coisas para que Minha alegria esteja em vós, e vossa alegria seja completa." Jo 15,9-11
E explicitou: "Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida por seus amigos." Jo 15,13
Não por acaso, a Primeira Carta de São João prescreve a verdadeira conversão: "Nisto temos conhecido o amor: Jesus deu Sua Vida por nós. Nós também devemos dar nossa vida por nossos irmãos." 1 Jo 3,16
E explicitou: "Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida por seus amigos." Jo 15,13
Não por acaso, a Primeira Carta de São João prescreve a verdadeira conversão: "Nisto temos conhecido o amor: Jesus deu Sua Vida por nós. Nós também devemos dar nossa vida por nossos irmãos." 1 Jo 3,16
O PÃO DO CÉU
Jesus já havia falado sobre o Pão do Céu, essencial para a Comunhão espiritual. Ele ofereceria Seu Corpo e Seu Sangue em sacrifício por amor à humanidade, para a Redenção de nossos pecados e para que Se tornasse o alimento da Vida Eterna. Portanto, o Corpo de Cristo, isto é, a Comunhão Eucarística, a Santa Eucaristia, é o verdadeiro maná (cf. Êx 16,14) oferecido pelo Pai, como Nosso Senhor disse aos judeus em Cafarnaum, depois que multiplicou pães e peixes num lugar deserto: "Então lhes disse Jesus: 'Na Verdade, na Verdade, digo-vos: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos. Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue, tem a Vida Eterna, e Eu ressuscitá-lo-ei no Último Dia. Pois Minha Carne é verdadeiramente comida, e Meu Sangue, verdadeiramente bebida. Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue, permanece em Mim e Eu nele. Este é o Pão que desceu do Céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste Pão, viverá eternamente.'" Jo 6,53-56.58
Realmente falava de outra Vida: "Assim como o Pai, que Me enviou, vive, e Eu vivo pelo Pai, aquele que comer Minha Carne também viverá por Mim." Jo 6,57
O Rito Eucarístico, pois, tornou-se prática entre os Apóstolos e os fiéis desde os primeiríssimos dias da Igreja, logo após o dia de seu nascimento, o Pentecostes, como vemos nos 4 constitutivos da Santa Missa, apontados no Livro de Atos dos Apóstolos: "Eles (os fiéis) eram perseverantes na Doutrina dos Apóstolos, na fraterna Comunhão, na fração do Pão e nas orações." At 2,42
E desde sempre reverenciando o dia da Ressurreição de Jesus, ele era celebrado no Domingo, como vemos da prática de São Paulo na cidade de Trôade, narrada por São Lucas: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o Pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite." At 20,7
A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios ensina que no Sacrifício de Cristo, mistério ao qual somos chamados a participar, está a prova da fidelidade de Deus, que nos oferece a Vida Eterna: "Fiel é Deus, por Quem fostes chamados à Comunhão em Seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor." 1 Cor 1,9
Ferrenho defensor da Unidade, este Apóstolo diz que os membros da Igreja Católica (cf. At 1,8), ao participar do Rito Eucarístico, entram em perfeita Comunhão com Cristo, quer dizer, vivem na verdadeira Unidade com Ele e tornam-se um só Corpo, propriamente o Corpo Místico de Cristo: "O Cálice de bênção, que benzemos, não é a Comunhão do Sangue de Cristo? E o Pão, que partimos, não é a Comunhão do Corpo de Cristo? E como há um único Pão, nós, embora muitos, somos um só Corpo, pois todos participamos desse único Pão." 1 Cor 10,16-17
Mas alerta que nem todos ritos religiosos, que dizem oferecer a Comunhão, devidamente respeitam o Sacrifício Pascal. E proibia quem os frequentasse de participar do verdadeiro altar do Senhor: "Digo o contrário: é aos demônios e não a Deus que os pagãos oferecem sacrifícios. Não quero que entreis em comunhão com os demônios. Não podeis beber do Cálice do Senhor e do cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." 1 Cor 10,20-21
Ele bem sabia que só um Pão honra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Pois Nossa Páscoa, Cristo, foi imolada. Celebremos a festa, pois, não com o velho fermento nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães sem fermento, de pureza e de Verdade." 1 Cor 5,8
Com veemência, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios pedia que usássemos de entendimento (cf. Mc 12,30), porque respeitar é diferente de participar: "Não vos atreleis ao mesmo jugo que os infiéis! Pois que afinidade poderia existir entre a Justiça e a iniquidade? Ou que comunhão entre a Luz e as trevas?" 2 Cor 6,14
Mas alerta que nem todos ritos religiosos, que dizem oferecer a Comunhão, devidamente respeitam o Sacrifício Pascal. E proibia quem os frequentasse de participar do verdadeiro altar do Senhor: "Digo o contrário: é aos demônios e não a Deus que os pagãos oferecem sacrifícios. Não quero que entreis em comunhão com os demônios. Não podeis beber do Cálice do Senhor e do cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." 1 Cor 10,20-21
Ele bem sabia que só um Pão honra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Pois Nossa Páscoa, Cristo, foi imolada. Celebremos a festa, pois, não com o velho fermento nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães sem fermento, de pureza e de Verdade." 1 Cor 5,8
Com veemência, a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios pedia que usássemos de entendimento (cf. Mc 12,30), porque respeitar é diferente de participar: "Não vos atreleis ao mesmo jugo que os infiéis! Pois que afinidade poderia existir entre a Justiça e a iniquidade? Ou que comunhão entre a Luz e as trevas?" 2 Cor 6,14
E ele alerta, a quem está em pecado grave, da necessária Confissão antes de comungar: "Portanto, todo aquele que indignamente comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação. Esta é a razão porque entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos." 1 Cor 11,27-30
Mencionando a Graça Sacramental, enfim, enquanto Sacerdote da Igreja pedia o devido respeito a todos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores de Deus, exortamo-vos a que não recebais Sua Graça em vão." 2 Cor 6,1
A COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO
E como o Amado Discípulo bem disse, só o Espírito de Deus, que conduz a Santa Igreja (cf. Jo 16,13), pode levar-nos à verdadeira Comunhão: "Quem observa Seus (Jesus) Mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele. E que Ele permanece em nós, sabemos pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24
