De novo aqui: "Ó Senhor, Nosso Deus, como é glorioso Vosso Nome em toda Terra! Vossa majestade estende-se, triunfante, por cima de todos céus." Sl 8,2
Mais uma vez aqui: "Tudo perpetuamente subsiste por Vossos decretos, porque o universo Vos é sujeito." Sl 118,91
Ainda: "Porque Deus é o Rei do universo. Entoai-Lhe, pois, um hino!" Sl 46,9
E também: "Narram os céus a Glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos." Sl 18,2
No Segundo Livro de Macabeus, Judas Macabeu exorta o exército de Israel diante de um numeroso inimigo, dizendo do poder de Deus para varrer o universo com apenas um gesto: "'Eles confiam', dizia ele, 'em suas armas e em sua audácia, mas nós colocamos nossa segurança no Deus Todo-poderoso, que pode, com um só leve aceno, desbaratar tanto os que nos atacam como o universo inteiro.'" 2 Mc 8,18
Já no Livro da Sabedoria foi dito que o Espírito de Deus é a 'matéria' onipresente, que dá consistência ao cosmos: "Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e Ele, que tem unidas todas coisas, ouve toda voz." Sb 1,7
E que só Deus, Ele mesmo, nos faz perceber Seu infinito poder que está impresso em toda Sua obra: "... foi Ele Quem me deu a verdadeira ciência de todas coisas. Quem me fez conhecer a constituição do mundo e as virtudes dos elementos, o começo, o fim e o meio dos tempos, a sucessão dos solstícios e as mutações das estações, os ciclos do ano e as posições dos astros, a natureza dos animais e os instintos dos brutos, os poderes dos espíritos e os pensamentos dos homens, a variedade das plantas e as propriedades das raízes. Tudo que está escondido e tudo que está aparente, eu conheço. Porque foi a Sabedoria, criadora de todas coisas, que mo ensinou. Nela há, de fato, um Espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que tudo pode, que de tudo cuida, que em todos espíritos penetra: os inteligentes, os puros, os mais sutis. Mais ágil que todo movimento é a Sabedoria, ela tudo atravessa e penetra, graças à sua pureza. Ela é um sopro do poder de Deus, uma límpida irradiação da Glória do Todo-poderoso..." Sb 7,17-25
A Carta de São Paulo aos Romanos, porém, não vê desculpas para que não se reconheça tão graciosa obra, e diz dos não-judeus de então: "Porquanto o que se pode conhecer de Deus, eles leem-no em si mesmos, pois com evidência Deus lho revelou. Desde a criação do mundo, as invisíveis perfeições de Deus, Seu sempiterno poder e divindade tornam-se visíveis à inteligência por suas obras, de modo que não podem escusar-se." Rm 1,19-20
SALVADOR CÓSMICO
Enquanto Deus, Jesus também Se apresentou como uma grandeza cósmica. É do Evangelho segundo São João: "Eu sou a Luz do mundo. Aquele que Me segue não andará em trevas, mas terá a Luz da Vida." Jo 8,12
Essa figura de astro de luz, que Ele invoca, tinha sido previamente inspirada ao salmista: "Porque o Senhor Deus é nosso Sol..." Sl 83,12
E assim Zacarias, sacerdote do Templo de Jerusalém e pai de São João Batista, descreveu Nosso Salvador no Evangelho segundo São Lucas: "Graças à ternura e Misericórdia de Nosso Deus, que do alto vai trazer-nos a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da Paz." Lc 1,78-79
De fato, pouco antes de Sua Ascensão aos Céus, Nosso Senhor falou de um absoluto poder como garantia de Seus ensinamentos, que, portanto, não podem ser relativizados, e também de Sua Onipresença. O Evangelho segundo São Mateus registrou: "Mas Jesus, aproximando-Se, disse-lhes: 'Toda autoridade foi-Me dada no Céu e na Terra. Ide, pois, e ensinai a todas nações! Batizai-as em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos dias, até o fim do mundo.'" Mt 28,18-20
E havia avisado no Evangelho segundo São Marcos, a dias de Sua Paixão, que Sua Volta será marcada por grandes sinais nos céus, demonstrando inequívoca majestade, e que Seu povo será recolhido de toda parte do universo: "Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol escurecer-se-á, a lua não dará seu resplendor, cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. Então verão o Filho do Homem voltar sobre as nuvens com grande poder e Glória. Ele enviará os anjos e reunirá Seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da Terra até a extremidade do céu." Mc 13,24-27
