quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Obrigação de Conhecer e de Quem conhece


    No Livro de Deuteronômio, Moisés ensinou aos israelitas o que Deus Pessoalmente lhe havia determinado: "Ouve, ó Israel! O Senhor, Nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, Teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma e de toda tua força." Dt 6,4-5
    Mas, questionado por um escriba, Jesus acrescentou o entendimento como quarto modo de amar a Deus. É leitura do Evangelho Segundo São Marcos, que neste tema influenciou o de São Mateus e o de São Lucas: "'Qual é o primeiro de todos Mandamentos?' Jesus respondeu: 'O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor, Nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, Teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento e de toda tua força.'" Mc 21,28b-31a
    E como argumento que confirma o Purgatório, único 'lugar', ou melhor, estado, no qual podem dar-se as menores e maiores punições, pois no Céu não haverá nenhuma e no inferno ela é total, Nosso Senhor deixou claro que bem mais sérias são as obrigações de quem teve oportunidade, leia-se dádiva, de conhecer as coisas de Deus. É do Evangelho Segundo São Lucas: "O servo que, apesar de conhecer a vontade de Seu Senhor, nada preparou e Lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de Seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes. Porque a quem muito se deu, muito exigir-se-á. Quanto mais se confiar a alguém, mais exigir-se-á dele." Lc 12,47-48
    Ora, a profecia de Jesus sobre a destruição de Cafarnaum, como está no Evangelho Segundo São Mateus, deu-se exatamente por isso. Esta cidade calou-se, ao invés de testemunhar os milagres por Ele realizados: "E tu, Cafarnaum, serás elevada ao Céu? Não! Serás atirada no inferno! Porque se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro de teus muros, subsistiria até este dia. Por isso, digo-te: no Dia do Juízo haverá menor rigor para Sodoma que para ti!" Mt 11,23-24
    Assim como a condenação de Judas Iscariotes, que por tanto tempo teve a bem-aventurança de vê-Lo e ouvi-Lo (cf. Mt 13,16). O Senhor sentenciou: "O Filho do Homem vai, segundo o que d'Ele está escrito, mas ai daquele por quem o Filho do Homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido..." Mc 14,21
    Aliás, haveria mais exemplar condenação que a de Satanás e seus anjos, pelo indizível privilégio que tiveram de estar com o próprio Deus? A Carta de São Judas apontou: "Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua ordem, mas abandonado seus tronos, Ele (Deus) guardou-os com correntes eternas nas trevas para o Julgamento do Grande Dia." Jd 6
    Isso significa que os fariseus e os chefes dos sacerdotes também estavam errados quanto a humilde e 'analfabeta' gente que acreditava em Jesus. No Evangelho Segundo São João, eles disseram: "Este poviléu que não conhece a Lei é amaldiçoado!" Jo 7,49
    A rejeição que escribas, anciãos e sacerdotes demonstraram no Sinédrio, o conselho dos judeus em Jerusalém, para com os Apóstolos, era de mesma natureza. Lê-se no Livro de Atos dos Apóstolos: "Vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus." At 4,13
    Os ensinamentos de Jesus, de fato, mostram que quem dispõe de mais recursos tem maiores obrigações. Ele foi categórico ao dizer que a mera riqueza não é sinal das Graças de Deus, mas automática perdição se não contar com a Divina Misericórdia, pois ser alfabetizado, uma benesse dos ricos de então, o que representava ter acesso às Escrituras e assim à Salvação, é um indeclinável compromisso com Deus: "'Eu repito-vos: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus.' A estas palavras Seus discípulos, pasmados, perguntaram: 'Quem então poderá salvar-se?'" Mt 19,24-25
    Sem dúvida, Ele exalta a divina inspiração que via entre os mais humildes, jamais a mundana sabedoria ou o vazio racionalismo: "Naquele mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: 'Pai, Senhor do Céu e da Terra, Eu dou-Te graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-Te porque assim foi de Teu agrado.'" Lc 10,21
    O Livro de Eclesiástico já havia anotado: "Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que Ele (Deus) revela Seus mistérios." Eclo 3,20b
    Já a Carta de São Tiago, citando o Livro de Provérbios, mais amplamente fala em Graça: "Deus, porém, dá uma ainda mais abundante Graça. Por isso, a Escritura diz: 'Deus resiste aos soberbos, mas dá Sua Graça aos humildes (Pr 3,34).'" Tg 4,6