Mas o Espírito de Deus, afirmou Jesus, não pode ser recebido por qualquer pessoa. Ele é exclusivamente derramado sobre Sua Igreja: "É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
Ainda nos primeiros dias da Igreja, quando foi preso pelo conselho dos judeus com todos Apóstolos, São Pedro, atestando que Jesus ressuscitou, subiu aos Céus, é o Messias e pede a Confissão dos pecados, disse no Sinédrio a quem Deus O concede: "Destes fatos, nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,32
Mencionando a Graça Sacramental, enfim, enquanto Sacerdote da Igreja pedia o devido respeito a todos Sacramentos: "Na qualidade de colaboradores de Deus, exortamo-vos a que não recebais Sua Graça em vão." 2 Cor 6,1
A COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO
E como o Amado Discípulo bem disse, só o Espírito de Deus, que conduz a Santa Igreja (cf. Jo 16,13), pode levar-nos à verdadeira Comunhão: "Quem observa Seus (Jesus) Mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele. E que Ele permanece em nós, sabemos pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24
Mas o Espírito de Deus, afirmou Jesus, não pode ser recebido por qualquer pessoa. Ele é exclusivamente derramado sobre Sua Igreja: "É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
Ainda nos primeiros dias da Igreja, quando foi preso pelo conselho dos judeus com todos Apóstolos, São Pedro, atestando que Jesus ressuscitou, subiu aos Céus, é o Messias e pede a Confissão dos pecados, disse no Sinédrio a quem Deus O concede: "Destes fatos, nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que Lhe obedecem." At 5,32
E a Carta de São Paulo aos Filipenses em nome da Comunhão do Espírito Santo, carinhosamente pedia a todos que mantivessem essa indefectível união: "Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma Comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai minha alegria deixando-vos guiar pelos mesmos propósitos e pelo mesmo amor, em harmonia buscando a unidade." Fl 2,1
Porque havia exaltado a unidade entre eles, agradecendo a Deus em suas orações: "... por causa de vossa Comunhão no anúncio do Evangelho, desde o primeiro dia até agora." Fl 1,5
Ora, falando dessa Comunhão, este grande Santo concebeu esta belíssima súplica que é proclamada pelo Sacerdote no início da Santa Missa: "Que a Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!" 2 Cor 13,13
Falando por si e por seus colaboradores, ele reclamou dos cristãos da cidade de Corinto: "Nós somos cooperadores de Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus. Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus em vós habita?" 1 Cor 3,9.16
Peremptoriamente afirmou: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17
A Carta de São Paulo aos Romanos enfim, disse o que o Sacramento do Batismo representa: "Se com Ele fomos feitos o mesmo Ser, por uma morte semelhante à Sua... " Rm 6,5
Falando por si e por seus colaboradores, ele reclamou dos cristãos da cidade de Corinto: "Nós somos cooperadores de Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus. Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus em vós habita?" 1 Cor 3,9.16
Peremptoriamente afirmou: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17
A Carta de São Paulo aos Romanos enfim, disse o que o Sacramento do Batismo representa: "Se com Ele fomos feitos o mesmo Ser, por uma morte semelhante à Sua... " Rm 6,5
POR CRISTO, PARA O BEM DA IGREJA CATÓLICA
Ora, o Apóstolo dos Gentios tinha-se despojado de tudo para buscar a total comunhão com Cristo: "E assim quero conhecer a Cristo, o poder de Sua Ressurreição e a comunhão em Seus sofrimentos, para me tornar semelhante a Ele em Sua Morte..." Fl 3,10
E aos católicos romanos, com esse mesmo argumento, explicou o sentido da Santa Missa, quando revivemos e atualizamos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Eu exorto-vos, pois, irmãos, pelas Misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em vivo, santo e agradável sacrifício a Deus: é este vosso culto espiritual!" Rm 12,1
Ora, o Apóstolo dos Gentios tinha-se despojado de tudo para buscar a total comunhão com Cristo: "E assim quero conhecer a Cristo, o poder de Sua Ressurreição e a comunhão em Seus sofrimentos, para me tornar semelhante a Ele em Sua Morte..." Fl 3,10
E aos católicos romanos, com esse mesmo argumento, explicou o sentido da Santa Missa, quando revivemos e atualizamos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Eu exorto-vos, pois, irmãos, pelas Misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em vivo, santo e agradável sacrifício a Deus: é este vosso culto espiritual!" Rm 12,1
Afirma que comungar é capacitar-se para ser instrumento do Sumo Bem, como está na Carta de São Paulo a Filêmon: "Que tua Comunhão na fé seja eficaz, fazendo-te conhecer todo bem que somos capazes de realizar para Cristo." Fm 1,6
No mesmo sentido, São João Evangelista diz que o anúncio do Evangelho tem como evidente finalidade a Comunhão, com Deus e com os irmãos na Igreja Una: "O que vimos e ouvimos, isso agora vos anunciamos para que estejais em Comunhão conosco. Nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,3
Defendendo a Tradição Oral, pede amor ao Verdadeiro Evangelho: "Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, também permanecereis vós no Filho e no Pai." 1 Jo 2,24
Lembrando o purificador poder do Sangue de Cristo, ele também pediu discernimento àqueles que participam da Santa Eucaristia, e afirmou a Comunhão dos Santos: "Se dizemos que estamos em Comunhão com Deus, e no entanto andamos em trevas, somos mentirosos e não praticamos a Verdade. Mas se caminhamos na Luz, como Ele está na Luz, então estamos em Comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, Seu Filho, purifica-nos de todo pecado." 1 Jo 1,6-7
No mesmo sentido, São João Evangelista diz que o anúncio do Evangelho tem como evidente finalidade a Comunhão, com Deus e com os irmãos na Igreja Una: "O que vimos e ouvimos, isso agora vos anunciamos para que estejais em Comunhão conosco. Nossa Comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." 1 Jo 1,3