Afirmativamente, os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus, falam em 'mundos', e deram uma inédita explicação para a origem ao mundo material: "Pela fé reconhecemos que os mundos foram criados pela Palavra de Deus, e que as coisas visíveis se originaram do invisível." Hb 11,3
Ainda sobre os abalos das forças celestiais, que sinalizam para a manifestação final de Cristo, a Segunda Carta de São Pedro deu-nos mais alguns detalhes dessa transformação do universo: "Naquele Dia, os céus passarão com ruído, os elementos abrasados dissolver-se-ão, e a Terra será consumida com todas obras que ela contém. ... esse Dia, em que hão de dissolver-se os céus inflamados, e hão de fundir-se os elementos abrasados!" 2 Pd 3,10.12
O Livro do Profeta Isaías também havia falado sobre esse Grande Dia, usando termos parecidos: "Nem as estrelas do céu nem suas brilhantes constelações farão resplandecer sua luz. O sol obscurecer-se-á desde o nascer, e a lua já não enviará sua luz." Is 13,10
Igualmente o remoto Livro do Profeta Joel: "Diante deles treme a Terra, os céus vacilam, o sol e a lua obscurecem-se, as estrelas perdem seu brilho. À frente de Seu Exército, o Senhor faz ouvir Sua voz, pois Seu batalhão é imenso e poderoso para executar Sua Palavra. Sim, o Dia do Senhor é grandioso e temível! Quem poderá suportá-lo?" Jl 2,10-11
O Livro do Apocalipse de São João, de quando ele recebeu as revelações de Cristo na Ilha de Patmos, anotou análoga visão: "O quarto anjo tocou. Foi atingida, então, uma terça parte do sol, da lua e das estrelas, de modo que se obscureceram em um terço. E o dia perdeu um terço da claridade, bem como a noite." Ap 8,12
E em mais uma alusão a Seu poder e à Divina Sabedoria, Jesus disse que Sua Palavra é eterna e que o universo terá fim: "Passarão o céu e a Terra, mas Minhas palavras não passarão." Mc 13,31
Essa verdade, aliás, já era uma antiga promessa de Deus, transmitida por Isaías: "Pois Eu vou criar novos céus, e uma nova Terra..." Is 65,17
Segundo o Livro dos Atos dos Apóstolos, São Pedro, em pregação ao povo de Jerusalém ainda nos primeiros dias da Santa Igreja, destacava na volta de Jesus não apenas as tribulações, mas também 'bons tempos', que se farão perceber após a Recriação, que ele chamou de 'restauração universal': "Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e Ele enviará Aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o Céu O receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca de Seus Santos Profetas." At 3,20-21
A Carta aos Hebreus, por sinal, ao falar de Jesus, afirma o poder de Sua Palavra para tamanha obra: "Esplendor da Glória de Deus e imagem do Seu Ser, Ele sustenta o universo com o poder de Sua Palavra." Hb 1,3
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses diz como será Sua repentina Vitória Final: "Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus destruí-lo-á com o sopro de Sua boca e aniquilá-lo-á com o resplendor da Sua Vinda." 2 Ts 2,8
São João Apóstolo deu estes detalhes: "Eu vi a Fera e os reis da Terra com seus exércitos reunidos para fazer guerra ao Cavaleiro e ao Seu Exército. Mas a fera foi presa, e com ela o falso profeta, que realizara prodígios sob seu controle, com os quais seduzira aqueles que tinham recebido o sinal da fera e se tinham prostrado diante de sua imagem. Ambos foram lançados vivos no lago de sulfuroso fogo. Os demais foram mortos pelo Cavaleiro, com a espada que Lhe saía da boca." Ap 19,19-21a
REUNIR CRIATURAS DOS CÉUS E DA TERRA
