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domingo, 2 de agosto de 2026
O Cordeiro de Deus
São João Batista, que segundo o próprio Jesus encerrou os tempos da Lei e dos Profetas, ou seja, do Antigo Testamento (cf. Mt 11,13), foi quem O apresentou como o Cordeiro de Deus a seus seguidores, um dia depois de O batizar. É leitura do Evangelho Segundo São João: "No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.'" Jo 1,29
E deu esse testemunho, revelando que falava com Deus: "É este de Quem eu disse: 'Depois de mim virá um Homem que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não O conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que Ele se torne conhecido em Israel.' João havia declarado: 'Vi o Espírito descer do Céu em forma de uma Pomba e repousar sobre Ele. Eu não O conhecia, mas Aquele que me mandou batizar em água, disse-me: Sobre Quem vires descer e repousar o Espírito, este é Quem batiza no Espírito Santo. Eu vi-O e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.'" Jo 1,30-34
Ele tornou a o dizer mais uma vez diante de dois de seus seguidores, Santo André e São João Evangelista, que se tornariam Apóstolos: "No dia seguinte, lá estava João outra vez com dois de seus discípulos. E avistando Jesus que ia passando, disse: 'Eis o Cordeiro de Deus.' Os dois discípulos ouviram-no falar, e seguiram Jesus." Jo 1,35-36
Ele tornou a o dizer mais uma vez diante de dois de seus seguidores, Santo André e São João Evangelista, que se tornariam Apóstolos: "No dia seguinte, lá estava João outra vez com dois de seus discípulos. E avistando Jesus que ia passando, disse: 'Eis o Cordeiro de Deus.' Os dois discípulos ouviram-no falar, e seguiram Jesus." Jo 1,35-36
De fato, era precisamente essa a missão do Batista, como havia profetizado seu pai, o sacerdote São Zacarias, no dia de seu nascimento, anunciando o Sacramento da Confissão. O Evangelho Segundo São Lucas apontou: "E tu, menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e Lhe prepararás o Caminho, para dar a conhecer a Seu povo a Salvação pelo perdão dos pecados." Lc 1,76-77
Aliás, como o próprio São Gabriel Arcanjo havia informado, logo que apareceu a São Zacarias no Templo de Jerusalém: "Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos alegrar-se-ão com seu nascimento, porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo. Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, Seu Deus, e irá adiante de Deus com o Espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à Sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto." Lc 1,14-17
A simbologia do Cordeiro, como etapa da Revelação, faz parte do patrimônio judaico desde o Livro de Gênesis, quando Deus, falando por um anjo, poupou Abraão de sacrificar seu filho Isaque, apresentando-lhe um filhote de ovelha para ser oferecido em sacrifício: "O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do Céu: 'Abraão! Abraão!' 'Eis-me aqui!' 'Não estendas tua mão contra o menino, e não lhe faças nada. Agora Eu sei que temes a Deus, pois não Me recusaste teu próprio filho, teu único filho.' Abraão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos, e tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho." Gn 22,11-13 E embora fossem os tempos da passagem pelo deserto, que durou 40 anos (cf. Js 14,10), haveria um especial lugar para esse sacrifício, que além da celebração da páscoa servia para o perdão dos pecados no Antigo Testamento. Era uma sinalização para o futuro Templo de Jerusalém, como Deus mesmo determinou a Moisés no Livro de Levítico: "O sacerdote que fez a purificação, apresentará o homem que há de ser purificado junto a todas essas coisas ao Senhor, à entrada da Tenda de Reunião. Tomará, em seguida, um dos cordeiros e oferecê-lo-á em sacrifício de reparação com a medida de óleo, e agitá-los-á como oferta diante do Senhor. Degolará o cordeiro no lugar onde se imolam as vítimas pelo pecado e o holocausto, no santo lugar, porque a vítima do sacrifício de reparação, assim como a do sacrifício pelo pecado, pertencem ao sacerdote: esta é uma santíssima coisa." Lv 14,11-13
Em tempos de forte conversão em Israel, como se lê no Primeiro Livro de Samuel, este grande Profeta realizou este sacrifício a pedido do povo para obter proteção do Senhor: "Samuel tomou um cordeiro de leite e ofereceu-o inteiro em holocausto ao Senhor. Depois clamou ao Senhor por Israel, e o Senhor ouviu-o. Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus começaram o combate contra Israel. O Senhor, porém, trovejou com Sua fortíssima voz sobre os filisteus naquele momento, e eles dispersaram-se, sendo batidos pelos israelitas. Samuel tomou uma pedra e pô-la entre Masfa e Sen, dando-lhe o nome de Eben-Ezer, pois disse: 'Até aqui nos socorreu o Senhor.'" 1 Sm 7,9-10.12