Defendendo a Tradição Oral, pede amor ao Verdadeiro Evangelho: "Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, também permanecereis vós no Filho e no Pai." 1 Jo 2,24
Lembrando o purificador poder do Sangue de Cristo, ele também pediu discernimento àqueles que participam da Santa Eucaristia, e afirmou a Comunhão dos Santos: "Se dizemos que estamos em Comunhão com Deus, e no entanto andamos em trevas, somos mentirosos e não praticamos a Verdade. Mas se caminhamos na Luz, como Ele está na Luz, então estamos em Comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, Seu Filho, purifica-nos de todo pecado." 1 Jo 1,6-7
E os Apóstolos, mesmo diante de ocasionais divergências, buscaram viver a perfeita Comunhão. É o que a Carta de São Paulo aos Gálatas atesta: "Por isso, Tiago, Pedro e João, considerados como colunas, reconheceram a Graça que me fora concedida, e a mim e a Barnabé estenderam a mão em sinal de Comunhão. Assim ficou confirmado que nós trabalharíamos com os não judeus, e eles com os judeus." Gl 2,9
Por isso, ele havia reclamado dos coríntios: "Rogo-vos, irmãos, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que entre vós não haja divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo Espírito e no mesmo sentimento. Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado por aqueles que são da casa de Cloé que entre vós há contendas. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: 'Eu sou discípulo de Paulo'; 'eu, de Apolo'; 'eu, de Cefas'; 'eu, de Cristo'. Então Cristo estaria dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?" 1 Cor 1,10-13
A COMUNHÃO DOS SANTOS
Há mais um importantíssimo capítulo sobre esse tema, chamado a Comunhão dos Santos, que já citamos. Para que se tenha mais acabada ideia do que ela significa, Jesus rezou ao Pai para que Sua Unidade com os Seus, quer estejam nos Céus ou na Terra, jamais fosse interrompida: "Pai, aqueles que Tu Me deste, quero que eles estejam Comigo, onde Eu estiver, para que eles contemplem a Glória que Me deste, pois Me amaste antes da criação do mundo." Jo 17,24
A Carta de São Paulo aos Efésios também mencionou essa família que se compõe da Igreja Glorificante, Santificante e Itinerante: "Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao Qual deve sua existência toda família no Céu e na Terra..." Ef 3,14-15
A Carta de São Paulo aos Efésios também mencionou essa família que se compõe da Igreja Glorificante, Santificante e Itinerante: "Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao Qual deve sua existência toda família no Céu e na Terra..." Ef 3,14-15
E completou: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus. É n'Ele que todo edifício se levanta, harmonicamente disposto, até formar um santo Templo no Senhor. É n'Ele que vós conjuntamente também entrais, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus." Ef 2,19-22
Quando escreveu aos cristãos da cidade de Filipo, referindo-se agora à razão dessa Comunhão, outra vez ele disse: "Nós, porém, somos cidadãos dos Céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante a Seu Corpo Glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a Si toda criatura." Fl 3,20-21
Ora, na revelações de Apocalipse, São João Apóstolo teve uma visão das almas dos Santos no Céu, enquanto intercediam a Deus, quando lhes foi informado que outras almas ainda deveriam dar seus testemunhos: "Quando abriu o quinto selo, debaixo do altar vi as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: 'Até quando Tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer Justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da Terra?' Então foi dada a cada um deles uma branca veste, e lhes foi dito que ainda aguardassem um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que como eles estavam para ser mortos." Ap 6,9-11
Mas também viu o cumprimento da profecia de Jesus (cf. Mt 8,11), apontando que os Santos já reinam sobre este mundo. Os anjos cantaram-Lhe: "Vós (Cordeiro de Deus) sois digno de receber o Livro e de abrir-lhe os selos, porque fostes imolado, e com Vosso Sangue adquiristes para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. Deles fizestes para Nosso Deus um Reino de Sacerdotes, e eles reinarão sobre a Terra." Ap 5,9-10
JESUS INSTITUIU O SANTÍSSIMO SACRAMENTO
Por isso, temos como a maior das alegrias a Comunhão com Cristo. Com efeito, Ele mesmo instituiu-a e claramente pediu que a celebrássemos. O Evangelho Segundo São Lucas assim narrou:
Quando escreveu aos cristãos da cidade de Filipo, referindo-se agora à razão dessa Comunhão, outra vez ele disse: "Nós, porém, somos cidadãos dos Céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante a Seu Corpo Glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a Si toda criatura." Fl 3,20-21
Ora, na revelações de Apocalipse, São João Apóstolo teve uma visão das almas dos Santos no Céu, enquanto intercediam a Deus, quando lhes foi informado que outras almas ainda deveriam dar seus testemunhos: "Quando abriu o quinto selo, debaixo do altar vi as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: 'Até quando Tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer Justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da Terra?' Então foi dada a cada um deles uma branca veste, e lhes foi dito que ainda aguardassem um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que como eles estavam para ser mortos." Ap 6,9-11
Mas também viu o cumprimento da profecia de Jesus (cf. Mt 8,11), apontando que os Santos já reinam sobre este mundo. Os anjos cantaram-Lhe: "Vós (Cordeiro de Deus) sois digno de receber o Livro e de abrir-lhe os selos, porque fostes imolado, e com Vosso Sangue adquiristes para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. Deles fizestes para Nosso Deus um Reino de Sacerdotes, e eles reinarão sobre a Terra." Ap 5,9-10
JESUS INSTITUIU O SANTÍSSIMO SACRAMENTO
Por isso, temos como a maior das alegrias a Comunhão com Cristo. Com efeito, Ele mesmo instituiu-a e claramente pediu que a celebrássemos. O Evangelho Segundo São Lucas assim narrou:
"Chegada que foi a hora, Jesus pôs-Se à mesa, e com Ele os Apóstolos. Disse-lhes:
- Muito tenho desejado comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois, digo-vos: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus.