Com esse infinito poder, portanto, a Missão de Jesus é atrair e reunir o povo de Deus, conduzir Suas ovelhas, 'visíveis e invisíveis', à Casa do Pai. Nas palavras da Carta de São Paulo aos Efésios, assim é o projeto do Pai, que "... nos manifestou o misterioso desígnio de Sua vontade, que em Sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos, desígnio de reunir em Cristo todas coisas: as que estão nos Céus e as que estão na Terra." Ef 1,9-10
São Mateus, assim como São Marcos, especificamente diz que Cristo vai reunir os Seus que se encontram espalhados por todo cosmos: "Ele enviará Seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão Seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra." Mt 24,31
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios garante que Cristo inexoravelmente cumprirá Sua missão: "E quando tudo Lhe estiver sujeito, então o próprio Filho também renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, para que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28
A Carta de São Paulo aos Colossenses, por sua vez, diz que Cristo é o modelo de toda Criação: "N'Ele (Cristo) foram criadas todas coisas nos céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis criaturas." Cl 1,16
Ou, na Carta aos Efésios, que Ele é a 'medida' de todo cristão: "Mas a cada um de nós foi dada a Graça, segundo a medida do dom de Cristo..." Ef 4,7
Enfim, Ele é nosso exemplo, nossa meta: "... até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo." Ef 4,13
N'Ele, segundo a Primeira Carta de São Pedro, já se cumpriram muitas promessas de Deus, e por Ele nós voltamos a participar de Sua Divindade: "Seu divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e para a piedade, mediante o conhecimento d'Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua virtude. Por elas, foram-nos concedidos os prometidos bens, os maiores e mais valiosos, a fim de que vós vos tornásseis participantes da natureza divina..." 1 Pd 1,3-4
De fato, mesmo antes de Sua Definitiva Volta, a passagem do Cristo entre nós já representa a recuperação da semelhança de Deus, perdida pelo pecado, assim como nossa readmissão no Paraíso, pelos celestiais eflúvios dos Sacramentos que franqueiam acesso das almas aos Céus. O Apóstolo dos Gentios diz: "Porque aprouve a Deus fazer n'Ele (Cristo) habitar toda plenitude, e por Seu intermédio reconciliar Consigo todas criaturas. Através d'Aquele que, ao preço do próprio Sangue na Cruz, restabeleceu a Paz a tudo quanto existe na Terra e nos Céus." Cl 1,19-20
Foi o que São João Evangelista viu nos Céus: "Também vi tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a fera ou sua imagem, que não tinham recebido seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma Nova Vida, e com Cristo reinaram por mil anos." Ap 20,4
LEVAR SEU POVO À GLÓRIA DE DEUS
Por Jesus, portanto, já podemos participar da Glória de Deus, pois Ele a concedeu aos Apóstolos para que vivessem a perfeição da unidade entre si, que é a Igreja Católica, assim como a todos que busquem a Comunhão com os Céus. Na noite em que Se despedia dos Apóstolos, Ele rezou ao Pai a Oração da Unidade: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade..." Jo 17,22-23
Porque a Igreja é o Corpo Místico de Jesus, o receptáculo da Glória de Deus, ou seja, parte do próprio Céu, nas palavras de São Paulo: "E Deus sujeitou a Seus pés todas coisas, e constituiu-O Supremo Chefe da Igreja, que é Seu Corpo, o receptáculo d'Aquele que enche todas coisas sob todos aspectos." Ef 1,22-23
Por isso, defendendo a frequente participação de todos neste projeto que se consumaria na Igreja, o Livro do Eclesiástico já recomendava: "Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a Glória de Deus." Eclo 17,25
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo dá idêntica recomendação: "Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a Paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
