terça-feira, 14 de outubro de 2025

São Calisto


    Papa por pouco mais de 6 anos, em período de perseguição aos cristãos pelo Império Romano, Callixtus era escravo em Roma, sua cidade natal, e, quando adulto, nas minas da ilha de Sardenha, a oeste de Itália, onde exerceu insalubre e muito pesado trabalho.
    Durante a juventude, por sua boníssima índole e inteligência, seu senhor, Carpóforo, que também havia sido escravo, confiou-lhe uma boa soma em dinheiro para que negociasse. Mas, reconhecido como um ex-escravo num mercado cheio de velhacos, foi descaradamente enganado e acabou ficando sem nenhum centavo, pois não conseguia receber o que havia contratado em mercadoria como garantia nem reaver o dinheiro. Temendo ser severamente punido, resolveu fugir.
    Uma vez capturado, porém, conseguiu explicar-se perante seu dono, que era cristão e mais uma vez lhe concedeu liberdade, sob condição de recuperar o dinheiro perdido. Mas nosso Santo não demorou a ser preso: por brigar com judeus na sinagoga de Roma, tentando reaver empréstimos, quando eles o denunciaram como cristão a Fusciano, prefeito romano.
    Deportado como escravo para Sardenha entre 186 e 189, em companhia de muitos cristãos cheios de e esperança, aí fervorosa e definitivamente abraçou o Catolicismo. Entre 190 e 192, junto a outros cristãos, recebeu indulto por intercessão de Jacinto, que era autoridade em Roma, tornou-se um liberto imperial (ex-escravo) e foi morar em Anzio, comuna ao sul de Roma, povoada quase exclusivamente por cristãos, onde abriu um banco, ofício muito pulverizado à época. Acabou falindo por uma grande crise inflacionária, mas sobremaneira alargou sua formação cristã e foi ordenado diácono.
    De tão notória santificação que se deu por sua profunda conversão, Zeferino, ao tornar-se Papa, convidou-o para trabalhar consigo: fê-lo responsável pelas catacumbas da Via Apia, que hoje levam o nome de Catacumbas de São Calisto. Nelas renomados Santos foram sepultados, como Santa Cecília, Papa São Damásio I, o próprio Santo Hipólito, que lhe faria intransigentes críticas, além de muitos dos Primeiros Santos Mártires de Roma. Aí também está a recém-descoberta Cripta dos Papas, e junto a ela, no Cubículo de Santo Eusébio, está o histórico epitáfio da tumba do Papa São Marcelino, de pontificado ainda no século III, no qual temos um dos mais antigos registros do uso da palavra 'Papa'.



    Àqueles anos, fim do século II, as catacumbas, pelas dimensões que já haviam alcançado, eram o grande segredo dos cristãos, dada a perseguição que sofriam. Lá eles celebravam a Santa Missa e sepultavam os corpos dos fiéis, pois muitos ainda acreditavam que eles seriam necessários no Dia da Ressurreição da Carne. São Calisto, porém, zelava pelas catacumbas com a clara intenção de preservar as relíquias de Santos e mártires para a veneração na posteridade.
    Com a morte de Zeferino, e como entre os cristãos já eram evidentes sua devoção e santidade, São Calisto foi unanimemente aclamado Papa, pelo clero e pelo povo. E por um forte motivo: tinha sido o melhor aluno de Santo Irineu, padre, teólogo e escritor de grande importância para a Igreja Católica Apostólica Romana, que com maestria rebatia as heresias da época e foi a última testemunha viva da canonização dos quatro Evangelhos.