Pegando o cálice, deu graças e disse:
- Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois, digo-vos: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.
Em seguida, tomou o pão e depois de ter dado graças, partiu-O e deu-lhO, dizendo:
- Isto é Meu Corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de Mim.
Do mesmo modo tomou o cálice, depois de cear, dizendo:
- Este Cálice é a Nova Aliança em Meu Sangue, que é derramado em favor de vós..."
Lc 22,14-20
De fato, em revelação, Ele prometeu que estaria à porta de nosso coração: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir Minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, Eu com ele e ele Comigo." Ap 3,20
De fato, em revelação, Ele prometeu que estaria à porta de nosso coração: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir Minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, Eu com ele e ele Comigo." Ap 3,20
"Em Comunhão com toda a Igreja aqui estamos!"
sábado, 14 de março de 2026
Deus Amigo
Com Sua Doutrina de renascimento espiritual (cf. Jo 3,3), e assim de aperfeiçoamento das relações humanas (cf. Jo 13,34) e das relações do ser humano com Deus (cf. Mt 6,33), Nosso Salvador ensinou que entre os Apóstolos, ou seja, na Santa Igreja Católica, não haveria autoridade como a que vemos no mundo. Foi pouco antes do Domingo de Ramos, no Evangelho Segundo São Mateus: "Jesus, porém, chamou-os e disse-lhes: 'Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as tiranizam. Não seja assim entre vós. Todo aquele que entre vós quiser tornar-se grande, faça-se vosso servo. E aquele que entre vós quiser tornar-se o primeiro, faça-se vosso escravo. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por uma multidão." Mt 20,25-28
E para que isso ficasse bem claro, Ele deu um emblemático exemplo logo após a Santa Ceia, quando lavou os pés de todos, inclusive os de Judas Iscariotes, que O trairia. O Evangelho Segundo São João narrou: "Depois de lhes lavar os pés e tomar Suas vestes, novamente Se sentou à mesa e perguntou-lhes: 'Sabeis o que vos fiz? Vós chamai-Me Mestre e Senhor, e assim bem dizeis porque EU SOU. Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, vós também façais. Na Verdade, na Verdade, digo-vos: o servo não é maior que Seu Senhor, nem o enviado é maior que Aquele que o enviou. Se compreenderdes e praticardes estas coisas, sereis felizes." Jo 13,12-17
Outra grande inovação foi Seu amigável modo de tratar a todos. Isso encantava quem O conhecia, pois o fazia com naturalidade, e recomendava: "... aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para vossas almas." Mt 11,29
Já a Carta de São Tiago, citando o Livro de Gênesis, rememorou como se deu a fundação de Israel: "Assim se cumpriu a Escritura, que diz: 'Abraão creu em Deus e isto foi-lhe tido em conta de Justiça (Gn 15,6), e foi chamado amigo de Deus'." Tg 2,23
Até nas acusações que os falsos religiosos Lhe faziam, Jesus era reconhecido por Seu amistoso proceder para com os mais afastados da fé. Segundo Ele mesmo, diziam de Si: "É um comilão e beberrão, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores.'" Mt 11,19b
Ao paralítico, descido numa maca através do telhado da casa de São Pedro (cf. Mc 2,1), Ele vai curar-lhe primeiro a alma, o que também fez com docilidade. É leitura do Evangelho Segundo São Lucas: "Meu amigo, teus pecados são-te perdoados." Lc 5,20
E Sua Paz, que é sobrenatural (cf. Jo 14,27), derramada por Ele sobre os Apóstolos para que a repassassem a Sua Igreja (cf. Jo 21,17), jamais se perde: "Em qualquer casa em que entrardes, primeiro dizei: 'A Paz esteja nesta casa.' Se ali morar algum amigo da Paz, vossa Paz repousará sobre ele. Senão, ela retornará a vós." Lc 10,5-6
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos convidados para uma festa de Matrimônio, àquele que se comporta com humildade, sentando-se nos últimos lugares mesmo sendo importante pessoa, Jesus assim Se dirige: "Amigo, vem mais para cima." Lc 14,10
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Mesmo quando tratava das mais sérias questões, Ele amavelmente falava à multidão sobre a imortalidade da alma (cf. Mt 10,28): "Digo-vos, Meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. Mostrá-vos-ei a Quem deveis temer: temei Àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno! Sim, Eu digo-vos: a Este temei." Lc 12,4-5
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Desiludindo avarentos e ambiciosos, porém, alertava que não há como enganar a Deus: "Ora, ouviam tudo isto os fariseus, que eram amigos do dinheiro e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Mas até ao repreender um invasor, como se vê na parábola das Núpcias do Cordeiro, uma referência ao Reino dos Céus, Ele vai ser afável: "Meu amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?" Mt 22,12
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
Contudo, advertia-os da validade e da perenidade da Divina Justiça que ele anunciava: "Se alguém ouve Minhas palavras e não as guarda, Eu não o condenarei. Porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar. Quem me despreza e não recebe Minhas palavras, tem quem o julgue: a Palavra que anunciei julgá-lo-á no Último Dia." Jo 12,47-48
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E explicou: "Não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que Seu Senhor faz. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de Meu Pai." Jo 15,15
Esse não era um aparente costume, ou só pessoalmente usado. Ele tinha falado em amigos também para os seguidores de São João Batista, ao afirmar Sua presença como Deus entre os homens, em preparação para as Núpcias do Cordeiro: "Podem os amigos do Esposo afligir-se enquanto o Esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o Esposo, então eles jejuarão." Mt 9,15
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Para nossa perfeita instrução, Ele deixou-nos Seu amor como medida, antes de partir com os Apóstolos para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Ninguém tem maior amor que Aquele que dá Sua vida por Seus amigos." Jo 15,13
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
E como exemplo da bondade de Deus, informou-nos da dádiva que é o próprio Santo Paráclito: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais Vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que LhO pedirem." Lc 11,13
Assim como é Ele próprio, segundo Suas palavras: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
De fato, Ele vai chamar o próprio Judas Iscariotes de amigo, quando ele chegou com a guarda do sumo sacerdote no Getsêmani para O prender: "Amigo, para que estás aqui?" Mt 26,50
Ironicamente, como sempre se flagra nas ações do Demônio, contra Jesus até os poderosos faziam as pazes: "Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois antes eram inimigos." Lc 23,12