E havia avisado no Evangelho segundo São Marcos, a dias de Sua Paixão, que Sua Volta será marcada por grandes sinais nos céus, demonstrando inequívoca majestade, e que Seu povo será recolhido de toda parte do universo: "Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol escurecer-se-á, a lua não dará seu resplendor, cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. Então verão o Filho do Homem voltar sobre as nuvens com grande poder e Glória. Ele enviará os anjos e reunirá Seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da Terra até a extremidade do céu." Mc 13,24-27
Afirmativamente, os seguidores da tradição de São Paulo, na Carta aos Hebreus, falam em 'mundos', e deram uma inédita explicação para a origem ao mundo material: "Pela fé reconhecemos que os mundos foram criados pela Palavra de Deus, e que as coisas visíveis se originaram do invisível." Hb 11,3
Ainda sobre os abalos das forças celestiais, que sinalizam para a manifestação final de Cristo, a Segunda Carta de São Pedro deu-nos mais alguns detalhes dessa transformação do universo: "Naquele Dia, os céus passarão com ruído, os elementos abrasados dissolver-se-ão, e a Terra será consumida com todas obras que ela contém. ... esse Dia, em que hão de dissolver-se os céus inflamados, e hão de fundir-se os elementos abrasados!" 2 Pd 3,10.12
O Livro do Profeta Isaías também havia falado sobre esse Grande Dia, usando termos parecidos: "Nem as estrelas do céu nem suas brilhantes constelações farão resplandecer sua luz. O sol obscurecer-se-á desde o nascer, e a lua já não enviará sua luz." Is 13,10
Igualmente o remoto Livro do Profeta Joel: "Diante deles treme a Terra, os céus vacilam, o sol e a lua obscurecem-se, as estrelas perdem seu brilho. À frente de Seu Exército, o Senhor faz ouvir Sua voz, pois Seu batalhão é imenso e poderoso para executar Sua Palavra. Sim, o Dia do Senhor é grandioso e temível! Quem poderá suportá-lo?" Jl 2,10-11
O Livro do Apocalipse de São João, de quando ele recebeu as revelações de Cristo na Ilha de Patmos, anotou análoga visão: "O quarto anjo tocou. Foi atingida, então, uma terça parte do sol, da lua e das estrelas, de modo que se obscureceram em um terço. E o dia perdeu um terço da claridade, bem como a noite." Ap 8,12
E em mais uma alusão a Seu poder e à Divina Sabedoria, Jesus disse que Sua Palavra é eterna e que o universo terá fim: "Passarão o céu e a Terra, mas Minhas palavras não passarão." Mc 13,31
Essa verdade, aliás, já era uma antiga promessa de Deus, transmitida por Isaías: "Pois Eu vou criar novos céus, e uma nova Terra..." Is 65,17
Segundo o Livro dos Atos dos Apóstolos, São Pedro, em pregação ao povo de Jerusalém ainda nos primeiros dias da Santa Igreja, destacava na volta de Jesus não apenas as tribulações, mas também 'bons tempos', que se farão perceber após a Recriação, que ele chamou de 'restauração universal': "Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e Ele enviará Aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o Céu O receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca de Seus Santos Profetas." At 3,20-21
A Carta aos Hebreus, por sinal, ao falar de Jesus, afirma o poder de Sua Palavra para tamanha obra: "Esplendor da Glória de Deus e imagem do Seu Ser, Ele sustenta o universo com o poder de Sua Palavra." Hb 1,3
E a Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses diz como será Sua repentina Vitória Final: "Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus destruí-lo-á com o sopro de Sua boca e aniquilá-lo-á com o resplendor da Sua Vinda." 2 Ts 2,8
São João Apóstolo deu estes detalhes: "Eu vi a Fera e os reis da Terra com seus exércitos reunidos para fazer guerra ao Cavaleiro e ao Seu Exército. Mas a fera foi presa, e com ela o falso profeta, que realizara prodígios sob seu controle, com os quais seduzira aqueles que tinham recebido o sinal da fera e se tinham prostrado diante de sua imagem. Ambos foram lançados vivos no lago de sulfuroso fogo. Os demais foram mortos pelo Cavaleiro, com a espada que Lhe saía da boca." Ap 19,19-21a
REUNIR CRIATURAS DOS CÉUS E DA TERRA
