José de Chipre, que ficou conhecido como São Barnabé, foi dos primeiros cristãos a vender seus bens para os doar à nascente Igreja Católica (cf. At 1,8), então formada pela comunidade de Apóstolos, discípulos e seguidores em Jerusalém, logo após o Dia de Pentecostes. É leitura do Livro de Atos dos Apóstolos: "A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas entre eles tudo era comum. Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos que possuíam terras e casas as vendiam, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Repartia-se, então, a cada um deles conforme a necessidade. Assim José, a quem os Apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer Filho da Consolação, levita natural de Chipre, possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o valor dele, e depositou aos pés dos Apóstolos." At 4,32.34-37
Autêntico judeu, porque levita como acima se lê, é provável que ele tenha sido um dos 72 discípulos enviados por Jesus, tempos após ter escolhido os Doze Apóstolos e anunciado pela segunda vez Sua Paixão. O Evangelho Segundo São Lucas anotou: "Depois disso, ainda designou o Senhor setenta e dois outros discípulos e os mandou, dois a dois, adiante de Si, por todas cidades e lugares aonde Ele tinha de ir. Disse-lhes: 'Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para Sua messe. Ide! Eis que vos envio como cordeiros entre lobos.'" Lc 10,1-3
De fato, a intimidade da qual ele usufruía entre os Apóstolos corrobora essa possibilidade. O Amado Médico chegou mesmo a o chamar de Apóstolo, e, com o devido reconhecimento, colocou-o à frente de São Paulo na missão em Licaônia, enquanto os grandes dons deste último ainda não haviam aflorado: "Mas os Apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram suas vestes e saltaram no meio da multidão." At 14,14
Mas pouco mais tarde esse título seria restrito àqueles pessoalmente chamados e enviados por Nosso Senhor, ou seja, aos Doze, mas que inclui São Paulo, a quem Ele apareceu e também enviou, e ainda São Matias, que O acompanhou desde o Batismo até Sua Ressurreição, por Ele igualmente foi enviado entre os 72 e terminou escolhido para o lugar de Judas Iscariotes (cf. At 1,26). A Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, de fato, vai defender a restrição do uso do termo, ao questionar os fiéis: "São todos Apóstolos?" 1 Cor 12,29a
Ele vai referir-se ao grupo deles como algo definido, além de ressaltar a elevada deferência que a eles é devida: "Porque eu sou o menor dos Apóstolos, e não sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus." 1 Cor 15,9
Segundo a Sagrada Tradição, nossa Tradição Oral, São Barnabé já conhecia São Paulo desde quando eram alunos de um insigne fariseu em Jerusalém, bem antes do início da vida pública de Jesus. Ao ser preso na Cidade Santa, e antes de ser levado sob custódia a Roma, o Apóstolo dos Gentios vai alegar: "'Irmãos e pais, ouvi o que vos tenho a dizer em minha defesa.' Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, escutaram-no com a maior atenção. Continuou ele: 'Eu sou judeu, nasci em Tarso de Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda observância da Lei de nossos pais, entusiasta partidário da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje.'" At 22,1-3
Isso explica porque é ele quem vai levar à comunidade católica o até então temido Saulo de Tarso, um caçador de cristãos, quando este voltou pela primeira vez à Cidade Santa após sua conversão: "Chegando a Jerusalém, tentava juntar-se aos discípulos, mas todos temiam-no, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo. Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos Apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o Nome de Jesus." At 9,26-27
Após São Pedro ter batizado o primeiro grupo de não-judeus em Cesareia Marítima (cf. At 10,48), no chamado 'Pentecostes dos Gentios', São Barnabé foi o especial enviado dos Apóstolos a Antioquia de Síria, terceira maior cidade do Império Romano, onde seus conterrâneos cipriotas haviam chegado e semelhantemente pregaram aos não-judeus com grande sucesso: "Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão, chegaram até Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a Palavra só aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, também se dirigiram aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém. Então enviaram Barnabé a Antioquia. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a Graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração, pois era um homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão se uniu ao Senhor." At 11,19-24