Com as reformas religiosas promovidas pelo rei Josias, após Helcias ter reencontrado o Livro da Lei no Templo, os sacerdotes judeus retomaram essa função. O Segundo Livro de Crônicas traz: "Imolaram o cordeiro pascal. Com o sangue que receberam das mão dos levitas, os sacerdotes fizeram a aspersão, enquanto os levitas esfolavam as vítimas." 2 Crô 35,11
Séculos depois, porém, no Livro do Profeta Oseias, que será mencionado por Jesus (cf. Mt 12,7), Deus começou a contestar os sacrifícios por se terem tornado um rito banalizado, sem a devida devoção, em meio à completa corrupção de Israel: "Que te farei, Efraim? Que te farei, Judá? Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que logo se dissipa. Por isso, Eu os castiguei pelos Profetas, matei-os pelas palavras de Minha boca, e Meu Juízo resplandece como o relâmpago, porque Eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos. Mas eles vergonhosamente violaram a Aliança e traíram-Me. Galaad é uma cidade de malfeitores, cheia de traços de sangue. Os bandidos são sua força, uma quadrilha de sacerdotes. Assassinam no caminho de Siquém, porque seu proceder é criminoso. Vi horrores na Casa de Israel: ali cresce a prostituição de Efraim, ali se mancha Israel." Os 6,4-10
Ele também procedeu assim no Livro do Profeta Isaías, reclamando uma verdadeira conversão espiritual: "'De que Me serve a multidão de vossas vítimas?', diz o Senhor. 'Já estou farto de holocaustos de cordeiros... Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido. Fazei Justiça ao órfão, defendei a viúva.'" Is 1,11.17
Ele também procedeu assim no Livro do Profeta Isaías, reclamando uma verdadeira conversão espiritual: "'De que Me serve a multidão de vossas vítimas?', diz o Senhor. 'Já estou farto de holocaustos de cordeiros... Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido. Fazei Justiça ao órfão, defendei a viúva.'" Is 1,11.17
Aliás, o próprio Samuel alegou perante o rei Saul, que foi deposto por Deus por O desobedecer: "Samuel replicou-lhe: 'Acaso o Senhor Se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como na obediência a Sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício. e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros. A rebelião é tão culpável quanto a superstição, a desobediência é como o pecado de idolatria. Pois que rejeitaste a Palavra do Senhor, Ele também te rejeita e te despoja da realeza!" 1 Sm 15,22-23
E o rei Davi vai cantar no Livro de Salmos: "Vós não quisestes sacrifício nem oferenda, mas abristes meus ouvidos. Não pedistes holocausto nem vítima de expiação." Sl 39,7
Rito realmente em descrédito, o Livro do Profeta Amós apontou esta reação de Deus antes de falar através de Oseias: "Detesto vossas festas, elas desgostam-Me. Não sinto gosto algum em vossos cultos. Quando Me ofereceis holocaustos e ofertas, não encontro neles prazer algum, e não faço caso de vossos sacrifícios e animais cevados. Longe de Mim o ruído de vossos cânticos, não quero mais ouvir a música de vossas harpas, mas, antes, que jorre a equidade como uma fonte, e a Justiça como torrente que não seca. Porventura Me oferecestes sacrifícios e oblações no deserto, durante quarenta anos, ó Casa de Israel?" Am 5,21-25
Ora, o amor a Deus e ao próximo (cf. Lv 19,18), desde que como Jesus nos amou (cf. Jo 15,12), é mais importante que rituais. O Evangelho Segundo São Marcos registrou esse diálogo de um religioso com Nosso Senhor, que concordou com a conclusão a que ele chegou: "Disse-Lhe o escriba: 'Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é Um só e que não há outro além d'Ele. E amá-Lo de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento e de toda tua força, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos holocaustos e sacrifícios.' Vendo Jesus que ele sabiamente falara, disse-lhe: 'Não estás longe do Reino de Deus.'" Mc 12,32-33-34a
JESUS, CORDEIRO IMOLADO
E em suas profecias, Isaías terminou por ver o próprio Messias na figura do Cordeiro Imolado: "Foi maltratado e resignou-Se. Não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma muda ovelha nas mãos do tosquiador. Ele não abriu a boca. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender Sua causa quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-Lhe dada Sepultura ao lado de facínoras, e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em Sua boca nunca tenha havido mentira." Is 53,7-9
