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sábado, 14 de março de 2026
Deus Amigo
Com Sua Doutrina de renascimento espiritual (cf. Jo 3,3), e assim de aperfeiçoamento das relações humanas (cf. Jo 13,34) e das relações do ser humano com Deus (cf. Mt 6,33), Nosso Salvador ensinou que entre os Apóstolos, ou seja, na Santa Igreja Católica, não haveria autoridade como a que vemos no mundo. Foi pouco antes do Domingo de Ramos, no Evangelho Segundo São Mateus: "Jesus, porém, chamou-os e disse-lhes: 'Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as tiranizam. Não seja assim entre vós. Todo aquele que entre vós quiser tornar-se grande, faça-se vosso servo. E aquele que entre vós quiser tornar-se o primeiro, faça-se vosso escravo. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por uma multidão." Mt 20,25-28
E para que isso ficasse bem claro, Ele deu um emblemático exemplo logo após a Santa Ceia, quando lavou os pés de todos, inclusive os de Judas Iscariotes, que O trairia. O Evangelho Segundo São João narrou: "Depois de lhes lavar os pés e tomar Suas vestes, novamente Se sentou à mesa e perguntou-lhes: 'Sabeis o que vos fiz? Vós chamai-Me Mestre e Senhor, e assim bem dizeis porque EU SOU. Logo, se Eu, Vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, vós também façais. Na Verdade, na Verdade, digo-vos: o servo não é maior que Seu Senhor, nem o enviado é maior que Aquele que o enviou. Se compreenderdes e praticardes estas coisas, sereis felizes." Jo 13,12-17
Outra grande inovação foi Seu amigável modo de tratar a todos. Isso encantava quem O conhecia, pois o fazia com naturalidade, e recomendava: "... aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para vossas almas." Mt 11,29
Já a Carta de São Tiago, citando o Livro de Gênesis, rememorou como se deu a fundação de Israel: "Assim se cumpriu a Escritura, que diz: 'Abraão creu em Deus e isto foi-lhe tido em conta de Justiça (Gn 15,6), e foi chamado amigo de Deus'." Tg 2,23
Até nas acusações que os falsos religiosos Lhe faziam, Jesus era reconhecido por Seu amistoso proceder para com os mais afastados da fé. Segundo Ele mesmo, diziam de Si: "É um comilão e beberrão, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores.'" Mt 11,19b
Ao paralítico, descido numa maca através do telhado da casa de São Pedro (cf. Mc 2,1), Ele vai curar-lhe primeiro a alma, o que também fez com docilidade. É leitura do Evangelho Segundo São Lucas: "Meu amigo, teus pecados são-te perdoados." Lc 5,20
E Sua Paz, que é sobrenatural (cf. Jo 14,27), derramada por Ele sobre os Apóstolos para que a repassassem a Sua Igreja (cf. Jo 21,17), jamais se perde: "Em qualquer casa em que entrardes, primeiro dizei: 'A Paz esteja nesta casa.' Se ali morar algum amigo da Paz, vossa Paz repousará sobre ele. Senão, ela retornará a vós." Lc 10,5-6
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos trabalhadores da vinha, na qual aqueles que começaram no fim do dia recebem o mesmo salário daqueles que trabalharam todo dia, uma alusão à Salvação igualmente oferecida a todas almas, Ele com cordialidade responde a quem Lhe reclama de uma suposta injustiça: "Amigo, Eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que Me pertence?" Mt 20,13.15
De outro que reclamava do irmão sua parte da herança, Ele delicadamente recusa a função de arbitragem: "Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?" Lc 12,14
Assim como, mesmo estando no Templo de Jerusalém, não julgou a mulher flagrada em adultério nem os escribas e fariseus que Lha trouxeram, valendo-se de sua deplorável situação para O colocar à prova: "Como eles insistissem, Jesus ergueu-Se e disse-lhes: 'Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' Novamente Se inclinando, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles foram-se retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante de Si. Então Se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: 'Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?' Respondeu ela: 'Ninguém, Senhor.' Disse-lhe então Jesus: 'Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.'" Jo 8,7-11
Na parábola dos convidados para uma festa de Matrimônio, àquele que se comporta com humildade, sentando-se nos últimos lugares mesmo sendo importante pessoa, Jesus assim Se dirige: "Amigo, vem mais para cima." Lc 14,10
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Ademais, a alegria por um pecador que se salva, em comparação a de quem acha uma ovelha perdida, segundo Ele deve ser repartida entre amigos: "... e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo: achei minha ovelha que se havia perdido.'" Lc 15,6
E quando São Lázaro faleceu, Jesus, numa das duas vezes em que foi visto chorando (cf. Lc 19,41), a ele Se referiu com ternura: "Nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo." Jo 11,11
Mesmo quando tratava das mais sérias questões, Ele amavelmente falava à multidão sobre a imortalidade da alma (cf. Mt 10,28): "Digo-vos, Meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. Mostrá-vos-ei a Quem deveis temer: temei Àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno! Sim, Eu digo-vos: a Este temei." Lc 12,4-5
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Pois, como ensinava, a construção do Reino de Deus se resume em fazer amigos, mesmo que estejamos nas situações de maior pecaminosidade: "Eu digo-vos: fazei-vos amigos com a injusta riqueza, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos eternos tabernáculos." Lc 16,9
Desiludindo avarentos e ambiciosos, porém, alertava que não há como enganar a Deus: "Ora, ouviam tudo isto os fariseus, que eram amigos do dinheiro e d'Ele zombavam. Jesus disse-lhes: 'Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece-vos os corações. Pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.'" Lc 16,14-15
Mas até ao repreender um invasor, como se vê na parábola das Núpcias do Cordeiro, uma referência ao Reino dos Céus, Ele vai ser afável: "Meu amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?" Mt 22,12
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
Contudo, advertia-os da validade e da perenidade da Divina Justiça que ele anunciava: "Se alguém ouve Minhas palavras e não as guarda, Eu não o condenarei. Porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar. Quem me despreza e não recebe Minhas palavras, tem quem o julgue: a Palavra que anunciei julgá-lo-á no Último Dia." Jo 12,47-48
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E ao revelar Sua divina natureza, desde o início havia tranquilizado os principais dos judeus, reafirmando Sua bondade: "Não julgueis que hei de acusar-vos diante do Pai. Há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais vossa esperança." Jo 5,45
A dois dos Apóstolos, os filhos de Zebedeu, Ele tinha dito algo parecido no dia em que os samaritanos não os acolheram por estarem em viagem a Jerusalém: "Vendo isto, Tiago e João disseram: 'Senhor, queres que mandemos que desça fogo do Céu e os consuma?' Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 'Não sabeis de que Espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar.'" Lc 9,54-56a
Realmente não Se prevalecia de Sua divindade, e tratava os Apóstolos como amigos. Disse-lhes na noite em que ia ser entregue: "Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos mando." Jo 15,14
E explicou: "Não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que Seu Senhor faz. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de Meu Pai." Jo 15,15
Esse não era um aparente costume, ou só pessoalmente usado. Ele tinha falado em amigos também para os seguidores de São João Batista, ao afirmar Sua presença como Deus entre os homens, em preparação para as Núpcias do Cordeiro: "Podem os amigos do Esposo afligir-se enquanto o Esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o Esposo, então eles jejuarão." Mt 9,15
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Ora, o próprio Batista, que era parente de Jesus (cf. Lc 1,36), identificava-se com um 'amigo do Esposo': "Aquele que tem a esposa é o Esposo. O amigo do Esposo, porém, que está presente e O ouve, regozija-se sobremodo com a voz do Esposo. Nisso consiste minha alegria, que agora se completa." Jo 3,29
Nosso Salvador usava de mansidão até para corrigir Seus opositores, como fez na casa de um chefe dos fariseus, onde havia um homem hidrópico, quando foi convidado para uma refeição: "Jesus dirigiu-Se aos doutores da Lei e aos fariseus: 'É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?' Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois, dirigindo-Se a eles, disse: 'Qual de vós, se lhe cair o filho ou o boi num poço, imediatamente não o tira, mesmo em dia de sábado?' A isto, nada Lhe podiam replicar." Lc 14,3-6
Para nossa perfeita instrução, Ele deixou-nos Seu amor como medida, antes de partir com os Apóstolos para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Ninguém tem maior amor que Aquele que dá Sua vida por Seus amigos." Jo 15,13
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
Não por acaso, Seu mais difícil ensinamento trata exatamente de amar nossos inimigos, como pregou ainda no Sermão da Montanha: "Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás teu próximo e poderás odiar teu inimigo.' Eu, porém, digo-vos: amai vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam, rezai por aqueles que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de Vosso Pai do Céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?" Mt 5,43-46
Isso está em perfeita concordância com uma das bem-aventuranças, que Ele já havia declarado: "Bem-aventurados aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus!" Mt 5,9
E como exemplo da bondade de Deus, informou-nos da dádiva que é o próprio Santo Paráclito: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais Vosso Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que LhO pedirem." Lc 11,13
Assim como é Ele próprio, segundo Suas palavras: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
Inimigo mesmo, Ele só considerava Satanás, pois já foi julgado (cf. Jo 16,11). Nosso senhor explicou na parábola do joio e do trigo: "O inimigo, que o semeia, é o Demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos." Mt 13,39
De fato, Ele vai chamar o próprio Judas Iscariotes de amigo, quando ele chegou com a guarda do sumo sacerdote no Getsêmani para O prender: "Amigo, para que estás aqui?" Mt 26,50
Ironicamente, como sempre se flagra nas ações do Demônio, contra Jesus até os poderosos faziam as pazes: "Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois antes eram inimigos." Lc 23,12
E assim também agirão as nações, conforme profecias de Jesus sobre perseguições no futuro da Igreja Católica (cf. Mc 13,9), e ainda os próprios israelitas. Foi a oração dos Apóstolos a Deus no Livro de Atos dos Apóstolos, após a primeira prisão de São Pedro e São João: "Pois, na verdade, nesta cidade se uniram contra Vosso Santo Servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel," At 4,27
Mas Ele próprio não Se entregou à ira nem mesmo contra aqueles que O crucificavam, como se viu no Monte Calvário: "E Jesus dizia: 'Pai, perdoa-lhes. Porque não sabem o que fazem.'" Lc 23,34
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
Tão cativante foi Sua Missão, que São Lucas assim se referiu aos Apóstolos, fora São João, Seus seguidores e discípulos, durante Sua Crucificação: "Os amigos de Jesus, como também as mulheres que O tinham seguido desde Galileia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas." Lc 23-49
E quando pela primeira vez apareceu a alguns dos Apóstolos em Galileia, foi amável até para lhes demonstrar, mais uma vez (cf. Lc 24,43), que havia Ressuscitado na Carne: "Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?" Jo 21,5
Do Príncipe dos Apóstolos, pela extrema responsabilidade ao lhe confiar Igreja Apostólica, Ele cobrou a fidelidade de uma verdadeira amizade: "Pedro ficou triste, porque lhe perguntou pela terceira vez se ele O amava." Jo 21,17
E era exatamente isso que Ele reclamava dos religiosos judeus: "Não espero Minha Glória dos homens, mas sei que em vós não tendes o amor de Deus." Jo 5,41-42
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
A Carta de São Paulo aos Romanos também testemunhou a redentora amistosidade de Deus, que Jesus encarnou: "Mas eis aqui uma brilhante prova do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por Sua Vida." Rm 5,8-10
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses recomendava este proceder: "Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele. Porém, não deveis considerá-lo como inimigo, mas repreendê-lo como irmão." 2 Ts 3,14-15
De fato, isso foi lembrado no Livro de Judite, quando essa viúva e heroína exortou os líderes religiosos de Israel "Agora, meus Irmãos, já que sois os anciãos do povo de Deus, e que sua vida depende de vós, reanimai seus corações com vossas palavras, para que eles lembrem que nossos pais foram tentados a fim de se verificar se eles verdadeiramente serviam a Seu Deus. Que eles se lembrem de como nosso pai Abraão foi provado e de como passou por múltiplas tribulações para se tornar o amigo de Deus. Assim Isaac, assim Jacó, assim Moisés, e todos aqueles que agradaram a Deus, permaneceram fiéis apesar das muitas tribulações." Jd 8,21-23
O Livro de Sabedoria, tratando dela mesma, diz qual é sua razão de ser: "... porque ela é para os homens um inesgotável tesouro, e aqueles que a adquirem preparam-se para se tornar amigos de Deus, recomendados a Ele pela educação que ela lhes dá. Que Deus me permita falar como eu quisera, e ter pensamentos dignos dos dons que recebi, porque é Ele mesmo Quem guia a Sabedoria e emenda os sábios, pois nós estamos em Suas mãos, nós e nossos discursos, toda nossa inteligência e nossa habilidade" Sb 7,14-17
Pois mesmo afundado em grandes pecados, era assim que Israel clamava a Deus, como se lê no Livro do Profeta Jeremias: "Meu Pai, Vós sois o amigo de minha juventude!" Jr 3,4b
Esse valor também foi percebido no Livro de Eclesiástico: "Nada é comparável a um fiel amigo, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um fiel amigo é um remédio de Vida e imortalidade. Quem teme ao Senhor, achará esse amigo. ... pois seu amigo lhe será semelhante." Eclo 6,15-16.17b