    Foi isso que se deu com uma samaritana e sua gente, que religiosamente eram ferrenhos opositores dos judeus, como era o caso caso de  Jesus: "A mulher deixou seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 'Vinde e vede um Homem que me contou tudo que tenho feito. Não seria Ele, porventura, o Cristo?' Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. E diziam à mulher: 'Já não é por causa de tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser verdadeiramente Este o Salvador do mundo.'" Jo 4,28-30.42
    Ora, a Sabedoria de São João Batista vinha de sua humildade. Ele disse ao ouvir de seus discípulos que Jesus (na verdade os Apóstolos, cf. Jo 4,2) também estava batizando: "Importa que Ele cresça e que eu diminua." Jo 3,30
    E já avisava desde o início das sutilezas das manifestações de Deus, das quais Jesus é o perfeito exemplo: "Eu batizo com água, mas em meio a vós está Quem vós não conheceis." Jo 1,26



A SABEDORIA ENTRE OS HUMILDES

    A São Pedro, pois, um humilde pescador, Jesus entregou as 'Chaves de Seu Reino', que significa a mais pura inspiração para saber o que é o certo e o errado quanto à Revelação, ou seja, quanto às Escrituras e quanto à vontade de Deus, e assim o poder para determinar a Comunhão ou ex-comunhão: "Eu dá-te-ei as Chaves do Reino dos Céus. Tudo que ligares na Terra, será ligado nos Céus, e tudo que desligares na Terra, será desligado nos Céus." Mt 16,19
    Porque instantes antes, ao reconhecê-Lo como o Cristo, o Príncipe dos Apóstolos claramente deu a saber Qual a Fonte que lhe inspirava: "Disse-lhe então Jesus: 'Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas Meu Pai que está nos Céus.'" Mt 16,17
    De fato, essas 'Chaves' representam bem mais que conhecer as 'palavras chaves' das Escrituras. Também envolvem o dom da ciência, que permite, pela guia do Espírito Santo, andar passo-a-passo com os desígnios de Deus. Jesus advertia os falsos mestres, manipuladores das Escrituras e rebeldes à Verdade, exatamente por não estudarem e não divulgarem esse conhecimento para a Salvação do povo de Deus: "Ai de vós, doutores da Lei, que tomastes a chave da ciência! Vós mesmos não entrastes e impedistes de entrar os que vinham!" Lc 11,52
    Portanto, o diferencial da Santa Igreja Católica, a nova comunidade fundada por Nosso Salvador, é a Luz do Espírito Santo, que não pode ser conhecido por aqueles que vivem para o mundo, como Jesus mesmo garantiu a Seus fiéis seguidores, na noite em que ia ser entregue: "É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece. Mas vós conhecê-Lo-eis, porque convosco permanecerá e em vós estará." Jo 14,17
    A Primeira Carta de São João, com efeito, assegura aos irmãos essa divina assistência, dada pelo Sacramento da Crisma: "Vós, porém, tendes a Unção do Santo, e sabeis todas coisas." 1 Jo 2,20
    E errado está quem pensa que, por um instante sequer através dos séculos, a Igreja Católica Apostólica Romana esteve desassistida de Sua Luz. Jesus afirmou: "E Eu rogarei ao Pai e Ele dá-vos-á outro Paráclito, para que eternamente fique convosco." Jo 14,16
    O sagrado autor do Livro de Sabedoria, que também é dom do Espírito Santo, até já exultava com seus lampejos de revelação: "Tudo que está escondido e tudo que está aparente eu conheço, porque foi a Sabedoria, criadora de todas coisas, que mo ensinou." Sb 7,21
    Muito mais gloriosos com o Pentecostes, portanto, isso radicalmente mudou a condição dos Apóstolos diante das dificuldades dessa vida, pois a Antiga Aliança e a literal interpretação das Escrituras foram superadas pela plena manifestação de Deus, nas Pessoas de Jesus e do Espírito Santo. A Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios afirma: "Ele (Deus) é que nos fez aptos para ser Ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." 2 Cor 3,6
    Por isso, com toda razão, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses reclama a autoridade da Igreja quanto à Sã Doutrina: "Por conseguinte, desprezar estes preceitos é desprezar não a um homem, mas a Deus, que nos infundiu Seu Santo Espírito." 1 Ts 4,8
    Ora, a Unção do Espírito Santo, que é exclusivamente concedida por Seus Sacerdotes, eleva o ser humano a uma nova dimensão, dando-lhe um novo e soberano dom, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios explica: "Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem pode compreendê-las, porque é pelo Espírito que deve ponderá-las. O homem espiritual, ao contrário, julga todas coisas e não é julgado por ninguém." 1 Cor 2,14-15