E assim também agirão as nações, conforme profecias de Jesus sobre perseguições no futuro da Igreja Católica (cf. Mc 13,9), e ainda os próprios israelitas. Foi a oração dos Apóstolos a Deus no Livro de Atos dos Apóstolos, após a primeira prisão de São Pedro e São João: "Pois, na verdade, nesta cidade se uniram contra Vosso Santo Servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel," At 4,27
Mas Ele próprio não Se entregou à ira nem mesmo contra aqueles que O crucificavam, como se viu no Monte Calvário: "E Jesus dizia: 'Pai, perdoa-lhes. Porque não sabem o que fazem.'" Lc 23,34
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
E quando pela primeira vez apareceu a alguns dos Apóstolos em Galileia, foi amável até para lhes demonstrar, mais uma vez (cf. Lc 24,43), que havia Ressuscitado na Carne: "Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?" Jo 21,5
Do Príncipe dos Apóstolos, pela extrema responsabilidade ao lhe confiar Igreja Apostólica, Ele cobrou a fidelidade de uma verdadeira amizade: "Pedro ficou triste, porque lhe perguntou pela terceira vez se ele O amava." Jo 21,17
E era exatamente isso que Ele reclamava dos religiosos judeus: "Não espero Minha Glória dos homens, mas sei que em vós não tendes o amor de Deus." Jo 5,41-42
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
De fato, isso foi lembrado no Livro de Judite, quando essa viúva e heroína exortou os líderes religiosos de Israel "Agora, meus Irmãos, já que sois os anciãos do povo de Deus, e que sua vida depende de vós, reanimai seus corações com vossas palavras, para que eles lembrem que nossos pais foram tentados a fim de se verificar se eles verdadeiramente serviam a Seu Deus. Que eles se lembrem de como nosso pai Abraão foi provado e de como passou por múltiplas tribulações para se tornar o amigo de Deus. Assim Isaac, assim Jacó, assim Moisés, e todos aqueles que agradaram a Deus, permaneceram fiéis apesar das muitas tribulações." Jd 8,21-23
O Livro de Sabedoria, tratando dela mesma, diz qual é sua razão de ser: "... porque ela é para os homens um inesgotável tesouro, e aqueles que a adquirem preparam-se para se tornar amigos de Deus, recomendados a Ele pela educação que ela lhes dá. Que Deus me permita falar como eu quisera, e ter pensamentos dignos dos dons que recebi, porque é Ele mesmo Quem guia a Sabedoria e emenda os sábios, pois nós estamos em Suas mãos, nós e nossos discursos, toda nossa inteligência e nossa habilidade" Sb 7,14-17
Pois mesmo afundado em grandes pecados, era assim que Israel clamava a Deus, como se lê no Livro do Profeta Jeremias: "Meu Pai, Vós sois o amigo de minha juventude!" Jr 3,4b
Esse valor também foi percebido no Livro de Eclesiástico: "Nada é comparável a um fiel amigo, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um fiel amigo é um remédio de Vida e imortalidade. Quem teme ao Senhor, achará esse amigo. ... pois seu amigo lhe será semelhante." Eclo 6,15-16.17b
E inspirou um sagrado autor no Livro de Salmos, que cantou ao Senhor: "Sou amigo de todos aqueles que Vos temem e daqueles que seguem Vossos preceitos. De Vossa bondade, Senhor, está cheia a Terra. Ensinai-me Vossas leis." Sl 118,63-64
Por isso, o Eclesiástico havia recomendado: "De amigo, não te tornes inimigo de teu próximo, pois o malvado terá por sorte a vergonha e a ignomínia, como todo pecador invejoso e de língua fingida. Pois uma perversa alma é a perda de quem a possui, torná-lo-á motivo de zombaria para seus inimigos e conduzi-lo-á à sorte dos ímpios. Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos. A elegante linguagem do homem virtuoso é uma opulência." Eclo 6,1.4.5
Ora, a traição de Judas Iscariotes havia sido profetizada por Davi, que era salmista: "Até o próprio amigo em que Eu confiava, que partilhava do Meu pão, contra Mim levantou o calcanhar." Sl 40,10
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Diferenciava: "Melhor é a correção manifesta que uma amizade fingida." Pr 27,5
Mas também avisava: "Quem visita os sábios torna-se sábio. Quem se faz amigo dos insensatos, perde-se." Pr 13,20
São Tiago Menor, portanto, não deixa de denunciar as traições ao Pai: "Adúlteros, não sabeis que o amor ao mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus!" Tg 4,4
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
E promete a Suas ovelhas: "... ninguém as roubará de Minha mão. ... ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai." Jo 10,27a.28b.29b
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
Todavia, primando por valores como paciência e mansidão, aí ele via o 'bom combate', como a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo exortou-o: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e com todo empenho procura a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé." 1 Tm 6,11-12a
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Contudo, não resta dúvida que os católicos, além de Satanás, seus maus espíritos e o pecado, têm muitos inimigos nesse mundo, especificamente na modernidade, como São Paulo revelou a São Timóteo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenhá-la-ão na realidade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte aqueles que jeitosamente se insinuam pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da Verdade." 2 Tm 3,1-7
Por isso, a Carta de São Paulo aos Filipenses prega o dom da fortaleza, isto é, que não nos intimidemos diante de ameaças à integridade do rebanho: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição, mas para vós, de Salvação. E é a vontade de Deus, porque vos é dado não somente crer em Cristo, mas também sofrer por Ele." Fl 1,27-29
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
A Carta de São Paulo a São Tito, portanto, dá-lhe esta instrução sobre o líder de uma diocese a receber a Ordenação, salvaguardando a Sagrada Tradição e alertando contra aqueles que se prendiam ao Antigo Testamento: "Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão." Tt 1,1-10
Portanto, enquanto mais importante traço de Sua Personalidade, seja humana, seja divina, a amistosidade de Jesus é mais um sinal do Novo Mandamento, Seu Mandamento que Ele nos deixou: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, vós deveis amar-vos uns aos outros. Este é Meu Mandamento..." Jo 13,34;15,12
Por fim, sobre o tema temos esta luminosa frase de São Luís-Maria Grignion de Montfort: "Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, irreconciliável inimizade, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, Sua digna Mãe, e o Demônio. Entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer. De modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o Demônio."