E inspirou um sagrado autor no Livro de Salmos, que cantou ao Senhor: "Sou amigo de todos aqueles que Vos temem e daqueles que seguem Vossos preceitos. De Vossa bondade, Senhor, está cheia a Terra. Ensinai-me Vossas leis." Sl 118,63-64
Por isso, o Eclesiástico havia recomendado: "De amigo, não te tornes inimigo de teu próximo, pois o malvado terá por sorte a vergonha e a ignomínia, como todo pecador invejoso e de língua fingida. Pois uma perversa alma é a perda de quem a possui, torná-lo-á motivo de zombaria para seus inimigos e conduzi-lo-á à sorte dos ímpios. Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos. A elegante linguagem do homem virtuoso é uma opulência." Eclo 6,1.4.5
Ora, a traição de Judas Iscariotes havia sido profetizada por Davi, que era salmista: "Até o próprio amigo em que Eu confiava, que partilhava do Meu pão, contra Mim levantou o calcanhar." Sl 40,10
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Prefigura de Cristo, este rei também lamentou a traição de onde menos se espera: "Se o ultraje viesse de um inimigo, eu tê-lo-ia suportado. Se a agressão partisse de quem me odeia, dele esconder-me-ia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios, com quem, por entre a multidão, íamos à Casa de Deus." Sl 54,13-15
E o Livro de Provérbios já sinalizava para a recomendação que Jesus daria, de amar até mesmo nossos inimigos: "Teu inimigo tem fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber. Assim amontoarás ardentes brasas sobre sua cabeça, e o Senhor recompensá-te-á." Pr 25,21-22
Elogiava: "Aquele que desculpa faltas, promove amizade. Quem as divulga, divide amigos." Pr 17,9
Diferenciava: "Melhor é a correção manifesta que uma amizade fingida." Pr 27,5
Mas também avisava: "Quem visita os sábios torna-se sábio. Quem se faz amigo dos insensatos, perde-se." Pr 13,20
São Tiago Menor, portanto, não deixa de denunciar as traições ao Pai: "Adúlteros, não sabeis que o amor ao mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus!" Tg 4,4
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
Diante de situações de grande afronta à Verdade, portanto também ao Evangelho, São Paulo severamente repreendeu um mago que tentava perverter o procônsul da ilha de Pafos: "Filho do Demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda Justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor!" At 13,10
Por isso, Jesus deu aos Apóstolos efetiva condição para essa batalha: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo poder do inimigo." Lc 10,19
E promete a Suas ovelhas: "... ninguém as roubará de Minha mão. ... ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai." Jo 10,27a.28b.29b
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
A Primeira Carta de São Pedro, entretanto, avisa que o Juízo começará pela Igreja Católica: "Porque vem o momento em que se começará o Julgamento pela Casa de Deus. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?" 1 Pd 4,17
Mas certa é a Vitória de Cristo, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios revelou citando três ordens de anjos caídos: "Então virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que Ele reine, até que ponha todos inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus tudo sujeitou debaixo de Seus pés." 1 Cor 15,24-26
Sofrendo a hostilidade na própria pele, a Carta de São Paulo aos Gálatas levanta em questionamento a verdadeira razão de tantos ataques aos escolhidos de Deus (cf. Jo 15,16): "Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" Gl 4,16
Todavia, primando por valores como paciência e mansidão, aí ele via o 'bom combate', como a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo exortou-o: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e com todo empenho procura a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé." 1 Tm 6,11-12a
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Pois com amor esperava seu encontro com Jesus. A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo registrou: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
A Carta de São Paulo aos Efésios deu detalhes desse combate, cujas armas claramente são espirituais: "Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, por Seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do Demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste tenebroso mundo, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai a armadura de Deus, portanto, para que possais resistir nos maus dias e manter-vos inabaláveis no cumprimento de vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a Verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos inflamados dardos do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da Salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. Intensificai vossas invocações e súplicas. Rezai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos cristãos." Ef 6,10-18
Como testemunho da divina proteção, Davi relatou uma mística batalha, cujo resgate também foi sobrenatural: "Circundavam-me os vagalhões da morte, devastadoras torrentes atemorizavam-me, enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos e a própria morte prendia-me em suas redes. Em minha angústia, invoquei o Senhor, gritei a Meu Deus. De Seu Templo, Ele ouviu minha voz, e meu clamor em Sua presença chegou a Seus ouvidos. A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus Se abrasou em cólera: Suas narinas exalavam fumaça, Sua boca, fogo devorador, incandescentes brasas. Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens. Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento. Envolveu-Se nas trevas como se fossem véu, das tenebrosas águas, densas nuvens, para Si fez uma tenda. Do esplendor de Sua presença, Suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo. Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar Sua voz. Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e desbaratou-os. E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da Terra ante a Vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de Vossa cólera. Do alto estendeu Sua mão e pegou-me, e retirou-me das profundas águas, livrou-me de poderoso inimigo, de meus adversários, mais fortes que eu." Sl 17,5-18
Em difíceis batalhas, ele admitidamente cantava: "Para ficarem livres Vossos amigos, ajudai-nos com Vossa mão, ouvi-nos. Dai-nos auxílio contra o inimigo, porque vão é qualquer socorro humano." Sl 59,7.13
Ora, falando sobre o anjo de Israel, o próprio São Miguel Arcanjo, mas que vale para nosso Anjo da Guarda, Deus havia dito a Moisés durante os anos no deserto, no Livro de Êxodo: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta porque Meu Nome está nele. Mas, se pontualmente lhe obedeceres, se fizeres tudo que Eu te disser, serei o inimigo de teus inimigos, e o adversário de teus adversários." Êx 23,20-22
Contudo, não resta dúvida que os católicos, além de Satanás, seus maus espíritos e o pecado, têm muitos inimigos nesse mundo, especificamente na modernidade, como São Paulo revelou a São Timóteo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens tornar-se-ão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenhá-la-ão na realidade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte aqueles que jeitosamente se insinuam pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da Verdade." 2 Tm 3,1-7
Por isso, a Carta de São Paulo aos Filipenses prega o dom da fortaleza, isto é, que não nos intimidemos diante de ameaças à integridade do rebanho: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição, mas para vós, de Salvação. E é a vontade de Deus, porque vos é dado não somente crer em Cristo, mas também sofrer por Ele." Fl 1,27-29
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
Ele recomenda perseverança, falando em contrição e serenidade: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deves corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Além, claro, de invocar a inspiração do próprio Divino Espírito, como se lê na Carta de São Paulo aos Colossenses: "Procedei com Sabedoria no trato com aqueles de fora. Sabei aproveitar todas circunstâncias. Que vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal, e devidamente sabei responder a cada um." Cl 4,5-6
A Carta de São Paulo a São Tito, portanto, dá-lhe esta instrução sobre o líder de uma diocese a receber a Ordenação, salvaguardando a Sagrada Tradição e alertando contra aqueles que se prendiam ao Antigo Testamento: "Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão." Tt 1,1-10
Portanto, enquanto mais importante traço de Sua Personalidade, seja humana, seja divina, a amistosidade de Jesus é mais um sinal do Novo Mandamento, Seu Mandamento que Ele nos deixou: "Dou-vos um Novo Mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos tenho amado, vós deveis amar-vos uns aos outros. Este é Meu Mandamento..." Jo 13,34;15,12
Por fim, sobre o tema temos esta luminosa frase de São Luís-Maria Grignion de Montfort: "Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, irreconciliável inimizade, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, Sua digna Mãe, e o Demônio. Entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer. De modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o Demônio."
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"
"Glória e louvor ao Pai, que em Cristo nos reconciliou!"
São Paulo combatia Divisões na Igreja
Exatamente ao contrário da escandalosa postura de descarados inventores de 'igrejas', o Apóstolo dos Gentios era um fervoroso defensor da Unidade da Igreja. E não o fez só presencialmente. Quase todas suas cartas manifestam essa vigilância em defesa do Corpo Místico de Cristo. A Carta de São Paulo aos Filipenses, por exemplo, vai pedir: "Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma Comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai minha alegria permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos." Fl 2,1-3
Mesmo a despeito de seu próprio Ministério, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios corrigiu: "Rogo-vos, irmãos, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que entre vós não haja divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo Espírito e no mesmo sentimento. Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado por aqueles que são da casa de Cloé que entre vós há contendas. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: 'Eu sou discípulo de Paulo'; 'eu, de Apolo'; 'eu, de Cefas'; 'eu, de Cristo'. Então Cristo estaria dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?" 1 Cor 1,10-13
Deu-lhes esta bela lição, revelando a verdadeira obra de Deus: "A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu dei-vos leite a beber, e não sólido alimento, que ainda não podíeis suportar. Nem agora o podeis, porque ainda sois carnais. Com efeito, enquanto houver entre vós ciúmes e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um totalmente humano modo? Quando, entre vós, um diz: 'Eu sou de Paulo', e outro: 'Eu, de Apolo', não é isto totalmente humano modo de pensar? Pois que é Apolo? E que é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas é Deus Quem fez crescer. Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer." 1 Cor 3,1-7
Denunciou certas 'consultas': "No entanto, quando tendes contendas desse gênero, para juízes escolheis pessoas cuja opinião é tida em nada pela Igreja. Digo-o para confusão vossa. Será possível que não há entre vós um sábio homem, nem um sequer que possa julgar entre seus irmãos?" 1 Cor 6,4-5
E a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios foi sucinta, quando ele apresentou a si e seus colaboradores como verdadeiros Sacerdotes: "É que, de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da Palavra de Deus. Mas é em sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus." 2 Cor 2,17
Vai, ademais, criticá-los por frivolidades, gosto por novidades, defendendo a Sagrada Tradição: "Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente d'Aquele que vos temos pregado, ou se trata de receber outro espírito, diferente d'Aquele que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente aceitai-o." 2 Cor 11,4
Ora, a Carta de São Paulo a São Tito expressamente fala sobre o Antigo Testamento e recomenda quanto aos dissidentes: "Quanto a tolas questões, genealogias, contendas e disputas relativas à Lei, foge delas, porque são inúteis e vãs. O homem que assim fomenta divisões, depois de advertido a primeira e a segunda vez, evita-o, visto que esse tal é um perverso que, perseverando em seu pecado, se condena a si próprio." Tt 3,10-11
Ele refere-se à Doutrina diretamente ensinada aos bispos, enquanto não havia o Novo Testamento, mas a finalidade é sempre patente: "Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à Doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a Sã Doutrina e rebater aqueles que a contradizem." Tt 1,8-9
Tinha salvaguardado a Tradição Oral mesmo à época da Carta de São Paulo aos Romanos, quando só havia o Evangelho Segundo São Mateus, e em aramaico. E foi bem específico: "Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da Doutrina que recebestes. Evitai-os!" Rm 16,17
Por isso, ele mesmo apresentava-se como um mero retransmissor da Palavra de Deus, pedindo que lhe imitassem na fidelidade de zeloso preservador: "Eu lembro-vos, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos se o conservardes como vos preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu transmiti-vos, primeiramente, o que eu mesmo havia recebido." 1 Cor 15,1-3a
Já a Carta de São Paulo aos Colossenses reza pela instrução do Verbo de Deus, ressaltando a importância da mutualidade, da compreensão conjunta, sem individualismos: "A Palavra de Cristo permaneça entre vós em toda sua riqueza, de sorte que mutuamente possais instruir-vos e exortar-vos com toda Sabedoria." Cl 3,16
Pois clamava pela Unidade: "Triunfe em vossos corações a Paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único Corpo. E sede agradecidos." Cl 3,15
Nesse sentido, previamente já havia denunciado impostores, que renegam Cristo como a Cabeça da Igreja Católica (cf. At 1,8), e assim a própria condução de Deus: "Desencaminham-se estas pessoas em suas próprias visões e, cheias do vão orgulho de seu materialista espírito, não se mantêm unidas à Cabeça, da Qual todo Corpo, pela coesão de juntas e ligamentos, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus." Cl 2,18b-19