    Ele até fez uma confissão: "Por isso, daqui em diante a ninguém conhecemos de um humano modo. Muito embora tenhamos considerado Cristo dessa maneira, agora já não O julgamos assim." 2 Cor 5,16
    E na Carta de São Paulo aos Filipenses, ele diz: "Na verdade, julgo como perda todas coisas em comparação a esse supremo bem: o conhecimento de Jesus Cristo, Meu Senhor. Por Ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo e estar com Ele." Fl 3,8-9a
    O próprio Jesus indicou essa condição de Seus Sacerdotes, que realmente já conheceram a Revelação, porque suas reais necessidades se tornaram outras: "Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo." Lc 14,33
    Porque quem encontrou a Deus não precisa de mais nada, segundo Ele mesmo: "Quem vem a Mim não terá mais fome, e quem crê em Mim nunca mais terá sede." Jo 6,35b
    E só pela Unção do Santo Paráclito, nossa Crisma, podemos ser Igreja Católica, o Corpo Místico de Cristo. A Carta de São Paulo aos Efésios ensina: "É n'Ele (Cristo) que vós conjuntamente também entrais, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a morada de Deus." Ef 2,22
    Falando do Nome de Jesus, São João Evangelista aponta esse sinal dos cristãos: "Quem observa Seus Mandamentos permanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu." 1 Jo 3,24
    E constata o mesmo efeito desse diferencial: "Considerai o amor com que Pai nos amou, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós somo-lo de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu." 1 Jo 3,1
    Era essa acusação que Jesus fazia aos fariseus em Jerusalém: "Não conheceis nem a Mim nem a Meu Pai. Se Me conhecêsseis, certamente também conheceríeis a Meu Pai." Jo 8,19b
    Assim, através dos Apóstolos somos chamados a fazer parte da família de Deus. O próprio Apóstolo dos Gentios exorta-nos: "... sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas..." Ef 2,19-20
    Porque mais que fundamentos da Santa Igreja, eles são os fundamentos da própria celeste morada, conforme as revelações do Livro de Apocalipse de São João: "A muralha da cidade tinha doze fundamentos com os nomes dos Doze Apóstolos do Cordeiro." Ap 21,14


A MATURIDADE DE CRISTO

    Todo católico, pois, deve viver pela Unidade da Igreja, que só é factível quando se busca a santidade, a maturidade de Cristo. São Paulo explica: "A uns Ele (Jesus) constituiu Apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do Corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à Unidade da e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo." Ef 4,11-13
    Isso nada mais é que nossa restauração enquanto imagem e semelhança de Deus, de que a Carta de São Paulo aos Colossenses trata: "Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, torpes palavras de vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós despiste-vos do velho homem com seus vícios e revestiste-vos do novo, que constantemente vai restaurando-se à imagem d'Aquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento." Cl 3,8-10
    Segundo as palavras do próprio Jesus aos líderes judeus que acreditaram n'Ele, só o prático conhecimento da Divina Revelação pode realmente libertar-nos das trevas e do vazio da mera existência: "Se permanecerdes em Minha Palavra, sereis Meus verdadeiros discípulos. Conhecereis a Verdade, e a Verdade libertá-vos-á." Jo 8,31-32
    Ele vai rezar ao Pai enquanto Se despedia dos Apóstolos, na Oração da Unidade: "Ora, a Vida Eterna consiste em que conheçam a Ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, que enviaste." Jo 17,3
    Pois entre outros dons, tal conhecimento representa a efetiva elevação da Igreja, como São Paulo pede: "Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para edificação da Igreja." 1 Cor 14,12
    Ele repetia, deixando claro que o Santo Paráclito não inspira ninguém para combater a Igreja: "A cada um é dada a manifestação do Espírito para comum proveito." 1 Cor 12,7
    Rezava: "Mas graças sejam dadas a Deus, que nos sempre concede triunfar em Cristo, e que por nosso meio difunde em todo lugar o perfume de Seu conhecimento." 2 Cor 2,14
    Reconhecia, portanto, a absoluta carência dos divinos auxílios: "Não que por nós mesmos sejamos capazes de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus." 2 Cor 3,5
    Por isso não via limites, e heroicamente demonstrava total disposição: "Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder de Sua Ressurreição, através da participação em Seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele na morte..." Fl 3,10