É ele que vai perceber que Antioquia seria um fértil campo para São Paulo, dados seus conhecimentos doutrinários, de oratória e linguísticos, obra que vai torná-lo o 'Apóstolo dos Gentios', isto é, dos não-judeus. E nessa cidade os fiéis, assíduos à Santa Missa, já não seriam mais divididos entre judeus ou não-judeus, conforme suas origens, mas tratados como cristãos: "Em seguida partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o a Antioquia. Durante um ano inteiro, eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos." At 11,25-26
Também é daí que vai sair a primeira coleta de doação, de uma cidade para outra, o que comprova o reconhecimento de todos cristãos para com a comunidade de Jerusalém como primeira sede da Igreja Apostólica, já composta, além dos próprios Apóstolos, de nossos Padres, chamados Presbíteros. Especial emissário, São Barnabé seguia sendo mencionado à frente de São Paulo, o que atesta sua posição de liderança diante do futuro renomado Apóstolo: "Os discípulos resolveram, cada um conforme suas posses, enviar socorro aos irmãos de Judeia. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos, por intermédio de Barnabé e Saulo." At 11,29-30
Mas tão bem sucedidos foram eles em Antioquia, que para lá retornaram levando São Marcos, aquele viria a ser o autor do segundo Evangelho, escrevendo o que ouviu de São Pedro: "Tendo Barnabé e Saulo concluído sua missão, voltaram de Jerusalém (a Antioquia), consigo levando João, que tem por sobrenome Marcos." At 12,25
Ora, nosso Santo chega a ser especialmente requisitado pelo próprio Santo Paráclito, durante a Santa Missa, para uma nova missão. Todavia aqui ele é citado precedendo aquele que seria um grande Apóstolo, e ainda seguidos por São Marcos, cujo primeiro nome era João (cf. At 12,12): "Havia então, na igreja de Antioquia, profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo. Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: 'Separai-Me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.' Chegados a Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Com eles tinham João, para os auxiliar." At 13,1-2.5
Só a partir de então é que São Paulo começa a assumir o uso da Palavra, e vai ganhar destaque, pois os dois começam a desistir da conversão dos judeus, e assim, sem os idiomas e pelo expressivo carisma do Apóstolo, significativamente cai a liderança de São Barnabé. Eles pronunciaram-se na sinagoga em Antioquia de Pisídia: "Então Paulo e Barnabé resolutamente lhes disseram: 'Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da Vida Eterna, eis que nos voltamos para os não judeus.'" At 13,46
Foi, contudo, um grande marco para a Santa Igreja: "Estas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a Palavra do Senhor. Todos que estavam predispostos para a Vida Eterna fizeram ato de fé. Divulgava-se, assim, a Palavra do Senhor na região inteira. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram de seu território. Estes sacudiram contra eles o pó de seus pés, e foram a Icônio. Quanto as discípulos, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo." At 13,48-52
Por tão fulgurosos Ministérios, eles ainda tornariam a insistir com os judeus, quando São Lucas vai chamar São Barnabé de Apóstolo: "Em Icônio, Paulo e Barnabé, segundo seu costume, entraram na sinagoga dos judeus e ali pregaram, de tal modo que uma grande multidão de judeus e de gregos se converteu à fé. Mas os judeus, que tinham permanecido incrédulos, excitaram os ânimos dos pagãos contra os irmãos. Não obstante, eles demoraram-se ali por muito tempo, falando com desassombro e confiança no Senhor, que dava testemunho à Palavra de Sua Graça pelos milagres e prodígios que Ele operava por mãos dos Apóstolos. A população da cidade achava-se dividida: uns eram pelos judeus, outros pelos Apóstolos. Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com seus chefes, para os ultrajar e apedrejar, ao saberem disso, fugiram para as cidades da Licaônia, Listra e Derbe e suas circunvizinhanças. Ali pregaram o Evangelho." At 14,1-7