Com esse infinito poder, portanto, a Missão de Jesus é atrair e reunir o povo de Deus, conduzir Suas ovelhas, 'visíveis e invisíveis', à Casa do Pai. Nas palavras da Carta de São Paulo aos Efésios, assim é o projeto do Pai, que "... nos manifestou o misterioso desígnio de Sua vontade, que em Sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos, desígnio de reunir em Cristo todas coisas: as que estão nos Céus e as que estão na Terra." Ef 1,9-10
São Mateus, assim como São Marcos, especificamente diz que Cristo vai reunir os Seus que se encontram espalhados por todo cosmos: "Ele enviará Seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão Seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra." Mt 24,31
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios garante que Cristo inexoravelmente cumprirá Sua missão: "E quando tudo Lhe estiver sujeito, então o próprio Filho também renderá homenagem Àquele que Lhe sujeitou todas coisas, para que Deus seja tudo em todos." 1 Cor 15,28
A Carta de São Paulo aos Colossenses, por sua vez, diz que Cristo é o modelo de toda Criação: "N'Ele (Cristo) foram criadas todas coisas nos céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis criaturas." Cl 1,16
Ou, na Carta aos Efésios, que Ele é a 'medida' de todo cristão: "Mas a cada um de nós foi dada a Graça, segundo a medida do dom de Cristo..." Ef 4,7
Enfim, Ele é nosso exemplo, nossa meta: "... até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo." Ef 4,13
N'Ele, segundo a Primeira Carta de São Pedro, já se cumpriram muitas promessas de Deus, e por Ele nós voltamos a participar de Sua Divindade: "Seu divino poder deu-nos tudo que contribui para a Vida e para a piedade, mediante o conhecimento d'Aquele que nos chamou por Sua Glória e Sua virtude. Por elas, foram-nos concedidos os prometidos bens, os maiores e mais valiosos, a fim de que vós vos tornásseis participantes da natureza divina..." 1 Pd 1,3-4
De fato, mesmo antes de Sua Definitiva Volta, a passagem do Cristo entre nós já representa a recuperação da semelhança de Deus, perdida pelo pecado, assim como nossa readmissão no Paraíso, pelos celestiais eflúvios dos Sacramentos que franqueiam acesso das almas aos Céus. O Apóstolo dos Gentios diz: "Porque aprouve a Deus fazer n'Ele (Cristo) habitar toda plenitude, e por Seu intermédio reconciliar Consigo todas criaturas. Através d'Aquele que, ao preço do próprio Sangue na Cruz, restabeleceu a Paz a tudo quanto existe na Terra e nos Céus." Cl 1,19-20
Foi o que São João Evangelista viu nos Céus: "Também vi tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a fera ou sua imagem, que não tinham recebido seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma Nova Vida, e com Cristo reinaram por mil anos." Ap 20,4
LEVAR SEU POVO À GLÓRIA DE DEUS
Por Jesus, portanto, já podemos participar da Glória de Deus, pois Ele a concedeu aos Apóstolos para que vivessem a perfeição da unidade entre si, que é a Igreja Católica, assim como a todos que busquem a Comunhão com os Céus. Na noite em que Se despedia dos Apóstolos, Ele rezou ao Pai a Oração da Unidade: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam Um, como Nós somos Um: Eu neles e Tu em Mim. Para que sejam perfeitos na Unidade..." Jo 17,22-23
Porque a Igreja é o Corpo Místico de Jesus, o receptáculo da Glória de Deus, ou seja, parte do próprio Céu, nas palavras de São Paulo: "E Deus sujeitou a Seus pés todas coisas, e constituiu-O Supremo Chefe da Igreja, que é Seu Corpo, o receptáculo d'Aquele que enche todas coisas sob todos aspectos." Ef 1,22-23
Por isso, defendendo a frequente participação de todos neste projeto que se consumaria na Igreja, o Livro do Eclesiástico já recomendava: "Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a Glória de Deus." Eclo 17,25
A Segunda Carta de São Paulo a São Timóteo dá idêntica recomendação: "Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a Paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração." 2 Tm 2,22