Na Carta aos Hebreus, de fato, os seguidores da tradição de São Paulo vão dizer de Sua Paixão: "Uma vez que os filhos participam da mesma natureza, da mesma carne e do sangue, Ele também participou, a fim de destruir pela morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o Demônio, e libertar aqueles que, pelo medo da morte, por toda vida estavam sujeitos a uma verdadeira escravidão. Veio em socorro, não dos anjos, e sim da raça de Abraão, e por isso convinha que em tudo Ele Se tornasse semelhante a Seus irmãos, para ser um compassivo e fiel Sumo Sacerdote no serviço de Deus, capaz de expiar os pecados do povo. De fato, por ter Ele mesmo suportado tribulações, está em condição de vir em auxílio daqueles que são atribulados." Hb 2,14-18
Afirmativamente, se Deus poupou Isaque, o filho de Abraão, e tão somente o fato de Ele ter cogitado tal sacrifício nos parece um absurdo, não hesitou em sacrificar Seu próprio Filho. Jesus mesmo atestou: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu Seu Único Filho, para que todo aquele que n'Ele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna." Jo 3,16
A Carta de São Paulo aos Romanos semelhantemente apresentou Seu Sacrifício como uma prova do amor de Deus, e assim como garantia de tudo que d'Ele receberemos: "Aliás, sabemos que todas coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo Seus desígnios. Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas que por todos nós O entregou, como também não nos dará com Ele todas coisas?" Rm 8,28.32
A Carta de São Paulo aos Romanos semelhantemente apresentou Seu Sacrifício como uma prova do amor de Deus, e assim como garantia de tudo que d'Ele receberemos: "Aliás, sabemos que todas coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo Seus desígnios. Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas que por todos nós O entregou, como também não nos dará com Ele todas coisas?" Rm 8,28.32
Todavia, prevendo que Seus seguidores igualmente seriam hostilizados, e até de brutal modo martirizados, Jesus compara-os a cordeiros prontos para um holocausto: "Ide! Eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos." Lc 10,3
Por isso, evocando o Profeta Oseias no Evangelho Segundo São Mateus, Ele, mais que rituais, vai pedir compaixão aos fariseus: "Ide e aprendei o que significam estas palavras: 'Eu quero a Misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6).'" Mt 9,13
Ora, Ele bem sabia o que a Santa Igreja Católica sofreria, como disse a Apóstolos, discípulos e seguidores noite em que ia ser entregue, após a Santa Ceia: "Expulsá-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a Mim." Jo 16,2-3
E por duas vezes pediu a nosso Primeiro Papa que cuidasse dos mais frágeis em Seu rebanho, que são os fiéis, que não recebem o Sacramento da Ordenação: "Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: 'Simão, filho de João, amas-Me mais que a estes?' Respondeu ele: 'Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo.' Disse-lhe Jesus: 'Apascenta Meus cordeiros.' Perguntou-lhe outra vez: 'Simão, filho de João, tu Me amas?' Respondeu-Lhe: 'Sim, Senhor, Tu sabes tudo, sabes que Te amo.' Disse-lhe Jesus: 'Apascenta Meus cordeiros.'" Jo 21,15-16
Pois ele tinha bem claro que o Cordeiro havia redimido nossos pecados diante de Deus. A Primeira Carta de São Pedro vai pregar: "Porque vós sabeis que não é por perecíveis bens, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados de vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais. Mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro Imaculado e sem defeito algum, Aquele que foi predestinado antes da criação do mundo e nos últimos tempos foi manifestado por amor a vós." 1 Pd 1,18-20
Explicou: "Assim, pois, como Cristo padeceu na Carne, também vos armai deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne rompeu com o pecado, a fim de que, no tempo que lhe resta para o corpo, já não viva segundo as humanas paixões, mas segundo a vontade de Deus." 1 Pd 4,1-2
E a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, pelo mesmo motivo, pedia uma completa renovação em nossas vidas, tomando como exemplo de pureza os pães sem fermento: "Purificai-vos do velho fermento para que sejais nova massa! Porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, Nossa Páscoa, foi imolado." 1 Cor 5,7
Com razão, para estabelecer a Nova Aliança prometida desde os tempos de Jeremias, em Si mesmo Jesus realizou o Sacrifício Perfeito. É o que os discípulos de São Paulo argumentam, citando um Salmo de Davi, ao referirem-se aos sacrifícios que os judeus seguiam oferecendo: "Enquanto todo sacerdote diariamente se ocupa com seu ministério, e inúmeras vezes repete os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados, Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício, e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus, onde de ora em diante espera que Seus inimigos sejam postos como um banquinho para Seus pés (Sl 109,1)." Hb 10,11-13