E depois que São Paulo curou um aleijado na cidade de Listra, e por isso instalou-se uma grande agitação entre os gregos, São Lucas ainda uma vez vai colocá-lo antes de São Paulo, mas agora por força da percepção que teve a própria população: "Chamavam a Barnabé Zeus e a Paulo Hermes, porque era este quem dirigia a Palavra. Mas os Apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram suas vestes e saltaram em meio à multidão. " At 14,12.14
É nessa ocasião que vemos o que eles pregavam ao não judeus: "'Homens,' clamavam eles, 'por que fazeis isso? Nós também somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus Vivo, que fez o céu, a Terra, o mar e tudo quanto neles há. Ele permitiu, nos tempos passados, que todas nações seguissem seus caminhos. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de Si mesmo, por Seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os férteis tempos, concedendo abundante alimento e enchendo vossos corações de alegria.' Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de lhes oferecerem sacrifícios." At 14,15-18
Agitada por judeus, porém, São Paulo não foi poupado, embora tenha sobrevivido: "Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade. Os discípulos rodearam-no, ele levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe." At 14,19-20
E seguiram em intensa vida missionária, inclusive corajosamente retornando à cidade de Listra: "Depois de terem pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (de Pisídia)." At 14,21
Ministravam o Sacramento da Crisma e abertamente pregavam, exemplos que eram, o que Jesus mesmo havia profetizado (cf. Jo 15,20): "Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo-lhes: "É necessário passar por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus.'" At 14,22
Ministravam o Sacramento da Ordenação em novas dioceses, fazendo a Igreja de Deus Vivo crescer: "Em cada igreja instituíram anciãos, e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em Quem tinham confiado." At 14,23
Enfim, largamente abriram a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo aos não judeus: "Atravessaram a Pisídia e chegaram a Panfília. Depois de ter anunciado a Palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália. Dali navegaram para Antioquia (de Síria), de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam a completar. Ali chegados, reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios." At 14,24-27
Entretanto, surgiu aí, em Antioquia de Síria, uma polêmica: os convertidos vindos judaísmo queriam obrigar aqueles vindos do paganismo a adotar circuncisão. E os dois companheiros são enviados para uma consulta com o São Pedro, nosso Primeiro Papa, São Tiago Menor, já Bispo de Jerusalém (cf. At 12,7), demais Apóstolos e Padres, no Primeiro Concílio da Santa Igreja Católica, dado na Cidade Santa, fato que também comprova, desde sempre, a centralização da autoridade da Igreja Una para resolver questões da Sã Doutrina: "Originou-se, então, grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os Apóstolos e os anciãos em Jerusalém." At 15,2
É quando vemos mais um pouco da grandeza que seus Ministérios representaram: "Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios." At 15,12b
Após a decisão desse Concílio, pelo inapelável voto dado por São Pedro (cf. At 15,7s) e acolhido por São Tiago Menor (cf. At 15,14s), que desobrigava os cristãos de tal costume judeu, os próprios São Barnabé e São Paulo são os nomeados para comunicar a resposta à igreja de Antioquia. E dado o peso da história de nosso Santo, a sensibilidade do assunto e a quantidade de judeus nesta cidade, pela última vez ele será nomeado à frente do em breve fulguroso Apóstolo: "Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com nossos amados Barnabé e Paulo..." At 15,25
Finda essa missão, ao planejarem revisitar as comunidades onde já haviam pregado, eles tomaram diferentes caminhos pela primeira vez, após uma grande discussão, desfazendo essa memorável dupla. É nessa ocasião em que o primeiro chamado Apóstolo, sem o ser, retorna a sua terra natal na condição de seguidor de Jesus e pregador do Evangelho. E São Paulo far-se-á acompanhar de São Silas, também chamado São Silvano: "Barnabé também queria levar consigo João, que tinha por sobrenome Marcos. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem deles se tinha separado em Panfília, e não os havia acompanhado no Ministério. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, consigo levando Marcos, navegou para Chipre. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à Graça do Senhor, partiu. Ele percorreu Síria, Cilícia, confirmando as comunidades." At 15,37-39