Quanto a recebermos Sua Glória, Jesus aí está para concedê-la e dela muitos já usufruíram, porque assim é a vontade do Pai. A Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses apontou: "... nós temo-vos exortado, estimulado, conjurado a comportarde-vos de maneira digna de Deus, que vos chama ao Seu Reino e à Sua Glória." 1 Ts 2,12
Sem dúvida, seus discípulos atestaram: "Porque aqueles que uma vez foram iluminados saborearam a celestial dádiva, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram a doçura da Palavra de Deus e as maravilhas do vindouro mundo..." Hb 6,4-5a
Ela já foi igualmente experimentada através da fé, e por significativa parcela da humanidade, como o Amado Discípulo narrou: "Este foi o primeiro milagre de Jesus. Realizou-o em Caná de Galileia. Manifestou Sua Glória, e Seus discípulos creram n'Ele." Jo 2,21
Com efeito, a Carta aos Hebreus fala de uma imensa multidão: "Desse modo, cercados como estamos de tal nuvem de testemunhas..." Hb 12,1
A plenitude da Glória, porém, só será por todos ostensivamente conhecida após a restauração de todas coisas, como o Príncipe dos Apóstolos revelou: "Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que possais alegrar-vos e exultar no Dia em que for manifestada Sua Glória." 1 Pd 4,13
Convocando à prontidão, ele exorta em favor desta que será a Graça das Graças: "Cingi, portanto, os rins de vosso espírito, sede sóbrios e colocai toda vossa esperança na Graça que vos será dada no Dia em que Jesus Cristo aparecer." 1 Pd 1,13
Será a ostensiva instauração do Reino de Deus, representado pela Jerusalém Celestial, que é símbolo da Igreja: "A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina, e sua Luz é o Cordeiro." Ap 21,23
Pois enquanto relutamos contra a necessária purificação, dela somos prontamente afastados por efeito de concessões feitas ao pecado. São Paulo deslindou qualquer pretensão: "... todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus..." Rm 3,23
Que não percamos, contudo, a esperança inspirada por Jesus, que através do Sacramento da Confissão instantemente nos concede a justificação! "Por Ele é que tivemos acesso a essa Graça, na Qual estamos firmes, e gloriamo-nos na esperança de um dia possuir a Glória de Deus." Rm 5,2
Esperança que é dada aos que guardam Sua Palavra, e assim são selados pelo Santo Paráclito, porque neste resgate já refulge a Glória do Pai: "N'Ele (Cristo), vós, depois de terdes ouvido a Palavra da Verdade, o Evangelho de vossa Salvação no qual tendes crido, também fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, que é o penhor de nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para louvor de Sua Glória." Ef 1,13-14
De fato, Jesus afirmou antes de partir para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Nisto é glorificado Meu Pai, quando produzis muito fruto e vos tornais Meus discípulos." Jo 15,8
Porque se afastar de Jesus, segundo Ele mesmo, é afastar-se de Deus: "Desse modo todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que O enviou." Jo 5,23
E a glorificação de Jesus dá-se pela ação do Divino Espírito, que desde o Pentecostes tem guiado a Igreja. Ele disse: "Ele glorificá-Me-á, porque receberá do que é Meu e anunciá-vos-á." Jo 16,14
Pois, conforme Isaías, essa também é uma antiga promessa: "Porque sobre todos os Seus se estenderá a Glória do Senhor..." Is 4,5
Por essa razão, São Paulo pedia: "Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o Qual estais selados para o Dia da Redenção." Ef 4,30
E o salmista rezou: "Ó Meu Deus, criai em mim um puro coração e renovai-me o espírito de firmeza. De Vossa face não me rejeiteis, e nem retireis de mim Vosso Santo Espírito." Sl 50,12-13
Ademais, o sagrado autor do Livro da Sabedoria adverte: "A Sabedoria não entrará na perversa alma, nem habitará no corpo sujeito ao pecado. O Espírito Santo Educador das almas fugirá da perfídia, afastar-Se-á dos insensatos pensamentos, e a iniquidade que está por vir repeli-Lo-á." Sb 1,4-5