    Essa consagração às coisas de Deus, porém, é a própria obra da Salvação: "Mas pela sincera prática da caridade, cresçamos em todos sentidos n'Aquele que é a Cabeça, Cristo. É por Ele que todo Corpo, coordenado e unido por conexões que estão a Seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria, efetua esse crescimento, visando Sua plena edificação na caridade." Ef 4,15-16
    E tudo deve começar por acreditar plenamente na Missão do Salvador, que pregou à multidão depois de multiplicar pães e peixes: "A obra de Deus é esta: que creiais n'Aquele que Ele enviou." Jo 6,29b
    Foi assim que São João justificou os milagres que narrou em seu Evangelho: "Mas estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a Vida em Seu Nome." Jo 20,31
    Ora, diante do estranhamento perante Sua Pessoa, porque faticamente revela desconcertantes realidades, Jesus, em conversa com os judeus, chegou a apelar tão somente para Seus milagres: "Se Eu não faço as obras de Meu Pai, não Me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em Mim, crede em Minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em Mim e Eu no Pai." Jo 10,37-38
    Com razão, Deus dá mais que bastantes sinais para que saiamos da ignorância. No saber da Carta de São Paulo aos Romanos, dizendo de ímpiosperversos, nada pode justificar tanta teimosia e insensibilidade: "Desde a Criação do mundo, as invisíveis perfeições de Deus, Seu sempiterno poder e divindade, tornam-se visíveis à inteligência por Suas obras, de modo que não podem escusar-se." Rm 1,20
    De fato, a Sabedoria já indicava que pela Criação se pode perceber o Criador: "Pela grandeza e beleza das criaturas, pode-se, por analogia, chegar ao conhecimento de Seu Autor." Sb 13,5
    A indiferença em face de tão sublime realidade, nos termos da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, necessariamente corresponde a cair nas tentações do inimigo: "Ele usará de todas seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à Verdade que poderia salvá-los." 2 Ts 2,10
    Ele cravou: "Se nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a Luz do Evangelho, onde resplandece a Glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Cor 4,3-4
    Diz dos judeus, que ainda se atêm à Antiga Aliança: "Em consequência, a inteligência deles permaneceu obscurecida. Ainda agora, quando leem o Antigo Testamento, esse mesmo véu permanece abaixado, porque só em Cristo deve ser levantado." 2 Cor 3,14
    E a Carta de São Paulo a São Tito é contundente: "Para os puros, todas coisas são puras. Para os corruptos e descrentes, nada é puro, até sua mente e consciência são corrompidas. Proclamam que conhecem a Deus, mas na prática renegam-nO, detestáveis que são, rebeldes e incapazes de qualquer boa obra." Tt 1,15-16
    Pregou que a Igreja Católica, pessoalmente edificada por Jesus (cf. Mt 16,18), é um divisor de águas: "Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus enganadores artifícios. Portanto, eis o que digo e conjuro no Senhor: não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas frívolas idéias. Têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados da Vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução, à apaixonada prática de toda espécie de impureza. Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, se é que O ouvistes e d'Ele aprendestes como convém à Verdade em Jesus." Ef 4,14.17-21
    E exortava: "Despertai, como convém, e não pequeis! Porque alguns vivem na total ignorância de Deus, para vossa vergonha digo-o." 1 Cor 15,34
    Pois a prática das virtudes leva a indizíveis tesouros. É o que a Segunda Carta de São Pedro recomenda: "Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir a vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, ao conhecimento a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o fraterno amor, e ao fraterno amor a caridade. Se estas virtudes abundantemente se acharem em vós, não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo." 2 Pd 1,5-8
    Ele saúda e reza pelos cristãos logo no início: "Que haja abundância de Graça e Paz, mediante o conhecimento de Deus e de Jesus Cristo Nosso Senhor." 2 Pd 1,2
    Admoesta ao crescimento espiritual como meta de vida, como remédio contra a recaída no pecado: "Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais de vossa firmeza, levados pelo erro destes ímpios homens. Mas crescei na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." 2 Pd 3,17-18