    Como Papa, São Calisto I foi perseguido e caluniado, da parte de hereges e não convertidos, por ter sido escravo e seguir sendo muito humilde. De fato, contrariando muitos estudiosos de então, usou larga e sabiamente do poder de perdoar, sempre ministrando o Sacramento da Penitência ou Confissão como era da tradição do Apóstolos (cf. Mc 6,12; Jo 4,2 e At 19,18). Ele ensinava: "Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, desde que cumpridas as devidas penitências."
    Ora, no Evangelho Segundo São Lucas, Jesus mesmo havia determinado aos Apóstolos: "Se teu irmão pecar, repreende-o. Se se arrepender, perdoa-lhe. Se sete vezes no dia pecar contra ti, e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: 'Estou arrependido', perdoar-lhe-ás." Lc 17,3-4


    Sofreu forte oposição, principalmente de Santo Hipólito e Tertuliano, que era um apologista cristão mas também seguidor do herege Montano. Combatiam-no, em específico, por refutar heresias que contrariavam a concepção da Santíssima Trindade e por conceder perdão por adultério, fornicação, homicídio e apostasia, que àqueles tempos só era dado uma única vez, após severas e públicas penitências. Aliás, penitências essas que São Calisto igualmente revogou, e anos depois teria a concordância de Santo Agostinho. Ora, antes de morrer, Santo Hipólito, que era um grande teólogo, reconheceria os argumentos de São Calisto, arrepender-se-ia e morreria por ser cristão, ou seja, como mártir.
    Nosso Papa também permitiu o Sacramento do Matrimônio entre nobres e cidadãos romanos com pessoas de classes baixas ou escravos, além de escravos com escravos, quando todas essa uniões eram proibidas ou não reconhecidas, como no caso entre escravos, pelo Direito Romano. Gerava, assim, a diferença entre a Lei Eclesiástica e a Lei do Casamento Civil, o Ius Civile, que mais tarde seria revogado.
    Enfim, semelhantemente condenou e combateu duas outras heresias: o monarquianismo, fosse modalista, fosse dinâmico, também chamados de modalismo e adocionismo, e o sabelianismo, na pessoa do próprio Sabélio.
    A grande consideração, e até veneração, que o imperador Alexandre Severo lhe tinha, chegando a ordenar a construção de um templo ao 'Deus dos cristãos', provocou uma rebelião popular dos pagãos no ano de 222. Valendo-se da ausência do imperador em Roma, ao ser acusado de cristão, o que era patente por seu comportamento, São Calisto, então aos 62 ou 67 anos de idade, em meio às turbas recusou-se a renegar sua fé em Cristo, e por isso foi mantido em cárcere privado sem alimentação e sem água, diariamente espancado com varas e enfim atirado da janela da casa onde estava preso com uma pedra amarrada ao pescoço. Como ainda estava vivo, foi jogado num poço para morrer afogado.
    Viveu como escravo, foi libertado para servir a Deus sob violenta perseguição à Santa Igreja Católica, e passou seus últimos instantes num 'calabouço'. Um memorável mártir. Foi o primeiro papa registrado no Depositio Martyrum, um cronógrafo, ou seja, calendário ilustrado, do ano de 354. É o Padroeiro dos trabalhadores de cemitério.


   Sobre o poço de seu martírio foi erguido uma capela, ao lado da atual Igreja de São Calisto, cujo primeira edificação foi construída por ele mesmo.


    Ela fica nas proximidades da Igreja de Santa Maria, também construída por nosso Santo, em Trastevere, sua região de nascimento em Roma, sob cujo altar principal seus restos mortais foram depositados, séculos após terem sido sepultados no Capelódio, nas catacumbas da Via Aurélia.


    São Calisto, rogai por nós!