Sem dúvida, Deus prometeu, no Livro do Profeta Jeremias, a indizível Graça do perdão que temos no Sacrifício do Sangue do Cordeiro de Deus: "Dias hão de vir, Oráculo do Senhor, em que firmarei Nova Aliança com as Casas de Israel e de Judá. Será diferente da que concluí com seus pais, no dia em que pela mão os tomei para os tirar de Egito. Aliança que violaram, embora Eu fosse o Esposo deles. Eis, então, a Aliança que farei com a Casa de Israel, Oráculo do Senhor: 'Incuti-lhe-ei Minha Lei, gravá-la-ei em seu coração. Serei Seu Deus e Israel será Meu povo. Então ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: 'Aprende a conhecer o Senhor', porque todos Me conhecerão, grandes e pequenos, Oráculo do Senhor, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados." Jr 31,31-34
E assim, pelo Espírito de Deus que nos é concedido desde o Pentecostes, sabemos que Cristo aperfeiçoou a Antiga Aliança: "Por uma só oblação, Ele realizou a definitiva perfeição daqueles que recebem a santificação. É o que nos confirma o testemunho do Espírito Santo. Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há porque por eles oferecer sacrifício. Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no Eterno Santuário, em virtude do Sangue de Jesus, pelo novo e vivo Caminho que nos abriu através do véu, isto é, o Caminho de Seu próprio Corpo." Hb 10,14-15a.18-20
Por isso, o Apóstolo dos Gentios fala do Batismo do Espírito Santo, profetizado por São João Batista, distinguindo o Novo e o Antigo Testamento: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da Lei do pecado e da morte. O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa Carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na Carne a fim de que a Justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito." Rm 8,2-4
E assim, pelo Espírito de Deus que nos é concedido desde o Pentecostes, sabemos que Cristo aperfeiçoou a Antiga Aliança: "Por uma só oblação, Ele realizou a definitiva perfeição daqueles que recebem a santificação. É o que nos confirma o testemunho do Espírito Santo. Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há porque por eles oferecer sacrifício. Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no Eterno Santuário, em virtude do Sangue de Jesus, pelo novo e vivo Caminho que nos abriu através do véu, isto é, o Caminho de Seu próprio Corpo." Hb 10,14-15a.18-20
Por isso, o Apóstolo dos Gentios fala do Batismo do Espírito Santo, profetizado por São João Batista, distinguindo o Novo e o Antigo Testamento: "A Lei do Espírito de Vida libertou-me, em Jesus Cristo, da Lei do pecado e da morte. O que era impossível à Lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus fez. Enviando, por causa do pecado, Seu próprio Filho numa Carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na Carne a fim de que a Justiça prescrita pela Lei fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito." Rm 8,2-4
AS NÚPCIAS DO CORDEIRO
Mas é tão somente no Céu, onde a Esposa, a Jerusalém Celestial, perpetuação da Igreja Católica Apostólica Romana, devidamente receberá Jesus, que Deus Pai quer oferecer-nos o Eterno Banquete. Foi o texto ditado para que se registrasse no Livro de Apocalipse de São João: "Felizes os convidados para a ceia das Núpcias do Cordeiro." Ap 19,9
Assim foi sua visão: "Nisto, ouvi como que um imenso coro, sonoro como o ruído de grandes águas e como o ribombar de possantes trovões, que cantava: 'Aleluia! Eis que o Senhor reina, Nosso Deus, o Dominador! Alegremo-nos, exultemos e demos-Lhe Glória, porque se aproximam as Núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada. Foi-lhe dado revestir-se de puríssimo e resplandecente linho. Pois o linho são as boas obras dos Santos." Ap 19,6-8
Porque Ele, o Cordeiro de Deus, é digno de toda Glória perante todos anjos de Deus: "Eu vi no meio do trono, dos quatro seres e dos anciãos (todos anjos!) um Cordeiro, de pé, como que imolado. Tinha Ele sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda Terra. Em minha visão também ouvi, ao redor do trono, dos seres e dos anciãos, a voz de muitos anjos, em número de miríades de miríades e de milhares de milhares, bradando em alta voz: 'Digno é o Cordeiro Imolado de receber o poder, a riqueza, a Sabedoria, a força, a Glória, a honra e o louvor.'" Ap 5,6.11-12
Lá, Santos de todas nações já proclamam Seu Sacrifício como a obra da Salvação: "Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua. Conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de brancas vestes e palmas na mão, e bradavam em alta voz: 'A Salvação é obra de Nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro.'" Ap 7,9-10
De fato, Jesus purifica Seu povo por Seu Sangue através do Santíssimo Sacramento, exclusivamente celebrado na Santa Missa, e sobre ele derrama Seu Divino Espírito, fonte de Água Viva. Assim se chega à santificação, como um ancião disse ainda durante essas visões: "Esses são os sobreviventes da grande tribulação. Lavaram suas vestes e alvejaram-nas no Sangue do Cordeiro, por isso estão diante do trono de Deus e dia e noite servem-nO em Seu Templo. Aquele que está sentado no trono abrigá-los-á em Sua Tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será Seu Pastor e levá-los-á às fontes das Águas Vivas. E Deus enxugará toda lágrima de seus olhos." Ap 7,14-16
Porque Ele, o Cordeiro de Deus, é digno de toda Glória perante todos anjos de Deus: "Eu vi no meio do trono, dos quatro seres e dos anciãos (todos anjos!) um Cordeiro, de pé, como que imolado. Tinha Ele sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda Terra. Em minha visão também ouvi, ao redor do trono, dos seres e dos anciãos, a voz de muitos anjos, em número de miríades de miríades e de milhares de milhares, bradando em alta voz: 'Digno é o Cordeiro Imolado de receber o poder, a riqueza, a Sabedoria, a força, a Glória, a honra e o louvor.'" Ap 5,6.11-12
Lá, Santos de todas nações já proclamam Seu Sacrifício como a obra da Salvação: "Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua. Conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de brancas vestes e palmas na mão, e bradavam em alta voz: 'A Salvação é obra de Nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro.'" Ap 7,9-10
De fato, Jesus purifica Seu povo por Seu Sangue através do Santíssimo Sacramento, exclusivamente celebrado na Santa Missa, e sobre ele derrama Seu Divino Espírito, fonte de Água Viva. Assim se chega à santificação, como um ancião disse ainda durante essas visões: "Esses são os sobreviventes da grande tribulação. Lavaram suas vestes e alvejaram-nas no Sangue do Cordeiro, por isso estão diante do trono de Deus e dia e noite servem-nO em Seu Templo. Aquele que está sentado no trono abrigá-los-á em Sua Tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será Seu Pastor e levá-los-á às fontes das Águas Vivas. E Deus enxugará toda lágrima de seus olhos." Ap 7,14-16
E como Se disse a Luz do mundo, como tal Jesus Se apresentará ainda mais explicitamente na Cidade, na Jerusalém Celestial: "A Cidade não necessita de sol nem de lua para a iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina e Sua luz é o Cordeiro." Ap 21,23
Por tantas razões, durante a Santa Missa se reza o Agnus Dei, antes de se receber a Santa Eucaristia:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a Paz!
Por tantas razões, durante a Santa Missa se reza o Agnus Dei, antes de se receber a Santa Eucaristia:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a Paz!
sábado, 1 de agosto de 2026
Comunhão Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados
O primeiro sábado de cada mês é dia de comungar em desagravo às ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria, como o próprio Jesus revelou à Beata Lúcia de Fátima e Nossa Senhora lhe pediu por ocasião da Promessa de Fátima.
Santo Afonso
Alfonso Maria de' Liguori nasceu em Marianella, comuna italiana da província de Nápoles, na região de Campânia, a 27 de setembro de 1696, e dois dias recebeu o Sacramento do Batismo na Igreja de Santa Maria dei Vergini, no centro da comuna de Nápoles. Sua luminosa inteligência foi percebida desde a infância: aos 13 anos já tocava cravo com perfeição, e aos 16 foi aprovado por unanimidade como doutor em Direito Civil e Canônico, quando a idade mínima era 20 anos. Mas aos 27, diante de tantos graves casos de corrupção que via, resolveu deixar a carreira de advogado e tornar-se Padre.
De nobre família, era o primeiro de sete filhos. Seus pais, Giuseppe de' Liguori e Anna Maria Caterina Cavalieri, estavam orgulhosos do filho que não perdia nenhuma causa na justiça, se havia tornado famoso entre os nobres e era cortejado por belas jovens. Mas o coração de Santo Afonso Maria de Ligório não se conformava com o mundo de aparências e futilidades.
Como já frequentava a Confraria dos Médicos na Igreja dos Girolamini, da Padres Oratorianos, de quem sua piedosa mãe e ele mesmo desde os 7 anos eram muito próximos, quis, visando tornar-se Sacerdote, sonho de adolescência, ser noviço na Congregação do Oratório de São Filipe Néri, Santo pelo qual tinha grande devoção, porém não teve o apoio de seu pai. Após um entendimento com ele e poucos anos de estudo de Teologia, recebeu o Sacramento da Ordenação como Sacerdote diocesano aos 30 anos, em 17 de dezembro de 1726. Ainda candidato, deu-se à prática da recitação do Santo Rosário e do jejum, mas já era um grande adorador de Jesus Eucarístico desde a Páscoa de 1722, quando num retiro se decidiu que seria Padre.