E constantemente velando pela União, mesmo onde não podia fazer-se presente, aceitava todo sofrimento em nome dos católicos que ainda não conhecia: "Tudo sofro para que seus corações sejam reconfortados e que, estreitamente unidos pelo amor, sejam enriquecidos de uma plenitude de inteligência, para conhecerem o mistério de Deus, isto é, Cristo, no qual estão escondidos todos tesouros da Sabedoria e da ciência." Cl 2,2-3
Falando da Unidade do Espírito Santo, da Paz e do Corpo Místico de Cristo, portanto, a Carta de São Paulo aos Efésios, quando ele já padecia grandes sacrifícios, pregou submissão em nome da Igreja Una: "Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda humildade e amabilidade, com grandeza de alma, mutuamente vos suportando com amor. Sede solícitos em conservar a Unidade do Espírito no vínculo da Paz. Sede um só Corpo e um só espírito, assim como por vossa vocação fostes chamados a uma só esperança." Ef 4,1-4
Disse do próprio projeto de Jesus: "Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em Si um só novo homem, estabelecendo a Paz. Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só Corpo, por meio da Cruz. ...porquanto é por Ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo Espírito." Ef 2,15a-16b.18
E no Livro de Atos dos Apóstolos, pouco antes de ser preso em Jerusalém para onde se dirigia, advertiu os anciãos, Bispos da cidade de Éfeso: "Sei que depois de minha partida entre vós se introduzirão cruéis lobos, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir perversas doutrinas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós." At 20,29-31
Invocando o próprio Santíssimo Sacramento, vai ser mais explícito ao escrever aos cristãos da cidade de Corinto: "Uma vez que há um único Pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só Corpo, porque todos nós comungamos do mesmo Pão." 1 Cor 10,17
Disse, da mesma forma, aos cristãos de Roma: "Pois como em um só corpo temos muitos membros, e cada um de nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só Corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro." Rm 12,4-5
Ele realmente era terminativo: "Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo." Ef 4,5
E distintamente diz dos Sacramentos do Batismo e da Crisma: "Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formarmos um só Corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres. E todos fomos impregnados do mesmo Espírito." 1 Cor 12,13
Por isso, seguia implorando "... para que não haja dissensões no Corpo, e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros." 1 Cor 12,25
Também lembrou os dons do Santo Paráclito: "Há diversidade de dons... Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como Lhe apraz." 1 Cor 12,4a.11
Mas não deixava de apontar o caráter sempre comunitário destes dons: "A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,7
Ou seja, nada de aventuras pessoais, porém para o evidente bem da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
Igualmente falou em Ministérios, de Sacerdotes ordenados ou leigos, mas seguia indicando a única fonte: "Os Ministérios são diversos, mas um só é o Senhor." 1 Cor 12,5
Até usou este argumento para definir a razão de nosso existir: "Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do Qual todas coisas procedem e para o Qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por Quem todas coisas existem e também nós." 1 Cor 8,6
E assim a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo defendeu a salutar obediência, o Nome de Deus e a Sã Doutrina, quando denunciou a exploração comercial da fé: "Quem ensina de outra forma e discorda das salutares Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da Doutrina conforme à piedade, é cego, nada entende, é doente à procura de discussões e brigas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as injustas suspeitas, os vãos conflitos entre homens de corrompido coração e privados da Verdade, que só veem na piedade uma fonte de lucro." 1 Tm 6,3-5
Por isso, instou-o, pedindo pelos Sacramentos: "Eu conjuro-te, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos escolhidos, a que guardes essas regras sem prevenção, nada fazendo por espírito de parcialidade. A ninguém inconsideradamente imponhas as mãos, para que não venhas a te tornar cúmplice de pecados alheios. Conserva-te puro." 1 Tm 5,21-20
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo recomendava, pois, amabilidade, revelando Quem subjuga os avessos à Revelação: "Rejeita as tolas e absurdas discussões, visto que geram contendas. A um servo do Senhor não convém altercar. Bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da Verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do Demônio, que os mantém cativos e submetidos a seus caprichos." 2 Tm 2,23-26
Contudo, previu dissolução por parte de inveterados pecadores, que buscariam religiões e 'mestres' que tolerassem seus erros: "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, para si ajustarão mestres. Apartarão os ouvidos da Verdade, e atirar-se-ão às fábulas." 2 Tm 4,3-4
Ora, era o Divino Paráclito que lhe instruía: "O Espírito expressamente diz que, nos vindouros tempos, alguns hão de apostatar da fé dando ouvidos a embusteiros espíritos e a diabólicas doutrinas, de hipócritas e impostores, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia..." 1 Tm 4,1-2
Contava, de toda forma, com a Unidade da fé entre todos irmãos, contra todo malefício da mentira, pois para isso Jesus fundou a Igreja: "A uns Ele (Cristo) constituiu Apóstolos. A outros, profetas. A outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à Unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Mas, pela sincera prática do amor, cresçamos em todos sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo. É por Ele que todo o Corpo, coordenado e unido por conexões que estão a Seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria, efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação no amor." Ef 4,11-16
Visava mesmo a unanimidade, ainda que enfrentando todos percalços: "Cumpre, somente, que em vosso proceder vos mostreis dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, unanimemente lutando pela fé do Evangelho, sem em nada vos deixardes intimidar por vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição, mas para vós, de Salvação. E é a vontade de Deus, porque vos é dado não somente crer em Cristo, mas também sofrer por Ele." Fl 1,27-29
Sabia muito bem o que acontecia, e não deixava de denunciar: "A maior parte dos irmãos, ante a notícia de minhas cadeias, cobrou nova confiança no Senhor e maior entusiasmo em anunciar sem temor a Palavra de Deus. É verdade que alguns pregam Cristo por inveja a mim e por discórdia, mas outros fazem-no com a melhor boa vontade. Estes, por amor, sabendo que tenho por missão a defesa do Evangelho. Aqueles, ao contrário, pregam Cristo por espírito de intriga, e não com reta intenção, no intuito de agravar meu sofrimento nesta prisão." Fl 1,14-17
E usava de contundência com aqueles que viviam rebuscando o Antigo Testamento, e entre outras coisas pregando a circuncisão: "Cuidado com esses cães! Cuidado com esses charlatães! Cuidado com esses mutilados! Porque os verdadeiros circuncisos somos nós, que prestamos culto a Deus pelo Espírito de Deus, pomos nossa Glória em Jesus Cristo e não confiamos na carne." Fl 3,2-3
Referindo-se a impenitentes, fulminou: "Irmãos, sede meus imitadores, e atentamente olhai para aqueles que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da Cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer naquilo que é terreno." Fl 3,17-19
A Carta de São Paulo aos Gálatas também decretou excomunhão daqueles que se atêm ao Antigo Testamento: "Já estais separados de Cristo, vós que procurais a justificação pela Lei. Decaístes da Graça." Gl 5,4
Informado de desvios entre eles, foi ainda mais enérgico, usando de toda sua autoridade e mais uma vez defendendo a Tradição Oral: "Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à Graça de Cristo para um diferente evangelho. De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do Céu, vos anunciasse um diferente evangelho do que vos temos anunciado, que ele seja anátema." Gl 1,6-8
Chegou a ameaçar os coríntios: "Por isso, conjuro-vos a que sejais meus imitadores. Para isso é que vos enviei Timóteo, meu amado e fiel filho no Senhor. Ele recordá-vos-á minhas normas de conduta, tais como as ensino por toda parte, em todas igrejas. Mas brevemente irei ter convosco, se Deus quiser, e tomarei conhecimento não do que esses orgulhosos falam, mas do que são capazes. Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos. Que preferis? Que eu vá visitar-vos com a vara, ou com amor e espírito de mansidão?" 1 Cor 4,16-17.19-21
Dava exemplo de Comunhão com Deus, com a Sã Doutrina e com os membros da Santa Igreja (cf. Ef 5,26), reverenciando sua sede de então, a igreja mãe de Jerusalém, onde foi confirmar com São Tiago Menor, São Pedro e São João Evangelista o que estava ensinando: "Catorze anos mais tarde, outra vez subi a Jerusalém com Barnabé, comigo também levando Tito. E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente àqueles que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a Graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo..." Gl 2,1-2.9
Ademais, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses fez recordar o Sacrifício Pascal para suscitar a Comunhão dos Santos e a compaixão na comunidade de fé: "Ele (Cristo) morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com Ele. Assim, pois, mutuamente vos consolai e vos edificai como já o fazeis." 1 Ts 5,10-11
Idêntico pedido fez aos católicos da cidade de Colossos: "Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e mutuamente vos perdoai todas vezes que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós." Cl 3,12-13
Ensinava a real moção de Deus, que conduz a um só Reino: "Há um só Deus e Pai de todos, que acima de todos, por todos e em todos atua." Ef 4,6
Dizia qual deve ser nosso empenho, invariavelmente falando em Unidade: "Por fim, irmãos, vivei com alegria. Tendei à perfeição, animai-vos, tende um só coração, vivei em Paz, e o Deus de amor e Paz estará convosco." 2 Cor 13,11
Pois só por em Comunhão podemos verdadeiramente dar Glória: "... para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo." Rm 15,6
Eis que a Carta de São Paulo a Filêmon reza por iluminação: "Que tua Comunhão na fé seja eficaz, fazendo-te conhecer todo bem que somos capazes de realizar para Cristo." Fm 1,6
Sem dúvida, nossa Redenção veio pelo sacrifício do Cordeiro de Deus, de Jesus enquanto Ser Humano. Pois enquanto Deus Ele não precisa interceder por nós. Intercederia a Quem? A Si mesmo?: "Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, o Homem." 1 Tm 2,5
Até citou a situação de praticantes de outra religião: "Ou Deus só o é dos judeus? Também não é Deus dos pagãos? Sim, Ele também o é dos pagãos. Porque não há mais que um só Deus... " Rm 3,29-30a
E disse, pela verdadeira santidade, sem falação, como se dará a efetivação do Reino de Deus: "Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, torpes palavras de vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós despistes-vos do velho homem com seus vícios, e revestistes-vos do novo, que constantemente vai restaurando-se à imagem d'Aquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento. Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos." Cl 3,8-11
Em outra carta, enfim, arrematou esse ensinamento: "E quando tudo Lhe estiver sujeito, então o próprio Filho também renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28
Com efeito, essa postura de consenso e obediência ele adotou desde o início de suas pregações, como o vemos com São Timóteo em ação logo após o Concílio de Jerusalém: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e dia a dia cresciam em número." At 16,4-5
Não por acaso, dizendo da verdadeira Comunhão, de sua singular inspiração cunhou esta luminosa frase: "... quem se une ao Senhor, com Ele torna-se um só Espírito." 1 Cor 6,17
Assim como disse de nossa morte para o mundo: "Se com Ele fomos feitos o mesmo Ser, por uma morte semelhante a Sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum Ressurreição." Rm 6,5
Combater as divisões na Igreja, portanto, era mais um dos combates deste nosso grande Santo, e não foram poucos. Ele pedia aos católicos romanos: "Rogo-vos, irmãos, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e em nome do amor que é dado pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim..." Rm 15,30
Já havia pedido aos da cidade de Filipos: "Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar, e no qual sabeis que eu agora continuo." Fl 1,30
Denunciando simonia e cobiça, e apontando a verdadeira religiosidade, ele exortava São Timóteo: "Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e com todo empenho procura a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé." 1 Tm 6,11-12a
E assim, em última carta, resumiu sua vida, falando de fidelidade à São Doutrina: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Resta-me, agora, receber a coroa da Justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia. E não somente a mim, mas a todos que com amor aguardam Sua Aparição." 2 Tm 4,7-8
Luminoso Apóstolo, apenas instruía para a Unidade da Santa Igreja Católica em plena conformidade com a Missão de Jesus, que antes de ser preso rezou ao Pai, referindo-Se ao Colégio Apostólico e a todos nós fiéis, porque a Unidade da Igreja Apostólica é sinal da Glória de Deus, e prova da passagem de Jesus entre nós e do amor do Pai. O Evangelho Segundo São João: "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em Mim. Para que todos sejam Um, assim como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti. Para que eles também estejam em Nós e o mundo creia que Tu Me enviaste. Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam perfeitos na Unidade e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,20-23
Ora, Nosso Salvador já havia advertido relativistas e dissidentes, no Evangelho Segundo São Mateus: "Quem não está Comigo, está contra Mim. E quem Comigo não ajunta, espalha." Mt 12,30
Porque esta é exatamente a obra de Satanás, como Ele afirmou: "O lobo rouba e dispersa as ovelhas." Jo 10,12c
"O Espírito una-nos num só Corpo."