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

A Aparição de Akita


    Depois das seguidas aparições de Nossa Senhora em Holanda, na cidade de Amsterdam, onde por um longo período, de 1945 a 1959, se apresentou como Nossa Senhora de Todos Povos, Maria Santíssima apareceu com a mesma imagem em Akita, no norte de Honshu, maior ilha de Japão, quando deixou muito claras mensagens sobre o futuro próximo.
    Essas revelações estão em perfeita consonância com as da Aparição de Fátima, inclusive pelo sinal dado na data da última aparição, pois se deram num 13 de outubro, dia do Milagre do Sol em terras portuguesas. Mas, a exemplo dos 10 segredos da Aparição de Medjugorje, as mensagens de Akita não são nada boas: elas falam de grandes castigos! E tamanhos que não há como ser entendidos senão como a Grande Tribulação de que falam os Evangelhos (cf. Mt 24,21, Mc 13,19 e Lc 21,25-26), exposta em detalhes no Livro de Apocalipse de São João, que mostraremos.
    Escolhendo um povo de cultura pouco católica, mas muito sério e de disciplina mundialmente respeitada, Nossa Mãe Celeste chorou diante de muitas testemunhas por 101 vezes, entre 4 de janeiro 1975 e 15 de setembro de 1981, dia da celebração da festa de Nossa Senhora das Dores, sendo inclusive transmitidas por televisão para todo Japão. Lágrimas essas que foram examinadas e atestadas como humanas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Akita. Aliás, ela já se havia apresentado chorando na Aparição de Salette.
    As aparições foram reconhecidas pelo Bispo de Niigata, Dom Johannes Shōjirō Itō, e confirmadas pelo Vaticano, através do então Cardeal Joseph Ratzinger, que veio a ser nosso inspirado Papa Bento XVI.
    Em reforço a mais de uma centena de Milagres Eucarísticos já registrados pelo mundo, uma das principais mensagens dessa aparição, por conta do crescente relativismo dentro da própria Igreja Católica Apostólica Romana e da disseminada apostasia dos últimos séculos, como São Paulo havia profetizado (cf. 2 Ts 2,3), trata justamente de reafirmar a presença de Jesus na Hóstia Consagrada.


    Diante desse ostensivo fenômeno, Saburo Wakasa, o escultor da imagem em madeira maciça no ano de 1963, que a havia feito conforme a pintura que veio de Holanda, converteu-se ao Catolicismo. E Gijido Fujimoto, outra testemunha ocular das lágrimas derramadas pela imagem de Nossa Senhora de Todos Povos, atestou esses fatos no vídeo abaixo, que contém um resumo da aparição.

    