Também se tinha juntado à Confraternita dei Bianchi, Padres e leigos que davam assistência espiritual aos condenados à morte, principalmente durante suas execuções, tudo fazendo para lhes oferecer o Sacramento da Confissão, além de lhes assegurar digno sepultamento, a confessos ou não. E nessa missão continuou depois de ordenado, tendo escrito no tratado 'Homo Apostolicus', destinado aos Padres: "Acima de tudo, diante do condenado deve-se evitar evocar os rigores da Justiça de Deus e tudo que possa inspirar horror. O que se deve fazer é colocar diante de seus olhos a extensão da Divina Misericórdia, para lembrar àquele que está prestes a morrer que Deus quer salvar todos homens."
Nas ruas, buscava estar em companhia dos indigentes e marginalizados de Nápoles. E arrastava multidões de maltrapilhos para rezar e proclamar a Palavra de Deus em frente à Igreja de Santa Teresa degli Scalzi. Criou as 'Capelas da Tarde', lugar onde os reunia também para estudar, cantar e realizar outras atividades sociais. Visitava enfermos nos hospitais, principalmente no Hospital dos Incuráveis de São Tiago, onde havia mais de um século se tratou e trabalhou São Camilo. Aliás, em sua primeira visita aí, em 28 de agosto 1723, deu-se um fato místico: viu-se envolvido numa Luz e o hospital oscilar, e ouviu uma voz interior: "Abandona o mundo e entrega-te a Mim."
Tão intensa era sua vida de Padre, que em apenas 4 anos de serviços caiu doente e se viu obrigado a fazer um retiro para cuidar da saúde. Foi quando descobriu um lugar chamado Santa Maria dos Montes, acima da comuna de Scala, na província de Salermo, onde vivia uma gente de rude aparência, criadora de cabra, e logo começou a os evangelizar. Seu terno e sensível coração, que havia renegado o falso, ambicioso e ferino mundo da grande cidade, encantou-se com a pureza daquele povo do campo. Nem mesmo entre os indigentes havia encontrado tão verdadeira e amável gente.
Em 1731, um terremoto atingiu a cidade de Foggia e muitos fiéis afastaram-se da igreja local. Tocado, ele foi à região, também conhecida como Capitanata e, em 30 de novembro durante uma pregação na Igreja de São João Batista, um raio de Luz envolveu-o e ele foi visto levitando diante de todos fiéis. O acontecimento está registrado num vitral da Catedral de Foggia e numa pintura da Igreja de São João Batista.
Voltou a Nápoles, mas não conseguiu esquecer os criadores de cabra da comuna de Scala. Após um longo período de meditação e aconselhamento com seus superiores, resolveu que a gente de Santa Maria dos Montes era mais carentes, pois, vivendo em tão afastada região, não tinham quem os assistisse com os Sacramentos. Era 1732. Com dois colegas, revezaram-se num burrico e deixaram para trás toda estrutura material de que se dispunha naqueles tempos. Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, inicialmente, por 17 anos, chamada de Congregação do Santíssimo Salvador, para anunciar o Evangelho aos mais abandonados. Haveriam de estar presente na vida dos mais pobres não apenas nos religiosos momentos, mas em todas horas, em suas casas, no dia-a-dia, nos trabalhos. E repetia: "Tudo é missão." Por um tempo, retiraram-se no mosteiro beneditino de Villa degli Schiavi, na comuna de Liberi, província de Caserta, onde abriu sua primeira casa em 1734. Porém, muito dados à vida missionária, percorreram todas províncias e povoados de Nápoles, e encontrando oportunidades logo chegaram à região central de Itália e até em Polônia. Praticavam a 'renovação de uma missão', que era o retorno, após alguns meses, do missionário ao lugar onde havia catequizado, para a consolidar.
Ao contrário de largos segmentos da Santa Igreja Católica de seu tempo, que falavam da Sã Doutrina e de pecado para combater o ateísmo já fortemente insurgente entre os mais letrados, Santo Afonso falava de amor e Misericórdia. Se Deus ama a todos, como poderia ser possível não O amar? Com propriedade, fez do Sacramento da Confissão a porta de entrada de muitas almas no Reino de Deus. Tão facilmente cativava as pessoas que por todos era procurado como alguém para conversar, se aconselhar e, mais que tudo, se reconciliar com Deus.
Profusamente escrevia antes mesmo da fundação de sua Ordem, e assim continuou elaborando, além de lindos e melodiosos hinos, numerosos escritos ascéticos, dogmáticos, morais e apologéticos. Deixou belíssimas obras, entre elas 'A Prática do Confessor' e, em especial, 'Teologia Moral', escrita para os Sacerdotes, pois trata do momento em que o ser humano questiona sua vida diante dos amorosos olhos de Deus. E o 'Tratado da Castidade' ainda hoje é referência para quem deseja viver a mais autêntica cristandade. Nele claramente demonstrou como certas amizades podem ser muito perigosas.