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"
São Paulo combatia Divisões na Igreja
Exatamente ao contrário da escandalosa postura de descarados inventores de 'igrejas', o Apóstolo dos Gentios era um fervoroso defensor da Unidade da Igreja. E não o fez só presencialmente. Quase todas suas cartas manifestam essa vigilância em defesa do Corpo Místico de Cristo. A Carta de São Paulo aos Filipenses, por exemplo, vai pedir: "Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma Comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai minha alegria permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos." Fl 2,1-3
Mesmo a despeito de seu próprio Ministério, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios corrigiu: "Rogo-vos, irmãos, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que entre vós não haja divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo Espírito e no mesmo sentimento. Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado por aqueles que são da casa de Cloé que entre vós há contendas. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: 'Eu sou discípulo de Paulo'; 'eu, de Apolo'; 'eu, de Cefas'; 'eu, de Cristo'. Então Cristo estaria dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?" 1 Cor 1,10-13
Deu-lhes esta bela lição, revelando a verdadeira obra de Deus: "A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu dei-vos leite a beber, e não sólido alimento, que ainda não podíeis suportar. Nem agora o podeis, porque ainda sois carnais. Com efeito, enquanto houver entre vós ciúmes e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um totalmente humano modo? Quando, entre vós, um diz: 'Eu sou de Paulo', e outro: 'Eu, de Apolo', não é isto totalmente humano modo de pensar? Pois que é Apolo? E que é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas é Deus Quem fez crescer. Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer." 1 Cor 3,1-7
Denunciou certas 'consultas': "No entanto, quando tendes contendas desse gênero, para juízes escolheis pessoas cuja opinião é tida em nada pela Igreja. Digo-o para confusão vossa. Será possível que não há entre vós um sábio homem, nem um sequer que possa julgar entre seus irmãos?" 1 Cor 6,4-5
E a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios foi sucinta, quando ele apresentou a si e seus colaboradores como verdadeiros Sacerdotes: "É que, de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da Palavra de Deus. Mas é em sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus." 2 Cor 2,17
Vai, ademais, criticá-los por frivolidades, gosto por novidades, defendendo a Sagrada Tradição: "Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente d'Aquele que vos temos pregado, ou se trata de receber outro espírito, diferente d'Aquele que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente aceitai-o." 2 Cor 11,4
Ora, a Carta de São Paulo a São Tito expressamente fala sobre o Antigo Testamento e recomenda quanto aos dissidentes: "Quanto a tolas questões, genealogias, contendas e disputas relativas à Lei, foge delas, porque são inúteis e vãs. O homem que assim fomenta divisões, depois de advertido a primeira e a segunda vez, evita-o, visto que esse tal é um perverso que, perseverando em seu pecado, se condena a si próprio." Tt 3,10-11
Ele refere-se à Doutrina diretamente ensinada aos bispos, enquanto não havia o Novo Testamento, mas a finalidade é sempre patente: "Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem." Tt 1,8-9
Tinha salvaguardado a Tradição Oral mesmo à época da Carta de São Paulo aos Romanos, quando só havia o Evangelho Segundo São Mateus, e em aramaico. E foi bem específico: "Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da Doutrina que recebestes. Evitai-os!" Rm 16,17
Por isso, ele mesmo apresentava-se como um mero retransmissor da Palavra de Deus, pedindo que lhe imitassem na fidelidade de zeloso preservador: "Eu lembro-vos, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos se o conservardes como vos preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu transmiti-vos, primeiramente, o que eu mesmo havia recebido." 1 Cor 15,1-3a
Já a Carta de São Paulo aos Colossenses reza pela instrução do Verbo de Deus, ressaltando a importância da mutualidade, da compreensão conjunta, sem individualismos: "A Palavra de Cristo permaneça entre vós em toda sua riqueza, de sorte que mutuamente possais instruir-vos e exortar-vos com toda Sabedoria." Cl 3,16
Pois clamava pela Unidade: "Triunfe em vossos corações a Paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único Corpo. E sede agradecidos." Cl 3,15
Nesse sentido, previamente já havia denunciado impostores, que renegam Cristo como a Cabeça da Igreja Católica (cf. At 1,8), e assim a própria condução de Deus: "Desencaminham-se estas pessoas em suas próprias visões e, cheias do vão orgulho de seu materialista espírito, não se mantêm unidas à Cabeça, da Qual todo Corpo, pela coesão de juntas e ligamentos, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus." Cl 2,18b-19
E constantemente velando pela União, mesmo onde não podia fazer-se presente, aceitava todo sofrimento em nome dos católicos que ainda não conhecia: "Tudo sofro para que seus corações sejam reconfortados e que, estreitamente unidos pelo amor, sejam enriquecidos de uma plenitude de inteligência, para conhecerem o mistério de Deus, isto é, Cristo, no qual estão escondidos todos tesouros da Sabedoria e da ciência." Cl 2,2-3
Falando da Unidade do Espírito Santo, da Paz e do Corpo Místico de Cristo, portanto, a Carta de São Paulo aos Efésios, quando ele já padecia grandes sacrifícios, pregou submissão em nome da Igreja Una: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com amor. Sede solícitos em conservar a Unidade do Espírito no vínculo da Paz. Sede um só Corpo e um só espírito, assim como por vossa vocação fostes chamados a uma só esperança." Ef 4,1-4
Disse do próprio projeto de Jesus: "Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em Si um só novo homem, estabelecendo a Paz. Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só Corpo, por meio da Cruz. ...porquanto é por Ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo Espírito." Ef 2,15a-16b.18