    A vidente, Katsuko Sasagawa, veio à luz em 28 de maio de 1931 de família budista. Nasceu prematura, e desde a juventude teve graves problemas de saúde. Antes de completar 20 anos, por conta de uma mal sucedida operação de apêndice, acabou ficando imóvel. Nesse período, foi assistida por uma freira católica que servia como enfermeira, e assim passou a conhecer o Evangelho. Aceitou o Batismo e acrescentou Agnes no início de seu nome. Mas suas fortes dores continuavam, e em 1956 ela entrou em coma. Ao todo, foi mais de uma década de imobilidade! Sabendo de seu sofrimento, freiras da cidade de Nagasaki trouxeram-lhe a miraculosa água de Lourdes, em França, local de uma mundialmente famosa aparição de Nossa Senhora. Umedeceram-lhe os lábios, e no mesmo momento ela despertou.
    Foi admitida na Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que fundaram a Universidade Católica Nagasaki Junshin, e tomou parte ativa da catequização na igreja de Myoko, também na província de Niigata, onde dedicadamente serviu a Cristo. Contudo, seu problema de surdez, que já afetava o ouvido esquerdo havia anos, agravou-se e ela veio a perder completamente a audição, agora também do ouvido direito, em março de 1973. Ambos doíam-lhe muito.
    Sua família queria-a de volta em casa, porém, sempre muito agradecida pela grande cura e profundamente tocada pela convivência com as freiras, ela encaminhou-se ao Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus na Santa Eucaristia, que foi fundado exatamente por Dom Johannes Shōjirō Itō, em 1970, para dedicar vidas à oração na localidade de Soelgawa Yuzawadai, pertencente à cidade de Akita. Aí vividamente abraçou a vida religiosa, ainda que em avançada idade, no dia 12 de maio de 1973.
    E já na manhã de 12 de junho deste ano, às 8 e 30 da manhã, a irmã Agnes viu luminosos raios entre uma 'névoa' saindo do Sacrário, que ela havia aberto para que adorassem. O mesmo aconteceu nos dias 13 e 14 seguintes. Em meio aos raios, ela viu "uma multidão de seres semelhantes a anjos que cercavam o altar em adoração diante do Santíssimo Sacramento." Seu Anjo da Guarda também lhe apareceu seguidas vezes para com ela rezar e a aconselhar, pois apesar da surdez ela o ouvia perfeitamente. Na noite do dia 28, uma quinta-feira, ela sentiu uma forte dor em sua mão esquerda: era um estigma em forma de Cruz. Na manhã da sexta-feira, 29 de junho, sangrou, e no momento de adoração suas confreiras viram e ouviram dois anjos cantando em volta do altar: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus da Glória."
    Na madrugada de 6 de julho, seu Anjo da Guarda tornou a aparecer-lhe e disse: "As feridas de Maria são muito mais profundas e dolorosas que a tua. Vamos rezar juntos na capela." E chegando à capela, ele desapareceu, mas a irmã Sasagawa testemunhou: "De repente, senti que a estátua de madeira tomou vida e estava prestes a falar comigo... Ela estava imersa numa brilhante luz... No mesmo instante, uma voz de indescritível beleza soou em meus ouvidos totalmente surdos." Ela ouviu: "Minha filha, minha noviça, tu tens-me obedecido bem, abandonando tudo para me seguir. A doença em teus ouvidos é dolorosa? Tua surdez será curada, tenha certeza. A ferida em tua mão causa-te sofrimento? Reza em reparação pelos pecados dos homens." Em seguida, Nossa Senhora convidou-a para com ela recitar a prece das Servas da Eucaristia, e, ao final, pediu-lhe: "Reza muito pelo Papa, Bispos e Sacerdotes. Desde teu batismo, tu sempre tens rezado fielmente por eles. Continua a rezar muito… muito. Diga a teu superior tudo que se passou hoje, e obedeça-o em tudo que ele te dirá. Ele pediu que tu rezes com fervor."
    Às 5 da manhã, quando foram recitar as Laudes na capela, uma das irmãs aproximou-se da imagem de Nossa Senhora, a pedido da irmã Agnes, e viu que em sua na mão direita havia uma ferida igual à Cruz na mão da vidente. E no dia 12 de julho, durante as orações, escorreu sangue da mão da imagem. No dia 26 de julho, o sangue voltou a escorrer, as dores na mão da irmã tornaram-se muito intensas, mas no dia seguinte seu Anjo da Guarda falou-lhe: "Tuas dores terminarão hoje. Preciosamente conserva a recordação do sangue de Maria, grava-o bem em teu coração. Este sangue derramado tem um profundo significado (…) para a conversão de todos pecadores." Amostras deste sangue também foram examinadas e atestadas como humano, do tipo O.
    No dia 3 de agosto, em nova manifestação da Santíssima Virgem, a irmã Agnes recebeu a segunda mensagem: "Minha filha, minha noviça, amas o Senhor? Se amas o Senhor, escuta o que eu tenho para te dizer. É muito importante. Reportá-lo-ás a teu superior. Muitos homens neste mundo causam sofrimento ao Senhor. Eu desejo almas que O consolem para aplacar a cólera do Pai Celeste. Desejo, junto a Meu Filho, almas que deverão reparar, por meio de seus sofrimentos e sua pobreza, as ofensas dos pecadores e dos ingratos. Para que o mundo possa conhecer a Sua ira, o Pai Celeste está planejando infligir um grande castigo sobre toda humanidade. Junto a Meu Filho, intervi muitas vezes para aplacar a ira do Pai. Impedi a vinda de calamidades oferecendo-Lhe os sofrimentos de Meu Filho na Cruz, Seu precioso Sangue e as almas prediletas que O consolam, formando um grupo de almas vítimas. Oração, penitênciacorajosos sacrifícios podem atenuar a cólera do Pai. Eu desejo isso também de tua comunidade… que ela ame a pobreza, que se santifique e reze em reparação pela ingratidão e pelas ofensas de tantos homens."
    No dia 29 de setembro, assim como havia acontecido com o Sacrário, a estátua emitiu luminosos raios, e à noite, diante de todas religiosas, sangue jorrou de seus pés. Um anjo disse: "Maria derrama sangue. Ela está muito triste!" Em seguida, a imagem começou a suar em todo seu corpo, e um agradável perfume encheu a capela, que permaneceu até o dia 15 de outubro. Examinado, o suor igualmente foi atestado como humano.
    Da terceira mensagem que recebeu no dia 13 de outubro (note-se: tudo enquanto ainda era noviça!), a própria irmã Agnes narrou em vídeo palavra por palavra que ouviu da Imaculada Virgem, as quais ela contrita e comedidamente guarda, como se vê abaixo, em absoluta diligência à missão que lhe foi confiada.