Apesar da erudição que se cultuava a seu tempo, sempre usou de linguagem que todos entendiam, religiosos e leigos, dos mais ricos aos mais pobres. A popular simplicidade e devoção eram suas grandes bandeiras para atrair o pensamento dos cristãos, e fazê-los conhecer a humildade do Messias, Servo, feito Homem. Revelou ao mundo a grandeza de Nossa Senhora na obra 'Glórias de Maria', de quem, segundo ele mesmo confessou a uma freira, recebia conselhos.
Escreveu sobre os Mistérios de Cristo, sobre Sua Encarnação e Sua Paixão, e ainda poesias e músicas que usava para catequizar. São 111 obras. Diz-se que toda consciência cristã daquele tempo foi inspirada por suas pregações. Sem sombra de dúvida, é o melhor prosador religioso de Itália de todo século XVIII.
Aos 66 anos, embora de frágil saúde, foi ordenado Bispo de uma cidadezinha, Santa Ágata dos Godos, onde em treze anos renovou o seminário, melhorou sensivelmente a formação dos Padres e levou o povo local a efetivamente socorrer os mais pobres.
Em 1774, ainda enquanto Bispo, pelo dom da bilocação esteve em Roma para ajudar o Papa Clemente XIV em seu leito de morte e participar de seu funeral. E no palácio episcopal de Arienzo, na província de Caserta, onde irmãos da Ordem residiam, por dois dias consecutivos foi visto pensativo, sentado em uma poltrona.
De sua profunda inspiração, deixou-nos esses ensinamentos: "A Misericórdia foi prometida a quem teme a Deus, e não a quem dela abusa."
"A santidade consiste: primeiro, numa verdadeira renúncia de si mesmo. Segundo, numa total mortificação das próprias paixões. Terceiro, numa perfeita conformidade com a vontade de Deus."
"Fazer a vontade de Deus é fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz."
"Fazer a vontade de Deus é fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz."
"Nisso consiste tudo de que precisamos fazer para sermos Santos: renunciar a nós mesmos e não seguir nossa própria vontade."
"Se estivermos unidos à divina vontade em todas tribulações, é certo que vamos tornar-nos Santos e seremos os mais felizes do mundo."
"A ciência dos Santos consiste em constantemente sofrer por Jesus Cristo. É pelo sofrimento que mais prontamente nos santificamos."
"Os Santos consideram como presentes as doenças e as dores que Deus lhes manda."
"O modo de agir dos Santos é bem diferente: gostariam que todo mundo conhecesse seus defeitos para os ter como pobres pecadores, como eles mesmos se julgam."
"Quem quer ser Santo, deve procurar cada dia dar alguns passos no caminho da santificação."
"Os corações dissipados não se tornam Santos."
"A principal recompensa que Deus dá ao Santos é dar-Se todo a eles."
"A alma no Céu dá-se toda a Deus, e Deus dá-Se todo à alma, na medida em que ela é capaz e segundo seus merecimentos."
"A alma no Céu está toda unida a Deus e ama-O com todas suas forças, com um consumado e perfeito amor."
"No Céu, vendo a Deus, a alma não pode deixar de O amar com todas suas forças."
"É puro e perfeito amor o desejo de ir ver Deus no Céu. Não tanto pela felicidade que lá experimentaremos em O amar, mas pelo prazer que Lhe daremos amando-O."
"A alma no Céu está toda unida a Deus e ama-O com todas suas forças, com um consumado e perfeito amor."
"No Céu, vendo a Deus, a alma não pode deixar de O amar com todas suas forças."
"É puro e perfeito amor o desejo de ir ver Deus no Céu. Não tanto pela felicidade que lá experimentaremos em O amar, mas pelo prazer que Lhe daremos amando-O."
"Maria é o porto daqueles que naufragam, consolo do mundo, resgate dos cativos, alegria dos enfermos."
"O Rosário é a mais agradável homenagem à Mãe de Deus."
"Quem reza, com certeza se salva."
"Quem reza se salva, quem não reza é condenado. Salvar-se sem rezar é dificilíssimo, até mesmo impossível... mas rezando, a Salvação é certa e facilíssima. Se não rezarmos, não temos desculpas, porque a Graça de rezar é dada a todos... se não nos salvarmos, a culpa será toda nossa, porque não teremos rezado."