Foi o que aconteceu com o próprio rei Saul, outrora um escolhido de Deus, como se lê no Primeiro Livro do Profeta Samuel: "O Espírito do Senhor retirou-Se de Saul, e um mau espírito veio sobre ele, enviado pelo Senhor." 1 Sm 16,14
Contudo, exaltando à perfeita Comunhão, Jesus assegura à Igreja: "Até agora não pedistes nada em Meu Nome. Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja perfeita." Jo 16,24
Porque é através de inefáveis bençãos, graças e milagres que se efetiva Sua Glória, como aconteceu na ressurreição de São Lázaro. Ele afirmou: "Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a Glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus." Jo 11,40
Assim, ao convidar-nos à santidade, Nosso Salvador quer reintegrar-nos à perfeição da Divina Glória: "Portanto, sede perfeitos, assim como Vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,48
Pois enquanto amados filhos de Deus, essa é a herança da Igreja. Ele disse: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino." Lc 12,32
E prometeu: "Ao vencedor concederei assentar-se Comigo em Meu trono, assim como Eu venci e com Meu Pai Me assentei em Seu trono." Ap 3,21
São João, no mesmo sentido, atestou a Recriação e uma expressiva promessa: "Vi, então, um novo céu e uma nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra desapareceram e o mar já não existia. Então Aquele que está assentado no trono disse: 'Eis que Eu renovo todas coisas! O vencedor herdará tudo isso. Eu serei Seu Deus, e ele será Meu filho.'" Ap 21,1.5a.7
Mesmo cientes de nossa pequenez, pois, sabemos que, pela Comunhão com o Pai, Ele coroa-nos e entrega-nos o universo. Havia séculos, o salmista já entoava: "Quando contemplo o firmamento, obra de Vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes... Que é o homem, digo-me então, para nele pensardes? Que são os filhos de Adão, para que com eles Vos ocupeis? Entretanto, Vós fizeste-lo quase igual aos anjos, de Glória e honra coroaste-lo. Deste-lhe poder sobre as obras de Vossas mãos, Vós submeteste-lhe todo universo." Sl 8,4-7
"Santo, Santo, Santo! Senhor, Deus do universo! Hosana nas alturas!"
Sem dúvida, seus discípulos atestaram: "Porque aqueles que uma vez foram iluminados saborearam a celestial dádiva, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram a doçura da Palavra de Deus e as maravilhas do vindouro mundo..." Hb 6,4-5a
Ela já foi igualmente experimentada através da fé, e por significativa parcela da humanidade, como o Amado Discípulo narrou: "Este foi o primeiro milagre de Jesus. Realizou-o em Caná de Galileia. Manifestou Sua Glória, e Seus discípulos creram n'Ele." Jo 2,21
Com efeito, a Carta aos Hebreus fala de uma imensa multidão: "Desse modo, cercados como estamos de tal nuvem de testemunhas..." Hb 12,1
A plenitude da Glória, porém, só será por todos ostensivamente conhecida após a restauração de todas coisas, como o Príncipe dos Apóstolos revelou: "Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que possais alegrar-vos e exultar no Dia em que for manifestada Sua Glória." 1 Pd 4,13
Convocando à prontidão, ele exorta em favor desta que será a Graça das Graças: "Cingi, portanto, os rins de vosso espírito, sede sóbrios e colocai toda vossa esperança na Graça que vos será dada no Dia em que Jesus Cristo aparecer." 1 Pd 1,13
Será a ostensiva instauração do Reino de Deus, representado pela Jerusalém Celestial, que é símbolo da Igreja: "A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina, e sua Luz é o Cordeiro." Ap 21,23
Pois enquanto relutamos contra a necessária purificação, dela somos prontamente afastados por efeito de concessões feitas ao pecado. São Paulo deslindou qualquer pretensão: "... todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus..." Rm 3,23
Que não percamos, contudo, a esperança inspirada por Jesus, que através do Sacramento da Confissão instantemente nos concede a justificação! "Por Ele é que tivemos acesso a essa Graça, na Qual estamos firmes, e gloriamo-nos na esperança de um dia possuir a Glória de Deus." Rm 5,2
