domingo, 8 de abril de 2018

Aparição de Jesus na Polônia


    Extratos d'O DIÁRIO, de Santa Irmã Faustina:


    (Plock, Polônia) "1931, dia 22 de fevereiro.
  
    À noite, quando me encontrava em minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para a bênção, e a outra tocava-Lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Em silêncio, eu contemplava o Senhor; minha alma estava cheia de temor, mas também de grande alegria.
    Logo depois, Jesus disse-me: 'Pinte uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inserção: Jesus, eu confio em Vós. (...) Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. (...)
    Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja solenemente benta no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de Graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia.
    A alma que se confessar e comungar, alcançará o perdão de penas e culpas. Neste dia, estão abertas todas as divinas comportas pelas quais fluem as Graças. Que nenhuma alma tenha medo de aproximar-se de Mim. Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande Misericórdia para com as almas pecadoras.'"

    Porém, como Irmã Faustina não conseguia pintá-la, e achava impossível descrevê-la para que alguém a pintasse, tentou conseguir de seu confessor que fosse dispensada dessa obrigação, mas não lhe foi concedido. E assim, outro dia Jesus apareceu-lhe e disse: "Fique sabendo que, se negligenciares a tarefa da pintura dessa imagem e de toda obra da Misericórdia, serás responsável por um grande número de almas no Dia do Julgamento." (Diário, 154)
    Como também não conseguia encontrar um pintor que tão bem representasse estas aparições, dias mais tarde, chorando, ela rezou a Jesus: "Quem vos pintará tão belo como sois?" Então ouvi estas palavras: "O valor da imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas em Minha Graça." (Diário, 313)
    "Por meio dessa Imagem concederei muitas Graças às almas. Que toda alma tenha, por isso, acesso a ela." (Diário, 570)


     "Os dois raios representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha Misericórdia, quando na Cruz o Meu agonizante Coração foi aberto pela lança (...). Feliz aquele que viver à Sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus." (Diário, 299)


    "O Meu olhar, nesta imagem, é o mesmo que Eu tinha na Cruz." (Diário, 326)
    "DESEJO QUE O MUNDO TODO CONHEÇA MINHA MISERICÓRDIA!" (Diário, 687)
    "As Graças da Minha Misericórdia colhem-se com o único vaso, que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá. Grande consolo dão-Me as almas de ilimitada confiança, porque, em almas assim derramo todos tesouros das Minhas Graças. Alegro-Me por pedirem muito, porque Meu desejo é dar muito, muito mesmo. Fico triste, entretanto, quando as almas pedem pouco, quando estreitam seus corações." (Diário, 1578)
    "... existem almas. que vivem no mundo, que Me amam sinceramente; permaneço com prazer em seus corações, mas não são muitas. Também existem nos conventos almas que enchem de alegria Meu Coração. Nelas estão gravadas Minhas Feições (...) mas seu número é muito pequeno. Elas são a defesa contra a justiça do Pai Celestial, e alcançam a Misericórdia para o mundo. O amor e o sacrifício dessas almas sustentam a existência do mundo." (Diário, 367)
    "As almas eleitas são como luzes em Minhas mãos, luzes que lanço na escuridão do mundo e ilumino-o. Como as estrelas iluminam a noite, assim as almas eleitas iluminam a Terra, e quanto mais perfeita é a alma, tanto mais luz lança em torno de si e alcança mais longe. Pode ser oculta e desconhecida até pelos mais próximos, porém sua santidade reflete-se nas almas até nos mais distantes confins do mundo." (Diário, 1601)
    Irmã Faustina deixou esse testemunho: "Em minha vida há instantes e momentos de conhecimento interior, ou seja, divinas luzes pelas quais a alma recebe um ensinamento interior sobre coisas que nem leu em livros, nem foi instruída por qualquer pessoa. São momentos de conhecimento interior, que o próprio Deus concede à alma. São grandes mistérios." (Diário, 1102)

APÊNDICE

    Para que tenhamos uma ideia da seriedade e da importância das imagens, indubitavelmente um excelente meio usado por Deus para comunicar-nos Seu amor, como,aliás, bem revelou Jesus nesta aparição, é possível comparar como Seu rosto do quadro descrito por Irmã Faustina se encaixa perfeitamente nas proporções do rosto do Santo Síndone de Turim (vulgarmente conhecido como o Santo Sudário).
    Ademais, foram minuciosos exames feitos no Santo Síndone que nos revelaram uma pequena e vertical cicatriz abaixo do olho esquerdo de Jesus, o que justificaria Seu olho ligeiramente 'caído' retratado em Sua mais antiga imagem, o Pantocrator.


    "Pela Vossa dolorosa Paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro."