N'Ele, portanto, Deus pessoalmente manifestou-Se ao mundo em três especiais momentos: após Seu Nascimento, aos estrangeiros Santos Reis, que representam todas nações não judias; durante Seu Batismo, a São João Batista e seus seguidores, que representam o povo judeu; e no milagre das Bodas em Caná, aos Apóstolos, aos quais confiou Sua Doutrina.
São três momentos marcados pelo indiscutível poder de Deus: a Estrela da Natividade, que guiava os magos; o Espírito Santo, em forma de Pomba, e a voz de Deus Pai, logo após o Batismo; e a transformação da água em vinho, em Galileia.
A Vinda de Deus ao mundo era muito esperada pelo povo judeu e por religiosos de outras nações. No Livro de Números, o remoto profeta pagão Balaão já dizia em seu oráculo: "Eu vejo-O, mas não é para agora. Percebo-O, mas não de perto: um Astro sai de Jacó, um Cetro levanta-Se de Israel..." Nm 24,17
Esse Astro, como o Rebento de Jessé, pai do rei Davi, profetizado o Livro do Profeta Isaías (cf. Is 11,10), é o próprio Jesus, que no Livro de Apocalipse de São João vai dizer: "Eu sou o Rebento da descendência de Davi, a radiosa Estrela da Manhã." Ap 22,16b
E referindo-se ao Antigo Testamento, a Segunda Carta de São Pedro já havia afirmado: "Assim demos ainda maior crédito à Palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em atender, como a uma lâmpada que brilha em um tenebroso lugar, até que desponte o Dia e a Estrela da Manhã Se levante em vossos corações." 2 Pd 1,19
Ora, no Evangelho Segundo São Mateus, Jesus também foi simbolizado pela Estrela da Natividade que os Santos Reis Magos seguiram, como perguntaram ao chegar em Jerusalém. E, de fato, adoração só devemos a Deus, e era o que eles pretendiam: "Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos Sua Estrela no Oriente e viemos adorá-Lo." Mt 2,2
E referindo-se ao Antigo Testamento, a Segunda Carta de São Pedro já havia afirmado: "Assim demos ainda maior crédito à Palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em atender, como a uma lâmpada que brilha em um tenebroso lugar, até que desponte o Dia e a Estrela da Manhã Se levante em vossos corações." 2 Pd 1,19
Ora, no Evangelho Segundo São Mateus, Jesus também foi simbolizado pela Estrela da Natividade que os Santos Reis Magos seguiram, como perguntaram ao chegar em Jerusalém. E, de fato, adoração só devemos a Deus, e era o que eles pretendiam: "Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos Sua Estrela no Oriente e viemos adorá-Lo." Mt 2,2
Não foi, absolutamente, uma casual expressão, pois se prostraram e adoraram o Menino Jesus tão logo se viram a Sua frente, onde a família de São José morava em Belém: "Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se diante d'Ele, adoraram-nO." Mt 2,11
De fato, por várias vezes Nosso Senhor afirmou Sua Majestade, como, no Evangelho Segundo São João, quando foi julgado: "Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: 'És Tu o Rei dos judeus?' Respondeu Jesus: 'Meu Reino não é deste mundo. Se Meu Reino fosse deste mundo, Meus súditos certamente teriam pelejado para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas Meu Reino não é daqui.'" Jo 18,33.36
Já havia afirmado Sua celestial natureza perante religiosos no Templo de Jerusalém: "Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo." Jo 8,23b
De fato, por várias vezes Nosso Senhor afirmou Sua Majestade, como, no Evangelho Segundo São João, quando foi julgado: "Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: 'És Tu o Rei dos judeus?' Respondeu Jesus: 'Meu Reino não é deste mundo. Se Meu Reino fosse deste mundo, Meus súditos certamente teriam pelejado para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas Meu Reino não é daqui.'" Jo 18,33.36
Já havia afirmado Sua celestial natureza perante religiosos no Templo de Jerusalém: "Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo." Jo 8,23b
Bem como afirmou ser o Cristo em Seu 'julgamento' perante os líderes judeus, e que a partir de então só tornariam a vê-Lo ou no Juízo Particular ou no Final: O Evangelho Segundo São Marcos registrou: "O sumo sacerdote tornou a perguntar-Lhe: 'És Tu o Cristo, o Filho de Deus Bendito?' Jesus respondeu: 'Eu O sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poderoso, vindo sobre as nuvens do Céu.'" Mc 14,61b-62