E no Livro de Atos dos Apóstolos, pouco antes de ser preso em Jerusalém para onde se dirigia, advertiu os anciãos, Bispos da cidade de Éfeso: "Sei que depois de minha partida entre vós se introduzirão cruéis lobos, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir perversas doutrinas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós." At 20,29-31
Invocando o próprio Santíssimo Sacramento, vai ser mais explícito ao escrever aos cristãos da cidade de Corinto: "Uma vez que há um único Pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só Corpo, porque todos nós comungamos do mesmo Pão." 1 Cor 10,17
Disse, da mesma forma, aos cristãos de Roma: "Pois como em um só corpo temos muitos membros, e cada um de nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só Corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro." Rm 12,4-5
Ele realmente era terminativo: "Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo." Ef 4,5
E distintamente diz dos Sacramentos do Batismo e da Crisma: "Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formarmos um só Corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres. E todos fomos impregnados do mesmo Espírito." 1 Cor 12,13
Por isso, seguia implorando "... para que não haja dissensões no Corpo, e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros." 1 Cor 12,25
Também lembrou os dons do Santo Paráclito: "Há diversidade de dons... Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como Lhe apraz." 1 Cor 12,4a.11
Mas não deixava de apontar o caráter sempre comunitário destes dons: "A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,7
Ou seja, nada de aventuras pessoais, porém para o evidente bem da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
Igualmente falou em Ministérios, de Sacerdotes ordenados ou leigos, mas seguia indicando a única fonte: "Os Ministérios são diversos, mas um só é o Senhor." 1 Cor 12,5
Até usou este argumento para definir a razão de nosso existir: "Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do Qual todas coisas procedem e para o Qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por Quem todas coisas existem e também nós." 1 Cor 8,6
E assim a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo defendeu a salutar obediência, o Nome de Deus e a Sã Doutrina, quando denunciou a exploração comercial da fé: "Quem ensina de outra forma e discorda das salutares Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da Doutrina conforme à piedade, é cego, nada entende, é doente à procura de discussões e brigas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as injustas suspeitas, os vãos conflitos entre homens de corrompido coração e privados da Verdade, que só veem na piedade uma fonte de lucro." 1 Tm 6,3-5
Por isso, instou-o, pedindo pelos Sacramentos: "Eu conjuro-te, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos escolhidos, a que guardes essas regras sem prevenção, nada fazendo por espírito de parcialidade. A ninguém inconsideradamente imponhas as mãos, para que não venhas a te tornar cúmplice de pecados alheios. Conserva-te puro." 1 Tm 5,21-20
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo recomendava, pois, amabilidade, revelando Quem subjuga os avessos à Revelação: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. A um servo do Senhor não convém altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Contudo, previu dissolução por parte de inveterados pecadores, que buscariam religiões e 'mestres' que tolerassem seus erros: "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, para si ajustarão mestres. Apartarão os ouvidos da Verdade, e atirar-se-ão às fábulas." 2 Tm 4,3-4
Ora, era o Divino Paráclito que lhe instruía: "O Espírito expressamente diz que, nos vindouros tempos, alguns hão de apostatar da fé dando ouvidos a embusteiros espíritos e a diabólicas doutrinas, de hipócritas e impostores, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia..." 1 Tm 4,1-2
Contava, de toda forma, com a Unidade da fé entre todos irmãos, contra todo malefício da mentira, pois para isso Jesus fundou a Igreja: "A uns Ele (Cristo) constituiu Apóstolos. A outros, profetas. A outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à Unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Mas, pela sincera prática do amor, cresçamos em todos sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo. É por Ele que todo o Corpo, coordenado e unido por conexões que estão a Seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria, efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação no amor." Ef 4,11-16
Visava mesmo a unanimidade, ainda que enfrentando todos percalços: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição, mas para vós, de Salvação. E é a vontade de Deus, porque vos é dado não somente crer em Cristo, mas também sofrer por Ele." Fl 1,27-29
Sabia muito bem o que acontecia, e não deixava de denunciar: "A maior parte dos irmãos, ante a notícia de minhas cadeias, cobrou nova confiança no Senhor e maior entusiasmo em anunciar sem temor a Palavra de Deus. É verdade que alguns pregam Cristo por inveja a mim e por discórdia, mas outros fazem-no com a melhor boa vontade. Estes, por amor, sabendo que tenho por missão a defesa do Evangelho. Aqueles, ao contrário, pregam Cristo por espírito de intriga, e não com reta intenção, no intuito de agravar meu sofrimento nesta prisão." Fl 1,14-17
E usava de contundência com aqueles que viviam rebuscando o Antigo Testamento, e entre outras coisas pregando a circuncisão: "Cuidado com esses cães! Cuidado com esses charlatães! Cuidado com esses mutilados! Porque os verdadeiros circuncisos somos nós, que prestamos culto a Deus pelo Espírito de Deus, pomos nossa Glória em Jesus Cristo e não confiamos na carne." Fl 3,2-3
Referindo-se a impenitentes, fulminou: "Irmãos, sede meus imitadores, e atentamente olhai para aqueles que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da Cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer naquilo que é terreno." Fl 3,17-19
A Carta de São Paulo aos Gálatas também decretou excomunhão daqueles que se atêm ao Antigo Testamento: "Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela Lei. Decaístes da Graça." Gl 5,4