sexta-feira, 13 de março de 2026
Os Profetas
Os verdadeiros arautos de Deus são homens exclusivamente inspirados por Seu Espírito, como a Segunda Carta de São Pedro ensina: "Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma humana vontade. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus." 2 Pd 1,21
Como exemplo, sobre o período que antecedeu a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém, e assim o exílio em Babilônia, o Livro de Neemias reconheceu perante Deus: "Vossa paciência para com eles (israelitas) durou muitos anos. Vós fazíei-lhes admoestações pela inspiração de Vosso Espírito, que animava Vossos Profetas." Ne 9,30a
Nestes tempos, Deus mesmo havia afirmado sobre Sua persistência através de Seus enviados, falando no Livro do Profeta Jeremias: "Desde o dia em que vossos pais deixaram Egito até agora, enviei-vos todos Meus servos, os Profetas. Todos dias, sem cessar, Eu mandei-os!" Jr 7,25
Especificamente sobre o Templo e Jerusalém, Ele determinou a este Profeta, fazendo lembrar o Santuário da cidade de Silo, onde ficava a Arca da Aliança quando foi tomada pelos filisteus (cf. 1 Sm 4,11): "A eles então dirás: Isto diz o Senhor: 'Se não vos dispuserdes a viver segundo a Lei que vos dei, a escutar as palavras de Meus servos, os Profetas, que Eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, farei desta Casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos povos da Terra.'" Jr 26,4-6
Tão grave era a situação, porém, que Ele lhe tinha pedido que não intercedesse por aquela geração: "Quanto a ti, não intercedas por esse povo. Não ergas em favor dele queixas ou súplicas, e não insistas junto a Mim, porque não te escutarei." Jr 7,16
Até citou o mais importante Profeta de Israel de todos tempos (cf. Dt 34,10), além de outro muito renomado: "Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de Mim, Meu coração não teria piedade desse povo." Jr 15,1
E também nesse caso Suas intervenções haviam sido constantes, como o Segundo Livro de Crônicas atestou: "O Senhor, Deus de seus pais, sem cessar enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar Seu povo e Sua habitação." 2 Cr 36,15
O Segundo Livro de Reis expressamente falava na transmissão de Sua Palavra por estes homens: "O Senhor tinha advertido Israel e Judá pela boca de Seus Profetas e videntes: 'Renunciai a vossas más ações, guardai Meus mandamentos e Minhas leis. Observai toda Lei que prescrevi a vossos pais e que vos transmiti por Meus servos, os Profetas.'" 2 Rs 17,13
Seus castigos, portanto, não vieram sem advertência e aconteciam conforme as palavras desses arautos. O Livro do Profeta Oseias tem esse registro, quando Deus acenou para Cristo: "Que te farei, Efraim? Que te farei, Judá? Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que cedo desaparece. Por isso, Eu feri-os por intermédio dos Profetas, matei-os pelas palavras de Minha boca, para que Meu direito surja como Luz." Os 6,4-5 O Primeiro Livro de Macabeus, no mesmo sentido, pouco antes da Vinda de Jesus havia reconhecido outro grande castigo de Deus: ".... desde o dia em que os Profetas tinham desaparecido." 1 Mc 9,28a
Isso que começou pela cessação de outros dons, conforme o Livro de Lamentações: "Não há mais oráculos. Mesmo os Profetas não mais recebem as visões do Senhor." Lm 2,9b
Aliás, conforme o Livro do Profeta Amós, todos projetos de Deus são comunicados em primeiríssima mão a estes luminosos protagonistas: "Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar Seu segredo aos Profetas, Seus servos." Am 3,7
Os seguidores da tradição de São Paulo atestaram esse proceder ao longo da Revelação, na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos, outrora falou Deus a nossos pais pelos Profetas." Hb 1,1
O Livro de Apocalipse de São João também, relatando as revelações destes últimos tempos: "... mas nos dias em que soasse a trombeta do sétimo anjo, cumprir-se-ia o Mistério de Deus, de acordo com a Boa Nova que confiou a Seus servos, os Profetas." Ap 10,7
Os seguidores da tradição de São Paulo atestaram esse proceder ao longo da Revelação, na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos, outrora falou Deus a nossos pais pelos Profetas." Hb 1,1
O Livro de Apocalipse de São João também, relatando as revelações destes últimos tempos: "... mas nos dias em que soasse a trombeta do sétimo anjo, cumprir-se-ia o Mistério de Deus, de acordo com a Boa Nova que confiou a Seus servos, os Profetas." Ap 10,7
A força que move os Profetas, portanto, é o próprio Espírito de Deus, nas palavras do Livro de Números: "O Senhor desceu na nuvem e falou a Moisés. Tomou uma parte do Espírito que o animava e pô-la sobre os setenta anciãos. Apenas repousara o Espírito sobre eles, começaram a profetizar, mas não continuaram." Nm 11,25
E enquanto grandes sinais de Deus, quase sempre eles estiveram presentes em meio a Seu povo, como nos tempos do Livro do Profeta Ezequiel, que ouviu de Deus: "Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim o Espírito que me pôs de pé. Então eu ouvi Aquele que me falava, o Qual me disse: 'Filho do homem, Eu envio-te aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de Mim. Eles e seus pais revoltaram-se contra Mim até o dia de hoje. A estes filhos de dura cabeça e coração de pedra, vou enviar-te e tu di-lhe-ás: 'Assim diz o Senhor Deus.' Quer te escutem, quer não, pois são um bando de rebeldes, ficarão sabendo que entre eles houve um Profeta.'" Ez 2,2-5
O profetismo, portanto, podia ser hereditário ou completamente aleatório, sempre por desígnio de Deus, como vemos no caso do Profeta Amós: "Eu não sou Profeta nem filho de Profeta. Sou pastor e cultivador de sicômoros. O Senhor tomou-me de detrás de meu rebanho e disse-me: 'Vai e profetiza a Meu povo de Israel.'" Am 7,14b-15
E enquanto grandes sinais de Deus, quase sempre eles estiveram presentes em meio a Seu povo, como nos tempos do Livro do Profeta Ezequiel, que ouviu de Deus: "Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim o Espírito que me pôs de pé. Então eu ouvi Aquele que me falava, o Qual me disse: 'Filho do homem, Eu envio-te aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de Mim. Eles e seus pais revoltaram-se contra Mim até o dia de hoje. A estes filhos de dura cabeça e coração de pedra, vou enviar-te e tu di-lhe-ás: 'Assim diz o Senhor Deus.' Quer te escutem, quer não, pois são um bando de rebeldes, ficarão sabendo que entre eles houve um Profeta.'" Ez 2,2-5
O profetismo, portanto, podia ser hereditário ou completamente aleatório, sempre por desígnio de Deus, como vemos no caso do Profeta Amós: "Eu não sou Profeta nem filho de Profeta. Sou pastor e cultivador de sicômoros. O Senhor tomou-me de detrás de meu rebanho e disse-me: 'Vai e profetiza a Meu povo de Israel.'" Am 7,14b-15
De fato, lemos sobre alguns que se dirigiram ao Profeta Eliseu, que era discípulo do grande Profeta Elias: "Os filhos dos Profetas, que estavam em Betel, saíram ao encontro de Eliseu e disseram-lhe: 'Sabes que o Senhor vai tirar hoje teu amo de sobre tua cabeça?' 'Sim, eu o sei! Ficai calados!'" 2 Rs 2,3
Alguns profetizavam ao som de música, como este mesmo ao proferir conselhos de Deus a Josafá, rei de Judá: "'Mas agora me trazei um tocador de harpa.' Apenas fez o tocador vibrar as cordas, veio a mão do Senhor sobre Eliseu, e ele disse: 'Eis o que diz o Senhor...'" 2 Rs 3,15
Isso não era tão raro, pois o Primeiro Livro de Crônicas traz: "Davi e os chefes do exército apartaram para o serviço os filhos de Asaf, de Hemã e de Iditum, que profetizavam ao som da harpa, da cítara e dos címbalos." 1 Cr 25,1
Não os ouvir, portanto, é sinal de desgraça, como o Livro do Profeta Daniel confessou a Deus já no exílio de Babilônia, pela destruição que sobreveio a Jerusalém: "Não escutamos Vossos servos, os Profetas, que falaram em Vosso Nome a nossos reis, a nossos chefes, a nossos antepassados e a todo povo da Terra. Recusamos ouvir a voz do Senhor, Nosso Deus. Não seguimos as leis que Ele nos oferecia pela boca de Seus servos, os Profetas." Dn 9,6.10
Quanto ao dom da profecia, que sempre deve ser visto a partir e em função de Cristo, na atualidade é um dos carismas que invariavelmente têm por fim cooperar para a edificação da Santa Igreja (cf. ef 5,26), ou seja, jamais para a atacar, mas para a santificação do povo de Deus, para a Salvação das almas. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios diz: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja. Desta forma, pois, irmãos, aspirai ao dom de profetizar." 1 Cor 14,12.39a
Como os demais dons, ele é concedido pelo mesmo e único Espírito de Deus, que dizer, eles nunca estarão em contradição. E de novo, ele fala em 'comum proveito', leia-se, da Igreja Católica (cf. At 1,8): "A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância. Há diversidade de dons, mas um só Espírito. A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito. A um é dada pelo Espírito uma palavra de Sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito. A outro, a fé, pelo mesmo Espírito. A outro, a Graça de curar as doenças, no mesmo Espírito. A outro, o dom de milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a variedade de línguas. A outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como Lhe apraz." 1 Cor 12,1.4.7-11
Isso não era tão raro, pois o Primeiro Livro de Crônicas traz: "Davi e os chefes do exército apartaram para o serviço os filhos de Asaf, de Hemã e de Iditum, que profetizavam ao som da harpa, da cítara e dos címbalos." 1 Cr 25,1
Não os ouvir, portanto, é sinal de desgraça, como o Livro do Profeta Daniel confessou a Deus já no exílio de Babilônia, pela destruição que sobreveio a Jerusalém: "Não escutamos Vossos servos, os Profetas, que falaram em Vosso Nome a nossos reis, a nossos chefes, a nossos antepassados e a todo povo da Terra. Recusamos ouvir a voz do Senhor, Nosso Deus. Não seguimos as leis que Ele nos oferecia pela boca de Seus servos, os Profetas." Dn 9,6.10
Quanto ao dom da profecia, que sempre deve ser visto a partir e em função de Cristo, na atualidade é um dos carismas que invariavelmente têm por fim cooperar para a edificação da Santa Igreja (cf. ef 5,26), ou seja, jamais para a atacar, mas para a santificação do povo de Deus, para a Salvação das almas. A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios diz: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja. Desta forma, pois, irmãos, aspirai ao dom de profetizar." 1 Cor 14,12.39a
Como os demais dons, ele é concedido pelo mesmo e único Espírito de Deus, que dizer, eles nunca estarão em contradição. E de novo, ele fala em 'comum proveito', leia-se, da Igreja Católica (cf. At 1,8): "A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância. Há diversidade de dons, mas um só Espírito. A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito. A um é dada pelo Espírito uma palavra de Sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito. A outro, a fé, pelo mesmo Espírito. A outro, a Graça de curar as doenças, no mesmo Espírito. A outro, o dom de milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a variedade de línguas. A outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como Lhe apraz." 1 Cor 12,1.4.7-11
Tais carismas podem ser previstos por profecias dos Sacerdotes da Igreja Una, durante as Ordenações, por exemplo, como a Primeira Carta de São Paulo a São Timóteo revela: "Eis aqui uma recomendação que te dou, meu filho Timóteo, de acordo com aquelas profecias que foram feitas a teu respeito: amparado nelas, sustenta o bom combate, com fidelidade e boa consciência, pois alguns a desprezaram e naufragaram na fé." 1 Tm 1,18-19
Os profetas, portanto, atualmente nossos Sacerdotes, têm específicas funções perante o povo de Deus, ainda conforme o Apóstolo dos Gentios: "Aquele que profetiza, porém, fala aos homens, para os edificar, exortar e consolar." 1 Cor 14,3
E os antigos são importantíssima parte das Escrituras, nas palavras do próprio Jesus após ressuscitar. Está no Evangelho Segundo São Lucas: "Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos." Lc 24,44b
São Pedro não deixa de os evocar ao exortar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, o atual povo de Deus: "... apelo a vossas recordações para em vós despertar uma sã compreensão, e para vos lembrar as predições dos santos Profetas, bem como o Mandamento de Nosso Senhor e Salvador, ensinado por vossos Apóstolos." 2 Pd 3,1b-2
E exaltando a Revelação em detrimento de fábulas, o Príncipe dos Apóstolos reforça, dizendo do conhecimento de Cristo Senhor: "Assim demos ainda maior crédito à palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em atender como a uma lâmpada que brilha em um tenebroso lugar, até que o dia desponte e a Estrela da Manhã se levante em vossos corações." 2 Pd 1,19
Pois o dom da profecia pode revelar corações durante o culto, como São Paulo afirma: "Se, porém, todos profetizarem, e ali entrar um infiel ou um simples homem, por todos é convencido, por todos é julgado, os segredos de seu coração tornam-se manifestos. Então, prostrado com a face em terra, adorará a Deus e proclamará que Deus realmente está entre vós." 1 Cor 14,24-25
Hoje chamados de pregadores, eles devem presidir o culto estritamente sob o comando de Deus, o que significa obedecer à Sã Doutrina, jamais por próprio impulso, e sempre pensando na edificação da Igreja Apostólica. Neste registro das primeiríssimas Santas Missas, quando frequentemente se usava de concelebrações, a homilia era partilhada, e permitindo participações dos fiéis: "Em suma, que dizer, irmãos? Quando vos reunis, quem dentre vós tem um cântico, um ensinamento, uma revelação, um discurso em línguas, uma interpretação a fazer... Que isto se faça de modo a edificar. Quanto aos profetas, falem dois ou três, e os outros julguem. Se for feita uma revelação a algum dos assistentes, cale-se o primeiro. Todos, um após outro, podeis profetizar, para todos aprenderem e todos serem exortados. O espírito dos profetas deve, porém, estar-lhes submisso, porquanto Deus não é Deus de desordem, mas de Paz. Se alguém se julga profeta ou agraciado com dons espirituais, reconheça que as coisas que vos escrevo são um Mandamento do Senhor." 1 Cor 14,26.29-33.37