Esperança que é dada aos que guardam Sua Palavra, e assim são selados pelo Santo Paráclito, porque neste resgate já refulge a Glória do Pai: "N'Ele (Cristo), vós, depois de terdes ouvido a Palavra da Verdade, o Evangelho de vossa Salvação no qual tendes crido, também fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido, que é o penhor de nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para louvor de Sua Glória." Ef 1,13-14
De fato, Jesus afirmou antes de partir para o Horto das Oliveiras, onde seria preso: "Nisto é glorificado Meu Pai, quando produzis muito fruto e vos tornais Meus discípulos." Jo 15,8
Porque se afastar de Jesus, segundo Ele mesmo, é afastar-se de Deus: "Desse modo todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que O enviou." Jo 5,23
E a glorificação de Jesus dá-se pela ação do Divino Espírito, que desde o Pentecostes tem guiado a Igreja. Ele disse: "Ele glorificá-Me-á, porque receberá do que é Meu e anunciá-vos-á." Jo 16,14
Pois, conforme Isaías, essa também é uma antiga promessa: "Porque sobre todos os Seus se estenderá a Glória do Senhor..." Is 4,5
Por essa razão, São Paulo pedia: "Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o Qual estais selados para o Dia da Redenção." Ef 4,30
E o salmista rezou: "Ó Meu Deus, criai em mim um puro coração e renovai-me o espírito de firmeza. De Vossa face não me rejeiteis, e nem retireis de mim Vosso Santo Espírito." Sl 50,12-13
Ademais, o sagrado autor do Livro da Sabedoria adverte: "A Sabedoria não entrará na perversa alma, nem habitará no corpo sujeito ao pecado. O Espírito Santo Educador das almas fugirá da perfídia, afastar-Se-á dos insensatos pensamentos, e a iniquidade que está por vir repeli-Lo-á." Sb 1,4-5
Foi o que aconteceu com o próprio rei Saul, outrora um escolhido de Deus, como se lê no Primeiro Livro do Profeta Samuel: "O Espírito do Senhor retirou-Se de Saul, e um mau espírito veio sobre ele, enviado pelo Senhor." 1 Sm 16,14
Contudo, exaltando à perfeita Comunhão, Jesus assegura à Igreja: "Até agora não pedistes nada em Meu Nome. Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja perfeita." Jo 16,24
Porque é através de inefáveis bençãos, graças e milagres que se efetiva Sua Glória, como aconteceu na ressurreição de São Lázaro. Ele afirmou: "Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a Glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus." Jo 11,40
Assim, ao convidar-nos à santidade, Nosso Salvador quer reintegrar-nos à perfeição da Divina Glória: "Portanto, sede perfeitos, assim como Vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,48
Pois enquanto amados filhos de Deus, essa é a herança da Igreja. Ele disse: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de Vosso Pai dar-vos o Reino." Lc 12,32
E prometeu: "Ao vencedor concederei assentar-se Comigo em Meu trono, assim como Eu venci e com Meu Pai Me assentei em Seu trono." Ap 3,21
São João, no mesmo sentido, atestou a Recriação e uma expressiva promessa: "Vi, então, um novo céu e uma nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra desapareceram e o mar já não existia. Então Aquele que está assentado no trono disse: 'Eis que Eu renovo todas coisas! O vencedor herdará tudo isso. Eu serei Seu Deus, e ele será Meu filho.'" Ap 21,1.5a.7
Mesmo cientes de nossa pequenez, pois, sabemos que, pela Comunhão com o Pai, Ele coroa-nos e entrega-nos o universo. Havia séculos, o salmista já entoava: "Quando contemplo o firmamento, obra de Vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes... Que é o homem, digo-me então, para nele pensardes? Que são os filhos de Adão, para que com eles Vos ocupeis? Entretanto, Vós fizeste-lo quase igual aos anjos, de Glória e honra coroaste-lo. Deste-lhe poder sobre as obras de Vossas mãos, Vós submeteste-lhe todo universo." Sl 8,4-7
"Santo, Santo, Santo! Senhor, Deus do universo! Hosana nas alturas!"