Essa intriga, porém, não perdurou. Mais tarde, São Paulo vai atestar o reconhecimento da suma importância deste Evangelista para o ofício da Palavra, como está na Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo: "Contigo traze-me Marcos, pois ele me é muito útil para o Ministério." 2 Tm, 4,11
Essa intriga, porém, não perdurou. Mais tarde, São Paulo vai atestar o reconhecimento da suma importância deste Evangelista para o ofício da Palavra, como está na Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo: "Contigo traze-me Marcos, pois ele me é muito útil para o Ministério." 2 Tm, 4,11
E ao ser preso em Roma pela primeira vez, São Paulo recebe a visita de São Marcos, deixa o registro que o identifica como primo de São Barnabé, e também atesta que nosso Santo era judeu, como São Lucas já havia feito quando o apontou como levita, visto acima. Consta da Carta de São Paulo aos Colossenses: "Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções. Se este for ter convosco, acolhei-o bem. Jesus, chamado Justo, também vos saúda. Dentre os judeus, somente estes três trabalham comigo pelo Reino de Deus." Cl 4,10-11
Aliás, assim como não perdurou a separação entre São Paulo e São Barnabé. Ao contrário, durou por muito tempo, como vemos em nova conferência que São Paulo vai fazer na Cidade Santa anos depois que foi conhecer São Pedro (cf. Gl 1,8). Está na Carta de São Paulo aos Gálatas: "Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, também levando Tito comigo. E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente àqueles que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a Graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo: iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Recomendaram-nos apenas que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente minha intenção." Gl 2,1-2,9-10
São Paulo tanto admirava a São Barnabé que estranhou quando, em Antioquia, ele veio a 'dissimular' junto a São Pedro, que estaria induzindo os pagãos convertidos a tomar refeições ao modo dos judeus. Mas o Príncipe dos Apóstolos apenas evitava precipitar-se nessa questão, gerando nova polêmica, na comunidade recentemente convulsionado pela questão da circuncisão. Visando manter-se em Comunhão com uns e outros, na ausência dos judeus de Jerusalém, de fato, ele tomava refeições com os não-judeus. O jovem São Paulo, porém, impulsivamente agia. Ele, sim, queria obrigar os judeus a aceitar de imediato os modos dos não-judeus, e por isso contestou essa postura de São Pedro: "Os demais judeus convertidos seguiram-lhe a equívoca atitude, de maneira que mesmo Barnabé foi levado por eles a essa dissimulação." Gl 2,13
O próprio São Paulo usaria dessa Sabedoria tempos depois, como exaltou e recomendou, o que confirma a plena inspiração de São Barnabé ao permanecer ao lado de São Pedro: "Para os judeus, fiz-me judeu a fim de ganhar os judeus. Para aqueles que estão debaixo da Lei, fiz-me como se eu estivesse debaixo da Lei, embora o não esteja, a fim de ganhar aqueles que estão debaixo da Lei. Para aqueles que não têm lei, fiz-me como se eu não tivesse lei, ainda que eu não esteja isento da Lei de Deus, porquanto estou sob a Lei de Cristo, a fim de ganhar aqueles que não têm lei." 1 Cor 9,20-21
Enfim, por não ter alimentado intriga com São Paulo, nem entre ele com São Marcos ou com São Pedro, e por o ter conduzido aos Apóstolos após sua conversão, como vimos, São Barnabé é considerado o Padroeiro dos pacificadores. No Sermão da Montanha, apontado no Evangelho Segundo São Mateus, Jesus havia dito: "Felizes aqueles que promovem a Paz, porque serão chamados filhos de Deus." Mt 5,9
A Sagrada Tradição diz que, por força de seu glorioso Ministério, ele morreu por apedrejamento no ano de 61, em Salamina, cidade da atual República Turca de Chipre do Norte, sua terra natal, onde foi sepultado. Aí, no monastério que leva seu nome, são veneradas, além de sua sepultura num mausoléu, suas relíquias.
Também é o Padroeiro de toda ilha de Chipre, e igualmente venerado pela igreja 'ortodoxa'.
São Barnabé, rogai por nós!
Também é o Padroeiro de toda ilha de Chipre, e igualmente venerado pela igreja 'ortodoxa'.
São Barnabé, rogai por nós!


