Os profetas, portanto, atualmente nossos Sacerdotes, têm específicas funções perante o povo de Deus, ainda conforme o Apóstolo dos Gentios: "Aquele que profetiza, porém, fala aos homens, para os edificar, exortar e consolar." 1 Cor 14,3
E os antigos são importantíssima parte das Escrituras, nas palavras do próprio Jesus após ressuscitar. Está no Evangelho Segundo São Lucas: "Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos." Lc 24,44b
São Pedro não deixa de os evocar ao exortar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, o atual povo de Deus: "... apelo a vossas recordações para em vós despertar uma sã compreensão, e para vos lembrar as predições dos santos Profetas, bem como o Mandamento de Nosso Senhor e Salvador, ensinado por vossos Apóstolos." 2 Pd 3,1b-2
E exaltando a Revelação em detrimento de fábulas, o Príncipe dos Apóstolos reforça, dizendo do conhecimento de Cristo Senhor: "Assim demos ainda maior crédito à palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em atender como a uma lâmpada que brilha em um tenebroso lugar, até que o dia desponte e a Estrela da Manhã se levante em vossos corações." 2 Pd 1,19
Pois o dom da profecia pode revelar corações durante o culto, como São Paulo afirma: "Se, porém, todos profetizarem, e ali entrar um infiel ou um simples homem, por todos é convencido, por todos é julgado, os segredos de seu coração tornam-se manifestos. Então, prostrado com a face em terra, adorará a Deus e proclamará que Deus realmente está entre vós." 1 Cor 14,24-25
Hoje chamados de pregadores, eles devem presidir o culto estritamente sob o comando de Deus, o que significa obedecer à Sã Doutrina, jamais por próprio impulso, e sempre pensando na edificação da Igreja Apostólica. Neste registro das primeiríssimas Santas Missas, quando frequentemente se usava de concelebrações, a homilia era partilhada, e permitindo participações dos fiéis: "Em suma, que dizer, irmãos? Quando vos reunis, quem dentre vós tem um cântico, um ensinamento, uma revelação, um discurso em línguas, uma interpretação a fazer... Que isto se faça de modo a edificar. Quanto aos profetas, falem dois ou três, e os outros julguem. Se for feita uma revelação a algum dos assistentes, cale-se o primeiro. Todos, um após outro, podeis profetizar, para todos aprenderem e todos serem exortados. O espírito dos profetas deve, porém, estar-lhes submisso, porquanto Deus não é Deus de desordem, mas de Paz. Se alguém se julga profeta ou agraciado com dons espirituais, reconheça que as coisas que vos escrevo são um Mandamento do Senhor." 1 Cor 14,26.29-33.37
Por isso, a Carta de São Paulo aos Romanos pedia total fidelidade ao Evangelho: "Temos diferentes dons, conforme a Graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé." Rm 12,6
É uma máxima de São João Batista, que o Evangelho Segundo São João apontou: "Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do Céu." Jo 3,27
Os discípulos de São Paulo, citando um sagrado autor do Livro de Salmos, dizem do próprio Senhor: "Assim Cristo também não atribuiu a Si mesmo a Glória de ser pontífice. Esta foi-Lhe dada por Aquele que Lhe disse: 'Tu és Meu Filho, hoje Eu Te gerei (Sl 2,7).'" Hb 5,5
É uma máxima de São João Batista, que o Evangelho Segundo São João apontou: "Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do Céu." Jo 3,27
Os discípulos de São Paulo, citando um sagrado autor do Livro de Salmos, dizem do próprio Senhor: "Assim Cristo também não atribuiu a Si mesmo a Glória de ser pontífice. Esta foi-Lhe dada por Aquele que Lhe disse: 'Tu és Meu Filho, hoje Eu Te gerei (Sl 2,7).'" Hb 5,5
E no Evangelho Segundo São Mateus, Jesus sentenciou aqueles que atentam contra esse exclusivo atributo de Deus, aos quais só outros igualmente atentadores seguem: "Toda planta que Meu Pai Celeste não plantou, será arrancada pela raiz. Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, ambos tombarão na mesma vala." Mt 15,13b-14
Como sinal da submissão à Verdade, São Paulo prescreve uma distinção entre a cabeça dos atuais profetas e profetisas, o que explica os paramentos usados pelos Sacerdotes, notadamente os bispos: "Todo homem que reza ou profetiza com a cabeça coberta, falta com o respeito a Seu Senhor. E toda mulher que reza ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta com o respeito a Seu Senhor, porque é como se estivesse rapada. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus. A mulher é a Glória do homem." 1 Cor 11,4-5.7
Como sinal da submissão à Verdade, São Paulo prescreve uma distinção entre a cabeça dos atuais profetas e profetisas, o que explica os paramentos usados pelos Sacerdotes, notadamente os bispos: "Todo homem que reza ou profetiza com a cabeça coberta, falta com o respeito a Seu Senhor. E toda mulher que reza ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta com o respeito a Seu Senhor, porque é como se estivesse rapada. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus. A mulher é a Glória do homem." 1 Cor 11,4-5.7
Pois honrando a Deus, estaremos honrando-nos uns aos outros, como vemos nas atribuições dos Sacerdotes, ordenados e leigos: "Aquele que é chamado ao Ministério, dedique-se ao Ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine. O dom de exortar, que exorte. Aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade. Aquele que preside, presida com zelo. Aquele que exerce a Misericórdia, que o faça com afabilidade. Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, solidamente vos apegai ao bem. Mutuamente vos amai com terna e fraternal afeição. Adiantai-vos em honrar uns aos outros." Rm 12,7-10
Além do dom da profecia, os antigos Profetas sempre estudavam as Escrituras com o fim de iluminar e animar a comunidade de fé. A Primeira Carta de São Pedro apontou: "Esta Salvação tem sido o objeto das investigações e das meditações dos Profetas, que proferiram oráculos sobre a Graça que vos era destinada. Eles investigaram a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava e que profetizava os sofrimentos do mesmo Cristo e as Glórias que deveriam segui-los. Foi-lhes revelado que propunham não para si mesmos, senão para vós, estas revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo, enviado do Céu. Revelações estas que os próprios anjos desejam contemplar." 1 Pd 1,10-12
Aliás, todas Escrituras até então, ou seja, também o Pentateuco e os Livros históricos, são obras de profecias. Escrevendo aos católicos de Roma, São Paulo, ao fim, rende graças a Deus: "Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo, conforme a Revelação do mistério guardado em segredo durante séculos, mas por ordem do Eterno Deus agora manifestado e por meio das proféticas Escrituras dado a conhecer a todas nações, a fim de levá-las à obediência da fé, a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, Glória por toda eternidade! Amém." Rm 16,25-27
Mas, mesmo assim, as profecias por vezes são condicionais, pois Deus pode revogá-las como vemos no Livro do Profeta Jonas: "Vendo Deus suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-Se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez." Jn 3,10
Além do dom da profecia, os antigos Profetas sempre estudavam as Escrituras com o fim de iluminar e animar a comunidade de fé. A Primeira Carta de São Pedro apontou: "Esta Salvação tem sido o objeto das investigações e das meditações dos Profetas, que proferiram oráculos sobre a Graça que vos era destinada. Eles investigaram a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava e que profetizava os sofrimentos do mesmo Cristo e as Glórias que deveriam segui-los. Foi-lhes revelado que propunham não para si mesmos, senão para vós, estas revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo, enviado do Céu. Revelações estas que os próprios anjos desejam contemplar." 1 Pd 1,10-12
Aliás, todas Escrituras até então, ou seja, também o Pentateuco e os Livros históricos, são obras de profecias. Escrevendo aos católicos de Roma, São Paulo, ao fim, rende graças a Deus: "Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo, conforme a Revelação do mistério guardado em segredo durante séculos, mas por ordem do Eterno Deus agora manifestado e por meio das proféticas Escrituras dado a conhecer a todas nações, a fim de levá-las à obediência da fé, a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, Glória por toda eternidade! Amém." Rm 16,25-27
Mas, mesmo assim, as profecias por vezes são condicionais, pois Deus pode revogá-las como vemos no Livro do Profeta Jonas: "Vendo Deus suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-Se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez." Jn 3,10
Ele mesmo disse a Jeremias, antes da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor II, rei de Babilônia: "Assim disse o Senhor. 'Coloca-te no átrio da Casa do Senhor e diz contra todos habitantes das cidades de Judá, que vêm prostrar-se na Casa do Senhor, todas palavras que te ordenei dizer-lhes. Não omitas palavra alguma. TaIvez eles escutem e convertam-se cada um de seu caminho perverso. Então Eu Me arrependerei do mal que Eu pensava fazer-lhes por causa da perversidade de seus atos.'" Jr 26,2-3
E as profecias comunicam um imperfeito e provisório conhecimento, que devem ser estritamente contempladas sob o olhar da fé. Contudo, com a ostensiva instauração do Reino dos Céus e a plena manifestação de Deus, ou seja, a Beatífica Visão, todas suas imperfeições serão esclarecidas. São Paulo profetizou: "O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. Nossa ciência é parcial, nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente, mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte, mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido." 1 Cor 13,8-12
Foi o que a samaritana disse a Jesus junto ao poço de Jacó, embora tal profecia mais propriamente se refira à Sã Doutrina, ou, em lato sentido, à Onisciência de que participaremos a Sua Definitiva Volta: "Respondeu a mulher: 'Sei que deve vir o Messias (que Se chama Cristo). Pois quando Ele vier, fá-nos-á conhecer todas coisas.'" Jo 4,25
A VINDA DO ESPÍRITO SANTO
Com a manifestação do Divino Paráclito, o carisma da profecia, vale dizer, o anúncio da Salvação, foi franqueado aos fiéis. No Livro de Atos dos Apóstolos, São Pedro aponta o cumprimento dessa palavra do Livro do Profeta de Joel no dia de Pentecostes, o dia do Nascimento da Igreja Católica: "'Acontecerá nos últimos dias,' é Deus Quem fala, 'que derramarei Meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Vossos jovens terão visões, e vossos anciãos terão sonhos. Sobre Meus servos e Minhas servas derramarei naqueles dias Meu Espírito, e eles profetizarão (Jl 3,1-2).'" At 2,17-18
Pouco antes de Sua Ascensão aos Céus, Jesus havia-O predito como condição para o testemunho de Sua passagem entre nós, que foi iniciado pelos Apóstolos: "... descerá sobre vós o Espírito Santo e dá-vos-á força. E sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria e até os confins do mundo." At 1,8
Desde então Ele tem ininterruptamente estado com Igreja Católica, ao contrário do que incautos acusam. Nosso Senhor declarou na última noite entre os Apóstolos: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16
A VINDA DO ESPÍRITO SANTO
Com a manifestação do Divino Paráclito, o carisma da profecia, vale dizer, o anúncio da Salvação, foi franqueado aos fiéis. No Livro de Atos dos Apóstolos, São Pedro aponta o cumprimento dessa palavra do Livro do Profeta de Joel no dia de Pentecostes, o dia do Nascimento da Igreja Católica: "'Acontecerá nos últimos dias,' é Deus Quem fala, 'que derramarei Meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Vossos jovens terão visões, e vossos anciãos terão sonhos. Sobre Meus servos e Minhas servas derramarei naqueles dias Meu Espírito, e eles profetizarão (Jl 3,1-2).'" At 2,17-18
Pouco antes de Sua Ascensão aos Céus, Jesus havia-O predito como condição para o testemunho de Sua passagem entre nós, que foi iniciado pelos Apóstolos: "... descerá sobre vós o Espírito Santo e dá-vos-á força. E sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria e até os confins do mundo." At 1,8
Desde então Ele tem ininterruptamente estado com Igreja Católica, ao contrário do que incautos acusam. Nosso Senhor declarou na última noite entre os Apóstolos: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16
O real fato é que só a Santa Igreja O recebe, o que explica tanta estupidez e tanta animosidade do mundo contra ela. Jesus firmou nesta mesma ocasião: "É o Espírito da Verdade, que O mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
A primitiva Igreja espelhava, pois, essa fartura de Graças. O Amado Médico relata: "Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e pelo Espírito deu a entender que haveria uma grande fome em toda Terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio." At 11,27-28
Jerusalém era um verdadeiro celeiro deles, como o episódio do Primeiro Concílio revela: "Então bem pareceu aos Apóstolos, e aos anciãos com toda comunidade, escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé: Judas, que tinha o sobrenome de Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos. Tendo-se despedido, a delegação dirigiu-se a Antioquia. Ali reuniram a assembleia e entregaram a carta. Judas e Silas, que também eram profetas, dirigiam aos irmãos muitas palavras de exortação e de animação." At 15,22.30.32