    No dia 13 de outubro de 1974, enfim, como Nossa Senhora havia prometido, durante a benção do Santíssimo Sacramento, a irmã Agnes foi completamente curada da surdez. No dia 4 de janeiro de 1975, a freira sacristã notou que a base da imagem estava molhada: lágrimas corriam de seus olhos! Dom Johannes Shōjirō Itō, que estava no convento, testemunhou. Não bastante, a imagem mudou de feições. Ficou mais triste! O próprio escultor foi chamado e atestou: "As bochechas que eu tinha esculpido eram cavas, o rosto parece ter cedido, sua cor tinha virado marrom escuro, sua expressão, mais penetrante." E, intercaladamente, até o dia 15 de setembro de 1981 a imagem chorou, num total de 101 vezes. Tudo foi amplamente fotografado, filmado e até televisionado ao vivo.
    Como Nossa Senhora anunciou, o fogo que cairá do Céu e destruirá boa parte da humanidade pode estar relacionado a duas citações do Apocalipse, de revelações que São João Evangelista teve do próprio Jesus (cf. Ap 1,1). A primeira delas diz respeito ao sexto dos sete castigos, cada um precedido por toque de trombeta: "Quando, enfim, o Cordeiro abriu o sétimo selo, no Céu fez-se silêncio por cerca de meia hora. Eu vi os sete anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. (...) Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão, desejarão morrer e a morte fugirá deles. O sexto anjo tocou a trombeta. Então foram soltos os quatro anjos que se conservavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano da matança da terça parte dos homens. O número de soldados desta cavalaria era de duzentos milhões. Eu ouvi seu número. E foi assim que eu vi os cavalos e aqueles que os montavam: estes últimos eram couraçados de uma sulfurosa chama azul. Os cavalos tinham crina como uma juba de leão, e de suas narinas saíam fogo, fumaça e enxofre. E uma terça parte dos homens foi morta por esses três flagelos: fogo, fumaça e enxofre que lhes saíam das narinas." Ap 8,1-2;9,6.13a.15-18
    Noutra interpretação, esse fogo pode estar relacionado à quarta das sete pragas, portanto, numa posterior etapa da História em relação aos castigos acima, e que estão contidas nas sete taças: "Ouvi, então, uma forte voz saindo do Templo, que dizia aos sete anjos: 'Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus.' (...) O quarto derramou sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com o fogo. E os homens foram queimados por grande calor, e amaldiçoaram o Nome de Deus, que pode desencadear esses flagelos. E não quiseram arrepender-se e dar-Lhe Glória." Ap 16,1.8-9
    E a despeito da divergência nas proporções, pois, conforme a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, as profecias são imperfeitas (cf. 1 Cor 13,9), pode estar aí a purificação anunciada por Deus no Livro do Profeta Zacarias: "Em toda terra, Oráculo do Senhor, dois terços dos habitantes serão exterminados e um terço subsistirá. Mas este terço farei passar pelo fogo. Purificá-lo-ei como se purifica a prata, prová-lo-ei como se prova o ouro.'" Zc 13,8-9a
    Por fim, quanto à mais pesada punição que inicialmente recairá sobre a própria Santa Igreja Católica, a Primeira Carta de São Pedro já a havia previsto, quando fez alguns importantes questionamentos e recomendou: "Porque vem o momento em que pela Casa de Deus se começará o Julgamento. Ora, se Ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim, aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus também encomendem suas almas ao Criador fiel, praticando o bem." 1 Pd 4,17-19
    Apesar dos já seculares sacrifícios de São Paulo Miki e seus companheiros, bem como o de Santa Madalena de Nagasaki, frutos dos seminais e valorosos esforços de São Francisco de Xavier, Japão possui apenas uma minoria de católicos. Contudo, o lugar da aparição logo se tornou um santuário.


    Nossa Senhora de Akita, rogai por nós!