    Pois como as consequências dos milagres realizados em Cafarnaum, e em mais duas cidades às margens de Mar de Galileia (cf. Mt 11,21), conhecer a Graça de Deus e tornar a afastar-se é desastroso. O Príncipe dos Apóstolos explica, citando os Provérbios: "Com efeito, se aqueles que renunciaram às corrupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador, nelas novamente deixam-se enredar e vencer, seu último estado torna-se pior que o primeiro. Melhor seria não terem conhecido o Caminho da Justiça que, depois de tê-lo conhecido, tornarem atrás abandonando a Lei Santa que lhes foi ensinada. Aconteceu-lhes o que com razão diz o Provérbio: 'O cão voltou a seu vômito (Pr 26,11)'; e: 'A porca lavada volta a revolver-se no lamaçal.'" 2 Pd 2,20-22
    Ora, sem a Divina Luz, de infrutífero modo a alma teima em querer ser dona do próprio destino. E assim é desde os tempos de Eva, que seguindo suas próprias ideias desprezou os ensinamentos de Deus, pelo pecado da soberba. É leitura do Livro de Gênesis: "'Oh, não!', tornou a Serpente. 'Vós não morrereis! Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.'" Gn 3,4-5
    Jesus, de fato, ressaltou em Seus últimos ensinamentos: "Eu sou a videira. Vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem Mim nada podeis fazer." Jo 15,5
    Disse que sequer podemos conhecer a Deus sem Sua ajuda: "Ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo." Mt 11,27b
    Deu mostra deste poder perante os Apóstolos, após Sua Ressurreição: "Então Ele lhes abriu o espírito para que compreendessem as Escrituras..." Lc 24,45a
    Também perante uma mulher na cidade de Filipos, que ouvia o Apóstolo dos Gentios: "O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia." At 16,14b
    E o próprio Jesus disse a Pilatos do poder de Sua Palavra, que valeria mesmo depois de Sua Paixão e Ascensão: "É para dar testemunho da Verdade que nasci e vim ao mundo. Todo aquele que é da Verdade, ouve Minha voz." Jo 18,37
    Ele havia garantido aos religiosos judeus, falando dos pagãos que só seriam convertidos por ação do Santo Paráclito (cf. Jo 16,8) através de Sua Igreja: "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. Também preciso conduzi-las. E ouvirão Minha voz, e haverá um só rebanho e um só Pastor." Jo 10,16
    Disse-lhes, então, da profunda e verdadeira forma de conhecer: "Conheço Minhas ovelhas e Minhas ovelhas conhecem a Mim, como Meu Pai Me conhece e Eu conheço o Pai." Jo 10,14b-15
    Enquanto verdadeiro judeu, Ele apontou o erro dos samaritanos, e assim de todas demais religiões: "Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, porque a Salvação vem dos judeus." Jo 4,22
    Por vezes deixou de fora a multidão, dizendo aos Apóstolos: "Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos Céus, mas não a eles." Mt 13,11
    Realmente tinha mais sérios assuntos a tratar: "Tendo partido dali, atravessaram Galileia. Ele não queria, porém, que ninguém o soubesse, pois ensinava Seus discípulos..." Mc 9,30-31a
    E não Se apresentou a todos depois de ressuscitar, como São Pedro explicou a Cornélio, família e amigos, momentos antes do 'Pentecostes dos Gentios': "Mas Deus ressuscitou-O no terceiro dia, concedendo-Lhe manifestar-Se não a todo povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido..." At 10,40-41a
    Mas, ao final, em Sua Igreja tudo seria abertamente revelado, e Ele ainda disse dos ocultistas: "Não os temais! Porque nada há de escondido que não venha à Luz, nada de secreto que não se venha a saber. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados." Mt 10,26-27
    Era o que todos esperavam do Cristo, como Lhe disse a samaritana junto ao poço de Jacó: "Respondeu a mulher: 'Sei que deve vir o Messias (que Se chama Cristo). Pois quando vier, Ele fá-nos-á conhecer todas coisas.'" Jo 4,25
    São Pedro, portanto, vai confirmar que recebemos bem mais de que necessitamos: "O divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e a piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo." 2 Pd 1,3-4
    Nosso Senhor mesmo atestou, na noite da Santa Ceia: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz Seu Senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de Meu Pai." Jo 15,15
    Preservou, porém, a parte que tocava ao Espírito Santo: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas agora não podeis suportá-las. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a Verdade, porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciá-vos-á as coisas que virão." Jo 16,12-13