Mas não só lá: "Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesareia e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete diáconos, ficamos com ele. Tinha quatro filhas virgens que profetizavam. Já estávamos aí fazia alguns dias, quando de Judeia chegou um profeta, chamado Ágabo. Veio ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se com ele pés e mãos, disse: 'Isto diz o Espírito Santo: assim os judeus em Jerusalém ligarão o homem a quem este cinto pertence, e entregá-lo-ão às mãos dos pagãos.'" At 21,8-11
E até ainda mais longe: "Então havia na igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo." At 13,1
Esse dom tornou-se um título na hierarquia da primitiva Igreja, sendo que as funções de profeta, evangelista e pastor pouco mais tarde seriam incorporadas à do Sacerdote. A Carta de São Paulo aos Efésios listou: "A uns Ele (Cristo) constituiu Apóstolos. A outros, profetas. A outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo." Ef 4,11-13
Os profetas, portanto, só ficavam atrás dos Apóstolos, título este que coube aos 12, sendo Judas substituído por São Matias, e inclui São Paulo, a quem Jesus também pessoalmente enviou: "Na Igreja, Deus primeiramente constituiu os Apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois aqueles que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas." 1 Cor 12,28
E junto aos Apóstolos, eles tornaram-se os fundamentos da Igreja Una: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus." Ef 2,19-20
Não bastante, e ainda no Pentecostes, o Espírito de Deus também deu à Igreja Apostólica o dom de expressar-se em outras línguas, como já citado: "Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." At 2,4
São Paulo atestou esse carisma por ocasião do Sacramento da Crisma que celebrou na cidade de Éfeso: "E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em estranhas línguas e profetizavam." At 19,6
Tal dom, porém, deve ser acompanhado de sua interpretação, para que haja uma efetiva edificação da igreja particular: "Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? Por isso, quem fala em línguas peça em oração o dom de as interpretar. Graças a Deus que possuo o dom de línguas superior a todos vós. Mas prefiro falar na assembleia cinco palavras que compreendo, para também instruir os outros, a falar dez mil palavras em línguas." 1 Cor 14,6.13.18-19
Ele, pois, foi terminativo com os 'faladores em línguas': "fiquem calados" na Santa Missa: "Se há quem fala em línguas, não falem senão dois ou três, quando muito, e cada um por sua vez, e haja alguém que interprete. Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus." 1 Cor 14,27-28
Portanto, o dom da profecia, ou seja, a pregação sacerdotal propriamente dita, em específico na homilia, é superior ao dom de línguas, pois suas palavras são imediatamente inteligíveis: "Empenhai-vos em procurar o amor. Igualmente aspirai aos dons espirituais, mas sobretudo ao de profecia. Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus. Ninguém o entende, pois fala misteriosas coisas, sob a ação do Espírito. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza edifica a assembleia. Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza que quem fala em línguas, a não ser que este também as interprete, para que a assembleia receba edificação." 1 Cor 14,1-2.4-5
Pois é o próprio Espírito Santo que, pelos profetas, isto é, por nossos atuais Sacerdotes, fala ao povo de Deus. São João Evangelista registrou esta recomendação do próprio Jesus, que, aliás, repetiu por sete vezes: "Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas..." Ap 2,7.11.17.29;3,6.13.22
E as profecias e o Santo Paráclito são inseparáveis. Por isso, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses pedia: "Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias." 1 Ts 5,19-20
Contudo, como o Apóstolo dos Gentios ensinou, o dom da profecia, bem como o da fé, não superam a virtude do amor: "Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos mistérios e toda ciência, mesmo que tivesse toda fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, não sou nada." 1 Cor 13,2
A primitiva Igreja espelhava, pois, essa fartura de Graças. O Amado Médico relata: "Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e pelo Espírito deu a entender que haveria uma grande fome em toda Terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio." At 11,27-28
Jerusalém era um verdadeiro celeiro deles, como o episódio do Primeiro Concílio revela: "Então bem pareceu aos Apóstolos, e aos anciãos com toda comunidade, escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé: Judas, que tinha o sobrenome de Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos. Tendo-se despedido, a delegação dirigiu-se a Antioquia. Ali reuniram a assembleia e entregaram a carta. Judas e Silas, que também eram profetas, dirigiam aos irmãos muitas palavras de exortação e de animação." At 15,22.30.32
Mas não só lá: "Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesareia e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete diáconos, ficamos com ele. Tinha quatro filhas virgens que profetizavam. Já estávamos aí fazia alguns dias, quando de Judeia chegou um profeta, chamado Ágabo. Veio ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se com ele pés e mãos, disse: 'Isto diz o Espírito Santo: assim os judeus em Jerusalém ligarão o homem a quem este cinto pertence, e entregá-lo-ão às mãos dos pagãos.'" At 21,8-11
E até ainda mais longe: "Então havia na igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo." At 13,1
Esse dom tornou-se um título na hierarquia da primitiva Igreja, sendo que as funções de profeta, evangelista e pastor pouco mais tarde seriam incorporadas à do Sacerdote. A Carta de São Paulo aos Efésios listou: "A uns Ele (Cristo) constituiu Apóstolos. A outros, profetas. A outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo." Ef 4,11-13
Os profetas, portanto, só ficavam atrás dos Apóstolos, título este que coube aos 12, sendo Judas substituído por São Matias, e inclui São Paulo, a quem Jesus também pessoalmente enviou: "Na Igreja, Deus primeiramente constituiu os Apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois aqueles que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas." 1 Cor 12,28
E junto aos Apóstolos, eles tornaram-se os fundamentos da Igreja Una: "Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus." Ef 2,19-20
Não bastante, e ainda no Pentecostes, o Espírito de Deus também deu à Igreja Apostólica o dom de expressar-se em outras línguas, como já citado: "Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." At 2,4
São Paulo atestou esse carisma por ocasião do Sacramento da Crisma que celebrou na cidade de Éfeso: "E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em estranhas línguas e profetizavam." At 19,6
Tal dom, porém, deve ser acompanhado de sua interpretação, para que haja uma efetiva edificação da igreja particular: "Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? Por isso, quem fala em línguas peça em oração o dom de as interpretar. Graças a Deus que possuo o dom de línguas superior a todos vós. Mas prefiro falar na assembleia cinco palavras que compreendo, para também instruir os outros, a falar dez mil palavras em línguas." 1 Cor 14,6.13.18-19
Ele, pois, foi terminativo com os 'faladores em línguas': "fiquem calados" na Santa Missa: "Se há quem fala em línguas, não falem senão dois ou três, quando muito, e cada um por sua vez, e haja alguém que interprete. Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus." 1 Cor 14,27-28
Portanto, o dom da profecia, ou seja, a pregação sacerdotal propriamente dita, em específico na homilia, é superior ao dom de línguas, pois suas palavras são imediatamente inteligíveis: "Empenhai-vos em procurar o amor. Igualmente aspirai aos dons espirituais, mas sobretudo ao de profecia. Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus. Ninguém o entende, pois fala misteriosas coisas, sob a ação do Espírito. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza edifica a assembleia. Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza que quem fala em línguas, a não ser que este também as interprete, para que a assembleia receba edificação." 1 Cor 14,1-2.4-5
Pois é o próprio Espírito Santo que, pelos profetas, isto é, por nossos atuais Sacerdotes, fala ao povo de Deus. São João Evangelista registrou esta recomendação do próprio Jesus, que, aliás, repetiu por sete vezes: "Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas..." Ap 2,7.11.17.29;3,6.13.22
E as profecias e o Santo Paráclito são inseparáveis. Por isso, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses pedia: "Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias." 1 Ts 5,19-20
Contudo, como o Apóstolo dos Gentios ensinou, o dom da profecia, bem como o da fé, não superam a virtude do amor: "Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos mistérios e toda ciência, mesmo que tivesse toda fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, não sou nada." 1 Cor 13,2
OS PROFETAS ANUNCIAM CRISTO
Quanto às revelações feitas através dos Profetas, em geral, elas são uma só, como São João Apóstolo concluiu: "Porque o profético espírito não é outro senão o testemunho de Jesus." Ap 19,10
E tudo nas Escrituras aponta para o Cristo: "Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser Apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus. Ele outrora o prometera por Seus Profetas na Sagrada Escritura, e diz a respeito de Seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor..." Rm 1,1-3
Nosso Salvador mesmo fez um resumo perante os discípulos que partiram para Emaús no Domingo da Ressurreição: "E começando por Moisés, percorrendo todos Profetas, explicava-lhes o que d'Ele se achava dito em todas Escrituras." Lc 24,27
Nosso Salvador mesmo fez um resumo perante os discípulos que partiram para Emaús no Domingo da Ressurreição: "E começando por Moisés, percorrendo todos Profetas, explicava-lhes o que d'Ele se achava dito em todas Escrituras." Lc 24,27
Assim, os profetas da Nova Aliança têm o mesmo papel dos Apóstolos. São Paulo segue: "Lendo-me, podereis entender a compreensão que me foi concedida do Mistério de Cristo, que em outras gerações não foi manifestado aos homens da maneira como agora tem sido revelado pelo Espírito a Seus santos Apóstolos e profetas." Ef 3,4-5
Falando dos antigos Profetas, São Pedro afirmou perante os primeiros não-judeus que seriam admitidos na Igreja: "Sobre Ele (Jesus), todos Profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus receberá, em Seu Nome, o perdão dos pecados." At 10,43
Ezequiel, por exemplo, havia anunciado a Missão de Jesus enquanto o Bom Pastor: "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel! Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: 'Ai dos pastores de Israel, que apascentam a si mesmos!' Por isso, ó pastores, escutai a Palavra do Senhor: 'Eu juro por Minha vida - Oráculo do Senhor Deus - já que Minhas ovelhas foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos animais selvagens, por falta de pastor...Vede! Eu mesmo vou procurar Minhas ovelhas e tomar conta delas.'" Ez 34,2.7-8a.11b
Falando dos antigos Profetas, São Pedro afirmou perante os primeiros não-judeus que seriam admitidos na Igreja: "Sobre Ele (Jesus), todos Profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus receberá, em Seu Nome, o perdão dos pecados." At 10,43
Ezequiel, por exemplo, havia anunciado a Missão de Jesus enquanto o Bom Pastor: "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel! Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: 'Ai dos pastores de Israel, que apascentam a si mesmos!' Por isso, ó pastores, escutai a Palavra do Senhor: 'Eu juro por Minha vida - Oráculo do Senhor Deus - já que Minhas ovelhas foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos animais selvagens, por falta de pastor...Vede! Eu mesmo vou procurar Minhas ovelhas e tomar conta delas.'" Ez 34,2.7-8a.11b
O rei Davi também tinha o dom da profecia, e anunciou, como os demais Profetas, detalhes sobre a Vinda do Salvador. O Príncipe dos Apóstolos relata: "Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje. Mas ele era Profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um de seus descendentes seria colocado em seu trono. É, portanto, a Ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: 'Ele não foi abandonado na região dos mortos, e Sua Carne não conheceu a corrupção (Sl 15,8.10).'" At 2,29-31
O Livro de Apocalipse igualmente é pura profecia. O Amado Discípulo registrou: "Ele (um dos sete anjos) disse-me: 'Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor Deus dos espíritos dos Profetas enviou Seu anjo para mostrar a Seus servos o que muito em breve deve acontecer. "Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste Livro."' Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava. Mas ele disse-me: 'Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste Livro. Prostra-te diante de Deus.' Ainda disse ele: 'Não seles o profético texto deste Livro, porque o momento está próximo.' Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste Livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste Livro. E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus tirá-lhe-á sua parte da árvore da Vida e da Cidade Santa, descritas neste Livro." Ap 22,6-10.18-19