E desde o início de Sua Missão havia dito à samaritana, junto ao poço de Jacó: "Respondeu a mulher: 'Sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo), pois, quando Ele vier, nos fará conhecer todas coisas.' Disse-lhe Jesus: 'Sou Eu, Quem fala contigo.'" Jo 4,25-26
Enfim, nos Céus, essa foi a saudação que Ele recebeu dos seres e anciãos, claramente angelicais criaturas, que se referiam a instituição da Santa Igreja Católica, conforme a visão de São João Apóstolo: "Cantavam um novo cântico, dizendo: 'Tu és digno de receber o Livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de Teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça. E deles fizeste para Nosso Deus um Reino de Sacerdotes, que reinam sobre a Terra.'" Ap 5,9-10
No Livro de Salmos, o rei Salomão tinha previsto que o "Filho de Davi" seria bênção para todos povos e que reis Lhe trariam presentes: "Ó Deus, confiai ao rei Vossos juízos, e Vossa Justiça ao Filho do rei. Ele viverá tão longamente como dura o sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações. .. os reis da Arábia e de Sabá oferecê-Lhe-ão seus dons. N'Ele serão abençoadas todas tribos da Terra, Bem-Aventurado proclamá-Lo-ão todas nações." Sl 71,1.5,10-17
Estes, porém, seriam apenas os primeiros de uma longa série de reis e rainhas ao longo dos séculos, muitos dos quais também se tornariam Santos e Santas: "Todos reis hão de adorá-Lo, todas nações hão de servi-Lo." Sl 71,11
Pois Jesus é o Rei dos Santos Reis, como o Amado Discípulo registrou: "Ainda vi o Céu aberto: eis que aparece um branco cavalo. Seu Cavaleiro chama-Se Fiel e Verdadeiro, e é com Justiça que Ele julga e guerreia. Está vestido com um manto tinto de sangue, e Seu Nome é Verbo de Deus. Ele traz escrito no manto e na coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores!" Ap 19,11.13.16
Quanto ao Salvador, Moisés foi quem primeiro O previu, falando ao povo de Israel. E é a Quem devemos seguir, como se lê no Livro de Deuteronômio: "O Senhor, Teu Deus, suscitará dentre teus irmãos um Profeta como eu: é a Ele que devereis ouvir." Dt 18,15
Deus Pai mesmo confirmou a realização dessa profecia. Foi no segundo momento de Epifania, logo em seguida ao Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Eis que os Céus se abriram e sobre Ele se viu descer, em forma de Pomba, o Espírito de Deus. E do Céu baixou uma voz: 'Eis Meu Amado Filho, em Quem ponho Minha afeição.'" Mt 3,16-17
E durante a Transfiguração do Senhor, que segundo a Sagrada Tradição se deu no Monte Tabor, o Pai Eterno repetiu essa confirmação aos mais íntimos Apóstolos, e acrescentou que Jesus era o Profeta a ser ouvido, como profetizado por Moisés: "Eis Meu Amado Filho, em Quem pus toda Minha afeição. Ouvi-O." Mt 17,4
Também se ouviu a voz do Pai quando Jesus entrou em Jerusalém, no Domingo de Ramos, e a Ele rezou: "'Pai, glorifica Teu Nome!' Nisto veio do Céu uma voz: 'Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-Lo.' Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: 'Um anjo falou-lhe.'" Jo 12,28-29
Pois São João Batista já havia testemunhado a divindade de Jesus logo que O viu: "João dá testemunho d'Ele, e exclama: 'Eis Aquele de Quem eu disse: 'Aquele que vem depois de mim é maior que eu, porque existia antes de mim.'" Jo 1,15
E São João Evangelista completou: "De Sua plenitude todos nós recebemos Graça sobre Graça. Pois a Lei foi dada por Moisés, mas a Graça e a Verdade vieram por Jesus Cristo." Jo 1,16-17
O Batista, revelando que falava com o Pai, foi ainda mais explícito: "No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Eu não O conhecia, mas se vim batizar em água é para que Ele Se torne conhecido em Israel. Eu não O conhecia, mas Aquele que me mandou batizar em água disse-me: 'Sobre Quem vires descer e repousar o Espírito, Este é Quem batiza no Espírito Santo.' Eu vi-O, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus." Jo 1,29.31.33-34
E dizendo que em Jesus se atesta a veracidade de Deus, concluiu seu testemunho: "Importa que Ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem da Terra é terreno, e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do Céu é superior a todos. Quem recebe Seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, Aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque Ele concede o Espírito sem medidas." Jo 3,30.31b.33-34