    E São Paulo, perante os anciãos da cidade de Éfeso, vai alegar a integral retransmissão da Sã Doutrina: "Vós sabeis como não tenho negligenciado, como não tenho ocultado coisa alguma que vos podia ser útil. Preguei e instruí-vos publicamente e dentro de vossas casas. Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos, porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus." At 20,20.26-27
    Também escreveu aos cristãos de Roma: "Eu lembro-vos, irmãos, o Evangelho que vos preguei e que tendes acolhido, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Transmiti-vos, primeiramente, o que eu mesmo havia recebido..." 1 Cor 15,1-3a
    Jesus, contudo, sabia da grande apostasia (cf. 2 Ts 2,3) que tomaria o mundo: "Mas quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?" Lc 18,8b
    Mas mesmo assim não deixou de encarregar os Apóstolos de tudo ensinar, garantindo Sua poderosa assistência através dos tempos: "Ide, pois, e ensinai a todas nações. Batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo que vos prescrevi. Eis que convosco estou todos dias, até a consumação dos séculos." Mt 28,19-20
    É óbvio, porém, que não temos o poder da Onisciência, como um amigo argumenta no Livro de Jó: "Ah, se Deus pudesse falar e abrir Seus lábios para te responder, te revelar os mistérios da Sabedoria que são ambíguos para o espírito... Pretendes sondar as divinas profundezas, atingir a perfeição do Todo-Poderoso? Ela é mais alta que o Céu, que farás? É mais profunda que os infernos, como a conhecerás? É mais longa que a Terra, mais larga que o mar." Jó 11,5-6a.7-9
    No entanto, por tudo que havia revelado, Deus já Se queixava desde as primeiras palavras no Livro do Profeta Isaías: "O boi conhece seu dono, e o asno, o estábulo de seu proprietário. Mas Israel não conhece nada, e Meu povo não tem entendimento." Is 1,3
    Por isso, este Profeta advertia: "Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado. Invocai-O, enquanto Ele está perto." Is 55, 6
    O Livro do Profeta Oseias, por sua vez, preparava o povo de Israel para a Vinda de Jesus: "Apliquemo-nos a conhecer o Senhor. Sua vinda é certa como a da aurora. Ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera que irriga a terra." Os 6,3
    E no Livro de Salmos, o rei Davi assegura: "O Senhor aproxima-Se daqueles que O invocam, daqueles que O invocam com sinceridade." Sl 144,18


COMUNGAR DO AMOR

    Na verdade, como a Santíssima Virgem respondeu ao Arcanjo São Gabriel, basta que acolhamos o chamado de Nosso Salvador: "Então disse Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo tua palavra.'" Lc 1,38a
    Concebida sem pecado, Nossa Mãe Celeste é modelo de estrito respeito aos divinos ensinamentos. Foi assim ao ouvir os relatos dos pastores dos arredores de Belém, na noite de Natal: "Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração." Lc 2,19
    Nosso Senhor mais exaltava essa atitude, por toda vida que Nossa Senhora ofereceu (cf. Jo 2,12), que a própria Divina Maternidade: "Enquanto Ele assim falava, uma mulher levantou a voz em meio ao povo e disse-Lhe: 'Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram!' Mas Jesus replicou: 'Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam!'" Lc 11,27-28
    Era o que Maria fazia desde o Nascimento de Jesus, como vimos, e seguiu fazendo por vida, como quando Jesus tinha apenas 12 anos e por três dias esteve 'perdido' em Jerusalém: "Quando eles O viram, ficaram admirados. E Sua mãe disse-Lhe: 'Meu filho, que nos fizeste? Eis que Teu pai e eu andávamos a Tua procura, cheios de aflição.' Respondeu-lhes Ele: 'Por que Me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na Casa de Meu Pai?' Eles, porém, não compreenderam o que Ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração." Lc 2,48-51
    Segundo São João Apóstolo, é exatamente esse o mais claro sinal de um cristão: "Eis como sabemos que O conhecemos: se guardamos Seus Mandamentos. Aquele que diz conhecê-Lo e não guarda Seus Mandamentos, é mentiroso e nele não está a Verdade." 1 Jo 2,4
    Com efeito, é por não conhecer a Deus que o mundo não respeita a Igreja Católica Apostólica Romana, mesmo tendo sido tão bem representada pelos Apóstolos, todos martirizados exceto o Amado Discípulo, como ele próprio escreveu, e citamos acima: "Por isso, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu." 1 Jo 3,1b