"Não há mais necessário e mais eficaz meio para vencer as tentações contra a angélica virtude que o imediato recurso a Deus pela oração."
"Que perfeição queres tu porventura encontrar sem a oração? Esta é a bela escola, em que se aprende a bela ciência dos Santos. Tantos estudos… tantas erudições, tantas línguas, tantas e diversas ciências, são boas... podem servir... Mas é sobretudo necessária a bela ciência dos Santos, a ciência de amar a Deus, que não se estuda nos livros, não. Estuda-se diante do Crucifixo, diante do Santíssimo Sacramento."
"Quem reza se salva, quem não reza é condenado. Salvar-se sem rezar é dificilíssimo, até mesmo impossível... mas rezando, a Salvação é certa e facilíssima. Se não rezarmos, não temos desculpas, porque a Graça de rezar é dada a todos... se não nos salvarmos, a culpa será toda nossa, porque não teremos rezado."
"Não há mais necessário e mais eficaz meio para vencer as tentações contra a angélica virtude que o imediato recurso a Deus pela oração."
"Que perfeição queres tu porventura encontrar sem a oração? Esta é a bela escola, em que se aprende a bela ciência dos Santos. Tantos estudos… tantas erudições, tantas línguas, tantas e diversas ciências, são boas... podem servir... Mas é sobretudo necessária a bela ciência dos Santos, a ciência de amar a Deus, que não se estuda nos livros, não. Estuda-se diante do Crucifixo, diante do Santíssimo Sacramento."
"A Eucaristia não é só garantia do amor de Jesus Cristo, mas também é garantia do Paraíso que Ele quer dar-nos."
"Jesus Sacramentado é a fonte aberta a todos, onde, sempre que quisermos, podemos lavar nossas almas de todas manchas dos pecados que cometemos a cada dia."
"A comunhão espiritual consiste no ardente desejo de receber a Jesus Sacramentado, e num amoroso trato como se já O houvéssemos recebido."
"Jesus Sacramentado é a fonte aberta a todos, onde, sempre que quisermos, podemos lavar nossas almas de todas manchas dos pecados que cometemos a cada dia."
"A comunhão espiritual consiste no ardente desejo de receber a Jesus Sacramentado, e num amoroso trato como se já O houvéssemos recebido."
"Jesus Cristo, morrendo, apagou nossa condenação com Seu Sangue, para que assim recuperássemos a esperança do perdão e da eterna Salvação."
"Este Senhor está sobre nossos altares, como em um trono de amor e de Misericórdia, para distribuirmos infinitas Graças."
"Nenhuma língua é suficiente para declarar a grandeza do amor que Jesus tem a qualquer alma que está sob a Graça."
"Sem a Missa, a Terra já teria sido aniquilada há muito tempo, por causa dos pecados dos homens."
"Não convém, a uma tão grande Misericórdia como a Vossa, esquecer-se de tão grande miséria como a nossa."
No ano de 1775 deixou a diocese e voltou para sua congregação, para as orações e para seus escritos. Fez-se um grande filósofo escolástico, que era o método de pensamento crítico de então. E em 1787 finalmente descansou, aos 91 anos, deixando 72 Capelas da Tarde e 183 Padres Redentoristas. Foi reconhecido como Doutor da Igreja, 'Doctor Zelantissimus'. É o Padroeiro dos confessores, e tem o título de 'Celestial Patrono de todos confessores e moralistas'.
"Não convém, a uma tão grande Misericórdia como a Vossa, esquecer-se de tão grande miséria como a nossa."
No ano de 1775 deixou a diocese e voltou para sua congregação, para as orações e para seus escritos. Fez-se um grande filósofo escolástico, que era o método de pensamento crítico de então. E em 1787 finalmente descansou, aos 91 anos, deixando 72 Capelas da Tarde e 183 Padres Redentoristas. Foi reconhecido como Doutor da Igreja, 'Doctor Zelantissimus'. É o Padroeiro dos confessores, e tem o título de 'Celestial Patrono de todos confessores e moralistas'.
Em Brasil, tocou aos Padres Redentoristas administrarem grandes e importantíssimos santuários como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba, o de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, também Paraná, no litoral, o de Bom Jesus da Lapa, no interior de Bahia, o do Morro de Nossa Senhora da Conceição, em Recife, o de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, em Belém, o do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, e o da maior basílica mariana do mundo, a de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida, São Paulo.
Algumas de sua relíquias podem ser vistas sob um dos altares da Basílica Papal de Pagani, uma comuna da província de Salermo, que foi erguida em homenagem a São Miguel Arcanjo mas passou a ser dedicada a nosso Santo. Aí se venera sua imagem em madeira, com vestes e paramentos que lhe pertenceram.
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