Informado de desvios entre eles, foi ainda mais enérgico, usando de toda sua autoridade e mais uma vez defendendo a Tradição Oral: "Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à Graça de Cristo para um diferente evangelho. De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do Céu, vos anunciasse um diferente evangelho do que vos temos anunciado, que ele seja anátema." Gl 1,6-8
Chegou a ameaçar os coríntios: "Por isso, conjuro-vos a que sejais meus imitadores. Para isso é que vos enviei Timóteo, meu amado e fiel filho no Senhor. Ele recordá-vos-á minhas normas de conduta, tais como as ensino por toda parte, em todas igrejas. Mas brevemente irei ter convosco, se Deus quiser, e tomarei conhecimento não do que esses orgulhosos falam, mas do que são capazes. Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos. Que preferis? Que eu vá visitar-vos com a vara, ou com amor e espírito de mansidão?" 1 Cor 4,16-17.19-21
Dava exemplo de Comunhão com Deus, com a Sã Doutrina e com os membros da Santa Igreja (cf. Ef 5,26), reverenciando sua sede de então, a igreja mãe de Jerusalém, onde foi confirmar com São Tiago Menor, São Pedro e São João Evangelista o que estava ensinando: "Catorze anos mais tarde, outra vez subi a Jerusalém com Barnabé, comigo também levando Tito. E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente àqueles que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a Graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo..." Gl 2,1-2.9
Ademais, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses fez recordar o Sacrifício Pascal para suscitar a Comunhão dos Santos e a compaixão na comunidade de fé: "Ele (Cristo) morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com Ele. Assim, pois, mutuamente vos consolai e vos edificai como já o fazeis." 1 Ts 5,10-11
Idêntico pedido fez aos católicos da cidade de Colossos: "Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e mutuamente vos perdoai todas vezes que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós." Cl 3,12-13
Ensinava a real moção de Deus, que conduz a um só Reino: "Há um só Deus e Pai de todos, que acima de todos, por todos e em todos atua." Ef 4,6
Dizia qual deve ser nosso empenho, invariavelmente falando em Unidade: "Por fim, irmãos, vivei com alegria. Tendei à perfeição, animai-vos, tende um só coração, vivei em Paz, e o Deus de amor e Paz estará convosco." 2 Cor 13,11
Pois só por em Comunhão podemos verdadeiramente dar Glória: "... para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo." Rm 15,6
Eis que a Carta de São Paulo a Filêmon reza por iluminação: "Que tua Comunhão na fé seja eficaz, fazendo-te conhecer todo bem que somos capazes de realizar para Cristo." Fm 1,6
Sem dúvida, nossa Redenção veio pelo sacrifício do Cordeiro de Deus, de Jesus enquanto Ser Humano. Pois enquanto Deus Ele não precisa interceder por nós. Intercederia a Quem? A Si mesmo?: "Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, o Homem." 1 Tm 2,5
Até citou a situação de praticantes de outra religião: "Ou Deus só o é dos judeus? Também não é Deus dos pagãos? Sim, Ele também o é dos pagãos. Porque não há mais que um só Deus... " Rm 3,29-30a
E disse, pela verdadeira santidade, sem falação, como se dará a efetivação do Reino de Deus: "Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, torpes palavras de vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós despistes-vos do velho homem com seus vícios, e revestistes-vos do novo, que constantemente vai restaurando-se à imagem d'Aquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento. Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos." Cl 3,8-11
Em outra carta, enfim, arrematou esse ensinamento: "E quando tudo Lhe estiver sujeito, então o próprio Filho também renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28
Com efeito, essa postura de consenso e obediência ele adotou desde o início de suas pregações, como o vemos com São Timóteo em ação logo após o Concílio de Jerusalém: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e dia a dia cresciam em número." At 16,4-5
Não por acaso, dizendo da verdadeira Comunhão, de sua singular inspiração cunhou esta luminosa frase: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17
Assim como disse de nossa morte para o mundo: "Se com Ele fomos feitos o mesmo Ser, por uma morte semelhante a Sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum Ressurreição." Rm 6,5
Combater as divisões na Igreja, portanto, era mais um dos combates deste nosso grande Santo, e não foram poucos. Ele pedia aos católicos romanos: "Rogo-vos, irmãos, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e em nome do amor que é dado pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim..." Rm 15,30
Já havia pedido aos da cidade de Filipos: "Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar, e no qual sabeis que eu agora continuo." Fl 1,30
Denunciando simonia e cobiça, e apontando a verdadeira religiosidade, ele exortava São Timóteo: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e com todo empenho procura a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé." 1 Tm 6,11-12a
E assim, em última carta, resumiu sua vida, falando de fidelidade à São Doutrina: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
Luminoso Apóstolo, apenas instruía para a Unidade da Santa Igreja Católica em plena conformidade com a Missão de Jesus, que antes de ser preso rezou ao Pai, referindo-Se ao Colégio Apostólico e a todos nós fiéis, porque a Unidade da Igreja Apostólica é sinal da Glória de Deus, e prova da passagem de Jesus entre nós e do amor do Pai. O Evangelho Segundo São João: "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em Mim. Para que todos sejam Um, assim como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti. Para que eles também estejam em Nós e o mundo creia que Tu Me enviaste. Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam perfeitos na Unidade e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,20-23
Ora, Nosso Salvador já havia advertido relativistas e dissidentes, no Evangelho Segundo São Mateus: "Quem não está Comigo, está contra Mim. E quem Comigo não ajunta, espalha." Mt 12,30
Porque esta é exatamente a obra de Satanás, como Ele afirmou: "O lobo rouba e dispersa as ovelhas." Jo 10,12c
"O Espírito una-nos num só Corpo."
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