O Livro de Apocalipse igualmente é pura profecia. O Amado Discípulo registrou: "Ele (um dos sete anjos) disse-me: 'Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor Deus dos espíritos dos Profetas enviou Seu anjo para mostrar a Seus servos o que muito em breve deve acontecer. "Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste Livro."' Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava. Mas ele disse-me: 'Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste Livro. Prostra-te diante de Deus.' Ainda disse ele: 'Não seles o profético texto deste Livro, porque o momento está próximo.' Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste Livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste Livro. E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus tirá-lhe-á sua parte da árvore da Vida e da Cidade Santa, descritas neste Livro." Ap 22,6-10.18-19
Ora, esse Livro trata de revelações feitas pelo próprio Salvador: "Revelação de Jesus Cristo, que Lhe foi confiada por Deus para manifestar a Seus servos o que em breve deve acontecer. Ele, por Sua vez, por intermédio de Seu anjo, comunicou a Seu servo João..." Ap 1,1
Ele versa sobre coisas ao tempo da primitiva Igreja e futuras: "Escreve, pois, o que viste, tanto as atuais como as futuras coisas." Ap 1,19
Portanto, depois da Vinda de Cristo, seguida da de Seu Santo Espírito, a mensagem da Salvação tornou-se uma profecia universal, como já acenava o dom de línguas derramado no Pentecostes. São João Evangelista gravou: "Foi-me, então, explicado: 'Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis.'" Ap 10,11
O QUE JESUS DISSE
Cristo, enfim, veio dar pleno cumprimento às profecias e às Escrituras, pois disse no Sermão da Montanha: "Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para os levar à perfeição." Mt 5,17
De fato, Ele é a essência dos Sagrados Livros, como pregou aos líderes judeus em Sua segunda visita à Cidade Santa em vida pública: "Vós perscrutais as Escrituras, julgando nelas encontrar a Vida Eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de Mim. Se crêsseis em Moisés, pois, certamente creríeis em Mim, porque ele escreveu a Meu respeito." Jo 5,39.46
E nominalmente citou vários Profetas em suas pregações: "Esta adúltera e perversa geração pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal que aquele do Profeta Jonas..." Mt 12,39
Desde aqueles que dão os mais importantes detalhes de Sua Vinda: "Foi-Lhe dado o Livro do Profeta Isaías. Desenrolando o Livro, escolheu a passagem onde está escrito: 'O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu. Ele enviou-Me para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção e aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos e publicar o Ano da Graça do Senhor (Is 61,1s.).' E enrolando o Livro, deu-o ao ministro e sentou-Se. Todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos n'Ele. E Ele começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.'" Lc 4,17-21
Até os que anunciam acontecimentos posteriores a Sua passagem: "Quando virdes estabelecida no santo lugar a abominação da desolação que foi predita pelo Profeta Daniel..." Mt 24,15
Ele próprio, aliás, foi anunciado como um Profeta. Estava entre as prescrições de Moisés ao povo de Israel no Livro de Deuteronômio: "O Senhor, Teu Deus, dentre teus irmãos suscitará um Profeta como eu. É a Ele que devereis ouvir." Dt 18,15
Ele versa sobre coisas ao tempo da primitiva Igreja e futuras: "Escreve, pois, o que viste, tanto as atuais como as futuras coisas." Ap 1,19
Portanto, depois da Vinda de Cristo, seguida da de Seu Santo Espírito, a mensagem da Salvação tornou-se uma profecia universal, como já acenava o dom de línguas derramado no Pentecostes. São João Evangelista gravou: "Foi-me, então, explicado: 'Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis.'" Ap 10,11
O QUE JESUS DISSE
Cristo, enfim, veio dar pleno cumprimento às profecias e às Escrituras, pois disse no Sermão da Montanha: "Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para os levar à perfeição." Mt 5,17
De fato, Ele é a essência dos Sagrados Livros, como pregou aos líderes judeus em Sua segunda visita à Cidade Santa em vida pública: "Vós perscrutais as Escrituras, julgando nelas encontrar a Vida Eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de Mim. Se crêsseis em Moisés, pois, certamente creríeis em Mim, porque ele escreveu a Meu respeito." Jo 5,39.46
E nominalmente citou vários Profetas em suas pregações: "Esta adúltera e perversa geração pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal que aquele do Profeta Jonas..." Mt 12,39
Desde aqueles que dão os mais importantes detalhes de Sua Vinda: "Foi-Lhe dado o Livro do Profeta Isaías. Desenrolando o Livro, escolheu a passagem onde está escrito: 'O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu. Ele enviou-Me para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção e aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos e publicar o Ano da Graça do Senhor (Is 61,1s.).' E enrolando o Livro, deu-o ao ministro e sentou-Se. Todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos n'Ele. E Ele começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.'" Lc 4,17-21
Até os que anunciam acontecimentos posteriores a Sua passagem: "Quando virdes estabelecida no santo lugar a abominação da desolação que foi predita pelo Profeta Daniel..." Mt 24,15
Ele próprio, aliás, foi anunciado como um Profeta. Estava entre as prescrições de Moisés ao povo de Israel no Livro de Deuteronômio: "O Senhor, Teu Deus, dentre teus irmãos suscitará um Profeta como eu. É a Ele que devereis ouvir." Dt 18,15
Ora, "Profeta como eu" porque a importância de Moisés é inquestionável, como foi descrito: "Não mais se levantou em Israel Profeta comparável a Moisés, com quem o Senhor conversava face a face. Ninguém o igualou quanto a todos sinais e prodígios que o Senhor o mandou fazer na terra de Egito, diante do faraó, de seus servos e de sua terra, nem quanto a todos os feitos e às terríveis ações que ele operou sob os olhos de todo Israel." Dt 34,10-12
E Nosso Senhor traria a própria Palavra de Salvação. Deus mesmo disse a Moisés sobre os israelitas: "... Eu suscitá-lhes-ei um Profeta como tu dentre seus irmãos. Pô-Lhe-ei Minhas Palavras em Sua boca, e Ele fá-lhes-á conhecer Minhas ordens." Dt 18,18
Não por acaso, desde os primeiros sinais realizados por Jesus, o povo começou a O tratar como tal: "Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: 'Um grande Profeta surgiu entre nós..." Lc 7,16
E isso valia-Lhe como defesa. Foi o que aconteceu ainda em Sua última Páscoa, quando profetizou que o Reino de Deus seria tirado dos religiosos judeus: "Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava. E procuravam prendê-Lo, mas temeram o povo, que O tinha por um Profeta." Mt 21,45-46
Pois em Israel assim eram identificados os Santos homens, como o cego de nascença por Ele curado afirmou: "Perguntaram ainda àquele que era cego: 'Que tu dizes d'Aquele que te abriu os olhos?' 'É um Profeta', respondeu ele." Jo 9,17
E mesmo gente que não professava essenciais capítulos do judaísmo, como a samaritana que estava junto ao poço de Jacó: "'Senhor', disse-Lhe a mulher, 'vejo que és Profeta!'" Jo 4,19
As pessoas que presenciaram a multiplicação dos pães e peixes, porém, não tinham mais dúvida: Ele seria o Profeta anunciado por Moisés: "Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: 'Este verdadeiramente é o Profeta, Aquele que deve vir ao mundo.'" Jo 6,14
Assim como parte daqueles que O ouviram prometer Água Viva em Jerusalém, durante a Festa dos Tabernáculos: "Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: 'Este realmente é o Profeta.'" Jo 7,40
Jesus também Se referiu a Si mesmo como um Profeta, enquanto subia à Cidade Santa pela última vez: "É necessário, todavia, que Eu caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um Profeta morra fora de Jerusalém." Lc 13,33
Era esse o título que Lhe davam, em resposta às perguntas do povo de Jerusalém quando de Sua triunfal entrada no Domingo de Ramos: "A multidão respondia: 'É Jesus, o Profeta de Nazaré de Galileia.'" Mt 21,11
Assim também O chamavam Seus discípulos que partiram para Emaús no primeiro Domingo após Sua Paixão: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um poderoso Profeta, em obras e palavras, diante de Deus e de todo povo." Lc 24,19
Por tão íntegra vida, São João Batista foi confundido com o Profeta anunciado por Moisés, a sua época tão aguardado pelos judeus. Enviados de Jerusalém pelos principais, sacerdotes e levitas interrogaram-no: "'Pois, então, quem és?', perguntaram-lhe eles. 'És tu Elias?' Disse ele: 'Não o sou.' 'És tu o Profeta?' Ele respondeu: 'Não.' Perguntaram-lhe de novo: 'Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram.'" Jo 1,21-22a
E como Jesus o identificou, o Batista era o cumprimento de uma promessa de Deus feita no Livro do Profeta Malaquias: "Vou mandar-vos o Profeta Elias, antes que venha o grande e temível Dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não mais ferirei de interdito a Terra." Ml 3,23-24
Com efeito, a missão do Batista era muito especial, como São Zacarias, seu pai, disse no dia de seu nascimento: "E tu, menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e Lhe prepararás o Caminho..." Lc 1,76
Jesus mesmo, citando Malaquias, atestou seu valor perante as multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com luxuosas roupas? Mas aqueles que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes lá? Para ver um Profeta? Sim, digo-vos eu: mais que um Profeta. É dele que está escrito: 'Eis que Eu envio Meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho (Ml 3,1).'" Mt 11,7-10
E com a Nova e Eterna Aliança, Ele apontou-o como o último Profeta: "Porque os Profetas e a Lei tiveram a Palavra até João." Mt 11,13
Mas essa condição de porta voz de Deus, mesmo como simples fiel, não é nada cômoda. Nosso Senhor disse das Bem-Aventuranças: "Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque grande será vossa recompensa nos Céus, pois assim perseguiram os Profetas que vieram antes de vós." Mt 5,11-12
Não por acaso, desde os primeiros sinais realizados por Jesus, o povo começou a O tratar como tal: "Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: 'Um grande Profeta surgiu entre nós..." Lc 7,16
E isso valia-Lhe como defesa. Foi o que aconteceu ainda em Sua última Páscoa, quando profetizou que o Reino de Deus seria tirado dos religiosos judeus: "Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava. E procuravam prendê-Lo, mas temeram o povo, que O tinha por um Profeta." Mt 21,45-46
Pois em Israel assim eram identificados os Santos homens, como o cego de nascença por Ele curado afirmou: "Perguntaram ainda àquele que era cego: 'Que tu dizes d'Aquele que te abriu os olhos?' 'É um Profeta', respondeu ele." Jo 9,17
E mesmo gente que não professava essenciais capítulos do judaísmo, como a samaritana que estava junto ao poço de Jacó: "'Senhor', disse-Lhe a mulher, 'vejo que és Profeta!'" Jo 4,19
As pessoas que presenciaram a multiplicação dos pães e peixes, porém, não tinham mais dúvida: Ele seria o Profeta anunciado por Moisés: "Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: 'Este verdadeiramente é o Profeta, Aquele que deve vir ao mundo.'" Jo 6,14
Assim como parte daqueles que O ouviram prometer Água Viva em Jerusalém, durante a Festa dos Tabernáculos: "Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: 'Este realmente é o Profeta.'" Jo 7,40
Jesus também Se referiu a Si mesmo como um Profeta, enquanto subia à Cidade Santa pela última vez: "É necessário, todavia, que Eu caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um Profeta morra fora de Jerusalém." Lc 13,33
Era esse o título que Lhe davam, em resposta às perguntas do povo de Jerusalém quando de Sua triunfal entrada no Domingo de Ramos: "A multidão respondia: 'É Jesus, o Profeta de Nazaré de Galileia.'" Mt 21,11
Assim também O chamavam Seus discípulos que partiram para Emaús no primeiro Domingo após Sua Paixão: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um poderoso Profeta, em obras e palavras, diante de Deus e de todo povo." Lc 24,19
Por tão íntegra vida, São João Batista foi confundido com o Profeta anunciado por Moisés, a sua época tão aguardado pelos judeus. Enviados de Jerusalém pelos principais, sacerdotes e levitas interrogaram-no: "'Pois, então, quem és?', perguntaram-lhe eles. 'És tu Elias?' Disse ele: 'Não o sou.' 'És tu o Profeta?' Ele respondeu: 'Não.' Perguntaram-lhe de novo: 'Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram.'" Jo 1,21-22a
E como Jesus o identificou, o Batista era o cumprimento de uma promessa de Deus feita no Livro do Profeta Malaquias: "Vou mandar-vos o Profeta Elias, antes que venha o grande e temível Dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não mais ferirei de interdito a Terra." Ml 3,23-24
Com efeito, a missão do Batista era muito especial, como São Zacarias, seu pai, disse no dia de seu nascimento: "E tu, menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e Lhe prepararás o Caminho..." Lc 1,76
Jesus mesmo, citando Malaquias, atestou seu valor perante as multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com luxuosas roupas? Mas aqueles que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes lá? Para ver um Profeta? Sim, digo-vos eu: mais que um Profeta. É dele que está escrito: 'Eis que Eu envio Meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho (Ml 3,1).'" Mt 11,7-10
E com a Nova e Eterna Aliança, Ele apontou-o como o último Profeta: "Porque os Profetas e a Lei tiveram a Palavra até João." Mt 11,13
Mas essa condição de porta voz de Deus, mesmo como simples fiel, não é nada cômoda. Nosso Senhor disse das Bem-Aventuranças: "Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque grande será vossa recompensa nos Céus, pois assim perseguiram os Profetas que vieram antes de vós." Mt 5,11-12