    Pois, podemos estar certos, não precisamos de muito esforço para chegar a Comunhão com o Pai: basta-nos seguir o Caminho, a despeito das objeções de nossa consciência: "Meus filhinhos, não amemos com palavras nem da boca para fora, mas por atos e em Verdade. Nisto é que conheceremos se somos da Verdade, e tranquilizaremos nossa consciência diante de Deus caso ela nos censure, porque Deus é maior que nossa consciência e conhece todas coisas." 1 Jo 3,18-20
    E diz mais: "É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do Demônio: todo aquele que não pratica a Justiça, não é de Deus, como também aquele que não ama seu irmão." 1 Jo 3,10
    A 'modernidade', conforme a Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo, é pródiga em falsos mestres, um verdadeiro supermercado de religiões para todas vertentes, sedentas, de individualismo e hedonismo: "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da Verdade e atirar-se-ão às fábulas." 2 Tm 4,3-4
    Por Suas próprias manifestações e revelações, porém, bem como para nossa mais sensível percepção, Deus foi-nos descrito com os mais singelos conceitos. Dizendo do verdadeiro amor, o amor salvífico, São João Evangelista sintetizou: "Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." 1 Jo 4,8
    Já havia esclareceu: "Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu Sua vida por nós. Nós também devemos dar nossa vida por nossos irmãos." 1 Jo 3,16
    Disse da Comunhão e de sua origem:"Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Mas amamos porque primeiro Deus nos amou." 1 Jo 4,16.19
    São Paulo revelou um preciso detalhe: "Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Rm 5,5
    E num gesto de extrema condescendência com nossa insensata falta de atenção, Jesus foi ainda mais longe em simplicidade e exemplo, a momentos de retirar-Se para o Getsêmani, onde Seu Sacrifício teria início: "Este é Meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo." Jo 15,12
    Porque ao Mandamento de amar a Deus, Ele havia ajuntado, resgatando uma pérola do Livro de Levítico: "Este é o maior e o primeiro Mandamento. E o segundo é este: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Nestes dois Mandamentos resumem-se toda a Lei e os Profetas.' Mt 22,38-40
    Em últimas pregações, Ele tinha deixado claro que a caridade, aqui mais exaltada em seu aspecto material que espiritual, seria o principal critério para justificar a Salvação: "Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e Me deste de comer, tive sede e Me deste de beber, era peregrino e Me acolheste, nu e Me vestiste, enfermo e Me visitaste, estava na prisão e viestes a Mim. ... todas vezes que fizestes isto a um destes pequeninos Meus irmãos, foi a Mim mesmo que o fizestes." Mt 25,34-36.40b
    Não por acaso, a Nova e Eterna Aliança (cf. Is 55,3), consumada pelo Sacrifício da Santa Cruz, fez de Seu projeto algo universalmente conhecido. Boa parte da humanidade pode até não guardar Seus ensinamentos, mas intimamente tem muito precisa ideia do que eles significam. Citando o Livro do Profeta Jeremias, os seguidores tradição de São Paulo firmaram na Carta aos Hebreus: "A Nosso Sumo Sacerdote (Jesus), entretanto, compete Ministério tanto mais excelente quanto Ele é mediador de uma Aliança mais perfeita, selada por melhores promessas. Porque, se a primeira tivesse sido sem defeito, certamente não haveria lugar para outra. Ora, sem dúvida, há uma censura nestas palavras: 'Eis que virão dias - Oráculo do Senhor - em que Eu estabelecerei, com a casa de Israel e com a casa de Judá uma Nova Aliança. Ninguém mais terá que ensinar a seu concidadão, ninguém a seu irmão, dizendo: 'Conhece o Senhor', porque todos Me conhecerão, desde o menor até o maior (Jr 31,34)." Hb 8,6-8.11
    O pleno conhecimento de Deus, contudo, só será alcançado quando de nossa entrada nos Céus. O próprio São Paulo fez esse apontamento: "Pois nosso conhecimento é limitado, limitada também é nossa profecia. Mas quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Hoje vemos como por um espelho, confusamente, mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte, mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido." 1 Cor 13,9-10.12
    São João, no mesmo sentido, garantiu àqueles que Lhe obedecem: "Verão Sua face..." Ap 22,4
    Porque assim é uma promessa de Jesus, desde o Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!" Mt 5,8

    "A todos saciai com Vossa Glória!"