O Batista, revelando que falava com o Pai, foi ainda mais explícito: "No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Eu não O conhecia, mas se vim batizar em água é para que Ele Se torne conhecido em Israel. Eu não O conhecia, mas Aquele que me mandou batizar em água disse-me: 'Sobre Quem vires descer e repousar o Espírito, Este é Quem batiza no Espírito Santo.' Eu vi-O, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus." Jo 1,29.31.33-34
E dizendo que em Jesus se atesta a veracidade de Deus, concluiu seu testemunho: "Importa que Ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem da Terra é terreno, e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do Céu é superior a todos. Quem recebe Seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, Aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque Ele concede o Espírito sem medidas." Jo 3,30.31b.33-34
Por fim, no terceiro momento de Epifania, Jesus revela Sua divina Glória aos Apóstolos ao transformar água em vinho. É quando, a despeito da afirmação de Santo André nos dias de Seu Batismo (cf. Jo 1,41), eles claramente perceberam que estavam diante do Messias: "Este foi o primeiro milagre de Jesus, realizou-o em Caná de Galileia. Manifestou Sua Glória e Seus discípulos creram n'Ele." Jo 2,11
Isso deu-se no terceiro dia após Seu encontro com São Filipe e São Bartolomeu, ou seja, no sexto dia desde o Batismo por São João. A semana da manifestação de Jesus aos Apóstolos, pois, encerra-se com o esplendor de Sua Glória: "Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná de Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e Seus discípulos." Jo 2,1-2
Como este vinho que selou o Sacramento do Matrimônio, na Santa Ceia Jesus ofereceria Seu Sangue para a redenção da humanidade: "Bebei dele todos, porque isto é Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos homens para a remissão dos pecados." Mt 26,27-28
E Ele já afirmava com todas letras, como se viu na sinagoga de Cafarnaum após a multiplicação de pães e peixes, que quem não estivesse em Comunhão com Ele não viveria plenamente, ou seja, estaria despojado da Graça, dependendo exclusivamente da Divina Misericórdia para alcançar a Vida Eterna: "Em Verdade, em Verdade, digo-vos: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos." Jo 6,53
Deve-se, portanto, zelosamente guardar Sua Palavra enquanto se vive à espera do Banquete do Cordeiro, como Ele avisou e o Evangelho Segundo São Lucas anotou: "Pois digo-vos: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus." Lc 22,18
Com efeito, seja por ocasião de nossa morte ou pelo fim dos tempos, a ostensiva instauração do Reino de Deus não demora, uma vez que já se deu a Epifania. Nos Céus, o imenso coro celeste canta: "Aleluia! O Senhor, Nosso Deus, o Todo-Poderoso passou a reinar. Alegremo-nos, exultemos e demos-Lhe Glória, porque se aproximam as Núpcias do Cordeiro." Ap 19,7
Como este vinho que selou o Sacramento do Matrimônio, na Santa Ceia Jesus ofereceria Seu Sangue para a redenção da humanidade: "Bebei dele todos, porque isto é Meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos homens para a remissão dos pecados." Mt 26,27-28
E Ele já afirmava com todas letras, como se viu na sinagoga de Cafarnaum após a multiplicação de pães e peixes, que quem não estivesse em Comunhão com Ele não viveria plenamente, ou seja, estaria despojado da Graça, dependendo exclusivamente da Divina Misericórdia para alcançar a Vida Eterna: "Em Verdade, em Verdade, digo-vos: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes Seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos." Jo 6,53
Deve-se, portanto, zelosamente guardar Sua Palavra enquanto se vive à espera do Banquete do Cordeiro, como Ele avisou e o Evangelho Segundo São Lucas anotou: "Pois digo-vos: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus." Lc 22,18
Com efeito, seja por ocasião de nossa morte ou pelo fim dos tempos, a ostensiva instauração do Reino de Deus não demora, uma vez que já se deu a Epifania. Nos Céus, o imenso coro celeste canta: "Aleluia! O Senhor, Nosso Deus, o Todo-Poderoso passou a reinar. Alegremo-nos, exultemos e demos-Lhe Glória, porque se aproximam as Núpcias do Cordeiro." Ap 19,7
"Todas vezes que comemos deste Pão e bebemos deste Cálice, anunciamos, Senhor, Vossa Morte, enquanto esperamos Vossa Vinda!"