Até mesmo entre os mais íntimos, como disse no Evangelho Segundo São Marcos: "Um Profeta só é desprezado em sua pátria, entre seus parentes e em sua própria casa." Mc 6,4
E citou exemplos: "Na Verdade, digo-vos: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e meio e houve grande fome em toda Terra. Mas a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do Profeta Eliseu, mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã." Lc 4,25-27
Entretanto, tantas injustiças não restarão impune, como asseverou dizendo daqueles que Ele mesmo enviaria através de Sua Igreja: "Vede, Eu envio-vos profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros em vossas sinagogas. Persegui-los-eis de cidade em cidade, para que sobre vós todos caia o sangue inocente derramado sobre a Terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. Na Verdade, digo-vos: todos esses crimes pesam sobre esta raça." Mt 23,34-36
E citou exemplos: "Na Verdade, digo-vos: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e meio e houve grande fome em toda Terra. Mas a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do Profeta Eliseu, mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã." Lc 4,25-27
Entretanto, tantas injustiças não restarão impune, como asseverou dizendo daqueles que Ele mesmo enviaria através de Sua Igreja: "Vede, Eu envio-vos profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros em vossas sinagogas. Persegui-los-eis de cidade em cidade, para que sobre vós todos caia o sangue inocente derramado sobre a Terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. Na Verdade, digo-vos: todos esses crimes pesam sobre esta raça." Mt 23,34-36
Garantiu, contudo, que quem os bem tratassem não ficaria sem a devida recompensa. Ele garantiu: "Aquele que recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá uma recompensa de profeta." Mt 10,41
FALSOS PROFETAS
Não nos enganemos, porém, com os falsos profetas. Pois é pelo poder do inimigo, controlador de impérios do Mal, que eles realizam seus feitos: "Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que realizara prodígios sob seu controle..." Ap 19,20
Jesus mesmo avisou: "Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão sinais e portentos para seduzir, se possível for, até os escolhidos." Mc 13,22
E o grande mal que eles causam é distorcer a Palavra de Deus, pois movidos pelo Pai da mentira se negam a aceitá-la em toda sua grandeza. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios explica: "É que, de fato, não somos como tantos outros falsificadores da Palavra de Deus. Mas é em sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo sob os olhares de Deus." 2 Cor 2,17
Isso provoca irreligiosidade e não é de agora, como Deus falou através do Profeta Jeremias: "Por isso, eis o Oráculo do Senhor dos Exércitos contra os 'profetas': 'Vou nutri-los com absinto, e dar-lhes de beber contaminadas águas. Porquanto, é pela atitude dos 'profetas' de Jerusalém que a impiedade invadiu a Terra.'" Jr 23,15
Grandes castigos, porém, não recairiam apenas sobre os falsos profetas, mas também sobre seus seguidores, os cegos que se deixam guiar por cegos, como Nosso Senhor apontou (cf. Mt 15,14): "Por isso, eis o que o Senhor diz: 'Acerca dos profetas que em Meu Nome proferem oráculos, quando missão alguma lhes confiei, e que proclamam não haver espadas, nem fome nesta terra. Serão eles que hão de perecer pela espada e pela fome. E os homens aos quais se dirigem serão lançados nas ruas de Jerusalém, vítimas da espada e da fome, sem que ninguém os venha sepultar, nem eles, nem suas mulheres, nem seus filhos e filhas. E sobre eles farei recair o mal que praticaram." Jr 14,15-16
São Pedro profetizou a continuação deste problema, também acusando quem os segue: "Assim como houve entre o povo falsos profetas, também haverá entre vós falsos doutores que disfarçadamente introduzirão perniciosas seitas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, sobre si atrairão uma repentina ruína. Muitos segui-los-ão em suas desordens, e deste modo serão a causa de o Caminho da Verdade ser caluniado." 2 Pd 2,1-2
Assim como São Paulo fez, sendo bem específico: "A ira de Deus manifesta-se do alto do Céu contra toda impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a Verdade. Porque, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus nem Lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e obscureceu-se-lhes o insensato coração. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Trocaram a Verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus entregou-os a vergonhosas paixões: suas mulheres mudaram as naturais relações em relações contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o natural uso da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem aqueles que as cometem." Rm 1,18.21-22.25-27.32
Ele pedia a profética coragem: "Porque bem o sabei: nenhum dissoluto ou impuro ou avarento, verdadeiros idólatras, terá herança no Reino de Cristo e de Deus. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas infrutíferas obras das trevas. Pelo contrário, abertamente condenai-as! Porque as coisas que tais homens ocultamente fazem, até delas falar é vergonhoso." Ef 5,5-6a.10-11
Pedia repreensão àqueles da Igreja, como consta na Carta de São Paulo a São Tito: "Portanto, severamente os repreende para que se mantenham sãos na fé, e não deem ouvidos a judaicas fábulas nem a preceitos de homens avessos à Verdade. Proclamam que conhecem a Deus, mas na prática renegam-nO, detestáveis que são, rebeldes e incapazes de qualquer boa obra." Tt 1,13-14.16
Excomunhão para os mais graves casos: "Em Nome do Senhor Jesus, reunidos vós e meu espírito com o poder de Nosso Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus. Pois que tenho eu de julgar aqueles que estão fora? Não são aqueles de dentro que deveis julgar? Aqueles de fora é Deus Quem os julgará. Tirai de vosso meio o perverso." 1 Cor 5,4-5.12-13
Ele pedia a profética coragem: "Porque bem o sabei: nenhum dissoluto ou impuro ou avarento, verdadeiros idólatras, terá herança no Reino de Cristo e de Deus. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas infrutíferas obras das trevas. Pelo contrário, abertamente condenai-as! Porque as coisas que tais homens ocultamente fazem, até delas falar é vergonhoso." Ef 5,5-6a.10-11
Pedia repreensão àqueles da Igreja, como consta na Carta de São Paulo a São Tito: "Portanto, severamente os repreende para que se mantenham sãos na fé, e não deem ouvidos a judaicas fábulas nem a preceitos de homens avessos à Verdade. Proclamam que conhecem a Deus, mas na prática renegam-nO, detestáveis que são, rebeldes e incapazes de qualquer boa obra." Tt 1,13-14.16
Excomunhão para os mais graves casos: "Em Nome do Senhor Jesus, reunidos vós e meu espírito com o poder de Nosso Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás para mortificação de seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no Dia do Senhor Jesus. Pois que tenho eu de julgar aqueles que estão fora? Não são aqueles de dentro que deveis julgar? Aqueles de fora é Deus Quem os julgará. Tirai de vosso meio o perverso." 1 Cor 5,4-5.12-13
E advertia: "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e reduzimo-lo à obediência a Cristo. Também estamos prontos para castigar todos desobedientes, desde que vossa obediência seja perfeita." 2 Cor 10,4-6
No Templo de Jerusalém, Jesus denunciou os falsos religiosos de Seu tempo, e apontou a raiz do problema: "Por que não compreendeis Minha linguagem? É porque não podeis ouvir Minha Palavra. Vós tendes como pai o Demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na Verdade, porque a Verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas Eu, porque vos digo a Verdade, não Me credes." Jo 8,43-45
Mas eles não restarão incólumes perante Deus, que disse através de Jeremias: "'Irei contra os profetas de enganadores sonhos que, ao narrá-los, com mentiras e fatuidade ludibriam Meu povo. Quando nem missão lhes outorguei, nem mandato algum, e de nenhuma valia são para esse povo', Oráculo do Senhor." Jr 23,32 Ao tempo do retorno de Babilônia, Deus determinou-lhes a pena capital, e pelas mãos dos próprios pais, como o Livro do Profeta Zacarias registrou: "Se alguém ainda intentar dar um Oráculo, seu pai e sua mãe que o geraram, repreendê-lo-ão: 'Vais morrer porque dizes mentiras em Nome do Senhor!' E quando ele proferir seus oráculos, eles mesmos, seu pai e sua mãe que o geraram, transpassá-lo-ão." Zc 13,3
Era uma reedição, seguramente mais drástica, do que Ele havia dito através de Moisés a todo povo de Israel: "O 'profeta' que tiver a audácia de proferir em Meu Nome uma palavra que Eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto." Dt 18,20
E com a Advento, enfim, seriam desmoralizados: "Naquele dia, os profetas terão vergonha de suas proféticas visões, e não mais se cobrirão com o manto de peles para mentir. Cada um dirá: 'Não sou profeta, mas lavrador, e possuo terras desde minha juventude.'" Zc 13,4-5
Porque, se bem observadas, suas profecias não se cumprem, como Deus disse a Ezequiel: "Estenderei Minha mão contra esses profetas de ineptas visões e de enganadores oráculos." Ez 13,9
E dar-lhes ouvido, mais uma vez, também é provocar a ira de Deus, que disse através de Jeremias: "Eis o que diz o Senhor dos Exércitos: 'Não escuteis os profetas que vos transmitem vãos oráculos.' São visões do próprio espírito que vos divulgam, e não as Palavras do Senhor. 'Não cessam de proclamar àqueles que Me desprezam: Oráculo do Senhor: tudo irá bem para vós! E àqueles que obstinadamente seguem as tendências do próprio coração dizem ainda: Nada de mal vos acontecerá.' Mas qual deles assistiu à deliberação do Senhor? Quem O viu e Lhe escutou a Palavra? Quem a ouviu e lhe prestou atenção? Ora, eis que a tempestade do Senhor, Seu furor, explode, e a tormenta esbraveja, irrompe sobre a cabeça dos maus. Não se acalmará a cólera do Senhor enquanto não se executarem e cumprirem Seus desígnios. 'Poderá ocultar-se um homem de tal modo que Eu o não veja?', Oráculo do Senhor." Jr 23,16-20a.24a
Porque, se bem observadas, suas profecias não se cumprem, como Deus disse a Ezequiel: "Estenderei Minha mão contra esses profetas de ineptas visões e de enganadores oráculos." Ez 13,9
E dar-lhes ouvido, mais uma vez, também é provocar a ira de Deus, que disse através de Jeremias: "Eis o que diz o Senhor dos Exércitos: 'Não escuteis os profetas que vos transmitem vãos oráculos.' São visões do próprio espírito que vos divulgam, e não as Palavras do Senhor. 'Não cessam de proclamar àqueles que Me desprezam: Oráculo do Senhor: tudo irá bem para vós! E àqueles que obstinadamente seguem as tendências do próprio coração dizem ainda: Nada de mal vos acontecerá.' Mas qual deles assistiu à deliberação do Senhor? Quem O viu e Lhe escutou a Palavra? Quem a ouviu e lhe prestou atenção? Ora, eis que a tempestade do Senhor, Seu furor, explode, e a tormenta esbraveja, irrompe sobre a cabeça dos maus. Não se acalmará a cólera do Senhor enquanto não se executarem e cumprirem Seus desígnios. 'Poderá ocultar-se um homem de tal modo que Eu o não veja?', Oráculo do Senhor." Jr 23,16-20a.24a
Isso explica o flagelo de Deus que caiu sobre Jerusalém, que as Lamentações fazem lembrar: "Teus profetas fizeram-te ver falsas e insensatas imagens, não puseram a descoberto tua malícia, para tentar mudar tua sorte. Ao contrário, deram-te mentirosos e atraentes oráculos." Lm 2,14
Ora, Deus instruiu Moisés como detectar falsas profecias: "Quando o profeta tiver falado em Nome do Senhor, se o que ele disse não se realizar, é que essa palavra não veio do Senhor." Dt 18,22a
E como exemplo de pleno cumprimento, temos as palavras de Nossa Senhora: "Por isto, desde agora todas gerações me proclamarão bem-aventurada..." Lc 1,48b
Ademais, por ser evidente que o povo tem culpa ao se deixar levar por heresias e mentiras, Jesus, como visto, ordenou que não confrontássemos seus líderes, mas também chamou de cegos quem os segue: "Deixai-os. São cegos guiando cegos. Ora, se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco." Mt 15,14
E como exemplo de pleno cumprimento, temos as palavras de Nossa Senhora: "Por isto, desde agora todas gerações me proclamarão bem-aventurada..." Lc 1,48b
Ademais, por ser evidente que o povo tem culpa ao se deixar levar por heresias e mentiras, Jesus, como visto, ordenou que não confrontássemos seus líderes, mas também chamou de cegos quem os segue: "Deixai-os. São cegos guiando cegos. Ora, se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco." Mt 15,14
E São Paulo, justificando a Santa Igreja instituída por Nosso Senhor, denuncia estes que se espalham e espalham o rebanho: "Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas frívolas ideias. Eles têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados da Vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução..." Ef 4,14.17-19
Porque, segundo Jesus, essa é a própria obra de Satanás: "O lobo rouba e dispersa as ovelhas." Jo 10,12b
Porque, segundo Jesus, essa é a própria obra de Satanás: "O lobo rouba e dispersa as ovelhas." Jo 10,12b
Em recomendação, a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo acuradamente apontou as heresias como causa da falta de religiosidade no mundo: "Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, operário que não tem de que se envergonhar, íntegro distribuidor da Palavra da Verdade. Procura esquivar-te das frívolas conversas dos mundanos, que só contribuem para a impiedade. As palavras dessa gente destroem como a gangrena." 2 Tm 2,15-17a
"Lembrai-Vos, ó Pai, de Vossa Igreja!"
"Lembrai-Vos, ó Pai, de Vossa Igreja!"
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